O olhar do Pe. Soares sobre a primeira reunião preparatória da segunda jornada ecológica. AQUI
Projeto II Jornada Ecologia e Espiritualidade - Edição 2012 é aprovado
O projeto II Jornada Ecologia e Espiritualidade foi aprovado pelo Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade. Confira lista, aqui
Embora tenha sido aprovado com um valor menor do solicitado, R$5.100,00 ao invés do R$7.000,00 solicitado, fica garantido o custeio do principal que é o cachê do assessor/artista, Zé Vicente, passagens aéreas e estadia. O custo de som e a cobertura fotográfica/ vídeográfica foi uma das contrapartidas oferecidas pelo ponto de cultura "Juventude, Cultura e Cidadania" que contará com equipamentos apropriados.
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Sol de Primavera (Beto Guedes)
“Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar”
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar”
O projeto da II Jornada Ecologia e Espiritualidade (2012), busca articular e contribuir no processo de formação politico pedagógica de uma rede de ativistas e educadores ambientais que considerem de forma integrada, a arte, a cultura, a ciência, a educação popular e o conhecimento bíblico como bases metodológicas e éticas para a compreensão e comprometimento com as causas ambientais nos tempos atuais.
O projeto é direcionado para agentes e animadores de comunidades, pastorais e movimentos religiosos, além de educadores, agentes culturais e lideres de comunidade e de movimentos sociais.
O projeto será realizado por meio de atividades que já começaram com a avaliação da I Jornada Ecológica em 2011, prosseguindo com a realização de reuniões mensais de planejamento e encaminhamento das demandas propostas no relatório de avaliação da I Jornada e preparação da Jornada Ecológica (JE) de 2012, que ocorrerá no período de 21 a 23 de setembro de 2012.
A programação da JE-2012 será composta de palestras e oficinas, noite cultural (show musical e roda de danças circulares) e exposição e venda de artesanato produzido com material reciclado.
A assessoria da JE 2012, estará a cargo do missionário, cantor , compositor, músico, educador e ecologista Zé Vicente, definido pelo site MPBnet da seguinte maneira:
“Zé: artista, cidadão, ecologista, místico. Um apaixonado por seu povo, sua terra, pátria, planeta, suas raízes sagradas. Através de Shows e das Oficinas de Arte- Vida, Zé Vicente vai sensibilizando pessoas com sua poesia e música criativa , em sintonia permanente com as grandes causas humanas, sociais e ecológicas do nosso tempo.”
O evento será realizado no Centro de Pastoral da Paróquia São Pio X, localizado no bairro 18 do Forte, em Aracaju.
Zé Vicente será o assessor/artista convidado
Justiça e Beleza se abraçam na obra de Zé Vicente.
Imagens do Show do Zé Vicente em Aracaju - ano 2002 (Stenio Persico esquerda)
Em 1968 Gilberto Gil, através da composição Procissão, afirmou: “Eu também tô do lado de Jesus, No entanto, acho que ele se esqueceu de dizer que na terra a gente tem que arranjar um jeitinho pra viver" .
Certamente ele não havia tido contato com os pensamentos e ações de centenas de religiosos cristãos (bispos, padres, freiras e leigos) que, no final da década de 60, atuavam de forma discreta para tornar possível o sonho de transformar este mundo em “festa, trabalho e pão” como disse o compositor e parceiro tropicalista Capinam.
Provavelmente, ao mergulhar nas brenhas e veredas do Brasil, a partir de 2002, Gilberto Gil como ministro, pôde perceber os frutos maduros plantados por tantos cristãos, que nem sempre precisaram romper de forma radical com as estruturas religiosas, como o Padre Nando, do romance Quarup, de Antonio Calado.
Estes resultados, em termos de ação cultural, estão materializados em milhares de artistas e iniciativas socioculturais que foram alimentados no passado e ainda um pouco nos dias de hoje, pelo compromisso com as mudanças socioestruturais por parte da igreja católica no Brasil.
