quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tiros... Bala que fere e mata. As causas e soluções para a escalada de violência em São Paulo e no Brasil.

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Tiros... Bala que fere e mata. Bala que vem como resposta ao crime organizado. Bala que atinge também representantes da força policial. Bala que subtrai a vida de inocentes. Na guerra não declarada entre o crime organizado e a polícia militar paulista, as maiores vítimas são o cidadão e o estado de direito. Discutir as causas que levam ao empoderamento do crime e ao descontrole das autoridades do estado sobre seus próprios agentes, é pensar em estratégias de segurança capazes de garantir a paz cívica. Por um país Melhor e Mais Justo pra todos. Melhor e Mais Justo exibido em 15/11/2012 Tema: Guerra não declarada - O estado de direito sob fogo cruzado.

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Programas da TV Câmara

Dep. Delegado Protógenes (PCdoB-SP) e Dep. Vanderlei Siraque (PT-SP) - Violência em São Paulo

14/11/2012 22:30 - duração: 00:22:35
 
O ministro da Justiça anunciou, em cerimônia conjunta com o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, a liberação de uma verba de R$ 60 milhões na criação de um comando policial unificado para fazer frente à onda de violência que, em pouco mais de um mês, deixou cerca de 250 mortos no estado. "Nesta segunda-feira, começamos a ter as primeiras ações, que terão um ritmo acelerado e serão permanentes" — declarou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após se reunir com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para debater o assunto, os convidados são os deputados Delegado Protógenes (PCdoB-SP) e Vanderlei Siraque (PT-SP).

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Expressão Nacional discute violência em São Paulo

Todas as manhãs, TVs e rádios trazem o número de mortos na madrugada paulista. Quase 90 policiais foram assassinados em 2012 no estado, além da ocorrência de diversos atentados. Isso abriu uma intensa discussão sobre a responsabilidade dos Estados e União no combate ao crime organizado.
Na tentativa de reduzir essa onda de violência, governos federal e estadual definiram ações conjuntas, como a transferência de presos para unidades de segurança máxima. Seis itens vão nortear as ações, entre eles a criação de uma agência integrada de combate ao crime organizado.
Faltaram ações do governo estadual e federal? Qual a responsabilidade de cada ente da federação? As novas iniciativas do governo de São Paulo e a União acabarão com a onda de violência que assusta os paulistanos?


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Programa Brasil em Debate

Dep. Walter Feldman (PSDB-SP) e Dep. Paulo Teixeira (PT-SP) - Violência em São Paulo

Continuam os atos de violência em São Paulo: oito pessoas morreram, incluindo o filho de um ex-PM da rota, e cinco ônibus foram atacados. No sábado, um soldado da PM foi morto na região. O governo estadual iniciou a transferência de presos ligados à organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para presídios federais. Para debater a insegurança em São Paulo, os convidados são os deputados Walter Feldman (PSDB-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP).

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

“Minha vida é andar por este país” Caravana Luiz Gonzaga prossegue caminhando pelas escolas da Grande Aracaju.


Na próxima segunda-feira, 19/11, o Colégio de Aplicação da UFS receberá a "Caravana Cultural Luiz Gonzaga vai à escola", organizada pela Associação Cultural (Ação Cultural) com o patrocínio da Funarte. A partir das 15 horas, o auditório da didática V, será o local da palestra com recursos multimídia a cargo do professor José Augusto de Almeida e da apresentação musical do Trio Casaca de Couro,
A exposição fotográfica será instalada na entrada do Colégio de Aplicação no período da manhã.
Já no dia 20 de Novembro, a Caravana Luiz Gonzaga estará aportando na Escola Estadual Olga Barreto (Conj. E. Gomes), no mesmo horário e com a mesma programação, com o acréscimo da apresentação das coreografia inspiradas na obra de Luiz Gonzaga , realizada pelos adolescentes do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania, residentes no mesmo bairro e aqueles que residem no Conj...
unto Jardim (Socorro).
A Associação Cultural (Ação Cultural) também estará realizando juntamente com a programação da Caravana Luiz Gonzaga, a Feira Arte e Cidadania em parceria com a Escola Estadual Olga Barreto.
A Feira Arte e Cidadania tem como objetivo apresentar o resultado das oficinas artísticas ligadas ao Ponto de Cultura e das iniciativas culturais comunitárias nas áreas das artes cênicas, artes plásticas, audiovisual, literatura, cultura afro brasileira, música e etc.
http://caravanaluizgonzaga.com.br/





