quarta-feira, 28 de outubro de 2026

UFS e MinC criam incubadora para fortalecer cultura popular em Sergipe

Projeto une estudantes e saberes tradicionais para apoiar organizações na captação de recursos do Governo

(Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)


A Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), iniciou a implantação de uma incubadora para fortalecer organizações sociais de cultura popular em Sergipe. O objetivo é ampliar a participação de grupos culturais sergipanos nos editais federais de fomento, área em que o estado enfrenta dificuldades há cerca de duas décadas.

A iniciativa partiu de um convite do MinC, intermediado por Mirella Araújo, coordenadora-geral do Programa Nacional de Comitês de Cultura. A proposta prevê mapeamento, diagnóstico das carências do setor e formação voltada ao fortalecimento institucional e ao acesso às políticas públicas de cultura.

A professora Ana Karina Calmon, do curso de Museologia do Campus Laranjeiras, lidera o projeto. Ela articulou estudantes de Arquitetura, Museologia, Arqueologia, Engenharia da Computação e Turismo, muitos ligados ao Trapiche, projeto de extensão permanente que atende comunidades. O grupo também vai compor um banco de dados para o Ministério e a Universidade.

A coordenação buscou garantir continuidade da ação, envolvendo a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex), na pessoa de Josefa Lisboa, para que a incubadora não se encerre na fase inicial. Estudantes destacam que a experiência amplia a formação acadêmica, aproxima os cursos das demandas sociais e valoriza o patrimônio material e imaterial.

Por fim, a UFS encerrou recentemente as inscrições do edital de Mestres e Mestras, que certificará novos detentores de saberes tradicionais, com expectativa de ampliar a iniciativa para todo o território sergipano.

https://www.ufs.br/conteudo/80329-ufs-e-minc-criam-incubadora-para-fortalecer-cultura-popular-em-sergipe

Massa! Que venham mais incubadoras para atender outros públicos, como Pontos de Cultura, além de coletivos ligados à música independente, underground etc. Uma incubadora inclui cursos e oficinas, e regra geral os agentes culturais também são acompanhados e contemplados com mentoria durante um certo período, realizada por técnicos e estagiários, incluindo áreas duras como legislação e contabilidade. Esses técnicos e estagiários não apenas dão aulas: eles fazem junto com os agentes dos coletivos e organizações, que, supõe-se, recebam ajuda de custo para despesas com alimentação, passagem, entre outras necessária, aqui considerando principalmente as pessoas de baixa renda.

A proposta é pertinente e relevante, pois responde a uma lacuna real: muitos agentes culturais têm ideias e produção, mas carecem de apoio jurídico, contábil, administrativo e de gestão.

Importante considerar no caso da mentoria a formação  com base na autonomia, inclusive para fortalecer a sustentabilidade financeira dos coletivos e organizações, assim como o  acompanhamento  pós-incubação e criação de uma rede de cooperação entre coletivos e organizações.

 ZdO


Fala de Isabela Santana para a Ministra da Cultura Margareth Menezes.


Jornadas de Outubro 2026. Podemos chamar assim? E que outras perguntas precisamos fazer e responder?

O blog da Cultura  propõe a pesquisadores, jornalistas, educadores e agentes culturais , sob o nome provisório “Jornadas de Outubro 2026”, uma agenda de perguntas sobre a mobilização da juventude nas ruas, a defesa da democracia e os desafios do governo Lula 4 para conciliar a agenda do mercado com as demandas jovens — enquanto discutem o combate ao neofascismo, o engajamento permanente e a relação entre luta, autocuidado e prazer.

😊😊

O dia da vitória de Lula em 13 minutos: como foi a apuração entre petistas e bolsonaristas




 Algumas perguntas a serem respondidas por pesquisadores acadêmicos, jornalistas e educadores — em especial os sociais e populares — e agentes culturais, em especial pelos mais jovens,  ou os  mais velhos que se especializaram na temática "Juventudes" :

Como os jovens, em sua diversidade, entendem o conceito de democracia?

Por que tantos jovens foram às ruas defender a democracia?

Por que identificaram em Luiz Inácio Lula da Silva o guardião da democracia?

Como enfrentar o discurso neofascista que também fala em defesa da democracia e da liberdade, além de outras defesas no campo da ética e da moral, mas que, na prática, nega tudo isso, sem que muitos jovens e pessoas mais velhas percebam? Em que medida isso impulsionou a defesa ou a oposição , por muitos jovens e pessoas mais velhas, da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva?

O que querem os jovens, considerando a diversidade que caracteriza os nossos tempos? Em especial, considerando três pontas que se entrecruzam no caso de muitos: a juventude estudantil, a juventude trabalhadora e a juventude dos fã-clubes ou dos fandoms. Ou seja, um jovem pode ser estudante, trabalhador e integrante de fandoms, ou reunir duas dessas condições ou situações.

