informações sobre ações culturais de base comunitária, cultura periférica, contracultura, educação pública, educação popular, comunicação alternativa, teologia da libertação, memória histórica e economia solidária, assim como noticias e estudos referentes a análise de politica e gestão cultural, conjuntura, indústria cultural, direitos humanos, ecologia integral e etc., visando ao aumento de atividades que produzam geração de riqueza simbólica, afetiva e material = felicidade"
O
19º Grito dos excluídos acontece em um momento importante da conjuntura
e conclama a juventude brasileira e toda a população a se manifestar,
gritar e contribuir na construção de outro projeto de sociedade, o
Projeto Popular para o Brasil.
O
objetivo geral é anunciar, em diferentes espaços, sinais de esperança
com a perspectiva de transformação e construção de um Estado
efetivamente a serviço da Nação e que respeite os direitos fundamentais
da pessoa humana. Fortalecer a organização, a mobilização e a luta
popular. Denunciar todas as injustiças, promovidas pelo sistema
capitalista, implantando em nosso país e que causa a destruição, a
privatização das políticas públicas, a precarização da vida, a
mercantilização e a financeirização dos bens comuns.
Na
Arquidiocese de Aracaju, em Sergipe, o Grito dos Excluídos acontecerá
no dia 7 de Setembro de 2013, às 9h, com a concentração ao lado da
Catedral Metropolitana de Aracaju, no centro da cidade.
Pelo segundo ano consecutivo Zé Vicente estará em Aracaju nos
dias iniciais da primavera. No ano de
2012 participou da Jornada Ecológica e neste ano de 2013 retorna para participar do II Congresso Arquidiocesano
Biblico-Catequético.
Como a Ação
Cultural tem um trabalho antigo de parceria com Zé Vicente, desde os tempos em que alguns de seus
dirigentes e colaboradores participaram da Pastoral da Juventude, é muito natural o empenho em favorecer o sucesso do encontro musical com Zé Vicente que acontecerá no dia 21 de
Setembro, a partir das 17 horas, no
seminário maior Nossa Senhora da Conceição, localizado no Loteamento
Pousada Verde, bairro Lamarão, Aracaju,Entrada Franca. A pretensão da Ação Cultural é mobilizar aquelas pessoas que estão ligadas no projeto Sarau Multicultural, realizado pela entidade, para participarem do encontro musical com Zé Vicente como uma espécie de Sarau estendido.
Para mais
informações sobre a vinda de Zé Vicente a Aracaju em 2012, clique AQUIe sobre
a programação de 2013, cliqueAQUI Durante a realização do mini-curso intitulado arte na catequese e em especial no encontro musical, Zé Vicente apresentará algumas músicas conhecidas do seu cancioneiro, como também as suas mais recentes composições presentes no novo CD, cujos detalhes podem ser conferidos abaixo:
Novo CD traz canções com rimas e ritmos populares
"Zé Vicente da Esperança"
O novo CD de Zé Vicente já está nas Lojas Paulinas Brasil!
"Zé Vicente da Esperança", mais um trabalho a serviço da vida e da
esperança. Uma das canções chama-se Ciranda do Menino Deus.
Zé Vicente fala do novo cd que está por vir! Mais um lançamento da Gravadora Paulinas-COMEP
O CD "Zé Vicente da Esperança", é o 13º álbum do cantor, que é também compositor e poeta Texto abaixo: Honório Barbosa, 18/08/2013, jornal DIÁRIO DO NORDESTE, Fortaleza.
Orós (CE).
Zé Vicente, cantor e compositor, é um artista preocupado com a
ecologia, em sintonia com a caminhada de seu povo. Por meio da arte, ele
defende todas as relações de solidariedade, de identidade cultural, de
valores igualitários, de respeito à vida
no meio ambiente, e ao próximo. Hoje, com mais de 30 anos de trajetória
artística musical, lança o CD "Zé Vicente da Esperança", seu 13º álbum
pela gravadora Paulinas-Comep.
"Minha esperança é que esse CD seja de fato um marco na caminhada dos
jovens e de todo o povo que busca uma fé madura e comprometida com as
transformações sociais nesses tempos de tantos desafios", afirma o
cantor. O álbum traz 14 canções inéditas, músicas com um tom festivo,
poesias, rimas e ritmos populares. "São músicas populares, celebrativas e
culturais", diz.
