terça-feira, 27 de novembro de 2018

História de amor às pessoas e a medicina X desinformação e despreparo. Histórias de médicos cubanos no Brasil.



A bolsonarista Içara perdeu metade dos médicos   

Não deixem de assistir abaixo, a excelente entrevista do ex ministro da saúde Alexandre Padilha, responsável pela implantação do programa Mais Médicos.






Um obrigado dito a partir de um olhar!!

Médica Cubana, Tatiana Lago Columbie, desmente ‘escravidão’, ‘injustiças’ e reafirma: “Viemos promover e prevenir na Saúde da Família”
O programa Diário ao Vivo, do Diário de Olímpia.Com, entrevistou com exclusividade na edição desta sexta-feira (16), que foi ao ar nas redes sociais Facebook, YouTube, Periscope e Twitch, a médica cubana Tatiana Lago Columbie, que está há quatro anos no atendimento da Saúde da Família, em Olímpia.

Com a imposição do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro em mudar as regras do contrato do programa ‘Mais Médicos’, Cuba não concordou e, assim, 11 mil médicos em todo o País, 13 deles na região – sendo cinco em Olímpia, deverão deixar o País até o final deste ano.

Em quase 50 minutos de entrevista, a médica expôs como é a vida em Cuba, tão criticada por aqueles que, segundo ela, confundem Socialismo com Ditatura. “Lá não é ditadura, socialismo é querer igualdade em coisas básicas, como Saúde, Educação, Segurança, não há escolas e nem hospitais particulares, os 70% que consideram que é injustiça, não vejo assim, vai servir para que todos lá continuem tendo direitos iguais e também bancar o sustento de meu filho de oito anos, e da família que deixei lá”, explica.

Todo o ensino é gratuito, inclusive material escolar, uniformes, alimentação. “O meu filho, de uma médica, é tratado igual ao filho de um trabalhador agrícola, não tem diferença”, esclarece. No seu caso, os seis anos de Medicina são bancados integralmente pelo governo, os três primeiros ensino teórico, os três restantes dando aulas e residências. Depois de formada, trabalhou por dois anos em serviço social no interior do País. Para atender o que no Brasil se chama Saúde da Família, estudou mais três anos, nas áreas criança, adulto, gestantes, por exemplo.

Cuba é reconhecida como uma das Saúdes mais avançadas do mundo, a sua mortalidade é uma das mais baixas mesmo se comparando com países maiores e modernos. Assim ocorre na Educação, nos Esportes, por exemplo, contou a médica.

Em Olímpia, está atendendo na UBS do bairro São José. Trabalha das 8h às 17h, com uma hora de almoço – expediente que médicos brasileiros não aceitam, ainda mais ‘batendo ponto’. Das 40 horas semanais, 32 são para atendimentos generalistas e oito para consultas pré-agendadas em domicílio.

“Viemos promover e prevenir em termos de Saúde da Família. O contrato iria até 2020, parece que o presidente Temer estendeu até 2023, uma pena acabar assim”, assinala.

Durante os quatro anos, segundo o contrato, ela trabalhava 11 meses e tinha um mês de direito a férias, sem contar que, no seu caso, feriados prolongados também poderia ir para o seu País – neste caso, preferiu passar o período de carnaval também com a sua família em sua terra natal.

Ela se casou com um olimpiense, o que lhe daria o direito de ficar ou mesmo do marido entrar em Cuba. “Não é uma decisão que vou tomar sozinha, sei que fiz muitos amigos, seja particulares, seja pacientes, que querem que eu fique, mas tenho filho pequeno, mãe, irmão, sem o contrato vou ficar desempregada, de fome não morreria, mas me formei médica, estudei até agora para trabalhar, essa é a minha missão”, disse Tatiana


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Médicos Cubanos, já vão tarde !

