sexta-feira, 20 de abril de 2012

Projeto cultural Glee MS homenageará Luiz Gonzaga

Alagoas: Projeto faz homenagem a Luiz Gonzaga e leva o baião à universidade

Projeto vai levar baião para a universidade


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No ano do Centenário do Rei do Baião, o projeto Lula Vive faz uma homenagem a Luiz Gonzaga, num trabalho de pesquisa e execução do baião e do gênero do forró. O projeto foi contemplado pelo programa Vivência de Arte na UFAL 2012, e vai promover as ações dentro e fora da Universidade Federal de Alagoas, tornando o processo integrado, atingindo acadêmicos, forrozeiros e admiradores do baião.
A equipe é formada pelos atores Cleyton Alves e David Oliveira, pelo fotógrafo Yuri Monteiro, coordenados pelo sanfoneiro Anderson Fidellis. Todos são alunos do curso de Teatro -Licenciatura, da UFAL.
As pesquisas iniciaram em abril e serão encerradas com debates pela universidade, ponderando sobre a estética do gênero e questionando o cenário atual da música nordestina em vários âmbitos.
O mês de maio será fechado para elaboração de repertório e arranjos com alguns ensaios abertos e, em junho concluímos o processo com apresentações pela universidade.
Fonte: Tudo na Hora - Alagoas - 22/04/2012
Palavras-chave: Luiz Gonzaga, Homenagem
Projeto cultural Glee MS homenageará Luiz Gonzaga


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O curso de Artes Cênicas da UEMS em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, está desenvolvendo um projeto que promete mais uma vez colocar para dançar os sul-mato-grossenses. Coordenado por Fernandes Ferreira, o curso que há pouco tempo aguçou a nostalgia dos adultos com um espetáculo em homenagem à banda sueca ABBA, agora volta sua produção para o público adolescente através do projeto Glee MS.
O nome do novo projeto faz referência a um dos maiores fenômenos televisivos mundiais da atualidade. Na série de TV americana chamada Glee, um grupo de adolescentes de uma escola regular combate preconceitos e discriminações através da montagem de musicais recheados de dança, teatralidade e música. Para Fernandes, a arte, juntamente com o esporte, é hoje uma das principais ferramentas de inclusão de alunos no contexto escolar.
O Glee MS, encabeçado pela UEMS com apoio da Secretaria Estadual de Educação (SED) será montado a partir da obra musical de Luiz Gonzaga em seu centenário. Os "artistas" desse Glee serão alunos do 8º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio. Durante seis meses eles receberão aulas de dança, canto e teatro, e realizarão uma vasta pesquisa sobre a vida e a obra de Gonzaga.
"Nosso objetivo é ensinar técnicas de canto, dança e teatro para esses jovens, e tudo isto misturado às suas experiências de vida, afinal muitas de suas histórias irão para o palco", diz Fernandes.
Fonte: Aquidauana News


Bahia: Exposição Imaginário do Rei - Visões sobre o universo de Luiz Gonzaga

Mostra abre no Palacete das Artes Rodin Bahia dia 24 de abril


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O Palacete das Artes Rodin Bahiainaugura no dia 24 de abril, às 19h a exposição "O IMAGINÁRIO DO REI, VISÕES SOBRE O UNIVERSO DE LUIZ GONZAGA" com curadoria de Bené Fonteles, artista plástico, escritor e curador,  com 11 livros publicados no vasto currículo. Essa exposição é uma homenagem coletiva orquestrada por Bené, com expografia rica e diversificada sobre a vida e obra de Gonzagão, registrada em obras de arte, fotos, filmes, livros e Cd's que integram a mostra realizada pelo Palacete das Artes através da Secretaria de Cultura e da Diretoria de Museus do IPAC. Na mesma noite Bené Fonteles lança o livro de sua autoria " O Rei e o Baião".
"O Imaginário do Rei" presta um tributo a Luiz Gonzaga numa mostra composta por xilogravuras de João Pedro do Juazeiro, José Lourenço, Francorli & Carmem, Francisco de Almeida, Elias Santos e Arievaldo Viana; fotos de Christian Cravo, Adenor Godim, Gustavo Moura,Vivente Sampaio, esculturas de Frank Castro, Cícero Arraes, Demóstenes, Salete Diniz, Murilo, e de outros artistas de todo o Brasil. Da mostra participam ainda, os artistas Sante Scaldaferri, com pintura sobre óleo, Iuri Sarmento, Fernando Coelho, com colagem/fotos, Juraci Dórea, pintura, Marepe, Bel borba, Bárbara Tércia, Caetano Dias e Ayrson Heráclito, Ciça Fitipaldi, e Zuarte, com a instalação Cama e colcha de Gonzaga. Vão ser apresentados na exposição a roupa que o estilista Ronaldo Fraga fêz para Maria Bonita e a artista Liara Leite expõe objetos de cerâmica que Lampião e Maria Bonita viram entre cactos e xique-xique.
A exposição vai mostrar os tapetes de parede com o tradicional São João do Carneirinho e Luas, feitos pela goiana Dona Benícia Pereira; a roupa de couro de vaqueiro confeccionada pelo cearense Seu Expedito Seleiro e muitos objetos de Luiz Gonzaga que foram pesquisados desde Exú, em Pernambuco, sua terra natal, até aos quatros cantos do Brasil onde Gonzagão, além de um dos maiores interprétes da música brasileira, era visto como um herói do povo nordestino retratado em suas músicas.
Na Bahia, em particular, lembra Bené Fonteles, "a presença de Luiz Gonzaga é primordial na obra compositiva de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tomzé e na força das vozes de Gal Costa, Xangai e Maria Bethânia" E continua: " Os mais jovens, sabem menos, dos desdobramentos comportamentais e musicais  provocados por Gonzaga na cena cultural brasileira  nas últimas quatro décadas que vão de Alceu Valença a Chico Science e Nação Zumbi, destes, Mestre Ambrósio ao Cordel do Fogo Encantado e Lirinha".
A partir dos anos 40 Gonzagão  ganha o Brasil de norte a sul com a difusão dos ritmos da música do povo nordestino. O mestre sanfoneiro, professor de tantos talentos brasileiros ,comparado aos nossos maiores músicos, Villas-Lobos, Noel, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Tom Jobim, soube com maestria assimilar os ritmos que a migração lhe apresentou, misturá-los e transformá-los numa música que representa a sonoridade e a sofisticação dos sons brasileiros. Junto com Carmem Miranda, Luiz Gonzaga é o segundo artista no país a transformar com originalidade os costumes e símbolos de sua Região.

