informações sobre ações culturais de base comunitária, cultura periférica, contracultura, educação pública, educação popular, comunicação alternativa, teologia da libertação, memória histórica e economia solidária, assim como noticias e estudos referentes a análise de politica e gestão cultural, conjuntura, indústria cultural, direitos humanos, ecologia integral e etc., visando ao aumento de atividades que produzam geração de riqueza simbólica, afetiva e material = felicidade"
João Pedro Stédile esteve na UFS e ontem, 26/07, proferiu palestra para a comunidade acadêmica e outros: a CULTURA deve ser a forma pela qual se tocará as massas, revitalizando movimentos necessários à dinâmica democrática...
Importante contribuirmos com frases e desenhos em cartolinas. Algumas frases abaixo para memes serve também para cartazes...
Na manifestação a favor do IPES no dia 31 de julho só não vai quem já morreu
Muitos caíram no conto do Belivaldo &Fábio. Forma moderna do conto do vigário.
Muita gente só coloca fechadura na porta depois de roubado.
Então quer dizer que com o aumento do desconto do IPES estamos ficando mais pobres?
"Vamos lá, vamos lá. A história ninguém deterá é rio que corre pro mar.. NInguém vai nos calar....." Verso de uma canção gravada pelo Grupo musical "Cantores de Deus" .. . É mais uma canção a qual me veio a lembrança a partir de um comentário muito sincero e que toca na nervura do real, postado por Silva no grupo de servidores "Todos em defesa do IPES" , também corroborado por outras pessoas em seguida .. Importante que os carros de som utilizem estas canções, vez em quando. Nem só de discursos vive os lutadores do povo..
Como organizar e sustentar o bloco dos indignados contra o assalto legalizado. (*)
Neste dia 26 de julho, a minha segunda postagem com música foi apagada em dos grupos de whatsapp de servidores que participarão da manif do dia 31 de julho em favor do IPES, quando isso
acontece é porque a chatice não quer dar lugar a criatividade..Depois não
reclamem porque os atos começam cheios e ficam esvaziados. Tenho dito! E não
somente com palavras...
A resposta de quem apagou: Aqui não é pra achar chato, é pra lutar.
Tá bom! Se entende arte e cultura somente como espetáculo ou
entretenimento, vamos ver se conseguimos avançar mais na frente.. Esta
dificuldade de compreensão é crônica em nosso campo da esquerda sindical e politica, achar que somente a revolta
e a indignação é combustível suficiente para a continuidade de nossas lutas.. A
história tem mostrado.. Quem tiver olhos e ouvidos.....
Mas com a chatice de sempre, não há cristão ou ateu que
aguente.... João Pedro Stédile esteve na UFS e ontem proferiu palestra para a
comunidade acadêmica e outros: a CULTURA deve ser a forma pela qual se tocará
as massas, revitalizando movimentos necessários à dinâmica democrática..
Quem anda ou já andou nas periferias, nas quebradas,entende.. O mesmo para quem andou ou anda nos
terreiros, aldeias ou quilombos.. Mas a nossa esquerda branca ainda deverá comer
muita poeira para entender... Depois não reclame de assembléias e atos
esvaziados. Claro que essa manif 31 traz tendência de encher.. Mas depois... Lembrem-se dos atos Fora Bolsonaro, como começaram e como foram se esvaziando
Um colega de profissão endossou o meu protesto: " Concordo
que luta se faz com cultura para que as pessoas se sintam lutando com
fraternidade e a culturaé uma das
formas de resistência, e assim corroboro com o companheiro professor Zezito."
Outro servidor afirmou no grupo "Enquanto isso o governador fanfarrão seguirá tirando onda
com a cara dos servidores públicos."
Respondi: Tiremos onda também.. Por isso insisto na arte e na cultura,
humor também faz parte...
Em seguida completei, encerrando a discussão...
Na década de 1980 havia em Sergipe um programa assistencialista e
eleitoreiro na área da saúde intitulado Pró Mulher, também tinha méritos, sob
um certo sentido... E tínhamos um grupo de teatro chamado Mambembe, sou amigo
da turma...E eles foram processados pela primeira dama a época por causa de uma
paródia teatralem cima do programa... E
este grupo era apoiado economicamente por alguns sindicatos...Isso, um grupo
teatral processado, depois de uma série de atos públicos contra o programa. E
porque Dona Maria processou o grupo?Porque através de um texto teatral critico e
bem humorado a mensagem chegava muito melhor aos corações e mentes,principalmente,a quem deveria chegar mais, o público alvo do
programa, os mais pobres, os mais simples....
Por isso trouxe para o grupo sugestão
de frases para memes, cartolina e canções... É suficiente, claro que não. . E
para compreender melhor? Mais leitura de Paulo Freire,Augusto Boal ,Vitor Gianotti e das letras dos Racionais e outros manos do RAP, além do Edson Gomes
e outros manos do reggae. Porque como canta Edson Gomes: "A luta não acaba
aqui e nem acabará" E o fascismo de volta nos assombrando, como se não
bastasse o neoliberalismo.. Quem tá ligado deixa um joinha....
(*) Aqui pegando emprestado e reformulando um verso da canção Alvorada Voraz - "São tão imorais, mas dentro da lei"
Como se fosse uma espécie de tiro de misericórdia e pá de cal no bolso e na saúde dos servidores públicos estaduais, assim como de municipios conveniados, a Assembléia Legislativa aprovou em 02 de junho o PL 220/2023 enviado pelo governador Fábio Mitidieri a ALESE, destinado a aumentar o desconto dos servidores públicos estaduais e fragilizar ainda mais o atendimento.