Por estes dias tenho recebido uma avalanche de comentários a respeito da decisão de Cuba de retira seus médicos após as impróprias palavras de nosso boquirroto Presidente eleito. Como o teor dos comentários postados e a mim endereçados dão testemunho de uma quase total ignorância acerca da realidade do Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB) e por ser eu um médico supervisor do mesmo, vi-me na contingência de procurar contribuir com os pontos de vista, à partir de uma ótica de quem conhece de perto os médicos cubanos e o programa, desde que nele adentrei, em 2014. Esclareço antes de tudo que não sou do PT, não aprovo corrupção e, que, como médico, não gostei nem um pouco da forma como a nossa Presidente de então nos empurrou de goela abaixo o programa, como que para reparar o que os médicos brasileiros não faziam.
Ocorre que, ao longo destes 5 anos, supervisionei 7 médicos cubanos lotados em área indígena no extremo norte de Mato Grosso, a chamada amazônia matogrossense e sul do Pará. só esta localização já diz algo, pois nunca até então, houve médicos atendendo na maioria das aldeias localizadas nas áreas indígenas aí situadas,exceção feita ao trabalho do Dr. Noel Nutels e aos hercúleos esforços da equipe da UNIFESP.
Assim que conheci meus primeiros supervisionados, lancei-lhes a pergunta se estava bem para eles a forma de pagamento combinada com seu governo, ao que me responderam de pronto em seu português espanholado ; "sí, assinamos um contrato e além do mais, sabemos que este dinheiro será utilizado em educação, saúde e segurança para as nossas famílias". Fiz comigo um acordo de dar um crédito inicial a isto, e observar como seria. O que vi, a partir dali, porém, me fez acreditar que aqueles médicos falavam a verdade. O extremo profissionalismo, a atenção dada aos pacientes, o compromisso aliado a uma formação de longe melhor do que a minha em saúde de família e comunidade, davam prova de seu espírito missionário e que estavam aqui para trabalhar, dando o melhor de si em prol da melhoria das condições de saúde onde estavam lotados.
Em 2017 fui convidado a participar de uma missão diplomática para formação de médicos cubanos que viriam ao Brasil, uma espécie de "mês de adaptação" para se acostumarem a nuances da medicina brasileira. O que por lá vi, durante 30 dias de estada em Cuba, chancelaram o que já vinha percebendo : mortalidade infantil igual ao do Canadá, crianças aprendendo música clássica em escolas públicas, a sensação de segurança ao caminhar por Havana tarde da noite... parece que os médicos cubanos me disseram a verdade. Os 75% que enviavam ao governo (muito diferente do que vemos por aqui) realmente é revertido para o bem comum e, ainda assim, um médico cubano em missão no Brasil (sim, eles encaram como missão) recebe cerca de 10 a 12x mais que um médico em Cuba. Falando em missão, três de meus supervisionados já haviam participado de missões no Paquistão, na África e Venezuela. Pasme : me disseram que algumas dificuldades enfrentadas na atuação em saúde indígena nos longínquos rincões da amazônia matogrossense e do Pará meridional superaram em muito as vividas naquelas outras missões. Algumas vezes os visitei em área indígena, acampados ao lado ou mesmo dentro das ocas que lhes serviam de posto de saúde. Pela realidade que conheci, ainda não posso acreditar que os milhares de inscritos interessados se enquadrem neste espírito missionário e abnegado. Claro que haverá honrosas exceções, mas poucas andorinhas não fazem verão.
As indesejáveis palavras de nosso Pdte eleito perpretaram um incidente diplomático, cuja conta não será paga por mim ou por você, que com paciência chegou até aqui lendo este desabafo, mas sim pelos que estão lá na ponta da fila, como os indígenas que vi contando com sorriso largo ser a primeira vez que um médico pisava em sua aldeia. O posicionamento desprovido de cautela diplomática que deve nortear a conversação entre governos, aliás, faz coro ao desmonte "cirúrgico" que o governo atual do Dr Michel Temer vinha fazendo no programa, retirando pessoas chave, cada uma a sua vez, para emperrar o andamento, sem causar alarde ao grande público, temendo a reação popular.
Apesar de ainda algo estupefato com os desdobramentos deste triste capítulo, como brasileiro patriota e interessado na atenção à saúde de nosso povo, mantenho-me na torcida de que o futuro governo saiba mexer no que é preciso, não no que parece errado por ser ideologicamente adverso.


Duarte Antônio Guerra

Padre do Acre posta foto de aldeia que ficará sem médico: “Senhor, piedade.”