O REI E O BAIÃO, O LIVRO
O livro de Bené Fonteles   "O REI E O BAIÃO ", com apresentação de Gilberto Gil, é um trabalho magnífico de pesquisa sobre os 100 anos de Luiz Gonzaga , em  377 páginas, onde foram registrados  imagens belíssimas e preciosos  textos de viés poético do autor,  os ensaios arrebatados de Antonio Risério, do próprio Bené, de Hermano Vianna e Sulamita Vieira , trabalhos de profunda imersão nas águas da antropologia, da sociologia, da linguística, da musicologia e da mitologia do novo mundo, escorado nas obras de autores como Euclydes da Cunha, Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Câmara Cascudo, Darcy Ribeiro e Ariano Suassuna.
A edição é ilustrada pelas xilogravuras de Francorli & Carmem, Elias Santos, Arievaldo Viana, João Pedro do Juazeiro, José Lourenço, Francisco de Almeida, a pintura de Ciça Fittipaldi e o ensaio fotográfico de Gustavo Moura e evidencia o talento de
Luiz Gonzaga na mistura e recriação dos ritmos do baião ao xote, do xaxado à toada, para se tornarem, com o samba, as matrizes musicais e poéticas da nova música popular no Brasil.

SERVIÇO
O que: Lançamento Exposição " O Imaginário do Rei, Visões    sobre o Universo de luiz Gonzaga", e lançamento do livro de Bené Fonteles " O Rei e o Baião"

Quando: dia 24 de abril ( terça-feira) às 19h
Onde: Palacete das Artes Rodin Bahia, rua da Graça 284, Graça, Salvador/Ba
Horário de funcionamento: de terça a domingo das 10h às 18h até o dia 10 de junho
Realização: Palacete das Artes Rodin Bahia, DIMUS/IPAC e SECULT/BA

Núcleo de Comunicação
Susana Serravalle
Contatos: ( 71 ) 3117- 6997/3117-6983
Fonte: Bené Fonteles tel  61-93336678/ ( 71 ) 3117-6493
Palavras-chave: Luiz Gonzaga, Homenagem


FOTOGRAFIA UFS: Sobre a cegueira midiática e as alegorias da caver...

André Teixeira 
Caro Zezito, estudando a comunicação pelo viés da academia vemos que foi (e em alguns lugares ainda é) uma estratégia político-capitalista manter o povo na ignorância. Hoje, com o boom das tecnologias da informação essa estratégia reverteu, e o que é 'fornecido' ao consumidor de informação é um conteúdo por demais superficial, tipo Big Brothers da vida, revistas muito tendenciosas, redes de televisão-rádio-jornais mais tendenciosas ainda... [ 'Sabe-se mais da vida alheia e de futilidades do que das coisas que realmente importam" - citação das tiras do Calvin e Haroldo ] Hoje parece que a ignorância está cada vez mais optativa. E, sim, será muito difícil tirar os homens de hoje da caverna de Platão. Se possível dê uma olhada nesse texto aqui: SOBRE A CEGUEIRA MIDIÁTICA E AS ALEGORIAS DA CAVERNA: http://fotografiaufs.blogspot.com.br/2011/04/sobre-cegueira-midiatica-e-as-alegorias.html


FOTOGRAFIA UFS: Sobre a cegueira midiática e as alegorias da caver...: por André Teixeira Lembre-se daquela frase da Karl Marx: “A Força é a parteira do Progresso”. Ele poderia ter acrescentado [...] que...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A GENTE NÃO QUER SÓ PAGODE






A GENTE NÃO QUER SÓ PAGODE
por: MALU FONTES 


Quando se trata de falar criticamente de qualquer produto cultural, hoje, no Brasil, todo cuidado é pouco. Este é o país do elogio, das relações de comadre e de aplaudir sempre o famoso do bairro, mesmo que a sua música seja um lixo auditivo, seu filme seja uma sequência filmada de clichês e sua obra escrita provoque vergonha alheia. Quando se vive em Salvador e o assunto da conversa é música, o todo cuidado deve ser multiplicado à enésima potência.

