segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Existe Amor em SP - Comentário em destaque

Existe amor em Sp é um movimento plural apartidário e completamente do bem drag queen Tchaka vestida de pink esbanjou rspeito, atitude e militância no show de Gaby Amarantos, Emicida e Criolo na praça rosa ou praça Roosevelt.
 
 

domingo, 21 de outubro de 2012

'Amor em SP' leva milhares à Praça Roosevelt, no centro da cidade


Ato político-cultural convocado pelas redes sociais prega uma cidade mais solidária e justa, livre de preconceitos e intolerância
Publicado em 21/10/2012, 19:52
Última atualização às 19:52
'Amor em SP' leva milhares à Praça Roosevelt, no centro da cidade
Praça Roosevelt, no centro da cidade, foi tomada pelos jovens (Fotos: Fora do Eixo)
São Paulo – Milhares de pessoas lotaram neste domingo (21) à tarde a praça Roosevelt, no centro de São Paulo, para participar do Festival Existe Amor em SP, ato político-cultural convocado pelas redes sociais. Os organizadores defendem uma cidade mais solidária, livre de preconceitos e intolerância, em com mais integração cultural e social entre a periferia, o centro e demais regiões.
Esta é a segunda edição do ato. A primeira aconteceu antes do primeiro turno das eleições municipais, na mesma praça sob o lema “Amor sim, Russomanno não”. O movimento é apartidário, mas alinhado a políticas progressistas e a bandeiras de justiça social.
“Há anos SP vem se tornando mais agressiva, repressiva, individualista, proibida, militarizada. Enquanto favelas pegam fogo e a polícia ganha status de milícia, o poder político tenta acabar com o público em prol do privado. Acabar com a festa em prol do silêncio. Acabar com o pobre em prol do rico. Acabar com a justiça em prol da ordem”, diz um texto distribuído pelo movimento.
existe amor em sp
O ato de hoje chegou a ser ameaçado pela prefeitura, mas a Guarda Civil Metropolitana (GCM) acabou liberando o festival. A recomendação é que o publico compareça vestindo cor de rosa, em prol da solidariedade e respeito. O ato conta com a presença de revelações musicais marcadas por discursos sobre militância e igualdade social.
O ato de cunho político-social teve início às 14h deste domingo na praça que já é considerada o ponto de manifestações culturais de São Paulo. O tema do evento já é conhecido nas teclas de artistas, militantes e paulistanos de todas as idades nas redes sociais com a hashtag #ExisteAmoremSP.
Estão se apresentando artistas premiados como Criolo, Emicida e Gabi Amarantos. Também confirmaram presença as revelações Karina Buhr e Thiago Pethit.

A cultura do Brasil NOVO com Haddad

A cultura do Brasil NOVO com Haddad

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Leci Brandão. Mano Brown e Ice Blue, dos Racionais MC’s. Netinho de Paula. Arismar do Espírito Santo. Leandro Lehart. Helião. Kamau. Fernando Anitelli, d’O Teatro Mágico. Grupo Negredo. Emicida e seu irmão caçula, Evandro Fióti. Ana Cañas. Daniel Ganjaman. André Frateschi & Miranda Kassin. Bruno Morais. Andreia Dias. Rashid. Todos juntos e reunidos num recinto só: samba, rap, pagode, pop, MPB, rock independente. A música do novo Brasil encontrou-se na noite desta terça-feira com Fernando Haddad, o candidato a prefeito que pede que a cidade de São Paulo pense NOVO.
Até chegar à realização do sonho dessa reunião foi uma longa caminhada, iniciada aqui no PenseNovo.TV desde que chegamos à campanha, nesta ordem, Mauro Dahmer, eu e Bia Abramo. Não conseguíamos conceber uma candidatura progressista, do PT, ancorada em valores e símbolos NOVOS, que não compreendesse o diálogo com a música nova, a sabedoria de rua, a cultura digital, as forças periféricas que constroem o centro da cultura brasileira dos anos 2000.
Foi difícil costurar a reunião. Havíamos convidado muitos artistas do front pop para o Encontro da Cultura com Haddad, no final do primeiro turno. Poucos aderiram – a cantora Marcia Castro, o DJ Tutu Moraes, os apresentadores Leci e Anitelli. O evento foi capitaneado pelo professor Ricardo Musse (coordenador, com Vladimir Safatle, do programa de governo do PT na área de cultura – leia a partir da pág. 64). Contou com o empenho dos companheiros Renato Rovai e Sergio Amadeu, e emocionou e motivou centenas de intelectuais, juristas, arquitetos, psicanalistas, artistas de teatro, cinema etc. (veja depoimentos aqui).
Para termos Mano Brown presente no evento de ontem, cantamos com ajuda modesta de um tal Luiz Inácio Lula da Silva, que telefonou pessoalmente para a maior voz viva da cultura brasileira emanada a partir da periferia.

