sábado, 10 de outubro de 2026

NOTA DE SOLIDARIEDADE COM DOM VICENTE FERREIRA E CNBB POR JUSTIÇA E DEMOCRACIA NO BRASIL

“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós!”

(Mateus 5, 11-12)

Jesus viveu a Boa Nova em todos os espaços de seu tempo: na relação com a economia, com a tradição, com a sociedade, com a política e com a religião de sua época. Esteve sempre a caminho, com quem andava perdido ou marginalizado. Culminando, dá a vida numa entrega total em Jerusalém. Mostra que a Boa Notícia do Reino se manifesta em todas as realidades da vida!

Dom Vicente Ferreira, bispo de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, vem fazendo o mesmo: trazendo o Evangelho para as várias situações e realidades que enfrenta o Brasil. Um seguidor de Jesus Cristo! Jesus anunciou a Boa Nova junto às situações de injustiça, exploração e egoísmo, e questionava essas estruturas. Por isso, recebeu perseguição e sofreu críticas de quem ganhava com a exploração do povo e com a injustiça. Seus perseguidores chamam Jesus até de “Belzebu” e o ameaçaram muitas vezes de morte. Contudo, do Povo de Deus recebeu admiração, às vezes surpresa, mas em geral, amizade e seguimento.

Da mesma forma, Dom Vicente e a CNBB vêm recebendo ataques com xingamentos e terrível agressividade por um indivíduo de extrema direita, condenado e foragido da Justiça brasileira, que se esconde atualmente nos Estados Unidos. Isso evidencia que Dom Vicente está do lado dos mais sofridos, no caminho de Jesus, denunciando situações que espezinham o povo e favorecem os que usurpam a vida dos mais pobres e vulneráveis, os quais encontram em suas palavras e atitudes esperança para seguir nas lutas diárias.

Sobre os ataques, o bispo Dom Vicente de Paula Ferreira recorreu à Justiça contra as ofensas e agressões nas redes sociais, as quais atingem também posições embasadas no próprio Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. De acordo com a ação judicial solicitada, as manifestações dirigidas contra o bispo teriam “ultrapassado os limites da crítica e da divergência, assumindo caráter pessoal, religioso e ofensivo, com conteúdo que atinge sua honra e dignidade”. Os ataques foram publicados em diferentes plataformas digitais, ampliando o alcance das acusações e dando maior dimensão às manifestações questionadas na Justiça.

As críticas que Dom Vicente Ferreira e a CNBB recebem não vêm do povo, mas de um indivíduo que representa interesses do sistema financeiro, das mineradoras e de megaempresários que, frequentemente, querem usurpar o direito dos pobres e ferir a integridade da Criação. Nós, abaixo-assinados, trazemos a comunhão e o apoio de tantos que encontram em suas palavras e atitudes a favor da justiça e da verdade respostas a esta realidade brasileira e coragem para seguir lutando pelos direitos conquistados com muita luta e fé em Deus, que quer a vida digna para todos!

Coragem, Dom Vicente Ferreira, não deixemos cair a profecia!!

Brasília/DF, 6 de outubro de 2026.


Assinaturas

CBJP – Comissão Brasileira Justiça e Paz

CJP Regional Sul 1 – CNBB – Estado de São Paulo

CJP de Brasília/DF

CJP de São Paulo

Movimento Nacional Fé e Política

Vida e Juventude – Centro Popular de Formação da Juventude

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Santarém/PA

Pastoral Fé e Política da Diocese de Campo Limpo – SP

Pastoral da Sobriedade, Bandeira – MG

CEBs, Belém – PA

CNLB Regional Oeste 1, Campo Grande – MS

Pastoral Idosos e Situação de Rua, São Paulo

CEA – Centro de Estudos e Assessoria, Brasília

Cáritas Diocesana de Caetité/BA

Conselho Indigenista Missionário – CIMI Nacional, Brasília/DF

Comunidade São Lucas, Assurini, Altamira – Pará

Movimento Laudato Si, Jacareí/SP

CEBs de Tanque Novo, Bahia, Diocese de Caetité

Movimento Fé e Política do ABC, São Bernardo do Campo – SP

CNLB Diocese de Governador Valadares – MG

Pastoral Missionária Dominicana; MECE e Ministério da Música, Belo Horizonte – MG

Rede Rua, São Paulo

Pastoral Familiar da Paróquia de São Francisco de Assis – Guanambi, Diocese de Caetité/BA

Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Brasília/DF

Fé e Política de Valença – BA

Movimento Saúde São Paulo Cidade, São Paulo

Missionários do Carisma Cordimariano – FCIM, Fortaleza/CE

CEBs e MAM – Movimento dos Atingidos pela Mineração MG, Manhuaçu – MG

CJP – Diocese de Caraguatatuba/SP

Pastoral da Criança e Cáritas Tobias Barreto/SE

OFS-MA – Ordem Franciscana Secular, Lago da Pedra/MA

Comunidades Eclesiais de Base – Paróquia Coração Eucarístico de Jesus, São José dos Campos/SP

Paróquia São Francisco de Assis, Paraná

Área Pastoral do Assurini, Senador José Porfírio/Pará

Articulação Fé e Política Bahia, Salvador – BA

Movimento Laudato Si, DF

Pastoral da Criança, Pindaí – Bahia

CJP Diocese de São José dos Campos/SP

Pastoral Carcerária Nacional

Pastoral Carcerária no RS, Passo Fundo – RS

Revista Casa Comum, São Paulo

Pastoral da Ecologia Integral, Campanha/MG

Comissão de Promoção Humana e Ecologia Integral, Diocese de Sete Lagoas – MG

Capítulo Laudato Si São Paulo, São Paulo

Pastoral Familiar Paróquia São Francisco de Assis, Manaus/AM

Prelazia de São Félix – MT, Porto Alegre do Norte – MT

Comissão Sociopolítica Diocesana, São José dos Campos

Comissão Socioambiental da Diocese de São José dos Campos/SP

Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória – ES

Pastoral da Moradia e Favela Nacional

Comissão Episcopal para Ecologia Integral e Mineração – CEREM Leste-2, BH/MG

Fraternidade São Francisco de Assis (OFS), São José dos Campos/SP

Diocese de Roraima

Cáritas da Diocese de Livramento, Barra da Estiva – BA

Irmãs de São Francisco da Providência de Deus, São Paulo

Cáritas Diocesana de Araçuaí/MG

Santuário Santa Cruz da Reconciliação, São Paulo

Missionários Combonianos, Açailândia/MA

Grupo Igreja em Saída (BA/CE/GO/SP/SC/MG)

CNLB NE4, Uruçuí – Piauí

OSC Ação Cultural – Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, Aracaju/SE

Escola Fé e Política, Pastoral de Leigos, Alta Floresta D’Oeste/RO

OFS – Regional Norte III Pará Oeste, Santarém/Pará

Coletivo Transpassando e Laboratório de Violência Política (ambos da UEC), Fortaleza/CE

Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, Arquidiocese de Vitória – ES

Comissão Justiça e Paz da Diocese de Colatina – ES

Pastoral Carcerária Nacional, Palhoça – SC

Escola de Fé e Cidadania Ir. Dorothy Stang, Altamira – PA

Pastoral Catequética, Varginha – MG

REPAM-Brasil

Pastoral da Sobriedade – Nacional

FGAS – Federação dos Grupos de Autoajuda da Sobriedade, Volta Redonda/RJ

PJMP Nacional, Parnamirim – RN

Irmã Inês da Costa Camargo, São Paulo

Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB Nacional, Brasília/DF

CRB Nacional


Pastoral dos Povos em Situação de Rua, Martins Soares – MG


CEBI Juiz de Fora – MG


Núcleo de Ação pela Reforma Agrária – NARA, São José do Rio Preto/SP


MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos, Juiz de Fora/MG


Pastoral Afro-Brasileira, Belo Horizonte/MG


Comissão do Meio Ambiente – Animadores Laudato Si MG


Pastoral da Saúde, Colniza – MT


Comissão Continental de JPIC, Instituto Missões Consolata, São Paulo/SP


Pastoral da Ecologia Integral – Regional Sul 1 – CNBB, São Paulo


Ordem de São Bento, Garanhuns – PE


Associação Aritagua, Ilhéus – BA


Pastoral da Saúde Nacional, Brasília/DF


Associação Franciscana de Proteção à Natureza, São Paulo


Associação Pastores Dabo Vobis, Bahia


Comissão Episcopal para Ação Missionária, Brasília/DF


JPIC – Assunção, Argentina


OFS – Paróquia São Francisco de Assis, Guarulhos/SP


CEBI RN, Portalegre – RN


Cáritas Diocesana de Itabira, João Monlevade – MG


Associação dos Movimentos de Moradia da Região Sudeste


CEBs Colombo – PR


CEBs, Penedo – AL


FIAN Brasil, Brasília/DF


CJP – Diocese de Cachoeiro de Itapemirim – ES


Laicato da Paróquia São João Batista de Galileia – MG, Diocese de Governador Valadares/MG


