sexta-feira, 14 de agosto de 2026

22º Enecult debate cultura, educação e diversidade na UFBA

22º Enecult reúne especialistas na UFBA para debater cultura, diversidade e democracia em meio ao avanço de autoritarismos

O 22º Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult) ocorre entre os dias 6 e 14 de agosto, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de forma virtual, ampliando sua programação para discutir os enlaces entre cultura e diversidade, com mesas que vão desde o reconhecimento de saberes tradicionais até a análise da Política Nacional Aldir Blanc, contando com a presença de pesquisadores do Brasil, México e Argentina.

O Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult), um dos principais fóruns acadêmicos sobre políticas culturais do Brasil, chega à sua 22ª edição. O evento acontece entre os dias 06 e 14 de agosto com atividades na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de forma virtual. 


A edição 2026 marca a discussão dos enlaces entre cultura e diversidade, e propõe questões que mobilizam as perspectivas em torno das políticas culturais e democracias no Brasil e no mundo. Neste ano, o evento aumentou o número de Grupos de Trabalhos (GTs) e dias de programação, motivado pelo crescente interesse de pesquisadores, gestores, produtores e artistas de diversas partes do mundo no maior e mais importante encontro acadêmico-cultural do Brasil.

A discussão coloca em perspectiva o papel da universidade perante os desafios políticos que se desenham no horizonte. O evento levanta questões em torno das transformações do ambiente universitário para além dos critérios tradicionais de legitimação do conhecimento acadêmico. Assim, são convocados debates em torno do notório saber que reconhece mestres e mestras de saberes tradicionais; a afirmação das universidades como instituições eminentemente culturais; e o reconhecimento de valores em saberes, modos de vida e vínculos afetivos.  

Entre as presenças confirmadas desta edição estão Ana Rosas Mantecón (México), Mãe Diana de Oxum (Ilê Axé Ewá Omin Nirê), Nádia Akawã Tupinambá (Ponto de Cultura Aldeia Tukum), Rubens Bayardo (Argentina), Eneida Leal Cunha (UFRJ), Matías Zarlenga (Argentina) e Albino Rubim (UFBA).

Ao conectar diversos atores da Cultura em um só lugar - trabalhadores, agentes, gestores, pesquisadores e representantes de instituições do setor -, o Enecult possibilita aprofundar temas necessários para o desenvolvimento da Cultura no Brasil”, explica Sophia Rocha, coordenadora do 22º Enecult.

A vice-coordenadora do 22º Enecult, Gleise Oliveira, destaca que “nestes 22 anos, o Enecult se consolidou como um evento fundamental de reflexão e difusão do conhecimento. Sua relevância está em promover esse diálogo mais direto entre o meio acadêmico e os diferentes agentes do setor para pautar temas contemporâneos e fortalecer as políticas públicas da área".

O 22º Enecult é realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura) do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), Faculdade de Comunicação (Facom), e pelo Ministério da Cultura. O evento conta com a parceria da Edufba - Editora da UFBA, Núcleo de Apoio à Inclusão do Aluno com Necessidades Educacionais Especiais (NAPE), Agenda Arte e Cultura da UFBA, Escola de Dança da UFBA, Serviço Social da Indústria (SESI) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Programação virtual destaca o poder transformador da cultura – As primeiras mesas de discussão acontecem de forma on-line. Na quinta-feira (06), às 10h, a professora Lourivania Soares e o professor Matías Zarlenga (UNTREF/Argentina/Universidad de Barcelona) formam a mesa “Valoração de Práticas Culturais”. Inspirada nas discussões do Mondiacult 2025, a mesa debate o reconhecimento dos aspectos intangíveis da cultura - saberes, modos de vida e vínculos afetivos - nas políticas públicas e defende ferramentas capazes de captar essa pluralidade em prol de sociedades mais justas e sustentáveis. A coordenação é realizada pelo professor Beto Severino (UFBA).

