sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Playlist - As melhores canções para celebrar o dia da consciência negra



Outras sugestões de canções podem  ser colocadas  nos comentários..




Alabê de Jerusalém - Os Intolerantes - Altay Veloso


OS INTOLERANTES

"Ah, meu Deus! Assisto com muita tristeza a pena da aspereza dilacerando a beleza de uma linda sinfonia. A aguarrás de juizes, ciumentos inflexíveis, descolorindo as matizes de uma linda pintura, só porque não gostam da assinatura?"


"E vai com uma bailarina, com a inocência de menina, dançando em volta do sol, a Grande Mãe Terra. Enquanto muitas nações, governos, religiões ensaiam a dança da guerra."



"Na verdade a bola azul quase nunca foi amada; é sempre penalizada. Tem um trabalho enorme, dedicação e talento para preparar a mistura, juntar os seus elementos para dar forma às criaturas, e elas, depois de paridas, desconhecem a matriarca e dizem, mal agradecidas: que a carne é fraca."



"E quando o planeta gera um Avatá, um iluminado assim como o Nazareno, tem logo quem se apresenta com conhecimento profundo e diz logo: não é desse mundo, só pode ser extraterreno."



"Ah, é difícil entender porque é que o homem, até hoje, cospe no prato que come. Algumas religiões, não sei por qual motivo, dizem que a Terra é um território com vocação pra purgatório, não passa de sanatório... E que nós só seremos felizes longe dela, bem distante, lá onde os delirantes chamam de paraíso."



"Olha, eu vou dizer de coração. Na minha simples, dia após dia, me perdoem a liberdade, mas religião de verdade, mais parecida com a que Jesus queria, talvez seja sentimento de ecologia. Para esse sentimento não tem fronteiras e só reza um mandamento: preservação das espécies com urgência, sem adiamento."



"Hoje, ela pensa nas plantas, nos rios, no mar, nos bichos. Amanhã, com certeza, com a mesma dedicação e capricho, pensará com muito cuidado nos meninos abandonados."



"Ah, se ela tivesse mais força para sustentar sua zanga, evitaria, com certeza a fome cruel de Ruanda. Não tinha maturidade, ainda era uma menina, quando a impertinência sangrou, com a bola de fogo, a pobre Hiroshima. Mas ela cresce, se instala como uma prece no coração das crianças. Tenho muitas esperanças..."



"Eu tenho toda a certeza que nosso planeta um dia, mesmo cansado, exausto, terá toda a garantia e guardado por uma geração vigia, nunca mais verá a espada fria no Holocausto."



"A intolerância, repito, é a mais triste das doenças. Não tem dó, não tem clemência. Deixa tantas cicatrizes nas pessoas, nos países, até as religiões, guardiãs da Luz Celeste, abandonam seus archotes para empunhar cassetete. E o que, na verdade, refresca o rosto de Deus, é um leque, que tem uma haste de Calvino e outra de Alan Kardec."



"Na outra haste, as brisas, que vêm das terras de Shivas, são uma, dos franciscanos, e outra, dos beduínos. Não precisa ir muito longe... Jesus nasce entre os rabinos."



"Às vezes corações que crêem em Deus, são mais duros que os ateus. E jogam pedra sobre as catedrais dos meus deuses Yorubás. Não sabem que a nossa terra é uma casa na aldeia, religiões na Terra são archotes que clareiam."



O DVD completo.. 



Criolo "Diferenças" - Tabu Brasil


    
Musica composta por mim e produzida por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral especialmente para a série TABU BRASIL do canal NatGeo.
Ficha técnica:
Daniel Ganjaman (produção musical, engenharia, mixagem, hammond e programação) 
Marcelo Cabral (produção musical, baixo, guitarra e violoncelo) 
Maurício Bade (percussão)
Fernando Sanches (masterização)
Estúdio de gravação e mixagem - Y.B Estudio
Estúdio de masterização - El Rocha

Thiago França (pifano)



Muito Obrigado Axé - Ivete Sangalo e Maria Bethania Letra - Carlinhos Brown





Odô, axé odô, axé odô, axé odô
Odô, axé odô, axé odô, axé odô

Isso é pra te levar no ilê
Pra te lembrar do badauê
Pra te lembrar de lá

Isso é pra te levar no meu terreiro
Pra te levar no candomblé
Pra te levar no altar

