terça-feira, 29 de abril de 2008

AÇÃO CULTURAL ELEGE NOVA DIRETORIA.

No dia 19 de agosto de 2007 a Ação Cultural elegeu uma nova diretoria para o triênio 2007-2010, cuja composição é formada pelo Professor Maxivel Ferreira, como diretor-presidente, pela produtora cultural Lucy Guerra, como secretária e pela artesã e educadora popular Irene Smith como tesoureira.

Na oportunidade o primeiro presidente da entidade, Zezito de Oliveira resumiu as principais conquistas e deixou registrado em ata, o nome de alguns colaboradores/parceiros no período de 2003 a 2007. “(...)Além dos sócios e colaboradores, verdadeiros heróis da resistência, que são vocês que estão aqui presentes, tivemos o apoio de pessoas, entidades e empresas que muito contribuíram para prosseguirmos em frente. Dentre aqueles (as) que merecem ser lembradas nesse momento, podemos destacar o Padre Givanildo e José Soares, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese-BA), o Centro Nordestino de Animação Popular (Cenap-PE), o Jornal Cinform, o Banco do Nordeste do Brasil, o Sebrae, a Rádio Cultura, a TV Sergipe através do programa Sergipe Comunidade, o portal Overmundo, e os micro- empresários Ademir , Pituxo, Arnaldo e o fotográfo amador Ronaldo Lima.

Por último, vale registrar as conquistas e os muitos momentos bons dos quais tivemos a alegria de compartilhar juntos, sócios e parceiros: Os fóruns populares de cultura, as mostras arte e cidadania, a tentativa de interiorização através do circuito arte e cidadania, os almoços culturais, as oficinas culturais nas comunidades do Jardim, Getimana e Coqueiral. O Aplausart, mostra de dança e teatro, organizada pela Academia Rick di Karllo de São Cristovão, nossos parceiros desde a primeira hora e que a partir desse momento nos acolhe em seu local de ensaios para onde estamos transferindo a sede da Ação Cultural. As viagens de intercâmbio para Pernambuco, Bahia e Alagoas. Os artigos e noticias no Cinform, no Overmundo, o blog e o informativo impresso da Ação Cultural, as reportagens no Programa Sergipe Comunidade.(...)”

Já o novo diretor-presidente Maxivel Ferreira deixou registrada as seguintes palavras: “Agradeço a todos os amigos que neste momento compreendem a importância do verdadeiro trabalho em equipe e que realmente desejam unir forças em prol de um projeto tão importante como esse, cujos resultados serão garantidos pelo empenho de cada um de nós com perseverança, fé e determinação. Sou grato ainda pelo voto confiante de todos, e tenho um forte desejo e esperança de que as conquistas virão, como fruto de um serviço consciente e transformador, e na certeza de poder contar com pessoas capazes, amigas e de comprovado compromisso e responsabilidade social”.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Lei Roaunet do jeito que está não é tiro no pé, é suicídio"


22/04/2008 Carlos Minuano*

Em entrevista ao Cultura e Mercado, o diretor do grupo de teatro Folias, Marco Antonio Rodrigues, avança na discussão sobre a lei de incentivo à cultura e adverte: “Quem vai faturar em breve essa bolada toda de R$ 1 bi são as produções internacionais”.

Cultura e Mercado – Fale um pouco de seu grupo, o Folias...

Marco António Rodrigues – O grupo fez 10 anos em 2007, é resultado do trabalho de algumas pessoas que trabalhavam eventualmente juntas, eu, o Dagoberto Feliz e Reinaldo Maia. Em 1997 ganhamos um prêmio de estímulo do governo do estado pra montar um espetáculo chamado “Folias Felinianas”. Eu sempre fui muito avesso a esse negócio de grupo, porque sempre implica em uma promiscuidade familiar, tem um lado muito perverso, mas naquele momento a gente topou. A partir daí, constituímos o grupo Folias. Nosso espaço atual, chamado Galpão do Folias, era uma igreja abandonada, fica próximo ao metrô Santa Cecília. Estamos lá desde 2000. O Folias é um grupo que desde o início se constituiu como um coletivo de artistas, que pensa a arte como um fator de cidadania e interferência na vida do país. Eu sou um dos diretores artísticos e um dos fundadores do grupo, trabalho ainda em vários lugares sou professor do Teatro-escola Célia Helena, e funcionário da Funarte, desde 1987, como profissional de artes cênicas.