Na sexta-feira (07), às 10h, acontece a mesa "20 Anos da Carta Cultural Ibero-Americana", com a participação dos professores Daniel Gonzalez (Universidad de Granada/ Argentina) e Ana Rosas Mantecón (Universidade Autônoma Metropolitana/México). O debate revisita o documento aprovado em 2006, em Montevidéu, pelos chefes de Estado e de Governo ibero-americanos durante a XVI Cimeira Ibero-Americana, para avaliar como a diversidade cultural tem sido tratada na região duas décadas depois. A mesa é coordenada pelo professor Rubens Bayardo (Universidade de Buenos Aires/Argentina).

Durante as tardes, a partir das 14h, a programação virtual recebe também sessões de apresentação de artigos, divididas em 24 grupos de trabalho, onde pesquisadores apresentam suas produções em torno de temas importantes para o campo cultural, como: culturas digitais, América Latina, juventudes, identidades, dentre outros.

Diversidade cultural e democracia estão na pauta dos encontros presenciais – Na terça-feira (11), às 9h, o auditório da Faculdade de Comunicação (FACOM) da UFBA recebe a primeira programação presencial. Após a fala de boas-vindas de Sophia Rocha, acontece, na sequência, a mesa-redonda "Democracias contra barbáries", com coordenação de Albino Rubim (UFBA) e participação confirmada de Celi Regina Jardim Pinto (UFRGS),  Zulu Araújo (UFBA) e Luis Felipe Miguel (UnB). O debate reflete sobre o avanço de autoritarismos e movimentos de extrema-direita no mundo, os efeitos das desigualdades do neoliberalismo e a crise da democracia liberal-representativa.

Com o objetivo de discutir a afirmação recente das universidades como instituições eminentemente culturais, a programação da quarta-feira (12), às 9h, promove a mesa "Culturas e Universidades", com coordenação de Gleise Oliveira (Unipampa) e participação de Paulo Miguez (UFBA), Fernando Mencarelli (UFMG) e Flavia Cruvinel (UFG). O debate discute a questão para além da tradicional prioridade dada à formação profissional e à pesquisa científica, destacando a institucionalização da cultura nas universidades brasileiras.

Já na quinta-feira (13), às 9h, a mesa "Contribuições de Lélia Gonzalez, Milton Santos e Darcy Ribeiro para pensar cultura na Améfrica Ladina" reúne Ângelo Serpa (UFBA), Raquel Barreto (UFF) e Eneida Leal Cunha (UFRJ), sob coordenação de Ohana Boy (UFBA). A mesa propõe uma discussão transdisciplinar sobre o legado teórico e político desses três intelectuais para pensar a cultura brasileira a partir das dimensões de raça, classe e gênero.

Na sexta-feira (14), encerram-se os ciclos de discussões com três mesas. Às 9h, o evento promove "Ciclos de saberes e notório saber para mestres e mestras da cultura", mediada por Alexandre Falcão (SEFLI/MinC) e com a participação de Mãe Diana de Oxum, Tião Soares (SCDC/MinC), Fabiano Piúba (SEFLI/MinC) e Guilherme Bertissolo (UFBA). O debate examina os desafios de articular a política cultural de reconhecimento dos mestres de saberes tradicionais com a política de educação superior, questionando que arquitetura institucional permite traduzir o reconhecimento cultural em reconhecimento acadêmico sem capturar ou reduzir os saberes que se pretende honrar.

Em seguida, às 14h, Guilherme Varella (UFBA) medeia a mesa "Cultura Viva para o futuro" com a participação de Luana Vilutis (UFBA), Márcia Rollemberg (SCDC/MinC), Leonardo Lessa (Funarte), Alexandre Santini (FCRB) e Nádia Akawã Tupinambá (Ponto de Cultura Aldeia Tukum). O debate discute os rumos da Política Nacional de Cultura Viva a partir da pesquisa "Diagnóstico econômico dos Pontos de Cultura", realizada pelo Consórcio Universitário Cultura Viva (UFBA-UFF-UFPR) em parceria com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC.

Por fim, às 16h30, a mesa "A Política Nacional Aldir Blanc em análise" reúne Sophia Rocha (UFBA), Giuliana Kauark e Juliana Almeida (SGE/MinC), Roberta Martins (SAFCC/MinC) e Luiza Hardman (Funarte), sob mediação de Adriano Sampaio (UFBA). A discussão parte de pesquisas produzidas sobre o Ciclo 1 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) para avaliar seus limites e desdobramentos.