Isso é pra te levar na fé
Deus é brasileiro
Muito obrigado axé

Ilumina o mirin orumilá
Na estrada que vem a cota
É um malê é um maleme
Quem tem santo é quem entende

Quanto mais pra quem tem ogum
Missão e paz
Quanto mais pra quem tem ideais e
Os orixás

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz um samba

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Traz a orquestra

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

Os Tincoãs - Cordeiro de Nanã 





É sabido por todos que a Bahia é o mais negro estado brasileiro. Nossas raízes culturais se confundem de tal forma como nossos antepassados africanos que podemos inclusive dizer sem receio que praticamente inexiste uma tradição cultural branca na Bahia. Em todos os segmentos que norteiam a cultura baiana, está a presença forte de nossos irmãos africanos. Basta para isso irmos da culinária, às vestimentas, danças, religiosidade e, é claro, na música. Geograficamente um dos maiores redutos de negros na Bahia concentrou-se na região do recôncavo, tendo a cidade de Cachoeira, às margens do Rio Paraguaçu, como maior referência. Quem a conhece pode observar tradições centenárias como a procissão da Boa Morte, misturada a rituais católicos, bem como apreciar uma boa apresentação de samba de roda com os artistas locais. A riqueza cultural dessa região trouxe muitos frutos para a cultura brasileira, como os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia, Raimundo Sodré, Roberto Mendes - todos de Santo Amaro da Purificação - e o trio vocal Os Tincoãs de Cachoeira, que conquistou o Brasil com a beleza e harmonia de suas vozes, bem como a excelência de seu repertório.
(fonte : www.luizamerico.com.br)

Os Tincoãs - Os Tincoãs (1973) Álbum Completo - Full Album

Três Meninas do Brasil - Deixa a gira girar


Uma é baiana, a outra maranhense,a outra carioca. Juntas, Jussara Silveira, Rita Benneditto, e Teresa Cristina formam as Três Meninas do Brasil, uma viagem pela diversidade da música feita nos quatro cantos do país, com direção musical de Jaime Alem, maestro de Maria Bethânia há quase duas décadas.

Os Tincoas. Deixa a gira girar. Versão original

O Chão e a Gira 

Zezito de Oliveira

Texto baseado na fala "inspirada" durante a minha participação no seminário do coletivo investigador para a elaboração do plano integrado de cultura e educação.Iniciativa do MINC e Casa da Arte de Educar, realizado em Recife nos dias 15 e 16 de junho de 2012.


O processo educativo precisa aterrar, descer abaixo do chão e subir possibilitando a gira girar de forma bem tranquila.A “crise” da escola advém daí. Quando falamos em aterramento estamos tratando dos saberes de nossos ancestrais, estamos querendo dizer que precisamos buscar referenciais na memória das nossas comunidades , das nossas tribos, dos nossos terreiros, dos povos originários.Deixar a gira girar é garantir um ambiente favorável dentro da escola para liberar corpos e mentes para poderem se relacionar de forma mais sincera e criativa, inclusive com o conhecimento.Por isso não acontecer é que nos deparamos com pessoas completamente perdidas e a mercê dos modismos de ocasião em matéria de valores e comportamentos estimulados, fabricados e /ou disseminados com vistas ao fortalecimento da sociedade materialista, consumista e predatória que nos é imposta pelas elites capitalistas. Portanto, não é preciso temer nada daquilo que é novo ou diferente, desde que seja dedicado uma atenção especial aquilo que vem de muito longe e que nos liga com os elementos naturais e culturais que recebemos das gerações que nos antecederam.Falo das brincadeiras, dos folguedos, dos ritos religiosos, das lendas, não reduzidas a folclore, espetáculo, lazer ou coisa que o valha, mas entendendo que tudo isto é fonte de conhecimentos, significados e saúde. Falo também das águas, das florestas, da terra e do ar.Quando falo em deixar a gira girar, me refiro a possibilidade de recriar, ressignificar ou revitalizar aquilo que herdamos sem medo e sem falsos pudores. Porque a vida está sempre fazendo isso, sob a aparência de algo estático e imóvel, o movimento e a transformação estão sempre acontecendo.O movimento de rotação e translação da terra é um bom exemplo. Se é verdade que se repetem os dias e as estações, também é verdade que sempre surge algo novo nestes dias e nestas estações que se repetem.Em suma, uma educação atenta aos ciclos naturais e culturais da vida, pode ser a saída para as crises nossas de cada dia.Se temos dificuldade para que isto seja assimilado pelo sistema acadêmico e educacional como um todo, poderemos começar em aliança com parte daqueles que compreendem isto e que atuam em universidades, escolas, órgãos públicos, artistas, ONGs, empresas e meios  de comunicação.