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Menos médicos
Não tive a oportunidade de ser atendido por um médico ou médica cubanos. Mas, vi várias notícias sobre brasileiros que só passaram a ter assistência médica após a implantação do programa Mais Médicos, criado em 2013 na gestão da presidenta Dilma Rousseff.
O governo que começará, formalmente, em 1º de janeiro de 2019 abomina tudo que suponha divergir do capitalismo. Não por acaso, a cor vermelha e qualquer reflexão teórica ou ação política que remeta ao socialismo têm sido alvo de ataques dos novos dirigentes.
No contexto previamente anunciado e já em vias de implantação, não era mesmo de se esperar que a medicina cubana permanecesse prestando serviços ao Brasil. O desmonte deverá ser rápido e os cubanos vão poder comemorar os 60 anos da revolução em casa.
O Ministério da Saúde anunciou que pretende lançar um edital, já nos próximos dias, para que a assistência prestada pelos cubanos continue sendo ofertada, agora por médicos brasileiros. Torço para que dê certo, porém, creio que haverá pedras nesse caminho.
A sociedade cubana é imensamente diferente da brasileira – digo isso pelo que pude observar quando lá estive, há um ano. Na ilha cultiva-se uma mentalidade na qual, nitidamente, as necessidades coletivas e sociais prevalecem sobre os interesses individuais.
Os profissionais formados em Cuba demonstram compartilhar o entendimento de que qualquer conquista, inclusive as educacionais, resultam de um esforço social. Assim, o emprego da força de trabalho tem sempre um sentido de retribuição, de gratidão social.
O país caribenho planeja e executa suas ações para o atendimento das demandas sociais. Se há carência de médicos, forma-se mais médicos. Se a necessidade maior é de engenheiros, o esforço é direcionado para a formação de engenheiros e assim por diante.
Uma vez formados, os profissionais assumem o compromisso de retribuição social do investimento que neles foi feito. Por isso, chegando ao Brasil, foram destinados para lugares os mais rejeitados, para onde ninguém queria ir e lá foram com disposição.
Já a nossa cultura, totalmente aberta aos valores consumistas, reforça a mentalidade de que o objetivo maior de qualquer formação profissional é a prosperidade do indivíduo formado. Dessa primeira ênfase, muitos descambam para a gana pelo enriquecimento.
Conexo ao descrito no parágrafo anterior, a cultura consumista também parece criar uma atração irresistível pela vida nas metrópoles. Com isso, de modo geral, busca-se formação para fazer sucesso, para brilhar, para desfrutar as "benesses" dos centros de poder.
Mergulhados nessa mentalidade, os profissionais das atividades mais prestigiadas, amiúde, não querem deslocar-se para trabalhar em regiões mais pobres, mais periféricas e mais carentes dos serviços públicos. Isso é o que temos visto na nossa realidade.
Essa é uma das pedras que eu vejo no caminho da substituição das médicas e médicos cubanos por colegas brasileiros, no contexto do programa Mais Médicos. Como disse acima, torço para que o governo supere as dificuldades, embora não acredite que será fácil.
Antônio Passos
Publicado no Jornal do Dia, em 21/11/2018.  


  Medicina: há humanidade além da clínica?

Livro revela os brasis, as brasilidades e os brasileiros encontrados pelos doutores do Programa Mais Médicos em nove localidades do país — de comunidades indígenas a periferias de grandes cidades.


domingo, 25 de novembro de 2018

A excelente impressão que tive da semana multicultural de Pojuca (BA).



Aqui ladeado pelas professoras Cláudia Santos Silva e Sirlene Lisboa, duas companheiras que nos acompanharam nas falas inspiradora e instigadora da roda de conversa "Em um lugar onde não acontecem atividades culturais, a violência vira espetáculo."


Zezito de Oliveira (*)

Pojuca é uma  cidade pertencente a região metropolitana de Salvador. O evento cultural é centrado na reflexão sobre as relações  arte, educação,  juventude e direitos humanos.

Clique abaixo, para entender o contexto desse artigo, antes de prosseguir a leitura abaixo e depois retorne para cá.


Semana Multicultural de Pojuca - “Em um lugar onde não há atividades culturais a violência vira espetáculo”


As rodas de conversas,  antecede a programação  mais intensa de apresentações artísticas  que acontecem na sexta à noite e no sábado.


As apresentações  artísticas  entremeiam as rodas de conversa. Geralmente antes,  e todas são realizadas por alunos das redes municipal, estadual e particular. Assisti a apresentações  de dança, teatro e música( flauta doce e coral).

Na abertura  das apresentações artísticas na noite de sexta-feira, pude saborear uma sequência  do bom forró pé de serra, com destaque para o grupo "forró roots".


