Como o Banco Central na época de Campos Neto deixou isso prosperar? Como Célio de Castro, Ibaneis Rocha e outros politicas do centrão e da extrema direita, mesmo sabendo que investir dinheiro público no Master era uma "roubada" colocou dinheiro dos velhinhos nesse tipo de coisa? E os pastores e igrejas envolvidas? Como explicar isso? Por que a imprensa não deu destaque ao problema antes disso estourar?
- Aprovação de Sócios: O BC autorizou a entrada de sócios no banco (como Daniel Vorcaro no antigo Banco Máxima) mesmo com alertas sobre ativos congelados e suspeitas de corrupção.
- Fiscalização Tardia: Embora o banco apresentasse problemas de liquidez ao longo de 2024, o BC só decretou a intervenção após a Polícia Federal prender o controlador na Operação Compliance Zero.
- Incentivo ao Risco: Críticos argumentam que a regulação permitiu que o banco oferecesse CDBs com juros irreais (até 140% do CDI), atraindo bilhões sob a falsa segurança do FGC, o que acabou gerando um rombo bilionário no fundo garantidor.
- Principais Envolvidos: Políticos como Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ) são citados como gestores cujas administrações realizaram aportes massivos no banco (o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão em apenas 8 meses).
- O "Esquema": Prefeituras e governos direcionavam os fundos de pensão dos servidores para comprar Letras Financeiras e CDBs do Master, muitas vezes ignorando comitês técnicos ou recebendo supostas propinas para tal.
- O Prejuízo: Como o FGC não cobre investimentos de RPPS, o rombo (estimado em R$ 2 bilhões apenas para esses entes) terá que ser coberto pelos próprios estados e municípios, ou seja, pelo contribuinte.
- Igreja Batista da Lagoinha: O pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e dono do fundo Reag, foi preso e é investigado por usar estruturas religiosas para lavagem de dinheiro e fraude.
- Operação de Influência: Pastores usariam sua influência política e midiática para blindar os negócios do banco e, em troca, utilizariam o sistema financeiro para movimentar recursos de origem duvidosa.
- Publicidade e Lobby: O Banco Master era um grande investidor em publicidade em diversos veículos de comunicação, o que gera o chamado "filtro comercial".
- Complexidade Técnica: Fraudes bancárias que envolvem "carteiras de crédito falsas" e engenharia financeira são difíceis de provar sem uma investigação policial ou auditoria do BC, que demorou a agir.
- Proteção Política: O envolvimento de figuras poderosas do "Centrão" e de governadores de estados importantes criava uma barreira de proteção institucional.