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domingo, 24 de junho de 2018

Conversas curtas com quem gosta de criar e produzir arte e cultura.

+ investimentos em arte e cultura e - despesas com o tratamento da depressão. Uma tendência para se contrapor a outra.
Para quem compreende o papel terapêutico da arte e da cultura, incluindo o papel da prevenção.
Seguindo as pegadas da doutora Nise da Silveira e do Papa Francisco, este último através do programa Schola Ocurrentes ou Escolas de Encontros.


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 Fortalecer nossas identidades para fortalecer o que nos faz únicos e plurais. Além de criativos e unidos.
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"Não se admire se um dia um beija flor disser (...)", que esse que gosta tanto da cultura popular, também aprecia um bom rap.
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Uma das chaves de explicação para o sucesso do golpe, é o enfraquecimento do nosso senso de pertença, das nossas identidades.

sábado, 23 de junho de 2018

Governo Temer e os golpes de morte contra a cultura brasileira.

O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura se manifesta, com veemência, contra a decisão do Governo Temer, contida na Medida Provisória (MP) 841 que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública e reduz drasticamente as participações da cultura e dos esportes na receita das loterias federais. O Fundo Nacional de Cultura que tinha um percentual de 3%, poderá cair a partir de 2019 para 1% e 0,5%, dependendo do caso.

O Fórum repudia essa medida, trata-se de uma decisão altamente grave e equivocada. Uma política de segurança pública sem cultura é só repressão. A política cultural é central no combate à violência e para qualificação dos espaços urbanos e convívio social na perspectiva do desenvolvimento humano, assim como as políticas de esportes que assumem uma função estratégica nas políticas sociais.

Além disso, os cortes na cultura não são recentes e aprofundam uma fragilidade já existente nas políticas culturais, sobretudo a partir de 2016, num contexto de ameaça de extinção do Ministério da Cultura. O Fundo Nacional de Cultura executou em 2017 apenas R$ 27,0 milhões, número bem menor do que o de alguns fundos estaduais. Com a MP 841, o produto da arrecadação das loterias de prognósticos numéricos passa a ser destinado, a depender, de apenas "dois inteiros e oitenta e sete centésimos por cento para o FNC".

Certos da importância de mais fomento às políticas culturais e contra novos cortes, o Fórum repudia essa medida e renova, com ênfase, a afirmação da crescente e urgente necessidade de fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura e ampliação dos recursos do Fundo Nacional de Cultura, instrumentos imprescindíveis para garantir uma política pública descentralizada – equilibrando a concentração excessiva que se verifica na Lei Rouanet – viabilizando a ação federativa no acesso aos bens e serviços culturais no Brasil.
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O desafio de incluir a cultura como direito básico e política pública

Ex-ministro Juca Ferreira considera que setor é atingido não só pelas políticas de austeridade, mas pela falta de visão global dos governos. E vê risco de o país tornar-se "parque temático neoliberal"
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 17/06/2018 10h21, última modificação 17/06/2018 10h22
CC Wikimedia
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Juca Ferreira foi ministro da Cultura dos governos Lula e Dilma e vê a pasta desvalorizada por Michel Temer

São Paulo – Como praticamente todos os setores, a cultura não escapou de cortes impostos por uma política de austeridade implementada pelo atual governo, mas já vinha sofrendo com escassez de recursos. Para um grupo que vem se dedicando a formular propostas no setor, uma mudança só ocorrerá com alteração da "direção política", a partir da qual seria possível "avançar sobre uma agenda de reorganização do financiamento à cultura". Algumas políticas melhoraram o acesso da população, avalia o ex-ministro Juca Ferreira, para quem um dos desafios é consolidar a cultura como política público e direito social básico.

Ele participou recentemente de evento organizado pelo coletivo Brasil Debate e pela fundação alemã Friedrich Ebert Stiftung (FES), para refletir sobre o tema e apresentar propostas que poderão subsidiar o debate eleitoral. Texto do consultor João Brant, ex-secretário-executivo do Ministério da Cultura e ex-secretário municipal em São Paulo, fala em "morte lenta" das políticas federais para o setor, mas aponta saídas, desde que haja "uma reversão completa da trajetória dos últimos anos". Hoje, diz ele, a tendência é "o ministério desaparecer".

