sábado, 24 de agosto de 2019

Arte, ciência e mobilização social pela Amazônia e contra o sistema maldito, predador, perverso e seus defensores.

E também a favor dos rios Subaé, São Francisco, São Francisco,  Doce e tantos outros. E em defesa dos  biomas brasileiros -  mata atlântica, cerrado, caatinga, pampas e pantanal.

De uma semana para cá, 24/08/2019, a Amazônia arde em chamas, mais do que nos outros anos,  e agora a beira do insuportável, a ponto de antecipar a noite em São Paulo ,  no meio de tarde do dia 22/08/2019.

Nessa sexta-feira pela manhã, 23/08/2019, cancelei compromissos outros,  para assistir  a palestra na UFS sobre Paulo Freire,  proferida pelo Professor Dr. Romero Venâncio,  como parte da programação do II Encontro de Tecnologia Social, Meio Ambiente e Inovação de Sergipe.

E, por ter ficado até o final,  fomos presenteados com a fala  de um dos representantes da tribo Kariri-Xocó de Alagoas, os quais participaram do evento, inclusive comercializando seus produtos medicinais e artesanais.

O representante dos Kariri-Xocó em um certo momento da sua fala,  disse o que fazermos para contribuir  com a luta indigena e com a defesa das matas, dos rios, dos mares, do ar, do solo.

* Abandonar a mentalidade  colonizada.
* Ir ao encontro das comunidade indígenas, quilombolas, ribeirinhos e etc.. Ou como cantou Milton Nascimento "Ir aonde o povo está".
* Não ficar preso apenas às noticias da grande imprensa e às teorias e estudos acadêmicos. Porque é preciso pegar, sentir, vivenciar, praticar.

 Manhã feliz, Paulo Freire do inicio ao fim. Incluindo as falas também inspiradoras  da Professora Dra. Joelma Carvalho Vilar e da Professora Mestranda Graziella Rollemberg.

E antes de participar da atividade descrita acima, compartilhamos duas das canções abaixo no facebook, Jeito Tucuju e Pérola Azulada,  acompanhadas do seguinte comentário:

"Nesse momento de tanta dor pelos incêndios criminosos que queima a vegetação e os animais da amazônia. Como fazer para barrar a sanha assassina e destruidora dos inimigos do Brasil verde, belo e generoso pela própria natureza? Inclusive muitos que se dizem "patriotas". Conhecer e propagar canções como essas, pode contribuir de alguma maneira?"

A resposta de confirmação obtive na sexta-feira, pois as canções abaixo colaboram para abandonar a mente colonizada. 

Zezito de Oliveira 


Alok - Yawanawá (Documentário Oficial)




YAWANAWA - PARARAITOVÉ - F. DE JAGUBE - PAJÉ PUTANNY





Shaneihu Yawanawá - KÊNE KÊRANE - Video CLIPE Oficial - CD Kanarô




Txai - Milton Nascimento


A palavra TXAI significa mais do que companheiro, a outra metade de mim, na língua dos índios da tribo Kaxinawá, do Acre.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma crítica xamânica ao capitalismo


Se o “povo da mercadoria” não quiser que o céu caia sobre ele, é preciso que ajude a impedir a morte dos indígenas.



Se o “povo da mercadoria” não quiser que o céu caia sobre ele, é preciso que ajude a impedir a morte dos indígenas

Dom Walmor | Levante a voz pela Amazônia








Demarcação Já!


Reis do Agronegócio - Chico César na Mob Nacional Indígena de 2015



Amazônia: foto de 

tamanduá cego fugindo do fogo comove as redes

O fotógrafo Araquém Alcântara captou com sua lente a fuga de um tamanduá mirim cego que fugia do fogo na região amazônica. Araquém dá um depoimento comovente em seu perfil no Facebook, alertando para os riscos reais de a floresta ser devastada pela irresponsabilidade de um governo.