Durante os três dias de programação presencial, haverá sessões presenciais de apresentação de artigos acadêmicos, relatos de experiência e realização de mesas coordenadas.

Lançamento de livros, teatro e música marcam a programação cultural – O início da noite, a partir das 19h, está reservado às atrações culturais do Enecult 2026. Na terça-feira (08), o Teatro Experimental do Movimento da Faculdade de Dança recebe o espetáculo “Solo da Cana”. A montagem provocadora apresenta ao público o depoimento ficcional de uma cana-de-açúcar, símbolo máximo da monocultura no Brasil, que ganha voz e protagonismo para refletir sobre os vínculos coloniais e o racismo ambiental que configurou nossa relação com a terra e os corpos que nela vivem.

O lançamento coletivo de livros já é uma tradição do evento, que acontece na quarta-feira (12), no auditório da Facom/UFBA. Ao todo são 14 livros que serão apresentados e seus respectivos autores estarão presentes para conversar com o público presente. Entre as obras estão títulos como "O avesso da festa: relações interseccionais entre trabalho e gênero no Recôncavo", de Mariella Pitombo Vieira e Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa; "Universidades e Cultura" e "Avanços e dilemas do Ministério da Cultura em seus 40 anos", ambos organizados por Antonio Albino Canelas Rubim em parceria com outros pesquisadores; além de publicações como "Trajetórias das políticas culturais: uma década de leituras a partir do Ipea", "ABC Cultura Viva" e "Mediatização e circulação: reflexões e práticas de pesquisa", entre outras. As vendas acontecem no local a cargo da Edufba.

Na quinta-feira (13), acontece a confraternização do evento, na Varanda do SESI Rio Vermelho, com a cantora Claudya Costta, num show em homenagem a Gilberto Gil.

SERVIÇO

O quê: 22º Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult)

Quando: dias 6, 7, 11, 12, 13 e 14 de agosto de 2026

Onde: Presencial – Salvador (Faculdade de Comunicação/UFBA – Ondina | Virtual – YouTube (youtube.com/enecult)

Quanto: Sem certificação, o evento é gratuito e aberto ao público. 

Confira a programação completa em www.cult.ufba.br/enecult/programacao








22º ENECULT - Mesa “Contribuições de Lélia Gonzalez, Milton Santos e Darcy Ribeiro para pensar...



A Música e a IA - Roberto Malvezzi (Gogó)

"Em depoimento, o músico Roberto Malvezzi (Gogó) denuncia a inteligência artificial como a "mais poderosa pirataria de saberes e talentos" já criada, ecoando fala do neurocientista Miguel Nicolelis. Ele alerta que, enquanto 90 mil canções geradas por algoritmos inundam o streaming diariamente, a arte humana corre o risco de ser engolida por máquinas que recriam talentos existentes sem criar nada original."

 A primeira vez que gravei um disco (Cristificação do Universo – Hosana Hey) era um estúdio analógico. Entrava uma banda no estúdio e fazia a base. Depois alguns instrumentos. Depois os vocais. Finalmente a voz principal. Tudo era gravado num gravador de rolo, canal por canal. O produto era um LP e o som era muito bom.