Na verdade, se você é baiano, tem nível superior, tem uma rendinha razoável para não precisar recorrer aos empréstimos financeiros da moça do balcão da propaganda da TV e não é muito chegado aos ritmos onipresentes do axé e do pagode, uma advertência: se em qualquer espaço público onde estiverem mais de duas pessoas lhe pedirem sua opinião sobre os ritmos baianos, não pense duas vezes: diga que não tem opinião, que gosta de tudo e saia da conversa como entrou, como um peixe ensaboado. Somente assim você poderá livrar-se da pecha de arrogante, intelectualóide e, principalmente, de ser uma pessoa com forte pensamento de classe.

VALÃO - Em Salvador, não há outra opção entre gostar de axé e pagode ou ficar calado. Todas as outras equivalem a atrair desaforos. Para piorar o desconforto, nos últimos anos emergiu e se fortaleceu uma certa associação entre correntes culturais que privilegiam o relativismo (cultural e de tudo) e os movimentos sociais afirmativos que, juntos, atiram toda e qualquer declaração crítica sobre algo considerado popular no valão comum do preconceito contra os mais pobres. O que há de errado, esteticamente feio ou desqualificador no axé e no pagode? Absolutamente nada. Cada um produz, consome e apega-se afetivamente à cultura que pode e sabe fazer. O que está por trás da maioria das críticas feitas à hegemonia desses ritmos nos meios de comunicação é o modo massivo como ambos são privilegiados em detrimento de outros ritmos musicais. Para além do Arrocha e do Arrocha Universitário, que fique claro.

O problema (nem tampouco a solução) da música baiana não é o axé, o pagode, o arrocha ou seus semelhantes, mas o fato de haver toda uma geração de baianos abandonada em termos de formação cultural a quem sequer foi dado o direito de fazer escolhas estéticas. O sistema educacional na terra de todos os santos não tem conseguido suprir sequer as necessidades mais elementares da escolarização formal. Imagine-se, então, proporcionar esclarecimento suficiente para que a população trafegue por diferentes ramos e correntes estéticas, musicais, artísticas e possa fazer suas escolhas culturais em leques mais amplos. Há quem ache que o pagode é a mais linda das manifestações musicais do Século XXI de uma cidade que tenta há uma dúzia de anos e não consegue colocar um metrô nos trilhos. Mas será que, mesmo o gênero sendo tudo isso, dá para falar da dominação dele sem ser linchado por aqueles que consideram essa crítica um sinônimo de intolerância contra a cultura dos mais pobres? Não é. Só pede-se um pouquinho de chance para as pessoas aprenderem a gostar não apenas do que já gostam, mas também de outras formas de fazer música. A gente não quer só pagode...

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. maluzes@gmail.com Texto publicado originalmente em abril de 2012, na revista Plano B, n. 01. Salvador-BA


Leia os comentários em:  AQUI

Leia também:

“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.”

Titãs



Os participantes do 2º Fórum de Políticas Publicas reunidos no dia 02 de agosto de 2003, no CAIC A. Rolemberg, para discutir formas de apoio ao trabalho com arte desenvolvidos por crianças e adolescentes residentes no Conjunto Jardim, vem a publico manifestar a necessidade do envolvimento urgente de toda a sociedade e de todas as esferas do governo para que as iniciativas de resgate a dignidade de centenas de crianças e adolescentes com arte sejam fortalecidas sob pena do agravamento da tragédia social que sacrifica milhares de vidas inocentes em nosso Pais.

Mas para isso como diz a letra da música “Até Quando - Gabriel, O Pensador”: “Na mudança de atitude, não há mal que não se mude, nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro”. È preciso uma mudança de atitude das famílias, da sociedade e dos governantes. É necessário mudar a atitude de descaso, de desinteresse, de falta de atenção e incentivo, de falta de apoio material e financeiro. Por isso é urgente que Empresários, ONGs, Igrejas, Sindicatos, o Presidente Lula através dos Ministérios da Cultura, da Educação, da Ação Social e do Esporte. O Governador João Alves através dos órgãos similares e os Prefeitos reunam adolescentes, jovens e especialistas e destinem recursos para o investimento em políticas públicas que integrem a arte, a educação, o esporte, a saúde e a geração de emprego e renda.
E mais barato do que investir nas Febens, na Policia e nos Presídios. Não é custo e sim investimento revertendo a favor do desenvolvimento econômico e social do país.
A reflexão sobre o que fazemos e as propostas que elaboramos são as seguintes.