Como o governo Lula 4 fará para atender a agenda do mercado e a agenda das ruas neste segundo turno? Mercado/Faria Lima quer  sinais de responsabilidade fiscal, contenção de despesas e agenda de ajuste/reformas.  A juventude quer emprego e renda de qualidade, educação e qualificação, direitos como o fim da escala 6x1 e voz nas decisões, cobrando coerência entre discurso e prática

Trata-se de uma luta longa, árdua e renhida ou de uma luta caracterizada por confrontos com muita porrada, tiros e bombas? E porrada, tiros e bombas não apenas no sentido literal, mas também no campo da semiótica, ou seja, no campo das imagens, dos símbolos, dos significados, das narrativas e do sentido. Como garantir essa compreensão e, com isso, possibilitar um engajamento permanente e consistente de parcelas consideráveis de jovens que foram às ruas nestas três semanas do segundo turno das eleições de 2026?



Como garantir essa participação da juventude em uma perspectiva mais democrática e inclusiva diante de um sistema de educação, de cultura e de comunicação, em muitos casos totalmente ou parcialmente avesso a isso, apesar da disposição, em tese ou em teoria, de favorecer um ambiente democrático e inclusivo?

Como garantir ao mesmo tempo luta e auto-cuidado, luta e prazer? Do jeito como muitos jovens  já estão  fazendo, não somente agora, mas em outros tempos, podendo ser tachado em razão disso como integrante da chamada esquerda festiva, no passado, e cirandeira, nos tempos atuais. 


Abaixo, uma bela imagem que chega mostrando a  presença maciça de estudantes nas ruas da Sérvia com vitória politica contra o atual governo de direita,




"E não esqueçamos: Tão ou mais  emocionante que o levante heroico da juventude foi a saúde civil da terceira idade."

Idosos se mobilizam para participar das eleições mesmo após os 70 anos | #NewsSábado


A reeleição de Lula e as mudanças de rumo | RUDÁ RICCI - CLUBE CULTIVA



Uma história de solidariedade e cidadania marcou o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), em Conceição do Coité, na região sisaleira da Bahia. Tetraplégico há nove anos, Cláudio Lopes dos Santos, de 52 anos, contou com o apoio de quatro voluntários da equipe Águia Resgate (Brigada Águia Resgate de C. do Coité - Bahia. ) para conseguir chegar ao local de votação e exercer seu direito ao voto.
Cláudio ficou tetraplégico após sofrer um acidente de motocicleta há nove anos. Desde então, enfrenta dificuldades de locomoção e, segundo a equipe de resgate, convive com dores diariamente.
Por falta de transporte adequado, ele não conseguiu comparecer às urnas no primeiro turno das eleições.
Desta vez, sua mãe, Ivonildes Lopes dos Santos, procurou a Águia Resgate e solicitou ajuda para levar o filho até a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), onde funciona sua seção eleitoral.
Quatro socorristas participaram da ação, realizada por volta do meio-dia. Os voluntários acompanharam Cláudio até o local, aguardaram a conclusão da votação e, em seguida, o levaram de volta para casa. 

Prestem atenção no vídeo acima com a análise do Rudá Ricci sobre os resultados da eleição  e as tendências para o governo Lula 4 - ZdO
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Bom dia a todas as amigas e amigos,

Espero que esta eleição nos tenha deixado grandes lições necessárias.

Listo algumas:

1) Alinhar a luta de rua com a luta de rede. Não há vitória só no chão ou só no celular. Uma precisa alimentar a outra.

2) Trabalho de base com organização. Criação de comitês estaduais e locais, por micro áreas — conjunto de bairros. O comitê federal com a representação dos estaduais. É a base que sustenta o todo.

3) Formar grandes comitês de defesa de pautas. Comitês amplos, plurais e permanentes, não apenas eleitorais. Com todo o direito à discordância, precisamos fazer a crítica aos coletivos de um(a) dono(a) só.

4) Aprender coletivamente. Socializar formação, dados e análises. Transformar informação em consciência e consciência em organização.

5) Ouvir mais os reclamos e as críticas das nossas bases sociais. Escuta ativa, visita, conversa, respeito à divergência. Menos gritaria e mais trabalho de base, todos os dias.

6) Renovar as organizações partidárias e associativas. Abrir espaço, arejar as direções e preparar novas lideranças.

7) Desanuviar as diferenças pessoais das lutas políticas coletivas. Separar vaidades e rusgas individuais do projeto maior. O que nos une precisa ser maior do que o que nos separa.

