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terça-feira, 17 de março de 2020

*Cuba: um gigante moral.* e play list Música Cubana



Jonas Duarte (*)
O tamanho de Cuba não pode ser medido por suas dimensões físicas-geográficas ou econômicas e sociais.
A Ilha Socialista só precisa ser medida por sua dimensão humanitária. Por sua infinita solidariedade.
_"Compartimos o que temos, não o que nos sobra"_
Dizem os cubanos com sorrisos largos em seus rostos.
E assim é.
E compartem amor, solidariedade, humanidade.
Os valores socialistas se consolidam na Ilha. Nestes 60 anos de Revolução e Resistência se forjou uma cultura de solidariedade só possivel sob um sistema socioeconômico socialista.
Jamais o capitalismo formará tamanha consciência cidadã, humanitária, solidária.
Foi Cuba Socialista quem salvou a humanidade do Ébola. É a mesma Cubita, linda, negra, banhada pelo sol e sal caribenhos que se apresenta ao mundo firme para dá uma contribuição valiosa (determinante mesmo) no enfrentamento ao Coronavírus.
Médicos cubanos já chegam em todas as partes do Planeta para arregaçar as mangas e domar a contaminação do vírus.
Também se destaca no tratamento seu remédio *Interferón Alpha 2b*, destacado pelos chineses como o mais eficiente dos fármacos utilizado no tratamento do Coronavírus.
A Coreia do Sul, Alemanha além da China utilizam com êxito o medicamento cubano.
Circula noticia nas redes sociais que o uso do medicamento cubano em Servilha, na Espanha, tem permitido àquela comunidade mortalidade zero até agora.
Precisa se confirmar tal informação. Caso se confirme, o mais importante no tratamento do Coronavírus será derrubar o bloqueio contra Cuba.
Independente desse caso, Cuba abre os braços ao navio da Grã-Bretanha, com 5 positivados para o Coronavírus e o convida a pousar em solo cubano. Ali todos serão cuidados, sem nenhum tipo de discriminação.
É nesse nivel que Cuba Socialista trata a crise de saúde internacional.
Gigante nos cuidados sanitários e de saúde, enorme no exemplo de dignidade e humanidade perante uma situação dessas.
Cuba é um amor que _"não aceita fronteiras, como a primavera - não escolhe jardim"_ .
À Cuba minha admiração.
Viva a Revolução Cubana.
Viva o Socialismo - única alternativa ao caos mundial atual.
Povoa minha mente frases de canções cubanas de amores por nuestra cubita, que dizem muito dessa Revolução.
"Amo esta isla"
"Cuba que linda es Cuba, quiem te coñece te quieres más..."
"Te pertuba mi amor..."
*Me emociona falar de Cuba. Um povo mestiço, negro, pobre dando lições ao Planeta.*

Cuba recebe navio britânico com 5 casos de coronavírus

 que não tinha onde atracar

O Ministério de Relações Exteriores do país disse que vai adotar as medidas sanitárias
necessárias para receber os passageiros. "São tempos de solidariedade",
disse em nota.

Passageira de navio britânico se emociona: "obrigada, Cuba, por abrir seu coração a nós"


Guantanamera - Orlando Contreras




Guantanamera
 A música "Guantanamera", um dos maiores sucessos do cancioneiro internacional, foi objeto de grande disputa judicial por sua autoria. Atribuída originalmente a José Fernández Diaz, conhecido por Joseíto Fernández, que a teria escrita em 1929. Alguns alegam ser "El Diablo" García Wilson seu co-autor. A disputa judicial somente foi decidida pela Supremo Tribunal de Cuba em favor do primeiro no ano de 1993. O mais interessante é que esta canção, originalmente, tem por musa uma figura feminina de Guantánamo. Mas com a incorporação de "Versos Sencillos" de José Martí ganhou um sentido romântico e se transformou em um verdadeiro hino da revolução cubana. Seu ritmo passou a ser conhecido por guajira ou punto cubano, uma forma musical de narrar fatos dramáticos.

