sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Quais indicios apontam para quem quer tirar o titulo de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil e usar a religião para obter vantagens materiais indevidas?

 


Para compreender por que a associação entre Flávio Bolsonaro e uma eventual mudança no título de Nossa Senhora Aparecida encontrou tanta repercussão, talvez seja necessário voltar um pouco mais no tempo e lembrar o espaço que determinadas lideranças evangélicas conquistaram durante o governo Jair Bolsonaro.

Não se trata de falar genericamente em “os evangélicos”. Milhões de evangélicos brasileiros não participaram desse processo e não podem ser responsabilizados pelas ações de determinadas lideranças. A questão é outra: quais pastores e dirigentes religiosos conquistaram acesso ao poder público, como esse acesso funcionou e o que aconteceu quando algumas dessas relações foram colocadas sob investigação?

O caso mais emblemático foi o Ministério da Educação.

Durante o governo Bolsonaro, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, embora não ocupassem cargos no governo, passaram a circular com extraordinária frequência pelo Ministério da Educação, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e pelo próprio Palácio do Planalto.

Levantamento da Folha de S.Paulo, baseado em registros obtidos pela Lei de Acesso à Informação, contabilizou 127 visitas dos dois ao MEC e ao FNDE. No Palácio do Planalto, foram registradas outras 45 entradas entre 2019 e 2022. Arilton Moura esteve 90 vezes no MEC e 21 no FNDE. Gilmar Santos esteve 13 vezes no MEC e três no FNDE.

A situação chamou atenção porque os dois religiosos passaram a atuar como intermediários na relação entre prefeitos e o Ministério da Educação, especialmente em torno da liberação de recursos do FNDE.

Prefeitos relataram que os pastores teriam pedido vantagens indevidas para intermediar a liberação de recursos públicos. O episódio provocou uma investigação sobre suspeitas de corrupção e levou à prisão temporária dos pastores e do então ministro da Educação, Milton Ribeiro. A investigação permaneceu aberta posteriormente.

Um áudio de Milton Ribeiro tornou o caso ainda mais grave. O então ministro afirmou que havia um pedido especial do presidente Jair Bolsonaro relacionado ao pastor Gilmar e que haveria uma prioridade para pessoas ligadas a ele. O episódio terminou com a saída de Ribeiro do Ministério da Educação.

O que o caso do MEC revelou foi a existência de um canal de influência de líderes religiosos sem cargo público sobre decisões relacionadas à distribuição de recursos federais.

E esse precedente é importante para a discussão atual porque mostra que a aproximação entre religião e poder, durante o governo Bolsonaro, não ficou restrita a discursos eleitorais ou fotografias em igrejas.

Ela chegou ao interior da máquina pública.

De Brasília ao Banco Master

As investigações da Operação Compliance Zero, conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal, atingiram o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e outras pessoas suspeitas de participação em um esquema de fraudes. A investigação é criminal e seus envolvidos continuam submetidos ao devido processo legal.

Entre os personagens alcançados pela investigação está Fabiano Zettel, pastor da Igreja Batista da Lagoinha e cunhado de Daniel Vorcaro.

Em setembro de 2026, veio a público um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras mostrando que uma conta da Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, movimentou R$ 57,1 milhões em operações consideradas atípicas entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O valor era muito superior ao faturamento anual presumido da unidade, estimado em aproximadamente R$ 950 mil.

Segundo os dados divulgados, Zettel realizou 26 lançamentos que somaram R$ 19,2 milhões. O relatório também apontou transferências envolvendo pessoas ligadas à família Vorcaro e recursos destinados a construtoras e incorporadoras. O Coaf considerou que as operações poderiam indicar tentativa de ocultação da origem ou destino dos recursos.

Zettel  foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero e é apontado pelos investigadores como integrante da estrutura financeira investigada. Sua defesa tem direito de apresentar sua versão e o caso ainda depende do devido processo judicial.

A Lagoinha e André Valadão

A dimensão religiosa do caso aparece porque Zettel era pastor de uma unidade da Igreja Batista da Lagoinha, denominação presidida nacionalmente por André Valadão.

Quando o caso veio a público, Valadão gravou uma mensagem dirigida aos fiéis na qual pediu perdão pelo envolvimento da unidade da igreja e afirmou ter confiado em pessoas que posteriormente o surpreenderam por situações de suas vidas que, segundo ele, não conhecia.

A Lagoinha Global, por sua vez, afirmou que as unidades possuem autonomia administrativa e financeira e que os valores movimentados pela unidade de Belvedere não eram de conhecimento da direção nacional. André Valadão também afirmou que a instituição nacional não captou, administrou ou recebeu aqueles recursos.

