segunda-feira, 4 de maio de 2026

Documentários produzidos pelos aprendizes da oficina "Cinema na Palma da Mão" terão lançamento neste sábado, 09/05, às 16h30, na Paróquia São Pedro Pescador.


Sinopse - 7:58O Peso da Batina nos mostra o Padre José Soares, 61 anos de idade e 34 de sacerdócio, que ao longo do tempo soube transformar o cansaço próprio da missão em maturidade espiritual.

Equipe do filme Grazielle Mesquita, Eric Gabriel da Silva e Isabelle Silva Santos


Sinopse - Brasinha- 12:16
“O som que não envelhece” - Antônio Vieira, 68 anos, músico resiliente, nos conta como reinterpretar a própria história permite encontrar dignidade mesmo na perda e na mudança.
Equipe de realização do filme - Iasmin Feitosa, Jaci Alves, Ras de Sá. 

Sinopse: A Música da Fé - 10:56 -  Rafael  Santana, um músico de 40 anos que une a arte com a fé, mostrando que a  vida religiosa fica mais interessante com a música.

Equipe de realização do filme  - Patrícia d. S. Cardoso, Analyce Guimarães, Ana Sophya Guimarães, Maria Vitória Dezideria, Julia Silva Santos

A semente plantada em março de 2026 já dá frutos. Neste sábado, 09 de maio,  às 16h30, na Paróquia São Pedro Pescador (Av. João Rodrigues, Bairro Industrial, Aracaju-SE), será realizada a sessão pública de lançamento dos minidocumentários produzidos pelos aprendizes da primeira turma da oficina "Audiovisual com Celular: Cinema na Palma da Mão".

A exibição, que também acontecerá no SAME – Lar de Idosos, coroa um processo formativo que uniu gerações, técnicas apreendidas na prática e o uso inovador de inteligência artificial, tudo sob a mediação do professor Marcel Magalhães — o mesmo profissional que conduziu a primeira oficina de audiovisual da Ação Cultural, lá em 2012.

O caminho percorrido

A primeira turma começou no dia 24 de março com 21 inscritos — número que superou a meta inicial. Em encontros realizados nas terças e quintas-feiras, os participantes mergulharam em roteiro, captação de imagem, entrevista, luz natural e edição. A diversidade geracional, longe de ser um entrave, mostrou-se um dos pontos altos, como registrou a assistente de produção Iasmin Feitosa:

A variação entre as idades, que em qualquer outro caso poderia haver conflito de geração, na oficina foi algo complementar. Acredito que todos nós iremos aprender muito uns com os outros.”

Os três grupos de aprendizes desenvolveram minidocumentários de até dez minutos, colocando em prática o princípio do “aprender fazendo” — referência direta ao pensamento de John Dewey e Ana Mae Barbosa, que orienta a metodologia da Osc Ação Cultural.

O que dizem os participantes

O entusiasmo tomou conta das aulas, especialmente nos dias de gravação. Jaci Farias descreveu o processo de preparação para a entrevista com o artista Antônio Vieira (o Brasinha): “O professor nos orientou sobre a elaboração de perguntas, a importância do comportamento do entrevistador e a busca pelo cenário ideal.”

Para Grazy, que acompanhou as filmagens com o músico Rafael e o Padre José Soares, a experiência foi reveladora: “Nada se compara ao natural, ao orgânico! Não tem IA que consiga reproduzir o brilho, a luz, o viço de uma cena feita naturalmente.”

Patrícia, Anne e tantos outros nomes que ajudaram a construir essa história agora veem seu trabalho na tela — um momento de realeza, como canta Luiz Caldas na canção que embalou o retorno das atividades após a Semana Santa.

Por que esse retorno é histórico

A oficina “Cinema na Palma da Mão” não é apenas mais um curso. Ela representa a retomada de uma ação pioneira da Ação Cultural, iniciada em 2012 com câmeras semiprofissionais e agora revitalizada com celulares e inteligência artificial. Foram dez anos de interrupção forçada — primeiro pela crise que extinguiu o Ministério da Cultura, depois pela pandemia.

Com a reestruturação das políticas públicas — em especial a Lei Aldir Blanc e a retomada do Programa Cultura Viva —, tornou-se possível reeditar essa formação com o mesmo professor Marcel Magalhães e o mesmo assessor pedagógico, Zezito de Oliveira. O projeto foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, com participação da Funcaju e da Prefeitura, Ministério da Cultura e Governo Federal.

“Rapadura é doce, mas não é mole!” — a frase da aprendiz Grazi, que deu o tom da aula sobre roteiro, continua valendo. Fazer cultura em território periférico é um ato político e pedagógico. É transformar o “dar acesso à cultura” em “dar acesso ao poder de fazer cultura”.

Atenção: segunda turma está chegando!

Diante do sucesso da primeira experiência — comprovado pela qualidade dos documentários e pelo engajamento da comunidade, sob a liderança do Padre José Soares —, a Ação Cultural anuncia a abertura da segunda turma da oficina “Cinema na Palma da Mão”.

Modalidade: noturno

Inscrições em:  

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe57SNeRgzRndNOsXbbKJXR721ASBGNpQMI9Wyg5iC78peUaA/viewform?usp=dialog

Também será divulgada em breve a abertura da oficina de teatro popular. Fique ligado!

Apoio e parceria

A Oficina de Audiovisual com Celular é uma das ações culturais e educativas do projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e da Política Nacional Cultura Viva. Ministério da Cultura e Governo Federal, com participação da Funcaju, Prefeitura de Aracaju.

Serviço – Lançamento dos minidocumentários

📅 Sábado, 09 de maio de 2026

🕓 16h30

📍 Paróquia São Pedro Pescador – Av. João Rodrigues, Bairro Industrial, Aracaju (SE)

🎬 Entrada gratuita

“É tão bom quando a gente se entrega à beleza. Quando cicatriza uma ferida, abrindo as portas da vida.”

Que venha a segunda turma.

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