informações sobre ações culturais de base comunitária, cultura periférica, contracultura, educação pública, educação popular, comunicação alternativa, teologia da libertação, memória histórica e economia solidária, assim como noticias e estudos referentes a análise de politica e gestão cultural, conjuntura, indústria cultural, direitos humanos, ecologia integral e etc., visando ao aumento de atividades que produzam geração de riqueza simbólica, afetiva e material = felicidade"
Crise política torna paulistanos mais descrentes nas instituições públicas, aponta pesquisa
A insatisfação com o sistema
político e econômico foi um dos aspectos que mais chamou atenção na
pesquisa de Bem-Estar no Município pesquisa realizada pela Rede Nossa
São Paulo em parceria com o Ibope, divulgada, nesta terça-feira
(19).Apesar de áreas como educação e saúde terem sido mais bem avaliadas
neste ano, itens relacionados à segurança e a transparência tiveram uma
piora significativa em relação ao ano anterior. Reportagem de Anelize
Moreir. AQUI
Vencer em São Paulo, para renascer no Brasil
A
candidatura de Haddad não disputa apenas a prefeitura de São Paulo, mas
um espaço de renascimento da agenda progressista no Brasil. E a direita
sabe disso.
O
economista e professor da PUC-SP, Ladislau Dowbor, deu nesta
sexta-feira (8) seu segundo e último dia de assessoria aos cursistas do
29° Curso de Verão, no Teatro da Universidade Católica (TUCA). Ele falou
sobre a importância do conhecimento hoje na sociedade e em se saber o
que acontece na economia.
“O eixo
econômico geral deste século é o conhecimento. Se eu dou o meu relógio
para alguém, eu o perco. É o que chamamos de bem rival na economia, ou
eu ou outra o pessoa o tem”, disse. “Mas se eu compartilho uma ideia,
nós dois a temos”.
Para o
economista, é importante questionar as informações da mídia. “Devemos
assistir o Jornal Nacional e pensar: ‘que porcaria é essa?”, disse sobre
risadas dos cursistas. “Não deve ser uma empresa que acha que devemos
pensar o que querem, é uma cooperação de jornalistas”.
Social
Dowbor
voltou no último encontro a criticar os juros dos bancos – sobre os
quais passou um vídeo crítico humorístico do programa “Zorra Total” -, a
falta de preocupação com a pobreza no mundo e o mau uso das riquezas,
acumuladas em grandes fortunas. “Sai muito mais caro resolver as
consequências da miséria do que acabar com ela. Uma mãe não tem comida
para dar para o seu filho”, lamentou.
O
assessor falou sobre a importância de atuação conjunta dos setores
público e privado. “Não é que somos contra a economia de mercado ou a
favor da pública. Normalmente isto nos divide: quem é de direita quer
privatizar; quem é de esquerda, estatizar. A economia de mercado é boa
para produzir, mas não para a saúde, educação”. Dowbor falou também
sobre como o Canadá oferece saúde pública de graça e, com menos custos
com o tratamento de doenças, investe menos do que os Estados Unidos,
onde o sistema de saúde pública tem difícil acesso.
O
professor terminou o encontro agradecendo a todos antes de ser
aplaudido de pé e receber o livro “Pacto das Catacumbas” de presente do
autor da obra e coordenador-geral do Centro Ecumênico de Serviços à
Evangelização e Educação Popular (CESEEP), padre José Oscar Beozzo.
“Quero parabenizar as pessoas que organizaram este curso. O grande eixo
(para a mudança) é esse. Nunca vi democracia de graça.”
O
presidente do CESEEP, padre Benedito Ferraro, ainda falou sobre a
importância da educação. “Escutando esta palestra, penso que temos de
retomar o método (do educador) Paulo Freire, a pedagogia do oprimido,
para pensar o mundo de baixo para cima”.
Para o
teólogo, devemos seguir as recentes declarações do Papa Francisco e
buscar uma economia para os pobres, a paz no mundo e cuidar do nosso
planeta, a “Casa Comum”.
3º dia (08/01/2016) – Assessoria do prof. Ladislau Dowbor (2ª parte) “O sistema financeiro atual trava o
desenvolvimento econômico do país”.