O que queremos atingir através do resultado do trabalho com Arte:
• Queremos que nossas crianças saibam valorizar a nossa cultura, que elas tenham historia para contar, para que não sejam futuramente jovens desregrados, adultos sem criatividade, e sejam vozes que protestem contra o que a mídia joga aos seus filhos: danças que não constroem, não ensinam, nem os estimulam a pensar, não incentiva a sua criatividade. Para que não se construam pessoas sem objetivos, crianças que são concebidas, não sejam rejeitadas desde o ventre e para que vidas não mais se destruam , para que assim cada um como o beija flor, faca a sua parte.
• A arte e uma maneira de retirar as pessoas das ruas, uma expressão de identidade de cada um. Uma maneira de resgate social, revelando um novo olhar sobre as relações do individuo na sociedade. E preciso despertar a sensibilidade para recuperar a humanidade do ser para com outro ser e com o universo;
• Queremos construir um futuro melhor, ao mostrar talentos no campo profissional;
• Queremos adquirir respeito, e acabar com a discriminação acerca dos jovens do Conjunto Jardim;
• Queremos transmitir alegria;
• Queremos levar uma mensagem clara de amor aos adolescentes e jovens;
• Queremos promover a união no bairro;
• Mostrar o que há de bom, o que o jovem do Conjunto Jardim tem a oferecer de melhor e dessa forma modificar a idéia que as pessoas tem sobre a violência no bairro.

Quais são as nossas dificuldades para atingir estes objetivos:
• Falta de valorização da comunidade e muitas vezes da família;
• A falta de incentivo da família e devido a dificuldades financeiras, os jovens precisam a começar a trabalhar cedo para ajudar na renda familiar, eles muita das vezes são chamados de vagabundos por fazerem parte de um grupo de arte e não trabalharem na maioria das vezes por falta de qualificação e oportunidade.
• Falta de espaço propicio para a pratica desportiva e para o trabalho artístico. O Conjunto Jardim necessita de quadras de esporte e da reforma e manutenção dos espaços já disponíveis de modo a permitir ensaios com segurança;
• Falta de apoio no que diz respeito a espaço físico, recursos financeiros, formação humana e técnica profissional na perspectiva de desmistificação da arte como forma de expressão de uma classe abastada, rompendo com o preconceito em relação aquilo que vem da periferia;
• Falta de espaço cultural para apresentações;
• Falta de apoio financeiro;
• Falta de materiais adequados;
• As escolas não trabalham conteúdos de danças populares;
• Falta de encontro de grupos artísticos (Festival de Arte, Mostra Cultural);
• Falta de união e respeito entre os grupos.

Sugestões para o Poder Publico, ONGs e Empresas:
• Fortalecer as organizações já existentes, grupos de dança, teatro, musica e capoeira;
• E necessário trazer para o Conjunto Jardim profissionais capacitados para dar aulas de teatro, musica, pintura, artesanato etc., de modo a não só afastar o jovem do ócio e da marginalidade, como propiciar uma profissionalização, ou seja, que o jovem possa encontrar na arte uma fonte de renda;
• Projetos que fomentem o desenvolvimento humano e social, despertando a auto-estima, valorizando a pessoa humana, e buscando descobrir a identidade cultural do bairro. Os projetos devem nascer da comunidade, ter os incentivos necessários, ser acompanhado por profissionais que tenham sensibilidade de respeitar o que e genuíno dos produtores em potencial que são os indivíduos envolvidos no projeto;
• Apoio cultural e financeiro, divulgação e trabalho feitos por esses grupos, criar um espaço cultural (academias, espaços para o lazer).

Como possibilidade de tornar possível a realização destas demandas apresentamos as seguintes alternativas:
Programa VAI – Programa de Valorização de Iniciativas Culturais – Tem como objetivo apoiar financeiramente por meio de subsidio, atividades artisitico-culturais, principalmente de jovens de baixa renda e de regiões do Município desprovidas de recursos e equipamentos culturais. Apresentado e aprovado na Câmara Municipal de São Paulo e sancionado pela Prefeita Marta Suplicy. Em Aracaju será apresentado na Câmara Municipal pelo Vereador Magal da Pastoral. Foi sugerida a extensão da proposta para todos o pais nos seminários promovidos pelo Ministério da Cultura em São Paulo e em Salvador, nesta ultima cidade a sugestão partiu do Coordenador Pedagógico do Projeto Ecarte, Professor Zezito. O projeto de lei será apresentado a Câmara Municipal de Socorro e a Assembléia Legislativa de Sergipe. 
Bolsa Jovem – Sugestão apresentado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, coordenador da Cidade Escola Aprendiz, através da internet aos candidatos a Presidência da Republica. A proposta inspirada no programa bolsa escola e Peti, propõe destinar um salário mínimo para os adolescentes e jovens estudantes que estejam envolvidos com a promoção de atividades artísticas e desportivas.
A proposta foi acatada, mas foi sugerido em termos emergenciais o seguinte:
Que o Estado e a Prefeitura contratem jovens protagonistas da ação cultural no Conjunto Jardim para desenvolver trabalhos nas Escolas, sendo que metade do tempo será dedicado as atividades de apoio à administração e a outra metade será destinada ao trabalho artístico com as crianças, adolescentes e jovens.
Esta proposta busca evitar que os coordenadores dos grupos desistam do trabalho com arte e cultura em virtude da necessidade de buscar trabalho no mercado formal e informal.
O principal argumento de defesa da idéia e o fato do trabalho desenvolvido pelos grupos representar um beneficio para toda a sociedade, na medida que evita o envolvimento de muitos adolescentes com drogas, com furtos e assaltos, previne a gravidez precoce, aumenta a auto estima etc.. Por isso e justo que o poder publico colabore desta forma
Programa Escolas da Paz – Este programa da Unesco, testado e aprovado no Rio de Janeiro, já extendido para outros Estados e Municípios tem como objetivo oferecer oportunidades de acesso à cultura, esporte, arte e lazer para jovens em situação de `vulnerabilidade social`, utilizando a estratégia de abrir escolas nos finais de semana – período de maior incidência de atos violentos envolvendo a juventude. Esta proposta amplia o trabalho desenvolvido pelos grupos em termos de quantidade de crianças e adolescentes atendidos, disponibiliza profissionais qualificados para dar suporte técnico às atividades, elabora um planejamento integrado, melhora os espaços físicos para a realização das atividades etc.. 