 
 
 


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Excesso de remédios e terapias na infância preocupa especialistas

Psicólogo aponta que apelo a 'comprimidinho' é tentativa de fugir da busca pela raiz dos problemas e da garantia de uma relação saudável entre pais e filhos
Publicado em 11/11/2012, 10:40
Última atualização às 10:40
Excesso de remédios e terapias na infância preocupa especialistas
Na sociedade moderna, comprimidos são os preferidos para tratar todos os problemas, mesmo aqueles que o diálogo pode resolver (Foto: João Correia/RBA)
São Paulo – A medicalização da educação e da sociedade, processo que tem transformado em distúrbios passíveis de tratamento com terapias e medicamentos questões como emoções, sentimentos e comportamentos não aceitos socialmente, é o tema de palestra apresentada esta semana na Câmara Municipal de São Paulo. O evento, organizado pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade para marcar o dia municipal dedicado a reflexões e debates sobre o tema, conta ainda com o lançamento das Recomendações de Práticas não Medicalizantes para Profissionais e Serviços de Educação e Saúde. Apesar do título, o guia elaborado por uma equipe multidisciplinar é útil também para orientar pais e demais pessoas interessadas no assunto.
Distúrbios como o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) têm sido cada vez mais diagnosticados no Brasil. Ao mesmo tempo, cresceu a prescrição de medicamentos como o metilfenidato, cujo nome comercial é Ritalina, muito usado nesses casos. O que preocupa diversos profissionais da saúde e da educação é que ainda não há estudos suficientes sobre os problemas causados pelo uso prolongado da droga. E também que a falta de diálogo entre crianças, adolescentes, seus familiares e educadores esteja sendo substituído justamente por medicamentos como esse.
O psicólogo Ricardo Taveiros Brasil, do coletivo interinstitucional Queixa Escolar e integrante do grupo de trabalho Educação e Saúde do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, um dos responsáveis pela elaboração do guia, diz que um exemplo muito comum do fenômeno é a dificuldade que muitos pais e professores têm hoje em dia para educar as crianças. Em vez de irem à raiz dos problemas e suas explicações, passam logo a dizer que elas são portadoras de distúrbios de comportamento, de atenção, de aprendizado, de leitura e escrita "como se houvesse na realidade um distúrbio específico, neurológico, que comprometesse somente o aprendizado”, aponta. “No entanto, é preciso deixar bem claro que não estamos falando que isso acontece na Medicina como um todo e nem que somos contrários a toda forma de prescrição de medicamentos”, salienta. Os questionamentos contra a medicalização surgiram nos anos 1970 e 1980, com pesquisadores de diversas áreas, como filosofia, sociologia e até da própria medicina.
Outro exemplo é a confusão que tem sido feita entre tristeza, luto e depressão – que aliás vem sendo alardeada por setores da saúde mental e pela mídia como o 'mal do século'. Conforme Ricardo, estão dando prazo para o sofrimento. Assim, o processo de luto de uma pessoa que perdeu um ente querido ou algo de muita importância é normal se durar 14 dias. A partir daí, se não melhorar, é depressão e é preciso entrar com medicação. ”Isso nos assusta. Do ponto de vista da Psicologia, o processo de luto é muito singular. Como estabelecer prazos para a elaboração do luto por uma pessoa querida que perdi?”, questiona. Ele menciona o livro O tempo e o cão – a atualidade das depressões, da psicanalista Maria Rita Kehl, ganhador do prêmio Jabuti 2010 na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise, no qual a autora pensa a depressão como sintoma social, de uma sociedade que exige felicidade, alegria em tempo integral, artificial, com as pessoas divulgando em redes sociais uma vida feliz o tempo inteiro.
