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segunda-feira, 8 de abril de 2024

#1964+60 - Livro coletivo de 60 autores sobre o golpe de 64 lançado em 1º de abril


 Foi lançado em várias cidades do país, no dia 1º de abril, o livro “60 anos do golpe: gerações em luta”, resultado de um ousado projeto concebido e coordenado pelo advogado e militante político Francisco Celso Calmon, que conseguiu reunir em tempo recorde artigos de 60 autores. Esses textos tanto tecem memórias quanto apresentam análises históricas e reflexões sobre a atual conjuntura política, numa tentativa de também apontar caminhos para a consolidação da democracia brasileira.

A data de 1º de abril marca os 60 anos do golpe militar que instaurou a feroz ditadura de 1964-1985 e deixou como saldo dos 21 anos de violência alguns milhares de mortos e desaparecidos, entre outros perversos e duradouros efeitos sobre a sociedade brasileira. Se são 434 os militantes mortos e desaparecidos oficialmente nomeados nos relatórios da Comissão Nacional da Verdade de 2014, a eles devem se somar pelo menos 8.350 indígenas e 1.654 camponeses assassinados, de acordo com levantamentos das comissões próprias e posteriores estudos acadêmicos. 

Os autores dos artigos reunidos no livro de 334 páginas são tanto sobreviventes da ditadura quanto militantes mais jovens de diferentes causas e movimentos em defesa dos direitos humanos. Entre eles encontram-se mulheres e homens, negros, brancos e indígenas, que são professores, pesquisadores acadêmicos, jornalistas, juristas, sindicalistas, sociólogos, economistas, psicólogos, intelectuais, poetas e escritores. Há no grupo ex-coordenadores da Comissão Nacional da Verdade, integrantes do Movimento Geração 68, representantes dos movimentos sociais da periferia, enfim, cidadãos e cidadãs que militam hoje ainda em defesa da democracia. 

Trabalharam na organização desse imenso material, para concretizar o livro, Denise Carvalho Tatim, Gisele Silva Araújo, Roberto Junquilho e Sandra Mayrink Veiga. O ponto de partida da obra, que tem o apoio da Rede Brasil, Memória, Verdade e Justiça, do Canal Pororoca e do Movimento Geração 68, foi a proposta para que os candidatos a autores refletissem sobre a pergunta, "Onde estávamos em 1964 e onde estamos em 2024?" 

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão escreveu, na contracapa: “Tenho muito orgulho de apresentar essa lista de consagrados autores em suas expertises, garantia de um livro de conteúdo de excelência literária e política. Os artigos que compõem esta obra se unem a um eixo essencial, a permanente luta pela democracia de todas e todos. “60 anos do golpe: gerações em luta” é uma obra para figurar entre os grandes compêndios da história”.

Os lançamentos simultâneos em 1º de abril ocorreram em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Aracaju, Curitiba, foram exitosos, bem como nos municípios de Resende, Barra do Piraí e Volta Redonda, no Estado do Rio, e Joaçaba em Santa Catarina.

Brevemente em Passo Fundo, RS, dia 16, no sindicato dos bancários, também na sede recreativa dos bancários, dia 12, mais um lançamento em Vitória. 

Novas ações em torno do livro estão acontecendo em sindicatos, centros culturais, entidades estudantis, entre outros locais propícios ao debate político visando a defesa da democracia.  

Contatos

Francisco Celso Calmon – telefone (27) 988191437

Roberto Junquilho – telefone (27) 988399523

Mariluce Moura - telefone (11) 996381974


domingo, 10 de março de 2024

#1964+60 - No boca de forno temático "golpe militar de 1964" fazemos diferente do que determina o mestre Lula. Zezito de Oliveira, Romero Venâncio .....

Zezito de Oliveira

Estádio Nacional em Santiago, no Chile. O sanguinário ditador Augusto Pinochet usou o palco como campo de concentração e tortura de oposicionistas ao regime militar depois do golpe de estado de 1973. Um povo sem memória é um povo sem futuro. Aprende, Brasil. #DitaduraNuncaMais

 Boca de forno é uma brincadeira infantil nordestina  e que consiste em  aprendizado por meio da cultura do respeito a hierarquia, sendo consequentemente  uma forma de condicionamento  ao poder da autoridade.

Em termos positivos a brincadeira de ‘Boca de forno’ estimula a agilidade, a velocidade e a capacidade motora.

A brincadeira é cantada em verso. O grupo escolhe quem será o mestre, responsável por propor os desafios para o grupo. A ordem pode ser encontrar um objeto de uma cor específica ou mesmo dar uma volta completa no quarteirão. O último a cumprir a prova leva um castigo. A turma decide a quantidade e a intensidade dos “bolos”, que pode ser de pai, mãe, filho ou anjo – do mais forte ao mais fraco.  (https://www3.unicentro.br/brinquedoteca/publicacoes/infancia-nordestina/brincadeiras-nordestinas/) 

Líder grita: Boca de forno. Garotada responde: Forno. Líder: Jacarandá. Garotada grita: Dá. Líder aumenta o tom: Se eu mandar. Garotada animada: Vou. Líder ameaça mais alto: Se não for? Garotada surpreende: Apanha. Líder, decidindo: Reman, reman, quem trouxer... Todos os comandados ouvem, atentos, a ordem para tarefa ingrata, e correm para cumpri-la. Quem regressar de mãos vazias, leva um palmada na mão.  ( https://poetaelmar.blogspot.com/2018/02/boca-de-fornojacarandase-nao-for-apanha.html )

No caso do Lula que afirmou não querer “remoer’  acerca da memória do golpe de 1964, a ordem pode valer para os órgãos de governo, mas, universidade, escolas, mídias alternativas e organizações e movimentos socias estão indo na direção contrária ao que preconiza o presidente Lula, o que pode ser comprovado em outras postagens aqui no blog publicadas com a hastag #1964+60. Para conferir é só clicar no banner "Lembrar para não repetir"  lado direito da primeira página, em cima.