Participaram do evento 30 adolescentes e 10 jovens e adultos, envolvidos com as seguintes organizações.

Grupo de dança Ecarte, Grupo teatral Artes, Grupo Sest+dance, Grupo de dança Novos Talentos, Grupo de dança Leão Brasil , Grêmio Estudantil Zumbi dos Palmares. Professores e ex-professores do Colégio Leão Magno Brasil, Atuais e ex-integrantes da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Aracaju. Ex-integrante do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua e Movimento Sem Teto.

Agradecemos a Deus e a todos que colaboraram para o sucesso do evento

Nossa Senhora do Socorro, 04 de agosto de 2003

Claudionor dos Santos
Coordenador do II Fórum de Políticas Publicas

Professor Zezito de Oliveira 
Coordenador Pedagógico do Projeto Estatuto da Criança e do Adolescente com Arte.

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

(Constituição Federal Art.227)

No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantido-se a estes a liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura.
(ECA Art.58)

Os Municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
(ECA Art. 59)


segunda-feira, 16 de abril de 2012

1º e 2º Encontro da Oficina de Dança Moderna no Conjunto Jardim - PONTO DE CULTURA JUVENTUDE, CULTURA E CIDADANIA




 2º encontro na calçada, esperando o vigia e adiantando a parte teórica do planejamento.
Abaixo
Bravo! Inicio das atividades do Ponto de Cultura Juventude, Cultura e Cidadania no Conjunto Jardim  em 31 de Março de  2012. Local:  Escola Estadual Júlia Teles. Professora/Oficineira Cristiane dos Anjos.  Acompanhamento Pedagógico: Educadores Zezito de Oliveira e Itamar Santana. Ação Cultural na Periferia.






Atividades teóricas e práticas do 1º encontro.

domingo, 15 de abril de 2012

1º Encontro da Oficina de Dança Moderna no Conjunto E. Gomes - PONTO DE CULTURA JUVENTUDE, CULTURA E CIDADANIA

 Respeitáááável Púúúblico!! A Ação Cultural orgulhosamente apresenta. O inicio das atividades do Ponto de Cultura Juventude, Cultura e Cidadania com a oficina de dança moderna no Conjunto E. Gomes. O fato aconteceu na Escola Estadual Olga Barreto, no dia 07 de abril de 2012 e teve como responsável o bailarino, coreógrafo, ator , poeta e professor de Educação Fisica e Dança, Carlos Henrique, o qual contou com o acompanhamento pedagógico e apoio a produção do Educador Popular, ator coringa do Teatro do Oprimido, músico e artesão Itamar Santana.
Imagens do 1º encontro

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Observar e absorver: A coisa anda a passo de tartaruga

Observar e absorver: A coisa anda a passo de tartaruga: Polícia grega ataca jornalistas, manifestantes e a população em protesto contra as leis impostas pelos bancos ao país, sacrificando apos...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PROJETO SERTÃO VIVO REALIZA A 7ª JORNADA DE ARTES NA ROÇA



Nós, da Comunidade do Sítio Aroeiras, no município de Orós / CE, vivemos os dias 22 a 25 de março em clima de arte e festa, durante a realização da 7ª Jornada de Artes na Roça.
Desta vez, mesmo tendo optado por uma maneira mais interna, visando envolver o máximo as pessoas da comunidade, estiveram presentes mais de 70 pessoas das localidades vizinhas, além daquelas pessoas que participaram e nos apoiaram, enviando mensagens, compartilhando apoios em alimentos, dinheiro e dando suporte em Fortaleza.
Foram mais de oito modalidades de atividades artísticas em torno do tema-lema:

“Na horta e na comida, sertão vivo com mais vida!”.