8) Comando claro, objetivo e seguro. Sem comando não há direção. Sem direção, não há vitória.

9) Buscar a unidade e a unicidade. Unidade na ação e unicidade na mensagem. Falar com uma só voz.

10) Método, planejamento e sucessão. A caminhada é longa. Precisa de método, planejamento das ações, preparação de líderes e de sucessores. Com organização.

Por um triz nos livramos da barbárie. A luta contra a barbárie não tem fim!

Axé! Amém!

Uma semana de saúde e paz para todas e todos!

Prof. Mário Resende - UFS/SE

Prof. Valdelio Silva - UNEB/BA

Hino da Independência do Brasil - Hym - Himno -sub ESPAÑOL | ENGLISH (LETRA) Eleições 2026


JOSÉ SÓCRATES: “VOCÊS NÃO TÊM NOÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA VITÓRIA DE LULA PARA O MUNDO” | Cortes 247




terça-feira, 27 de outubro de 2026

Canções e imagens para o pós 25 de Outubro de 2026



 











Celebrando a vitória de Lula no 25 de Outubro como um dos dias mais felizes de nossas vidas mas não esquecendo, o tempo não para. Como fortalecer as forças que já constroem um novo amanhã?








Podemos respirar, mas sem baixar a guarda. Artigo de Eliane Brum

https://www.ihu.unisinos.br/672633-podemos-respirar-mas-sem-baixar-a-guarda-artigo-de-eliane-brum

Vitória que custou e custará caro

Marcelo Barros

Ainda bem que o Brasil ganhou com a vitória da Democracia e do Estado de Direito sobre a barbárie e a estupidez. De certa forma, foi uma vitória tripla. Antes de ganhar nas urnas e na contagem dos votos válidos, Lula ganhou na mobilização das juventudes que, desde algum tempo, não tomavam as ruas, como o fizeram nesses dias, entre o primeiro e o segundo turno. Essa vitória do Presidente Lula não foi apenas contra um candidato, em si, despreparado e desqualificado, mas contra o poderio do dinheiro internacional, jogado aqui para comprar o Brasil. Ele venceu também os donos do andar de cima, que usaram todo o seu poder, para forçar a volta à cultura da servidão que perpetua a iniquidade. 

De fato, foi uma vitória histórica e inigualável, não apenas do Presidente Lula e de sua equipe, mas, de certa forma, da parte mais sadia da população brasileira, que não permitiu que voltássemos aos tempos da Alemanha dos anos 1930, como desejavam alguns senhores, para os quais, mesmo o período da Ditadura Militar Brasileira, de 1964 a 1985, parece brando e tolerante. Essa vitória do Brasil significa manter erguida a bandeira, que não deixará toda a América Latina ser dominada pela extrema-direita. 

Ao pensar nessa vitória política, vem-me à mente o começo de todas as aventuras de Asterix e Obelix, nas histórias em quadrinho, que minha geração tanto amava: “Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália está ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia habitada por irredutíveis gauleses resiste, ainda e sempre, ao invasor”.  

Hoje, essa aldeia é mundial e a poção mágica se chama educação crítica e libertadora. Sem isso, os gauleses de hoje serão dominados pelos impérios e seus atuais soldados. Como seria bom que o exército de Lula, liderado pelo General Janones (talvez, com nome não mais ligado à cultura militar) não se dissolvesse. Ao contrário, assumisse como tarefa liderar uma campanha de educação social e política por todo o país. 

O Brasil tem dimensão continental e qualquer iniciativa tem de ser dentro das possibilidades constitucionais da República, mas se não se garantir, concretamente, a participação direta do povo organizado, essa atual vitória poderá ser logo perdida. No pronunciamento que fez, ao agradecer a vitória, o Presidente Lula prometeu que governará em diálogo permanente com o povo. Se isso se concretizar, será elemento fundamental desse processo educativo, que só o diálogo contém. 

Hoje, festejemos a vitória. Amanhã, cedo, comecemos a plantar as sementes para o futuro. Não apenas eleitoral para as próximas eleições e sim para a formação cidadã, que permitirá fazer da festa da Democracia, não apenas um evento de quatro em quatro anos e sim um processo, no qual a Democracia Popular e Participativa possa equilibrar os desajustes possíveis da Democracia Representativa, que, na atual configuração, de fato, representa muito pouco o Brasil real que conhecemos. 

Quem leu o romance “O velho e o mar” de Ernest Hemingway recorda que o velho pescador contava suas façanhas aos companheiros, mas nunca podia mostrar a vitória de uma pesca excepcional. Uma vez, em uma noite, consegue em seu barquinho, pegar um peixe imenso e o leva amarrado ao barco, para mostrar o troféu da sua vitória a seus companheiros incrédulos. No entanto, entre o alto mar e o porto onde desembarcou, um cardume de peixinhos devoraram toda a carne do pescado. Ao chegar ao porto, o velho  conseguiu, finalmente, provar que fez uma bela pescaria, mas do peixe que apanhou, restava apenas a espinha. 