É claro! Se Lula afirmasse a favor dos órgãos governamentais  lembrar a memória sobre o trágico  acontecimento de abril de 1964 e o que se sucedeu daí até os anos atuais, estas atividades por parte da sociedade civil seriam potencializadas e aumentaria a escala do público participante, e vice e versa, havendo portanto processo de retroalimentação das atividades governamentais  e da sociedade civil.

Então, vamos à luta, cobrando de Lula coerência e coragem, assim como fazendo e apoiando ações pro memória de 1964, e não apenas da violência e do sofrimento, como também das lutas, resistências e conquistas.

Lembrar que 1964+60 tem todo o ano de 1964 como tempo forte, mas a boa quantidade e qualidade de atividades pró memoria de abril 1964 em diante, contra a ditadura e a favor das liberdades democráticas e por mais igualdade social,  não pode se restringir somente aos meses de 2024.

Lula determina cancelamento de atos em memória aos 60 anos do golpe militar

O presidente não só orientou como tem conversado pessoalmente com integrantes de seu governo e recomendando que não façam solenidades ou produzam material alusivos aos anos de chumbo

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2024/03/6815977-lula-determina-cancelamento-de-atos-em-memoria-aos-60-anos-do-golpe-militar.html#google_vignette

NÓS NÃO COMEMORAMOS GOLPE. NÓS CLAMAMOS POR JUSTIÇA

Romero Venâncio (UFS)

"Ficamos pobres. Abandonamos uma depois da outra todas as peças do patrimônio humano, tivemos que empenhá-la muitas vezes a um centésimo do seu valor para recebermos em troca a moeda miúda do atual." 

Walter Benjamin. "Experiência e pobreza", 1933

Aviso de saída: o tom será todo pessoal dessa breve (e talvez inútil) reflexão. Acabo de ler um breve texto em forma de depoimento pessoal da professora Jeanne Marie Gagnebin e que tem um titulo impagável: "O preço de uma reconciliação extorquida". Pode ser encontrado no sintomático livro: "O que resta da ditadura". Coletânea publicada em 2010 e que tem por objetivo investigar o restou da ditadura depois do fim formal do regime ditatorial de 1964. Acabo de ler ao mesmo tempo, uma matéria do jornal "Correio brasiliense" que começa assim: "Por conta da reconstrução de sua relação com os militares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou e orientou aos seus ministros e a todo o governo que não realizem quaisquer atos, solenidades, discursos ou produzam material em memória dos 60 anos do golpe militar. O petista não quer criar novas arestas com as Forças Armadas num assunto que ainda é caro à caserna, mesmo sendo a atual geração do Exército, da Marinha e da Aeronáutica outra bem diferente." Se ocorreu exatamente assim, saberemos em breve. 

Para grupos dentro e fora das universidades que estudam esse período pós-64,  a orientação do presidente é desestimulante. Para famílias de assassinados e desaparecidos pela ditadura, é cruel. Para um governo que tem um ministério de direitos humanos, é contraditório. Para um país que precisa reencontrar seu caminho entre a memória e a verdade, é lamentável. Todos nós já sabemos (inclusive o pesidente Lula) que neste país em 1964 tivemos um golpe. Seguido de uma ditadura que durou 21 anos. Essa ditadura prendeu arbitrariamente, torturou, exilou, matou em seus porões, fez desaparecer corpos e tirou o direito de luto de várias famílias e, ainda,  recebeu como "prêmio" uma anistia injusta e que mais benificiou ostorturadores de plantão que torturados e banidos. Foi o triunfo da "paz de cemitério". Sejamos honestos conosco mesmos.

Da parede da Memória. Esta palavra foi motivada em minha história por algumas leituras, alguns depoimentos escutados e o contato com pessoas que foram torturadas na época da ditadura pós-64 e que ainda estão vivas numa tentativa difícil de ter sobrevivido a todo um terror quase inimaginável e inenarrável. Percebo como o envelhecimento das pessoas que foram torturadas também significa um maior esquecimento das barbaridades que viveram no passado. É como se a cada geração mais nova no campo das esquerdas, o esquecimento se tornasse maior e a distância com a época do terror vai se tornando cada vez mais real. No máximo têm informações pelos livros ou alguns filmes. Mas nada disto parece ser fundamental em suas vidas. O tema das prisões, exílios, torturas e assassinatos no pós-64 e a relação com as pessoas que sofreram toda essas brutalidades, está se tornando cada vez mais formal e protocolar nas esquerdas atuais. Não vejo este comportamento como desonesto da parte das "novas gerações das esquerdas". Mas como uma espécie de "espírito de época".

Nossa época vive imensa na velocidade das redes digitais e esta velocidade passa a ser um tipo de comportamento de se envolver na politica, ficar celerada com as eleições parlamentares, em buscar cargos e posições. Essa esquerda sabe da memória, mas não se envolve com ela. Quando se envolve é como naqueles eventos protocolares de mesas arrumadas e pessoas bem vestidas para falarem obviedades treinadas. A cada década, lembrar/falar dos/das torturados/as e que sobreviveram entre as atuais esquerdas, se torna um "peso" ou uma "obrigação". Como uma aula que se ministra, mas que não envolve, que não engaja. A velha questão: que adianta o crime de tortura ser considerado pelas esquerdas imprescritível, mas cair cotidianamente no esquecimento? o crime de tortura não é apenas um conceito, mas um conceito que envolve corpos (alguns ainda vivos). 

Estas breves notas me vieram após ver dois documentários. Sobre pessoas concretas, homens e mulheres. Que combateram a ditadura na com seus copos jovens nos anos 60 e 70, que forma presos, que forma torturados, que foram exilados, que souberam de corpos desaparecidos de seus camaradas...

Primeiro. Um documentário que sempre me comove. Trata-se de: "Alma clandestina". Um filme sobre vida de Maria Auxiliadora Lara Barcelos que foi uma militante política que lutou contra a ditadura militar instaurada no Brasil em 1964. Presa, torturada e banida do país, ela acabou por se suicidar durante o exílio em Berlim em 1976. Uma biografia imagética em tom melancólico, sensorial e emocional de uma alma que foi, por tempo demais, clandestina. E continua sendo clandestina e cada vez mais invisibilizada.