Quem se der ao cuidado de pesquisar este assunto a fundo, irá se deparar com uma significativa quantidade de artistas populares e intelectuais orgânicos que iniciaram suas trajetórias na seara de tantas comunidades cristãs de base.
Certamente ele não havia tido contato com os pensamentos e ações de centenas de religiosos cristãos (bispos, padres, freiras e leigos) que, no final da década de 60, atuavam de forma discreta para tornar possível o sonho de transformar este mundo em “festa, trabalho e pão” como disse o compositor e parceiro tropicalista Capinam.
Provavelmente, ao mergulhar nas brenhas e veredas do Brasil, a partir de 2002, Gilberto Gil como ministro, pôde perceber os frutos maduros plantados por tantos cristãos, que nem sempre precisaram romper de forma radical com as estruturas religiosas, como o Padre Nando, do romance Quarup, de Antonio Calado.
Estes resultados, em termos de ação cultural, estão materializados em milhares de artistas e iniciativas socioculturais que foram alimentados no passado e ainda um pouco nos dias de hoje, pelo compromisso com as mudanças socioestruturais por parte da igreja católica no Brasil.
Quem se der ao cuidado de pesquisar este assunto a fundo, irá se deparar com uma significativa quantidade de artistas populares e intelectuais orgânicos que iniciaram suas trajetórias na seara de tantas comunidades cristãs de base.
Leia mais:
http://www.overmundo.com.br/overblog/justica-e-beleza-se-abracam-na-obra-de-ze-vicente
ARTE NA CAMINHADA DAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE
DESAFIOS E PROPOSTAS.
Zé Vicente
No dia 28 de janeiro de 2011, estive presente na Ampliada das CEBs reunida no Centro de Expansão da Diocese de Crato, Ceará, para organizar os passos rumo ao 13º Inter-eclesial planejado para acontecer, em janeiro de 2014, em Crato e Juazeiro. Fui convidado pelo Secretariado do 13º, para uma tarefa bem específica: motivar a discussão sobre a importância de um Projeto de Arte na Caminhada das CEBs, tema sentido, como urgente, por muitos de nós, principalmente da área artística e sempre recorrente por ocasião dos grandes eventos.
Durante pouco mais de uma hora, conduzimos nossa conversa, temperada com músicas e testemunhos em três níveis:
- Nossa percepção do que é a Arte para nós;
- Memória e Missão da Arte na Caminhada das Comunidades;
- Projeto de Arte na Caminhada – desafios e possibilidades.
O QUE É ARTE PARA NÓS?
Iniciei com um breve testemunho, em que compartilhei com as pessoas da Ampliada, um pouco de minha história, desde os primeiros passos na comunidade onde nasci, o Sítio Aroeiras, município de Orós/CE, bebendo nas tradições das novenas e benditos de Mãe Suzana e, quando na década de 1970, criamos o primeiro Grupo do Dia do Senhor, para celebrações da Palavra aos domingos, já recorrendo à arte,através das dramatizações do evangelho, histórias populares e músicas, passando pelo período em que morei na cidade de Iguatu, onde fundamos o TAI (Teatro de Amadores de Iguatu), ensaiando os primeiros passos com a literatura de Cordel.
Contei do tempo em que morei em Crateús e Estudei Teologia em Recife, quando entrei no campo das composições musicais (entre 1981 a 1990).
Neste ano de 2011, estou celebrando os 30 anos da primeira música: “Povo Novo”, espalhada pela PJMP (Pastoral da Juventude do Meio Popular).Atualmente, além das viagens, temos o Projeto Sertão Vivo, na roça de Orós, que por quase 15 anos estamos apostamos na arte,nos cuidados com a saúde e na sensibilização e educação ambiental.
Após esse relato, perguntei para as pessoas presentes o que é arte, nas suas experiências de vida e missão. “Beleza, encanto, mística, inspiração da alma, força de animação das lutas, cultura, dança, pintura, poesia, alegria, expressão de nossa identidade...” foram algumas das palavras vindas dos corações presentes.