Gira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

DOM HÉLDER CÂMARA - INVOCAÇÃO À MARIAMA  

 




A voz profética de Dom Hélder Câmara, na famosa Invocação à Mariama declamada no histórico álbum "Missa dos Quilombos", lançado em 1982.

Ligiana e Ameth Male - La lune de Gorée


A Ilha de Gorée foi um dos principais pontos de comércio de escravos do continente africano para as Américas.

Edou Manga (cora), Marcel Martins (cavaco), Emiliano Castro (violão), Alfredo Bello (baixo) e Douglas Alonso (percussão).
Imagens: Ligiana, Alfredo Bello e Nilton Pereira.
Montagem: Juana Roberto

A lua que se ergue
Na ilha de Gorée
É a mesma lua
Que se ergue em todo o mundo

Mas a lua de Gorée
Tem uma cor profunda
Que não existe
Em outras partes do mundo
É a lua dos escravos
É a lua da dor

Mas a pele que há
Nos corpos de Gorée
É a mesma pele que cobre
Todos os homens do mundo

Mas a pele dos escravos
Tem uma dor profunda
Que não existe de forma alguma
Em outros homens do mundo
É a pele dos escravos
Uma bandeira de liberdade






GAL COSTA É D'OXUM




Zeca Baleiro & Chico Cesar - Mamãe Oxum




Canto para Oxum (Oro mi maió)




Caminho das águas - Maria Rita



AFRO-RELIGIÃO NA MPB

sábado, 26 de setembro de 2015

Play list - Linkando palavras do Papa Francisco com músicas brasileiras e de outros países e nações.

 Outras sugestões de canções, em conjunto com palavras de Francisco de Roma, são sempre bem vindas.
Uma dica para quem atua em serviços de educação e cultura no seio da igreja católica, organizações/movimentos sociais e escolas.  Buscar músicas que tenham relação com as palavras de Francisco. 
Uma primeira possibilidade é comparar fragmentos dos discursos, homilias e enciclicas papal com as letras de canções da MPB ou de  outros países. Buscando primeiramente relacionar o que tem em comum e depois o que tem de diferente. Pode-se escolher os aspectos comuns e os diferentes para aprofundamento. Em geral, os aspectos diferentes complementam os aspectos comuns.


“Nas grandes cidades, sob o ruído do tráfego, sob o «ritmo das mudanças», permanecem silenciadas as vozes de tantos rostos que não têm «direito» à cidadania, não têm direito a fazer parte da cidade – os estrangeiros, os seus filhos (e não só) que não conseguem a escolaridade, as pessoas privadas de assistência médica, os sem-abrigo, os idosos sozinhos – postos à margem das nossas estradas, nos nossos passeios num anonimato ensurdecedor. Entram a fazer parte duma paisagem urbana que lentamente se torna natural aos nossos olhos e, especialmente, no nosso coração”. (...)
 (Fragmento do discurso de Papa Francisco no Madison Square Garden 25/09/2015)

MUROS E GRADES- Engenheiros do Hawai

Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Erguemos Muros

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre as sobras
Da nossa escassez


Nas grandes cidades de um país tão surreal
Os muros e as grades
Nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo prá descobrir
Que não é por aí...não é por nada não
Não, não pode ser...é claro que não é
Será?

Meninos de rua, delírios de ruína
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida, faz seu trottoir
Em armar de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear!