O novo trabalho apresenta um som pontuado de
poemas e cores, das boas coisas de nossa terra, ao ritmo popular e bem
brasileiro. O artista novamente traz rimas que falam de amor, esperança,
ecologia, diálogo entre raças e tradições religiosas.
Neste
trabalho, participam Osvaldinho do Acordeon, o arranjador Luiz Antonio
Karam, os músicos Adeíldo Lopes, Ocimar de Paula e Tico Delisa. Nos
solos, duas convidadas, Raquel Passos, cantora capixaba, e Ana Paula do
Grupo Chamas. Nos vocais, Maria Diniz, Rita Kfouri, Paulinho Campos e
Emmanuel.
Poeta popular
Cearense, do sítio Aroeiras,
zona rural de Orós, Zé Vicente é ´naturalmente ecológico´, poeta popular
e educador por meio da arte. "Meu pai era paraibano do município de
Catolé do Rocha e minha mãe, cearense. Meus primeiros anos foram
mergulhados em clima de muita alegria, contato direto e permanente com a
roça, rodas de brincadeiras, músicas de Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves,
Angela Maria, Roberto Carlos e outros", revela.
Oriundo de um
berço familiar católico, Zé Vicente cresceu na Igreja, nas novenas, nos
terços, benditos e missões de Frei Damião, além de uma intensa
participação nas Comunidades de Base e vivência com as músicas do Padre
Zezinho. "Conheci, naqueles dias, o velho e amado Patativa do Assaré.
Toda essa base, certamente teve uma grande influência para gerar em mim,
o artista que sou", ressalta.
Em 1973, Zé Vicente passou a
morar na cidade de Iguatu, onde foi estudar. "Entrei no movimento
estudantil, mesmo limitado pela ditadura militar, nos grupos de jovens
da Igreja Católica,onde vivenciamos uma experiência de cinco anos com
teatro amador", conta. Naquela época, surgiu o Teatro de Amadores de
Iguatu (TAI), que promovia apresentações de palco, com música e poesia.
"Foi meu começo como artista", lembra.
O entusiasmo ocupava o
coração dos jovens que enfrentavam desafios e venciam obstáculos, pois o
cantor lembra que havia ameaças sutis de agentes da ditadura. No início
da década que pôs fim à ditadura militar, Zé Vicente iniciou as
primeiras composições. "Inaugurei uma produção que chamo de música
celebrativa", definiu. "Tento circular entre uma dimensão mais social,
cultural e mística", completa.
Em 1983, foram gravadas as
primeiras músicas pela Comep-Paulinas. Em 2013, faz 30 anos de carreira,
com 14 CDs gravados, e mais um livro de poemas com CD. "Tenho mais uns
três CDs gravados de maneira autônoma e participei de Projeto de um CD
para o Unicef, onde ajudei na coordenação artística, com Ângela Linhares
e outros artistas cearenses", pontua.
Zé Vicente analisa que
no meio da música religiosa há trabalhos bons, mas existem também
composições que visam o mercado, de conteúdos e qualidade questionáveis.
"Busco cantar e ser fiel às nossas raízes culturais e à realidade
nordestina, tanto no estilo musical, quanto na poesia. Os temas mais
constantes vêm da tradição religiosa, com abertura social", frisa.
Novo trabalho
O mais recente CD, com o título, Zé Vicente da Esperança´, na
explicação do próprio cantor, apresenta um novo sobrenome do poeta
ecologista e lavrador, filho do sertão, da seca, da força da natureza e
do povo nordestino, e que não abre mão da teimosa esperança. "É ela que
nos faz vencer o deserto e chegar à terra da fartura, da justiça e da
paz".
Neste ano, Zé Vicente já passou por vários lugares do
Ceará, da Paraíba, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, Piauí, Maranhão,
Espírito Santo e Brasília. A agenda está ocupada até dezembro. "Faço
encontros musicais, prefiro esse termo aos shows, e oficinas de música e
poesias na educação, na animação das pastorais sociais das Igrejas que
me chamam e dos movimentos da sociedade civil", explica.
