quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Bloco da madrugada coloca o coração de Dom Hélder no centro da folia pernambucana


O Galo agora tem coração: Dom Helder eternizado como símbolo profético da paz

O maior símbolo do Carnaval do mundo sempre teve voz, mas agora ele tem alma. Ao instalar no peito do gigante a memória de Dom Helder Camara, o Recife deixa de apenas brincar para começar a pulsar. Esse coração, que atravessou as ruas em cortejo saindo do Convento de Santo Antônio, não é um adereço: é um manifesto de luz e papel reciclado que se recusa a ignorar as feridas da nossa sociedade.

Eternizar Dom Helder no centro da Ponte Duarte Coelho é um ato de coragem estética e política. O “Bispo dos Pobres” agora vigia a folia com seu olhar de justiça, lembrando-nos que a verdadeira paz não se faz com silêncio, mas com a corajosa denúncia das desigualdades. O material sustentável, que ganha vida sob o brilho dos LEDs, é o espelho de uma trajetória que sempre viu nos pequenos a maior grandeza de um povo.

Neste Carnaval, o Galo não apenas reina; ele intercede. Cada batida luminosa em seu peito é um grito profético que atravessa a multidão, transformando a alegria em resistência. O coração do Galo agora bate por quem tem sede de justiça, provando que, em Pernambuco, a esperança não só desfila, ela comanda a massa e ilumina o futuro. 


 O Galo Gigante de 2026 levará à Ponte Duarte Coelho uma mensagem de paz, fraternidade e esperança. Batizada de Galo Folião Fraterno, a alegoria gigante que vai reinar no principal cartão-postal do carnaval do Recife entre os dias 11 e 18 de fevereiro homenageia dom Helder Câmara, símbolo da luta pelos direitos humanos e da defesa dos mais vulneráveis.

Assinada pelo designer e multiartista Leopoldo Nóbrega, em parceria com a produtora, arquiteta e designer Germana Xavier, a alegoria mantém a tradição de sustentabilidade: desde 2019, 100% da escultura é produzida com materiais descartados e recicláveis.

CDs, tampas de garrafa, plásticos, redes de pesca, conchas, lonas, restos de cortinas e garrafas PET compõem a indumentária do galo. As cores de 2026, verde, amarelo, azul e branco, fazem referência ao Brasil e dialogam com o fato de o Recife ser uma das cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027.

“O Galo Gigante traz os tons desse carnaval do Recife para Pernambuco, para o Brasil e para o mundo. Ele traz também a mensagem de que a gente precisa se conectar muito mais com o próximo, com o meio ambiente, com a arte, com a sustentabilidade, com a relação entre tradição e inovação, dentro de todo esse cenário produtivo construído por pessoas que estão ali fazendo parte, como marisqueiras, artesãos, cenógrafos, a equipe da Arte Plena, pessoas de comunidades diversas, muitas vezes invisibilizadas dentro desse cenário social”, afirma o artista Leopoldo Nóbrega.

O figurino também estabelece um diálogo entre o Sertão e o litoral pernambucano. Elementos inspirados nos gibões do cangaço, como o sol e a estrela, se unem a biojoias feitas com conchas e restos de redes de pesca, trazendo o alerta sobre o impacto do descarte inadequado de lixo nos mares e mangues. A cauda ganha sombrinhas de frevo e penas com maior volumetria, feitas a partir de tecidos reaproveitados.

A edição de 2026 traz ainda referências à ciência e à tecnologia. Espirais de DNA aparecem nas penas da cauda, simbolizando a celebração da vida. As 27 estrelas da bandeira brasileira serão produzidas em impressoras 3D pelo núcleo de robótica da comunidade do Xié e Entra Apulso. No peito, o galo exibe um Sagrado Coração iluminado por LEDs e resíduos tecnológicos.

Conhecido como o “Dom da Paz”, dom Helder foi arcebispo de Olinda e Recife de 1964 a 1985, tendo enfrentado, duramente, as ações da ditadura militar. Foi indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Sua forte ligação com o povo do Recife e com o carnaval marcou a trajetória do religioso, que via na festa popular um ato de fé e resistência. O legado do arcebispo será celebrado na escultura de 32 metros de altura e oito toneladas, uma das maiores do país.

“O coração do galo é inspirado em eom Helder: essa generosidade, essa fraternidade e esse amor pelo povo e pelo carnaval que ele sempre trouxe. É um momento de evolução, de muitas criatividades, de muitas pessoas, muitos talentos e muitos materiais expressivos. E a gente tem certeza de que isso só começa agora, porque o carnaval é feito por milhares de pessoas”, destaca Leopoldo Nóbrega.