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre as sobras
Da nossa escassez

Uma voz sublime
Uma palavra sublime
Um discurso subliminar
Entre sombras
Entre escombros
Da nossa solidez

Viver assim é um absurdo
Como outro qualquer
Como tentar um suicídio
Ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo

É um absurdo



Papa às crianças no Harlem: “É bom ter sonhos e lutar por eles”



Francisco chega na escola do Harlem - EPA

25/09/2015 21:25
 
“Tenho um sonho”
Ao recordar o reverendo Martin Luther King, cujo nome identifica uma rua próxima à escola, o Papa lembrou da frase imortalizada pelo pastor evangélico: “Eu tenho um sonho”.
Ele, destacou Francisco, “sonhou que muitas crianças, muitas pessoas haveriam de ter igualdade de oportunidades. Sonhou que muitas crianças como vocês haveriam de ter acesso à educação. É bom ter sonhos e lutar por eles”. "Onde há sonhos, há alegria, aí sempre está Jesus, sempre", concluiu o Papa.  Link com a matéria completa

Wilson Simonal canta Tributo a Martin Luther King 

Martin Luther King (U2 Pride) 

  Nunca Pare de Sonhar -Gonzaguinha

Ontem o menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã
Para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere não, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será








Todos estamos plenamente cientes e também profundamente preocupados com a situação social e política inquietante do mundo actual. O nosso mundo torna-se cada vez mais um lugar de conflitos violentos, ódios e atrocidade brutais, cometidos até mesmo em nome de Deus e da religião. Sabemos que nenhuma religião está imune de formas de engano individual ou de extremismo ideológico. Isto significa que devemos prestar especial atenção a qualquer forma de fundamentalismo, tanto religioso como de qualquer outro género. É necessário um delicado equilíbrio para se combater a violência perpetrada em nome duma religião, duma ideologia ou dum sistema económico, enquanto, ao mesmo tempo, se salvaguarda a liberdade religiosa, a liberdade intelectual e as liberdades individuais. Mas há outra tentação de que devemos acautelar-nos: o reducionismo simplista que só vê bem ou mal, ou, se quiserdes, justos e pecadores. O mundo contemporâneo, com as suas feridas abertas que tocam muitos dos nossos irmãos e irmãs, exige que enfrentemos toda a forma de polarização que o possa dividir entre estes dois campos. Sabemos que, na ânsia de nos libertar do inimigo externo, podemos ser tentados a alimentar o inimigo interno. Imitar o ódio e a violência dos tiranos e dos assassinos é o modo melhor para ocupar o seu lugar. Isto é algo que vós, como povo, rejeitais.
(Fragmento do discurso de Papa Francisco no Congresso dos EUA)

One Love | Playing For Change | Song Around the World- Bob Marley

Iguais -Padre Zezinho


Tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões,
Pensamos diferente, louvamos diferente, oramos diferentes,
Mas numa coisa nós somos iguais, buscamos o mesmo deus,
Amamos o mesmo pai, queremos o mesmo céu, choramos os mesmos ais.
Tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões
Falamos diferentes, cantamos diferente, pregamos diferente,
Mas numa coisa nós somos iguais, buscamos o mesmo amor,
Queremos a mesma luz, sofremos a mesma dor, levamos a mesma cruz. uou, uou, uou...
Um dia talvez quem sabe, um dia talvez quem sabe, um dia talvez quem sabe,
Descobriremos que somos iguais, irmão vai ouvir irmão,
E todos se abraçarão, nos braços do mesmo deus, nos ombros do mesmo pai.
Irmão vai ouvir irmão, e todos se abraçarão, nos braços do mesmo deus,nos ombros do mesmo uou, uou,uou... pai...





Papa aos bispos: devemos curar as feridas do nosso tempo



(...)o pastor vela pelo sonho, a vida, o crescimento das suas ovelhas. “Este ‘velar’ não nasce dos discursos feitos, mas do cuidado pastoral.”
“Só é capaz de velar quem sabe estar ‘no meio’, quem não tem medo das perguntas, do contato, do acompanhamento. O pastor vela, antes de tudo, com a oração, sustentando a fé do seu povo, transmitindo confiança no Senhor, na sua presença.” Viver o espírito desta jubilosa familiaridade com Deus constitui o traço fundamental do estilo de vida do bispo.(...)

(...) A cultura atual parece incentivar as pessoas para entrarem na dinâmica de não se prender a nada nem a ninguém. Em seguida explicou:

“É que hoje a coisa mais importante parece ser esta: correr atrás da última tendência ou atividade. E isto também a nível religioso. O consumo é que determina o que é importante hoje. Consumir relações, consumir amizades, consumir religiões, consumir, consumir... Não importa o custo nem as consequências. Um consumo que não gera ligações, um consumo que pouco tem a ver com as relações humanas.”