Anos mais tarde, ao procurar um estúdio para gravar outro trabalho já aqui no Nordeste, fui apresentado aos estúdios digitais. Já era uma técnica muito avançada e muitos instrumentos eram extraídos de um sintetizador, o instrumento que se quisesse. Então, o disco era uma mescla de sons de instrumentos reais e outros de instrumentos sintetizados.
Nesse tempo passamos do LP para o CD, ou para a fita cassete. Também surgiram os DVDs. Tínhamos aparelhos de som em casa e podíamos ouvir uma obra completa com um som muito qualificado.
Agora surgiu o streaming e ele acabou com aparelhos específicos para se ouvir música. A maioria ouve música em smartphone, com um fone de ouvido, ou numa caixa de som. Não vejo mais ninguém parando para ouvir uma canção preferida, sentado numa sala confortável, assim como fazíamos par ouvir uma obra de Chico Buarque, Clube da Esquina ou Sagração da Primavera de Stravinsky.
Agora chegou a Inteligência Artificial na música. Um amigo colocou uma letra numa IA, pediu bossa-nova. Ela criou o ritmo, a melodia, os arranjos e uma intérprete. Sinceramente, ficou lindo! E aí entra o problema.
Fui interlocutor do neurocientista Miguel Nicolelis numa live sobre IA no espaço digital organizado pelo Instituto Humanitas da Unisinos (IHU). Entre muitas questões levantadas, eu fiz duas perguntas: a IA é a mais poderosa pirataria de saberes e talentos já inventada pela humanidade? Ele disse que sim.
Voltei a perguntar: há lugar ainda no cérebro humano para a arte, para a música, para a poesia? Ele respondeu que no cérebro humano tudo cabe. Sim, ainda há lugar para a arte no cérebro humano. E ela ajuda modelar o cérebro.
Uma informação de internet diz que a IA está colocando 90 mil canções por dia no streaming. Acionada por robôs e algoritmos, simulam ser mais ouvidas que as músicas criadas por seres humanos. Resultado, levam grande parte dos direitos autorais. E qual é o pulo do gato? A IA é “educada” a incorporar ritmos, arranjos, melodias, interpretações já existentes no mundo da arte e recriá-los como se fossem uma nova criação. Confirma a pirataria de saberes e talentos.
Agora se quer criar regras para ao menos diminuir essa pirataria. Vamos conseguir? Ou será como me disse outro amigo da música: não sabemos mais onde isso vai dar.

Leia mais/ouça/assista: https://robertomalvezzi.com.br/



BOX | ROBERTO MALVEZZI: QUEM É GOGÓ?

Roberto Malvezzi, conhecido como Gogó, é uma das vozes que ajudaram a aproximar a defesa do meio ambiente, a realidade do semiárido, a espiritualidade e a cultura popular no Brasil.

Nascido em Machado, Minas Gerais, em 1953, Malvezzi construiu grande parte de sua trajetória no sertão nordestino, onde passou a atuar junto às comunidades populares e aos movimentos sociais. Sua experiência está particularmente relacionada à Convivência com o Semiárido, à defesa do direito à água e às lutas das populações do campo.

Durante muitos anos, esteve ligado à Comissão Pastoral da Terra (CPT), desenvolvendo trabalhos de educação popular, formação e mobilização social. Sua atuação também esteve relacionada às discussões sobre a questão hídrica, os impactos dos grandes projetos de desenvolvimento e a defesa dos direitos das comunidades atingidas por conflitos socioambientais.

Mas Gogó não se tornou conhecido apenas pelo trabalho pastoral e político.

Músico, compositor, poeta e escritor, utiliza a arte como uma das formas de interpretar e comunicar a realidade brasileira. Suas canções dialogam com a cultura sertaneja, a religiosidade popular, a defesa da natureza e as lutas sociais.

Essa combinação entre militância social, espiritualidade, educação popular e expressão artística ajuda a compreender por que sua participação nas Jornadas Ecologia e Espiritualidade encontrou tanta sintonia com a proposta da Ação Cultural.

Para Malvezzi, falar de ecologia significa falar também de justiça, território, água, alimentação, dignidade e direitos humanos. A defesa da natureza não pode ser dissociada da defesa das pessoas que vivem nos territórios ameaçados.

É essa visão de ecologia integral, construída a partir da experiência concreta das comunidades, que marcou sua contribuição às Jornadas realizadas pela Ação Cultural.

Gogó e a Ação Cultural

A aproximação entre Roberto Malvezzi e a Ação Cultural ganhou expressão pública especialmente em 2011, quando ele participou como assessor da I Jornada Ecologia e Espiritualidade, em Aracaju.

Anos depois, em 2017, voltou a Sergipe para atuar como assessor e animador da III Jornada Ecologia e Espiritualidade.

Sua contribuição permanece, entretanto, como parte importante da memória das Jornadas e da trajetória da Ação Cultural na construção de ações que aproximam cultura, espiritualidade, educação popular, meio ambiente e transformação social.