Ordem Franciscana Secular, SP


MOBON – Movimento Boa Nova, Dom Cavati – MG


Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, São Paulo


Escola de Fé e Política do MOBON, Dom Cavati – MG


Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Caraguatatuba – SP


Comissão Pastoral da Terra – Anapu/PA


CNLB Regional Sul 1, Guarulhos – SP


CNLB Diocese de Guarulhos, São Paulo


Ordem Franciscana Secular, São Paulo/SP


CEBI – Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, Lajes Pintadas – RN


Pastoral da Moradia/Movimento de Moradia da Região Sudeste, Cidade de São Paulo/SP


Movimiento Cuidadores de la Casa Común – Burzaco, Alte. Brown, Pcia. de Buenos Aires, Argentina


União Nacional por Moradia Popular, São Paulo/SP


Fórum Socioambiental da Zona Oeste RJ, Rio de Janeiro/RJ


Movimento Sem Terra Leste 1, São Paulo/SP


Grupo de Fé e Política da Paróquia de Santa Efigênia – BH/MG


CNLB Paróquia São José Operário, Governador Valadares – CNLB


Pastoral da Pessoa Idosa, Belo Horizonte/MG


Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais


OFS – Ordem Franciscana Secular, Guarulhos – SP


Ordem Franciscana Secular do Brasil – OFS


CIMI Regional Leste, Belo Horizonte – MG


MLMP – Movimento de Luta Por Moradia Popular, Natal – RN


União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior – UMMSP Estadual


Comunidade Eclesial de Base, Santarém/Pará


Associação Elisabeth Bruyere, Projeto Social, Guarulhos – SP


Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Camara (Cefep/CNBB)


Campanha contra Violência no Campo, Brasília/DF


CORES – Coletivo Resistência de MG, Belo Horizonte/MG


Associação Nacional de Presbíteros do Brasil


Organização Santas Missões Populares, Belém/Pará


Rede Jubileu Sul Brasil


Movimento Fé e Política Padre João Cribbin, Rio de Janeiro/RJ


Deputado Federal Padre João, Belo Horizonte/Brasília


Pastoral da Moradia, São Paulo, região Ipiranga


CEBs/Pastorais Sociais/CF de Caraguatatuba/SP


Pastoral Afro-Brasileira, Diocese de Cachoeiro de Itapemirim – ES


Pastorais Sociais – Arquidiocese de Chapecó/SC


Cátedra de Sagradas Escrituras, Curitiba – PR


Comissão de Justiça e Paz da Família Dominicana do Brasil, Goiânia/GO


Pastoral da Ecologia Integral – RJ


Comitê Caridade e Ciência, Rio de Janeiro


Deputado Estadual Leleco Pimentel, Belo Horizonte/MG


Comissão Pastoral da Terra Regional Maranhão


Pequenas Irmãs da Divina Providência, Belo Horizonte – MG


Grupo Fé e Política – Paróquia Nossa Senhora das Mercês, Curitiba/PR


CEBs Arquidiocesana, Vitória da Conquista – BA


Pastoral da Juventude de Brasília, Distrito Federal


CEBs Arquidiocese da Paraíba, João Pessoa/PB


Centro de Estudos Bíblicos – CEBI-AM/RR


CEBI – Centro de Estudos Bíblicos, São Leopoldo/RS


Central Pró Moradia Suzanense – CEMOS, Suzano/SP


Escola de Cidadania José de Souza Candido, Diocese de Mogi das Cruzes – SP


Movimento Projeto de Lei Mais Mulheres na Política, São Paulo/SP


Juventude Franciscana do Brasil – JUFRA, Rio de Janeiro/RJ


Conferência dos Religiosos do Brasil, Brasília/DF


Comunidades Eclesiais de Base – CEBs – Regional Leste 2, Belo Horizonte/MG


Movimento Igreja em Saída, Fortaleza/CE


Pastoral do Povo de Rua Dom Fernando, Goiânia


Movimento Fé e Política/ES, Vila Velha – ES


Articulação Comboniana de Direitos Humanos, São Paulo


Grupo de Fé e Cidadania – Santuário Santa Cruz da Reconciliação, São Paulo


Província dos Missionários Combonianos do Brasil, São Paulo


Paróquia de Santa Bárbara, Arquidiocese de Feira de Santana


Pastoral Carcerária da Paraíba, Diocese de Guarabira


CEBI Pará


Irmãs Franciscanas de Maristella, Recife – PE


Movimento Mãe Rainha, Juazeiro/BA


Irmãs de Notre Dame de Namur – Província do Brasil, Belém/PA


Comissão Brasileira Justiça e Paz – Regional Nordeste-1, Fortaleza/CE


Pastoral da Sobriedade, Suzano/SP


CEBs/Fé e Política, Minas Gerais


Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Belo Horizonte – MG


Comissão Diocesana dos Diáconos Permanentes, Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano – MG