Outro projeto
Além da programação musical intensa, Zé Vicente a cada mês encontra
espaço e visita o recanto da roça, no sítio Aroeiras, em Orós, onde
promove o projeto Sertão Vivo, de arte, cuidados humanos e ambientais.
O projeto Sertão Vivo nasceu pelos idos de 1995, a partir do cuidado
com a terra. "Não queimamos à toa, não envenenamos´, frisou o cantor.
"São realizadas ações de arte-vida, trilhas ecológicas nos espaços
preservados, oficinas de música, teatro, pinturas, alimentação de
qualidade, terapias naturais e alternativas, fóruns sobre o lixo e
outros temas urgentes, festejos tradicionais, como São João, Natal,
aniversários, encontros com guardadores de experiências de chuvas e
sementes", finaliza.
Mais informações Zé Vicente Município de Orós Telefone: (85) 9997. 6177 e-mail: zvi@uol.com.br
Produção Aracaju Ruberlan - (79) 3214-5944 - promoaracaju@paulinas.com.br
Zezito - 79 8864-5927 (oi) ou 8117-2290 (claro) - zezitodeoliveira@gmail.com (apoio a mobilização e divulgação como Sarau multicultural estendido) Para informações referentes ao Congresso Biblico_Catequético - Terezinha - (79) 9971 5211 (vivo) rccatequeseemacao@hotmail.com - www.catequesesergipe.com.br/congresso
Ouça um dos primeiros LPs, o terceiro, gravado por Zé Vicente em parceria com Babi Fonteles
"Babi
Fonteles & Zé Vicente Em Canto" - O Long Play
Eu sou do tempo
do LP, ou long play.
Quem não gravou
um LP, não conhece a emoção do demorado processo que era a produção daquele imenso
disco preto, cheio de sulcos a serem preservados de arranhões, que tocava um
som com fundo de chuva fina.
O primeiro - e o
único - LP que gravei, "Babi Fonteles & Zé Vicente Em Canto", uma
produção independente, carrega consigo muitas histórias. Desde sua primeira
versão em cassete, em 1991, este álbum me levou a lugares a pessoas entre os/as
mais inusitados/as de minha vida. Lembro, por exemplo, o show realizado no
Teatro Romano, em Verona, na Itália, no dia 13 de junho de 1992, quando
milhares de pessoas se apinhavam dentro do recinto para nos assistir e, depois,
invadindo o palco para cantar nossas canções e pedir bis inúmeras vezes, até
que os seguranças nos pedissem para parar, por receio de que a estrutura do
palco não aguentasse o peso de tanta gente.
Compartilho com
vocês, amig@s, este trabalho já em sua maioridade de 18 anos!
Guardarei as
histórias para contá-las aos poucos, neste espaço. Por ora, ofereço a vocês o
texto escrito a quatro mãos com o parceiro Zé Vicente, que serviu de apresentação
no encarte do LP.
Abaixo, ofereço
o link para que você possa ouvir as músicas e a capa da versão em CD,
fabricada a partir do ano 2000 pelas Edições Paulinas. Babi Fonteles
BOM LEMBRAR!
Junho de 91.
Nos encontramos
em Recife,
Primeira
gravação em cassete de “Em Canto”.
Era inverno no
litoral
Chovia, chovia.
Tudo marcado de
novidade e sonho.
A banda juvenil
“Flor da Pele”
- Geraldo,
Naldo, Léo, César Michilles –
Meninos lindos,
plenos de audácia e alegria!
Ana Diniz, a
Bisquí, presente
Companheira na
voz e no carinho.
Margareth
Malfliet nos olhando de longe
Encorajando com
sua solidariedade concreta,
Dizendo sempre
“vão sem frente!”
A vocês, cambada
querida,
A quem deu força
sem nada exigir,
Um beijo de
ternura e saudade!
Nasceu “Em
Canto”
Com direito até
àquelas vigílias e lágrimas
Noite adentro,
Coisas da vida!
Março de 93,
Fortaleza 31
graus.
Estamos gravando
o disco “Em Canto”.