Saiba mais sobre a Jornada Ecologia e Espiritualidade. AQUI 



A cultura de base comunitária em destaque na Retomada da MOSTRA ARTE E CIDADANIA em agosto de 2026!

 📅 22 Agosto de 2026 (sábado)  já tem data para ficar no seu calendário!

Prepare-se para um grande encontro cultural que vai agitar o Bairro Industrial e as comunidades periféricas. A Mostra Arte e Cidadania chega com a missão de valorizar nossa diversidade, dar palco para os talentos locais e conectar artistas e público em um só coração pulsante.

 I Mostra Arte e Cidadania em 2004 no Teatro Juca Barreto (Cultart) em Aracaju - Acima, apresentação do grupo de dança Ecarte (Conj, Jardim - Socorro)  e abaixo, apresentação, Grupo Furustreco dos Gudes do Bairro  Industrial e ligado a Paróquia São Pedro Pescador.  Depois de algus anos de existência os grupos foram desfeitos.. 


Aqui, a arte não tem limites: teremos música, dança, teatro, artes visuais, literatura e muito mais. O acesso à cultura é um direito, e esse evento é a prova viva disso!

A mostra será realizada no Espaço de Convivência da Paróquia São Pedro Pescador (fundo da igreja matriz) no Bairro Industrial. Das 16 às 18 horas


🎭 O que vai rolar na programação?

Preparamos um cardápio cultural completo e pensado em cada detalhe para você. Confira:

  • 🤝 Intercâmbio Cultural Intercomunidades
    Apresentações incríveis de artistas locais, além do resultado das oficinas de Teatro Popular e Audiovisual realizadas pelo Ponto de Cultura Ação Cultural. É a nossa galera mostrando a sua cara!
  • 🎤 Micropalestras rápidas (5 min)
    Vamos refletir juntos sobre o poder da cultura em 3 dimensões essenciais:
    • Simbólica – fortalecendo a autoestima e o pertencimento.
    • Cidadã – reafirmando nossos valores e direitos.
    • Econômica – mostrando o impacto positivo na economia local.
  • 📸 Exposição Fotográfica
    Um verdadeiro mergulho na memória! Vamos resgatar e compartilhar o histórico de ações artísticas desenvolvidas pela Ação Cultural ao longo dos anos. A emoção estará estampada em cada imagem.

🌟 O que esperamos com esse evento?

Mais do que um simples show, a Mostra Arte e Cidadania quer ser um marco de transformação social.

  • Queremos abrir espaço efetivo para os agentes culturais do bairro e adjacências.
  • Respeitar e celebrar a diversidade, incentivando a circulação das nossas produções.

E o melhor: tudo será registrado! Vamos produzir fotografias e mini-documentário   para eternizar esse momento e consolidar o trabalho incrível de todos os participantes.


📢 Fique ligado!

A programação completa será  divulgada no inicio  da próxima semana  aqui no blog da Cultura e nas redes digitais da Ação Cultural.

Vem com a gente construir essa história! Sua presença é fundamental para fortalecer a arte que nasce na periferia  💪✨


#MostraArteECidadania #CulturaPeriférica #AçãoCultural #PontoDeCultura #ArteLocal #Cidadania #BairroIndustrial

 

Oficina de Integração na II Mostra Arte e Cidadania realizada no Teatro Lourival Baptista em janeiro de 2007. Em destaque o premiado bailarino sergipano Nelson Santos.


Em 2014 foi realizado um Sarau Multicultural no Teatro Lourival Batista AQUI , com o mesmo conceito  da Mostra Arte e Cidadania, mas não foi possível encontrar fotos da mesma. Temos o vídeo das oficinas que antecederam a este sarau. 



Cartaz da 3ª Mostra Arte e Cidadania realizada no Teatro Lourival Baptista em novembro de  2016. Último ano de realização da mostra. Abaixo, imagens dessa mostra, a que pode ser considerada, a maior  e melhor produzida, em meio a uma série de dificuldades, inclusive com a descontinuidade do programa Cultura Viva e fechamento do Ministério da Cultura, a medida foi revogada depois de forte pressão com as ocupações promovidas por uma grande maioria de jovens em espaços e equipamentos do MINC, mas como na música de Belchior "O sinal ficou  fechado para quem era jovem e/ou que estava envolvido com arte e e cultura naquele momento e até 2022". 


