terça-feira, 19 de junho de 2012

RIO+20 - PÓLIS PARTICIPA DA SEMANA DE CULTURA, CIDADANIA E ECOLOGIA

póLIS PARTICIPA DA SEMANA DE CULTURA, CIDADANIA E ECOLOGIA - POR UMA CULTURA SEM FRONTEIRAS NA CÚPULA DOS POVOS
17/06/2012
O Panorama dos movimentos e redes culturais na América Latina, a economia solidária, a governança para os povos e a Campanha Continental Cultura Viva Comunitária são alguns dos temas da I Semana de Cultura, Cidadania e Ecologia - Por uma Cultura sem Fronteiras na Cúpula dos Povos.
O Pólis destaca o Encontro Internacional Cultura Viva / Plataforma Puente Cultura Viva Comunitária / Pontos de Cultura que acontecerá entre os dias 18 e 21 de junho no Aterro do Flamengo – Espaço Cultura Viva Sem Fronteiras, realizado pela Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Rede Nacional dos Povos de Terreiro, Plataforma Puente. 
Neste ultimo sábado, 16 de junho, houve um encontro no Istituto Pólis para elaboração de algumas mensagens para este evento. Um grupo de ativista culturais e artistas se juntaram no Instituto Pólis, entre eles Hamilton Faria (Pólis), Eduardo Balan (Culembron Timbal - Red Latinoamericana de Arte y Tranformación Social-Plataforma Puente Cultura Viva Comunitaria), Jorge Blandon (Corporacion Cultural Nuestra Gente) e Adriano Mauriz (Instituto Pombas Urbanas), para pensar estratégias e direções para o fortalecimento da Cultura Viva Comunitária na América Latina. (saiba mais)
Esta campanha está ligada à Plataforma Puente Cultura Viva Comunitaria que busca o fortalecimento e difusão desta política cultural por toda América Latina. 
A "cultura viva" e "cultura comunitária" são expressões desta campanha política internacional voltada para o fortalecimento da diversidade cultural local, fortemente inspirada no mocimento dos Pontos de Cultura no Brasil: entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministério da Cultura que desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades.
Alguns dos objetivos Plataforma Puente Cultura Viva Comunitária são: 
- O fortalecimento e a multiplicação das organizações culturais em toda a América Latina
- O reconhecimento institucional e legal, a partir de  sua legitimidade como atores protagonistas na construção de identidade dos povos;
- O apoio econômico e institucional pelo estado;
- A promoção na América Latina da política chamada “Pontos de Cultura”;
- A construção de redes de organizações culturais populares na América Latina que trabalhem pela soberania sobre os recursos naturais, a justa distribuição da riqueza e pela democracia.
Hamilton Faria, coordenador da Área Cultura e Comunicação do Instituto Pólis, Carolina Caffé e Florence Rodrigues, do Ponto de Mídia Livre Pólis Digital, estarão presentes nos encontros e farão uma cobertura jornalística online para comunicar os acontecimentos.   
publicacoes polis

LUIZ GONZAGA É CEM: HOMENAGEM DE THAÍS NOGUEIRA


4
Abílio Neto · Recife, PE
15/6/2012 · 6 · 10
Até alguns meses atrás, ela era conhecida como Thaís Juriti, carregando o nome do Trio Juriti que existiu até o início deste ano. Agora, essa jovem sergipana de apenas 21 anos quer ser conhecida no mundo do forró com o seu nome de registro: Thaís Nogueira.

Ela tem berço forrozeiro e uma família toda musical: seu avô, seu pai e mais dois irmãos, um deles nada mais nada menos do que um dos maiores sanfoneiros jovens da atualidade: Mestrinho. Tão bom que foi selecionado para acompanhar o Mestre Dominguinhos. Além da bela e potente voz, a Thaís Juriti brinca com vários instrumentos: saxofone, violão, zabumba e triângulo. É uma “triangueira” de primeira linha! 