Tímidos, Haddad e Brown entraram no estúdio juntos. Cada um por seu lado, tomaram a atitude idêntica de cumprimentar os já presentes, um por um, com apertos de mão. Dramaticamente apartadas na gestão atual, a força institucional do prefeito (ou candidato a) e a autoridade simbólica das ruas (Mano Brown e o rap) eram ali (re)apresentadas uma à outra, num processo que está apenas (re)começando. Uma certa tensão pesava o ar, mas era mais que compreensível.

Haddad se apresentou formal e humildemente, lançou algumas ideias no ar e passou a ouvir. Tinha muito a ouvir, e a aprender. Brown demorou a se manifestar, mas foi preciso. Disse que não estava aqui para falar de cultura, mas de extermínio. Usou o termo para qualificar a atitude das polícias sob direção tucana diante das juventudes negras, rappers, funkeiras, periféricas etc. “Quem reagir morre”, modificou frase do governador Geraldo Alckmin, exemplificando com o assassinato, há poucos dias, de dois companheiros ligados ao núcleo formado pelos grupos Racionais MC’s, Negredo e Rosana Bronk’s. “O pano de fundo é a guerra contra o crime organizado, mas eles (o poder público paulista) estão matando por parecer ser”, afirmou.
Ice Blue foi igualmente certeiro: “Na grande verdade, os prefeitos e candidatos a prefeitos não sabem o que acontece com os pretos em São Paulo, nãõ têm conhecimento de como os pretos são tratados aqui. O rap, esse movimento que continua sendo discriminado e marginalizado, foi o que mudou a cidade de São Paulo”. Silêncio. “Foi o rap que mudou a cidade de São Paulo, que devolveu o orgulho e a vontade de viver para o jovem negro de São Paulo. São Paulo não oferece nada, nada para o jovem negro. Pelo contrário, só tira.” Silêncio completo.
Leci mirou o acertou no alvo do tema do preconceito: “Eu vou ser obrigada a tocar na questão da raça, porque é uma verdade que existe em São Paulo. Nós sabemos que este estado aqui tem uma marca muito séria em cima da população negra. Quando os negros se juntam, a polícia chega porque pensa que vão fazer alguma coisa errada. É um pré-conceito, né?”.
Haddad concorda, e cita explicitamente, em mais de um momento de sua fala, os elementos racistas, protofascistas, da sociedade paulistana. “O racismo existe na cidade e precisa ser enfrentado”, diz. “Essa coisa protofascista que tem em São Paulo, como diz a Marilena Chauí, não vai se inibir naturalmente. Nós precisamos ter outra coisa aqui do outro lado para ganhar o espaço disso. É preciso ter uma reação, e essa reação, no que depender de mim, não será violenta. Será mostrar que existe outro caminho.”
Em seus discursos, Leci, Brown, Blue e os rapazes do Negredo tornavam palpável o que havia dito pouco antes Cláudio Prado, representante presente do movimento Fora do Eixo, ao lado de Pablo Capilé e Bruno Torturra. Ex-produtor dos grupos Mutantes e Novos Baianos e ex-ativista digital do Ministério da Cultura nas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira, Cláudio trouxe a periferia, a margem, o estado de espírito fora-do-eixo, o ativismo digital, os pontos de cultura – e a cultura como um todo – para o centro da roda. E falou na linguagem de professor, acadêmico, cientista político, filósofo etc. de Haddad.