Coletivo Diáconos pela Vida, Belo Horizonte – MG


Fórum Inter-religioso da Grande BH, Belo Horizonte – MG


CJP da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE


Congregação das Mensageiras do Amor Divino, Aparecida/SP


Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Cuiabá – MT


Movimento Afro Esmeraldense, Esmeraldas – MG


Capelania dos Reinados Negros da Arquidiocese de BH – MG


Pastoral do Menor, São Miguel do Guaporé – RO


Serviço Pastoral dos Migrantes, São Paulo/SP


Movimento Focolare, BH/MG


Fraternidade Leiga Charles de Foucauld, São Paulo/SP


Catequese, Ananindeua – PA


Congregação das Irmãs da Divina Vontade, São Paulo


Pastoral da Ecologia Integral – Arquidiocese de Campinas – SP


Jesuítas, Ceará


Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental – FMCJS, Brasília/DF


Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais (CONIC-MG), Belo Horizonte/MG


Pastoral da Ecologia Integral, Itapira/SP


Pastoral dos Nômades do Brasil, Eunápolis/BA


Irmãs Sacramentinas de Bergamo, Belo Horizonte


CEBs e Movimento Negro, Tanquinho – BA


AFES – Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade, Uberlândia/MG


PJ de Mogi das Cruzes – SP


Pastoral da Criança, Caém – BA


Paróquia Santa Catarina de Alexandria, Rio de Janeiro


Joanita Alves Ferreira, Feira de Santana – BA


Escola de Educação do Campo Sebastião dos Santos Quaresma, Belém/Pará


Movimento de Preservação de São Sebastião – MOPRESS, São Sebastião/SP


COMIDI – Conselho Missionário Diocesano, Diocese de Cametá – PA


CPT – Comissão Pastoral da Terra, Goiânia – GO


Cáritas Arquidiocesana de Natal – RN


CEEM – Comissão Episcopal Especial para Ecologia Integral e Mineração


CFFB – Conferência da Família Franciscana do Brasil, Brasília/DF


Cong. Ordem Terceira de S. Francisco de Maria Imaculada, Aparecida de Goiânia – GO


Cáritas Diocesana de Nova Friburgo, Rio de Janeiro


UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes/RJ


Fórum Antirracista de São Bernardo do Campo


Projeto Meninos e Meninas de Rua, São Bernardo do Campo


ECC, Diocese de União da Vitória – PR


Pastoral da Terra CPT, Campos dos Goytacazes – RJ


Comunidade Eclesiastes de Base, Tamboril – CE


Pastoral da Saúde de Porto União – SC


Pastoral Operária, União da Vitória e Porto União – SC


Associação Afrocultural Tricordiana, Três Corações – MG


UNE – União Nacional dos Estudantes, União da Vitória – Paraná


Rede Um Grito pela Vida, Prelazia de Itacoatiara – AM


Grupo Bíblico de Reflexão e Pastoral da Educação, Guaranésia – MG


Congregação Ordem Terceira de Maria Imaculada, Aparecida de Goiânia – GO


ATERA – Assoc. Taboqueanos Extrativistas e Ribeirinhos do Araguaia, S. Félix do Araguaia – MT


Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos do Brasil, Brasília



(2) Juventudes na lura pela democracia e liberdade nos anos em 1980 e 2016/2026. E vamos à Luta e Ainda Aqui Sonhando.

 🎵 "E Vamos À Luta" (1980): A Fé na Juventude e o Início da Redemocratização

Gonzaguinha lançou "E Vamos À Luta" em 1980, no álbum De Volta ao Começo, período em que o Brasil iniciava a abertura política após 16 anos de ditadura militar. A música se tornou um hino de resistência e uma ode à esperança num futuro democrático.