Seguindo a reflexão, procurei resumir minha percepção e experiência com arte em suas dimensões:
a) Arte-educação – quantas belas experiências existem por aí, sensibilizando e capacitando pessoas para um olhar contemplativo e de encanto sobre o mundo e a história, para a criação da beleza, para novos comportamentos proféticos, abertos ao diálogo e convívio nas diferenças, para construção de Culturas de Vida e Paz;
b) Arte-profissão – quando em 1988, fiz a opção de sobreviver da música e da poesia, não foi fácil, não era conhecido e fui alertado, por Dom Fragoso, então bispo de Crateús, com quem convivia e trabalhava, de que poderia enfrentar dificuldades. Fui descobrindo que o artista pode sim, viver do suor de sua arte. Aqui relembro uma frase do poeta e herói revolucionário nicaragüense, Carlos Fonseca, impressa numa nota de dinheiro: “não somos peixes para viver da água, não somos aves para viver no ar, somos homens para viver da terra”, aqui vale a adaptação: “somos artistas, para vivermos da arte”.
Na época em que criamos o MARCA – Movimento de Artistas da Caminhada, um desafio pouco trabalhado foi exatamente a diferença entre artistas de profissão e artistas com outras profissões. Chamávamos de “artistas militantes” e “militantes artistas”. Hoje é possível e necessária uma melhor abordagem, incluindo aí nas leituras de conjunturas e estudos, o tema das produções e do mercado de arte, em todos os campos:música, moda, culinária, feiras, festas, produções visuais etc.
Como esse tema se faz presente na chamada Economia Solidária? Temos lamentado, quando nos reunimos, sobre as dificuldades encontradas; não raras vezes, quando acontece algum convite para criarmos ou apresentarmos nossas artes em Igrejas ou outros espaços coordenados por pessoas vindas das Comunidades e Movimentos Populares, que tudo parece mais exigente e difícil. Há situações em que nos pedem para atuar voluntariamente, em eventos beneficentes, mas nos mesmos eventos, contratam artistas ou bandas comerciais e pagam seus cachês.
Há situações mais graves em que pagamos pra trabalhar, pois nem somos perguntados(as) se tivemos alguma despesa de viagem. Vale fazermos uma alusão ao descaso com a memória dos nomes e dos direitos autorais, nas obras postas e circuladas entre nós. Não será essa uma questão de justiça, importante e em sintonia com tema do próximo inter-eclesial a estarmos atentos?
c) Arte-terapia – muitas experiências, em muitos lugares, nesse campo do cuidado e até da cura de graves problemas de saúde, através da arte que desperta, motiva, eleva o ser humano, para a sua vocação e missão holística! Tais experiências – dança,teatro,hip-hop,pintura... estão notadamente nas periferias das cidades, onde a arte está oferecendo alternativas de vida e saúde humana para as crianças e jovens em situação de risco, pelo tráfico de drogas e a cultura da violência.
d) Arte-sacra, celebrativa –está presente com todas as suas linguagens, desde os tempos mais remotos, nos templos e nos mais diferentes rituais. Quantos(as) artistas e movimentos, existiram, que mesmo tendo que sobreviver com as chamadas encomendas e censuras, deixaram as suas marcas proféticas na Caminhada da humanidade.
Hoje, nas celebrações populares, romarias, liturgias, como estamos percebendo e refletindo sobre o papel das artes e seus (as) artistas?
Como encaramos a dicotomia imposta pelos setores mais reacionários entre o que classificam como “arte sacra”, aquela criada e usada dentro das Igrejas, versus “Arte mundana ou, profana”,a que circula no âmbito da sociedade civil?
Como estamos percebendo os movimentos do mercado crescente e lucrativo nesse campo da arte sacra? Assim como existe hoje o agro-hidro-negócio, estamos vendo crescer também o “sacro-negócio”. Temos estudado muito pouco o fenômeno dos padres cantores e outras expressões, infladas pela grande mídia.