A grande sacada da cultura digital é ter entendido que a internet não é da centralidade da ciência. Ela é da periferia da ciência. Todas as soluções do século XXI não vêm da centralidade do sistema. A centralidade hoje é a Europa, e a Europa é monetarismo puro e está indo dar com a cara na parede”, disse Cláudio, sentado ao lado de Netinho de Paula e observando que o pagodeiro e político (do PCdoB) Netinho é, ele, em si, um ponto de cultura de São Paulo.
“A revolução cultural está vindo da periferia, não só geográfica, mas das instituições. Muita gente das quebradas nasceu e cresceu e descobriu coisas fantásticas nas lan-houses, que têm que ser estimuladas como escolas de tecnologia, oficinas”, concluiu, amalgamando em suas palavras o grito por proteção de Brown e Blue, a descentralização proposta pelo Arco do Futuro de Haddad, os laboratórios de garagem planificados em seu programa de governo para a cultura (leia à pág. 68 do plano).
Se o cérebro cultural hoje fica na periferia, como indicou mais de um dos participantes do encontro, Mano Brown torna-se aqui a principal voz da cultura brasileira atual. Está presente, apoia o candidato explicitamente e senta-se atrás de Fernando e Ana Estela Haddad, em imagem de raro poder simbólico. Ao menos hoje, centro e periferia são um organismo só, à procura nervosa por harmonia.
No diálogo, Haddad refuta a ideia corrente de que político se apresenta nas periferias em tempo de eleição e desaparece do dia da posse em diante. Diz a Brown que espera ser cobrado dele, e que espera encontrá-lo muitas vezes nos próximos anos.
“Daqui a um ano, Brown, num novo encontro, você pode dizer que ainda está ruim, ainda está difícil, mas vai dizer que o ambiente é outro, que tem uma perspectiva. A gente vai poder acompanhar isso juntos”, afirma. “Eu faço fé que a gente retome São Paulo. Esse é o nosso objetivo.”

Evandro Fióti, Bruno Morais, Emicida, Daniel Ganjaman, Ana Cañas, Andreia Dias, artistas antes resistentes a qualquer encontro e a princípio assustados com o maquinário de gravação do estúdio deixam afrouxar as tensões pouco a pouco. Discursos aqui e ali deixam entrever que, se nosso voto prevalecer, todos, de centro ou de periferia, seremos co-governantes da cidade a partir do primeiro dia do próximo ano.
Haddad se despede com um agradecimento, e leva para casa toda uma aquarela de desejos e reivindicações. Não há discurso em que não aponte a vontade geral de reocupar a cidade, as ruas, o espaço público. Netinho deposita na urna imaginária desta noite a saudade dos bailes black e o desgosto com a intolerância policial com a cultura periférica. Leci clama pelo respeito ao samba de escola, de quadra e de carnaval.

Leandro Lehart deixa a preocupação com o desrespeito imobiliário por bairros históricos como a Casa Verde e com a truculência do poder público frente aos dependentes de crack. Cantora branca de MPB, Andreia Dias resgata as próprias origens via bairro do Grajaú e a família evangélica.

Jornalista e assessora de artistas de rap, Gisele Coutinho pede luz nas praças.         
Emicida cobra a efetivação municipal do Plano Nacional de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra, recém-anunciado pelo governo federal. O ativista cultural Binho, promotor do sensacional Sarau do Binho, perseguido pela gestão atual, fica sem tempo de fazer sua pergunta. Mariana Bergel, representante do rapper Dexter, narrou o cuidado e a atenção à população carcerária da cidade.
Helião pede a volta das feiras culturais a bairros de periferia como Pirituba, hoje abandonados. Capilé solicita que o candidato, se eleito, respeite os movimentos sociais, “meça a temperatura” da cidade e “module suas frequências”, na “dimensão antropológica” da prefeitura.
Haddad ouve, ouve, ouve – e se despede de nós levando música nos ouvidos. À saída do tão aguardado encontro, os NOVOS espalham-se pela cidade com rostos alegres, felizes, esperançosos.

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O sexto programa de Fernando Haddad para o horário eleitoral no segundo turno, que acaba de ir ao ar neste sábado à noite, 20/10, define ações fundamentais para melhorar o transporte, o trânsito e a saúde. Também dá enfase especial ao projeto de Haddad de ouvir moradores de São Paulo para devolver à cidade seu papel fundamental na produção cultural. O programa apresenta trecho do encontro com músicos, no qual Mano Brown esteve presente.  AQUI 

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São Paulo e todas as outras cidades só mudam se mudarmos o nosso jeito de votar.