Com isso, a reação de um grande grupo de servidores está parecendo a de siri na lata, quando sobre estes é jogado água fervente para matá-los, resta saber se as comunidade dos servidores públicos sairão dos grupos de whatasapp - a lata- para utilizar outras plataformas e bases de luta, tanto nas ruas, como nas redes.
O blog da Ação Cultural estará municiando seus leitores com informação relevante por meio dessa postagem, a qual será atualizada sempre que tivermos fontes e noticias que valham a pena serem compartilhadas por aqui.
Como somos um blog especializado em educação e comunicação popular, assim como em contracultura e ação cultural. Buscaremos sempre trazer este enfoque ou este olhar para o caso, o que é muito grave por sinal, mas que é o resultado da escolha da maioria dos eleitores que elegeram como governador , um cara oriundo de tradicional família sergipana e donos de empresas dos ramos de planos de saúde e da escola particular. O que diria a consciente e glamurosa Rita Von Hunty a esse respeito? Assista AQUI..
Logo, haja educação, e não apenas a formal, a escolar. Haja comunicação independente e alternativa, como faz a Mangue Jornalismo em Sergipe e haja contracultura e ação cultural. No caso destas duas últimas trazemos uma das frases icônicas do grande e velho Raul..
Desde a aprovação da lei, que diga-se de passagem chegou na ALESE na noite do dia 01/06 e foi aprovada na manhã do dia 02/06, que o Sintese, a CUT e demais sindicatos estão empenhados para evitar o desmonte do Ipesaúde e buscam mobilizar o funcionalismo público estadual e municipal contra essa ação do governo.
Será realizado ato na Assembleia Legislativa, com data a definir. O sindicatos estão buscando espaço no plenária da Assembleia Legislativa para tratar dessa lei absurda (vale lembrar que a ALESE está em recesso).
O jurídico dos sindicatos estão acionados para ver a luta também na Justiça.
As ações estão sendo tomadas pelas entidades sindicais, cabe a nós como servidores públicos e estamos sendo desrespeitados fazermos a nossa parte. Divulgar o abaixo assinado, participar do ato, quem não puder ir, ir divulgando as matérias que saírem. Enviem mensagens aos meios de comunicação cobrando que eles vão ouvir a indignação dos servidores públicos no dia do ato.
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Há também no facebook a página IPES - Diário do Atendimento. AQUI
Quem tá ligado curte, comenta, marca pessoas e compartilha. Tanto aqui no blog, como na página...
Vamos precisar de todo mundo. Sempre, e para muitas lutas....
João Pedro Stédile esteve na UFS e ontem, 26/07, proferiu palestra para a comunidade acadêmica e outros: a CULTURA deve ser a forma pela qual se tocará as massas, revitalizando movimentos necessários à dinâmica democrática...
Abaixo publicado no blog Espaço Militar
SERVIDORES PÚBLICOS ESTARRECIDOS COM O AUMENTO DO DESCONTO DO IPESAÚDE EM SEUS CONTRACHEQUES. MAIS UM PRESENTE DE GREGO DO GOVERNO FÁBIO MITIDIERI E BOA PARTE DOS DEPUTADOS ESTADUAIS QUE APROVARAM TAL REAJUSTE. ESPERA-SE QUE LEMBREM BEM DELES NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES. POR ISSO, MAIS UMA VEZ INFORMAMOS OS NOMES DAQUELES QUE VOTARAM CONTRA OS SERVIDORES PÚBLICOS E SEUS DEPENDENTES.
Os servidores públicos estaduais estão estarrecidos com o aumento do desconto do Ipesaúde em seu contracheques neste mês de julho.
Confiram o exemplo trazido pelo site NE Notícias:
Professor pagava R$ 560 e agora vai pagar R$ 922,00. Policial pagava R$ 420 e agora vai pagar R$ 643,00.
E ainda tem mais, lamentavelmente, com relação aos dependentes e limites em atendimentoe e cirurgias médicas.
Sem contar na destruição do Ipesaúde, nas desfiliações e no fortalecimento de plano de saúde privado.
Já um outro policial militar, associado da ASPRA/SE, encaminhou para a sua entidade e para o blog Espaço Militar, seu contracheque, onde comprovamos que o mesmo pagava antes para o Ipesaúde R$ 959,00 até junho, e agora em julho, pagará R$ 1.850,00, um aumento exorbitante de 92%.
Não bastasse o aumento, o Ipesaúde presta um péssimo atendimento para o servidor, limitando consultas, com muitas clínicas descredenciadas, além da demora para realização de consultas e exames, e lamentavelmente nenhum órgão fiscalizador toma qualquer tipo de providência.
Este é o presente de grego dado pelo governador Fábio Mitidieri e boa parte dos deputados estaduais que aprovaram este aumento exorbitante. Só para refrescar a memória, bom lembrar dos deputados estaduais que aprovaram o aumento do Ipesaúde, prejudicando assim os servidores públicos e seus dependentes, são eles: Adailton Martins, Áurea Ribeiro, Carminha Paiva, Cristiano Cavalcante, Doutor Samuel, Garibalde Mendonça, Kaká Santos, Lidiane Lucena, Luciano Bispo, Luciano Pimentel, Luizão Dona Trampi, Maísa Mitidieri, Manuel Marcos, Marcelo Sobral, Netinho Guimarães, Neto Batalha e Pato Maravilha. Lembrem bem deles nas próximas eleições.