O teatro e a dança que assisti estão  alicerçados principalmente no legado cultural de matriz africana. Seja tratando da  temática do sofrimento, das lutas e da resistência dos africanos e descendentes, seja reforçando aspectos simbólicos ligados às questões de identidade, beleza e auto- estima. 


Os temas e os palestrantes são  pulsantes e vibrantes, sob o ponto de vista das conexões com os temores,  as angústias, as alegrias e as esperanças  que precisamos ter, afim de  aguentar a “barra de viver”. Aqui lembrando a canção “No woman no cry” de Bob Marley, na interpretação de Gilberto Gil.


Na conversa com a professora  Cláudia Santos da Silva, uma das organizadores do evento, ela me disse que os convites para aqueles que fazem as falas instigadoras/inspiradores,  busca contemplar professores que estão no chão da escola, ao mesmo tempo que realizaram/realizam trabalhos de pesquisa, frutos de formação  no campo da graduação ou da pós graduação, assim  como professores e/ ou agentes culturais que atuam como protagonistas no campo da ação  cultural e/ou do  ativismo social. Na maior parte,  professor, pesquisador e agente cultural, representam  uma boa síntese na mesma pessoa.


Ouvi nas falas dos convidados por várias vezes menção a expressão "educação popular", assim como falas marcadas pela  simplicidade e profundidade ao mesmo tempo, bem como a forma de exposição  permeada ou atravessada com canções, poesias, histórias de vida ligadas a realidade do cotidiano, sem perder  a conexão com  conceitos de  renomados pensadores  acadêmicos.


Quem está  a frente da organização  do evento, são  jovens professores e/ ou agentes culturais e artistas. Chamou-me bastante  atenção, o  fato da organização  do evento ser realizado sem financiamento publico ou privado de grandes empresas. Quando isso acontece, os patrocinadores são micro ou pequenos empresários da cidade, por exemplo,  o dono de uma  hamburgueria  libera uma certa quantidade de lanches gratuitamente para a equipe de produção, entre outras maneiras de colaboração.


A prefeitura  não participa como parceira da  semana multicultural, mas apoia com  uma boa infraestrutura  a semana evangélica, além do novenario e festa da padroeira. Pode isso Arnaldo?


Isso antecede uma situação  que viveremos no próximo ano, no plano federal e no congresso. Sem duvida, o corte do financiamento público federal em arte e cultura, será uma das principais armas de "censura" e do desencorajamento para quem produz arte e cultura de base comunitária em todo o país.


O que vi em Pojuca,  indica os caminhos que precisamos trilhar. Ação cultural e educativa, com foco nas crianças e na juventude, protagonizado por jovens professores e agentes culturais ao mesmo tempo, acompanhados no trabalho de produção por  ex- alunos, alguns artistas emergentes,  organizados em um coletivo/associação cultural. Semana Multicultural realizada mesmo sem apoio do poder publico estadual e municipal, mas com forte aderência de muitos artistas e intelectuais locais, assim como de alguns comerciantes e uma grande rede de amigos.


Diante disso, é urgente reunirmos  informações para interagirmos mais,  com   pessoas e organizações afins,  que realizam iniciativas culturais com as características educativas e culturais semelhante ao que fazemos.

Iniciativas culturais  que  fortalecem as identidades locais e regionais, os vínculos de convivência pessoal e  comunitária,  assim como a economia local, incluindo a economia solidária. 

Em especial, quem fez e faz sem depender de grandes somas de recursos públicos, os quais sem deixarmos de continuar buscando, posto que é direito e não  favor ou “caridade”,  não  chegarão na quantidade  dos  governos Lula e Dilma, considerando a opção preferencial no favorecimento aos grandes empresários, anunciada pelo governo eleito para governar o país nos próximos quatro anos, em detrimento do  investimento em iniciativas sociais e culturais de base comunitária.(*)  educador, pesquisador e agente/produtor cultural 

Notícias Do Brasil (Os Pássaros Trazem)


 "(...) A novidade é que o Brasil não é só litoral
É muito mais, é muito mais que qualquer Zona Sul
Tem gente boa espalhada por esse Brasil
Que vai fazer (já está fazendo) desse lugar um bom país. (...)