CeM – Qual sua opinião sobre a atuação do Celso Frateschi à frente da Funarte?

MAR – Sou amigo do Frateschi, é um cara que respeito muito, que tem uma trajetória digna, foi secretário de Cultura de Santo André, na mesma época que eu fui secretário de Cultura de Santos. Dialogávamos bastante naquela época. Aliás, sua gestão foi estruturante pra região. De modo geral, sua atuação começou a instalar e discutir um modelo de arte que o Brasil nunca teve em 500 anos, que vê a arte como uma identidade autônoma, e não como agregada a algo. Diferente de outros povos, o teatro aqui é resultante de uma intervenção canônica, uma intervenção basicamente jesuítica, ou seja, doutrinadora, moralista determinante de alguma coisa. Acho que pensar nessa autonomia é fundamental em toda essa discussão sobre a Lei Rouanet. Coisa que eu não vejo acontecer. Discute-se a questão do mercado, da grana, do negócio, mas, a questão da autonomia da arte, não vejo no debate.

CeM – Os espetáculos do grupo Folias utilizam Lei Roaunet?

MAR – Durante os dez anos do grupo sempre tivemos certificados da Lei Rouanet, e nunca conseguimos nenhum tostão.

CeM – Como você interpreta isso? Seria um jogo de cartas marcadas?

MAR – Não acho que seja o caso de cartas marcadas, apesar dos principais favorecidos serem sempre o Itaú Cultural e a Fundação Roberto Marinho. Creio que o problema está na estrutura pré-iluminista. A questão do mecenato no mundo nasce como? Primeiro, através da religião, depois quando a religião deixa de ser estado isso se transfere pro sangue azul que é a nobreza, que é quem financia de fato o artista, depois entra numa zona de autonomia quando começa a surgir o capitalismo. E quando o estado passa a ser Republicano ele assume por herança esse papel do mecenato.

CeM – É esse o papel iluminista?

MAR – Sim, é na verdade o que estamos discutindo. Está aí o atraso. Eu conheço vários mecanismos no mundo, por exemplo, a lei inglesa, a lei russa a legislação portuguesa, conheço várias legislações. Mas não conheço nenhuma, em nenhum país, que apóie 90% do fomento às artes públicas ou à cultura baseado numa lei de incentivo, isso é único no mundo, como é único no mundo o monopólio privado de mídia eletrônica.

CeM – O jornal O Estado de S. Paulo destacou recentemente alguns pontos da Lei Rouanet...

MAR – Sim, aliás, são dados que servem pra orientar qualquer discussão. Primeiro, questionam quem são os grandes incentivadores, ou seja, Petrobrás, Banco do Brasil e Vale do Rio Doce. Em segundo, quem são os grandes captadores, Fundação Itaú Cultural, Fundação Roberto Marinho e por aí vai. São dados importantes pra gente discutir, a questão não é de quem sou a favor ou de quem sou contra. A questão é o que queremos do país. Esses dados são concretos e se repetem durante os 17 anos da existência do incentivo, obra do Collor, essa é nossa herança, que atravessou o governo Fernando Henrique e está atravessando o governo Lula.

CeM - Seria um resultante moralista da Lei Sarney?

MAR – Claro, a Lei Sarney foi criada quando o Celso Furtado era ministro da cultura, no governo Sarney, e me parece que a idéia do Celso na verdade não era fazer com que a empresa privada de fato patrocinasse a cultura, até porque o Celso, economista, sabia que há por aqui uma alta dose de burguesia, que o capital sempre foi mais remunerado que o trabalho. Então, o que ele estava tentando na verdade era sensibilizar o próprio estado pra questão da cultura. Ele estava querendo um orçamento de fomento direto. Parece que essa seria a estratégia.

CeM – E o que houve com esse projeto desenhado por Celso Furtado?

MAR – Quando o Collor entra em 90, com todo aquele moralismo globalizante é que começa todo o processo de globalização que vai dar na discussão atual da Lei Rouanet. Quando ele inicia seu governo, está todo mundo se beneficiando de uma forma indevida. No início da Lei Sarney, a idéia era que você pudesse chegar na padaria, por exemplo, e com aquele pouco de imposto que o proprietário pagasse, pudesse transferir pra você de alguma forma. A intenção era chegar numa coisa mais capilar.