A mim que sou cristão, essa espinha do peixe devorado pelos peixinhos recorda a cruz de Jesus, sinal de resistência e amor que vai além da dor e da morte. É claro que a luta continua. Os adversários que perderam essa batalha tentarão outras. Isso faz parte do processo. Às pessoas que optam pelo ódio, a força do amor sempre vencerá. As idiotizadas pela propaganda do ódio jazem em sua desumanidade. 

Em seu primeiro pronunciamento depois de reeleito, o Presidente Lula confirmou que o Brasil é um Estado Laico e no qual todas as religiões têm total liberdade e serão sempre tratadas com igualdade e respeito. É preciso avisar isso aos apóstolos da velha cultura de Cristandade, seja católico-romana, seja evangélica, ou pentecostal. Que o Presidente Lula tenha sido atacado e sofrido humilhações pela milícia do ódio, já era de se esperar. O mais triste é ver pastores cristãos e grupos que usam o nome de Jesus fingirem defender a fé e propagar seus preconceitos para enganar as pessoas mais simples. 

Em 1943, no campo de concentração nazista, o Pastor Dietrich Bonhoeffer escrevia: “A estupidez humana é mais perigosa do que a maldade. Contra o mal pode-se sempre protestar. O mal pode ser exposto. Pode ser revelado. (...) Já com a estupidez, é diferente. Não há como se defender da estupidez. Não adiantam protestos. Nenhum raciocínio consegue convencer uma pessoa estúpida. Ela opta por seus próprios preconceitos e por mais que se mostrem fatos, não a convencerão”. 

(Cf: . https://www.ihu.unisinos.br/categorias/592293-da-estupidez-dietrich-bonhoeffer-1943). 

Aos que optam pela estupidez do preconceito, no lugar da confiança do amor, retomamos a palavra de Jesus para seus adversários: “"Muitas pessoas virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus, enquanto os que se consideram filhos do reino ficarão de fora" (Mt 8, 11- 12).

Pepe Escobar: o Brasil derrotou a mãe de todas as guerras híbridas 27.10.26







E-book de forma gratuita e publicação do livro Jornadas de 2013: Formação política, experiências e trajetórias de ativistas e militantes, trabalho coletivo da equipe de pesquisa “Dimensões educacionais das Jornadas de 2013” e do Grupo de Estudos da Juventude da UNIFAL-MG – Universidade Federal de Alfenas, organizado por Luís Antonio Groppo.

Para baixar o ebook: https://www.unifal-mg.edu.br/jornadas2013/wp-content/uploads/sites/268/2026/10/GROPPO-Jornadas-de-2013-Ebook.pdf 

Para adquirir o livro impresso, entre em contato com o organizador ou com a Editora: https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/jornadas-de-2013-formacao-politica-experiencias-e-trajetorias-de-ativistas-e-militantes/ 

Este livro revisita esse ciclo de protestos a partir das vozes de jovens ativistas e militantes que vivenciaram conflitos, descobertas, aprendizagens, repressões e novas formas de participação, socialização e subjetivação política. Com base em 37 entrevistas realizadas em diferentes regiões.


📢 PRIMEIRAS ORIENTAÇÕES DE JANONES APÓS A VITÓRIA HISTÓRICA DE LULA

* Construção coletiva: a vitória foi resultado do trabalho de todos nós. Cada pessoa mobilizada e cada voto conquistado fizeram a diferença. O reconhecimento é coletivo, porque tudo o que construímos foi para todos nós, em defesa da democracia, do Brasil e do povo.

* Descanso, mas sem desmobilização: podemos pegar mais leve por dois dias, cuidar da família e recuperar as energias. As missões continuarão, mas sem a mesma pressão. Depois, retomamos o ritmo, porque ainda há muita luta pela frente.

* Não dar palco à extrema-direita: uma das lições dessas eleições é que, ao tentar combater certas figuras o tempo todo, podemos acabar ampliando sua visibilidade e impulsionando seu crescimento. O exemplo citado foi o movimento "Ele Não", que contribuiu para dar projeção a Bolsonaro. Precisamos aprender com essa experiência e evitar fabricar novas lideranças da extrema-direita.

* Um combinado entre nós: se alguém do nosso próprio campo progressista publicar conteúdo que dê visibilidade a essas figuras, vamos comentar “APAGA, APAGA, APAGA!”. A orientação é não promover quem busca atenção e alcance nas redes.