Segundo. O marcante, "Eu me Lembro". Um documentário sobre os cinco anos das Caravanas da Anistia e que procura reconstruir a luta dos perseguidos por reparação, memória, verdade e justiça, com imagens de arquivo e de entrevistas. Foi um honrado trabalho do Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2014. Lembrava àquela época os 50 anos do golpe de 1964. Governava o país, a presidenta Dilma Rousseff.

Logo após ver os filmes e pensar um pouco, me veio a seguinte constatação: deve um horror para quem foi torturado/torturada e sobreviver num país que nenhum torturador (ainda vivos) não foi julgado e preso. Alguns têm cargos ou privilégios através do próprio estado. Deve ser terrível demais. Dolorido demais. 

Por fim, tenho tomado como comportamento pessoal uma atitude: sempre que converso com alguns jovens nas escolas, universidades, Igrejas ou mesmo nas ruas, procuro perguntar o que sabem sobre o golpe de 1964 e a ditadura que veio no pacote... Geralmente, sabem pouco. Imediatamente recomendo que leiam esse ano ainda (por conta dos 60 anos do golpe de 1964!!!) o livro "Brasil, nunca mais". Somente isto. E somente este livro. Tem em PDF, inclusive. Como um trato de pensarmos juntos. 


Escolheu a desonra e provavelmente terá a guerra

Dona Helena Pereira dos Santos segura a foto do filho Miguel, guerrilheiro do Araguaia, ao lado do cartaz com outros revolucionários que tombaram combatendo a ditadura militar. Morreu sem ter de volta o corpo do filho executado pela repressão

11 de março de 2024 - 12h20 - Por Lúcia Rodrigues

https://www.holofotenoticias.com.br/politica/escolheu-a-desonra-e-provavelmente-tera-a-guerra

Eram idos de setembro de 1938. Hitler já demostrava a clara intenção sobre o que pretendia. O mundo caminhava a passos largos para a Segunda Guerra Mundial.

Mas Inglaterra e França tentavam dissimular o que se avizinhava.

Por meio de seus respectivos primeiros ministros criaram um subterfúgio para negar a realidade, como forma de ver se assim o problema desapareceria.

O inglês Arthur Neville Chamberlain, conhecido por sua política de apaziguamento, juntamente com o francês Édouard Daladier foram os protagonistas da assinatura do Acordo de Munique com Hitler e Mussolini.

O texto chancelado em 30 de setembro de 1938 entregava parte da Tchecoslováquia a Hitler na vã ilusão de conter os planos nazistas.

Percebendo a tibieza do compatriota e do francês, o conservador Winston Churchill vaticinou: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra. E terão a guerra”.

Menos de um ano depois, em 1 de setembro, a Alemanha invadia a Polônia dando início à Segunda Guerra Mundial.

O velho barbudo, em o 18 do Brumário, disse que a história se repete duas vezes, uma em forma de tragédia e outra, em farsa.

Mas o filósofo alemão Herbert Marcuse acrescentou que por Marx não ter vivido o horror da experiência fascista, a farsa seria ainda mais terrível do que a tragédia que sucedeu.

O fascismo está de volta. Quem tem olhos vê.

Os tempos são sombrios. O capitalismo está em crise, mas não vai morrer de morte morrida. Percebeu que o neoliberalismo é insuficiente para continuar se impondo, e que precisa da força bruta.

É nesse cenário que a extrema direita se assume como timoneira desses novos velhos tempos.

Com um discurso articulado numa espécie de Internacional do Mal espalha seu veneno destilando ódio pelas redes sociais e pelas ruas.

Quem acha que vai combatê-lo com pombas da paz, está redondamente enganado.

No Brasil, Bolsonaro foi derrotado nas urnas. Mas se está longe de aniquilar a ideologia que ele representa e que está arraigada nas Forças Armadas.

Durante os malfadados quatro anos de seu desgoverno, os militares comemoram o golpe de 1964.

Com a eleição de Lula e principalmente após o 8 de janeiro, com a revelação de que membros do alto escalão das Forças Armadas participaram novamente de uma trama golpista, se pensou que os fardados seriam definitivamente acuados.

Surpreendentemente é justamente Lula quem os preserva neste momento.

Numa política de panos quentes, o presidente da República determina que nenhum ministro se manifeste sobre a descomemoração dos 60 anos do golpe militar. A mesma recomendação, no entanto, não foi feita à caserna.

Desde que assumiu, Lula vem tentando evitar arestas com os militares. A não reinstalação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos até o momento é exemplo disso.

Extinta por Bolsonaro 15 dias antes da posse do atual presidente, a Comissão criada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, não tem prazo para voltar a funcionar, apesar de o ex-ministro da Justiça Flávio Dino ter garantido que  seria reinstalada até 25 de outubro do ano passado, data da morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog no DOI-Codi paulista.

Lula também faz ouvidos moucos às recomendações da Comissão Nacional da Verdade e da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Ao contrário de países do Cone Sul, que mandaram até um general presidente para a cadeia, o Brasil, sessenta anos após o golpe, não puniu nenhum repressor.

O máximo que se conseguiu foi uma decisão da Justiça reconhecendo que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, é torturador.

Mesmo assim, Lula prefere enfatizar que não vai ficar remoendo o passado e que é preciso virar a página sobre esse período.

Parece querer se convencer de que negando o problema, ele desaparecerá.

E com isso não se prepara para uma provável reação dos inimigos.

Alguém considera plausível que os generais Braga Netto, Heleno, Paulo Sérgio, o almirante Garnier e outros fardados ficarão quietinhos esperando a contagem regressiva para verem o sol nascer quadrado por longos anos?

Há ainda outro agravante pela frente. Trump pode vencer as eleições nos Estados Unidos.

Se em 2023, Biden barrou as pretensões golpistas dos militares, o mesmo pode não ocorrer com um aliado de Bolsonaro no comando do império estadunidense.

Mesmo assim, Lula resiste em organizar uma base popular de sustentação para o enfrentamento que provavelmente virá.

Prefere se afastar de apoiadores de primeira hora e de pautas como as que clamam por memória, verdade e justiça, e insistir na política de conciliação por dentro das instituições.