Quando religião, política e negócios se encontram

O caso fica ainda mais complexo porque a Lagoinha não é apenas uma denominação religiosa com presença nacional. Ela também se tornou um espaço importante de circulação de figuras políticas conservadoras.

O ambiente da igreja recebeu políticos identificados com o bolsonarismo. André Valadão manifestou posições políticas públicas durante o ciclo eleitoral anterior e seu espaço religioso foi frequentado por figuras como Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira.

Renato Teixeira - Romaria (part. Chitãozinho & Xororó, León Gieco, Pena Branca e Joanna)


Ouça outra bela canção de Roberto Malvezzi (Gogó) em homenagem a Padroeira do Brasil,  Senhora Aparecida. AQUI

O que tudo isso tem a ver com Nossa Senhora Aparecida?

À primeira vista, nada.

E é exatamente aí que a discussão precisa ficar mais cuidadosa.

A história que viralizou nesta semana — a de que Flávio Bolsonaro retiraria Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil — não foi comprovada. O projeto utilizado para sustentar a afirmação é o PL 2.623/2007, de Victório Galli, arquivado em 2008. A própria Câmara confirma isso.

Mas Galli era pastor evangélico, autor daquele projeto e posteriormente ocupou cargo no governo Jair Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, o próprio Flávio Bolsonaro afirmou em agosto de 2026 que, caso eleito, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

E sua campanha mantém relações públicas com lideranças evangélicas.

É esse conjunto de fatos que explica por que a declaração atribuída a setores evangélicos encontrou terreno fértil.

O problema não são os evangélicos

Não há nada de ilegítimo em um evangélico participar da política. Nem em um pastor apoiar um candidato. Nem em um católico defender Nossa Senhora Aparecida.

O problema começa quando a autoridade religiosa se transforma em acesso privilegiado ao Estado, quando relações religiosas servem de ponte para negócios pouco transparentes ou quando a fé é utilizada como argumento para estabelecer quem pertence ou não pertence à nação.

O caso do MEC mostrou uma situação em que pastores sem cargo público adquiriram acesso extraordinário à estrutura federal e foram acusados por prefeitos de intermediar recursos mediante pedidos de vantagens indevidas.

O caso Banco Master, já em outro contexto, mostra investigadores examinando movimentações financeiras atípicas de dezenas de milhões de reais em uma igreja ligada a um pastor que também tinha vínculo familiar com o principal personagem da investigação.

E talvez seja justamente essa a discussão que a polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida acabou trazendo de volta.

Não sabemos se existe um plano para mudar o título da Padroeira do Brasil.

Sabemos, porém, que existe uma disputa real sobre o lugar da religião na política brasileira.


Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida: Entenda a polêmica envolcendo o senador e os católicos




Marco Feliciano, aliado do clã Bolsonaro, chamou Igreja Católica de “religião morta e fajuta”; veja vídeo

Aliado histórico do clã Bolsonaro, Feliciano diz em vídeo que a Igreja Católica é o "avivamento de Satanás", incita evangélicos contra católicos e diz que "Jesus não foi feito para ser enfeite de pescoço de homossexual, pederasta e lésbica".

https://revistaforum.com.br/politica/marco-feliciano-bolsonaro-igreja-catolica-de-religiao-morta-e-fajuta/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook#google_vignette


Para saber mais clique AQUI






quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Bad Bunny libera música para campanha de Lula sobre soberania nacional

 



A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma nova peça eleitoral com uma versão adaptada da música Lo Que Le Pasó a Hawaii, de Bad Bunny, do álbum Débi Tirar Más Fotos, vencedor do Grammy. Segundo a campanha, a equipe do artista porto-riquenho confirmou a autorização para o uso da música.

O vídeo reforça o discurso de soberania nacional adotado por Lula e serve como forma de contrapor as tentativas de interferência do governo de Donald Trump no Brasil, assim como seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

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A propaganda começa com uma narração do ator Wagner Moura sobre a origem do sobrenome Silva. “Quando os portugueses chegaram, em 1500, encontraram a selva. Selva em latim é Silva”, afirma. Antes da música iniciar, ele continua: “Quem nascia aqui, para eles, era ‘da selva’. O povo brasileiro sempre foi ‘da Silva'”.

“Querem tomar o rio, e também a praia, querem as terras raras, querem que a gente saia. Não largue a bandeira, não esqueça o que vivi, não quero que façam contigo, o que fazem por aí”, diz outro trecho da campanha.