CeM – É bem diferente do cenário atual...

MAR – O que a gente tem hoje em dia é o exato contrário, a lei é absolutamente excludente desde o seu princípio. Quem é que pode abater imposto de renda? Quem pode se beneficiar do incentivo? Só quem paga imposto pelo lucro real. Está eliminado disso o lucro presumido, o lucro arbitrado e qualquer operação de capital. Portanto, se você vende um terreno, uma fábrica e quiser aplicar na lei sua parte do imposto de renda devida não pode, só pode o lucro real. Quem paga o lucro real? As grandes corporações. Quem tem acesso a elas?

CeM – Alguns grupos conseguem...

MAR - Eu montei uma peça chamada “O Assassinato do Anão do Caralho Grande”, do dramaturgo Plínio Marcos, por convite da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Qual empresário patrocinaria essa peça, ainda mais com 38 atores em cena?

CeM – E qual a sua opinião sobre essa gritaria em torno da Lei Roaunet?

MAR – A grande gritaria hoje é porque, de repente, pro empresário nacional ficou difícil competir com o empresário internacional. Quem vai faturar essa bolada toda de R$ 1 bi daqui há muito pouco tempo são as grandes produções internacionais, porque São Paulo, Rio de Janeiro, enfim, o Brasil é um mercado interessante.

CeM – Pode falar um pouco mais sobre isso?

MAR – Trata-se de um mercado de 200 milhões de habitantes, se tiver 20% com uma boa capacidade de compra já são 40 milhões de pessoas, é quase a população da França. Interessa a qualquer grande evento, como o Cirque de Soleil. E são trazidos pelas empresas daqui, com o dinheiro da Lei Rouanet, como os grandes espetáculos da Broadway que são também produzidos aqui com dinheiro da lei de incentivo.

CeM – Essas grandes produtoras dizem que geram emprego...

MAR – É uma piada, ninguém vive de teatro. O que acontece é que o capital nacional hoje já começou a dançar na mão do capital internacional, e a tendência é continuar assim. Esta lei do jeito que está não significa dar tiro no próprio pé, é um suicídio. Ela não favorece ninguém. É uma grande bobagem. É como alguém que vai pescar apenas pra almoçar. Não está pensando como vai ser daqui um mês, um ano, quanto mais em dez anos, ele está pensando no almoço. Se por enquanto consegue pegar um dinheirinho pra montar uma peça, um show, está tudo certo, mas logo nem isso vai conseguir fazer.

CeM – Que saída você vê?

MAR – Por causa dessas excrescências, as pessoas começam a ir pro Senado defender, por exemplo, essa Secretaria Nacional de Teatro que é outro equívoco. De que vai adiantar uma secretaria como a Secretaria do Audiovisual? Aliás, outra brincadeira. Quantos longas são produzidos por ano no Brasil? Qual a circulação dessa produção? Qual a distribuição? Praticamente nenhuma. Somente são produzidos porque a primeira imagem que aparece na tela é a do selo da Lei do Audiovisual, patrocinado por Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil. Cadê as empresas nacionais? Esta situação se apóia numa fragilidade do governo Lula. Como pode um diretor de marketing mandar mais que o presidente da República na questão cultural? Mas manda.

CeM – Você acredita no aprimoramento da lei?

MAR – Devido a tanta posição antagônica, eu creio que precisamos encontrar um ponto comum, mas esse ponto tem que partir de um fundo público. O fundo não é só para grupos de teatro, como a imprensa e a mídia gosta de falar, que estamos defendendo um lado contra outro. Mas tem que ser algo que fomente um desenvolvimento de relevância cultural, que possua um julgamento de mérito, coisa que a Lei Roaunet não tem, por isso entra qualquer coisa. E precisa ampliar e facilitar o acesso. Todo mundo se arrepia quando se fala em contrapartida social, mas deixa passar ingressos a duzentos reais. É a mentalidade “casa-grande e senzala”. Minha sugestão é colocar um pedágio na Lei Roaunet.

CeM – O teatro precisa da Lei Rouanet?

MAR – O teatro enquanto arte precisa de um fundo público, eu pessoalmente defendo que a lei seja transformada nesse fundo público, com a participação da sociedade e com a possibilidade de atender a todas as produções. Agora o teatro comercial não precisa de incentivo.

CeM – Você acredita que uma Secretaria Nacional de Teatro não é mesmo necessária?