Obs. Na verdade houve uma confusão de ordenamento e esta que seria a III Mostra aparece como II em alguns lugares, como no vídeo acima. 

Anitta no Sem Censura - Repercussão da entrevista

 A edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, com a participação da cantora Anitta, gerou forte repercussão nas redes sociais e na mídia ao abordar sem filtros temas como intolerância religiosa, machismo estrutural na validação feminina, posicionamento político e os bastidores de sua carreira internacional. [1, 2, 3, 4, 5]

Intolerância Religiosa e o "Sair do Armário" no Candomblé

Um dos momentos de maior destaque e debate foi o desabafo da artista sobre o Candomblé. Anitta explicou que demorou a falar publicamente sobre sua fé por medo do impacto financeiro e do preconceito em contratos publicitários. [1]
  • A declaração de que praticantes de religiões de matriz africana precisam "sair do armário" movimentou discussões sobre o racismo religioso no Brasil. [1, 2]
  • O posicionamento dividiu opiniões na internet, recebendo tanto elogios de defensores da liberdade religiosa quanto ataques de setores conservadores. [1]
Sucesso Feminino e a Validação por Homens
Anitta também criticou a forma como a sociedade enxerga as conquistas das mulheres. Ela pontuou que, por mais que uma mulher construa uma carreira sólida e reconhecida mundialmente, o foco do público e da mídia muitas vezes recai sobre qual homem a "escolheu", como se isso  definisse o valor da profissional. A reflexão foi amplamente compartilhada por perfis feministas e gerou debates sobre o machismo enraizado na cultura de celebridades. [1]
Festivais Nacionais vs. Internacionais e Interrupção ao Vivo
A entrevista gerou comentários em portais de entretenimento por outros dois episódios:

  • Mercado de Festivais: A cantora alfinetou o mercado nacional ao afirmar que, enquanto é amplamente contratada por grandes festivais no exterior, no Brasil o espaço ainda é restrito, citando exceções como o Rock the Mountain. A fala gerou debate sobre o cachê e a valorização de artistas pop nacionais de grande porte. [1]
  • Interrupção com Cissa Guimarães: Anitta interrompeu de forma espontânea a apresentadora ao vivo para conseguir terminar de contar uma história sobre sua empresária, Marina Morena, o que dividiu o público entre críticas sobre a postura e reações divertidas com a descontração do programa. [1]

Anitta no #SemCensura! ❤️‍🔥 A TV Brasil apresenta, AO VIVO, uma edição Especial com a cantora Anitta, nesta terça-feira (11/8), a partir das 16h. Com apresentação de Cissa Guimarães, o programa reúne Nídia Aranha, artista e diretora criativa de 'EQUILIBRIVM II'; o babalorixá e antropólogo Pai Rodney de Oxóssi; o jornalista e empresário Hugo Gloss; e a atriz e apresentadora Luana Xavier, como debatedora do dia. Em uma conversa especial, Anitta fala sobre música, carreira, religiosidade e sua nova fase artística. 



‘Eu não quero que ninguém vote como eu’ 🗣️

Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, a cantora Anitta afirmou que não quer que seus fãs votem como ela e explicou que cada posicionamento público que faz é com a intenção de incentivar o público a se informar antes de fazer escolhas. "Eu não quero que ninguém vote como eu, que tenha a mesma crença que eu, a mesma religião, mas eu gostaria que as pessoas buscassem informação e fizessem as suas escolhas a partir da própria interpretação, da própria opinião”, destacou. 

ANITTA DESABAFA E DIZ QUE ASSUMIU RELIGIÃO APÓS PRESSÃO POLÍTICA | PLANTÃO


Entrevistas em outros canais.

Anitta - EQUILIBRIVM II


UM PONTO DE VISTA CONTRÁRIO E CONTROVERSO  ACERCA DE   UMA DAS OPINIÕES  EXPRESSA POR  ANITTA  NA ENTREVISTA AO SEM CENSURA.