Feita tal constatação, Francisco disse que uma das principais pobrezas ou raízes de muitas situações contemporâneas é a solidão radical a que se veem forçadas muitas pessoas.

“E assim, indo atrás do que ‘me agrada’, olhando ao aumento do número de ‘seguidores’ numa rede social qualquer, as pessoas seguem a proposta oferecida por esta sociedade contemporânea. Uma solidão temerosa de qualquer compromisso, numa busca frenética de se sentir conhecido.”(...) Leia a matéria completa.

 Vida
Fábio Jr.

Pelas ruas da cidade
Pessoas andam num vai e vêm.
Não veêm o cair da tarde;
Vão nos seus passos como reféns
De uma vida sem saída;
Vida sem vida... Mal ou bem...

Pelos bancos desses parques
Ninguém se toca sem perceber
Que onde o sol se esconde,
O horizonte tenta dizer
Que há sempre um novo dia.
A cada dia em cada ser.

Não é preciso uma verdade nova,
Uma aventura pra encontrar
Nas luzes que se acendem,
Um brilho eterno e dar as mãos
E dar de si além do próprio gesto,
E descobrir feliz que o amor
Esconde outro universo.

Pelos becos, pelos bares,
Pelos lugares que ninguém vê,
Há sempre alguém querendo
Uma esperança: Sobreviver.
Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter.

Não é preciso uma verdade nova,
Uma aventura pra encontrar
Nas luzes que se acendem,
Um brilho eterno e dar as mãos
E dar de si além do próprio gesto,
E descobrir feliz que o amor
Esconde outro universo.

Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter.
Talvez, quem sabe por
Essa cidade passe um anjo
E, por encanto, abra suas
Asas sobre os homens
E dê vontade de se dar
Aos outros sem medida,
A qualidade de poder viver.
Vida... Vida... Vida... Vida...








Laudato Si: ecologia integral, novo paradigma de justiça


Apresentação da Encíclica Laudato si' do Papa Francisco - ANSA
18/06/2015 13:03
“Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum” – nos seis capítulos da Encíclica do Santo Padre um conceito concreto: ecologia integral, novo paradigma de justiça.
Francisco de Roma coloca-se na esteira de Francisco de Assis e inspira-se no Cântico das Criaturas para recordar   que a terra “se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma mãe, que nos acolhe nos seus braços”. Esta terra agora, está maltratada e saqueada e ouvem-se os gemidos dos abandonados do mundo – escreve o Papa Francisco.
É preciso uma “conversão ecológica” – evidencia o Papa na sua Encíclica – uma “mudança de rumo”, para que o homem assuma a responsabilidade de um compromisso para o cuidado da casa comum. Um compromisso para erradicar a miséria e promover a igualdade de acesso para todos aos recursos do planeta. Leia matéria completa


VIAGEM A CUBA

“Somos convidados a ‘sair de casa’, a ter os olhos e o coração abertos aos outros. A nossa revolução passa pela ternura, pela alegria que sempre se faz proximidade, que sempre se faz compaixão e leva a envolver-nos, para servir, na vida dos outros. A nossa fé faz-nos sair de casa e ir ao encontro dos outros para partilhar alegrias e sofrimentos, esperanças e frustrações.”
A nossa fé tira-nos de casa para visitar o doente, o recluso, quem chora e também quem sabe rir com quem ri, rejubilar com as alegrias dos vizinhos, acrescentou.
Concluindo, o Papa Francisco traçou o perfil da Igreja que queremos ser:
“Como Maria, Mãe da Caridade, queremos ser uma Igreja que saia de casa para lançar pontes, abater muros, semear reconciliação. Como Maria, queremos ser uma Igreja que saiba acompanhar todas as situações ‘grávidas’ da nossa gente, comprometidos com avida, a cultura, a sociedade, não nos escondendo mas caminhando com os nossos irmãos.”
Francisco afirmou ser esse “o nosso ‘cobre’ mais precioso, está é a nossa maior riqueza e o melhor legado que podemos deixar: aprender a sair de casa, como Maria, pelas sendas da visitação. (RL) Leia matéria completa


