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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

A lição de Gonzaguinha: sem cultura, educação e comunicação popular, não se enfrenta o projeto de recolonização

 Ontem, domingo,  27/09,  fui mais uma vez assistir ao documentário Gonzaguinha – Da Maior Liberdade  no Cinema do Centro. E posso garantir: é da maior necessidade, para um povo que se vê mais uma vez em uma encruzilhada para escolher seu destino como nação — e não será a primeira vez. Foi assim em 2022, está sendo assim neste ano e, com a provável vitória de Lula, será assim novamente em 2030. Talvez com uma intensidade menor do que foi em 2022 e agora, a depender da prioridade a cultura, a  educação e a comunicação popular , inclusive a cultura digital e a midia livre,  em um provável governo Lula 4, 


No caso de derrota do projeto civilizatório e soberano representado por Lula e de vitória do projeto de barbárie e recolonização representado por Flávio Bolsonaro, dificilmente o Brasil reunirá as condições para sair do abismo a que será lançado.

Mas, assistindo a Gonzaguinha e pensando ao final, para diminuir a intensidade desse sentimento de angústia e sofrimento que vivemos em 2022 e agora, reiteramos como uma mantra, será preciso uma real compreensão da importância da cultura, da educação e da comunicação popular para alcançarmos esse intento. E aqui, três medidas são urgentemente necessárias:

1) O apoio maciço, com orçamento, à democratização da produção e da circulação do audiovisual brasileiro. Muitos exemplos reforçam este apelo, como a incrível quantidade de bons filmes brasileiros  que tem sido lançados nestes primeiros anos da retomada da democracia e do investimento em arte e  cultura como realizado no governo Lula 3, mas é preciso mais. E, no caso da circulação, especial atenção à construção e manutenção das salas de cinema de rua, à criação e manutenção de cineclubes e ao reforço da divulgação do streaming público "Tela Brasil", em especial junto aos professores, estudantes e beneficiários dos programas sociais. No caso das escolas, uma atenção muito especial à exibição da nossa produção audiovisual, o que exige não apenas formação dos professores, desde a graduação, mas também investimento em salas e equipamentos de qualidade para exibição dentro das escolas e com protagonismo dos estudantes.

2) Retomada urgente do caminho de soberania digital, iniciado nos dois primeiros governos do presidente Lula, quando nem mesmo a palavra soberania estava na ordem do dia, mas, para além da retórica, os fatos correspondiam à ideia, lembrando Cazuza.

Dessa maneira, das ações micro, como o letramento digital, às ações macro, como a regulação das grandes plataformas e a construção de uma rede de internet soberana, com envolvimento do maior número de pessoas nessa discussão, faz-se urgente e necessário.

E, para isso, é preciso trazer para o centro do debate e das decisões ativistas e/ou pesquisadores que atuam de forma qualificada e engajada com a cultura digital — e temos mais de uma centena no Brasil.

De volta a Gonzaguinha - Da Maior Necessidade, em termos da motivação para assistir ao filme pela segunda vez, o que me levou a isso foi a forma como a diretora e a equipe do filme souberam captar os momentos difíceis de um tempo de ditadura, com tudo de ruim que isso pode significar — como a censura que atingia de forma ridícula jornalistas, intelectuais e artistas como Gonzaguinha, como é tão bem demonstrado no filme —, mas ao mesmo tempo a alegria de viver, de resistir, de burlar a tirania, de se divertir, em meio ao clima de perigo reinante. Enfim, personagem e filme que bem retrataram o espírito de um tempo. 

E, para sintetizar com um pensamento bem formulado acerca da maior necessidade a que me refiro na introdução desta nota, trago o que afirmou o professor Romero Venâncio (UFS):

"Uma esquerda que não sabe organizar sua memória e aprender com a memória dos de baixo sofrerá num eterno presente e frustrará o futuro..."

  https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/03/sobre-ditadura-civil-militar-de-1964.html?utm_source=chatgpt.com

Para quem quiser se aprofundar em dois dos assuntos centrais do texto acima , recomendo:

Sobre o que são Cineclubes e sua importância.