As CEBs, a meu ver, vem mantendo certo retraimento sobre construção de um projeto de arte, não ocupando um espaço importante, para trazermos a discussão sobre os conteúdos, a nossa relação com Teologia da Libertação, com as Culturas atuais e com as categorias artísticas.
MEMÓRIA E MISSÃO DA ARTE NA CAMINHADA:
Com apoio de Batista, do secretariado do inter-eclesial e de Marcos, artista plástico e padre em Valença-RJ, trouxemos uma rápida memória da arte na Caminhada das CEBs, em especial nos grandes encontros, iniciando pela apresentação dos cartazes de todos os Inter-eclesiais; tecendo alguns comentários emocionados de pessoas presentes que viveram aqueles momentos marcantes. Temperamos com cantos criados naqueles tempos favoráveis. Lembramos nomes de quem contribuiu com criações artísticas significativas – Patrício, o cego poeta do Maranhão, PE. Leôncio Asfuri, do Acre, Zé Germano, o violeiro do Ceará, Dona Rosa Dias do DF, Zé Martins, companheiro cantor, falecido em 2009, Cerezo Barredo, Domingos Sávio, Adélia Carvalho, Anderson Augusto e Elda Broilo nas artes plásticas, só para lembrarmos alguns, entre tantos nomes.
Vimos alguns caminhos seguidos nos campos das produções.
O primeiro e muito eficaz, tem sido esse do cuidado e das publicações locais. A primeira gravadora precisa ser sempre o coração da Comunidade. Da fitas k-7, aos CDs artesanais, das camisetas aos DVDs, criados nos fundos de quintais.
Outro caminho aberto, se deu no âmbito das Editoras mais conhecidas: Paulinas, com a coleção “Canto das Comunidades” em discos (LPs),depois em CDs e livros. A Paulus, em primeiro tempo, nas áreas dos livros e depois em CDs, VERBO FILMES, com todo o acervo de filmes históricos, como “Pé-Fé na Caminhada” entre outros e o antológico Disco “Caminhada dos Mártires”, feito com orientação de D. Pedro Casaldáliga.
O CEBI, com vasta produção popular sobre a leitura popular da Bíblia e o CD “Em nome do primeiro amor” (Paulus). Nos últimos Inter-eclesiais, Zé Martins e Angela, através do CENOR (criado por ele), coordenou a produção musical, voltada exclusivamente para as celebrações e animação da caminhada interna das CEBs. Tem também várias produções chamadas “independentes” circulando e motivando a nossa caminhada.
Foram vários os comentários, sobre os conteúdos e os símbolos presentes nos cartazes e outras criações artísticas – a Bíblia, o mapa da América Latina, a cruz, o anel de tucum, o caminho,o trem... - a proposta eclesial e política presentes em nossa vasta criação artística, o espaço Memória e Caminhada, cuidado pelo Irmão Renato em Brasília, apresentado por Sérgio Coutinho e Pe. Nelito, já tem um acervo importante.
Parece urgente, a pesquisa mais apurada e a criação de espaços e eventos para possibilitarmos uma maior visibilidade de nossa memória artística, com a devida referência e reverência a quem cria e acredita na arte, como uma fonte viva que anima e alimenta as profundas razões de vida e organizações populares.
PROJETO DE ARTE NA CAMINHADA DAS CEBs – DESAFIOS E POSSIBILDADES
Temos consciência do potencial artístico presente na Caminhada das CEBs e Movimentos Populares?
Está claro, para nós artistas da Caminhada, agentes pastorais, assessores,bispos e padres que acompanhamos essa Caminhada, que a arte pode ser considerada como Ministério importante a serviço da vida comunitária e da missão na construção de outro mundo possível, segunda a mística do Reino do Divino Artista da Vida?