Alguns
defendem que ‘tudo é política, embora a política não seja tudo’. Do
mesmo modo, pode-se afirmar que ‘tudo ou quase tudo é economia, embora a
economia não seja tudo’. Porém, a política e a economia estão
intimamente relacionadas e não são, ou não deveriam ser, um jogo de
“vale tudo”. Em ambas, a ética, a justiça e o bem estar coletivo devem
prevalecer. Esse foi o mote que orientou a reflexão do economista e
professor da PUC/SP Ladislau Dowbor nesta sexta feira (8) no 29º Curso
de Verão, numa promoção do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e
Educação Popular (CESEEP). O curso acontece na PUC de São Paulo com o
tema “Economia promotora dos direitos humanos e ambientais”.
Conforme
Dowbor, a economia é uma dimensão fundamental da vida sobre a qual todos
precisam aprender. “Economia é o conjunto das atividades que podem
levar à melhoria da qualidade de vida. O grande desafio é utilizar os
recursos econômicos para resolver os dramas sociais e ambientais”,
advertiu. O professor também chamou atenção para a questão da
urbanização. “Hoje cerca de 85% da população brasileira vive nas
cidades. Esse fenômeno pode multiplicar problemas sociais e ambientais,
mas, por outro lado, abre inúmeras possibilidades de convivência”,
disse.
O
economista enfatizou a importância de utilizar o conhecimento para
promover a democracia, o espírito público e o bem comum. “Se eu
distribuo meu relógio, fico sem ele; mas se compartilho uma ideia, ela
se multiplica. Assim, o conhecimento pode gerar novas formas
colaborativas e organizativas”. Incentivou os cursistas a se engajarem
em projetos alternativos. Para contribuir nesse sentido citou o
documento “Projeto Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Local”,
que contém 89 sugestões concretas e viáveis para dinamizar a economia
local. O documento está disponível no site: http://www.polis.org.br/uploads/1509/1509.pdf.
O enfoque
dado pelo professor está em sintonia com a perspectiva dos Fóruns
Sociais Mundiais, cuja primeira edição aconteceu em 2001 na cidade de
Porto Alegre/RS, tendo como slogan “Um outro mundo é possível”. Em sua
15ª edição, o Fórum Social Mundial volta ao Rio Grande do Sul. O evento
que articula experiências e propostas altermundistas será realizado de
19 a 23 de janeiro de 2016, em Porto Alegre, com o tema “Paz,
democracia, direitos dos povos e do planeta”. Inscrições podem ser
feitas pelo site: www.forumsocialportoalegre.org.br.
2º dia (07/01/2016) – Assessoria do prof. Ladislau Dowbor
“O sistema financeiro atual trava o desenvolvimento econômico do país”.
1º dia (06/01/2016) – Celebração de Abertura do 29º Curso de Verão (2016)
Por um 2016 com maior compreensão da importância da cultura e da
comunicação, para o crescimento do desenvolvimento humano, social,
econômico e cultural do Brasil e consequentemente com uma maior
quantidade de investimentos a altura desse maior nivel de compreensão.
Por Zezito de Oliveira- Educador e Produtor Cultural ligado a iniciativas de base comunitária.
Há poucos dias precisei assistir/ouvir um destes programas de
sensacionalismo policial, por conta de estar trabalhando em uma escola,
onde tinha pessoas na secretaria que estava com a televisão ligada na Tv
Record e percebi uma das principais razões, quiçá a principal razão,
para o crescimento e a proporção que estão tomando as manifestações de
intolerância e ódio, as quais no limite abrem caminho para o
nazi-fascismo redivivo
Na minha opinião
pela ordem: Cultura, comunicação e educação, são estratégicas e precisam
ser encaradas como prioridade na sequência elencada acima, porque as
estruturas mentais e organizacionais dentro do universo escolar, são mais dificeis de
serem transformadas, em direção as mudanças que tanto almejamos, no curto
espaço de tempo e na profundidade necessária, caso estes esforços incidam apenas no campo da gestão e das metodologias pedagógicas "stricto sensu" em outras palavras, circunscritas ao universo restrito do pensamento e das práticas acadêmicas e escolares.