Amiga de dom Hélder, Maria Elvanda de Araújo conta que o arcebispo sempre admirou o carnaval e que estaria honrado em receber a homenagem. “Dom Helder sempre aprovou o carnaval. A gente tem histórias dele abençoando o carnaval ou pedindo a Deus para não chover, porque o povo precisava se divertir, porque o carnaval era o momento do povo. É uma honra participar deste momento e saber que dom Helder segue sendo lembrado”, registra.

A saúde mental é outro eixo central da alegoria. Inspirada na obra de Nise da Silveira, referência no uso da arte como ferramenta terapêutica, parte da escultura foi construída por usuários de políticas públicas municipais, por meio de oficinas de arteterapia. A iniciativa envolve a Secretaria de Saúde, a Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, a Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome e a Província Franciscana Santo Antônio do Brasil.

“Nós realizamos trabalhos com oficinas arteterapêuticas para promover uma ativação real da importância da saúde mental, do cuidado com o próximo e da coletividade. Também falamos muito sobre sustentabilidade. Trazemos várias referências, incluindo Nise da Silveira, que é um ícone e uma grande inspiração para a gente”, pontua Leopoldo.

As oficinas utilizam técnicas como colagem, pontilhismo e termocolagem, com tintas à base de água e materiais como espelhos. As atividades ocorrem em equipamentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), no Centro Integrado de Atenção à População em Situação de Rua (CINPOP) e em espaços da Província Franciscana, reforçando a proposta de cuidado em liberdade, inclusão social e valorização da cultura popular.

Uma das artistas aprovadas pelo edital é Diana Araújo, de 61 anos, que tinha o objetivo de trabalhar ao lado de Leopoldo Nóbrega. “Eu trabalho com pontilhismo, e a minha especialidade é o pontilhismo 3D. Quando saiu o resultado, eu fui classificada. Fiquei bem feliz e impactada. Eu nunca pensei em participar de um trabalho tão grandioso como esse. A gente já vive a energia do Galo e nesse momento, fazer parte de uma escultura gigantesca é algo muito importante para mim”, conta.

Além disso, a construção do Galo Gigante tem um importante papel social, observa Leopoldo. Cerca de 200 usuários e usuários beneficiados pelas políticas públicas do Recife e instituições envolvidas participam da cocriação artística por meio de workshops de arteterapia.

“A gente trouxe também moradores em situação de rua, pessoas com transtornos, deficiências e pessoas que aparentemente não fazem parte dessa parcela mais glamourosa da sociedade. Mas, ao contrário, a gente sabe que a potência de cada um está no processo de cocriação, na imaginação e na participação.”

“O Galo Gigante é um marco do carnaval do Recife e de Pernambuco. Ele tem um simbolismo muito grande, tanto pela sua beleza quanto pelo gigantismo que carrega, mas também por toda a mensagem que é construída. Este ano, ele convida à fraternidade, à reflexão sobre a política de saúde mental, e todo o colorido que o envolve”, afirma o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Marcelo Canuto.

https://www.diariodepernambuco.com.br/vida-urbana/2026/01/11706154-galo-gigante-homenageia-dom-helder-camara-e-leva-debate-sobre-saude-mental-para-o-carnaval.html


 Começou o reinado, o símbolo do nosso Carnaval está de pé! 🐔 O Galo Folião Fraterno subiu e, durante toda a folia, vai estar olhando pela cidade. ❤️‍🔥✨
🌈 Olha pra cima, Recife.
🎥: Julio Santos
#PraTodosVerem Vídeo do Galo da Madrugada feito com drone, que mostra a escultura de 32 metros de pé, na Ponte Duarte Coelho.


Com homenagem a Dom Helder Câmara, Galo da Madrugada é erguido no Recife | #SBTBrasil




Há algo no Carnaval do Recife que vai além do frevo, dos blocos e das multidões. É um convite coletivo para respirar fundo, compartilhar afetos e atravessar a vida com um pouco mais de leveza. Neste ano de 2026, o Galo Gigante despontará com a temática do Galo Folião Fraterno e reafirma a força simbólica, além de assumir um papel ainda mais sensível ao colocar a saúde mental no centro da cena carnavalesca.
A alegoria gigante da Ponte Duarte Coelho, que liga os bairros da Boa Vista e de Santo Antônio, no Centro do Recife, reinará na cidade entre os dias 11 e 18 de fevereiro. 
O Galo Folião Fraterno é assinado pelo designer, multiartista e arteterapeuta Leopoldo Nóbrega, ao lado da produtora, arquiteta e designer Germana Xavier. A obra deste ano, que pesa 8 toneladas em seus 32 metros de altura, propõe um diálogo sensível entre arte, tecnologia, espiritualidade e cuidado emocional. 
Trazer a saúde mental para o Carnaval, e especificamente para o Galo Gigante, nos ajuda a reconhecer que cuidado não se faz apenas em consultórios ou serviços especializados, mas também nos espaços da cultura, da coletividade e do simbólico. Nesse sentido, a arteterapia emerge como estratégia privilegiada.
A proposta do Galo Gigante deste ano se ancora na obra e no legado da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que revolucionou as práticas psiquiátricas por ser contrária aos métodos agressivos de tratamento aplicado aos pacientes. Como uma das primeiras psiquiatras a investir na terapia ocupacional, Nise tornou essa ocupação uma maneira de explorar a criatividade e possibilitar aos pacientes a retomada de vínculos com a realidade.