* Debater ideias, não promover provocadores: o debate democrático deve acontecer no campo das ideias. Denúncias e medidas judiciais podem ser feitas sem transformar cada episódio em publicidade nas redes sociais.

* O Exército Lula é eterno: a mobilização não termina com uma eleição. A ameaça fascista continua, e a defesa da democracia exige organização, vigilância e participação política permanente, não apenas de quatro em quatro anos.

* Novas frentes de atuação: há ideias para criar canais alternativos e ampliar as atividades do Exército do Lula. Os próximos projetos, as sugestões e os novos caminhos serão discutidos em uma live interativa.

A principal lição dessas eleições é que a guerra não acabou. Vencemos uma batalha histórica, mas precisamos continuar ativos, vigilantes e organizados. O trabalho é de todos nós, e a luta continua!

Uma vitória a celebrar, mas com o futuro no cangote

Com 2030 e o fim da era Lula no horizonte, manutenção da força eleitoral da centro-esquerda passa por coerência programática e atenção às demandas dos jovens.


Leia AQUI 

Do centralismo ao padrão autoritário: partidos de esquerda, juventude e o atropelamento da campanha do PT

 Os partidos são importantes e necessários. Mas, nos partidos de esquerda, também crescem o autoritarismo, a hierarquia rígida e a concentração de poder no topo, além de relações baseadas em clientelismo e troca de favores. A reforma política pode ajudar, mas, até lá, milhares de jovens continuarão sem querer participar dessas estruturas partidárias desgastadas, ultrapassadas e arcaicas. Outros entrarão nelas e serão tentados a se alinhar ao jeito de pensar e agir dos mais velhos. Vale destacar que nem os partidos revolucionários escapam dessa dinâmica interna que atravessa as diversas forças políticas.

É claro que, em situações excepcionais, como no segundo turno das eleições de 2026, pode-se ou deve-se usar temporariamente um comando mais centralizado, de estilo militar, como foi o caso do “Exército de Lula”, liderado pelo deputado federal André Janones. Mas, quando isso se torna um padrão constante nas relações internas e externas das direções, chegamos à situação que vivemos na campanha de segundo turno : a campanha do PT sendo atropelada pelas mobilizações dos estudantes nas ruas e pela iniciativa de André Janones nas redes.

Para aprofundar:

📚 Autoritarismo, hierarquia e clientelismo nos partidos de esquerda

Burocratização e “acomodação” no PT (2013) — Revista Fórum

https://revistaforum.com.br/blogs/pt-precisa-ouvir-as-ruas-e-enfrentar-acomodacao-e-burocratizacao-interna/

Crítica à burocratização do PT (2015) — Revista Fórum

https://revistaforum.com.br/politica/saul-leblon-corra-lula-corra/

Frustração com a renovação do PT (2015) — Revista Fórum

https://revistaforum.com.br/blogs/bernardo-cotrim-v-congresso-do-pt-frustradas-as-expectativas-de-mudanca-e-renovacao/

Centralismo, personalismo e burocratização — Entrevista com Rudá Ricci no IHU

https://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao413.pdf

Clientelismo e neoclientelismo — mesma entrevista com Rudá Ricci no IHU

https://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao413.pdf

⚙️ A dinâmica interna dos partidos revolucionários

A “lei de ferro” e a oligarquização — Frei Betto no IHU

https://ihu.unisinos.br/publicacoes/78-noticias/642797-democracia-que-nao-partilha-beneficios-economicos-e-falsa-entrevista-com-frei-betto

🎖️ O “Exército de Lula” e o comando centralizado

Perfil de André Janones como “general” — Revista Fórum

https://revistaforum.com.br/politica/andre-janones-perfil/

A simbologia militar — Hora do Povo

https://horadopovo.com.br/lula-reune-milhoes-na-maior-live-politica-da-historia-e-traca-planos-para-a-vitoria-de-domingo/

🏃‍♂️ A campanha do PT “atropelada” por estudantes e por Janones

O PT “envelheceu mal” — José Roberto de Toledo, UOL

https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/24/toledo-janones-ser-estrela-na-campanha-de-lula-mostra-como-o-pt-envelheceu-mal.ghtm

A base social e a juventude nas ruas — Flávia Biroli, Folha de S.Paulo

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/10/base-social-mobilizacoes-e-democracia-levam-lula-a-vitoria.shtml

O alerta sobre o abandono das bases — Revista Fórum

https://revistaforum.com.br/politica/frei-betto-acende-o-sinal-vermelho-para-a-esquerda/

Valter Pomar | Os desafios do PT e da esquerda com o quarto governo Lula | 20 MINUTOS





segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Comemorar, sem parar de lutar Por Luis Felipe Miguel (*)


Em artigo publicado em 26 de outubro, sob o título “Comemorar, sem parar de lutar”, Luis Felipe Miguel classifica a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro como histórica para o Brasil, a América Latina e o mundo, agradece o povo brasileiro — com destaque para o Nordeste —, o presidente Lula e o deputado André Janones, mas alerta que a comemoração não pode levar à desmobilização: é preciso impedir o golpismo, cobrar o novo governo e organizar o campo popular para uma resistência prolongada.