No primeiro dia, 22 de março, em clima de lua nova, antes da 07h00min da manhã, um grupo de meninos e meninas de Guassussê, trazido por Pedro, nosso garoto mascote e, algumas mulheres dos Sítios - Sobrado e S. Romão, chegam querendo participar das oficinas de desenhos e pinturas e da criação de hortas.
Enquanto esperam que tomemos o café, assistem o DVD de Jornadas passadas. Alguns trazem um pouco de arroz, macarrão, leite... e dizem que desejam permanecer o dia todo.
No terreiro dos ancestrais, numa roda de ciranda, brincamos e dançamos, repetindo o lema: “na horta e na comida, sertão vivo com mais vida!”.
Em seguida, os grupos acompanharam seus monitores – para a horta, com Ciçô Inventor, vindo da cidade de Altaneira, no Cariri Cearense, um apaixonado pelas pequenas invenções que fazem diferença nos rumos da produção orgânica de alimento. Para desenhos e pinturas, precisamos dividir em dois grupos. O maior de meninos e meninas segue o artista plástico e vídeo-educador, nosso velho parceiro, Ivo Sousa, que vai espalhando, com sua turma, pelo chão e paredes, desenhos inspirados nos encantos de cada participante. O outro grupo, formado por algumas mulheres, acompanha Fabiana, a jovem monitora da comunidade local, que passam com segurança e ousadia, seus conhecimentos na pintura em tecido.
E na cozinha, Dos Anjos, Nena, Idacir e Denir, nossas artistas da culinária sertaneja, conversam animadas, criam, definem tarefas para Ézio, Moisés, Júnior e outros homens que ousamos chegar por perto. À tarde, chega o arte-educador Gilson Lucena, articulador da RECID (Rede de Educação Cidadã), na região, trazendo o apoio da entidade para nossa Jornada. Naquele primeiro dia, tratamos de sonhos e sementes que geram vida.

No dia 23, sexta feira, trouxemos as memórias que temperam a vida. Para o almoço, chega mais um grupo de artistas – Márcia Carneiro, terapeuta e focalizadora de Danças Circulares, com sua mãe, Niva, vindas de Curitiba, Paraná; Paulo Nogueira, de Fortaleza, arte-educador, para acompanhar a Oficina de Teatro e  Pedro, nosso amigo motorista, que também participa das atividades da jornada.
A partir das duas da tarde, após uma bom relaxamento,orientado por Nena, nossa cuidadora, até a noitinha,  crianças, jovens e adultos, ocupam os espaços dos terreiros, nas sombras das Tamarineiras e  Cajaraneiras, um tipo de imbu-cajá, cujos frutos maduros, vão caindo pelo chão, numa bela e  saborosa percussão.

O sábado foi o dia das boas surpresas que alimentam a vida. A mais expressiva delas, veio da  cidade de Cariús, com o grupo de três mulheres e um homem. Uma das mulheres, dona Francisca, 72 anos, louceira e artesã, com suas criações – panelas, pratos,jarros de barro, bonecas, toalhas, tudo saído de suas mãos, para admiração e uso de todos e todas, em plena sintonia com nosso tema.
Na parte da tarde o terreiro e os corações de todos vão se enchendo de  artes – exposição de canteiros ecológicos,feitos  com garrafas pet, pelo grupo com o Ciçô; saudação pela Capoeira,coordenada pelo nosso parceiro Francisco “Machado de Prata”; apresentação do grupo de  bonecos, monitorado por Mônica, da comunidade, com o tema “A cozinha da vovó”.
A expressiva e interativa  performance da  oficina de Teatro, com jovens de  Guassussê, já bem familiarizados com as ações do Projeto, monitorados por Paulo Nogueira, foi mesmo uma verdadeira mostra de potencialidade e possibilidade artística. O encerramento da mostra foi com a oficina de Danças Circulares, facilitada por Márcia Carneiro, que foi se abrindo numa grande  ciranda onde todos e todas, até os nossos três cachorrinhos entraram felizes da vida!
 Nas noites, o ritual de sempre, a celebração da tradicional novena a S. José, iniciada em março de 1952, pelo casal mãe Suzana e pai Zezinho Paraibano e que neste 2012, completa 60 anos,sem interrupção. O momento da novena é também uma forte vivencia de arte, com animadores e tocadores, compartilhando benditos, depoimentos e apreciações das realizações dos dias, orações tradicionais e  bênçãos, numa verdadeira sintonia da espiritualidade popular tradicional com as vivências históricas da comunidade atual. Antes de dormir, aquele chá de capim santo, adoçado com um papo descontraído.