Lamentável a declaração de Anitta no Sem Censura, onde disse que o primeiro livro que leu na vida foi sobre a Vida de Carmem Miranda, já depois de fazer sucesso, justificando que as pessoas mais pobres não têm o hábito de ler. 

Fale ela por si!!! Se ela era de Honório Gurgel, eu e muitos outros jovens viemos e fomos criados no subúrbio, e o hábito da leitura não se dava em razão da situação financeira, mas dos gostos e personalidade de cada um. 

Eu consumi a Biblioteca Pública de Bangu, minha filha. Incluindo a Enciclopédia Barsa. 

Nunca me restringi ao conteúdo que os professores passavam em sala de aula, lia o livro didático todo; e buscava conhecimento em todo tipo de assunto (Arte, Religião, Geografia, Poesia, Física, Esoterismo, Ficção, Romance, Literatura, História Mundial...tudo!)

O Brasil dá oportunidades de crescimento intelectual para todos, basta focar nisso desde cedo, em vez de só pensar em dançar, dar pra meio mundo, beber e ganhar dinheiro. Tudo faz parte da vida, mas educar-se é essencial.

Você só conquista o mundo de verdade quando você vê além, sabe o que existe mesmo antes de estar lá, além do horizonte visível! 

LEIAM, ESCREVAM, PENSEM O MUNDO, DESBRAVEM A VIDA, VIAJEM, VIVAM PLENAMENTE, SEJA lá ONDE ESTIVEREM e SE TORNEM RICOS EM TODOS OS SENTIDOS! 

Página Arte Brasileira no facebook

O que você que nos lê pensa a respeito, deixe sua opinião nos comentários por aqui ou em outros locais onde esse post circule. 





quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Honestino: estudante símbolo da luta contra a ditadura dá nome a ponte, museu e diretório da UnB; cinebiografia estreia nesta quinta. Em Aracaju no Cinema do Centro.


 

Por Akihito Sato, g1 DF

 


Estreia nesta quinta-feira em cinemas de todo o país a cinebiografia "Honestino", com o ator Bruno Gagliasso no papel-título.


O longa dirigido por Aurélio Michiles conta a história do estudante Honestino Monteiro Guimarães, que desapareceu aos 26 anos em 1973, nos anos de chumbo da ditadura militar – e se tornou um símbolo da luta estudantil contra o regime.


Passado mais de meio século, Honestino teve seu desaparecimento reconhecido como crime político, recebeu diplomas póstumos (veja detalhes abaixo) e recebeu homenagens em diversos espaços públicos de Brasília.


Natural de Itaberaí (GO), Honestino se mudou para a nova capital do país no ano na inauguração, em 1960, com a família. Estudou no Centro de Ensino Médio Elefante Branco da Asa Sul e, por breves anos, na Universidade de Brasília (UnB).



Luta estudantil

Desde o ensino médio, Honestino era engajado nos movimentos estudantis. Estudou no Colégio Elefante Branco – apeliidado pelos militares como "elefante vermelho" à época, pelo histórico de resistência. O grêmio estudantil da escola, hoje, leva o nome de Honestino.


Em 1964, transferiu-se para o Centro Integrado de Ensino Médio (CIEM), onde concluiu o ensino básico. Na época, entrou para a organização clandestina Ação Popular (AP).


Pouco depois, aos 18 anos, passou em primeiro lugar para cursar geologia na UnB. Entre os estudos e a luta política, foi preso quatro vezes em ações grevistas e manifestações. Tornou-se, ainda, presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub).


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Em 1968, foi preso na mais violenta invasão à UnB, em 1968 – episódio que ficou conhecido como a "invasão à Feub".


No mesmo ano, foi desligado da universidade. Com a edição do Ato Institucional nº 5, que suspendia a garantia de habeas corpus nos casos de crimes políticos, passou a viver clandestinamente em São Paulo e, depois, no Rio de Janeiro. 


Homenagens na UnB


Em 1997, a UnB rebatizou o Teatro de Arena construído em 1974, que passou a se chamar Teatro de Arena Honestino Guimarães.

Uma placa reconhecendo a história de luta do estudante foi instalada próximo ao Restaurante Universitário do campus Plano Piloto.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB, principal instância de deliberação dos alunos, também é nomeado DCE Honestino Guimarães.