Cobertura especialEleições 2026

A peça eleitoral também mostra imagens de bolsonaristas carregando bandeiras dos Estados Unidos, além de referências a medidas e declarações relacionadas ao governo Trump.

A música Lo Que Le Pasó a Hawaii compara a história do Havaí e os processos que afetaram Porto Rico, e alerta para a possibilidade de perda de identidade e de transformação da ilha diante da influência norte-americana.

O vídeo termina com uma declaração de Lula: “O Brasil tem um único dono: o povo brasileiro”.

Bad Bunny, latinidade e trumpismo

O álbum Débi Tirar Más Fotos, do rapper porto-riquenho Bad Bunny, reivindicou a luta pela independência de Porto Rico, movimento que causou insatisfação por parte do governo dos Estados Unidos. Além disso, também utilizou sua obra para denunciar e conscientizar sobre assuntos culturais, políticos e sociais, e trouxe visibilidade para a ilha.

O cantor usou seu espaço midiático para denunciar as políticas trumpistas em relação à imigração. Nas últimas eleições presidenciais, em 2024, o rapper decidiu expressar seu apoio à candidatura de Kamala Harris como forma de repúdio a Donald Trump, que exibiu em um de seus comícios de campanha uma declaração do comediante Tony Hinchcliffe na qual este se refere a Porto Rico como “uma ilha de lixo flutuante”.

Já na sua última turnê, o cantor escolheu não realizar seus shows em solo norte-americano e disse que é “desnecessário”, sobretudo justificou preocupação pelas prisões que estão sendo realizadas pelo Serviço de Imigração Americano (ICE). Isso porque a maioria dos seus fãs são imigrantes que residem nos Estados Unidos.

(6) Lula defende mudança na Constituição para transformar Cultura em política de Estado. Texto, imagens e algumas canções das 13 para nos lembrar a melhor escolha em 04 de Outubro , incluindo câmara e senado.

 


Lula entre Chico Buarque e Paulinho da Viola CRÉDITO: RICARDO STUCKERT

FOI UMA AULA INESPERADA: ANIMAR O PÚBLICO COM ‘BANHO’ DE REALIDADE... | Cortes 247


“Lula, meu amor”: Russo Passapusso faz discurso emocionante em apoio a Lula🔥




"Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura (...), para que se transforme ela numa política de Estado, ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo" - Lula

Declaração foi feita em encontro com personalidades como Chico Buarque, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho na Fundição Progresso. Presidente busca ampliar mobilização em torno da candidatura à reeleição.

Por Raoni Alves, g1 Rio - 23/09/2026 20h16  Atualizado há 10 horas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na noite desta quarta-feira (23), de um ato com artistas e representantes do setor cultural na Fundição Progresso, na Lapa, no Centro do Rio. O evento, parte da campanha à reeleição, ocorre a 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. No encontro, ele defendeu uma emenda constitucional para instituir a cultura como política de governo.

Foram ao evento lideranças políticas e personalidades da cultura como Chico Buarque, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Lenine, Chico César, Mestre Ciça, Malu Mader, Tony Belotto, Cissa Guimarães, Leandro Vieira, Daniela Mercury e Fernanda Abreu.

Também participaram do ato a primeira-dama Janja; a ministra da Cultura, Margareth Menezes; a deputada federal Benedita da Silva (PT); a vereadora Mônica Benício (PSOL) e o prefeito Eduardo Cavaliere.

Por volta das 20h15, o candidato foi anunciado no palco. Em sua fala, ele defendeu a criação de uma emenda à Constituição para transformar a política cultural em uma política de Estado, e não de governo. Segundo Lula, a medida teria o objetivo de impedir que as políticas para o setor sejam alteradas ou descontinuadas a cada troca de presidente.

Lula afirmou que já havia tentado, ao final de seu segundo mandato, consolidar as políticas culturais implementadas durante os oito anos de governo. Segundo ele, a ideia era criar uma espécie de "CLT da Cultura", reunindo e dando continuidade às ações desenvolvidas naquele período.

"Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura", afirmou.

O presidente disse que uma mudança constitucional seria, na avaliação dele, a forma mais segura de garantir a continuidade das políticas culturais.

"A gente tem que saber como é que pode fazer uma emenda constitucional para que a gente pegue a centralidade da Cultura e transforme ela numa política de Estado, ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo", disse Lula.

Ele também pediu que deputados e senadores presentes ao evento discutam a possibilidade de apresentar uma proposta nesse sentido.

Atualmente, a Constituição já estabelece que o Estado deve garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. O texto constitucional também prevê o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, e o Sistema Nacional de Cultura.