Acredita que assim evitará a derrocada de seu governo.

Escolheu a desonra, e provavelmente terá a guerra.

Ainda há tempo de mudar essa rota. Basta coragem política.


 


 



quinta-feira, 7 de março de 2024

#1964+60 - Os programas de memória histórica sobre o golpe militar de 1964. Canais: Geração 68, Tutaméia , Causas da Vida e Pós TV DHnet Direitos Humanos.


GERAÇÃO 68

 Antônio Funari abre a série de entrevista da série 64+60.  Advogado, Funari faz parte da Comissão Justiça e Paz Dom Paulo Evaristo Arns. 

Já na faculdade de direito em 1964, Funari lembra com detalhes o começo dos anos 60 até o golpe de 1964.

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Venha conhecer a história recente do Brasil Ditadura Nunca Mais. 

 https://www.youtub-e.com/watch?v=BncUKo8dosc

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Na segunda entrevista da série 64+60, o canal YouTube do Geração 68 apresenta a entrevista com Carlos Minc, ex-deputado estadual e ex-ministro do meio ambiente. 

Minc lembra dos debates que participava no movimento estudantil contra a ditadura, principalmente sobre cultura, arte, resistência e questões comportamentais. 

E mais: O ativismo pela preservação do  meio ambiente. 

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https://m.youtube.com/watch?v=vAspfItEiyo&feature=youtu.be

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]O que realmente acontecia no Araguaia? Qual foi o papel de militantes na resistência contra a ditadura militar? 

Nessa entrevista da série 64+60 Amelinha Teles e Crimeia Almeida, irmãs na vida e na luta, nos contam os anos que viveram na resistência, assim como as prisões, torturas e clandestinidade.

Passados 60 anos, a história precisa ser contada para que nunca mais aconteça. Mais ainda: é preciso justiça para que a sociedade possa realmente respirar liberdade. 

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https://m.youtube.com/watch?v=sZ6UtaOBmP8&feature=youtu.be

"O golpe de 1964 foi a quarta tentativa de golpe desde a redemocratização de 1945"


TUTAMÉIA - O QUE EU VI EM 1964

Romero Venâncio (UFS)

Um trabalho jornalistico raro de Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena no canal "Tutaméia" sobre a memória do golpe de 1964. Eles estão escutando as pessoas que estavam lá em 1964 e recolhendo as memórias destas pessoas... Estão se dedicando unicamente a estes depoimentos nestes dois meses (março e abril de 2024). Uma coerência singular num jornalismo que não existe mais. 

Hoje escutei o professor Sérgio Ferro, um dos raros arquitetos marxista deste país. Fez parte do terror que se instalou nas universidades quando era jovem docente. O professor Ferro nos transmite a angústia que foi aqueles primeiros dias do golpe. Com uma memória analítica extraordinária, ele vai nos situando naquele ano terrível e nos faz imaginar o que veio depois. Precisamos destas vozes. Memória para uso diário!!!





 20 de março, quarta, às 19h.
 Programa Fé Política: Entrevista com o novo bispo de S. Félix do Araguaia

Convidado: Mons. Lúcio Nicoletto, nomeado bispo de S. Félix pelo papa Francisco em 13 de março de 2024.

Apresentação: Ana Helena Tavares, jornalista, estudante de teologia e biógrafa de Pedro Casaldáliga.

Transmissão: TV Causas da Vida e Canal Zé Vicente Oficial. Acesse pelo link: 

Pós TV DHnet Direitos Humanos

Marcelo Santa Cruz no Memorial Online Mércia Albuquerque 

Neste sábado, dia 23.03, 16:00 horas, depoimento Histórico de Marcelo na Pós TV DHnet Direitos Humanos


Toda semana, nesse mesmo dia e horário, estaremos transmitindo uma série de depoimentos históricos, com advogados e militantes políticos, que a Pós TV DHnet realizou nos últimos meses:

23.03 Marcelo Santa Cruz
30.03 Maria do Amparo Araújo
06.04 Amelinha Teles
13.04 Rose Nogueira
20.04 Adriano Diogo
27.04 Elzira Vilela
04.05 Técio Lins e Silva
11.05 Luiz Eduardo Greenhalgh
18.05 Antônio Funari Filho
25.05 Ana Muller
01.06 José Carlos Dias
08.06 Paulo Henrique Maciel
15.06 Sílvio Tendler
22.06 Samuel MacDowell de Figueiredo e Sérgio Gomes, Serjão

No dia 03 de abril em Recife PE, estaremos fazendo o lançamento do Memorial Online Mércia Albuquerque dos Reprimidos Políticos da Região Nordeste do Brasil.
Aguardem.


quinta-feira, 21 de março de 2024

#1964+60 - Documento proveniente da reunião da Coordenação do movimento Geração 68 Sempre na Luta em 19/03/2024

 O governo Lula suspendeu todas as atividades organizadas e programadas pelo próprio governo com a finalidade de “descomemorar” o Golpe Cívil Militar de 1964.

Essa decisão não alterou a disposição dos movimentos que defendem os Direitos Humanos, a luta pela Memória, Verdade e Justiça e muito menos a deste movimento Geração 68 Sempre na Luta de não deixar passar “em branco” esse período triste na história desse país.

Reafirmamos nossa disposição de mais uma vez exigir a reinstalação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, encerrada pelo nefasto ex presidente, o inelegível, nos últimos dias de seu mandato e mantemos intacta nossa programação de vídeos, reportagens, posts nas redes sociais denunciando os crimes contra a humanidade praticados nos períodos 1964 a 1985, 2019 a 2022 e a tentativa de golpe em 08 de janeiro de 2023.

Exigimos uma verdadeira Justiça de Transição e reafirmamos que não é possível esquecer o passado para construir o futuro, já que ainda existem mortos e desaparecidos e suas famílias precisam saber efetivamente o que se passou no período e que se dê conta de seus corpos; existem torturadores a responsabilizar por seus crimes contra a humanidade praticados naqueles períodos; revisar os programas de formação de pessoal das forças armadas, onde impera a exaltação de crimes praticados contra a humanidade, onde prevalece o espírito e as doutrinas adotadas durante aqueles períodos e que são crescentemente difundidos para a sociedade, já que continuam presentes no governo, nas igrejas retrógradas e nas instituições, com especial destaque para os quartéis e escolas cívico militares, onde se perpetuam e se defendem o ensino de “antigas lições” na formação dos novos militares e de nossas futuras gerações.