Isso chegou a acontecer em maio de 2016. Brant recorda que duas horas depois da posse de Michel Temer foi publicada uma medida provisória extinguindo a pasta. Houve reação da classe artística, levando o governo a recuar. Mas um levantamento organizado pelo consultor mostra orçamento em queda livre. 

"Considerado desnecessário por Temer, prejudicado pelo teto de gastos públicos e desamparado pela falta de empenho de seu ministro em trabalhar por sua recuperação, o Ministério padece em morte lenta. Com ele, morre aos poucos também parte significativa das políticas culturais", escreve Brant. Na prática, segundo ele, há uma perda entre 70% e 80% na chamada área finalística. "Hoje, o MinC tem R$ 100 milhões para executar." O problema não é novo, mas tornou-se mais agudo – no texto, o ex-secretário cita a ação de uma "navalha" em 2015 e de uma "guilhotina" no ano passado.

Ex-secretário de Políticas Culturais do Minc e autor de livro sobre o assunto, Guilherme Varella cita conceito do ex-ministro Gilberto Gil: fazer políticas culturais é fazer cultura. Houve um início de mudança de postura institucional, em um Estado caracterizado pela falta de políticas públicas, em uma discussão que já não era mais apenas sobre orçamento, mas sobre diversidade. "Hoje, não existe capacidade operacional."

Com Gil e Juca, cujas interinidades somam aproximadamente dois anos, o orçamento passou de R$ 476,1 milhões, em 2003, para R$ 1,65 bilhão em 2010. "A perspectiva era de criar uma política de Estado baseada não apenas em fomento a atividades culturais, mas em processos regulatórios e políticas públicas que contribuíssem para o desenvolvimento da cultura em três dimensões: simbólica, econômica e cidadã", escreve Brant. "Estas três dimensões se desdobraram, naqueles oito anos, em ações concretas." Ele cita, entre outras iniciativas, a criação do programa Cultura Viva, do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do PAC Cidades Históricas.

O consultor lembra que o orçamento para o Cultura Viva, que já foi superior a R$ 100 milhões, passou para R$ 32 milhões. E o PAC "respira por aparelhos". Ao mesmo tempo, há um "crescimento significativo" do FSA, "que sustenta grande parte das políticas voltadas para este setor". 

Juca Ferreira avalia que as políticas de austeridades, isoladamente, não explicam a crise na cultura, que não é vista como parte de uma política pública. Ele recorda de conversas difíceis com técnicos da Fazenda e do Planejamento, que se queixavam de "barulho" vindo do Ministério da Cultura. As dificuldades aumentam com o predomínio do capital financeiro. O ex-ministro vê risco de o Brasil se tornar "um parque temático neoliberal".  Mas a questão vem também da própria sociedade. "Só 5% vão a museus, só 13% vão a cinema, (se lê) um 1,7 livro por ano", observa.

O Brasil cresceu sua produção de filmes no pós-Lula ("Fazia menos de 10 por ano, hoje faz mais de 150") e conseguiu zerar as cidades sem biblioteca, mas parte desse avanço se perdeu. Mais de 600 bibliotecas fecharam, aponta Juca, para quem o número pode ser ainda maior. Ele defende que se discuta como a sociedade se relaciona com as políticas culturais. "Não pode haver dicotomia entre acesso à cultura e cultura como mercadoria", diz Juca. Mas a cultura deve ser um bem universal – não como hoje, em que o rico tem acesso a tudo, diz, a classe média tem grande parte e os mais pobres ficam com a TV aberta.

Durante a reunião, foram feitos vários relatos sobre atividades culturais em áreas mais distantes nos grandes centros. "As pessoas não vão não porque não gostam."
registrado."  

XV Fórum do Forró bom demais!


Muito feliz por estar retomando a participação, já fazia um tempo que tinha perdido o interesse, por razões que posso expor em outro momento, mas que de certa forma, já foi objeto de conversa com o idealizador Paulo Corrêa.

O que mais gostei nessa edição foi, pela primeira vez ter tido oportunidade de ouvir uma exposição sobre a relação forró e escola, ou se quiserem com mais amplitude, cultura popular e educação.

Uma exposição realizada a partir de uma boa base acadêmica e com uma vivência muito rica no campo estético-musical, da parte do palestrante, o artista Silvério Pessoa, que também atua no campo da formação de professores, além de já ter tido experiência direta no campo da docência.