Jeito Tucuju






 Amazônia



PADRE ZEZINHO, SCJ - ELEGIA PELA AMAZÔNIA - SHOW EM BELÉM-PA - PARTE 5 -MAIO 2008.






PÉROLA AZULADA






Roberto Carlos - Amazônia 





SAGA DA AMAZÔNIA por SOCORRO LIRA 





Xangai - Matança [Jatobá]




 Egberto Gismonti - Amazônia





 BRILHO DE LUAR, GRUPO UAUIARA,PAULO FELINTO E ALCYR GUIMARÃES . 





LENDA DE RIO - NILSON CHAVES ( De Paulo Felinto e Orlando Neto }







Nilson Chaves - "Da minha terra"



E PARA ILUMINAR ESSA SEMANA TÃO TRISTE E INACREDITÁVEL. 


HISTÓRICA
Acabou 11h30 a entrevista com Lula. Foi histórica. Emocionante. Ele contou histórias que nunca antes havia revelado.
Ele estava animado demais, alegre, forte.
Algumas frases:
Irá procurar o Papa quando sair da cadeia.
Vai andar por todo o país.
Quem está tocando fogo na Amazônia são os eleitores do Bolsonaro. 

Mas tem mais, muito mais.
Foi demais.

Lula estava muito inspirado, em forma e feliz em toda a entrevista. 

E como o JN da Globo mente vez em quando. 







sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Mesmo em um mundo cada vez mais doente há muitos que velam pela alegria. Noticias boas para quem precisa (5)

A canção Indios, composta por Renato Russo foi lançada em 1986, no álbum Dois, da banda Legião Urbana. 

Em um verso da letra nos deparamos com uma frase muito apropriada para este momento, "Nos deram espelhos e vimos um mundo doente", mesmo que fosse assim  na época da composição, sem dúvida, nos tempos atuais  estamos bem pior, até porque temos um presidente e ministros doentes  que falam e fazem, o que nunca se esperou de ocupantes desses cargos em matéria de idiotia, maldade, violência, preconceitos, desprezo pela vida dos mais pobres e etc.   Patriotas, defensores da familia   e cristãos fakes, falsos. E isso torna o mundo pior.


E sobre isso,  a jornalista Eliane Brum e o site Meteoro publicaram texto e videos magistrais.



Doente de Brasil - Como resistir ao adoecimento num país (des)controlado pelo perverso da autoverdade - ELIANE BRUM





E em nosso cotidiano, um exemplo é o crescimento do numero de suicidios. 

Aqui em Sergipe, um professor da rede pública estadual e doutorando de Letras na UFS  entrou na estatistica de 2019  nessa última quarta feira (14/08).  E, de acordo com dados de  2017, Sergipe ocupou o 2º lugar no Nordeste em números de casos de suicídios,  segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV).



Mas, a propósito do suícidio do professor Wagner. Como é que faz para ESCOLAS e UNIVERSIDADES serem transformadas em espaços de cuidado?


Nesse caso,  considerando a frase de uma outra canção do Legião Urbana, se o  "sistema é mau, mas  minha turma é legal", lançada no álbum Descobrimento do Brasil  em 1993, como é que fazemos  para fortalecer tanto em  nós mesmos, como em nossas turmas? A  nossa auto estima, o nosso senso de pertencimento, a nossa coesão, as nossas identidades e respeito pela diversidade,  o nosso  olhar para ver, além do horizonte imediato ou mais próximo, ou para nos viciar em utopias, na base do que afirmou Frei Betto em entrevista para Drauzio Varella.


“Na nossa época {1960/1970} havia drogas e não havia drogados, porque a gente era viciado em utopia, a gente injetava utopia na veia. E estou convencido de que quanto menos utopia, mais drogas. Quanto mais utopia, menos drogas. O que não dá é esperar que a juventude viva sem sonhos. E se o sonho não é social, não é político, não é solidário, ele tem que ser químico. Não dá para viver sem sonhos.”  

 Leia/assista a entrevista aqui.