Segundo o psicólogo, por trás do movimento da medicalização estão forças da sociedade e sobretudo um movimento da indústria farmacêutica voltado para isso. Fato, conforme Ricardo, mostrado no filme O Jardineiro Fiel, dirigido por Fernando Meirelles, que denuncia manobras da indústria de medicamentos para aprovar pesquisas e lança-los no mercado conforme seus próprios interesses comerciais. “Só que com o avanço das pesquisas em todas as áreas, a medicalização mostra-se cada vez mais polêmica e questionada inclusive no próprio campo da medicina”, diz.
O profissional, que atende crianças e adolescentes com dificuldades específicas na escola, adverte pais e educadores para que, antes de rotular quaisquer dificuldades de aprendizagem com este ou aquele distúrbio, devem avaliar e refletir o contexto como um todo. “O que está acontecendo dentro da escola e no sistema educacional que está dificultando que a criança aprenda aquilo que tem que aprender?”, questiona. Para ele, é preciso também impor limites às crianças, ensinar, por exemplo, que não se pode fazer na casa da vovó tudo o que se quer fazer. “A criança precisa de limites. Afinal, que mundo é esse em que não sobra tempo para os pais estarem por mais tempo com os seus filhos? Que escola é essa que tem mais de 40 alunos por sala de aula, impedindo o professor de acompanhar o aluno mais de perto, de ter um contato mais próximo?”
Esse contexto desfavorável à educação e ao desenvolvimento psicológico de uma criança é, na análise de Ricardo, favorável aos processos de medicalização. “A partir do momento em que a criança toma um comprimidinho, fica parada, contida quimicamente, e não atrapalha mais. Só que esse ‘efeito terapêutico’, na verdade, é sinal da toxicidade do remédio. O melhor é que pais e professores reflitam mais sobre o que pode estar acontecendo, dialoguem e investiguem esse contexto, que é complexo, antes de encaminhar a criança para um profissional. Isso pode parecer mais complicado do que dar um remédio – aliás, tomar remédio é mais fácil; toma-se remédio para tudo. Em vez de fazer exercício e melhorar a alimentação, as pessoas tomam remédio para emagrecer”.
Para ele, do ponto de vista psicológico, essas drogas usadas exercem efeitos complexos e preocupantes, como ‘calar o sujeito’ – quando a criança que está ‘incomodando demais’ está, na verdade, querendo chamar a atenção, comunicar algo de muito sério, como medos, preocupações, desejos. “Nós precisamos primeiro ouvi-las, dar atenção e não calar a angústia, o sofrimento, com um comprimidinho”.
Do ponto de vista orgânico, segundo ele, há relatos de que o uso contínuo desses medicamentos tornam as crianças cada vez menos sensíveis para uma série de coisas. Exemplo é um bombom de chocolate, que não vai ter o mesmo efeito de prazer. “Então, se a gente pensar em um adolescente que fuma maconha e usa esses medicamentos, sua propensão a outras drogas é muito maior porque ele vai buscar outras formas de obter satisfação, prazer”, explica.
Para Ricardo, a questão é grave, colocando em risco a saúde das crianças e transferindo para elas a responsabilidade de um sistema de educação cheio de problemas. “O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura que a criança tem direito à vida, à educação e saúde de qualidade. E esse direito pressupõe o direito de não tomar uma droga que pode levar a consequências graves. É por isso que temos que lutar."