Somente votaram contra este aumento os seguintes deputados estaduais: Paulo Júnior (PV), Linda Brasil (Psol), Georgeo Passos (Cidadania) e Marcos Oliveira (PL). Para estes, deve-se ter o reconhecimento por estarem ao lado dos servidores e seus dependentes.
Muitos servidores públicos revoltados com este aumento exorbitante, prometem sair do Ipesaúde.
O blog Espaço Militar e a ASPRA/SE (Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe) não se calarão em prol dos seus associados e dos servidores públicos e dependentes que foram imensamente prejudicados com este exagerado aumento.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta terça-feira, 25 de julho, o cartaz e a oração da Campanha da Fraternidade 2024. Inspirada na Encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti, a Campanha da Fraternidade (CF) de 2024 tem como tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt. 23, 8). Este tema e lema foram escolhidos pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em novembro de 2022.
De acordo com o bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2024 refletem a preocupação do episcopado brasileiro em aprofundar a fraternidade como contraponto ao processo de divisão, ódio, guerras e indiferença que tem marcado a sociedade brasileira e o mundo.
A Campanha da Fraternidade, dentro do caminho penitencial da Igreja, propõe também durante a Quaresma do próximo ano, um convite de conversão à amizade social e ao reconhecimento da vontade de Deus de que todos sejam irmãos e irmãs.
Elementos do cartaz
O cartaz, criado pelos jovens de Brasília (DF) Samuel Sales e Wanderley Santana, apresenta o cenário da comunidade como uma casa, espaço onde acolhe-se os irmãos e irmãs para a partilha do alimento e da vida.
A mesa, ao redor da qual todos se encontram – indígenas, negros, brancos, homens, mulheres, gestante, crianças, jovens, cadeirante, adultos e idosos – remete ao sacramento da amizade de Deus com a humanidade.
O símbolo maior da comunidade é a celebração da fé ao redor de uma mesa, com pão, vinho e fraternidade. Os alimentos na mesa, típicos da dieta mediterrânica, recordam as refeições de Jesus. As janelas apontam uma casa aberta aos desafios do mundo e da realidade.
No meio da cena está o Papa Francisco, com sua bengala. Esta imagem expressa aquele que assume suas limitações e propõe ao mundo a amizade social por meio de sua Encíclica Fratelli Tutti. Ele mostra que é um caminho necessário para garantir a boa convivência e a subsistência de todos os seres humanos.
O Santo Padre usa a cruz de dom Helder Câmara, que participou da fundação da CNBB em 1952, no Rio de Janeiro, sendo o primeiro secretário-geral da Conferência. Esta imagem recorda as semelhanças entre estes dois grandes homens de fé, que tanto colaboraram e colaboram com a história da CNBB e da Igreja no Brasil e no Mundo.
O cartaz convida também ao gesto concreto da Campanha da Fraternidade: a doação à Coleta Nacional da Solidariedade que acontecerá no dia 24 de março de 2024, Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. A coleta fortalece os Fundos Diocesanos e Nacional de Solidariedade, que colaboram com centenas de projetos sociais por todo o Brasil, sempre ligados ao tema da CF de cada ano.
60 anos das Campanhas da Fraternidade
A cruz de dom Helder é também uma recordação para marcar os 60 anos da Campanha da Fraternidade, celebrada nacionalmente pela primeira vez em 1964. A Campanha da Fraternidade foi criada por dom Eugênio Sales, na época Arcebispo da arquidiocese de Natal (RN). E teve com dom Helder, então secretário-geral da CNBB, o grande esforço pastoral em torná-la nacional, sendo assumida por toda Igreja no Brasil.
O coordenador do Setor de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul, enfatiza que desde 1964, portanto há 60 anos, a CF vem mobilizando todo o Brasil num verdadeiro mutirão de evangelização e de conversão.
“Todos nós temos alguma memória agradecida desses 60 anos: um cartaz, a letra ou a música de um hino, uma oração, um parágrafo de um texto-base, uma experiência vivida numa campanha que mexeu conosco e nos ajudou a crescer na fé e no seguimento de Jesus”, relembra.
Raquel Lyra e Priscila Krause destacaram a importância da celebração da Missa do Vaqueiro, que é um dos principais eventos que ocorrem no Sertão pernambucano - FOTO: Miva Filho/Secom
A tradicional Missa do Vaqueiro, em Serrita, no Sertão Central, contou com a participação da governadora Raquel Lyra e sua vice Priscila Krause. A celebração ocorreu neste domingo (23), encerrando a 53ª edição do evento, que começou no último dia 19 de julho. Centenas de vaqueiros de municípios vizinhos e outros estados do Nordeste se reuniram no Parque Municipal João Câncio, cumprindo a tradição sertaneja. O evento conta com o aporte de mais de R$ 1 milhão do Governo de Pernambuco por meio da Empetur. Mas nem tudo é festa.
É com profunda tristeza que a FUNDAÇÃO PADRE JOÃO CÂNCIO, que leva o nome do fundador de umas das principais celebrações religiosas do Brasil – A MISSA DO VAQUEIRO –, vem a público externar sua indignação com a manipulação que acabou por alijar a sua participação neste evento tão grandioso, especialmente para o povo nordestino e, em particular, para os pernambucanos.
Hoje, a MISSA DO VAQUEIRO virou um grande negócio que movimenta milhões de reais, principalmente no que podemos chamar da parte “profana”, que por um lado tem um papel positivo ao movimentar a economia do município e região, mas que também contribuiu para uma certa descaracterização do evento e interferindo até na parte religiosa da festa.