De acordo com a apresentação, a escola é um dos locais  principais, que pode evitar a consumação da morte do forró pé de serra ou “tradicional”, entendendo forró não apenas como música, mas também como valores religiosos e de convivência familiar e comunitária, pintura e fotografia, literatura popular, artesanato , comidas e bebidas e etc... 

Diante disso, o que fazer dentro dela então, para que, ao invés dessa contribuir para o assassinato dessa forma de manifestação da cultura popular, entre outras, faça o contrário, contribua de forma vigorosa para revitalizá-lo ou revitalizá-las no seio da escola? 

Para Silvério Pessoa a saída é criar a disciplina obrigatória de cultura popular. Já em minha fala no debate, sugeri que haja um momento para que experiências exitosas que aconteceram e/ou acontecem dentro da escola , no sentido apontado pelo palestrante, possam ter voz e lugar para expor como tornar possível a revitalização do forró e outras manifestações ou expressões das culturas populares.

Um seminário com educadores, arte-educadores e agentes culturais, afim de apontar possibilidades de superação do atual estado de distanciamento das novas gerações, com relação às expressões da cultura popular, mais especificamente com relação ao forró pé de serra ou "raiz".

A defesa que fiz , foi reforçada pelo argumento dos professores serem os mediadores ou multiplicadores que podem colaborar para ampliar o público, que diminui cada vez mais para os artistas brasileiros comprometidos com as nossas memórias, histórias e identidades, incluindo os forrozeiros. 

Em linguagem futebolistica, equivale aos jogadores do meio de campo. Sem estes, vaticinei, reforçando a fala do Silvério Pessoa, será dificil não deixar ou evitar que o forró pé de serra morra, se não por completo, mas reduzido a pequenos nichos de público.

Como experiência, a iniciativa da Caravana Luiz Gonzaga vai à Escola, pode ser uma das que podem ser apresentadas no seminário proposto.

Oxalá! A proposta seja abraçada pela Fundação Cultural de Aracaju (FUNCAJU).

Reportagem da TV Sergipe sobre a abertura do XV Fórum do Forró.
https://a8se.com/…/140733-xv-forum-de-forro-acontece-no-cen…

Zezito de Oliveira - ZdO

youtube.com
Caravana Luiz Gonzaga

P.S.: 1 -  (pós escrito) 

Cada escola possui as suas defesas ou anticorpos capazes de defendê- la da decadència e barbárie a que alguns setores da sociedade querem nos levar. Cabe aqueles que sabem o papel e a importância da boa escola para a constituição de uma sociedade democrática e com mais justiça social, compreender isso, e fortalecer as pessoas e coletivos que estão dentro das escolas fazendo o enfrentamento. 

Entendendo pessoas e coletivos aqui, não apenas  como equipe diretiva e professores, mas  considerando o protagonismo dos alunos, pais e familiares, coletivos e organizações que atuam no campo social e/ou cultural no entorno da escola e etc..

Para isso, proponho  uma espécie de homeopatia educacional, que pense as soluções da escola a partir de dentro e não a alopatia educacional dominante, que trata os problemas da escola de fora pra dentro. 

Aqui tem Paulo Freire, Paulo Freire II, Escola da Ponte e Pontos de Cultura.

P.S.: 2 
E se as escolas fossem vistas como  organismos vivos?
 
 Cada escola sabe a dor e a delicia de ser o que é.

 Cada escola, compõe a sua própria história.
Cada escola carrega em si, o dom de ser capaz, de ser feliz.

P.S.: 3
 
Em 2015, entre os meses de abril a outubro, o professor Renato Janine Ribeiro foi ministro da Educação do Brasil. Em sua coluna desta semana, ele fala sobre seu novo livro, A Pátria Educadora em Colapso, e dos detalhes dessa experiência.

Como ponto positivo, ele destaca a possibilidade que teve de conhecer mais a fundo a educação brasileira e o quanto é um sistema complexo, mas, ao mesmo tempo, muito rico. Entretanto, as dificuldades são enormes. Janine destaca a falta de dinheiro como a principal delas.

Para ele, é empolgante falar sobre o tema educação. “Até hoje, quando vou conversar com as pessoas, se a gente fala de política, as pessoas estão desanimadas. Mas quando falamos com pessoas que têm projetos na área de educação, os olhos delas brilham”, conta.
 Ouça o áudio na íntegra.