A meu ver parece claro que temos dedicado pouca atenção a esse tema, e vamos reproduzindo a cultura de mercado, que sobrevive de encomendas, para seus eventos de impacto passageiro e que precisa sempre de outro evento para passar novo produto, sua marca. Nesse sentido lembrei na Ampliada de Crato, que não tenho usado tanto a expressão CEBs, nas músicas que componho, mas espero não deixar dúvidas quanto às bandeiras e causas cantadas, como sendo da Caminhada das Comunidades Eclesiais de Base; mas também estão nas mãos e corações das Pastorais Sociais e Vários Movimentos Populares. No nosso caso, não me sinto tranquilo, quanto ao destaque absoluto da marca “CEBs”. Penso que poderíamos repensá-la, procurando evidenciar mais as grandes causas as quais estamos assumindo. Poderemos ter nas CEBs uma boa marca, estilo etiqueta do Reino, mais discreta, evidenciando os grandes conteúdos que assumimos.
No curto espaço de tempo, dedicado ao assunto, apenas levantamos alguns desafios e possíveis ações a trilharmos, considerando a importância de construirmos um Projeto de Arte mais em longo prazo, assumindo alguns bons desafios, tais como:
· Mapeamento do que existe de artes na caminhada, criadores(ras) e produtores(ras), contemplando a diversidade de crenças e culturas existentes hoje;
· Criarmos um programa destinado à capacitação de artistas, promotores de eventos e vendedores, seguindo a dinâmica da Economia Solidária;
· Motivar algumas pessoas responsáveis pelas assessorias, para que pesquisem e escrevam sobre esse tema “arte” na Caminhada das CEBs. Na ocasião, lembramos ao Manfredo Oliveira, Benedito Ferraro e outros homens e mulheres que nos acompanham sempre,solicitando mais atenção sobre esse assunto;
· Na perspectiva do 13º Inter-eclesial, já estão marcados alguns eventos, como o Seminário com artistas, a produção de algum subsídiomusical,mas aberto,para os meios de comunicação etc. Que rumo queremos imprimir a esses eventos? Como organizar melhor a nossa missão nessa área artística, nos vários campos – música, artes plásticas, moda alternativa, culinária, artesanato etc.?
· Ver como planejar melhor e preparar mais a presença de artistas das comunidades e regionais nas delegações que virão para as Ampliadas e ao inter-eclesial.
· É urgente pensarmos na criação de um Setor, com estrutura mínima e recursos, para esse serviço, mais em longo prazo. Penso que esta não é mais uma tarefa só de uma pessoa, nem de uma equipe localizada, mas é uma responsabilidade do conjunto das CEBs, através de suas instâncias representativas.
· Estudar mais profundamente a relação arte e liturgia nas CEBs.
· Lembramos que a CNBB, oferece o prêmio “Margarida de Prata”, a filmes brasileiros que tratam de temas coerentes com as causas defendidas pela Igreja, não seria interessante abrir para outras linguagens de artes, que brotam na Caminhada?
Agradecido pela atenção e carinho com quem a turma da Ampliada Nacional, acolheu e entrou na reflexão e a sinalização para trilharmos juntos, abrindo novos caminhos para a Arte na Caminhada.
Zé Vicente – poeta-cantor
Contato: zvi@uol.com.br
Leia também o release 01 do Zé Vicente, AQUI
Leia sobre o Sertão Vivo, projeto idealizado e realizado por uma equipe liderada por Zé Vicente. AQUI
O olhar de Zé Vicente sobre a Romaria dos Mártires da Caminhada em Conceição do Araguaia. AQUI
Arquidiocese de Manaus cria Nossa Senhora indígena

Kátia Brasil, na Folha.com
A Arquidiocese de Manaus apresentou aos fiéis uma imagem de Nossa Senhora e do menino Jesus com traços indígenas.
Chamada de Nossa Senhora da Amazônia, a imagem foi feita pela designer Lara Denys, 23, vencedora de concurso para retratar a santa com “características da cultura da região amazônica”.
Na imagem, Nossa Senhora e Jesus têm cabelos e olhos pretos e pele parda. O manto dele está preso ao corpo dela, da mesma forma que as índias carregam seus filhos.