De: José Fernández Diaz e José Martí

Yo soy un hombre sincero
(Eu sou um homem sincero)

De donde crecen las palmas
(De onde crescem as palmeiras)

Yo soy un hombre sincero
(Eu sou um homem sincero)

De donde crecen las palmas
(De onde crescem as palmeiras)

Y antes de morirme quiero
(E antes de morrer eu quero)

Dejar mis versos del alma
(Deixar meus versos da alma)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

Mi verso es de un verde claro
(Meu verso é de um verde claro)

Y de un carmin encendido
(E de um vermelho flamejante)

Mi verso es de un verde claro
(Meu verso é de um verde claro)

Y de un carmin encendido
(E de um vermelho flamejante)

Mi verso es un ciervo herido
(Meu verso é um cervo ferido)

Que busca en el monte amparo
((Que busca refúgio na montanha)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

(Spoken) (Falado):

I am a sincere man
(As palavras dizem, eu sou um homem honesto)

From the land of the palm trees
(Da terra das palmeiras)

And before dying, I wish to poor forth the poems of my soul
(E antes de morrer, eu quero que os pobres conheçam os poemas de minha alma)

My verses are soft green,
(Meus versos são de um verde suave,)
And are also flaming red
( E também de um vermelho flamejante)

My poems are like a wounded fawn
(Meus poemas são como um gamo ferido)

Seeking refuge in the forest
(Buscando refúgio na floresta)
I want to share my fate
(Quero compartilhar o meu destino)

I wish to poor forth the poems of my soul
(Desejo que os pobres conheçam meus poemas)

My verses are soft, soft green but also a flaming red
(Meus versos são suaves, verde suave, mas também vermelho flamejante)

My verses are like wounded fawns
(Meus versos são como um ganso caído)

Seeking refuge in the Forest
(Buscando refúgio na floresta)

I want to share my fate
(Quero compartilhar o meu destino)

With the world's humble
(Com os humildes do mundo)

A little streams of the mountain
(E um pequeno córregos da montanha)

Pleases me more than the sea
(Me agrada mais do que o mar)

Con los pobres de la tierra
(Comm os pobres da terra)

Quiero yo mi suerte dejar
(Quero o meu destino deixar)

Con los pobres de la tierra
(Com os pobres da terra)

Quiero yo mi suerte dejar
(Quero meu destino deixar)

El arroyo de la sierra
(E nos riachos da serra)

Me complace mas que el mar
(Mais prazer que no mar)

Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)

Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)


Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)

Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)  



Sobre José Martí


Apóstolo e herói nacional, pai espiritual da Revolução Cubana, José Martí é considerado um dos maiores pensadores latino-americanos do século XIX


Guantanamera | Playing For Change | Song Around The World


Soy loco por ti America


Pablo Milanés - Amo Esta Isla (En Vivo Desde La Habana, Cuba)



Cuba, qué Linda es Cuba! Cuba, How Beautiful is Cuba! (English Lyrics)






Che Guevara Song (Hasta Siempre Comandante) - Traditional Version





Nathalie Cardone - Hasta siempre (Official Video HD)






Homenaje a Alicia Alonso en los 500 años de La Habana.





Valeu, Cuba! - Homenagem aos cubanos e às cubanas do Programa Mais Médicos





Governo Bolsonaro pede socorro aos médicos cubanos e eles serão recontratados pelo Mais Médicos

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Luiz Vieira - Estúdio F

Luiz Gonzaga o batizou de Príncipe do Baião. Pernambucano radicado no Rio e dono de mais de 500 composições, foi parceiro de João do Vale.