MAR – porque, no lugar de novas secretarias burocráticas não propomos programas específicos para cada segmento cultural? Que capacidade que a Secretaria do Audiovisual teve pra resolver os problemas do cinema? Nenhuma. Vamos fortalecer as estruturas que já temos. É uma bobagem atrasada do ponto de vista da arte, porque as fronteiras entre elas são cada vez mais tênues. O que precisamos é de um órgão que trabalhe pelas artes, e isso nós já temos, que é a Funarte.

*Colaborou Paula Nogueira

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O negócio da cultura

Folha de S. Paulo - SÉRGIO DE CARVALHO e MARCO ANTONIO RODRIGUES

O DEBATE sobre a extinção da Lei Rouanet tem mobilizado setores importantes da sociedade brasileira. Parte da classe artística, secretários de governo e jornalistas têm assumido o ponto de vista "reformar, sim, acabar, nunca!".
De fato, a Lei Rouanet tem se mostrado uma força miraculosa em seus 17 anos de vida. Basta dizer que mudou a paisagem da avenida Paulista, em São Paulo, ao fazer surgir uma dezena de centros culturais. Curiosamente, instituições com nomes de bancos, que elogiam o espírito abnegado da instituição financeira. Seu nascimento está ligado à caneta do presidente Collor de Mello, em 1991. Tinha, então, um nobre objetivo pré-iluminista: incentivar o mecenato. Só que a aristocracia do passado contratava diversão com recursos do próprio bolso. Já a Lei Rouanet está mais afinada com a cartilha liberal-conservadora de sua época: "O Estado deve intervir o mínimo, a sociedade deve se autogerir, mas, para isso, é preciso uma ajudazinha".
Todo o poder miraculoso da lei tem a ver com seu mecanismo simples: ela autoriza que empresas direcionem valores que seriam pagos como impostos para a produção cultural.
A idéia parece boa, mas contém um movimento nefasto: verbas públicas passam a ser regidas pela vontade privada das corporações, aquelas com lucro suficiente para se valer da renúncia fiscal e investir na área.
Assim, os diretores de marketing dos conglomerados adquirem mais poder de interferir na paisagem cultural do que o próprio ministro da Cultura. E exercem tal poder segundo os critérios do marketing empresarial. O estímulo aos agentes privados resulta em privatismo.
Diante da grandeza do fundo social mobilizado desde 1991 (da ordem de R$ 1 bilhão só no ano de 2007), é possível compreender a gritaria das últimas semanas. Por trás da defesa da Lei Rouanet, há maciços interesses. Não só os das instituições patrocinadoras, que aprenderam a produzir seus eventos culturais, mas os da arte de índole comercial (feita para o agrado fácil), que ganha duas vezes -na produção e na circulação-, na medida em que os ingressos seguem caríssimos.
Os maiores lucros, contudo, ficam com os intermediários. De um lado, as empresas de comunicação, cujos anúncios pagos constituem gigantesca fonte de renda, em média 30% dos orçamentos. De outro, a casta dos "captadores de recursos", gente que embolsou de 10% a 20% do bilhão do ano passado apenas por ter acesso ao cafezinho das diretorias de empresas.
Como não há julgamento da relevância cultural na atribuição dos certificados que habilitam o patrocínio, a lei miraculosa abriu as portas dos nossos teatros às megaproduções internacionais, que ganham mais aqui do que em seus países de origem.
O caso do Cirque du Soleil, com seus R$ 9 milhões de dinheiro público e ingressos a R$ 200, está longe de ser exceção. Ao contrário, é a norma de um sistema em que o Estado se exime de julgar a qualidade em nome do ideal liberal de tratar os agentes desiguais como iguais e "conter o aparelhamento político da cultura".
O pressuposto filosófico do debate foi revelado pelo secretário da Cultura de São Paulo, João Sayad: "Antigamente, numa era religiosa, o natural era a coisa criada por Deus. Hoje, o natural é o que dá lucro".
Ao defender o subsídio contra o mercado excludente, assume a impotência do Estado e endossa a idéia de naturalidade (portanto, imutabilidade) do império do capital sobre qualquer coisa que já se chamou "vida".
Uma reforma da Lei Rouanet incapaz de impedir o controle privado de recursos públicos não faz sentido.
O Estado pode estimular a generosidade humanista dos empresários com renúncia fiscal, mas não pode deixar de regular a distribuição do fundo social com regras claras de concorrência pública. Não parece óbvio? Então, por que não enfrentar o debate sobre valores culturais? Por que contribuir para a universalização da lógica mercantil? O "aparelhamento político da cultura" pode ser questionado em público. O desejo unilateral de um gerente de marketing, não.
Num passado recente, o governo Lula sacrificou seus membros para não enfrentar a tropa de elite da mídia eletrônica. Estava em questão a exigência de "contrapartida social" no patrocínio das estatais.
Sua disposição conciliatória pode, de novo, impedir uma transformação maior, rumo a uma cultura livre, pensada como direito de todos. Mas qualquer mudança exige, no mínimo, considerar a hipótese de que a realidade e o mercado não são uma coisa só.
SÉRGIO DE CARVALHO, 41, é diretor da Companhia do Latão e professor de dramaturgia da USP.
MARCO ANTONIO RODRIGUES, 52, é diretor e um dos fundadores do Folias, companhia teatral.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1604200809.htm