Nós, do movimento Geração 68 Sempre na Luta, estamos muito comprometidos em denunciar esses crimes e exigir Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia. Nada nos impede de nos manifestarmos com veemência e força nos próximos dias 23, 31/03 e 01 de abril, deixando bem claro que queremos Justiça e paz para construir um país mais justo e igualitário.

Assim, nossa tarefa imediata é mobilizar o máximo de defensores da causa democrática para as ações programadas em torno do 64+60. Essa programação proposta por coletivos e movimentos, é extensa e devemos divulgá-las, alardeá-las e, principalmente, encorpá-las.

É o que precisamos fazer. Nós iremos as ruas exigir atitudes firmes para reparar esse passado e para lembrarmos a todos que momentos como aqueles não devem mais ser reeditados nesse país.

Programação:

23/março- Dia Nacional de Luta, com manifestações em todo o país

Ditadura e Tortura nunca mais!

31/março- São Paulo: 4ª Caminhada do Silêncio. Concentração às 16h em frente ao prédio do antigo DOI CODI (rua Tutoia 901) rumo ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Ibirapuera

Para que não se esqueça!  Para que não continue acontecendo.

1º/abril - Lançamento do livro:  “60 anos do golpe: gerações em luta”, com artigos de mais de 60 autores, publicação apoiada por alguns coletivos, entre eles o Movimento Geração 68 Sempre na Luta;

Onde estivemos em 1964, e onde estamos em 2024? Para eternizar os relatos de quem sofreu e foi perseguido naqueles períodos, para que nunca mais ocorram.

1⁰/abril - Marcha pela Democracia. Caravana rumo a Juiz de Fora, traçando o caminho inverso do realizado em 64 pelas tropas golpistas que invadiram o Rio de Janeiro.

Ato com presença da família do Presidente João Goulart .

Não se esqueçam: Onde houver atos regionais, informem a coordenação, de preferência com fotos das atividades para que se faça a mais ampla divulgação.

 Coordenação do movimento Geração 68 Sempre na Luta




quarta-feira, 20 de março de 2024

#1964+60 - Depois de cancelar atos sobre ditadura, Lula desiste também de Museu da Memória e dos Direitos Humanos

 

Fonte G1 - AQUI 

O projeto do governo federal de criar um Museu da Memória e dos Direitos Humanos, focado no período da ditadura militar, naufragou. A iniciativa foi lançada pelo ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, durante viagem ao Chile em setembro de 2023, durante um evento para rememorar os 50 anos do golpe militar naquele país.

Segundo fontes do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto, o projeto não avançou e nem sairá do papel, uma vez que há uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não provocar atritos com os militares.

Ao anunciar o museu, Dino havia prometido que a pasta entraria com recursos para executar o projeto. “Nós devemos ao Brasil e vamos pagar essa dívida com a criação, no Brasil, de um Museu da Memória e dos Direitos Humanos. O ministro Sílvio [Almeida, dos Direitos Humanos], que aqui está junto com o Nilmário Miranda, assessor de Memória do Ministério dos Direitos Humanos, entram com os talentos e capacidade e o Ministério da Justiça entra com o capital para levar essa ideia adiante.”

Atos dos 60 anos do golpe

Lula também decidiu que o governo federal não irá realizar nenhum ato alusivo aos 60 anos do golpe militar de 1964. O Ministério dos Direitos Humanos havia planejado um ato em memória às vítimas no dia 1º de abril, com previsão de um discurso de Silvio Almeida, mas a ordem do presidente foi cancelar o evento.

Segundo fontes do Palácio do Planalto e do Ministério dos Direitos Humanos, o recado não foi dado diretamente por Lula, e sim pelo chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Ribeiro, que se reuniu com Silvio Almeida no dia 7 de março.

Havia a expectativa dentro da pasta de que houvesse uma reunião na semana passada entre Lula e o ministro para tratar do assunto, mas o encontro acabou não sendo realizado.

Lula diz que governo ainda vai 'ter que fazer muito mais'

De acordo com interlocutores de Lula, a decisão de não realizar atos governamentais sobre o golpe de 64 vem de um acordo tácito feito pelo presidente com a cúpula militar: as Forças Armadas se comprometem a não realizar nenhuma manifestação para celebrar a data, como ocorria no governo de Jair Bolsonaro, e, em contrapartida, o governo não realiza nenhum ato crítico à ditadura.

Ainda segundo fontes próximas ao presidente, Lula trata essa posição como mais um gesto para conquistar a confiança da cúpula militar. Ele tem uma relação cada vez mais próxima com os comandantes militares, especialmente com o general Tomás Paiva, chefe do Exército.

Além disso, o presidente quer que o foco das atenções esteja na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, e não no regime militar.

Comentário do editor deste blog acerca da noticia acima:

Penso que essa decisão de recuo do governo Lula 3,  dobra ainda mais a nossa responsabilidade. O fato é que essa demanda de luta com a memória democrática precisa conquistar mais corações e mentes, e até mesmo de lideranças de nosso campo...  A ver,  o que mandatos parlamentares do PT e do PSOL, assim como prefeituras mais à esquerda estão fazendo ou pretendendo fazer com relação a essa temática. Vale também para os movimentos sociais, assim como outros atores sociais.  A memória que tenho do Centro Pastoral Vergueiro (CPV), depois Centro de Documentação e Pesquisa  Vergueiro me parece um bom guia para essa luta no campo da sociedade .

Para saber sobre o CPV, clique aqui e aqui 

Importante registrar a contribuição do então deputado estadual Adriano Diogo na viabilização de recursos financeiros por meio de emenda parlamentar, o que tornou possível o começo da digitalização do acervo do CPV.