A letra exalta a juventude que não foge da luta e constrói a "manhã desejada", recusando a nostalgia e a passividade. Gonzaguinha via a luta como algo que não terminava com o fim do regime, mas que apenas começava, pois ainda havia muito a conquistar em termos de cidadania plena.

Conexão com o momento histórico:

A canção embalou o processo de redemocratização e, mais tarde, a eleição presidencial de 1989 — a primeira direta após a ditadura —, disputada entre Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva. Collor representava um discurso de modernização conservadora e liberal, enquanto Lula encarnava a proposta de um Estado democrático popular e de inclusão social. A "fé na rapaziada" de Gonzaguinha expressava a confiança de que a nova geração saberia escolher o caminho da democracia participativa, embora a disputa tenha sido marcada por forte polarização.




Leo Cavalcanti - Ainda Aqui Sonhando (Video Oficial)

🎶 "Ainda Aqui Sonhando" (2018): A Solidão em Meio ao Fascismo à Solta

Leo Cavalcanti compôs "Ainda Aqui Sonhando" em 2016, quando o Brasil enfrentava uma crise política, econômica e social que desembocaria na ascensão da extrema-direita. A música foi lançada em 2018, em pleno clima de golpe contra Dilma Rousseff e campanha de Jair Bolsonaro, e se tornou um lema da luta contra o fascismo que assombrava o país.

A letra alterna entre o caos externo — "o mundo explodindo", "fascismo a todo vapor", "medo, ignorância e dor" — e a dor íntima de um amor não correspondido. O eu-lírico está solitário, sonhando, enquanto o mundo desmorona. A canção capta o dilema do individual versus o coletivo: como resistir politicamente quando o próprio interior está devastado?




Conexão com o momento histórico:

A música dialoga diretamente com a eleição presidencial de 2026, disputada entre Flávio Bolsonaro e Lula. De um lado, o filho de Jair Bolsonaro representa um projeto autoritário , com ataques constantes às instituições, à imprensa e ao sistema eleitoral; de outro, Lula encarnava a defesa da democracia constitucional e dos direitos sociais. A letra de Leo Cavalcanti expressa o medo e a solidão de quem vê o fascismo se espalhar enquanto tenta manter viva a chama do amor e da criação artística. A pergunta implícita é: como sonhar quando o mundo está em chamas?

Ambas nascem da urgência histórica: Gonzaguinha escreve quando a ditadura agoniza e a esperança de um Brasil democrático se abre; Leo Cavalcanti escreve quando a democracia recém-conquistada se vê novamente sob ataque. Se a primeira canta a força da coletividade, a segunda expõe a fragilidade do indivíduo diante do mesmo inimigo — o autoritarismo —, mas agora travestido de "fascismo a todo vapor".

A ligação mais profunda está na recusa em desistir. Gonzaguinha acredita na "rapaziada que segue em frente"; Leo Cavalcanti, mesmo arrasado, ainda está aqui sonhando. Em tempos de disputa entre projetos de democracia, ambas as canções lembram que a resistência — seja nas ruas, seja no quarto — é sempre um ato político.



sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Venceu a astúcia interesseira do machado. Dom Itacir Brassiani

 

O Brasil se define como uma república democrática. República (“coisa pública”) é uma concepção de Estado baseado na igualdade de todos perante a lei, na alternância do exercício de governo, na independência dos poderes, na soberania do povo e na busca do bem comum. Democracia (“poder do povo”) é um sistema de governo no qual o poder político pertence ao povo, que o exerce diretamente ou mediante representantes que elege livremente.

No último domingo, o Brasil foi às urnas para escolher os cidadãos e cidadãs aos quais vai delegar seu direito de elaborar e aprovar leis e executar políticas que atendam seus interesses e assegurem a plena cidadania política e social a todos os cidadãos. Tanto os meios de comunicação social como os próprios agentes políticos e as autoridades constituídas gostam de proclamar em alto e bom tom que esta foi uma grande celebração da democracia.

Longe de mim negar o valor do voto universal e das eleições periódicas, transparentes e livres. O voto do empresário tem o mesmo peso que a escolha do operário. A vontade do militante vale tanto quando o voto de protesto do indiferente. Em tese, estamos livres dos sistemas autocráticos e monocráticos, pois a independência e a harmonia entre os poderes estão asseguradas. Sim, as eleições são uma grande e bela festa da democracia!