Novo adjunto de
energias, recursos, suores e paixão!
Tem mais gente
se “em cantando”
Na cartada,
Nossos parentes
artistas:
Pingo de
Fortaleza, Eugênio Leandro, Flávio Paiva,
Luis Carlos
Fonteles e tantos outros
Indicam contatos
importantes,
Vêm participar
com brilho e cumplicidade.
Nossos queridos
Zé Maria, Lúcia, Durval, Geosa
Nos entregam a
“chave da casa”
E nos sentimos
em família!
O bloco de apoio
econômico
E é um leque que
se abre sempre mais
Contemplando até
apoios “anônimos”,
Incluindo
algumas instituições a quem recorremos
Na certeza da
importância cultural do nosso projeto,
S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L o filme "Repare Bem", de
Maria de Medeiros com a produção do Instituto Via BR! Recomendo muito que todos
assistam, não apenas por seu conteúdo, mas também
pelas suas opções estéticas. O documentário é uma verdadeira jornada particular
pela memória de gerações que enfrentam, como poucas, a dor e a delícia de viver
a intensidade do seu tempo. E ainda tem gente que diz que a esquerda não produz
obras de qualidade neste país... Agora, se esse palavreado todo não te
convenceu, que pelo menos a curiosidade de ver "o melhor filme
estrangeiro", ganhador de um Kikito no último Festival de Cinema de
Gramado, te leve a comprar um ingresso em uma das centenas de salas de cinema
onde o filme está sendo exibido. Por mim, eu passava os próximos dois meses só
projetando essa história em escolas, universidades, praças e muitos outros
lugares públicos que reivindicam a memória esquecida do Brasil. Vá ver, vá
ver... (Carla Santos)
Sergipe receberá investimento de R$ 22,5 milhões do Programa
de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades
Históricas). Serão seis obras em São Cristóvão e uma em Aracaju com foco
na revitalização do patrimônio histórico e cultural em solo sergipano. O
anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff na manhã de
terça-feira, 20 de agosto, durante solenidade em São João del-Rei (MG).
Em São Cristóvão, através do PAC Cidades Históricas, será possível
restaurar: a antiga casa de Câmara e Cadeia; o Museu de Arte Sacra; os
prédios da Estação ferroviária e Capelinha e requalificação urbanística
de sua esplanada; o Convento de São Francisco; e as igrejas Nossa
Senhora do Amparo e Nossa Senhora do Rosário. O valor total destas ações
na quarta cidade mais antiga do país é de R$ 11,1 milhões.
Já em Aracaju, será viabilizada a revitalização do Complexo
Ferroviário, localizado na zona norte da capital sergipana, a um custo
de R$ 11,4 milhões.
Grande conquista
A vitória é fruto da soma de esforços da superintendência da
Secretaria de Estado da Cultura (Secult), do Instituto do Patrimônio
Histórico Nacional em Sergipe (Iphan/SE), da Subsecretaria de Estado do
Patrimônio Histórico e Cultural (Subpac) e da Prefeitura de São
Cristóvão. Representantes dessas instituições prepararam juntos uma
apresentação à comissão de avaliação do PAC Cidades históricas em março.
No mês de junho, a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino,
reforçou o pleito junto à ministra da Cultura, Marta Suplicy.
“Essa é mais uma grande conquista para a preservação do nosso
patrimônio, e um feito que reuniu esforços das três esferas de poder, o
que a torna ainda mais significativa”, diz a secretária Eloísa Galdino.
“Só na gestão do governador Marcelo Déda já foram investidos mais de R$
40 milhões na área. Esses recursos chegam para dar continuidade a essa
política de recuperação de monumentos importantíssimos para a história
de Sergipe e do Brasil”, lembra.
Sobre o PAC Cidades Históricas
O PAC Cidades Históricas é uma ação intergovernamental articulada com
a sociedade para preservar o patrimônio brasileiro, valorizar a cultura
nacional e promover o desenvolvimento econômico e social com
sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos.
Ao todo, serão investidos R$ 1,6 bilhão em ações distribuídas por 44
cidades. Ainda serão disponibilizados outros R$ 300 milhões para
financiamento de reformas em propriedades privadas. Para a presidenta,
esses locais são parte do cenário em que foi forjada a identidade do
Brasil.