E fomos atingidos em cheio. A partir de um convênio firmado, a Prefeitura Municipal de Serrita e a Diocese de Salgueiro praticamente se tornaram donas da festa. Um dos primeiros reflexos desse acordo foi limar a participação da Fundação, que há mais de 10 anos – junto com a própria igreja – vinha cuidando da celebração, incluindo a participação de artistas locais e dos próprios vaqueiros, razão da existência da missa.
Como consequência direta, apresentações desses artistas foram cortadas e o próprio formato da missa foi comprometido. Da nossa parte, vamos continuar lutando – inclusive por meios legais – para resgatar não apenas o nosso papel de protagonista do evento, mas também para honrar a memória do Padre João Câncio, do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e do poeta Pedro Bandeira, mentores desta justa homenagem a Raimundo Jacó e a todos os vaqueiros do sertão nordestino.
Como foi a festa: A festa atrai visitantes e turistas para o município localizado a mais de 530 quilômetros do Recife. Este ano, o evento durou cinco dias, culminando na Missa, celebrada pelo bispo Dom José Vicente, da Diocese de Salgueiro. Indumentárias de couro, como chapéu, gibão, alforge, botas e celas foram apresentadas como oferta no altar pelos vaqueiros, como forma de homenagem.
A Missa do Vaqueiro é realizada desde 1971 e ocorre em memória de Raimundo Jacó, vaqueiro que era primo de Luiz Gonzaga. Ele foi morto em 1954 e teve seu corpo encontrado em uma estrada, no meio da caatinga. Ao saber da morte, o padre João Câncio, conhecido por usar chapéu, gibão e frequentar vaquejadas, fincou uma cruz no local onde o corpo de Jacó foi encontrado e passou a celebrar uma missa em homenagem ao vaqueiro.
O ocorrido também inspirou a música “A Morte do Vaqueiro”, cantada pelo ilustre primo de Jacó. Estiveram presentes os secretários Hercílio Mamede (Casa Militar), Lucinha Mota (Justiça e Direitos Humanos), os prefeitos Aleudo Benedito (Serrita), Raimundo Pimentel (Araripina); o vice-prefeito de Salgueiro, Adilton Carvalho; os deputados estaduais Socorro Pimentel e Aglailson Victor; o federal Pedro Campos; além do assessor especial Guilherme Coelho e de lideranças de toda região.
Dom José Vicente, bispo de Salgueiro- PE desrespeitou os vaqueiros e o povo.
Um ABSURDO
Nota de Repúdio.
Um domingo triste na Missa do Vaqueiro em Serrita, Pernambuco. O bispo de Salgueiro, Dom José Vicente, que tomou posse recentemente, desrespeitou os vaqueiros e todos as pessoas que foram pra Missa. Um absurdo total.
Ontem não houve missa do Vaqueiro e, sim, uma celebração apressada sem as belas e tradicionais músicas da missa. Cantos que expressam a fé , a vida e o sofrimento do sertanejo, composição magistral de Janduhy Finizola gravada pelo Quinteto Violado.
Uma celebração fria, sem a emoção dos anos anteriores. O bispo, sem nenhuma sensibilidade pastoral muito menos dignidade e respeito ao povo, alegou que tinha outros compromissos agendados. Como assim? Como ignorar o maior evento religioso e turístico da região? Os músicos e os presentes ficaram perplexos , o coral de aboiadores sequer cantou. Luiz Gonzaga e o padre João Cancio devem ter se revirado no túmulo.
A missa perdeu seu brilho. Porque não houve nenhum protesto dos presentes nem dos músicos pelo profundo desrespeito e descaracterização da missa? Um silêncio e omissão cúmplice! Esse Dom José Vicente quer acabar com a Missa do Vaqueiro. Ele com certeza não entende o Jesus sertanejo, "tão sertanejo que entende até de precisão ", como diz a letra do canto inicial da missa.
Publicado no grupo Fé e Religião por Emerson Sbardelotti
Jornalista lança seu quinto livro, que conta a história do criador da Missa do Vaqueiro de Serrita
CUNHA, MICHELLE BORGES CAVALCANTE. TURISMO RELIGIOSO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO: O SAGRADO E O PROFANO NA MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA/PE. 2019. 119 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico ou Profissional em 2019) - Universidade Estadual do Ceará, , 2019. Disponível em: Acesso em: 24 de julho de 2023
Jesus, didático e atraente na comunicação, propunha parábolas para o(a)s muito(a)s que queriam ouví-lo. Nesse domingo Mateus relata três (13, 24-43). Todas têm muito a ver com os nebulosos tempos que a Humanidade atravessa.
A primeira alegoria diz da nossa ilusão de ter tudo certinho, uniforme, como previsto. Afã da "produtividade" tão cobrada, como se o que é humano não padecesse sempre de imperfeição. Pede calma aos que querem logo julgar e condenar: "não se afobe não, que nada é pra já" (Chico Buarque). Aceitar que somos falíveis, que nosso potencial de luz é permeado por sombras, é a melhor postura para corrigir inevitáveis equívocos.
A segunda comparação - da sementinha mínima que vira árvore frondosa - é lição de humildade. "Tudo vem das pequenas coisas, sobretudo as grandes", repetia D. Paulo Evaristo Arns (1921-2016). Eficácia dos meios simples e pobres, nessa época perversa e cínica da "grandiosidade", dos engenhos hight-tec fora dos quais tudo é inútil, desprezível, descartável.
A terceira metáfora, na mesma linha, é a dos pequenos nacos de fermento que levedam a farinha, e a fazem crescer. Pitadinhas que ampliam, geram abundância a ser distribuída.