Segundo o coordenador do concurso, padre Reneu Stefanello, será construída a sua estátua no santuário que está sendo erguido em Manaus.
“Ela tem os traços da feminilidade da mulher amazonense, da mulher indígena. Traz no colo um Jesus curumim”, afirma ele.
Para o antropólogo Ademir Ramos, da Universidade Federal do Amazonas, a imagem é uma estratégia para evitar a perda de fiéis para os protestantes pentecostais.
“A Igreja Católica quer passar a identificação entre o devoto e o santo. Como o fiel vai devotar uma santa branquinha de olho verde?”, indaga.
Em Sergipe, primavera inicia com Jornada Ecológica
Participantes reunidos no abertura da jornada - sexta-feira - 23/09/2011
OS BONS TEMPOS ESTÃO DE VOLTA.
Neste 25 de setembro de 2011, ao ultrapassar o portão que dá acesso às salas e auditórios localizados nos fundos da igreja São Pio X para participar do último dia da Jornada Ecologia e Espiritualidade, lembrei-me de bons momentos vividos na década de 80 e meados dos anos 90 do século passado no Rio de Janeiro, em Pernambuco e São Paulo, quando adentrava em alguns espaços eclesiais para participar de encontros, celebrações e eventos culturais.
Naqueles anos, havia um maior número de bispos, padres, irmãs e leigos da igreja católica, como também religiosos e fiéis de igrejas evangélicas históricas, a exemplo das Luterana, Metodista, Congregacional, Presbiteriana (os ramos denominados independente e unida), Anglicana e outras mais, buscando se associar de forma ativa e constante a pessoas que participavam de processos educativos, sociais, políticos e artísticos voltados para a construção de um mundo melhor, independente de crença religiosa ou ideologia.
Por esta razão, a sociedade brasileira avançou em muitas conquistas sociais, políticas, éticas e culturais.
Leia mais:
http://www.overmundo.com.br/overblog/em-sergipe-primavera-inicia-com-jornada-ecologica
Mais músicas de Roberto Malvezzi "Gogó". Para ouvir e/ou baixar
http://www.overmundo.com.br/banco/maria-e-ecologia
Musica Beleza Iluminada - Baixe e Espalhe
Clique, aqui
O gospel socio-ecológico de Roberto Malvezzi
capa do CD Belo Monte-Nilton Freitas, Targino Gondim e Roberto Malvezzi "Gogó"
Mas, quem pode negar que o povo de nosso país tem uma capacidade enorme de se unir em situações de tragédia? Que tem um potencial inesgotável de criatividade e uma diversidade cultural considerada das mais ricas do planeta, dentre outras virtudes e oportunidades?
Imagine só, juntar solidariedade, criatividade e diversidade cultural para combater essas mazelas ! Sim, é possível, e está sendo feito por muita gente boa desse imenso e rico país, como diz uma bela canção interpretada por Milton Nascimento.
Todavia, esse tipo de atitude e seus protagonistas nem sempre chegam ao conhecimento de parcela significativa da população. Pelo pouco acesso a esse tipo de informação há dificuldades para motivar pessoas a se envolverem constante e ativamente com processos de transformação das estruturas que (re)produzem injustiça, violência e miséria, tanto material quanto espiritual.
Para fazer com que mais pessoas conheçam e se envolvam de uma forma diferente com as grandes causas do presente e do futuro, está sendo organizada, por um grupo de entidades religiosas e culturais, uma jornada de estudos composta de oração, leitura biblica, danças circulares e cantoria para tratar da questão ambiental.
LEIA MAIS:
http://www.overmundo.com.br/overblog/o-gospel-socio-ecologico-de-roberto-malvezzi
PROGRAMAÇÃO
Dia 23 – Palestra (19h30) – Convivência com o Semi-Árido e Transposição do Rio São Francisco.