“Ainda vive e pulsa nessas cidades, parte do cenário em que foi
forjada nossa identidade como povo e como nação. Onde nós aprendemos o
sentido da liberdade, o sentido do desenvolvimento, da soberania e da
justiça social. (…) Conhecer, preservar e respeitar esse passado é
requisito para construirmos um futuro como nação democrática, como nação
civilizada e como nação capaz de se erguer sobre seus próprios pés e
construir o seu destino histórico”, afirmou Dilma.
(Com informações do Blog do Planalto) ------------------------------------------------------------------------------------------------
Sergipe receberá investimento de R$
22,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades
Históricas (PAC Cidades Históricas). Serão oito obras em São Cristóvão e
uma em Aracaju com foco na revitalização do patrimônio histórico e
cultural em solo sergipano. O anúncio foi feito pela presidenta Dilma
Rousseff na manhã de terça-feira, 20 de agosto, durante solenidade em
São João del-Rei (MG).
Ótima noticia! E muito importante, o dinheiro ser investido em obras e ações estruturantes, considerando sobretudo a necessidade de superação de alguns modelos arcaicos de formulação e execução de ações culturais na primeira capital de Sergipe Del Rey, como no caso do antigo FASC, fico até feliz com o discurso de gestores mais tradicionais, agora, alinhados com os principios e diretrizes do governo federal e da secult, torço mesmo para que a prática seja coerente com a fala. Os frutos da coerência falarão por si. Zezito de Oliveira - Educador e Produtor Cultural
FASC: A participação da comunidade é fundamental
Inicio do ato de distribuicao do manifesto e coleta de assinaturas em 28-05-2011
“Quem produz cultura é a sociedade e não o Estado”. Uma
frase/conceito que não esqueci, uma das idéias-chave contidas na carta
do encontro preparatório, realizado em Aracaju (SE), do primeiro
seminário sobre cultura, promovido depois pela SUDENE na cidade do
Recife (PE), em meados dos anos 80, tempos da nova república e de
esperanças renovadas com a retomada das liberdades democráticas,
subtraídas pela ditadura civil-militar instalada no fatídico ano de
1964.
E, a partir de então, vai se afirmando, gradualmente, nas iniciativas
culturais das quais tomei parte, a convicção de não fazer sentido alijar
as comunidades dos processo de elaboração, formulação, implementação,
monitoramento e avaliação de politicas públicas culturais. O que está
conforme um dos tópicos apresentados nas páginas 23 e 24 da apostila da
disciplina política e gestão cultural do Programa de Capacitação em Projetos Culturais, de iniciativa da Fundação Getúlio Vargas Online e do Ministério da Cultura, do qual sou participante.
Contudo, este modo de propor e fazer cultura nem sempre é considerado.
Por esta razão, muitas iniciativas culturais vinculadas às instancias de
governo e, às vezes, no âmbito das organizações não governamentais, em
um dado momento, não encontra fontes de vitalidade para prosseguirem a
contento ou gerar iniciativas autossustentáveis.
Um exemplo que corrobora o que está escrito acima é a mobilização da
qual faço parte e que objetiva a formação de uma espécie de comitê
gestor formado por representantes dos poderes público municipal,
estadual, federal e da sociedade civil organizada para a retomada e
continuidade do Festival de Arte de São Cristóvão (FASC).
Esse festival
foi idealizado e realizado pela Universidade Federal de Sergipe de 1972
a 1993 em grande estilo e, desde então, até 2006, foi organizado pela
Prefeitura Municipal de São Cristóvão, com altos e baixos, (mais baixos
do que altos, diga-se de passagem) com a sequência de realizações
interrompida em 2006.
Durante o período do festival, que variava de 3 a 8 dias, a cidade de
São Cristóvão era tomada por uma multidão de pessoas, composta de
artistas, mestres e brincantes, intelectuais, jornalistas, estudantes,
professores, funcionários públicos e trabalhadores em geral, integrantes
de diversas tribos que apresentavam e/ou assistiam diferentes tipos de
espetáculos, além de comercializarem variados bens culturais.