Assim nós, na caminhada terrena: temos sabido, com ciência e paciência, separar o joio do trigo? Temos ajudado a gerar, no miúdo da plantinha bem cuidada, galhos acolhedores, "onde as aves do céu vêm fazer seus ninhos"? Temos sabido "fermentar", sem a arrogância dos soberbos que tudo sabem, o que pede adubo, para a justa partilha dos bens, comuns a todos?
O secreto imperceptível - Deus, o Todo Poderoso Amor, a magia da Energia Primeira e cósmica - está conosco nessa tarefa de ser com os outros, de estar generosamente no mundo.
"Assim resplandecerão os justos, como o sol, no reino do Pai", - que é também Mãe e Irmão. Resplandeçamos: "brilhar para sempre/ brilhar como um farol/ brilhar de um brilho eterno/ (...) Gente é pra brilhar:/ este é o meu lema, e o do sol também!" (Maiakovski, 1893-1930).
"Quem tem ouvidos, ouça!", encerra o Mestre. Ouçamos. Tudo que nos cerca reverbera esse chamado.
Ilustração Cebi (Mesters, Lopes e Orofino)
Papa Francisco
Para nos falar sobre o reino de Deus, Jesus usa parábolas. Conta histórias simples que tocam o coração de quem a ouve; e essa linguagem, cheia de imagens, é semelhante à que os avós costumam usar com os netos, talvez sentando-os de joelhos. Desta forma, eles comunicam sabedoria importante para a vida. Recordando os avós e os anciãos, as raízes de que os mais novos precisam para se tornarem adultos, gostaria de reler os três episódios do Evangelho que ouvimos a partir de um aspecto que têm em comum: crescer juntos.
Na primeira parábola, é o trigo e o joio que crescem juntos, no mesmo campo (cf. Mt 13,24-30). É uma imagem que nos ajuda a fazer uma leitura realista: na história da humanidade, como na vida de cada um, convivem luzes e sombras, amor e egoísmo. Além do mais, o bem e o mal estão interligados a ponto de parecerem inseparáveis. Esta abordagem objetiva nos ajuda a olhar a história sem ideologias, sem otimismo estéril ou pessimismo nocivo. O cristão, animado pela esperança em Deus, não é pessimista, nem ingênuo que vive no mundo das fábulas, que age como se não visse o mal e diz que “está tudo bem”. Não, o cristão é realista, sabe que há trigo e joio no mundo, e olha para dentro, reconhecendo que o mal não vem só “de fora”, que nem sempre a culpa é dos outros, que não é preciso “inventar” inimigos para lutar para evitar iluminar um pouco o seu interior. Ele percebe que o mal vem de dentro, da luta interna que todos nós temos.
Mas a parábola nos questiona: quando vemos que o trigo e o joio estão juntos no mundo, o que devemos fazer? Na narrativa, os servos queriam arrancar o joio imediatamente (cf. v. 28). É uma atitude animada por uma boa intenção, mas impulsiva, até agressiva. Eles pensam que serão capazes de extirpar o mal com suas próprias forças, para alcançar a pureza. É uma tentação frequente: uma “sociedade pura”, uma “Igreja pura” mas, para conseguir essa pureza, corre-se o risco de ser impaciente, intransigente, até violento para com quem caiu no erro. E assim, junto com o joio, também o bom trigo é arrancado e as pessoas são impedidas de trilhar seu caminho, de crescer, de mudar. Em vez disso, escutemos o que diz Jesus: "Deixai-os crescer juntos até à colheita" (cf. Mt 13,30). Como é belo este olhar de Deus, a sua pedagogia misericordiosa, que nos convida a ser pacientes com os outros, a acolher —na família, na Igreja e na sociedade— a fragilidade, os atrasos e os limites. Não para acostumá-los com resignação ou justificá-los, mas para aprender a intervir com respeito, promovendo o cultivo do bom grão, com mansidão e paciência. Lembrando sempre que a purificação do coração e a vitória definitiva sobre o mal são, essencialmente, obra de Deus. E nós, vencendo a tentação de dividir o trigo e o joio, somos chamados a compreender quais são as melhores formas e momentos para agir.
Penso nos idosos e nos avós que já percorreram um longo caminho no caminho da vida e, quando olham para trás, veem tantas coisas bonitas que conseguiram, mas também derrotas, erros, até algumas coisas que —como dizem— “se eu voltasse não repetiria”. Hoje, porém, o Senhor vem ao nosso encontro com uma doce palavra, que nos convida a acolher com serenidade e paciência o mistério da vida, a deixar o julgamento a Ele, a não viver com censuras e remorsos. Como se quisesse dizer-nos: «Olhai para o bom trigo que germinou ao longo do caminho das vossas vidas e fazei-o crescer ainda mais, confiando tudo a Mim, que sempre perdôo: no final, o bem será mais forte do que o mal». A velhice é um tempo abençoado também para isso, é tempo de reconciliar, de olhar com ternura a luz que se espalhou apesar das sombras, na esperança confiante de que o bom trigo semeado por Deus prevalecerá sobre o joio com o qual o demônio quis infestar nossos corações.
Penso nos avós, belos como essas árvores frondosas, sob as quais filhos e netos fazem seus próprios "ninhos", aprendem o clima familiar e experimentam a ternura de um abraço. É crescer juntos. A árvore exuberante e os pequeninos que precisam do ninho, os avós com seus filhos e netos, os idosos com os mais novos. Irmãos e irmãs, precisamos de uma nova aliança entre jovens e velhos, para que a linfa daqueles que têm uma longa experiência de vida irrigue os brotos de esperança daqueles que estão crescendo. Neste intercâmbio fecundo aprendemos a beleza da vida, construímos uma sociedade fraterna e na Igreja permitimos o encontro e o diálogo entre a tradição e as novidades do Espírito.