Na avaliação de Lula, porém, as estruturas existentes não seriam suficientes para impedir mudanças provocadas pela troca de governo. Ao falar sobre sua experiência na Presidência, ele criticou alterações feitas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

"O Bolsonaro destruiu o ministério não apenas da Cultura; ele destruiu o Ministério do Trabalho, ele destruiu o Ministério da Indústria e Comércio", afirmou.

Lula também defendeu a existência de ministérios voltados a diferentes segmentos sociais. Segundo o presidente, essas estruturas permitem a participação da sociedade na elaboração das políticas públicas.

"Os ministérios que a gente coloca como representação dos segmentos sociais é a coisa mais barata, é o que gasta menos e é o que dá mais lucro do ponto de vista político, porque é o que permite a participação da sociedade na elaboração das decisões políticas do governo."

A agenda desta quarta faz parte da estratégia da campanha de Lula de ampliar a mobilização em torno da candidatura à reeleição. O encontro ocorre um dia após a participação de Lula na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Na sexta-feira (25), Lula tem um encontro em São Paulo voltado à mobilização de outro setor, o de negócios. São esperados mais de 200 convidados entre banqueiros, empresários da indústria, do agronegócio e donos de grandes companhias do país.

"Nós vamos acabar com as 'Bets"

Lula também afirmou durante o ato que pretende "acabar com as bets", como são conhecidas as casas de apostas esportivas. Lula criticou o modelo de negócios e disse que as empresas usam dinheiro de apostadores, principalmente pessoas pobres, para financiar clubes de futebol.

O presidente também voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais e afirmou que, se eleito, pretende impedir que crianças e adolescentes sejam vítimas de violência nesses ambientes.

Ao falar sobre as casas de apostas, Lula citou clubes brasileiros que conquistaram títulos mundiais antes da existência das bets.

"Eu vi um documento entregue pelos clubes de futebol que eu ainda não recebi, dizendo que se acabar com as BETs eu vou acabar com o futebol", afirmou, provocando risos na plateia.

Na sequência, Lula citou Santos, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional e Grêmio e lembrou títulos mundiais conquistados por clubes brasileiros antes da expansão das apostas esportivas.

"Em 58 nós fomos campeões do mundo, em 62 nós fomos campeões do mundo, em 70 nós fomos tricampeões, em 94 nós fomos tetra e em 2002 fomos penta sem BETs!", disse, sob aplausos do público.

Lula também criticou o argumento de que as casas de apostas são importantes para financiar o futebol. Segundo ele, o dinheiro utilizado pelas empresas vem principalmente dos próprios torcedores.

"O torcedor pobre vai ao campo. Ele compra a camisa do time e paga pela propaganda que está lá. E ele compra a camisa para ele, para a mulher dele, para o filho dele. Ele está ajudando o clube", afirmou.

Em seguida, criticou diretamente o modelo das apostas esportivas.

"Agora chegam as 'bets', que não oferecem nenhum entretenimento para ninguém! Sabe, e ficam financiando os clubes com o quê? Com o dinheiro do pobre! É o pobre que joga, é o pobre que fica doente, é o pobre que se mata", disse.

Durante o evento Lula comparou seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mesmo evento, na terça-feira (22).

"O importante do meu discurso na ONU não foi só o meu discurso, foi comparar o meu discurso com o discurso do Trump, é importante. Comparar o discurso de um presidente de um país em desenvolvimento e comparar com discurso presidente que começa dizendo eu tenho o maior exército do mundo, eu tenho maior Marinha do mundo, eu tenho maior bomba do mundo, eu sou o país mais forte do mundo", disse Lula.

Fonte:  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/09/23/lula-artistas-na-lapa-rio-na-reta-final-da-campanha.ghtml

Lula propõe inscrever política cultural na Constituição para tornar o financiamento permanente

Ato 'Cultura com Lula' reuniu lideranças políticas e personalidades de prestígio da cultura brasileira

23.set.2026 - 21:50 - Rio de Janeiro (RJ)

Juliana Passos

“Não tem nada melhor para abrir a cabeça do ser humano do que a cultura”, disse o presidente. Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) extinguiu o Ministério da Cultura, impactando a execução de políticas e fazedores culturais em todo o país.

O ato “Cultura com Lula” reuniu lideranças políticas e personalidades de prestígio da cultura brasileira, como Chico Buarque, Daniela Mercury e Zeca Pagodinho, e uma plateia lotada de militantes e apoiadores na Fundição Progresso, no centro do Rio.