Redes sociais da internet são mais usadas pela classe média

Stênio Ribeiro - Agência Brasil 11.11.2012 
Os internautas da classe C são responsáveis por 56% de acessos no Facebook e 55% no Twitter (Marcello Casal Jr./ABr)
Brasília – A nova distribuição socioeconômica do país, com mais pessoas tendo acesso a bens de consumo, fez com que a classe C, ou classe média, passasse a ser maioria no uso de redes sociais na internet. A constatação foi feita por pesquisa do Instituto Data Popular (IDP), que será apresentada no Fórum Novo Brasil, amanhã (12) e terça-feira (13), em São Paulo. Um dos convidados é o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
De acordo com a pesquisa, que ouviu 1,8 mil pessoas nas ruas de 57 cidades e 20 mil pela internet, 48% dos 75 milhões de internautas brasileiros são da classe média - assim considerada a família com renda mensal entre R$ 1.540 mil e R$ 2.313 mil. A pesquisa informa que 44% estão nas faixas A e B, que compõem a classe alta, e 8% são dos estratos sociais D e E, de mais baixo poder aquisitivo.
Os internautas da classe C são responsáveis por 56% de acessos no Facebook e 55% no Twitter, contra 24% da A/B nos dois casos. Quadro totalmente diferente de pesquisa semelhante feita em 2009, que apontava absoluto domínio da classe alta nas duas redes, de acordo com o diretor do IDP, Renato Meirelles.
Virada perfeitamente normal, segundo ele, considerando-se que em torno de 30 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado de consumo nos últimos dez anos, nas contas do governo. Fato que alargou a base da classe média, estimada em 101,1 milhões de brasileiros, equivalentes a 53% dos 190,7 milhões de brasileiros registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. A baixa renda reúne 51,5 milhões (27%) e 38,1 milhões (20%) estão na classe alta.
Edição Beto Coura

sábado, 10 de novembro de 2012

ECA estabeleceu prioridades na saúde, na educação, na documentação básica e na assistência social



O programa Bom Dia Ministro recebe a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela faz um balanço dos 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Foto: Marcello Casal Jr./ABr
bom dia, Ministro A ministra Maria do Rosário fez um balanço positivo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e lembrou que quando se fala no Estatuto não se pode falar apenas de questões ligadas à violência que, segundo destacou, é o grande desafio a enfrentar. Para ela, é preciso nos darmos conta também de que ao longo de 21 anos, desde que foi criado, o ECA estabeleceu prioridades na saúde, na educação, na documentação básica e na assistência social. Na sua avaliação, feita durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro desta quinta-feira (14/7) “todas essas políticas integradas estão assegurando uma vida melhor para os brasileiros”.
Maria do Rosário disse que as comemorações pelos 21 anos do Estatuto têm o objetivo de reforçar o que a presidenta Dilma já disse sobre o combate à miséria: “se o Brasil tem força, e tem, para erradicar a miséria extrema, junto com a erradicação da miséria extrema, nós vamos colocar um ponto final na exploração sexual das crianças e adolescentes brasileiros.”
Maria do Rosário considera que o Brasil precisa estar permanentemente mobilizado contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela contou que nas regiões do país onde há grandes empreendimentos e grande número de trabalhadores do sexo masculino, o governo federal tem se mobilizado para constituir conselhos tutelares de referência, para identificar onde e como as crianças são vítimas e oferecer-lhes proteção, desde a prevenção até o atendimento.
Na visão da ministra, os conselhos tutelares são importantíssimos no processo de proteção das crianças e adolescentes. “Essa rede está em 98% dos municípios brasileiros. Por isso, estamos priorizando capacitar e cobrar a efetividade dos conselhos nos municípios.” Mas há casos ainda, contou Maria do Rosário, de conselhos que atendem uma cidade inteira, o que acaba prejudicando o trabalho dessas entidades. Sobre essa questão, ela esclareceu que será preciso estabelecer regras mais adequadas, inclusive no plano federal, e que o governo já está trabalhando para equipar melhor as unidades.
“A nossa meta é constituir nas capitais – a começar pelas capitais que vão receber os Jogos e grandes eventos – conselhos tutelares de referência, equipados devidamente, com capacidade de mobilidade, com carros.” Uma das medidas que já está em curso, segundo Maria do Rosário, é a interligação, por internet, dos conselhos tutelares das capitais, e em uma segunda etapa os do interior do país, para facilitar, por exemplo, a localização de crianças desaparecidas.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista com a ministra Maria do Rosário.