Aqui vive um povo que merece mais respeito
Sabe, belo é o povo como é belo todo amor
Aqui vive um povo que é mar e que é rio
E seu destino é um dia se juntar
O canto mais belo será sempre mais sincero
Sabe, tudo quanto é belo, será sempre de espantar
Aqui vive um povo que cultiva a qualidade
Ser mais sábio que quem o quer governar.(...)

Vídeos (nessa mesma página onde estão os vídeos, podem ser acessadas mais  fotos  da semana multicultura de Pojuca).




P.S. A semana multicultural de Pojuca representou para mim, a confirmação do quanto faria bem aos agentes culturais de São Cristóvão e as escolas do municipio, se a  atual  gestão municipal de São Cristóvão e a Universidade Federal de Sergipe (UFS), buscassem utilizar mais,  o  conceito de  um Festival de Artes de São Cristóvão (FASC), com maior participação e protagonismo dos educadores  e estudantes que atuam como agentes culturais na cidade, assim como dos artistas, intelectuais e moradores  da cidade e do entorno que atuam também como agentes culturais.

Em termos de programação o FASC está muito bom, mas continua repetindo o  padrão que não considerou a necessidade do empoderamento técnico e politico  dos  agentes culturais locais, para que buscassem fazer pequenos ou médios FASCs, ou iniciativas culturais de base comunitária   quando a  UFS não pode mais realizar o FASC há anos atrás. 

O que acontecerá.  quando a cidade não tiver um prefeito com o mesmo bom gosto e compromisso cultural do atual, Marcos Santana. Sem contar que não se deve esperar boa vontade do novo governo federal para apoiar financeiramente projetos tipos FASC, mesmo de forma indireta via Lei Rouanet, como aconteceu neste dois últimos anos.

Nas próximas semanas publicarei um artigo, reforçando mais uma vez esse argumento. 

Para saber mais sobre como foi o FASC 2018, clique aqui.

O primeiro artigo que escrevi defendendo isso, foi esse abaixo:

FASC: A participação da comunidade é fundamental   

 

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Semana Multicultural de Pojuca - “Em um lugar onde não há atividades culturais a violência vira espetáculo”


A OCUPA – Associação Cultural Pojucana de Artes, é uma associação de artistas pojucanos, sem fins lucrativos, que há oito anos realiza a SEMPO – Semana Multicultural de Pojuca. Todos os anos elegemos um tema, e nesse ano de 2018, o tema escolhido foi: Educação, Arte e Cultura: A Cultura educa e a Arte liberta! Nosso objetivo principal é reunir diferentes artistas, estudantes, intelectuais e militantes da cidade e dar visibilidade a nossa diversidade de manifestações artístico-culturais, com ênfase a nossa matriz afro-brasileira. Abraçamos também artistas, estudantes, intelectuais e militantes das cidades circunvizinhas, que aceitam os convites e ou se disponibilizam a abrilhantar nosso evento.
A SEMPO acontece em dois momentos; iniciamos com as Rodas de conversa, que nesse ano acontecerá entre os dias 21 e 23/11 e, em seguida, damos continuidade ao evento com um verdadeiro festival de talentos, com música, dança, teatro, exposições, intervenções, feira de artesanato, dentre outros.
O nosso público é formado especialmente por estudantes da educação básica do município, além de professores/as e outros interessados.
De 20 a 24 de novembro, Pojuca se transformará num caldeirão de manifestações artístico-culturais e você, Zezito de Oliveira é nosso convidado, especialmente para participar da programação do dia 22/11, das 08 as 11h, conforme programação em anexo.
Sua participação fará a diferença!
Segue em anexo a programação completa das Rodas de Conversa.
Atenciosamente
Claudia Santos da Silva
Coordenadora da Feira Literária/Rodas de Conversa
Mário Alberto Araújo (Betão)
Diretor executivo da OCUPA
SEMPO 2018
Rodas de Conversa
Programação
DIA 21/11 – RODAS DE CONVERSA
Manhã – arte, educação e cultura – Projetos estruturantes
Convidadxs: Olívia (sec Educação), Ademir (Sec de Cultura) e Dalmácea (coordenadora do CELEM) e Vandresson (artista plástico)
Mediadora: Cleonice Silva
Atração cultural: a definir
Tarde – Na batida do coração: a percussão como enfrentamento da segregação social
Convidadxs: Lelão e Pracatum, Orquestra de Pandeiros
Mediador: Sidney Avelar
Atração cultural: Tambores da Cidade
Noite – De Diva à objeto: a mulher retratada na arte
Convidadas: Isadora Chagas (cinema)
Sintia Aquino (escritora)
Mariana (teatro)
Mediadora: Claudia Silva
Atração Cultural: Samba EJA João Montez
DIA 22/11
Manhã – “Em um lugar onde não há atividades culturais a violência vira espetáculo”
Convidad@s: Zezito Oliveira (arte-educador – SE) e Sirlene Lisboa (professora de L. Portuguesa e secretaria de cultura de Lauro de Freitas)
Mediador: Betão
Atração cultural: Peça teatral Luís Eduardo
Tarde – a arte marginal “desmarginalizando” o cidadão
Convidadxs: Jr. e Ruan
 Mediadora: Claudia Silva
Atração cultural: Jr. e Ruan
Noite – Indústria cultural X Cultura popular
Convidadxs: Alan Félix e Heitor (Alagoinhas)
Mediadora: Angélica Felinto
Atração cultural: Projeto Domingas
DIA 23/11
Manhã: Diálogo inter-religioso
Como sua religião lida com a diversidade cultural?
Convidadxs: Dirceu Socorro, Jane Feitosa, Vilma Couto, Eliana Silva
Atração cultural: Coral da Escola João de Barro