ZdO

Leia/assista também: 


Oi oi oi com Mafê: entrevista Arbex Jr

Lula pede para ser cobrado: ‘não precisamos de puxa-saco’

'Um governo não precisa de tapinha nas costas', declarou o presidente eleito 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/lula-pede-para-ser-cobrado-nao-precisamos-de-puxa-saco


sexta-feira, 22 de setembro de 2023

 DITADURA MILITAR

Golpe de 64: Cármen Lúcia vai pra cima da Justiça Militar sobre áudios da Ditadura

STM descumpriu decisão do Supremo que contribui para "resguardo da memória nacional", segundo ministra


domingo, 3 de março de 2024

#1964+60 - Curso O Brasil através do cinema & Marcha pela democracia do Rio de Janeiro para Juiz de Fora


 O curso será inteiramente, ao vivo e online, por via da Plataforma Google Meet, com a participação de convidados especializados que debaterão cada filme do evento agendado, aos domingos, às 19 horas.

■ A versão 2024 do CURSO DE EXTENSÃO  terá dois ciclos com filmes brasileiros e será emitido certificado de participação de 30 horas para cada ciclo com 75% de frequência de mínima.

■ Ao final do segundo ciclo, os participantes poderão, se desejarem, enviar um artigo cientifico sobre os filmes debatidos que será avaliado para posterior publicação do livro sobre o evento sob os cuidados da editora Projeto Editorial Práxis.

■ A inscrição para o CICLO 1 poderá ser feita no link da Plataforma Sympla, abaixo, e ficará aberta até o dia 26 de março. https://www.sympla.com.br/evento-online/o-brasil-atraves-do-cinema-ciclo-1/2365966?share_id=whatsapp

AUMENTAM AS ADESÕES À MARCHA DA DEMOCRACIA

No próximo dia 01 de abril, a Marcha da Democracia vai marcar os 60 anos do golpe civil militar no Brasil. Caravanas vindas do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e região da Zona da Mata Mineira vão se encontrar com a família do ex-presidente João Goulart e de outros personagens que fizeram a história da resistência democrática naquela época, em um grande ato em praça pública, às 16h, na cidade mineira de Juiz de Fora.

Os quase 180 quilômetros que separam Juiz de Fora do Rio de Janeiro serão percorridos em marcha reversa daquela feita pelo então general Mourão Filho que, na madrugada de 01 de abril de 1964,  partiu de Juiz de Fora com suas tropas rumo ao Rio de Janeiro. 

A viagem terá início às 8h da manhã de 01 de abril, na Cinelândia, palco de grandes manifestações políticas no Rio.   Terá duas paradas simbólicas, antes de chegar a Juiz de Fora: uma em Petrópolis, cidade que abrigou um importante centro de tortura da ditadura militar; e outra na ponte da antiga divisa dos estados de Minas e Rio de Janeiro. 

Grupos de Logística e de Transporte estão buscando resolver os desafios de oferecer condições para que todos e todas possam participar dessa marcha e em breve teremos informações mais precisas a respeito.

Em Juiz de Fora, as atividades começarão pela manhã, com a abertura do II Seminário Nacional de Jornalismo ABI/FACOM/UFJF e prosseguirão à tarde com a entrega, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, do título de Doutor Honoris Causa, pós morte, ao ex-presidente João Goulart. Haverá em seguida uma marcha até a Praça Antonio Carlos, no Centro da Cidade, onde já estarão se apresentando grupos artísticos, à espera das caravanas que virão do Rio de Janeiro e outras regiões do país.

A proposta das entidades que organizam a marcha reversa é de lembrar o que foi o golpe, suas consequências durante mais de duas décadas de ditadura e dar uma resposta firme aos que ainda hoje insistem em tentar derrubar a democracia brasileira, construída com muita luta e resistência, como ocorreu em 08 de janeiro de 2023. Será mais uma importante etapa do movimento 60 Anos do Golpe – Democracia Sempre, que começou em dezembro de 2023 e prevê uma série de eventos e atos públicos a serem realizados neste ano em todo o país.

Na programação dos atos para lembrar os 60 anos do golpe, haverá ainda no dia 13 de março um grande evento da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, no Rio de Janeiro, quando a sede da entidade vai reproduzir o ambiente do comício feito por João Goulart no dia 13 de março de 1964. No auditório principal da ABI estarão presentes os representantes e familiares dos grandes personagens que viveram aquele período. Durante o dia todo haverá também uma exposição interativa reproduzindo o ambiente do comício na Central do Brasil e manifestações na entrada do prédio com cartazes idênticos aos da convocação do comício de 1964.

PARADAS SIMBÓLICAS

A Marcha da Democracia fará duas paradas para atos simbólicos em memória aos mais de 50 mil perseguidos políticos dos 21 anos da ditadura. A primeira será em frente ao “Quitandinha”, na entrada de Petrópolis. Naquela cidade serrana está localizada a  Casa da Morte, um dos maiores centros de tortura do país. Inúmeras pessoas foram executadas e desaparecidas ali. O local foi descoberto a partir do movimento pela anistia e graças à persistência e à luta da única sobrevivente do lugar, Inês Etienne Romeu (1942-2015). O prédio será tombado pelo patrimônio histórico e, ali, será instalado um Centro de Memória.

A segunda parada será sobre a ponte do Rio Paraibuna, na antiga divisa do Rio com Minas Gerais, nos municípios de Levy Gasparian (RJ) e Simão Pereira (MG).  Naquele fatídico abril de 64, as estruturas da ponte, foram preenchidas com dinamites pelas tropas do general Mourão, para inibir qualquer reação ao golpe. Nesta revisita ao local, haverá um ato em defesa da democracia e da paz, com a participação de estudantes da região.

Na terceira etapa, às 16 horas, quando todos se encontrarão na Praça Antônio Carlos em Juiz de Fora, as caravanas serão recebidas pela Prefeita  Margarida Salomão (PT), pelo reitor da UFJF Marcus David, pela reitora eleita da UFJF Girlene Alves, por D. Maria Teresa Goulart e família, pelos filhos do líder sindical Clodsmith Riani, hoje com 103 anos de idade, acompanhadas por lideranças locais, regionais e nacionais como Nilmário Miranda, Assessor Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade, do Ministério dos Direitos Humanos.