Lula também destacou a construção de bibliotecas nos conjuntos do Minha Casa, Minha Vida como parte da estratégia de descentralização dos equipamentos culturais. A proposta busca levar esses espaços para mais perto das comunidades, especialmente para regiões afastadas dos centros das cidades, ampliando o acesso da população à leitura e às atividades culturais.

“Normalmente a biblioteca fica no centro de todas as cidades. Então, essas bibliotecas precisam estar onde o povo mora, nos bairros, para que todos tenham acesso.” Ele também destacou que os Pontos de Cultura passaram de 7 mil para 17 mil neste terceiro mandato. O presidente também prometeu ouvir a juventude para pensar a política de cultura.

A importância da valorização da cultura apareceu no discurso de Lula já na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22). Na ocasião, ao tratar da soberania e dos direitos digitais, em um mundo cada vez mais impactado por tecnologias de Inteligência Artificial, o presidente enfatizou que o país não tolerará modelos predatórios e ressaltou categoricamente a meta de “assegurar a justa remuneração de artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual”.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou os principais avanços do Ministério da Cultura na descentralização dos recursos destinados ao setor. Com o repasse fundo a fundo, 99% dos municípios brasileiros passaram a receber recursos do Ministério da Cultura (MinC) para a realização de editais e ações na área da cultura.

“Chegamos a quase totalidade das cidades e 100% dos estados. Estamos acreditando aqui que a Política Nacional Aldir Blanc cumpriu também a sua função”, disse a ministra.

Menezes também destacou a ampliação da Lei Rouanet, de três mil para seis mil empresas cadastradas e sua expansão para além do Sudeste.

Desafios da pasta

O presidente Lula já possui uma lista de propostas para colocar em prática, em um quarto mandato, a partir das diretrizes aprovadas na 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada em Brasília em março de 2024.

Entre os principais encaminhamentos estão a necessidade de criação de um Sistema de Proteção Social para os Trabalhadores da Cultura, assegurando a atualização de cadastros profissionais (CNAE e CBO), aposentadoria especial e garantias contra a intermitência do setor.

Outra pauta colocada, e que teve avanços importantes desde a Conferência, foi a consolidação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), que passou a ser regulamentado e teve uma comissão de trabalho instituída.

Outra definição importante da Conferência foi a prioridade dada à reparação histórica e ações afirmativas com cotas para populações negras, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, periferias e pessoas LGBT+.

Destacam-se ainda a ampliação da representatividade no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a aplicação do “Fator Amazônico”, para compensar especificidades logísticas e garantir equidade nos repasses para a região Norte e territórios de fronteira.

Além disso, o conjunto de resoluções propõe a atualização dos direitos autorais no ambiente virtual, com a regulação ética da Inteligência Artificial e a tributação de grandes plataformas digitais, garantindo a remuneração justa aos criadores e a proteção da propriedade intelectual humana.

https://www.brasildefato.com.br/2026/09/23/lula-propoe-inscrever-politica-cultural-na-constituicao-para-tornar-o-financiamento-permanente/

LULA SE ENCONTROU COM ARTISTAS, QUE O APOIAM, E PROPÕE REVOLUÇÃO NAS PERIFERIAS

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o apoio de dezenas de artistas em um grande ato realizado na noite desta quarta-feira (23), na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e apresentou como uma das prioridades de um eventual quarto mandato uma ampla transformação cultural das periferias brasileiras. O encontro, batizado de “Cultura com Lula”, reuniu cerca de cem representantes do setor cultural e ocorreu a 11 dias do primeiro turno das eleições presidenciais.

Entre os participantes estavam nomes de diferentes gerações e expressões da cultura brasileira, como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Lenine, Chico César, Fernanda Abreu, Malu Mader e Marieta Severo. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a primeira-dama Janja também participaram do encontro.

Cultura como política de Estado

Um dos principais compromissos apresentados por Lula foi a defesa de uma emenda constitucional para consolidar a cultura como política de Estado. A proposta busca assegurar a continuidade dos investimentos e programas culturais independentemente das mudanças de governo, reduzindo a vulnerabilidade do setor às oscilações políticas.

A ideia está associada à avaliação de Lula sobre o que ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, período em que o Ministério da Cultura foi extinto e incorporado inicialmente ao Ministério da Cidadania. Para o presidente, a experiência demonstrou a necessidade de criar mecanismos permanentes de proteção às políticas culturais.

Lula também defendeu a descentralização dos investimentos. Em sua visão, teatros, cinemas, bibliotecas, centros culturais e oportunidades para criação artística não podem permanecer concentrados nas áreas mais ricas e centrais das grandes cidades.