Continuar a mobilização, organizar o campo popular e assumir nossa responsabilidade no novo governo.




 Eu ia fazer uma laive hoje, mas esqueci que ia ter uma obra em casa: muito barulho, impossível manter o plano. Escrevo aqui algumas impressões iniciais da grande vitória de ontem, que espero desenvolver em textos nos próximos dias.



Tivemos um dia tenso ontem, que terminou com essa vitória histórica. Uma vitória não só para o Brasil, mas para a América Latina e para o mundo. Nós, brasileiros, renovamos a esperança de derrotar a extrema-direita, de resistir ao Império e de salvar o planeta.

Não é pouca coisa. Como profetizou Assis Valente, quando chegou a hora, nossa gente bronzeada mostrou seu valor.

Pra mim, na verdade, a tensão começou a se dissipar logo depois das 19 horas. Já os primeiros números indicavam a vitória de Lula. Enquanto no primeiro turno Flávio Bolsonaro ganhou a dianteira logo que se abriram as primeiras urnas do Brasil, ontem Lula permanecia à frente mesmo com a apuração andando – no primeiro turno, a primeira parcial, com 1,5% das urnas apuradas já colocava Flávio na frente e ontem ele só virou com mais de 13%, um sinal claro da mudança de cenário.

E, claro, os modelos estatísticos de projeção de resultados ajudaram muito. Acompanhei sobretudo pelo Rodrigo Mahlmeister, que fez um trabalho incrível, mas também fiquei vendo outros três e todos apontavam, desde o começo, que Lula ia ganhar. Com 3%, o cenário já estava delineado. Com 20%, já dava para ter quase certeza. Com menos de 50%, já podíamos comemorar.

Tenho três agradecimentos a fazer, acredito que em nome de todos nós.

O primeiro agradecimento é para o povo brasileiro. É claro que é chocante saber que quase 60 milhões dos nossos compatriotas estavam dispostos a aceitar aquele sujeito como presidente do Brasil.

Mas a maioria, uma maioria ampla, entendeu a importância de proteger a democracia, de proteger os nossos direitos, de proteger a vida de todos nós. E votou pela Constituição. Votou pelo fim da escala 6x1. Votou por justiça para Ana Clara.

Esse agradecimento é, obviamente, em primeiro lugar para o povo nordestino.

O Nordeste, que dá tanto para o Brasil, que já nos deu e nos dá tantos artistas, tantos intelectuais, tantos cientistas, se levantou de novo para salvar nossa democracia. O Nordeste mostrou que não desiste do Brasil e sabe que o povo brasileiro não quer gorjeta, quer desenvolvimento.

Mas vamos reconhecer: em todos em todos os estados em que ganhou no primeiro turno, Lula aumentou a diferença. Virou em Minas Gerais e no Amapá, E nas outras unidades da federação diminuiu a diferença, em alguns casos significativamente. Foi uma vitória completa.

Então, parece que muitos brasileiros das outras regiões se inspiraram nos nordestinos para dizer não a barbárie.

O segundo agradecimento é ao presidente Lula.

Lula não precisava disso. Já tem seu lugar na história. Já tem a gratidão de milhões de brasileiros, cujas vidas ele transformou. Já podia gozar de uma merecida aposentadoria.

Mas o Brasil precisava de Lula e ele assumiu a responsabilidade.

Sempre fui crítico de seus governos; até quando escrevi o prefácio de seu livro, A verdade vencerá, fiz um balanço muito crítico de sua gestão. Aliás, o fato de que ele permitiu um prefácio assim mostra a grandeza do presidente. Mas eu também nunca deixei de reconhecer em Lula o maior líder popular da nossa história, o maior estadista que esse país já teve. E ele provou isto, uma vez mais, no dia de ontem.

Por fim, óbvio, o agradecimento ao deputado-general André Janones. Ele foi fundamental para reativar a mobilização da militância. O que ele fez não mudoi apenas o jogo nas redes, que formam um terreno crucial, porém hostil para o campo democrático. Foi essencial também para retomarmos as ruas.