Dias 24 e 25 – Estudo Biblico – (9 ás 17hs - dia 24) – (8h30 ás 12h – dia 25)
Dia 24 – Noite Cultural (forró, cantoria e danças circulares) - Das 20 ás 24hs.
Local: Anexo da Igreja São Pio X – Av. Visconde de Maracaju – bairro 18 do Forte.
REALIZAÇÃO - ONG AÇÃO CULTURAL E PARÓQUIA SÃO PIO DÉCIMO
APOIO: Centro Educacional Futuro Feliz, Gráfica Farias, Rádio Cultura e Fundação Aperipê.
Ouça e espalhe! Música Água da Chuva
http://www.overmundo.com.br/banco/agua-de-chuva
Para saber mais, clique aqui
E aqui
Foto: Roberto Malvezzi "Gogó"
Jornada discute ecologia e espiritualidade
Release Ação Cultural
Uma programação voltada para discutir a ecologia, a religião como estímulo de transformação social e ainda, finalizando, com atividades culturais que incluem cantoria e danças circulares. Essa é a principal proposta da “Jornada Ecologia e Espiritualidade” organizada pela ONG Ação Cultural e a Paróquia Pio Décimo que acontecerá nos próximos dias 23 a 25 de setembro na Igreja São Pio X, localizada no Bairro 18 do Forte.
Segundo um dos coordenadores do evento Zezito Oliveira um dos objetivos do evento é “fazer com que mais pessoas conheçam e se envolvam de uma forma diferente com as grandes causas do presente e do futuro e coma a questão ambiental. O Brasil é um país cheio de mazelas: uma das maiores concentrações de renda do mundo, situações de violência. Mas existe muita gente trabalhando com solidariedade e criatividade para mudar essa realidade”. A Jornada também foi planejada por agentes agentes ligados as comunidades eclesiais de base (CEBS) e ao centro ecumênico de estudos bíblicos (CEBI).
DESTAQUE
Na programação (que pode ser conferida logo abaixo) um dos destaque é o músico e ativista Roberto Malvezzi, também conhecido como Gogó. Malvezi é agente da comissão pastoral da terra (CPT), residente no sertão baiano, compositor e músico desde os anos 70. Em seu histórico sintetiza uma atuação de organização social através da música. Nas suas composições , Gogó absorve ritmos da música popular brasileira além de atuar como pesquisador, palestrante e escritor de artigos críticos sobre as questões do meio ambiente. Seu mais recente trabalho musical é o CD “Belo Sertão”, em parceria com Targino Gondim e Nilton Freitas.
PROGRAMAÇÃO
Local: Anexo da Igreja São Pio X – Av. Visconde de Maracaju – bairro 18 do Forte.
Dia 23 – Palestra (19h30) – Convivência com o Semi-Árido e Transposição do Rio São Francisco.
Dias 24 e 25 – Estudo Bíblico – (9 ás 17hs - dia 24) – (8h30 ás 12h – dia 25)
Dia 24 – Noite Cultural (forró, cantoria e danças circulares) - Das 20 ás 24hs.
A jornada está organizada em três blocos. Palestra, Estudo Biblico e Noite Cultural.
A participação em todos os momentos não é obrigatória. No caso do estudo biblico, sugerimos que a participação seja durante o sábado e o domingo,
No sábado será servido almoço no local (opcional). Quem desejar deve acrescentar mais R$5.00 ao valor da taxa e realizar reserva antecipada. O pagamento pode ser realizado na secretaria da igreja São Pio Décimo ou depositado - valor de R$10.00 (taxa de inscrição e + almoço) na conta:
Quem for pagar apenas a taxa de inscrição dever fazer preferencialmente com antecipação na secretaria da igreja ou na sexta (23) ou sábado (24).
Contatos:
[Irene Smith]9836-1945 ou 3044-8186
{Pe. Soares} - 3236-5833
{Zezito de Oliveira} - 9993-4483
Para saber mais, clique aqui
Colaboração: jornalista Thiago Paulino
FICHA DE INSCRIÇÃO PARA A JORNADA ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE
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