 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Playlist AMOR, ORDEM E PROGRESSO ou canções para uma república injusta e inconclusa.



É este o lema original positivista (1) transplantado  para nossa bandeira, sem o AMOR.


Com ordem, mesmo às custas do sofrimento e da violência que fizeram e faz tombar milhões empobrecidos em nosso país.

Com progresso,   em beneficio de uma minoria a qual segundo Darcy Ribeiro e confirmado pelos fatos, "é   uma elite escravocrata!" Eles querem fazer o povo de carvão!" (1988) ou “Nós temos uma das elites mais opulentas, antissociais e conservadoras do mundo”.


 Que tal retomarmos e trabalhamos essa idéia,  de que sem amor, nunca teremos ordem e progresso como deve ser, para todos e todas, ainda mais considerando ser o nosso país


 “Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza.”


“Do que a terra, mais garrida.
 Teus risonhos, lindos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida no teu seio mais amores.”


(1)

Considerado o fundador da sociologia moderna, Auguste Comte direcionou suas reflexões na tentativa de remediar o caos social deixado pela Revolução Francesa. O filósofo desenvolveu a “lei dos três estados”, segundo a qual os homens explicam todos os fenômenos do Universo passando por três fases: a teológica, baseada na suposta vontade de seres sobrenaturais; a metafísica, em que se imagina a ação de forças ocultas; e, finalmente, a fase “positivista”, em que as explicações são decorrentes do conhecimento científico. Para Comte, os critérios das ciências biológicas e exatas ajudariam a explicar até mesmo a sociedade. Seu pensamento teve grande influência no movimento republicano brasileiro, que eternizou parte de uma das máximas de Comte no lema da bandeira nacional.
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E aí, foi golpe ou não? Essa matéria da BBC aborda os pontos polêmicos do ato de proclamação da República em 1889. O Impressões Rebeldes recomenda para o dia de hoje a leitura do livro "O Pecado Original da República - debates, personagens e eventos para compreender o Brasil", de José Murilo de Carvalho. Disponível em: https://bazardotempo.com.br/livro/o-pecado-origina-da-republica-debates-personagens-e-eventos-para-compreender-o-brasil/
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Oligarquia milionária parece querer um Brasil de analfabetos, diz cientista... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2018/08/26/quem-compete-brincando-de-bonequinha-diz-cientista-premiada-da-unesp.htm?cmpid=copiaecola

  Zezito de Oliveira - Educador, agente cultural e blogueiro.




Oligarquia milionária parece querer um Brasil de analfabetos, diz cientista ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2018/08/26/quem-compete-brincando-de-bonequinha-diz-cientista-premiada-da-unesp.htm?cmpid=copiaecola


Oligarquia milionária parece querer um Brasil de analfabetos, diz cientista... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2018/08/26/quem-compete-brincando-de-bonequinha-diz-cientista-premiada-da-unesp.htm?cmpid=copiaecola
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Oligarquia milionária parece querer um Brasil de analfabetos, diz cientista ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2018/08/26/quem-compete-brincando-de-bonequinha-diz-cientista-premiada-da-unesp.htm?cmpid=copiaecola