Os cineclubes surgiram nitidamente em resposta a necessidades que o cinema comercial não atendia, num momento histórico preciso.

https://cineclubedesertoverdedotorg2.wordpress.com/cineclubismo/principios-por-felipe-macedo/

Sobre Soberania Digital


https://decalogo.soberania.digital/ 
 Em um momento decisivo do processo eleitoral,  um programa para a autonomia tecnológica do país, em busca do compromisso de candidatos nestas eleições. 
 Cultura Digital: O que foi, o que será. 

Por Célio Turino.

 Num poema político, a história interrompida de um Brasil-vanguarda. Software livre, jovens hackers, pontos de cultura. Um dos semeadores desta época reconstitui a efervescência das redes – hoje “fio partido” que precisa ser reconstruído.

https://acaoculturalse.blogspot.com/2025/06/cultura-digital-o-que-foi-o-que-sera.html

Quatro publicações de agosto e setembro de 2026 no blog  da cultura sobre  Gonzaguinha, da Maior Liberdade.

1. “Vamos lotar as salas de exibição de ‘Anistia 79’ e ‘Gonzaguinha: Da Maior Liberdade’...”

LEIA TAMBÉM:

25 de agosto de 2026

Ler o artigo no Blog da Cultura

O filme é apresentado como parte de uma retomada da memória recente do Brasil, ao lado de Anistia 79. O artigo chama atenção para o fato de o documentário transformar Gonzaguinha em personagem político e libertário e relaciona sua obra à necessidade de enfrentar a “crônica falta de memória” brasileira.

Um eixo importante é a música “Pequena Memória para um Tempo sem Memória”, utilizada como chave para pensar o filme e a própria disputa pela memória histórica.


2. “Por que assistir a cinebiografia sobre o genial Gonzaguinha: Da maior liberdade. Melhor doc. do Festival de Cinema de Gramado?”

1º de setembro de 2026

Ler o artigo no Blog da Cultura

Destaca a repercussão do documentário no 54º Festival de Cinema de Gramado, incluindo o Kikito de Melhor Longa-Metragem Documentário. A publicação reúne informações sobre o filme e várias músicas de Gonzaguinha, entre elas “Comportamento Geral”, “Pequena Memória para um Tempo sem Memória”, “Caminhos do Coração”, “E Vamos à Luta” e “É”.

O texto também coloca em primeiro plano a pergunta sobre que artista é Gonzaguinha para o Brasil de hoje, aproximando sua obra da memória política e cultural brasileira.


3. “Por que devemos lotar a sala Walmir Almeida / Cinema do Centro para assistir Gonzaguinha – Da maior liberdade?”

18 de setembro de 2026 — por Zezito de Oliveira

Ler o artigo no Blog da Cultura

Apresenta Gonzaguinha como um dos principais artistas da geração dos festivais e reúne informações sobre sua trajetória, sua relação com a música de protesto e a ditadura.

Além da análise do filme, o artigo cumpre uma função de mobilização do público para o Cinema do Centro, chegando a informar sessões e também outras cidades brasileiras onde o documentário estava em cartaz.


4. “Dicas do Blog da Cultura para este sábado e domingo em Aracaju...”

19 de setembro de 2026

Ler a publicação no Blog da Cultura

Aqui Gonzaguinha aparece dentro de uma agenda cultural de fim de semana, com destaque para a exibição do documentário no Cinema do Centro. A publicação retoma a informação de que o filme recebeu o Kikito em Gramado e apresenta a crítica publicada no G1, que caracteriza Gonzaguinha como um artista político e libertário.

O texto articula o filme com Anistia 79 e com a ideia de que o cinema pode contribuir para combater a perda da memória histórica brasileira.


Uma publicação posterior 

“(4) Lula na ONU e as músicas ‘Comportamento Geral’ e ‘É’ de Gonzaguinha como duas das 13 para pensar o Brasil que merecemos depois do dia 04 de outubro” — 23 de setembro de 2026.

Ler no Blog da Cultura

Este texto já ultrapassa o filme propriamente dito. Gonzaguinha passa a ser utilizado como referência para pensar o Brasil contemporâneo, especialmente através de “Comportamento Geral” e “É”.


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