P.S.: 4 

  Eu não estou aqui para apontar culpados, mas, que tem alguma coisa errada, aí tem. 

Eu cresci ouvindo as história e vivendo uma realidade que nem se fala mais, me refiro as músicas, onde nós nos reuniámos para cantar e dançar a noite toda ao som dos, imagine os instrumentos: realejo, o inseparável pandeiro, outra figura importante naqueles "bailes", o reco-reco, um atabaque feita de um tronco de árvore e borracha de câmara de ar no lugar do couro. 


Há! ia me esquecendo da rabeca, essa era um sucesso no pagode. Mas,  raramente aparecia uma sanfona, custava os olhos da cara, quem podia comprar uma? Sanfona era artigo de luxo, mas o armônico, popularmente conhecido como pé de bode, ou sanfona de oito baixos, esse sempre aparecia de vez em quando. 

Há! não posso esquecer aqueles cabras que cantavam a noite toda,  para alegrar os amigos sem ganhar um conto de reis, ou seja,  uma pataca,  ditado muito usado na minha Alagoas do meu tempo de criança. 

Essa é parte de nossa história nordestina, nossa cultura,  que clama por uma migalha de atenção. Eu hei de atender seu clamor, espero num futuro próximo, fazer um documentário ressuscitando nossa história, é o máximo que posso fazer, pior é não fazer nada. Tenho uma frase que diz: "Povo sem cultura é povo sem o seu CPF."
 José de La Cierva. Via facebook, respondendo ao artigo acima.

Leia também:
 COLÉGIO SERGIPANO MOSTRA COMO É POSSIVEL CONHECER O NORDESTE ATRAVÉS DO CANCIONEIRO DE LUIZ GONZAGA.

 domingo, 28 de junho de 2015

Sarau Virtual Noites de São João, Noites de Junho



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Play list Canções para um Brasil melhor. Para refletir sobre o Brasil que Queremos a partir das eleiões de 2018.

 A canção é como um mapa ou fotografia mental para um mundo melhor. Se as que apontam para isso,  são pouco tocadas ou ouvidas, então avançaremos pouco.

Vander Lee - Do Brasil







Há nesse momento, uma disputa de vida e morte no congresso nacional. Trata-se da votação do pacote do veneno, tão nefasto e criminoso, que recebeu até, indicação da ONU para não ser votado, como apresentado pela bancada dos parlamentares conhecidos como ruralistas ou do agronegócio, além de seus apoiadores.

Enquanto cidadãos , podemos contribuir com o abaixo assinado contrário e conhecer a respeito de quem são e como agiram e agem os deputados e senadores ligados ao agronegócio. Buscando expô-los a opinião pública para não serem reeleitos, assim como àqueles por eles apoiados


Para saber mais sobres os males causados por estes, trazemos as duas canções abaixo. Ouça e propague as duas canções. Compartilhe o abaixo assinado. Busque acompanhar quem está decidindo o seu futuro no congresso nacional. 


Chico César - 14. Reis do Agronegocio
https://www.youtube.com/watch?v=0mtvwidXP_4
Demarcação Já!
https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac
Assine:
https://www.chegadeagrotoxicos.org.br/

youtube.com
Faixa 14 do disco Estado de Poesia (2015)
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 EUA e UE invadem e saqueiam os países pobres e/ou emergentes, e não querem refugiados ou imigrantes dentro das suas fronteiras.
Neste dias dos refugiados, três canções:
Diáspora - Tribalistas (clipe oficial)
https://www.youtube.com/watch?v=K0dDSRbpRHQ
Luedji Luna - Um Corpo no Mundo
https://www.youtube.com/watch?v=V-G7LC6QzTA
Chico Buarque - "As Caravanas" (Vídeo Oficial)
https://www.youtube.com/watch?v=6TtjniGQqAc

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Francisco. O Papa Coragem!

domingo, 17 de junho de 2018

É preciso cultura para cuspir na estrutura, já dizia Raul Seixas.



Há cerca de cinco anos atrás, reencontro nos corredores do Sebrae Aracaju, Edilson Nascimento,  um dos mais importantes consultores na minha formação  como agente/produtor cultural, bem como de outras pessoas que participaram de uma iniciativa que ficou conhecido como Consórcio Cultural, realização dos tempos em que fui diretor do Complexo Cultural “O Gonzagão”,  no período compreendido entre 2007 e 2009.