Mas, para que seja real e não uma mera formalidade, a democracia tem alguns pressupostos. E o primeiro elemento que o efetivo exercício da democracia supõe é a correta compreensão daquilo que chamamos povo e da sua vontade objetiva. Povo não é um conceito fluido e indiferenciado, mas uma maioria qualificada que se diferencia e opõe àquilo que chamamos elites (econômica, cultural, financeira, política). O poder emana dele, e está a serviço dele.

Quanto à vontade objetiva e legítima do povo, não podemos presumir ingenuamente que seja aquilo que se revela no resultado das urnas. Uma coisa é a vontade objetiva, que coincide com suas necessidades e direitos fundamentais (à vida, à liberdade, ao trabalho, à saúde, à educação, à segurança, ao bem-estar, etc.); outra é a vontade subjetiva, que sofre influência dos medos (reais ou produzidos), das ambições e das manipulações da cultura e da mídia.

O resultado das urnas reflete esta vontade manipulada pela grande mídia e pelas big techs. Mais de 90% dos brasileiros deploram a corrupção, mas os envolvidos no caso Master foram eleitos! 80% querem o fim das bets e 70% querem o fim da escala 6x1, mas os candidatos que as defendem foram os eleitos! Os trabalhadores e aposentados lutam por aumento de salários e pensões, mas elegeram políticos que são contra. As árvores da floresta tombam uma a uma, mas o machado as convenceu que é uma delas por ter o cabo de madeira...

Dom Itacir Brassiani, M.S.F.

É o atual bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS). Nascido em Soledade (RS) em 1959, iniciou a vida religiosa na Congregação dos Missionários da Sagrada Família, onde se ordenou sacerdote em 1987. É graduado em Filosofia e Teologia, com mestrado em Teologia Sistemática pela Faculdade Jesuíta (FAJE). Ao longo de seu ministério, destacou-se pela atuação na Pastoral de Rua e por cargos de liderança, tendo sido superior provincial da América Latina da M.S.F. Nomeado pelo Papa Francisco, foi ordenado e tomou posse como o quinto bispo da diocese gaúcha em 29 de setembro de 2024, atuando também como bispo referencial da Comissão Pastoral da Ação Sociotransformadora no Regional Sul 3 da CNBB. Ver menos

https://itacir-brassiani.blogspot.com/

(1) Que a (s) sua (s) melhor (es) companhia (s) esteja (m) ao seu lado para defender a democracia e uma nação solidária, tomara. duas canções para relaxar e comprometer.. Melim e Alceu Valença.

Desejo a vocês o que há de melhor: a minha companhia pra não se sentir só, porque o meu melhor lugar sempre são vocês que acreditam e lutam para o bem viver . Tomara, meu Deus, tomara que tudo que nos separa não frutifique, não valha, e que tudo que nos amarra só seja amor, malha rara. Neste segundo turno, o convite é pra gente se encontrar numa nação solidária, sem preconceitos, onde a vida boa, a brisa leve e a paz sejam direito de todos. Se as águas da Guanabara escorrem na minha cara, que escorram também o compromisso com uma nação como nós — que o seu compromisso e comprometimento seja o meu abrigo e que as nossas melhores companhias estejam ao lado da democracia. Meus amores, por favor, vem votar comigo: no dia 25 de outubro, 13. A razão da minha felicidade é ver o Brasil continuar sendo governado por um presidente solidário , com os mais ricos pagando imposto de renda e povo não pagando de otário . Tomara, meu Deus, tomara.

Zezito de Oliveira














Eu acredito na rapaziada? Manoel Godoy (*)

“Eu acredito é na rapaziada, que segue em frente e segura o rojão.

Eu ponho fé é na fé da moçada, que não foge da fera e enfrenta o leão"

Eu vou à luta é com essa juventude, que não corre da raia a troco de nada”, cantava o saudoso Gonzaguinha. Porém, vendo o quadro dos mais jovens eleitos em 2026, também acredito, pero no mucho. 



Entre os mais jovens estão Alvinho Lira (PP de Alagoas) com 20 anos, seguido por Ana Elisa (PT-MG), Sandro Filho (PP-BA) e Natália do Júnior Garimpeiro (União-MA), todos com 21 anos. Ana Elisa e Sandro foram eleitos deputados federais; Natália, deputada estadual. Na sequência aparecem Tulio Rezende (MDB-MA) e Samuel Caires (PL-MG), ambos com 22 anos, eleitos deputados estaduais. 

O mais jovem deles é filho da velha raposa Arthur Lira; Túlio Rezende é de família política tradicional do Maranhão; Samuel Caires já era vereador de Janaúba e se apresentou como candidato do Níkolas Ferreira, de 30 anos. 