É da vida que a vida se nutre. A vida deve ser a prioridade ou não haverá vida de espécie alguma. Observando o momento da nossa sociedade, podemos dizer que estamos numa transição. Ainda não nos tornamos o que precisamos ser e já não somos mais o que éramos antes. Descemos do pedestal do topo da cadeia predatória, onde estávamos destruindo os ecossistemas e, agora, caminhamos para uma nova consciência planetária, onde assumimos nossa verdadeira vocação e a responsabilidade de servir ao planeta. É fato que esta postura ultrapassada esta chegando ao fim. Os modelos de cidades que temos hoje são parecidos com um buraco negro, onde a concentração é tão grande que consume tudo, inclusive a própria luz. Mas podemos criar nossas cidades como potentes centros de revitalização e expansão, devolvendo recursos naturais e reconstruindo os ciclos da biodiversidade com inovação e criatividade. Como podemos inverter esse sinal; passar da destruição à nutrição e florescimento das cidades? Como transformar as cidades em espaços de revitalização? Podemos iniciar nossa caminhada colocando em prática, por exemplo, os valores propostos pela Carta da Terra, nos âmbitos ambiental, social e econômico. Mas esta importante mudança passa pela mudança das atitudes e dos valores de cada um de nós. Aliás, é estranho pensar que só agora estamos nos dando conta de quanto nosso sistema econômico é violento - que se apropria da vida, dos recursos naturais, e do trabalho humano de uma forma totalmente utilitária.Como seria nossa vida se nos pautássemos pelo que somos e não pelo que possuímos? Qual é o papel da política senão o de nos reinventar enquanto sociedade, de cuidar das relações entre as pessoas, nas comunidades, cidades, países e no planeta. Podemos fazer diferente. Acredito em novas formas de fazer política. Uma política que pense na vida, em primeiro lugar.

Minha trajetória de vida como empresário socialmente responsável, líder da sociedade civil e agora na política, foi e sempre será a serviço desses princípios. E desta forma eu convido vocês nesta eleição a pensar e agir como cidadãos e cidadãs responsáveis pela transformação do que somos no que queremos ser e espalharmos juntos
essa semente de uma cidade mais transparente, justa e sustentável.

São Paulo só muda se mudarmos o nosso jeito de votar.

Ricardo Young - Vereador eleito pela cidade de São Paulo

Assista ao belo vídeo. AQUI

sábado, 20 de outubro de 2012

Mano Brown e Haddad


Lula liga para Mano Brown e o convida para debate junto com Haddad, em SP
 
Leia AQUI

 

Comentário em destaque

Continuem levando a alegria da Caravana as crianças, os jovens e todo o grupo escolar. Vou esperar vocês se achegarem aqui no 24 de Outubro..kkk em CARAVANA LEVA O REI DO BAIÃO À ESCOLA ANTÔNIO FONTES FREITAS
 
 
em 16/10/12

 

“Existe Amor em SP”

“Existe Amor em SP” reúne Criolo, Emicida, Gaby Amarantos, Karina Buhr e Thiago Pethit

Redação em 17/10/12


Uma cidade mais rosa choque. Uma cidade com mais amor. É com esta proposta que o festival “Existe Amor em SP” reúne pedestres, ciclistas, trabalhadores, desempregados, artistas, ativistas, cidadãos de todos os cantos, esquinas e becos.
Todos juntos para ocupar a Praça Roosevelt em nome de uma São Paulo mais pública, humana, inclusiva e gentil. De rosa-choque, sobem ao palco neste domingo Criolo, Emicida, Karina Buhr, Thiago Pethit e Gaby Amarantos, a partir das 14h, com entrada Catraca Livre.
Mais amor, mais rosa-choque!
O evento tem como objetivo ressaltar o espírito de solidariedade e resistência política que transcende partidos e regiões da capital paulista. Apartidário, mas político, o encontro propõe uma maneira mais atual, eficiente e inspirada de se fazer política . Por uma nova cidade e novos tempos, o festival “Existe Amor em SP” clama pelo fim desta São Paulo agressiva, repressiva, individualista, proibida, militarizada. Prega, sobretudo, respeito.
E se hoje cantamos a falta de amor nas ruas da selva de pedra, a luta por dias melhores segue: porque “Ainda há tempo”