A militância borocoxô que só pensava em morrer depois do resultado do primeiro turno se transformou num exército cheio de garra, trabalhando 24 horas por dia, com esperança na vitória. Sem isso, provavelmente as manifestações puxadas pela juventude não teriam sido tão gigantescas, tão lindas. Sem isso, o esforço de conversar, de convencer cada pessoa ao nosso lado, não teria ocorrido de forma tão infatigável.

Em 2022, Janones também teve um papel importante, mas ele amadureceu muito lá pra cá. Praticamente abandonou os factoides, mostrou que é possível disputar o debate nas redes sem recorrer a mentiras, enfatizou a centralidade do trabalho coletivo.

Estratégia unificada e iniciativa descentralizada, partindo de cada um: a receita da vitória.

As lições que ele ensinou vão servir à esquerda, aos progressistas, aos democratas, não só no Brasil, mas no mundo todo.

Enquanto isso, os bolsonaristas tentam contestar o resultado da eleição, com base em pretextos sem fundamento.

Creio que já dá para ter um panorama bem claro do que aconteceu. Prefeitos vinculados à direita, como em São Paulo e em Salvador, boicotaram a oferta de transporte coletivo, em descumprimento frontal das decisões da justiça, a fim de prejudicar o acesso do eleitorado de Lula as urnas.

(Não podemos esquecer: eles precisam ser julgados por crime eleitoral.)

Diante da lentidão na solução do problema, o PT decidiu pedir o adiamento do fechamento das urnas. O ministro KN optou por sentar em cima do pedido, até que fosse tarde demais para decidir. Em jogada ensaiada, o PL também pediu a prorrogação da eleição, mas só nos estados do Sul, para poder dizer depois que Lula não tinha direito de reclamar, já que eles também tinham pedido e não sido atendidos.

Diante da inação do TSE, a campanha de Lula recorreu ao Supremo, que no entanto demorou horrores para sortear o relator. Sorteado Zanin, ele decidiu pela garantia do direito de voto de brasileiros, com a prorrogação do horário. O problema é que a decisão sai muito tarde e o próprio TSE não buscou informar as seções eleitorais, o que causou alguma confusão.

Essa confusão, no entanto, foi muito insuficiente para ter qualquer efeito no resultado. O total de votos colhidos depois do horário não chega a 0,5% da diferença de 4,6 milhões de votos que o presidente Lula abriu sobre o filho do capeta. O próprio KN, subitamente preocupado em limpar sua imagem, já falou que não existe motivo para contestar o resultado.

O que eles querem é pretexto para fazer uma agitação golpista.

É grave que agentes públicos, como deputados federais ou mesmo o governador do maior estado do país, se prestem a isso. No caso de Tarcísio, sabemos que ele simplesmente quer se credenciar, na disputa pelo espólio do bolsonarismo, que agora vai ter que sair da família do capetão.

Mas não é correto que esse tipo de comportamento permaneça sem consequências. É fundamental punir o golpismo de funcionários públicos eleitos, até para estimular a direita oportunista a se distanciar deles. Não sei se temos força para isso, mas os mandatos de gente como Nikolas, Pavanato e Tarcísio deviam ser cassados.

Mas chega de falar dos derrotados.

Agora, é hora de comemorar, mas não de desmobilizar. O primeiro passo é impedir o golpe.

Com o Poder Executivo federal operando a favor da democracia, não contra, o ímpeto golpista deve ser bem menor. Mas é preciso estar alerta contra provocações e para dar apoio a medidas de repressão aos mais exaltados.

Depois, é preciso impedir que a direita inviabilize o novo governo. Não é simplesmente apoiar o presidente Lula. Creio que temos que assumir a nossa responsabilidade no governo, uma responsabilidade proporcional à importância que a mobilização da militância teve nesta vitória.

Isto significa cumprir as tarefas necessárias para garantir a governabilidade, pressionando o Congresso. O caso da aprovação do fim da escala 6x1 é ilustrativo: um povo consciente do que está em jogo, que se manifesta, é capaz de garantir vitórias mesmo diante de um grupo de parlamentares majoritariamente hostil aos seus interesses.

Mas significa também ser ouvido no governo. A pressão é forte para que esse novo governo ceda ainda mais à direita. A imprensa corporativa, que aliás vacilou feiamente na defesa da democracia e cumpriu muito mal seu papel de informar o que estava em jogo na eleição, agora já está cobrando “responsabilidade fiscal”, redução de gastos sociais, fim das “bondades” para com a classe trabalhadora. Cabe a nós cobrar do governo os compromissos com sua base popular.

Uma coisa não é incompatível com a outra: apoiamos cobrando. Vamos lembrar que, quando ganhou em 2022, o próprio presidente Lula disse que queria ser cobrado.