A proposta é fazer da cultura um instrumento de transformação das periferias, permitindo que crianças e jovens tenham contato com diferentes formas de expressão artística e, ao mesmo tempo, criando condições para que talentos surgidos nas próprias comunidades possam produzir e circular.

Uma revolução cultural nas periferias

A concepção apresentada pelo presidente parte da ideia de que cultura não deve ser tratada como privilégio, mas como direito. Nesse sentido, ampliar o acesso à produção cultural significaria também fortalecer cidadania, pertencimento e reconhecimento social.

O projeto defendido no encontro busca inverter a lógica tradicional de concentração dos equipamentos culturais. Em vez de esperar que moradores das periferias se desloquem até os grandes centros para consumir cultura, o objetivo seria aproximar os investimentos públicos das comunidades e estimular a produção artística local.

A estratégia também procura ampliar a diversidade das manifestações culturais contempladas pelas políticas públicas, incorporando expressões produzidas nas periferias, no interior e em diferentes regiões do país.

Artistas entram na reta final da campanha

O encontro no Rio acontece em um momento de mobilização crescente do setor cultural em favor da reeleição de Lula. Nos últimos dias, artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Malu Mader, Sophie Charlotte, Xamã e Zélia Duncan participaram de manifestações públicas de apoio à candidatura do presidente.

Durante o ato na Fundição Progresso, Lula também relacionou cultura e democracia e convocou os artistas a participarem do debate público nesta reta final da eleição.

O presidente afirmou que o setor cultural desempenha papel relevante na defesa das liberdades democráticas e na resistência a projetos autoritários. Para Lula, artistas têm capacidade de dialogar com parcelas amplas da sociedade e contribuir para debates que ultrapassam a própria produção cultural.

Além das propostas estruturais para o setor, o encontro abordou outros temas da agenda nacional. Daniela Mercury, por exemplo, defendeu o fim das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets, proposta que também foi reiterada por Lula durante o evento.

Ao colocar a cultura no centro de sua agenda para um eventual novo mandato, Lula procura associar a reconstrução das políticas públicas do setor a uma ambição mais ampla: fazer da presença do Estado nas periferias não apenas uma resposta às carências sociais, mas também um caminho para ampliar oportunidades, criatividade, identidade e participação na vida cultural brasileira.

https://afinsophia.org/2026/09/24/lula-se-encontrou-com-artistas-que-o-apoiam-e-propoe-revolucao-nas-periferias/



Tocar

Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som

Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som


Sou mensageiro

Sou do saco da farinha

Sou do largo da lapinha

Sou também do gantois

Toco pandeiro

Diplomado em agogô

Sou sino badalador

Meu negócio é tocar


Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som

Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som


Sou mensageiro

Sou do saco da farinha

Sou do largo da lapinha

Sou também do gantois

Toco pandeiro

Diplomado em agogô

Sou sino badalador

Meu negócio é tocar


Toco tambor

Toco pandeiro

Toco agogô

Pro mundo inteiro ouvir


Sou tocador

Toco, só toco amor

Sou sino badalador

Meu negócio é tocar [2x]


Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som

Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som


Sou mensageiro

Sou do saco da farinha

Sou do largo da lapinha

Sou também do gantois

Toco pandeiro

Diplomado em agogô

Sou sino badalador

Meu negócio é tocar


Toco tambor

Toco pandeiro

Toco agogô

Pro mundo inteiro ouvir


Sou tocador

Toco, só toco amor

Sou sino badalador

Meu negócio é tocar [4x]


Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som

Tocar, sempre é bom tocar

Transformar tudo em som

compositores da letra "Tocar": CARLINHOS BROWN, ARY DIAS

Força da Imaginação

Dona Ivone Lara


Força da imaginação, vai lá

Além dos pés e do chão, chega lá,

O que a mão ainda não toca

Coração um dia alcança

Força da imaginação, vai lá


Força da imaginação, vai lá

Além dos pés e do chão, chega lá,

Coração um dia alcança

Força da Imaginação

Vai lá

Força da Imaginação

Vai lá


Quando um poeta compõe mais um samba

Ele funda outra cidade

Lamentando a sua dor ele faz felicidade

Força da imaginação

Na forma da melodia

Não escurece a razão

Ilumina o dia-a-dia


Força da imaginação, vai lá

além dos pés e do chão, chega lá,

o que a mão ainda não toca

Coração um dia alcança

Força da Imaginação

Vai lá

Força da Imaginação

Vai lá


Quando uma escola traz de lá do morro

O que no asfalto nem é sonho

Atravessa o coração um entusiasmo medonho

Força da imaginação

Se espalhando na avenida

Não pra animar a fraqueza

Mas pra dar mais vida à vida

(3x)