O que vemos é que essa garotada representa o presente/futuro da política nacional com apenas Ana Elisa representando a esquerda e os demais jovens todos da direita tradicional. É bem o retrato do atual Congresso. O que vemos é uma juventude muito mais voltada para a dimensão conservadora da sociedade, assim como na Igreja. Como cantávamos: Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. 

Podemos dizer que uma grande parcela desacreditou das perspectivas de mudança e se apegou ao que julga mais seguro. Com exceção de Ana Elisa, filha de mãe solo, devota de Santa Efigênia, por causa de sua ligação com a religião de matriz africana. Estudante de direito, pretende lutar pelas causas do povo negro e das mulheres.

Quantas vezes, em nossos encontros, muita gente afirma que só vê cabeça branca. Pois é, basta olhar com mais cuidado e você terá a resposta para a pergunta: onde está a juventude? Esta não tem mais fôlego para nossas reunião ou encontros que visam grandes reflexões. É a geração TikTok, de contatos e relacionamentos pragmáticos e instantâneos. É urgente mudarmos os nossos registros, se quisermos nos manter conectados com as juventudes da geração nativa digital. O que teremos nas novas décadas que se avizinham? Nem os mais chegados à adivinhação se arriscam a fazer afirmações categóricas. Quem viver, verá! 

(*) É um renomado teólogo, professor e sacerdote católico brasileiro, especialista em Teologia Pastoral e defensor de uma Igreja descentralizada e sinodal, alinhada ao Papa Francisco. Mestre em Teologia, ele leciona na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) em Belo Horizonte e no CEBITEPAL na Colômbia, além de possuir forte atuação digital no YouTube e engajamento junto a movimentos populares e pastorais sociais.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Começou! Mesmo sem o resultado da eleição presidencial do segundo turno. Projeto do Dep. Fed, Cap. Augusto (PL) de São Paulo propõe extinguir a ANCINE

 



🎬 O Momento Virtuoso do Cinema Brasileiro

O cinema nacional vive um ciclo de crescimento e reconhecimento internacional sem precedentes. Dados oficiais demonstram essa vitalidade:

Reconhecimento Internacional: O filme "Ainda Estou Aqui" conquistou o primeiro Oscar da história do Brasil em 2025, na categoria de Melhor Filme Internacional. Em 2026, "O Agente Secreto" venceu prêmios importantes em Cannes e no Globo de Ouro, além de ter recebido indicações ao Oscar.

Desempenho de Mercado: A participação do cinema brasileiro nas bilheterias saltou de 3,3% em 2023 para cerca de 10% em 2024-2025. Em 2025, 367 filmes nacionais foram exibidos, atraindo mais de 11 milhões de espectadores e ocupando um número recorde de salas.

Investimento e Produção: Em 2025, o setor recebeu R$ 1,41 bilhão em fomento, o maior volume da série histórica, um crescimento de 179% em relação a 2021. Atualmente, 1.556 projetos estão em execução com recursos públicos desembolsados.

Expansão: O parque exibidor atingiu o recorde histórico de 3.544 salas em operação, alcançando 12 novos municípios.

Esse cenário é frequentemente descrito como uma "convergência virtuosa" entre políticas públicas, investimento qualificado e talento criativo. A Variety e outros veículos internacionais associam esse sucesso diretamente aos investimentos e à recomposição das políticas públicas de fomento no setor.

🏛️ O Papel Estrutural da ANCINE

A ANCINE não é um órgão meramente burocrático; ela é a espinha dorsal institucional que viabiliza esse ecossistema. Suas competências são indissociáveis do funcionamento saudável do mercado:

Fomento: A agência é responsável por executar a política nacional de fomento ao cinema, gerindo os recursos de fundos como o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e as Leis de Incentivo.

Regulação e Fiscalização: Cabe à ANCINE regular e fiscalizar o mercado, garantindo o cumprimento de leis como a Cota de Tela e as obrigações do setor, além de combater a pirataria. Isso cria um ambiente de negócios previsível e equilibrado.

Acompanhamento e Coleta de Dados: A agência monitora o mercado, coleta dados estatísticos essenciais (como os divulgados no Anuário Estatístico do Audiovisual) e mantém o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA).