O Brasil anda se sentindo mais latino-americano, não acha?

 Publicado no Intercept



Como boa goiana que sou, vejo Goiás em vários outros lugares. Às vezes vejo Goiás de um jeito bom e carinhoso, quando caminho por Valparaíso no Chile e lembro da nossa Valparaíso goiana e do gostinho da nossa pamonha que não é a mesma coisa que uma pastelera de choclo, mas eu trato como se fossem parentes.


No Peru tem muita comida boa com milho também e quando eu morei no México tive a oportunidade de comer milhos que nem conhecia. Comi também um risoto inesquecível de huitlacoche, que é um fungo do milho que o agro brasileiro trata como doença, e no México é iguaria. Por isso, quando eu ando pela América Latina, eu vejo um pouquinho da minha terra em cada país; infelizmente, na parte ruim também.


agronegócio também se nota pela região. O bioma mais desmatado no Brasil é o meu Cerrado e, embora haja queda recente na taxa de desmatamento, não tem sido suficiente.


Já pararam pra pensar que quando se desmata radicalmente, vai sobrando cada vez menos para desmatar? E assim, a taxa de desmatamento cai não necessariamente porque resolvemos preservar, mas porque não há muito de sobra para destruir? Nas regiões onde o agro já domina vemos muito disso. Por isso não adianta olharmos apenas para as taxas anuais, já que a área desmatada total também conta.


É por isso que recentemente vi bastante Goiás enquanto andava pelo Uruguai, mesmo se tratando de biomas diferentes. As monoculturas de árvores (principalmente pinus e eucaliptos) dominam 7% do território uruguaio e são usadas até para créditos de carbono fajutos hoje em dia.


O pampa sul-americano perdeu 16,3% de vegetação nativa nos primeiros vinte anos do século e já que a vegetação campestre favorece atividades como a pecuária, a produção de carne avança junto com a produção de soja, que já fez do Uruguai um dos maiores exportadores do cultivo no planeta


A integração dos nossos biomas se mistura com a nossa história de passado colonial, com o legado do colonialismo que persiste até hoje, com a concentração de renda, com a desigualdade e, portanto, também com os desafios que enfrentamos conjuntamente.


Ora somos mão de obra barata pro resto do mundo, ora somos um grande celeiro e açougue que deve abastecer uma indústria de alimentos global baseada em desperdício, monotonia alimentar, e uma lógica onde maior quantidade não significa menos fome nem qualidade nutritiva.

Esse olhar é muito importante porque o brasileiro nessa imensidão de país e falando português muitas vezes não se identifica com os seus vizinhos. Salvo quem mora em região de fronteira ou está em territórios de maior fluxo migratório, é muito fácil cair no engano de que latinos são os outros.


Mas, felizmente, tenho a impressão de que nossa integração cultural está aumentando, e viajar na região está se tornando mais atrativo para muita gente do que ir para o Norte Global.


É interessante ver o mundo mais longe de nós, mas ver o que está pertinho conta muito também. Permite encontrar caminhos comuns e desenvolver estratégias conjuntas também.


É dessa forma que sentimos a dor dos incêndios na Patagônia argentina e chilena como sentimos quando queima a Amazônia brasileira, boliviana ou colombiana. É também dessa forma que torcemos para que vizinhos se livrem da sua extrema direita e que a nossa não alcance mais poder.


Ainda, é assim que sentimos orgulho quando descobrimos que apesar de um passado cruel e explorador, as raízes comuns da América Latina também são de música, de festa, de poesia e comida boa.


Por isso que mesmo em um país em que apenas uma minoria fala espanhol (como primeira ou segunda língua), há brasileiros que se encantaram com a filosofia de Pepe Mujica, com as construções dos zapatistas, com as letras e ritmos do último álbum do Bad Bunny, e com a persistência da luta cubana. 


Que difícil é ser latino, mas que lindo também.