Cultura terá orçamento de R$ 3 bilhões em 2013, afirma Dilma ao empossar Marta Suplicy

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Universidade das Quebradas propõe o encontro de culturas da periferia

Curso desenvolvido pela UFRJ se tornou referência no meio artístico

Universidade das Quebradas (Foto: Divulgação)Aula do curso de Literatura na Grécia Antiga promovido na Universidade das Quebradas (Foto: Divulgação)
  Fonte: Site Globo Universidade

A fórmula não poderia ser melhor. De um lado a universidade, que entra com o saber “formalizado”, de outro os alunos, que trazem para a sala de aula suas sensibilidades e vivências do mundo artístico. Esse modelo vem acontecendo na Universidade das Quebradas, projeto de extensão criado em 2010 e vinculado ao Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo da iniciativa é o de promover a aproximação entre a universidade e agitadores culturais da periferia da cidade do Rio de Janeiro. São artistas e produtores oriundos dos mais diferentes "territórios" cariocas, com diferentes experiências e atuações culturais.
A ideia da Universidade das Quebradas nasceu a partir da tese de doutorado sobre rap, feita na UFRJ pela pesquisadora Numa Ciro, atualmente coordenadora adjunta do curso, com orientação de Heloísa Buarque de Holanda, que também atua no projeto. A proposta inicial da tese era a de reunir pessoas ligadas à cultura na periferia do Rio de Janeiro para trocarem informações. Com o projeto de extensão criado e o curso formatado, a primeira turma começou, em 2010, com 40 alunos, que são chamados de “quebradeiros”. Em 2011, esse número subiu para 50, sendo que a nova turma, que iniciou em agosto de 2012, está com 70 alunos, que foram selecionados entre 300 candidatos. Mesmo com o curso concluído, muitos ex-alunos retornam para assistir às aulas, reforçando o lema da universidade de “uma vez quebradeiro, sempre quebradeiro”.
“A Universidade das Quebradas é uma praça de trocas. Todos nós saímos daqui com novos conhecimentos a cada encontro. Temos quebradeiros de muitos bairros da cidade e arredores, desde Santa Cruz a São Gonçalo. Eles trabalham em projetos sociais, artísticos e educacionais em seus bairros, são multiplicadores”, explica Beá Meira, uma das desenvolvedoras do projeto. O curso, que tem duração de um ano (180 horas), é desenvolvido em cinco áreas da produção cultural, sendo elas: literatura, artes visuais, teatro, dança e música, e aborda a produção artística e cultural em momentos específicos, incluindo fases como o romantismo, modernismo e contemporaneidade.
As aulas acontecem uma vez por semana no Colégio Brasileiro de Altos Estudos, antiga Casa do Estudante, no Flamengo. Uma vez por mês, são realizados também os “territórios das quebradas”, encontros em que os quebradeiros mostram suas reflexões sobre o território onde vivem. Os alunos apresentam material próprio sobre os mais diversos temas. Já houve território em que os alunos falaram sobre vestuário feminino no funk, por exemplo, ou sobre grafite, no qual foram apresentados os termos mais comuns utilizados entre os grafiteiros e o que eles significam.
“O território das quebradas consiste em uma mesa na qual os quebradeiros, previamente inscritos, falam durante 20 minutos. Eles apresentam seus pontos de vista sobre diversos temas da cultura da periferia. Em seguida, rolam os debates. À tarde, o encontro é encerrado com a apresentação de um sarau dos palestrantes”, conta Beá Meira.
O curso aborda disciplinas como Filosofia, Cultura Africana, Arte e Arquitetura na Antiguidade, Epopeia Clássica, Mitos Gregos e Africanos, Mitologia Yoruba, Romantismo na Arte e na Literatura, Literatura Negra e de Cordel, entra outras. Já na segunda parte do curso, são ministradas aulas de cinema, música, dança, teatro e de elaboração de projeto culturais, além de oficinas de linguagem e expressão ministrada em parceria com a Fundação Roberto Marinho.