Em 2024, a UnB anulou a decisão que desligou Honestino e realizou cerimônia de outorga post mortem (pós-morte), concedendo o título de geólogo.



Anos na clandestinidade

No Rio de Janeiro, foi eleito em 1971 presidente da União Nacional do Estudantes (UNE). Mesmo vivendo na clandestinidade, Honestino manteve atividades na UNE e na Ação Popular Marxista-Leninista.


Após cinco anos disfarçado, foi preso pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar).


O desaparecimento foi registrado em 10 de outubro de 1973 – data que, hoje, consta no atestado de óbito do estudante.


O corpo de Honestino Guimarães nunca foi encontrado. A morte foi reconhecida em 1996, quando a declaração de óbito foi emitida na esteira da Lei dos Desaparecidos Políticos (1995).


Em 2014, Honestino recebeu a anistia política post mortem.



Símbolo de Brasília

As homenagens a Honestino ultrapassam os registros históricos e os marcos e placas na Universidade de Brasília.


O Museu Nacional de Brasília, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado no Eixo Monumental de Brasília em 2006, também leva o nome de Honestino Guimarães.


Em 2015, o nome do estudante se tornou o centro de uma polêmica: a Câmara Legislativa do DF aprovou a troca do nome da ponte General Costa e Silva – segundo presidente da ditadura militar – pelo nome de Honestino.


A lei foi contestada por moradores e derrubada pela Justiça do DF. O argumento: o tema não tinha passado por audiência pública.


Em 2021, a Câmara do DF aprovou uma nova lei com o mesmo espírito e realizando a audiência pública. Então governador, Ibaneis Rocha (MDB) vetou a troca do nome.


O tema só foi pacificado em dezembro 2022, quando a Câmara do DF derrubou o veto de Ibaneis e promulgou a lei. Desde então, a ponte se chama Honestino Guimarães de modo definitivo.








Ir ao cinema para assistir a um filme como Honestino é um ato que vai muito além do entretenimento. É uma decisão de se engajar ativamente com a história, a memória e a cultura do seu país.

Aqui estão alguns motivos que tornam essa experiência tão importante:

🌊 Uma imersão que não se compara: A tela grande e o som ambiente do cinema criam uma experiência imersiva que nenhuma outra tela consegue replicar. O filme resgata a história de Honestino usando cartas, poemas, imagens de arquivo e depoimentos. Ver isso no cinema permite que você seja envolvido por essa narrativa, sentindo a emoção e a complexidade de uma história que o autoritarismo tentou reduzir a meros números.

📖 Um encontro fundamental com a história: Ir ao cinema é uma declaração de que a história de Honestino Guimarães, e o período da ditadura militar, não podem ser esquecidos. O filme chega em um momento em que o cinema brasileiro revisita esse passado para compreender o presente. Como diz o diretor, o propósito é "não deixar o personagem congelado numa fotografia antiga, mas torná-lo tangível, vivo", injetando "novamente autoestima, um novo acreditar, a esperança de que existe ainda um Brasil possível".

🗣️ Uma experiência coletiva de memória: Ver um filme como este é um ato de resistência e memória compartilhada. O ator Bruno Gagliasso destaca que a história de Honestino "está dentro de todo mundo que luta por justiça, igualdade e democracia". Assistir a ele numa sala de cinema, com outras pessoas, reforça o caráter coletivo dessa memória e a importância de não deixar que histórias como a dele sejam apagadas.

🎬 Apoio ao cinema e à cultura brasileira: A produção é um longa-metragem nacional com um formato híbrido, misturando documentário e ficção. Ao comprar um ingresso, você está apoiando diretamente a cadeia do cinema brasileiro, incentivando que mais histórias nacionais sejam contadas e cheguem às telas. O ator e o produtor do filme reforçam que o Brasil ainda precisa produzir muito mais sobre esse período, em comparação com outros países.

Ir ao cinema ver Honestino é, portanto, uma oportunidade de vivenciar uma história de luta e resistência de forma única, fortalecendo a memória coletiva e o nosso cinema.

Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória (A Legião Dos Esquecidos) (Ao Vivo)