Ao perguntar-lhes sobre o que estava fazendo,  ele me disse que estava trabalhando na consultoria em um projeto no formato “consórcio de municípios”  voltado para o incremento das potencialidades culturais e econômicas do local, na região do baixo  São Francisco, iniciativa que contava com recursos vultosos por parte do governo federal, mas que ele  temia a  continuidade nos termos como estava desenhado. Perguntei as razões e ele repetiu palavras de uma conversa que tivemos  quando nos conhecemos:

- Percebo um grande déficit de formação educacional e cultural da parte dos agentes dos municípios envolvidos, mesmo àqueles ligados ao poder público. Temos um grande nó ou gargalo para o avanço de iniciativas socioeconômicas e socioculturais em nosso estado, as limitações do capital humano.

Estas palavras,  me vem  a lembrança nestes dias que correm, quando  recebemos os ventos negativos do noticiário que sopra de Brasilia, como se não bastasse a situação local. Trata-se da drástica redução dos recursos da loteria destinados ao Fundo Nacional de Cultura. O  que me fez imediatamente  parafrasear   o bordão do então candidato a deputado federal Tiririca, “pior que está, fica!”, quando comentei com um amigo a respeito da noticia.

Por outro lado, o diagnóstico de Edilson Nascimento, lança um desafio, que é antigo, para todos àqueles que estão envolvidas com a cadeia produtiva da cultura em Sergipe. O quanto estamos maduros e conscientes,  para compreendermos a necessidade de somarmos com outros agentes/produtores culturais, tanto individualmente, como coletivamente, para  conseguirmos ultrapassar uma série de barreiras e limitações no campo dos recursos humanos, materiais e financeiros?

Assim também, o  quanto temos clareza da necessidade de investirmos tempo e recursos financeiros para aprimorarmos as nossas competências e habilidades, não apenas àquelas ligadas ao caráter estritamente técnico, como também ao campo das humanidades, aqui entendido como o universo do que trata a arte, a história, a antropologia, a sociologia, a filosofia, a literatura e etc.? 

Neste sentido, lembro  uma inciativa recente que estamos batalhando junto com outras pessoas, as produtoras culturais colaborativas, uma ação para tempos de vacas magras, como o que estamos vivendo, como para àqueles de vacas gordas, que esperamos viver novamente , quando passar esse temporal ou tempestade, o que esperamos não demore muito.

Oxalá! Essa compreensão já esteja sendo alcançada por nossos pares.  Do contrário, é prosseguir repetindo o ciclo da cultura de relacionamentos e convivência, muito  bem descrito na canção “Bomfim”, do grupo Naurêa.

Zezito de Oliveira - Educador e Agente/Produtor Cultural.



Bomfim

É muito chão, é muito sol
Muito sinal, muito desdém
É muito mais além
É muito santo e proteção
Muito trabalho e oração
É muita perdição
É muita dor, muito suor
Muito swing e carnaval
É música afinal
É muito frio, muito calor
Muito pedir, tanto favor
Bondade mata, meu senhor, iô iô iô
No fim a gente ganha
Bomfim a gente ganha
Sim senhor 2x
Minha menina
Estrela matutina
Brinco sem dinheiro
Como é bom ser brasileiro
Minha menina
Estrela matutina
Vivo só brincando
Como é bom ser sergipano

Não Fosse o Cabral


Raul Seixas






Tudo aqui me falta
A taxa é muito alta
Dane-se quem não gostar...

Miséria é supérfluo
O resto é que tá certo
Assovia que é prá disfarçar...

Falta de cultura
Ninguém chega à sua altura
Oh Deus!

Não fosse o Cabral...Por fora é só filó
Dentro é mulambo só
E o Cristo já não güenta mais
Cheira fecaloma
E canta La Paloma
Deixa meu nariz em paz...

Falta de cultura
Ninguém chega à sua altura
Oh Deus!
Não fosse o Cabral...

E dá-lhe ignorância
Em toda circunstância
Não tenho de que me orgulhar
Nós não temos história
É uma vida sem vitórias
Eu duvido que isso vai mudar...

Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
E que culpa tem Cabral?...