Eduardo Weber29/12/11 20:00 - Atualizado em 29/12/11 20:00
Detalhe da capa do álbum \"Luiz Vieira\" lançado em 1974. (Reprodução)
O texto de apresentação do programa comandado por Paulo César Soares apresenta Luiz Vieira como um poeta que traz o Nordeste na alma e o Brasil no coração. Um artista com mais de 500 composições, com diversidade de ritmos e letras que falam de amor, do necessitado e das coisas do Brasil.
Luiz Vieira tem longa carreira no rádio, na TV e na música. Começou na Rádio Clube do Brasil no “Programa Zé do Norte”, passando depois para a Tamoio e em seguida para a Tupi.  Nesse período, primeira metade dos anos 1950, recebeu de Luiz Gonzaga o título de “Príncipe do baião”. Mas não foi o único.
Nascido em Caruaru em 1928, desde os três anos Luiz Vieira foi criado pelo avô na cidade de Alcântara, Estado do Rio de Janeiro, após o falecimento de sua mãe. Apesar de tão distante de seu Pernambuco, a cultura nordestina sempre esteve muito presente em sua obra, sendo conhecido por seu público como “advogado do nordeste”, em razão de muitas músicas suas que falava da situação da região, o que lhe causou várias investidas da censura federal e da polícia em sua residência nos anos de chumbo do regime militar.
O Estudio F apresenta um amplo painel das gravações de Luiz Vieira, a começar pelas primeiras: “Há um pouco de você” e a divertida “Pagando o pato”. Presenças também obrigatórias de seus grandes sucessos, como “Menino de Braçanã” (em parceira com Arnaldo Passos), “Na asa do vento” (com João do Vale) e “Prelúdio pra ninar gente grande”, popularmente conhecida como “Menino passarinho”.
O programa apresenta as guarânias “Da saudade” e “da Lua nova”, os forrós “Do tio Augusto” e “Do Chico moço” e as músicas “Estrada da saudade”, “Os olhinhos do menino”, “Retirandus”, “Paz do meu amor” e “Maria Filó”, uma das muitas parcerias com o maranhense João do Vale.
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Estúdio F – Momentos Musicais da Funarte
Luiz Vieira

Apresentado na RCB em 27 de dezembro de 2011
Apresentação: Paulo César Soares

Roteiro: Cláudio Felício
Produção: Rádio Nacional – Rio de Janeiro 

sexta-feira, 26 de abril de 2019

"Foi bonita a festa, Pá!". Revolução dos Cravos, Portugal, 25 de Abril de 1974

Os cravos no Portugal da revolução de abril de 1974, floresceram na primavera, depois de tantos anos de noites escuras e manhãs frias e com céu nublado, em meio também a noites salientes, regadas a bom vinho do Alentejo, alimentando e aquecendo a luta de sempre, por justiça e liberdade, com canções de amor, rebeldia e de esperança.
Também houve dias de sol e praia, para aquecer os corpos e alegrar corações, sempre lembrando que os dias e as noites, vem e vão, assim como as estações. Até que chega o 25 de abril na primavera de 1974.

Lembrar essa primavera especial será sempre necessário, para que mesmo no inverno possamos nos aquecer com a memória das flores que brotam nos campos, e do sol tranquilo que chega nestes dias. Lembrar que a primavera no sentido politico, como empregado aqui, é uma construção.
Que mesmo demorando, nunca deixa de chegar. Como diz uma canção brasileira "O sol há de brilhar mais uma vez...."

LINCOLN SECCO: AS LIÇÕES DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS - 20 Minutos Entrevista



Capitães de Abril (2000) Trailer




acrescido em 25/04/2022



Fico cá a imaginar como brasileiro. Se lembrássemos mais , de forma diversa e criativa, dos acontecimentos e personagens que fortalecem a nossa identidade democrática e socialista, será que não estaríamos em melhor situação na disputa das memórias e narrativas?

Zezito de Oliveira - Educador e Agente/Produtor Cultural

45 ideias para celebrar os 45 anos do 25 de Abril

18.04.2019 19:15 por Pedro Henrique Miranda0
Passam quatro décadas e meia desde a Revolução dos Cravos e Portugal recorda-o, com infindáveis momentos festivos. Selecionámos precisamente 45.