⚠️ Os Riscos da Extinção

O PL 994/2026 propõe transferir essas competências para uma secretaria do Ministério da Cultura, o que geraria riscos significativos:

Perda de Autonomia e Capacidade Técnica: A ANCINE é uma autarquia especial com mandatos fixos e estrutura colegiada, o que garante autonomia e decisões técnicas. Sua substituição por uma secretaria ministerial a torna vulnerável a oscilações políticas e à burocracia, além de perder a expertise especializada de seus servidores. O PL prevê a redistribuição dos servidores para outros órgãos, diluindo o conhecimento acumulado.

Descontinuidade e Paralisação: O projeto estabelece prazos para a transição (90 dias para a nova secretaria, 180 dias para redistribuir os servidores). Esse período de incerteza pode causar interrupção de investimentos, atrasos em análises de projetos e perda de prazos, afetando diretamente os 1.556 projetos atualmente em execução.

Prejuízo ao Fomento e à Regulação: A transferência da gestão dos recursos do FSA e do FNC para o Ministério da Cultura, conforme proposto, pode politizar a alocação de verbas e enfraquecer os critérios técnicos que hoje guiam o fomento. Da mesma forma, a fiscalização e a regulação do mercado, que exigem independência e agilidade, tenderiam a se tornar menos eficazes.

Retrocesso ao "Inverno" Recente: O cinema brasileiro passou por um período de estagnação entre 2019 e 2022, marcado por cortes orçamentários e ameaças à existência da ANCINE. A recuperação atual é fruto direto da reconstrução dessas políticas. A extinção da agência sinalizaria um retorno a esse cenário de incerteza, colocando em risco toda a retomada.

Em síntese, o PL 994/2026 é prejudicial porque desmonta a arquitetura institucional que permitiu ao cinema brasileiro sair de uma crise recente e alcançar o atual patamar de excelência artística e relevância de mercado. A proposta trata um órgão regulador estratégico como um item de "racionalização institucional", ignorando que a estabilidade regulatória, a autonomia técnica e a continuidade das políticas de fomento são os pilares que sustentam o momento virtuoso que o setor vive.

Está aberta na Câmara dos Deputados uma enquete sobre o projeto que extingue a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) e redistribui suas competências.

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O que a Biblia nos fala a respeito do voto dos insensatos?

 



1. O Sofrimento Colaborativo e a Omissão (Provérbios)

O Livro de Provérbios conecta diretamente o caráter do governante ao bem-estar ou à ruína da população:

• O gemido do povo: "Quando os justos governam, o povo se alegra; quando os perversos estão no poder, o povo geme" (Provérbios 29:2). A insensatez de validar líderes perversos resulta no sofrimento de toda a sociedade.

• A cumplicidade com o crime: "Aquele que é parceiro de um ladrão odeia a sua própria alma..." (Provérbios 29:24). Apoiar ou silenciar diante de criminosos e corruptos no poder atrai para si o mesmo julgamento moral e espiritual.

• Corrupção em cadeia: "Se um governante der atenção aos mentirosos, todos os seus conselheiros serão perversos" (Provérbios 29:12). Tolerar um líder sem integridade corrompe toda a estrutura governamental abaixo dele.

2. O Alerta Histórico: O Povo Colhe o que Escolhe (1 Samuel 8)

• "Naquele dia, vocês clamarão por causa do rei que escolheram, mas o Senhor não os ouvirá" (1 Samuel 8:18). A Bíblia demonstra que Deus respeita o livre-arbítrio dos povos, mas os deixa arcar com as consequências de suas más decisões.

3. Profetas contra a Inversão de Valores (Isaías e Oseias)

Os profetas condenaram severamente as sociedades que colocavam criminosos em alta dignidade e celebravam a impunidade:

• Autonomia rebelde: "Eles estabeleceram reis, mas não da minha parte; escolheram príncipes, mas eu não o soube..." (Oseias 8:4). Oseias repreendeu o povo por colocar líderes no poder sem consultar os mandamentos e a justiça de Deus.

• Inversão moral: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz e da luz, escuridão..." (Isaías 5:20). Escolher governantes sabidamente criminosos reflete uma cegueira moral e uma insensatez espiritual crônica.

4. O Destino dos Tronos Corruptos

A Bíblia assegura que, embora os insensatos possam elevar criminosos ao poder, tal autoridade não possui aprovação espiritual e tem prazo de validade:

• "Pode um trono corrupto se aliar contigo, um trono que forja a injustiça por decreto? Eles planejam contra a vida dos justos e condenam os inocentes à morte. Mas o Senhor... fará recair sobre eles a sua própria iniquidade..." (Salmos 94:20-23).