Pra incrementar seu conhecimento
sobre desenvolvimento, natureza

e América Latina:



Parece estranho, mas é real. Sempre que uma figura de direita quer reclamar de impostos no Brasil e argumenta que aqui é muito difícil empreender, falam como se o cenário favorável aos empresários no Paraguai significasse desenvolvimento e prosperidade geral, o que não é verdade. E como tem muito dedinho brasileiro no Uruguai e no Paraguai, fica a dica do livro "Fronteiras da dependência: Uruguai e Paraguai" (orgs: Fabio Luis Barbosa dos Santos, Fabiana Dessotti, Fabio Maldonado & Rodrigo Chagas). Dá pra entender realmente o que se passou com ganhos progressistas no Uruguai, o que se passa nas zonas francas paraguaias, enquanto se explora também o papel do agro e da política energética nos dois países.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

"O Sacerdote do Fim do Mundo": Um documentário sobre Francisco e o legado da misericórdia.

Bergoglio transformou sua vocação pastoral em um testemunho de proximidade, compaixão e acompanhamento nos lugares mais remotos do mundo e, por meio de anedotas, gestos simples e decisões corajosas, demonstra uma liderança que transforma a fé em ação concreta e transformadora.

Pôster e fotos do documentário sobre Francisco

Pôster e fotos do documentário sobre Francisco | RD/Capture

10 de fevereiro de 2026 - 19:05

Fonte: Religion Digital

(Notícias do Vaticano) – “Francisco representou a cultura do cuidado diante da cultura da crueldade, e o fez inúmeras vezes, infelizmente sozinho”, afirma Esteban Cadoche, cineasta argentino. Com essas palavras, ele resume o espírito de seu documentário,  O Sacerdote do Fim do Mundo , que explora o papado de Francisco por meio de suas decisões, ações e pensamentos mais significativos. Filmado no Brasil, na Argentina e no México, este projeto nitidamente latino-americano busca mostrar como o Papa argentino transformou a Igreja e se tornou um símbolo global da cultura do cuidado, transcendendo fronteiras religiosas, ideológicas e políticas.

A cultura do cuidado, explica Cadoche, envolve concentrar a atenção, a inteligência e o coração nos outros, especialmente naqueles que são mais vulneráveis. Em contraste com a "cultura da crueldade" — que significa causar sofrimento e se deleitar com ele — Francisco promoveu uma Igreja próxima, inclusiva e comprometida com os mais necessitados.

O documentário destaca como o Papa colocou as periferias no centro do seu ministério : os bairros mais pobres, as comunidades indígenas, as zonas rurais e os marginalizados. Vindo da América Latina, o continente com a maior população católica do mundo, Francisco promoveu uma renovação dos valores do Concílio Vaticano II e da Conferência Episcopal de Medellín, reafirmando a opção preferencial pelos pobres e excluídos.

Testemunhos de pessoas que trabalharam ao seu lado, como o padre Pepe Di Paola na Argentina e o juiz Andrés Gallardo, presidente da COPAJU (Comissão Pan-Americana de Juízes pelos Direitos Sociais), refletem a magnitude de seu impacto. “ Francisco tornou-se um ícone global, ainda maior que Gandhi ou Martin Luther King ”, afirma Cadoche, destacando como o Papa conseguiu transcender fronteiras culturais e religiosas.

Além disso, o documentário inclui vozes das comunidades indígenas Tsotsil e Tseltal de Chiapas e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil, para mostrar a diversidade de experiências e desafios que a Igreja enfrenta hoje.

O filme também destaca como Francisco abordou firmemente os abusos dentro da Igreja e promoveu a transparência e a justiça, consolidando sua liderança ética e moral em um momento crítico para a instituição. Sua aproximação com os mais vulneráveis ​​e sua promoção da sinodalidade deixaram uma marca profunda na memória coletiva, que, segundo Cadoche, perdurará por gerações.

O documentário será distribuído em cinemas, plataformas digitais e por meio de organizações comunitárias , sindicatos e câmaras de comércio de diversos setores, buscando alcançar até mesmo as comunidades mais remotas da América Latina. A própria Igreja, juntamente com organizações como o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (LACAI), será fundamental para garantir que a produção chegue a essas áreas isoladas.

“O que Francisco fez, e o que queríamos mostrar no filme, é uma revolução do cristianismo cotidiano : a certeza de que somos todos filhos de Deus, iguais em dignidade e merecedores de respeito e amor”, conclui Cadoche.

O documentário "O Padre do Fim do Mundo"  tem estreia prevista para abril de 2026, mês que marca o primeiro aniversário da morte do Papa argentino, e promete mostrar ao mundo um Pontífice que fez da cultura do cuidado não apenas um lema, mas um estilo de vida que inspira e transforma comunidades inteiras.

Francisco no blog da cultura