Todavia, conforme consta de uma dissertação de mestrado em que o FASC foi um dos eventos culturais estudados, “O município e sua população participam do evento apenas como cenário e na qualidade de figurantes”(1).
Dentre alguns problemas gerados por essa postura dos organizadores,
têm-se registros de oposição ao FASC de parcela da população mais
identificada com o pensamento católico conservador, em especial nos
primeiros anos.
Para entender isso, não podemos esquecer que a pacata e centenária
cidade recebia mutos artistas, estudantes universitários, jornalistas,
intelectuais e hippies que, em muitos casos, com suas vestes diferentes,
adereços, comportamentos e valores eram algo bem diverso daquilo a que a
população estava acostumada no seu dia a dia.
Também percebemos o pouco investimento em ações mais consistentes e
permanentes de extensão cultural, como cursos, oficinas, palestras e
seminários, inclusive no campo do empreendedorismo cultural, a fim de
“empoderar” os moradores, em especial a juventude.
Caso isso tivesse ocorrido, certamente haveria nos dias de hoje inúmeras
iniciativas culturais na cidade de São Cristóvão e municípios
adjacentes. Tal fato levaria a iniciativa da organização do festival por
parte das organizações da sociedade civil sancristovense, aproveitando o
vácuo deixado pelo poder publico federal, estadual e municipal.
Por isso, as demandas apresentadas pelo movimento PRÓ-FASC têm como
bases conceituais a parceria, a participação popular, a formação
cultural continuada e o empreendedorismo cultural.
Dessa maneira, estarão asseguradas as estruturas vitais para a retomada
de um processo cultural cujos alicerces, dentro das comunidades,
estarão bem firmados e capazes de garantir uma conquista mais ampla do
que um festival de arte apenas por alguns dias.
Para garantir que estamos no caminho certo, deixaremos como conclusão
desse texto, um outro registro que consta na página 25 da apostila
disciplina política e gestão cultural do Programa de Capacitação em
Projetos Culturais já citado, da autoria de Garcia Canclini(2)
(,,,)a política cultural tem um papel que não se limita a ações
pontuais, mas que se ocupa da ação cultural com um sentido contínuo, ao
longo de toda a vida e em todos os espaços sociais. A política cultural
não reduz a cultura ao discursivo ou o estético, já que procura
estimular a ação organizada, autogestionária, reunindo iniciativas mais
diversas de todos os grupos, na área política, social, recreativa... A
política cultural – além de transmitir conhecimentos e desenvolver a
sensibilidade – tenta melhorar as condições sociais para descobrir a
criatividade coletiva. A política cultural procura que os próprios
sujeitos produzam a arte e a cultura necessárias para resolver seus
problemas e afirmar e renovar sua identidade (...).
P.S.:De março a maio de 2011, a comissão
de articulação do Movimento PRÓ-FASC realizou várias reuniões com a
comunidade e com diversos interlocutores que tiveram papel relevante na
realização do FASC.
Tendo em vista que desde 1996 a prefeitura é a instância pública
encarregada de realizar o festival, foi solicitado ao prefeito, e
aceito por ele, a edição de um decreto municipal para oficializar a
criação de uma comissão oficial de organização do FASC, composta por
representantes do governo federal (UFS e IPHAN), governo do estado
(SECULT e SETUR), governo municipal (secretaria de governo e secretaria
de cultura) e da sociedade civil (ACASC e Movimento PRÓ-FASC).
Até o momento aguardamos essa providência do prefeito e da secretária
municipal de Cultura, professora Aglaé Fontes de Alencar, tradicional
pesquisadora e gestora cultural.
Também foi solicitado ao prefeito a contratação de um produtor cultural,
com capacidade técnica comprovada, para a (re) elaboração de projeto e
captação de recursos para o festival, levando em consideração os novos
pressupostos de gestão compartilhada e a atual realidade orçamentária do
país.