CLIPPING A CRIANÇA E O ADOLESCENTE NA MIDIA EM SERGIPE (04)

Fonte: Instituto Recriando Caminhos

Sergipe tem aumentado o número de denúncias de violência contra criança e adolescente
A Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) já registrou este ano 508 Boletins de Ocorrência (BO) relacionados à violência contra crianças e adolescentes. Destes, apenas 130 resultaram em inquéritos policiais e dos 130, 45 são casos de abuso sexual.  A delegacia também recebeu este ano 144 denuncias anônimas. De janeiro até a semana passada, dezoito pessoas já foram presas por conta de crimes de violência contra meninos e meninas. A delegada do Departamento de proteção à Criança e ao Adolescente do DAGV, Mariana Diniz, disse que o número de denúncias tem aumentado, o que mostra que as pessoas estão tendo mais consciência e que a sociedade está participando mais ativamente na defesa das crianças e dos adolescentes.  Segundo a delegada Mariana Diniz, as denúncias são importantes para que os casos sejam elucidados e os criminosos devidamente punidos. Além de as crianças e adolescentes, vítimas, terem a chance de se livrar do agressor e de poder passar por tratamento psicológico. “A rede de atendimento a criança e o adolescente vitimas de violência ou abuso sexual em Sergipe funciona, relativamente, bem. Há atendimento especializado multidisciplinar com a assistente sociais e psicólogas, que fazem o acolhimento inicial”, diz a delegada. Os meninos e meninas que sofrem abuso sexual, geralmente são encaminhados para o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) São João de Deus. No DAGV, em casos de denúncia, inicialmente é instaurado o inquérito policial com encaminhamento da vítima ao IML para ser submetido ao exame pericial, e ao CREAS São João Batista para acompanhamento psicológico. Os casos também são encaminhados ao Conselho Tutelar para que sejam adotadas as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Uma vez comprovada a autoria e materialidade do delito, o agressor é indiciado e é representada a prisão do mesmo à Justiça. Mariana Diniz disse que geralmente as vitimas têm dificuldade de contar sobre o abuso sexual sofrido em razão das ameaças sofridas e com receio de não contar com o apoio da família. “Por isso os país devem uma postura de atenção às mudanças comportamentais dos filhos e construir uma relação de confiança entre eles”, orienta Mariana. A delegada também orienta que crianças e adolescentes vítimas de violência devem comunicar o fato o mais rápido possível a alguém de confiança, ao Conselho Tutelar ou mesmo ao Disque Denúncia Nacional (Disque 100) ou o Estadual (Disque 181). “Quero lembrar que o tema violência e exploração sexual contra criança e adolescente não é mais algo a ser tratado apenas no âmbito familiar. Hoje, Estado e Sociedade Civil têm o dever de zelar pelos direitos de nossas crianças. Portanto, quem tiver conhecimento de algum caso de algum tipo de violência contra criança ou adolescente, denuncie o agressor. Só assim conseguiremos acabar com o vício da impunidade”, declarou a delegada mariana Diniz.
(Jornal da Cidade, p. Cidades B9, Moema Lopes – 17 e 18/06)

Estudantes denunciam situação precária nas escolas
Apesar de a greve dos professores já ter acabado, muito alunos de Aracaju estão insatisfeitos com a situação que encontram em algumas unidades de ensino, que apresentam obras inacabadas, ausência de vigilantes e de merendeiras, entre outros problemas. “Quando as aulas voltaram, ficamos perplexos com o que nos deparamos: banheiros sujos, o funcionamento da parte administrativa está comprometido e não há segurança. É um descaso”, relata Aby Custódio, presidente da União Sergipana dos Estudantes Secundários (USES). Uma grande preocupação dos estudantes, segundo o presidente da USES, é o cumprimento das aulas e a conclusão do ano letivo. “O prazo para inscrição do Enem acabou e estamos praticamente no início das aulas”, explica o membro da USES. Ele afirma também que alguns “professores não vão e a direção da escola não dá falta. No diário de classe, o professor registra a aula, mas ela não foi realizada”. Aby Custódio destaca que, no quesito qualidade, não houve avanço na educação e cita os níveis baixos do Indeb e o Pré-Seed, programa suplementar de educação, que, para ele, é um programa vitorioso, ao contrário do ensino médio de Sergipe, que deixa a desejar. “Se houver uma melhoria no ensino médio, não será necessário programa suplementar” defende o presidente. O presidente da USES alega que o Colégio Lourival Fontes, no bairro Santo Antônio, está com uma parte interditada, oferecendo grande risco aos alunos, professores e moradores do bairro. Já o Colégio Petrônio Portela, no Augusto Franco, está com uma fossa aberta no meio do pátio. Outro ponto levantado pelo presidente é a precariedade das administrações escolares, que abusam da autoridade e impedem que alunos entrem no colégio fora do horário que estejam matriculados. A falta de mais de 100 merendeiras no Estado também causa transtorno nos colégios, segundo o membro da USES. A Secretaria de Estado da Educação (SEED) reconhece, em nota, que está faltando funcionários em algumas escolas, não sendo possível convocar ninguém, pois o concurso já expirou e nem contratar funcionários devido a projeto de lei que impede tal ação. Quanto à Escola Estadual Senador Lourival Fontes, a Seed interditou o imóvel para não expor alunos e professores à avaria sofrida pelo prédio após a retirada de terra da encosta do morro. Sobre o Colégio Petrônio Gontijo, a Secretária de Educação  disse que as aulas foram suspensas devido a afundamento da fossa séptica, que cedeu por causa das chuvas.
(Jornal Correio de Sergipe, Geral A7 - 16/06)