Músicas de abril: símbolos da revolução da liberdade


“E depois do adeus”, de Paulo de Carvalho foi o sinal para arrancar a revolução.
O povo, na sua generalidade, não sabia o que estava prestes a acontecer. Mas os militares e outras partes preparavam uma revolução para instituir a democracia e pôr fim à ditadura e opressão em que vivia Portugal.

Aguardavam o sinal para saber que era hora de iniciar o golpe militar tão esperado. E ele chegou através da rádio. A música e a cultura tiveram parte crucial na revolução que mudou o país. “E depois do adeus”, música de Paulo de Carvalho, foi o sinal tão esperado que soou. 







Tanto Mar - Versão Original


acrescido em 26/04/2022

Como Portugal mudou nos 45 anos desde a Revolução dos Cravos?

As mudanças na sociedade portuguesa após o movimento que tirou o país da ditadura de Salazar em 25 de abril de 1974 são celebradas nesta quinta (25)









sexta-feira, 1 de março de 2019

Play list "O Carnaval nas canções de Chico Buarque"

O motivo do carnaval nas canções de Chico Buarque



Sonho de um carnaval


Noite dos Mascarados


 Quando o carnaval chegar

Quando o carnaval chegar – Marcelo Barros



Ela desatinou


Não existe pecado ao sul do equador


Vai passar


TRILHA SONORA DO FILME "QUANDO O CARNAVAL CHEGAR"

Disco de 1972, trilha sonora do filme de mesmo nome, escrito e dirigido por Carlos Diegues. Maioria das composições por Chico Buarque. Conta com participação de Maria Bethânia, Nara Leão e MPB-4. Discão!
 

Chico Buarque lança playlist de Carnaval no Spotify; ouça

sexta-feira, 25 de março de 2016

Play list Temática - A paixão de Cristo na paixão dos homens.

Fotos das celebrações da semana santa em Ouro Preto (MG). Fonte: https://www.facebook.com/fotoinfocoestudiodigital/










 


 
 












Confira também:

MISSA DA TERRA SEM MALES

Pedro CASALDÁLIGA
  Exposição virtual Via-Crucis

 Leia também:

Bendito o bêbado que defendeu Jesus durante encenação da Paixão de Cristo. 

 

Jesus: a morte de um preso político e não um “sacrifício religioso” ou “expiatório”Mauro Lopes e José Maria Castillo



Jesus: a morte de um preso político e não um “sacrifício religioso” ou “expiatório”


A cena é descrita em detalhes no Evangelho de João (Jo 18,1-19,42) e antecipada, na Primeira Leitura, pelo último Canto do Servo Sofredor ( o 4º), no qual o profeta Isaías antecipava, mais de 500 anos antes, que um Servo seria preso e torturado: “tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos”. O profeta anunciava que ele seria desprezado,  esmagado e que, em sua entrega amorosa, radical e desafiadora do sistema, iria mostrar a nós, “ovelhas desgarradas” e acovardadas, o caminho da resistência e da justiça (Is 52,13 – 53,12).

Há uma maneira de encarar a caminhada decisiva de Jesus, resultado de suas escolhas ao longo da vida, com um pietismo adocicado-azedado e carregado de um falso moralismo, como se sua morte fosse culpa individual de cada pessoa simplesmente por termos nascido. Seria um “sacrifício religioso” expiatório para nos absolver, num ciclo que se torna punição eterna, sem absolvição, pois aprisiona os homens e mulheres a uma culpa sempre renovada, nunca purgada, sempre a necessitar o perdão do padre, do bispo da Igreja.
É um engodo. Não houve sacrifício religioso algum. Jesus foi morto como um preso político, porque desafiou o poder político-religioso em Israel e o exército de ocupação romano, e propôs a seu povo uma vida de fraternidade, liberdade, superação e em amor responsável e acolhedor; uma vida de partilha e não de acumulação, de solidariedade e não de exploração; de amizade e não de competição.