Guantanamera
 A música "Guantanamera", um dos maiores sucessos do cancioneiro internacional, foi objeto de grande disputa judicial por sua autoria. Atribuída originalmente a José Fernández Diaz, conhecido por Joseíto Fernández, que a teria escrita em 1929. Alguns alegam ser "El Diablo" García Wilson seu co-autor. A disputa judicial somente foi decidida pela Supremo Tribunal de Cuba em favor do primeiro no ano de 1993. O mais interessante é que esta canção, originalmente, tem por musa uma figura feminina de Guantánamo. Mas com a incorporação de "Versos Sencillos" de José Martí ganhou um sentido romântico e se transformou em um verdadeiro hino da revolução cubana. Seu ritmo passou a ser conhecido por guajira ou punto cubano, uma forma musical de narrar fatos dramáticos.

De: José Fernández Diaz e José Martí

Yo soy un hombre sincero
(Eu sou um homem sincero)

De donde crecen las palmas
(De onde crescem as palmeiras)

Yo soy un hombre sincero
(Eu sou um homem sincero)

De donde crecen las palmas
(De onde crescem as palmeiras)

Y antes de morirme quiero
(E antes de morrer eu quero)

Dejar mis versos del alma
(Deixar meus versos da alma)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

Mi verso es de un verde claro
(Meu verso é de um verde claro)

Y de un carmin encendido
(E de um vermelho flamejante)

Mi verso es de un verde claro
(Meu verso é de um verde claro)

Y de un carmin encendido
(E de um vermelho flamejante)

Mi verso es un ciervo herido
(Meu verso é um cervo ferido)

Que busca en el monte amparo
((Que busca refúgio na montanha)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

One guantanamera
(Uma guantanamera)

Guajira, one guantanamera
(Guajira, uma guantanamera)

(Spoken) (Falado):

I am a sincere man
(As palavras dizem, eu sou um homem honesto)

From the land of the palm trees
(Da terra das palmeiras)

And before dying, I wish to poor forth the poems of my soul
(E antes de morrer, eu quero que os pobres conheçam os poemas de minha alma)

My verses are soft green,
(Meus versos são de um verde suave,)
And are also flaming red
( E também de um vermelho flamejante)

My poems are like a wounded fawn
(Meus poemas são como um gamo ferido)

Seeking refuge in the forest
(Buscando refúgio na floresta)
I want to share my fate
(Quero compartilhar o meu destino)

I wish to poor forth the poems of my soul
(Desejo que os pobres conheçam meus poemas)

My verses are soft, soft green but also a flaming red
(Meus versos são suaves, verde suave, mas também vermelho flamejante)

My verses are like wounded fawns
(Meus versos são como um ganso caído)

Seeking refuge in the Forest
(Buscando refúgio na floresta)

I want to share my fate
(Quero compartilhar o meu destino)

With the world's humble
(Com os humildes do mundo)

A little streams of the mountain
(E um pequeno córregos da montanha)

Pleases me more than the sea
(Me agrada mais do que o mar)

Con los pobres de la tierra
(Comm os pobres da terra)

Quiero yo mi suerte dejar
(Quero o meu destino deixar)

Con los pobres de la tierra
(Com os pobres da terra)

Quiero yo mi suerte dejar
(Quero meu destino deixar)

El arroyo de la sierra
(E nos riachos da serra)

Me complace mas que el mar
(Mais prazer que no mar)

Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)

Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)


Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)

Guantanamera
(Guantanamera)

Guajira, guantanamera
(Guajira, guantanamera)

José Martí, "o apóstolo", poeta e político de Cuba

 


Guantanamera

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"Guantanamera"
Canção de vários grupos
Lançamento 1963
Composição José Martí e musica José Fernández Díaz (Josito Fernandez)

Guantanamera é uma das mais célebres canções da música cubana, de autoria de José Martí e musica Josito Fernandez. Guantanamera é o gentílico (feminino) para as nascidas em Guantánamo, província do sudeste de Cuba.
A música data de 1963 e uma das gravações mais conhecidas é do grupo Sandpipers. No Brasil, foi regravada por vários grupos, como Tarancón e Raíces de América. Em Portugal, foi regravada pela banda rock UHF em 1998 no álbum Rock É! Dançando Na Noite. [1]