(1) FILHO, José Ribeiro. Festival de Arte de São Cristóvão: Projeção
Nacional e Declinio. In: FILHO, José Ribeiro. Eventos públicos e
privados: a elaboração de politicas culturais voltadas para a elaboração
da festa. 2008. 145f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) –
Universidade Federal de Sergipe. Cap.4.p.78
(2)GARCIA CANCLINI, Néstor (ed.) Políticas culturales en América Latina. México,
Grijalbo, 1987.p.51
Esse texto foi publicado originalmente na edicao impressa do Jornal do
Dia - edicao de 15 de julho de 2001 e esta tambem disponivel no formato
web do jornal, aqui.
Para saber mais sobre o significado da palavra empoderar, recomendo a leitura aqui.
Quem não tem uma história para contar? Agora imagine transformar esta
história em filme? Estarão abertas até 30 de setembro as inscrições para
a quinta edição do Concurso Nacional de Histórias do Revelando os
Brasis - Ano V. Qualquer pessoa com mais de 18 anos que more em uma
cidade pequena com até 20 mil habitantes pode se inscrever clicando AQUI.
O
tema é livre. A história pode ser real ou inventada. E o interessado
pode escrever quantas histórias quiser. Uma lenda, um lugar, um costume,
uma tradição, um personagem, um conflito, resgatar um fato histórico da
região, ou qualquer outro assunto pode ser a inspiração para o filme.
Os
autores selecionados participarão de oficinas preparatórias de Roteiro,
Direção, Produção, Direção de Arte, Fotografia, Som, Edição,
Mobilização Comunitária e Direitos Autorais, no Rio de Janeiro, com
todas as despesas pagas pelo projeto. Na etapa seguinte, os diretores
contarão com o apoio da estrutura de produção oferecida pelo Revelando
os Brasis para gravar os filmes com até 15 minutos nos pequenos
municípios.
Saiba mais - Criado
em 2004, o projeto tem por objetivo geral promover a inclusão e a
formação audiovisuais através do estímulo à produção de filmes, além de
contribuir para a formação de receptores críticos e para a produção de
obras que registrem a memória e a diversidade cultural do país,
revelando novos olhares sobre o Brasil.
A realização do
Instituto Marlin Azul, tem parceria do Canal Futura, parceria
estratégica da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e
conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.
Nas
quatro primeiras edições do projeto foram produzidas 160 obras, entre
ficções e documentários. Os filmes são lançados em DVD com distribuição
gratuita entre organizações sociais e culturais, bibliotecas,
universidades e cineclubes de todo o Brasil, além disso, participam de
festivais e mostras audiovisuais de âmbito local e nacional.
Serviço
Revelando os Brasis Ano V (Concurso Nacional de Histórias)
Inscrições: 22 de julho a 30 de setembro de 2013
Público: Pessoas acima de 18 anos moradoras de municípios com até 20 mil habitantes.
Fonte: Aurora do Cinema Blog
Se você tem mais de 18 anos e mora em uma cidade com até 20 mil
habitantes, que tal criar uma história e transformá-la em vídeo? Para
possibilitar isso, estão abertas inscrições ao Concurso Nacional de Histórias do Revelando os Brasis – Ano V.
Os selecionados participarão de uma oficina audiovisual no Rio de
Janeiro e, em seguida, voltarão a seus municípios de origem para gravar
os vídeos.
Regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis nos sites www.revelandoosbrasis.com.br, www.cultura.gov.br e
nas secretarias de educação e de cultura das prefeituras dos municípios
com até 20 mil habitantes. Mais informações: (27) 3327-6999 ou pelo
e-mail revelando@imazul.org
Criado em 2004, o Revelando os Brasis objetiva
promover inclusão e formação audiovisuais através do estímulo à
produção de vídeos digitais. O projeto é uma realização do Instituto
Marlin Azul e conta com patrocínio da Petrobras.
De acordo com levantamento divulgado em 2010 pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 5.568
municípios; desses, 3.919 têm até 20 mil habitantes. Consulte o www.revelandoosbrasis.com.br para saber se o seu município pode participar.
Podem ser inscritas histórias verdadeiras (baseadas em fatos
históricos, personagens, tradições populares, etc) ou inventadas. Os
autores selecionados participarão de oficinas preparatórias de Roteiro,
Direção, Produção, Direção de Arte, Fotografia, Som, Edição, Mobilização
Comunitária e Direitos Autorais, no Rio de Janeiro, com todas as
despesas pagas pelo projeto. Na etapa seguinte, os diretores contarão
com apoio da estrutura de produção oferecida pelo Revelando os Brasis para gravar os vídeos com até 15 minutos nos pequenos municípios.