A 7ª Jornada de Artes na Roça, encerrou-se no domingo, dia  25 de março, com o café da manhã, feito pelos homens presentes – cuscuz de milho, moído na hora, cozido na vasilha de barro, frutas, leite mugido, suco verde,a Caminhada Ecológica, pelo velho riacho do Saco da Onça, um afluente do Rio Salgado, saindo  pelas 06h30min, quando contemplamos as velhas  e sagradas Oiticicas, Inharés, Sabiás, Veludos e as belas Avencas e Jericós. Da caminhada trouxemos os maxixes para o almoço e um ramo de flores de Mufumbo, para o altar de S. José, em nome dos amados e amadas, que tantas vezes fizeram este gesto nos tempos passados.
A festa final, em torno da mesa, debaixo das árvores, com o brinde de caipirinha, sucos naturais e vinho, numa bela  roda da família de sangue,arte e mística. Ali todos nós compartilhamos nossas primeiras sensações do que vivemos – “ fortalecimentos das amizades, beleza da partilha, o encanto da  mãe natureza, boas surpresas de adolescentes e jovens que já mostram seus talentos e capacidade de militância artística.”
Em todos (as), a certeza de que esta Jornada foi distinta, porque envolveu mais a comunidade local com a turma que veio de longe e um inquieto desafio, sobre em que precisamos  inovar e avançar, para um novo ciclo, após o simbólico sétimo ano de Jornadas de Artes na Roça.
Após o almoço, os abraços emocionados e agradecidos e a partida dos grupos que seguiram para Fortaleza e Iguatu.
A noite veio a tão esperada chuva, com relâmpagos e trovões, sobre nossa horta e nossa semeadura de sonhos e talentos no velho e encantador sertão vivo.

Zé Vicente – poeta cantor

LEIA/VEJA/OUÇA TAMBÉM:

Zé Vicente em Aracaju para celebrar a primavera e ajudar a fortalecer o compromisso com a mãe terra.

Entrevista de Zé Vicente para a TV no estado do Paraná.

Entrevista de Zé Vicente para TV no estado de Pernambuco

JORNADA DAS ARTES

Jovens aprendem com o sertão

25.04.2010
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JOVENS FAZEM trilha ecológica pela reserva de Caatinga preservada no Sítio Aroeiras, zona rural de Orós
FOTOS: HONÓRIO BARBOSA
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JOVENS participantes do projeto Sertão Vivo, fazem uma pintura de painel na casa mãe, no Sítio Aroeiras, zona rural de Orós. Todos deixaram sua marca com tinta e arte


Orós As chuvas deixaram a Caatinga verde, a plantação renasce no solo que até então estava seco. É hora de o sertanejo renovar as esperanças no inverno, ainda que tardio. É tempo de reativar as manifestações culturais na localidade de Aroeiras, área rural deste Município.

E foi com esse espírito que crianças, adolescentes e monitores estiveram reunidos na 5ª Jornada de Artes na Roça, que neste ano teve como tema central "A arte do bem viver no sertão". As atividades fazem parte do Projeto Sertão Vivo, uma ONG criada pelo músico Zé Vicente. A programação incluiu oficinas sobre saúde e de artes, com várias manifestações.

No âmbito do Programa Cuidando da Saúde, houve vivências e atendimentos à comunidade local, com assessoria das terapeutas de Fortaleza, Ana Maria Oliveira e Lourdes Carvalho, do Espaço Holístico Santa Tereza.

Aconteceu a capacitação técnica com um grupo de jovens que cultiva hortas e inicia a atividade de apicultura. "Neste ano, enfrentamos dificuldades porque, até março, houve falta de chuvas e perda das plantações", observou Zé Vicente. "O calor quase insuportável trouxe dificuldades de animação do grupo, mas conseguimos manter o evento em seu 5º ano".

O objetivo do projeto é oferecer melhores condições de vida e convívio no semiárido, para a comunidade local. "Os moradores precisam cultivar a cultura do encantamento e do cuidado com a natureza, que é a nossa grande e sagrada matriz", defende Zé Vicente, que na letra de suas músicas assume uma postura ecológica e mística.

"A arte, em suas várias expressões, é a bandeira principal, que motiva, reúne e provoca". Antes do início das atividades, Zé Vicente e Eliane Brasileiro realizaram show na cidade de Dormentes (PE). Uma força da arte solidária, cujos recursos arrecadados foram investidos na Jornada. A dupla contou neste ano com o trabalho voluntário de Dida Tomé, artista plástica, criadora de belíssimos cartões ecológicos cujo trabalho é denominado de eco-ternura; e Carlita Souza, educadora e militante social, vindas do Espírito Santo.

Oficinas
A chegada dos artistas e organizadores do evento atrairam os adolescentes que ficam ansiosos em participar das oficinas de artes. Os vizinhos são solidários. O agricultor Zé Darlô levou presentes: jerimuns de sua vazante e uma galinha caipira. ´Seu´ Amadeu mandou feijão. José e Vegiane, da equipe "Cuidando da Saúde", fizeram uma campanha na comunidade de Guassussê, entre pequenos comerciantes e amigos. O casal arrecadou e trouxe uma sacola de cereais.

Uma voluntária de Orós ofereceu uma toalha de banho que as mulheres resolveram utilizar numa rifa, que correu no encerramento da Jornada, gerando R$ 63,00.

Durante o dia, foram realizadas oficinas de canto e de confecção de cartões, com vários momentos de dinâmicas e interação conjunta. Cerca de 30 jovens participaram inquietos e atentos. "Transformamos o tema, num refrão repetido em todas as vozes, a arte do bem viver, pro sertão vivo crescer", explicou Zé Vicente.

De Fortaleza, outros artistas como, Conceição Almeida, Ivo Sousa, Gisele e Francisca Pérsico, participaram do encontro. A casa do Sítio Aroeira acolhe a todos. O almoço é uma festa comunitária, da partilha. Parentes e vizinhos celebram a vida.