Finalmente, a terceira parábola, em que o fermento e a farinha crescem juntos (cf. Mt 13,33). Essa mistura faz toda a massa crescer. Jesus usa precisamente o verbo “misturar”, que evoca aquela arte que comporta “a mística de viver juntos, de misturar, de se encontrar, de se pegar nos braços” e de “sair de si para se juntar aos outros” (Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 87). Isso supera o individualismo e o egoísmo e nos ajuda a gerar um mundo mais humano e fraterno. Desta forma, hoje a Palavra de Deus é um apelo a estarmos vigilantes para que a nossa vida e a das nossas famílias não marginalizem os idosos. Estejamos vigilantes, para que nossas cidades lotadas não se transformem em "solidão concentrada"; para que a política, chamada a atender às necessidades dos mais frágeis, não se esqueça justamente dos idosos, deixando que o mercado os relegue a "descartes improdutivos". Não vai acontecer que, à força de seguir a toda velocidade os mitos da eficiência e do desempenho, não consigamos desacelerar para acompanhar quem tem dificuldade em acompanhar. Por favor, vamos nos misturar, vamos crescer juntos.
Irmãos e irmãs, a Palavra divina não nos convida a separar-nos, a fechar-nos, a pensar que podemos sozinhos, mas a crescer juntos. Escutemos, dialogemos, apoiemos uns aos outros. Não nos esqueçamos dos avós e dos idosos. Muitas vezes, graças às suas carícias, ressuscitamos, retomamos o nosso caminho, sentimo-nos amados, curados por dentro. Eles se sacrificaram por nós e não podemos tirá-los da agenda de nossas prioridades. Vamos crescer juntos, vamos avançar juntos. O Senhor abençoe nosso caminho.
E não nos esqueçamos, rede boa nesta perspectiva é aquela em que mais gente comprometida pode se balançar...
No que se refere ao balanço que já estamos fazendo desde o primeiro dia, também acompanhado de registro, divulgação e formação, manteremos esta postagem aberta durante alguns dias, por isso ela será atualizada como novos conteúdos...
Quanto a cobertura do 15º Encontro Nacional das Comunidades Eclesiais de Base, ou Intereclesial, por parte da mídia em geral, observamos o destaque que o mesmo teve no principal veículo de informação/divulgação do pensamento e das atividades do Vaticano.
Isso contrasta com a cobertura que aparece no site da CNBB e na mídia católica brasileira.
A mídia progressista laica também não deu muita bola, embora estes veículos abram espaço vez em quando para pesquisadores, ativistas ou parlamentares que defendem a necessidade da volta do trabalho de base. Mas como fazer isso, virando as costas para o mais importante evento que reúne pessoas que fazem isso mais ou menos diuturnamente? Embora com menos intensidade do que foi feito nos anos 1970 e 1980.
E para a comunicação de CEBs, como igreja em saída: Grande encontro nacional de educadores e/ou comunicadores populares e agentes culturais, ligados ou que tiveram ligações com CEBs, CEBI, PJs, CPT, CIMI e outras pastorais e movimentos, incluindo alguns laicos.
E a pergunta continua.... O 15º intereclesial se encerrou neste 22 de julho de 2023 (sábado). Como prosseguir alimentando a mística do evangelho encarnado na realidade e tão presente, a despeito das inúmeras barreiras e obstáculos, durante os cinco dias do encontro na cidade de Rondonopólis (MT) de forma intensa e concentrada?
A proposta acima é um das possibilidade dentre várias... Quem escrever a respeito e quiser enviar para publicação pode utilizar além do email da ong ação cultural disponível aqui no blog, o meu email pessoal.
zezitodeoliveira@gmail.com.br
Abaixo transcrição de reportagem publicada no site Vatican News
Bispos presentes em encontro das CEBs enviam carta à CNBB
A carta é assinada pelos 48 bispos presentes no 15º Intereclesial das CEBs que termina neste sábado (22), em Rondonópolis (MT). Confira a íntegra da mensagem:
Aos irmãos Bispos do Brasil.
“Sim! Vou criar um novo céu e uma nova terra!” (Is 65,17).
Nós, 48 bispos participantes do 15º Intereclesial das CEBs, em Rondonópolis (MT), no período de 18 a 22 de julho de 2023, com o coração cheio de contentamento, partilhamos com todos vocês, amados irmãos, que não puderam estar aqui e nos acompanharam com suas orações, o que vimos e vivenciamos juntamente com cristãos leigos e leigas, religiosos e religiosas, diáconos e presbíteros, representantes de milhares de comunidades eclesiais de base que há no Brasil, pessoas de, praticamente, todas as Igrejas particulares.
Seguindo a metodologia ver, julgar e agir, o encontro aprofundou o tema: CEBs – Igreja em saída na busca da vida plena para todos e todas, e o lema: “Sim! Vou criar um novo céu e uma nova terra!” (Is 65,17).
Desde 1975, cristãos leigos e leigas membros de comunidades eclesiais de base, acompanhados de religiosos(as), diáconos, padres e bispos, encontram-se para aprofundar a fé, em meio às realidades em que vivem, à luz da Palavra de Deus, que lhes concede a força para serem testemunhas do Evangelho de Jesus Cristo na família, na Igreja e na sociedade.