Força da imaginação, além dos pés e do chão

Chega lá, o que a mão ainda não toca

Coração um dia alcança

Força da Imaginação

Vai lá

Força da Imaginação

Vai lá

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Ponto de Cultura

Leci Brandão

Você se apropriou

Da nossa identidade

Você nos expulsou

Do centro da cidade

Você não publicou

Aquela entrevista

Você não revelou que sou protagonista


Só porque você tem poder

Acha que vai nos convencer

Estamos prontos pra valer

A nossa força é o saber


Só porque você tem poder

Acha que vai nos convencer

Estamos prontos pra valer

A nossa força é o saber


Tem hip-hop na comunidade

Tem grafiteiro com dignidade

O teatro é realidade

Também tem literatura

Dançadeira a sua vaidade

Capoeira toda liberdade

A bandeira da sinceridade

Salve o ponto de cultura


Tem hip-hop na comunidade

Tem grafiteiro com dignidade

O teatro é realidade

Também tem literatura

Dançadeira a sua vaidade

Capoeira toda liberdade

A bandeira da sinceridade

Salve o ponto de cultura


Só porque você tem poder

Acha que vai nos convencer

Estamos prontos pra valer

A nossa força é o saber


Só porque você tem poder

Acha que vai nos convencer

Estamos prontos pra valer

A nossa força é o saber







Todo Mundo Nasce Artista

Aíla


Todo mundo nasce artista

Depois vem a repressão

Não faz arte - diz a tia

Vê se deixa de invenção!


Todo mundo nasce artista

Depois vem a castração

E o artista que há em nós

Vai do quarto pro porão


Todo mundo nasce artista

Depois vem a podação

E a vida fica triste

Sem arte, sem emoção


Todo mundo nasce artista

Depois vem a piração

Alcoolismo, suicídio

Doença mental, depressão


E essa doença tem cura

Existe uma salvação

Faça arte! Faça arte!

Mesmo que sua mãe diga que não




Gosto muito do Elvis, gosto muito do Michael
Mas vamos falar de Luís Gonzaga
Vamos cantar Mestre Baracho
Lia de lá, Lia de cá
Vamos botar os pés na água
Gente, vamo combinar?
Beyoncé é maravilhosa!
Mas vamos cantar o que é de casa
Vamos saudar as caboclas
Cantar raiz dá liberdade
De entender o seu país
Abrir as portas do mundo é sempre bom
Deixar fluir distintos arrebóis
Mas volta à casa e então tu ouvirás
O som da tua terra consegue te fazer vibrar
Vamos negrar nossas paredes
E celebrar Gilberto Gil
Sim, respeitar o que é de longe
Mas colher o que plantar aqui
Vamos limpar os pés no barro
E saravá nosso tambor
Ouvir os sons que vêm da mata





Procuro gente
De alma livre e coração gigante
Gente sem aquela cara
De livro velho, mofado na estante
Gente simples
E em mutação constante
Que acredita que o futuro
Acontece agora nesse instante
Gente que prefere dividir
Do que ter sozinho
Que ao invés da chegada
Acha mais importante o caminho
Gente que prefere morrer
A ter uma vida vazia
Que não desvia o olhar
E que escolhe amar
Como se fosse o ultimo dia

chorus

Gente que sonha, gente que dança
Gente que nunca perde a esperança
Gente que aceita se arriscar
E vive sem ter medo de errar
Gente que sonha, gente que dança
Gente que nunca perde a esperança
Gente que aceita se arriscar
E vive sem ter medo de errar

verse

Ah, ah, ah, ah
E vive sem ter medo de errar
Ah, ah, ah, ah
Procuro gente
De alma livre e coração gigante
Gente sem aquela cara
De livro velho, mofado na estante
Gente simples
E em mutação constante
Que acredita que o futuro
Acontece agora nesse instante
Gente que prefere dividir
Do que ter sozinho
Que ao invés da chegada
Acha mais importante o caminho
Gente que prefere morrer
A ter uma vida vazia
Que não desvia o olhar
E que escolhe amar
Como se fosse o ultimo dia

chorus

Gente que sonha, gente que dança
Gente que nunca perde a esperança
Gente que aceita se arriscar
E vive sem ter medo de errar
Gente que sonha, gente que dança
Gente que nunca perde a esperança
Gente que aceita se arriscar
E vive sem ter medo de errar
Gente que sonha, gente que dança
Gente que nunca perde a esperança
Gente que aceita se arriscar
E vive sem ter medo de errar
Gente que sonha, gente que dança
Gente que nunca perde a esperança
Gente que aceita se arriscar
E vive sem ter medo de errar