Participam da organização do evento do dia 01 de abril a Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, representantes das vítimas da ditadura, partidos políticos, sindicatos, o MST, a ABI, o CDDH de Petrópolis, as(os) deputadas(os) federal Reimont (PT/RJ), Ana Pimentel (PT/MG), as(os) deputadas(os) estaduais Marina do MST (PT/RJ), Dani Balbi (PC do B/RJ), Yuri Moura (PSOL/RJ), o Levante Popular da Juventude, as Prefeituras de Juiz de Fora (Margarida Salomão/PT), Petrópolis (Rubens Bomtempo/PSB) e Levy Gasparian (Claudio Manarino/MDB),  a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), as secretarias estaduais e municipais de Direitos Humanos de Juiz de Fora (Biel Rocha) e de Niterói (Nadine Borges), a secretaria do meio ambiente do Rio de Janeiro, Tainá de Paula e o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

https://youtu.be/QH0J4X-GGgE?si=KegCyrWFC4K4yYXC




A coluna Resistir Sempre da TV Resistência Contemporânea e a TV Causas da Vida, pelo Youtube, fará entrevista com Graça Lago e Clodsmidt Riani Filho sobre a organização da Marcha da Democracia, evento desenvolvido por organizações dos movimentos populares e partidos políticos de esquerda que farão no dia 1o de abril uma caravana popular e democrática até a cidade de Juiz de Fora, de onde partiram a exatos 60 anos atrás os golpistas que impuseram ao país 21 anos de ditadura civil-empresarial-militar, torturas, prisões, assassinatos de opositores e desaparecimentos forçados |  APOIE O CANAL TVRC! INSCREVA-SE, VIRE MEMBRO!









terça-feira, 9 de abril de 2024

#1964+60 - Quando novos atores entraram em cena na luta contra a ditadura militar.

 





Documentário Lampião da Esquina


segunda-feira, 11 de março de 2024

#1964+60 - Comitê Sergipe pela Memória, Verdade e Justiça

 A G E N D A

12/03/24

Exibição do filme de Silvio Tendler, "Nas Asas da PAN AM", no Museu da Gente, às 18 h

15/03/24

Reunião na CUT-SE, às 9 h, para planejamento  do ato no dia 01 de abril de 2024, no calçadão da rua João Pessoa, sobre os 60 anos da Ditadura;

27/03/24

Roda de conversa com alunos do Colégio Cândido Portinari, no bairro  Santos Dumont,  às  9 h , sobre a Ditadura de 1964;

SEMINÁRIO 60 DO GOLPE DE 1964 - ADUFS/UFS

1 e 2 DE ABRIL. 2014. Segunda e Terça

PROGRAMAÇÃO:

1/4: Manhã. Ato da CUT no Calçadão. Centro de Aracaju

Tarde. As 14h. No auditório da ADUFS:

O golpe de 1964. Leituras (Professora Alexandrina Luz e Prof. Fernando Sá)

Noite. As 19h. No Auditório da ADUFS

A ditadura, a violência e a tortura. A herança do golpe (Prof. Evaldo Becker e Prof. Romero Venâncio)

2/4: Terça. manhã. A patir das 10h. Ato no RESUN/UFS - A memória do golpe e a tortura (Com Jones Manoel e Marcélio Bonfim)

Tarde. As 14h. Auditório da ADUFS - Jeventude, Memória e Ditadura. Oficina com Jones Manoel

ADUFS. CUT/SE. UJC. Consulta Popular/SE




quarta-feira, 3 de abril de 2024

#1964+60 - Circuito de cineclubes foi fundamental para driblar censura da ditadura, conta Jorge Bodansky

 Cineasta relembra história de 'Iracema, uma Transa Amazônica' e afirma que projeto do país para a Amazônia não mudou

Imagem do filme "Iracema, uma Transa Amazônica", de Jorge Bodanzky - Festbrasilia / Divulgação

Brasil de Fato  

A exposição Que país é este? A câmera de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira, 1964-1985 foi aberta no dia 23 de março e reúne, pela primeira vez, fotografias, reportagens de TV, filmes em Super 8 e cenas dos principais filmes dirigidos pelo cineasta, durante a ditadura militar brasileira. A mostra é gratuita e está no Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista, região central de São Paulo. 

O principal filme de Bodanzky nesse período, Iracema, uma Transa Amazônica, deveria ter sido lançado em 1974, mas foi barrado pela censura ditatorial. No entanto, o diretor explica que isso não impediu que seu filme fosse amplamente conhecido por aqueles que ele entendia como público-alvo, graças a uma forte rede de cineclubes organizados entre estudantes, sindicatos, comunidades eclesiais de base.

"Ele estava censurado oficialmente, no cinema, mas ele circulou muito pelo ambiente underground, burlando a censura no movimento cineclube, que era um movimento politicamente muito importante naquela época", conta em entrevista ao programa Bem Viver. 

Bodanzky destaca que o filme foi um dos primeiros meios de comunicação a tratar das problemáticas que envolvem a Amazônia, como preservação, desenvolvimento, soberania, entre outros temas. Tendo conseguido burlar a censura, o filme ajudou a formar conhecimento sobre os impactos da construção da rodovia Transamazônica.

"A questão amazônica, desde aquela época, já era de interesse muito grande. E as pessoas já desconfiavam que a propaganda do governo dava uma imagem falsa do que estava acontecendo. Só que não tinha nada, não tinha como mostrar. Não havia matérias de jornais, nem filmes, nem documentários, que abordassem essa temática. Então, esse filme chegou um momento muito importante de poder fazer parte dos movimentos que estavam contra a ditadura militar, porque esse projeto da transamazônica foi o grande projeto da ditadura militar", afirmou.

Confira a entrevista: 

Brasil de Fato: O seu filme Iracema, uma Transa Amazônica poderia ter rodado os cinemas do Brasil e do mundo já em 1974, mas houve a censura da ditadura. Ficou seis anos parado e só foi lançado oficialmente em 1981. Teve algum momento que você pensou que ele nunca ia poder ir ao ar, que isso seria um trabalho, não vou dizer perdido, mas um trabalho invisibilizado?