Respostas dos que velam pela alegria do mundo, tanto daqui, como do exterior.


A talentosa e prestigiada  atriz sergipana Tânia Maria responde com um espetáculo teatral, recomendado pelo sindicato dos professores da rede pública municipal de Aracaju, o qual trata da Sindrome de Bornout, o que segundo a Wikipedia é "um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".


E como isso está refletido no trabalho docente do professor? Uma matéria no site da APEOSP colabora para esta resposta? Clique aqui para ler. 

A psicologa e gestora cultural  Tatti Carvalho publica o meme abaixo em seu mural no facebook.



Já o site Jornalistas Livres ajuda a viralizar o meme: 



Na mesma "vibe" ou sintonia dos memes acima, a página "observatório da cultura" nos traz:

Dinamarca prescreve ‘vitamina de cultura’ para pacientes com depressão.  Tratamento lançado em 2016 dura dez semanas e coloca pessoas com depressão, ansiedade ou estresse em contato com guias culturais profissionais.

E os estudantes e professores  também não podiam deixar de responder,  nas ruas. 





As mulheres margaridas respondem:


Marcha das Margaridas deixa recado em meio à retirada de direitos: “Vamos renascer das cinzas”


Um grupo de estudantes da UFS responde:





O professor de filosofia da UFS Romero Venâncio responde: 




O Historiador, gestor cultural e escritor Célio Turino responde: 

Ensinamentos da cidade que aprendeu a gostar de si | MEDELLÍN | Por Todos os Caminhos


Transformações político-comportamentais ajudaram a transformar Medellín, dando dignidade à vida nos bairros mais pobres: bibliotecas comunitárias, escadas rolantes e teleféricos para subir os morros, calçadas dignas, banheiros públicos




E para concluir, por enquanto, o que responde um verdadeiro bom velhinho: Um bom velhinho que paga caro por ter tentado avançar 80 anos em 8, na construção  da economia social de mercado no Brasil, também conhecido como estado do bem estar social, ancorado em nosso frágil "estado democrático de direito".





A propósito do suicidio do professor Wagner. Como é que faz para ESCOLAS serem transformadas em espaços de cuidado?
Zezito de Oliveira – Professor de História na rede pública; especialista e pesquisador em arte educação;  blogueiro, agente/produtor/assessor de projetos em iniciativas culturais de base comunitária ligados a Osc Ação Cultural. Contato: zezitodeoliveira@gmail.com






terça-feira, 13 de agosto de 2019

Como o governo de Sergipe espera melhorar os indicadores de avaliação sem investir em biblioteca e audiovisual nas escolas?


O estado atual  das bibliotecas escolares  e dos equipamentos de audiovisual em nossas escolas,  podem servir  como  um bom indicador do quão limitada é a  concepção de educação em nosso estado.

Os cursos de biblioteconomia e de comunicação/ audiovisual  da UFS, precisam pensar urgentemente em ações de pesquisa e extensão voltados  a essa questão. A começar pela realização de um bom diagnóstico, tanto sobre a estrutura material, como a respeito da visão e  importância das bibliotecas escolares, por parte de gestores e técnicos da  Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (SEDUC), assim como dos gestores e professores que estão no chão da escola.

Também no caso do  estado dos recursos audiovisuais ( datashow, caixa de som, computadores,  extensão e espaço de exibição), bem como  a maior ou  menor  utilização por parte dos professores e o espaço ou local de exibição, o qual preferencialmente deve ser climatizado e com vedação para luz externa.


Zezito de Oliveira – Professor de História na rede pública; especialista e pesquisador em arte educação;  blogueiro, agente/produtor/assessor de projetos em iniciativas culturais de base comunitária ligados a Osc Ação Cultural. Contato: zezitodeoliveira@gmail.com



A escola estadual Chácara das Corujas, no Grajau, na zona sul de São Paulo; dados do Censo Educacional retratam situação de abandono de escolas em todo o país (Rivaldo Gomes/Folhapress) - Fonte: Revista Veja