Urgência pediátrica da rede pública não atende à demanda da população
Com duas urgências pediátricas, localizadas no Hospital e Maternidade Santa Isabel e na Unidade de Pronto-Atendimento Fernando Franco, a rede pública de saúde de Aracaju não consegue atender a todos as solicitações. Foi o que aconteceu na noite da última quinta-feira, 14, quando a população que procurava atendimento na Maternidade Santa Isabel foi surpreendida pelas portas fechadas e pela aglomeração de pacientes. “Geralmente, tenho que vir para a urgência da maternidade e espero horas para que eu seja atendida, mesmo sendo dia de semana e em horário comercial”, comenta Franciele Santos Souza, que aguardava atendimento na maternidade. De acordo com a assessoria de comunicação do Hospital e Maternidade Santa Isabel, o fato ocorrido na noite de quinta-feira deve-se à sobrecarga de pacientes provenientes de outros hospitais por não conseguirem atendimento. As portas foram fechadas para que os dois pediatras plantonistas e um diarista pudessem atender os pacientes que já estavam dentro das unidades. No final de maio deste ano, o Ministério Público Estadual ajuizou ação civil pública contra o município de Aracaju pra regularizar o atendimento pediátrico na capital. O Tribunal de Justiça determinou que o serviço de pediatria da Unidade de Pronto-Atendimento Nestor Piva fosse reativado, no prazo de 60 dias, sob pena de multa. A ação não foi acatada e a prefeitura de Aracaju prometeu recorrer da decisão.
(Jornal Correio de Sergipe, Geral A4, Verônica Oliveira – 16/06)

 

domingo, 17 de junho de 2012

As principais canções que me inspiraram na reunião do coletivo investigador do plano articulado cultura e educação,

iniciativa do MINC e do MEC em parceria com organizações da sociedade civil.
A primeira, foi uma canção baseada em uma foto postada por Antônio Vieira  no facebook. 
A segunda foi uma lembrança quase perdida no tempo e que retornou através da audição dos programas da Aperipê FM: Mural e Seleção Brasileira e de um post do DJ Patrick Torquato  no facebook.
A terceira é uma canção que me acompanha desde a adolescência no Rio de Janeiro e que diz algo muito especial, coisa que eu já intuía lá atrás e que agora compreendo bem mais.
"Debaixo do barro do chão da pista onde se dança
Suspira uma sustança sustentada por um sopro divino
Que sobe pelos pés da gente e de repente se lança
Pela sanfona afora até o coração do menino".


A última diz respeito a forte presença das mulheres tanto na coordenação do encontro, como no debate sobre a RIO +20 e a Cupula dos Povos organizado por mulheres ligadas a organização feminista SOS Corpo. A delicia que foi o protagonismo de duas mulheres artistas, na noite linda da sexta-feira (15/06), a poeta Maria Rezende e Adriana Falcão escritora e roteirista de diversos programas de televisão, A Grande Familia, inclusive, no bate papo que aconteceu no Sesc Santa Rita. E, por último, a apresentação de um grupo formado somente por mulheres, que cantaram e encantaram interpretando canções de Luiz Gonzaga em apresentação realizada no arraial montado em frente a torre Malakoff, localizada no centro histórico. Além da cooperação da companheira de um amigo no apoio ao deslocamento e nas conversas ligadas a conjuntura política e social local. Esta mulher também nos brindou a mim e a todos que participaram do debate na sede do SOS Corpo com o clip da música Calle 13.

Para assistir ao vídeo do primeira recital de  Maria Rezende, no mesmo local, clique AQUI.

Para saber mais sobre o plano articulado cultura e educação, clique AQUI.

Leia abaixo, textos da minha autoria sobre o tema:




Zezito de Oliveira









Sergipe é o país do forró. Será!?