Jorge Bodanzky: Olha, tem um dado muito importante que tem que ser dito aqui. Havia, nessa época, um movimento cineclubista muito intenso, muito forte. Tinha até uma distribuidora chamada Dina Filmes, que distribuía os filmes em 16 milímetros, que não passavam pela censura. E esses cineclubes eram quase que uma guerrilha cinematográfica. Tinha no Brasil inteiro. Eram as comunidades eclesiais de base da igreja, os Movimentos de Defesa da Amazônia, as agremiações de estudantes, os sindicatos. Todos eles tinham cineclubes. Então, o filme circulou muito nesses cineclubes. Não só esse, mas os outros filmes que eu fiz no período.

Não cabe dizer que o filme não foi visto. Ele estava censurado oficialmente, no cinema, mas ele circulou muito pelo ambiente underground, burlando a censura no movimento cineclube, que era um movimento politicamente muito importante naquela época.

Quando o filme finalmente chegou a ser liberado, passando pelo Festival de Brasília em 1980, ele entrou no cinema já. Não houve, vamos dizer, aquela surpresa. Grande parte do público-alvo, já estava vendo esse filme. Eu fiquei muito feliz com isso, porque a censura não conseguiu censurar o filme. Às vezes a censura só faz com que seja mais divulgado.

Sobre esse lançamento emblemático que aconteceu, digamos, extraoficialmente, como foi esse momento? As pessoas já sabiam que era um filme proibido, que era um filme censurado? Como foi essa recepção?

A imprensa alternativa já citava muito o filme. E o filme já circulava lá fora, passou no Festival de Cannes, passou em muitos festivais. A imprensa noticiava isso tudo. As pessoas tinham conhecimento da existência desse filme e da repercussão dele no exterior. Não era assim uma coisa que eles iam conhecer na hora. Já sabiam, mais ou menos, do que se tratava.

E a questão amazônica, desde aquela época, já era de interesse muito grande. As pessoas já desconfiavam que a propaganda do governo dava uma imagem falsa do que estava acontecendo. Só que não tinha nada, não tinha como mostrar. Não havia matérias de jornais, nem filmes, nem documentários com essa temática. Então, chegou um momento muito importante de poder fazer parte dos movimentos que não estavam contra a ditadura militar, porque esse projeto da transamazônica foi o grande projeto da ditadura militar.

Era um projeto que ia glorificar o Brasil no mundo, construir a transamazônica. E que eles mesmo diziam: "Não, mas se a gente não ocupar a Amazônia, os estrangeiros americanos vão entrar aqui e vão ocupar", aquela balela toda. E o filme mostra que a realidade é outra. Infelizmente, o filme é cada vez mais atual, porque a toda situação que acontecia naquele período, dos anos 1970, da Ditadura Militar, continua igual hoje, se não pior.

O projeto do governo para a Amazônia, eu diria que não mudou. O projeto dos militares daquela época continua o mesmo até agora. Entra governo, sai governo, é a mesma coisa. Isso é muito preocupante.

Ainda sobre censura, me parece um paralelo importante com algo que recentemente aconteceu, com o livro do escritor Jeferson Tenório, O Avesso da Pele, que está sendo caçado em alguns estados do Brasil. Estão retirando o livro das escolas, dizendo que o livro tem uma linguagem chula, enfim, inventando várias desculpas para poder retirar esse livro. Te impressiona que 60 anos depois do golpe militar, o método ainda é o mesmo, a censura?

É, é um falso moralismo. Achar que as crianças não podem ler um palavrão, mas fala um palavrão. Por que não pode ler um palavrão? É uma posição hipócrita. Tem o efeito reverso, chama atenção para o livro. Vai chamar mais atenção para o livro do que a censura que o livro realmente vai ter na prática.

É uma bobagem tão grande, com a mídia que existe hoje, querer censurar alguma coisa. É uma visão um pouco ilusória de que isso vai funcionar.

E você tem a sensação de que a censura da ditadura militar só impulsionou mais o seu filme?

A gente não colocava a temática da censura. Eu não queria que o filme fosse visto como um filme censurado. Eu queria que o filme fosse visto pelo conteúdo que ele tem, pela denúncia que ele faz.

E foi assim, também, a gente não apelou para dizer: olha, esse filme é censurado, vocês têm que ver. Eu sempre minimizei esse aspecto da censura. Como eu já falei, a censura não impediu que o filme fosse visto pelo público, por quem eu queria que visse esse filme, que eram os estudantes, os jornalistas, os professores, e os ativistas, principalmente. 

A entrevista na íntegra pode ser ouvida no áudio que acompanha esta reportagem.


segunda-feira, 1 de abril de 2024

Cineclubismo fortalece audiovisual em Sergipe

em 12 ago, 2010 0:00

https://infonet.com.br/noticias/cultura/cineclubismo-fortalece-audiovisual-em-sergipe/

O CINEMA EM SERGIPE

https://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=239

Clemente Freitas, o pioneiro da Arte Cinematográfica em Sergipe



22 de Jun de 2023, 00h07
Cinema, quanto não devemos culturalmente a esta atividade!

Dos primeiros frames à novas histórias – o início do cinema em Sergipe

https://associado.socine.org.br/anais/2017/16780/luzileide_silva/dos_primeiros_frames_a_novas_historias_o_inicio_do_cinema_em_sergipe

Depoimento de Ilma Fontes para a Comissão Estadual da Verdade de Sergipe Paulo Barbosa de Araújo no dia 18 de maio de 2016 no auditório do Museu da Gente Sergipana.

https://www.youtube.com/watch?v=XU0exX7DRqQ

Depoimento de Ancelmo Gois para a Comissão Estadual da Verdade de Sergipe Paulo Barbosa de Araújo no dia 18 de julho de 2016 no auditório do Museu da Gente Sergipana.

https://www.youtube.com/watch?v=z1loXag04tE&list=PLtTTTtrjYOs0loB81u8oY3Zd8sO2Hrp9c&index=19

Programa 'Provocações' com Antônio Abujamra entrevista Ilma Fontes.…