sábado, 5 de abril de 2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

Blogs voltados para a inclusão de artistas e grupos culturais emergentes são criados a partir do Telecentro “O Gonzagão”.

“Mente e coração antenados com o melhor que é produzido em matéria de políticas culturais, na região nordeste, no Brasil e no mundo, mas fincado em solo sergipano” é a melhor definição que se pode dar aos blogs criados neste feriado prolongado de semana santa, pelo atual diretor do Complexo Cultural “O Gonzagão” e um dos fundadores e primeiro presidente da ong Ação Cultural (triênio 2004-2007 ).


Segundo José de Oliveira Santos (ou Zezito, como é mais conhecido), a criação do primeiro blog se deu em 2005, a partir do incentivo de um sócio da Ação Cultural que lhes falou acerca da importância de se ter um instrumento de comunicação via internet, com baixo custo e sem depender de especialistas para alimentá-lo com conteúdo.


E assim foi lançado o primeiro blog da Ação Cultural, que carecia de uma repaginada já há algum tempo, tendo em vista a aparência desleixada do visual “básico, muito básico”, segundo o autor.


Já o blog do Consórcio Cultural do Conjunto Augusto Franco e Adjacências, nasceu sem problemas dessa natureza, em razão da experiência acumulada. “Esse estava pedindo para nascer desde que o consórcio foi criado (maio de 2007) e com o tempo, em razão da experiência, da quantidade e qualidade dos registros escritos e da cobertura fotográfica realizada pela Caravana Arcoiris, durante seu período de estadia no Gonzagão, já tinha que surgir sem os problemas e limites do primeiro blog criado."


Em termos de possibilidades oferecidas pela ferramenta do blog, Zezito afirma que através da experiência anterior dos blogs da Ação Cultural e do portal Overmundo, onde publica constantemente artigos e promove a divulgação de eventos culturais, pode trocar idéias e conhecer trabalhos de pessoas com propósitos semelhantes, desenvolver ações conjuntas e, em especial, disseminar o pensamento acerca da necessidade de ampliar os investimentos humanos, materiais e financeiros nas ações culturais voltadas para melhorar a qualidade da cidadania em Sergipe e no país.


A propósito do Overmundo, Zezito o considera uma das idéias mais interessantes que surgiu na internet brasileira, em termos de conectar blogueiros, experientes ou não, com foco voltado para as questões culturais e principalmente pelo conceito de produção colaborativa e compartilhada, já que no Overmundo todo o conteúdo é produzido pelos overmanos e overmanas (como são denominados aqueles que se cadastram e publicam no portal), e a decisão sobre o que vai ao ar e o tempo de permanência em destaque é decidido pela comunidade.


A partir do segundo semestre, o desejo é democratizar o conhecimento sobre a produção de blogs e outras ferramentas de inclusão digital para possibilitar que outros artistas e entidades culturais emergentes possam também divulgar suas idéias e ações. Para isso, serão utilizados os recursos técnicos e humanos do telecentro Gonzagão, fruto da parceria da Secretaria de Estado da Cultura e Petrobrás, instalado naquele Complexo Cultural e que será aberto à comunidade no dia 10 de abril, inicialmente com curso básico de informática, com utilização de plataforma linux (software livre) e com acesso gratuíto a internet.

http://acaoculturalse.blogspot.com

http://consorciocultural.blogspot.com