Para isso, é preciso continuar o engajamento nas redes, com técnicas avançadas, aproveitando o enorme aprendizado do segundo turno, e também a mobilização nas ruas, mas combinados com processos de formação política mais aprofundada. E com atenção, sobretudo, à necessidade de organização do campo popular: sindicatos, associações de moradores, movimento estudantil, partidos.

Para um trabalho de resistência prolongada, como o que nos espera, não basta mobilização pontual. É necessária organização.

Do ponto de vista institucional, tornou-se imperativo construir uma federação de todos os partidos de centro-esquerda e esquerda. Já fui contra, mas estava errado – e o cenário mudou. A ausência da federação levou a um grande desperdício de votos e perda de cadeiras na Câmara dos Deputados e nas assembleias estaduais.

Uma grande federação, da centro-esquerda à esquerda, e, se possível, outra do centro à centro-direita, esta sob o comando do PSB de Alckmin e Tebet, seria o melhor cenário. Lembrando que a federação não anula as diferenças dos partidos que a compõem.

Afinal, esse é outro ponto: construir nossa unidade aceitando a diversidade do campo democrático e da esquerda, convivendo com diferenças e mesmo com discordâncias, sempre priorizando as pautas materiais que delimitam com clareza qual é cada lado e que tiram terreno da direita.

São quatro anos em que temos o desafio de encontrar um sucessor para Lula, é verdade, mas também outro desafio, maior ainda: desarmar a extrema-direita, civilizar os quase 60 milhões de concidadãos que estão enredados em sua teia, afastar a política do banditismo.

São ideias para debate, que estou jogando aqui de forma muito telegráfica. Paro, para descansar um pouco, descansar das semanas de tanta luta (e também da comemoração, que ninguém é de ferro). Nos próximos dias, aos poucos, vou desenvolver estas reflexões.

Parabéns a todos nós.

Leia mais em: https://lfmiguel.substack.com/


(*) É um influente cientista político brasileiro e professor titular da Universidade de Brasília (UnB), onde leciona desde 1996. Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp e pesquisador do CNPq, ele coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Sua produção intelectual é referência nos estudos sobre teoria democrática, representação política, mídia e gênero, destacando-se por livros como Democracia na periferia capitalista e Feminismo e política.

A vitória esmagadora da Lista dos Estudantes nas eleições legislativas da Sérvia

A vitória esmagadora da Lista dos Estudantes nas eleições legislativas da Sérvia significa um terramoto político histórico que põe fim a quase 14 anos de domínio absoluto de Aleksandar Vučić e do seu partido nacional-conservador (SNS). [1, 2]

O movimento estudantil conquistou a maioria absoluta com cerca de 140 dos 250 assentos no Parlamento, forçando Vučić a admitir publicamente a derrota. [1, 2, 3]

O significado prático e geopolítico desta reviravolta divide-se em quatro pontos centrais:
  • Fim da "Era Vučić" e do retrocesso democrático: A votação funcionou como um referendo contra um modelo político marcado pela forte concentração de poder, controle da mídia e corrupção institucional. A população rejeitou o regime populista de direita que governava o país desde 2012. [1, 2, 3]
  • Triunfo da mobilização civil sobre a política tradicional: A Lista dos Estudantes nasceu organicamente de dois anos de protestos anticorrupção e pró-democracia. A indignação popular atingiu o ápice após a tragédia ferroviária de Novi Sad em 2024, onde o desabamento de uma cobertura matou 16 pessoas e expôs graves esquemas de corrupção estatal. [1, 2, 3]
  • Renovação radical do Parlamento: O panorama partidário tradicional da Sérvia praticamente ruiu. Partidos menores não superaram a barreira de 3%, polarizando o parlamento de forma inédita entre os Estudantes e o SNS. A bancada eleita pelos estudantes é composta majoritariamente por acadêmicos, professores, artistas e especialistas com pouca experiência política tradicional, unidos sob o lema "A Sérvia ou a Máfia". [1, 2, 3, 4, 5]
  • Mudança no equilíbrio geopolítico: A Sérvia, tradicionalmente dividida em um delicado equilíbrio diplomático entre o Ocidente, a China e a Rússia, tende a mudar de rumo. O próprio Vučić declarou após a derrota que espera que as novas autoridades sérvias passem a adotar sanções contra a Rússia, sinalizando uma provável aproximação definitiva com a União Europeia. [1, 2]
O resultado representa uma virada histórica para a democracia no Leste Europeu, abrindo um capítulo focado no restabelecimento do Estado de direito, da liberdade de expressão e da justiça social no país. [1, 2]

Como um movimento estudantil nascido da tragédia pôs fim a 14 anos do governo político de Aleksandar Vučić na Sérvia.  Leia aqui