Nas décadas de oitenta e noventa, Sergipe festejava o São João em quase todo Estado, era um grande arraial de alegria, fogueiras, quadrilhas, quentão e muita comida típica. Areia Branca acendia a fogueira mais cedo e se transforma na capital forró, para onde multidões se deslocavam atraídas pelo calor do forró, porque era primeiro de junho e o festa estava apenas começando, sem hora pra acabar, e só terminava, lá pro dia trinta! Com o São Pedro de Capela e Muribeca.
 
Se formos enumerar as cidades que faziam um grande São João, com grandes estruturas de palco, som, luz, arraiais, diria que quase todas as cidades sergipanas celebravam as festas juninas. Sergipe se enfeitava e se vestia para festejar o São João como ninguém, de Norte a Sul, e para esquentar e animar a festa, estavam lá, artistas sergipanos, nossos forrozeiros e alguns nacionais, levando alegria e muito forró com sotaque sergipano. A música sergipana passava por um momento de grande efervescência com os nossos forrozeiros, artistas e bandas, cantando as coisas da gente, difundindo o nosso São João para o Brasil e pro mundo. 
Em Aracaju haviam vários polos com grandes estruturas de shows, concursos de quadrilhas e outros eventos. Os mais importantes eram: O Gonzagão, Rua São João, Centro de Criatividade, Praça do Siqueira Campos, Arraial do 18 do Forte, Arraial do Bugiu, Arraial do Bairro América, os barracões culturais, eram vários palcos onde os artistas sergipanos faziam seus shows, divulgavam seus trabalhos, enfim, era uma corrida louca para dar conta de tantos shows em Aracaju e no interior do Estado, o tecido da cadeia produtiva e criativa da música estava em movimento gerando emprego e distribuindo renda. Nossa riqueza circulava aqui mesmo, éramos mais ricos financeira e culturalmente, pois, os recursos públicos eram gastos com shows, em sua maioria, de artistas sergipanos, que garantiam a festa. 
No calor da fogueira, em seu primeiro mandato, o então prefeito Jackson Barreto criou o Arraial do Povo, hoje, Forrocaju, mal sabendo ele que estava criando o Bicho Papão, que iria engolir todos os palcos de Aracaju, e de quebra, o forródromo de Areia Branca, que sucumbiu para dar lugar ao MEGA, BIG, FORROCAJU. O impacto na cadeia produtiva e criativa da música em nosso Estado, foi sentida de imediato. Os artistas sergipanos que faziam, durante o no mês de junho, de vinte a trinta shows, passaram a fazer, no máximo, três shows, todos os palcos em Aracaju, foram desmontados para dar lugar a mega estrutura montada na praça de eventos Hilton Lopes, com capacidade para receber milhares de pessoas todas as noites, que enchiam os olhos do então prefeito Marcelo Déda, encantado com tanta gente para matar a sua fome voraz de poder, porque o poder quer gente, o poder come gente e conseguir reunir tanta gente em um só lugar, fazer um discurso na abertura e ainda, de quebra, anunciar as atrações nacionais, era o êxtase. Enquanto isso, doía na alma dos artistas sergipanos ver um São João que se espalhava e que já estava enraizado por toda a cidade, resumido a um único lugar, a um único show, em um único palco que não reflete o verdadeiro São João, porque tem um formato que não traduz a nossa festa maior e que não se diferencia de outros palcos em outras festas promovidas por prefeituras e pelo Estado porque acabou com o São João do Gonzagão, Rua São João, Bugiu, Siquera Campos, 18 do Forte, os barracões culturais, com o circuito de quadrilhas por esses espaços e até o forródromo de Areia Branca. Hoje, o que se vê é um formato burro de um show atrás do outro debaixo de chuva, sob bandeirolas de plástico coloridas e uma cidade despida do que foi um dia o orgulho de um povo que teima em manter suas tradições, sua cultura, ignoradas pela classe política que entra na festa pra bagunçar e dar o tom, dizendo quem canta e quem não canta nos palcos armados com o nosso dinheiro, passando por cima da nossa dignidade desrespeitando os fazedores de cultura, em nome de um projeto político, porque lhe é conveniente criar espaços públicos para milhares de pessoas e achar que somos massa de manobra. 
Não queremos acabar com o Forrocaju, porque é uma conquista nossa. O que queremos é que a o São João de Sergipe, em particular o de Aracaju, seja repensado, discutido com a sociedade civil organizada, que faça circular a produção cultural sergipana, que estimule a cadeia produtiva e criativa da música, fazendo com que a cidade volte a festejar o São João nas suas comunidades, que distribua renda, que a cidade se vista das cores e dos motivos juninos, para que a gente se veja em nosso fazer cultural, porque o ego e o interesse político não pode se sobrepor identidade cultural de um povo.