AQUI

Fonte: Blog Catraca Livre

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A cultura do “e” no lugar da cultura do “ou”

   
O mundo vem há tempos nos ensinando a colocar tudo em caixinhas. Tem a caixinha do que é certo, a caixinha do que é errado. A caixinha do bonito e do feio. E aí vêm as caixinhas das palavras, dos números, das cores… e depois as das disciplinas – matemática, português, física. Tem as humanas e as exatas, e existe até o mito de que quem vai bem numa não vai bem na outra. Na hora de escolher uma profissão, novas caixinhas: advogado de um lado, psicólogos do outro. E parece que o conhecimento de um não tem nada a ver com o conhecimento do outro.
Aí vem alguém, de repente, e diz pra gente “pensar fora da caixa”. No ambiente corporativo isso é bastante comum nos dias de hoje. Fala-se em inovação e criatividade, mas é claro que fica difícil “pensar fora da caixa” quando tudo o que se aprendeu é o oposto. Todo o nosso conhecimento se organizou nas caixinhas onde as coisas pouco conversam.
crédito Paco / Fotolia.com

Gosto de pensar que a questão não é sair da caixa e sim considerar “múltiplas caixas”. Simpatizo com esse conceito porque o fora da caixa pressupõe a subversão, algo que indica um comportamento ou visão fora do normal, fora do sistema. Já as múltiplas caixas falam sobre combinar ideias de universos diferentes, abrir-se ao que é diverso mas que pode ser complementar. Sem necessariamente fugir de caixa alguma. Estamos aprendendo a observar as combinações inusitadas e ver que dali pode sair algo novo de verdade e, portanto, criativo.
Trago aqui algo que foi observado no estudo do qual participei – a pesquisa Sonho Brasileiro, onde ouvimos jovens de 18 a 24 anos dizendo que o mundo não é mais bi-polarizado, que as decisões não são mais dualistas, onde as posições não são mais “ou se está de um lado, ou de outro”. Isso se reflete em tudo: a decisão hoje não precisa ser escolher entre ganhar dinheiro ou fazer o bem. Nem entre ser engenheiro ou músico. O mundo, mais líquido, como nos diz Zigmunt Bauman, permite que as coisas sejam mais fluidas e menos definidas.
Fica cada vez mais evidente que não é nos espaços seguros e unilaterais que precisamos nos reencontrar e buscar novas respostas. Não é numa sala de aula nem numa sala de reuniões. Não é na conversa entre especialistas de uma determinada área, mas na colaboração de diferentes áreas que estão surgindo as conversas e ideias mais disruptivas.
 
Veja o vídeo da pesquisa Sonho Brasileiro.
 
Por mais que as instituições percebam o poder da lógica colaborativa, elas não estão estruturadas para funcionar a partir desse pensamento. A empresa de hierarquia rígida, as disciplinas que não conversam na universidade, as escolas que não aproveitam o conhecimento que se traz de fora. Tudo isso começa a dar lugar a outras lógicas, outras formas de se pensar e agir que muitas vezes têm dificuldade de encontrar espaço nas instituições convencionais.
“Será que o novo e o que nos trouxe até aqui não podem conviver? Precisamos jogar fora os modelos educacionais anteriores e partir para algo completamente diferente?”
Na educação, com todo esse movimento, novos modelos são criados, ainda difíceis de definir: um espaço de auto-aprendizado… uma escola que não é bem uma escola… uma plataforma on-line de uma universidade que oferece cursos de graça. E as ferramentas utilizadas nestes espaços também começam a ser reinventadas: a arquitetura da sala de aula, a relação professor-aluno, a lógica entre as matérias, a combinação entre teoria e prática. Nada que não venha sendo experimentado há muito tempo – desde a Grécia Antiga se fala do aprendizado acontecendo em espaços abertos e democráticos. A mudança no cenário atual é a seguinte: as novas experiências são mais fáceis de ser conhecidas e compartilhadas – e isso faz toda a diferença.
Convido a uma reflexão: será que o novo e o que nos trouxe até aqui não podem conviver? Precisamos jogar fora os modelos educacionais anteriores e partir para algo completamente diferente? Num mundo mais fluido, a cultura do ‘ou’ vai dando lugar à cultura do ‘e’, passando cada vez mais a ideia é de as coisas podem coexistir.