Portanto, a educação como ambiente de formação e socialização, tendo a escola como o principal lugar de enfrentamento desse tipo de situação de barbárie a que a ordem mundial capitalista quer nos levar. Porém, sem
mudar o sistema educacional, não adiantará muita coisa. E para mudar o
sistema educacional que é um sistema cultural, a forma mais inteligente
de fazer isso é através da cultura e da comunicação ou através da ação cultural, como bem colocava o mestre Paulo Freire, assim também como da
arte educação e da educomunicação. Uma pena termos tantos intelectuais
progressistas ocupando cargos de relevância no sistema educacional da
união, dos estados e dos municipios e pouco ser realizado na direção
proposta acima.
Vale citar como uma das poucas e saudáveis exceções,
os nomes do historiador Célio Turino, do ex-ministro da cultura
Gilberto Gil e do atual Juca Ferreira , cujas palavras e atitudes
enquanto intelectuais e gestores, demonstraram e demonstram estar em
bastante sintonia com o que defendemos acima. Um exemplo são os
programas Cultura Viva e Mais Cultura nas Escolas.
No caso deste
último lamentavelmente enfrentando problemas de repasse de recursos
financeiros por parte do MEC, com atraso de mais de um ano para
liberação da segunda parcela de miseros R$10.000,00. Quanto ao Cultura
Viva também enfrentou nos últimos anos, uma marcha a ré, por causa da
brutal redução dos recursos disponibilizados e da compreensão da
importância do mesmo, na perspectiva defendida acima. P.S.: O movimento Ocupe Escola, iniciado pelos estudantes de São Paulo apontam ou sinalizam "as mudanças que tanto almejamos".
Frei Betto também escreveu um dos melhores textos em português sobre a escola e reclamada pelas novas gerações e por muitos que deixaram um legado de construção e de lutas em favor de uma outra escola, outra educação. Como é o caso de Anisio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire.
Programa especial com cantos de reza, versos sagrados e
temas que remetem às tradições, manifestações e a religiosidade da nossa
gente
Teca Lima
28/12/15 12:13 - Atualizado em 28/12/15 12:22
Xilogravura: Airton Marinho
O programa especial apresentado no dia de Natal traz Chico Lobo e
Gilson Peranzetta em “Folias de Um Natal Brasileiro”, e mais Inezita
Barroso, Dércio e Doroty Marques, Coral Trovadores do Vale, Milton
Nascimento, Vidal França e muitos mais, em temas relacionados aos cultos
religiosos e dias santos.
Brasis – O Som da Gente. Seleção musical diária, com
destaque para a música dos muitos interiores do Brasil. A influência das
nossas matrizes regionais no trabalho de artistas das mais variadas
tendências e estilos.
Ouça diariamente, às 8h, com reapresentação às 20hs, pela Rádio Cultura Brasil (AM 1200 kHz de São Paulo) ou pelo Controle Remoto aqui no site. E ainda pelos aplicativos para IOS e Android no seu celular ou tablet.
Roteiro, produção e apresentação: Teca Lima
Montagens: Maria Cleidiane
Estágio em produção: Igor Monteiro
O
fim do “boom” da periferia, daquilo que ficou conhecido como cultura da
periferia, não significa que seu projeto estético esteja realizado por
completo ou que haja um esgotamento. Significa, num outro sentido, a sua
era de alquimia e aponta que o modo de recepção crítica dessa cena
precisa ser atualizado. Nos últimos anos a cultura da periferia
ressignificou a palavra periferia, dando-lhe força política,
comportamental e artística. A recepção a essa cena foi regida pelo
argumento de inclusão, que agora se mostra limitadora.
Nesta
terceira e última coluna que nos propomos a fazer com foco sobre alguns
aspectos da cultura em 2015 cabe dizer que a escolha dos pontos
abordados não pretende ranquear nem tampouco reduzir a produção anual a
esses elementos. A crise política afetou as políticas culturais
nacionais e também ofuscou o debate sobre a centralidade da cultura no
país — tornou invisíveis microacontecimentos pelo excesso de debate
macro. Assim, a escolha da abordagem desta série de coluna é uma
tentativa de manter a centralidade do debate cultural e atualizações dos
últimos anos.