Morreu como um subversivo. O artigo do teólogo espanhol José Maria Castillo é breve e contundente, como a vida do Mestre.  Ele foi jesuíta por muito tempo, deixou a Companhia de Jesus e tornou-se um teólogo de referência global –não é à toa que foi perseguido anos a fio pela Congregação para a Doutrina da Fé, com vários monitums [advertências] contra ele. Leia o artigo a seguir ou na versão original, publicada em Religion Digital há poucos dias:

“Uma das coisas que ficam mais claras, nos relatos da paixão do Senhor, que a Igreja nos recorda nestes dias da Semana Santa é o medo que o Evangelho desperta. Sim, a vida de Jesus nos dá medo. Porque, ao fim, o que não deixa margem a dúvida é que sua forma de viver –se é que os evangelhos são a verdadeira recordação do que aconteceu- levou Jesus a terminar seus dias tendo que aceitar o destino mais repugnante que uma sociedade pode determinar: o destino de um delinquente executado (G. Theissen).

A morte de Jesus não foi um sacrifício religioso. Ao contrário, pode-se assegurar que a morte de Jesus, tal como relatada nos evangelhos, nada teve a ver com o que, naquela cultura, se podia entender como um sacrifício sagrado ou de fundo religioso. Todo sacrifício religioso naquele tempo devia cumprir duas condições: teria que acontecer no templo (lugar do sagrado) e deveria seguir as prescrições de um ritual religioso. Nenhuma delas se deu na morte de Jesus.

Mais ainda: Jesus foi crucificado não entre dois ladrões, mas entre dois lestai, uma palavra grega que se utilizava para designar não apenas bandidos (Mc 11,17), mas igualmente a rebeldes políticos (Mc 15,27), como indicou o historiador Flavio Josefo (H.W.Kuhn; X.Alegre). Por isso compreende-se que, em sua hora final e decisiva, Jesus se viu abandonado e traído por todos: o povo, os discípulos, os apóstolos… A paixão e morte de Jesus tiveram de elemento religioso seus sentimentos, do próprio Jesus: e sabemos que seu sentimento mais forte foi a consciência de se ver abandonado inclusive por Deus (Mt 27,46; Mc 15,34). A vida de Jesus acabou assim: sozinho, desamparado, abandonado.

O que isto tudo nos diz? A Semana Santa diz-nos, nos textos bíblicos que lemos estes dias, que Jesus veio para por em questão a realidade em que vivemos. A realidade violenta, cruel, na qual se impõe a lei do mais forte frente à lei de todos os fracos.

Sabemos que Paulo de Tarso interpretou o relato mítico do pecado de Adão como origem e explicação da morte de Jesus, para nos redimir de nossos pecados (Rm 5,12-14). Os pregadores lançam mão desta interpretação para concentrar nossa atenção na salvação do céu. Isso é bom, mas carrega o perigo de desviar nossa atenção da trágica realidade que estamos vivendo. A realidade  da violência que sofrem os zé-ninguém, a corrupção dos que mandam e, sobretudo, o silêncio daqueles que sabem disso tudo mas ficam quietos para não perder seu poder, suas dignidades e seus privilégios.
A beleza, o fervor, a devoção de nossas liturgias sacras recorda-nos a paixão do Senhor. Porém, elas questionam a duríssima realidade que vivem milhões e milhões de seres humanos? Recordam-nos a vida de Jesus e seu fracasso final? Ou nos distraem com devoções, apegos estéticos e tradições que utilizam a memoria passionis, de Jesus apenas para cuidar de sua boa consciência? 
Fonte: http://outraspalavras.net/maurolopes

   CANÇÕES QUE FAZEM UM PAÍS.

Rádio Web Ação Cultural - Play list temáticas

Outras sugestões de músicas e de links podem ser acrescentados nos comentários. A idéia pode e deve ser replicada em emissoras e outros espaços culturais e educativos.