Neste ano, a novidade foi a presença do bispo da Diocese de Iguatu, dom João Costa, e do padre Lázaro Augusto, da Paróquia de Senhora Sant´Ana. Os sacerdotes ofereceram cesta de alimentos e uma partilha financeira para a jornada.

Intercâmbio
A programação incluiu também oficinas de confecção e manipulação de bonecos e canto coral. Um grupo de visitantes do Espírito Santo veio conhecer o projeto. Zé Vicente e Ivo Souza gravaram uma entrevista com o primeiro bispo da Diocese de Iguatu, dom José Mauro Ramalho, com seus quase 85 anos de idade, e apaixonado por música. "O documento sairá em breve, na série memórias do Sertão Vivo", adiantou Zé Vicente.

A jornada inclui a celebração das memórias do bispo dom Oscar Romero, no seu aniversário de martírio. Houve também homenagem a Zé Martins, cantor e animador das comunidades rurais, falecido em outubro de 2009.

O "Bando do Padim Vô", grupo de sete jovens, vindos de Camaçari (BA), participou neste ano da Jornada. Eles percorreram quase mil quilômetros, para um encontro marcante, pois o coordenador do grupo, Enoque Norberto, havia monitorado a primeira oficina de flauta-doce na primeira Jornada realizada em 2006.

A programação também incluiu trilha ecológica pela reserva de Caatinga natural, que o Projeto Sertão Vivo está preservando no Sítio Aroeiras.

Mais uma vez, a Jornada de Arte no Sertão despertou o riso em cada rosto, provocado pelo grito dos bonequeiros e bonequeiras mirins. O coro de palmas para marcar o jogo dos capoeiristas. A atenção participada nas músicas do "Bando do Padim Vô" e o encontro no palco livre, com Zé Vicente e o grupo de Canto local. O encerramento, já é tradição com a ciranda, que marca a festa das artes da Jornada na Roça, com um novo refrão, tema deste ano: "A arte do bem viver, pro Sertão Vivo crescer!".

"Temos a certeza de que o sentido especial desses eventos do projeto precisa ser mesmo um encontro informal, a leveza, o repouso e o convívio entre artistas, famílias do sertão, parceiros e a troca e partilha de nossas criações e descobertas", disse Zé Vicente. Os organizadores anunciaram a produção de um DVD mostrando a experiência de várias jornadas no sertão de Orós.

Esta é apenas uma prática que enfatiza o quanto o sertão e a convivência com o semiárido podem ajudar a pensar em novas práticas de relacionamentos entre sociedades.

Honório BarbosaRepórter

CRIATIVIDADE
Oficinas e teatro marcam encontro
Jovens do Ceará e Bahia participaram de atividades de pintura e encerraram o encontro com musical
Orós As oficinas de teatro de bonecos, feitura de cartões ecológicos, desenhos e pinturas, na parede da Casa de Artes, monitorados pelo Ivo Souza, motivam os jovens que abrem o espírito num processo de criação espontânea e coletiva.

Até o motorista, identificado apenas por Severino, que veio com o grupo baiano, surpreendeu e se destacou, deixando uma pintura em um painel para o Projeto Sertão Vivo.

A vivência musical foi assumida pelo grupo de canto Sertão Vivo, com a troca de experiência com o ´Bando do Podem Vão´. A mistura de sons da Bahia e do Ceará foi animada. A programação oferece também oficinas de produtos de limpeza, pintura em tecido e de criação de artesanato, com diversos materiais, como cipós, fitas e penas.

As atividades artísticas atraíram a visita de professoras da Escola Isaías Cândido, do distrito Guassussê, que se dividiram, acompanhando as várias oficinas. Houve retribuição. Na escola, onde cerca de 180 alunos estavam presentes, os monitores de arte fizeram desenhos e rápidas oficinas de teatro de bonecos e música.

Para encerrar as atividades, houve uma pequena exposição preparada, no alpendre da casa, com fotos das atividades do Projeto Sertão Vivo, e cartões ecológicos, criados desde 1996, na época com a presença da artista Elda Broilo. Mostra de camisetas e tecidos pintados, velas e remédios caseiros. Uma banca com produtos de limpeza foi instalada sob uma árvore.

Na varanda da casa de Ézio Barros e Denir, o cenário para os bonecos. No centro do terreiro, a roda de capoeira do grupo Água de Beber, de Guassussê. Na esquina das pinturas, o palco para a música. Foi o cenário para o encerramento da festa com um cortejo, com mais de 100 participantes, que seguiram o estandarte de São José, o padroeiro da comunidade.

MAIS INFORMAÇÕES
Projeto Sertão Vivo
Município de Orós
Zé Vicente
zvi@uol.com.br

Músicas para ouvir após e/ou durante a leitura dos textos acima: (Sugiram outras músicas nos comentários)

Luar do Sertão - Milton Nascimento e Gonzagão

Noites do Sertão - Milton Nascimento

Céu de Santo Amaro -  Caetano Veloso e Flávio Venturinni