Nas quatro primeiras edições do projeto, foram produzidas 160 obras,
entre ficções e documentários. Os vídeos são lançados em DVD com
distribuição gratuita entre organizações sociais e culturais,
bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil. Além disso,
participam de festivais e mostras audiovisuais de âmbito local e
nacional.
O Instituto Marlin Azul é uma Organização da Sociedade Civil de
Interesse Público (Oscip). Criada há 13 anos, a instituição promove
ações comprometidas com a cultura, a arte e a educação através da
democratização do acesso aos bens culturais audiovisuais. Em parceria
com órgãos públicos, instituições sociais e organizações privadas, o
Instituto desenvolve projetos de formação, produção e difusão
audiovisual para todos os públicos. Serviço Revelando os Brasis Ano V (Concurso Nacional de Histórias) Inscrições: 22 de julho a 30 de setembro Público: Pessoas acima de 18 anos moradoras de municípios com até 20 mil habitantes.
Ficha de inscrição e regulamento através do www.revelandoosbrasis.com.br / revelando@imazul.org
Beatriz Lindenberg coordena o belo projeto de realização de vídeos em pequenos municípios do Brasil… Mais informações: Mosaico Gestão em Comunicação
(27) 3345-6632 / 9963-6632 www.revelandoosbrasis.com.br
facebook.com/institutomarlinazul
A 'Cartografia Afetiva: Nas Nuvens das Raízes Profundas',
realizada no primeiro semestre de 2013 com os indígenas Tupinambá de
Olivença (Ilhéus - BA) é uma obra/pesquisa/ação realizada na fronteira
entre arte, ciência e ativismo que dialoga e faz dialogar essas três
formas de interagir com o mundo. A Cartografia partiu de uma
sensibilidade e autodeterminação gestada em comum - entre vários
sujeitos indígenas e não-indígenas - para uma experimentação e criação
de mundos diferentes daqueles da colonização.
Fazer cartografia
afetiva não significa representar objetos, e sim produzir estéticas
cartográficas da vida. Desta maneira, procuramos manifestar a partir da
construção do site – obviamente parcialmente – a complexidade de
relações que conformam a vida e luta Tupinambá. Neste sentido, não há
aqui uma tentativa de brincar de espelho da realidade, tampouco essa
cartografia se propõe ser uma interpretação da visão específica dos
indígenas. Esta cartografia não realizou uma busca do que é, do ser,
Tupinambá, muito menos de uma origem deste povo ou de um Brasil
pré-colonial. Assim como o filósofo Espinosa questionou: ‘o que pode um
corpo?’, a pergunta nessa cartografia é: ‘o que faz um Tupinambá aqui e
agora?’
Essa cartografia afetiva é uma manifestação da vida e
luta Tupinambá que parte da Cultura Viva, pois quem vive a cultura, quem
faz nela sua vida, quem dá vida à cultura, sabe que ela é, e só pode
ser, um processo em constante transformação. Vale ressaltar que os
Tupinambá de Olivença vivem permeados por uma série de conflitos,
sobretudo devido ao fato de o território indígena ter sido demarcado mas
não ter sido ainda homologado, em uma região em que subsiste o poderio
dos coronéis do cacau e fazendeiros, e que é constantemente assediada
pelas empreitadas capitalistas. Neste sentido, a 'Cartografia Afetiva:
Nas Nuvens das Raízes Profundas' é voltada para a geração de mais uma
voz de fortalecimento da luta indígena enquanto zelo dos humanos,
espíritos e mata; retomada da terra e cultura; e autonomia. Uma
tentativa sincera de entoar a vida na terra. Essa cartografia afetiva é
uma residência do percurso cartográfico no corpo daqueles que estão
abertos e dotados da sensibilidade necessária para a experimentação do
próprio ato de cartografar, abertura de novas possibilidades
cartográficas, para que sejam produzidos outros percursos e novas
cartografias por você, caso tenha vontade e interesse.