A gente anda inseguro

Construindo muros no chão

Arquitetando no escuro nossa direção

Viver de esperança cansa, eu sei

A nossa crença se abalou

Mas frases de ódio não vão vingar

Chega pra cá pra falar de amor


A gente tá no dia a dia

E às vezes a alegria não tá

Vivendo sem ter companhia ninguém vai chegar

O mundo anda reclamando demais

A fé na vida não firmou

Mas ondas do medo não vão soar

Fúria e amargura não vão se impor

Deixa a tristeza pra lá


Vem cá, a lua tá cheia

Vamos contar histórias

Falar de coisa boa

Vem cá, olhar para as estrelas

Vamos criar memórias

Elogiar pessoas


A gente anda inseguro

Construindo muros no chão

Arquitetando no escuro nossa direção

Viver de esperança cansa, eu sei

A nossa crença se abalou

Mas frases de ódio não vão vingar

Chega pra cá pra falar de amor


A gente tá no dia a dia

E às vezes a alegria não tá

Vivendo sem ter companhia ninguém vai chegar

O mundo anda reclamando demais

A fé na vida não firmou

Mas ondas do medo não vão soar

Fúria e amargura não vão se impor

Deixa a tristeza pra lá


Vem cá, a lua tá cheia

Vamos contar histórias

Falar de coisa boa

Vem cá, olhar para as estrelas

Vamos criar memórias

Elogiar pessoas


Vem cá, a lua tá cheia

Vamos contar histórias

Falar de coisa boa

Vem cá, olhar para as estrelas

Vamos criar memórias

Elogiar pessoas




Preciso ler mais livros

Assistir a novos filmes

E as peças em cartaz

Sair um pouco mais

Preciso ouvir mais discos

Ver shows de outros artistas

Voltar a ir ao circo

Torcer pro trapezista

Visitar as galerias

Frequentar mais os museus

Cair na boemia

Chegar perto de Deus

Orquestras, balés e corais

Mostras e exposicões, festivais

2x Ouvir, olhar, sentir, bater palmas

E alimentar de luz minha alma


http://acaoculturalse.blogspot.com/2018/07/arte-contra-barbarie-no-festiva.html


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1. Cultura e Periferia: O Combate ao Crime Organizado
Lula colocou a cultura como o principal vetor de emancipação e segurança pública em regiões vulneráveis. O foco do plano é descentralizar os investimentos do Centro e das zonas ricas para levar infraestrutura cultural onde o Estado é ausente. [1, 2]
    • A lógica social: Para Lula, a expansão de cinemas, teatros, bibliotecas e equipamentos de formação artística nas quebradas atua diretamente no enfrentamento à criminalidade. [1]
    • O discurso: "Nós temos que fazer a cultura chegar no chão do bairro, no chão da periferia. Aonde as pessoas têm medo de ir e os bandidos do crime organizado mandam na vila", afirmou o presidente, reforçando que a arte deve disputar o espaço público diretamente com o crime. [1]
2. Cultura e Minha Casa Minha Vida: Espaços Literários
Em uma das grandes novidades práticas do programa de governo para o setor apresentado no evento, Lula propôs integrar o acesso à leitura diretamente à política de habitação popular. [1]
    • A meta habitacional: O plano estabelece que novos condomínios residenciais financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida deverão conter bibliotecas comunitárias em suas estruturas físicas. O objetivo é suprir o deficit cultural do país, assegurando paralelamente que cada município brasileiro passe a contar com ao menos uma biblioteca pública ativa. [1]
3. Cultura e Juventude: A Disputa contra os Algoritmos
O presidente demonstrou forte preocupação com o isolamento digital e o endividamento dos jovens pelas plataformas de apostas online (bets), sinalizando que a juventude precisa ser resgatada para os espaços físicos de convivência. [1]
    • Ameaça tecnológica: Lula abriu suas críticas afirmando que as Big Techs estão aprisionando o futuro das novas gerações. "Precisamos motivar nossa juventude, que já foi mobilizada por muitas coisas boas. Minha preocupação é que parte dela esteja cada vez mais atrelada aos algoritmos. Se não fizermos essa luta, os algoritmos vão ganhar", alertou. [1]
    • Escuta ativa e Espaços CRIA: Para atrair essa parcela, Lula se comprometeu a realizar rodadas de escuta direta com movimentos juvenis e anunciou a expansão dos Centros de Referência da Infância e Adolescência (CRIAs) — galpões de fomento destinados à produção, geração de renda e formação técnica voltados a jovens artistas urbanos. [1, 2]