Esta caminhada de tantos anos expressa adesão ao que nos pedem os documentos do Concílio Vaticano II, das Conferências de Medellin, Puebla, Santo Domingo, Aparecida e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. A Conferência de Aparecida reconheceu um florescimento das comunidades eclesiais de base (CEBs) no Brasil e em outros países da América Latina e do Caribe, tendo como fonte de sua espiritualidade a Palavra de Deus e, como guia que assegura a comunhão eclesial, a orientação de seus pastores.
As comunidades procuram vivenciar o seguimento a Jesus, o enviado do Pai, demonstrando “seu compromisso evangelizador e missionário entre os mais simples e afastados, tornando-se expressão visível da opção preferencial pelos pobres. O Documento de Aparecida ainda destaca que “as CEBs são fonte e semente de vários serviços e ministérios a favor da vida na sociedade e na Igreja. Mantendo-se em comunhão com seu Bispo e inserindo-se no projeto pastoral diocesano, as CEBs se convertem em um sinal de vitalidade na Igreja particular. Atuando, dessa forma, juntamente com os grupos paroquiais, associações e movimentos eclesiais, podem contribuir para revitalizar as paróquias fazendo comunidade de comunidades” (DAp, 179).
Nesses dias, em espírito de escuta, caminho sinodal e abertura ecumênica, acompanhamos, de perto, importantes partilhas e reflexões feitas por irmãos e irmãs de todas as regiões do Brasil. Valorizamos o testemunho de lideranças que, com fé e alegria, dedicam-se ao trabalho de evangelização, que tem como bases fundamentais a centralidade da pessoa de Jesus Cristo - o Verbo Encarnado e missionário do Pai, que se identifica com os pobres, com quem sofre e com todos os que vivem nas periferias -, a centralidade da Palavra e do Corpo do Senhor. As comunidades, alicerçadas nesses pilares da fé, tendo a missão como eixo fundamental que as dinamiza, celebram a vida, a ministerialidade, fazem a ligação entre fé e vida e reforçam a opção preferencial pelos pobres, revelando, por meio de ações concretas e em espírito sinodal, o amor de Deus aos irmãos e irmãs nas realidades sociais, eclesiais e culturais.
Ao lado de tantas experiências que nos encantam, percebemos também que há um certo cansaço em algumas lideranças das comunidades, talvez em razão de enfrentarem muitas dificuldades referentes ao processo evangelizador. Essas dificuldades trazem reflexos das várias eclesiologias e dos vários ambientes de nossa sociedade, quase sempre marcada pela urbanização desmedida, polarização política, pelo aumento da desigualdade, do individualismo, do preconceito e do consumismo, ocasionando assim a destruição da vida no planeta e desconsiderando a ecologia integral, como alerta o Papa Francisco.
Neste intereclesial, outros gritos se fizeram ouvir, indicando os grandes desafios presentes nas realidades urbanas, especialmente, nas periferias geográficas e sociais. Entre eles, o clamor pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres. Outro forte grito brota dos jovens que buscam sentido humano e cristão para sua vida e pedem maior abertura para uma presença mais significativa na vida das comunidades, visando aprimorar e assumir o sentido de pertença eclesial.
Os participantes desejam uma maior atenção à formação dos cristãos leigos e leigas, com o intuito de contribuir para que as comunidades sejam, de fato, missionárias, vivenciadoras da dinâmica sinodal e portadoras da Boa Nova, semente de um novo céu e uma nova terra (Cf. Ap 21,1). Desse modo, estão colaborando para que a sociedade seja justa, solidária, fraterna e ecologicamente sustentável. Ainda, várias vozes se levantaram para dizer da necessidade de as comunidades serem confirmadas na caminhada evangelizadora por parte de todos nós bispos e não experimentem um sentimento de “orfandade”.
O Espírito Santo nos ilumine a fim de que, em nossas Igrejas particulares, ajudemos as CEBs em seu florescimento a vivenciarem, com muito ardor, a comunhão que é missionária e a missão que é para a comunhão (Cf. CFL, 32). Maria, a Mãe Aparecida, missionária incansável, interceda por todos os que fazem parte dessa caminhada.
Sua contribuição para uma grande missão: ajude-nos a levar a palavra do Papa a todos os lares
Queridas irmãs e irmãos da caminhada, reunidos/as em Rondonópolis, Mato Grosso para a celebração do 15º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, nós, os mil e quinhentos participantes, tivemos a sensação exata de que éramos representantes de um coletivo muito maior, formado pelas milhares CEBs espalhadas por todo o país. Desta forma, você estava presente também, apesar da distância.
A alegria foi a grande marca do encontro, pois, nos olhávamos como verdadeiros e verdadeiras sobreviventes da pandemia e dos seis anos de desgoverno que nos afligiu. Guiamo-nos pelo método ver-julgar-agir, de 18 a 22 de julho, e de modo fiel aos gritos e desafios de todas e todos vocês, fizemos uma maravilhosa ciranda inclusiva.
O rosto das CEBs neste 15º Intereclesial revelou a identidade das comunidades com seus mais variados membros: cristãos leigos e leigas, pessoas LGBTQIAP+, diáconos e padres, religiosos e religiosas, bispos católicos e representantes de outras Igrejas, irmãs de caminhada. A força da juventude e das irmãs e irmãos pretos e indígenas, nos fizeram sentir o calor do testemunho, da resistência e da resiliência. Um rosto latino-americano, com expressões de todas as regiões do Brasil e de outros países.