Jorge Ducci

Atenção Quadrilheiros

Atenção Quadrilheiros

A Secretaria de Estado da Cultura torna público o edital do Prêmio de Reconhecimento às Quadrilhas Juninas do Estado de Sergipe

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Secult fortalece Rede de Pontos de Cultura

13-06-12, 09:38


Por Carla Sousa, da Ascom/Secult

Os representantes dos Pontos de Cultura da capital sergipana e da Grande Aracaju se reuniram na noite da última terça-feira, 12, na Biblioteca Pública Epifânio Dória, com o objetivo de fortalecer a Rede de Pontos de Cultura de Sergipe. Ao longo dos próximos meses, a Secretaria do Estado da Cultura (Secult) pretende repetir o encontro com todos os 30 Pontos de Cultura espalhados pelos oito territórios sergipanos.

Os Pontos de Cultura são iniciativas da sociedade civil que recebem recursos do Ministério da Cultura (Minc) e da Secult para potencializar suas ações. Segundo Alisson Couto, coordenador de Articulação Institucional da Secult, somente os 11 Pontos espalhadas por Aracaju e Grande Aracaju, beneficia um público de mais de 50 mil pessoas localizadas em comunidades carentes.

“Nesses encontros nós pretendemos articular e fortalecer as ações da Rede de Pontos de Cultura do Estado. Esse também é um espaço para que eles possam tirar dúvidas, trocar experiências e estabelecer parcerias. Estou muito feliz com o resultado desse primeiro encontro”, destacou Alisson.

Além dos representantes dos Pontos de Cultura, a reunião contou com a presença de Betânia Souza, consultora de Cultura e Economia Criativa do Sebrae, entidade que já possui histórico de parceria com a Secult, a exemplo do Birô Cultural.

“Todos os Pontos desenvolvem direta ou indiretamente alguma ação de capacitação, que é o foco do Sebrae. Por isso, eu vejo que há uma grande possibilidade do Sebrae dialogar com essas ações. Se tiverem interesse nós temos como chegar juntos”, enfatizou Betânia.

Além disso, Betânia destacou que o Sebrae também se coloca à disposição para potencializar ações voltadas para a Economia Criativa e a gestão. “De alguma forma ou de outra todos os Pontos tem algum produto específico e nesse sentido nós podemos trabalhar juntos desenvolvendo essa visão de negócio para beneficiá-los e para beneficiar a comunidade onde estão inseridos”, reforçou a consultora do Sebrae.

Para Jaquelene Linhares, representante do Ponto de Cultura ‘Espaço Cultural Axê Ô’, em São Cristóvão, esse intercâmbio de informações e possibilidade de parcerias é muito produtivo. “Esse é um momento muito importante para que possamos estabelecer contatos e entender de fato como poderiam funcionar as parcerias entre os próprios pontos e entre nós e entidades como o Sebrae”, destacou.

O encontro contou também com a presença do representante de Sergipe e do Nordeste na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Lindemberg Monteiro. Ele ressaltou a importância do fortalecimento da rede estadual dos Pontos e do protagonismo que essas ações têm desempenhado no desenvolvimento da cultura do país.

“O projeto Ponto de Cultura é uma iniciativa que muda a cara do Brasil. Pensar nos Pontos de Cultura é pensar nas ações, no fomento e na contribuição que essas instituições dão às suas comunidades. É preciso que a rede se fortaleça e que esses encontros se tornem mais freqüentes, pois temos muito experiência e muita coisa boa para compartilhar”, enfatizou.

Ao final da reunião ficou deliberado que no dia 17 de julho os pontos de Aracaju e Grande Aracaju voltarão a se encontrar.

Iniciativa 

Em Sergipe, atualmente, 30 instituições são beneficiadas pelo ‘Pontos de Cultura’ - ação do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura (Minc), adotado pela Secult. Através de recursos oriundos da parceria entre o Minc e a Secult, iniciativas e projetos culturais desenvolvidos pela sociedade civil são potencializados.

Os Pontos de Cultura tem por finalidade fomentar a atividade cultural, aumentar a visibilidade das mais diversas iniciativas culturais e promover o intercâmbio entre diferentes segmentos da sociedade. O objetivo do Minc é que até 2014, todo o país tenha 4170 pontos funcionando em todos os estados.