Vimos que a desigualdade social é fruto de um sistema capitalista neoliberal, político e financeiro, de natureza excludente e concentrador de renda. Em decorrência dele, constatamos uma triste realidade, como: a imensa fila de desempregados e desempregadas, de trabalhadores e trabalhadoras informais, muitos/as em trabalhos análogos à escravidão; a fome, a educação e a saúde sucateadas, a falta de saneamento básico, o desmatamento e incêndios criminosos afetando os diversos biomas, a poluição das águas, do ar e da terra, destruindo a vida do planeta e das pessoas, o uso desregulado de agrotóxicos, o avanço do agronegócio e da mineração, o tráfico de entorpecentes e de pessoas, a questão urbana dominada pela violência, a presença de forças paramilitares, o armamento insano, o racismo estrutural e o alto índice de violência contra as mulheres e de feminicídios, o sistema carcerário injusto clamando pelo desencarceramento, a migração forçada e o sofrimento dos migrantes e refugiados, a criminalização dos movimentos sociais; o acesso seletivo dos meios tecnológicos, os constantes ataques aos direitos já conquistados por meio de leis que passam pelo Congresso Nacional, a exemplo de Projetos de Lei sem discussão ampla com a sociedade, a Reforma da CLT e da Previdência, e o marco temporal.
Olhando para o interno da Igreja, por um lado, as CEBs se ressentem pela falta de apoio de parte significativa do clero e, por outro, sentem-se fortalecidas pelo carinho e atenção do Papa Francisco, com suas atitudes e documentos, e por um grupo de bispos, padres, religiosas e religiosos que caminham juntos, na trilha da Igreja Povo de Deus. Constatamos ainda, que há nas CEBs, grande esperança no processo sinodal em curso, fomentando um imenso sonho de comunhão e participação em todos os âmbitos eclesiais, por uma Igreja toda ministerial, superando o clericalismo.
À luz do horizonte de um novo céu e nova terra, que a Palavra de Deus nos traz, discernimos às margens do rio da esperança, por meio dos mitos geradores de vida nova e do rito que faz a utopia ganhar sonoridade aos ouvidos dos sonhadores e sonhadoras da caminhada. Novo céu e nova terra são horizontes dos sonhos, mas também se constituem no princípio articulador das mais diversas utopias que apontam para a grande utopia do Reino, realizado em Jesus e antecipado na vida das CEBs.
As CEBs, qual mulher grávida, continuam gerando o novo, recriando os caminhos de libertação, sob o impulso do verbo sair, que funciona como um fio condutor de toda a nossa existência. De Gênesis a Apocalipses, a caminhada do povo de Deus se deu sob a inspiração da Divina Ruah, fomentando um permanente sair. Do ventre da mulher ao ventre da pachamama, saímos sempre em busca da vida plena.
O AGIR nos enviou para cuidar. Cuidar para não perdermos o entusiasmo, para não banalizarmos a missão, para que as CEBs sempre tenham o coração ardendo pela Palavra e os pés firmes na caminhada do povo periférico. Cuidar dos grupos bíblicos de reflexão como sementes de novas comunidades. Cuidar da memória martirial e profética, das estruturas de comunhão e participação, do protagonismo das mulheres e das juventudes, da vida plena dos povos originários, da aliança e parceria com os movimentos populares, da força da sinodalidade que está na comunidade e dos processos de formação permanente. E em tudo, valorizar a força dos pobres nas iniciativas comunitárias e não deixar que nos roubem as comunidades!
E assim, com a esperança do verbo esperançar, dispostos e dispostas a seguir nossa caminhada como CEBs - Igreja em saída para as periferias, partimos de Rondonópolis, certos de que, Jesus de Nazaré, a multidão de testemunhas, e os Mártires da Caminhada, seguirão animando e conduzindo as CEBs para as Galileias periféricas das terras mato-grossenses ao Estado do Espírito Santo, onde seremos acolhidos por nossa Senhora da Penha.
Rondonópolis, 22 de julho de 2023.
15º Intereclesial das CEBs
De 18 a 22 de julho, a Pastoral da Juventude esteve presente no 15° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Rondonópolis /MT, rezando em unidade o pedido do Papa Francisco para sermos cada vez mais Igreja em Saída.Com o tema “CEBs, Igreja em saída na busca da vida plena para todos e todas” e o lema “Vejam! Vou criar novo céu e uma nova terra” (Is 65, 17), representantes de todos os regionais do Brasil participaram de celebrações, plenárias, discussões e momentos de espiritualidade. O encontro reforçou a relevância das CEBs como referência para uma igreja sinodal e em saída, enfrentando os desafios sociais, políticos e ambientais que afetam as comunidades.Na manhã de sábado (22), após dias de escuta e reflexão sobre a participação juvenil nas comunidades, a Pastoral da Juventude deixou sua marca ao enviar uma carta repleta considerações sobre o protagonismo jovem na sociedade e na Igreja, especialmente nas Comunidades Eclesiais de Base. A carta ressaltou a importância de ouvir e acolher as vozes jovens, reconhecendo a riqueza de suas experiências e a força de sua atuação pastoral, e ainda trouxe um apelo para que as CEBs assumam com a PJ o compromisso de de criar e fortalecer grupos de jovens que sejam cada vez mais espaços de felicidade, amizade e de educação para a vida comunitária, a espiritualidade libertadora e o amor.
Fiéis aos valores do Evangelho, com criatividade e interligados no amor, somos Missionários Verbitas tecendo a esperança de um mundo mais solidário, com gostinho de Casa Comum!
Publicação abaixo acrescida em 29 de julho de 2023 (noite)