segunda-feira, 26 de junho de 2023

"Temos trabalhado muito para que nunca mais o fascismo volte a governar o Brasil" , diz Márcio Macedo. O que Frei Betto, Pepe Mujica e Papa Francisco também tem a dizer.

 

Na manhã desta quarta-feira, 21, o jornal da Fan FM entrevistou o Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, que por telefone falou diretamente de Brasília, depois de retornar do Amapá, onde participou de compromissos da agenda presidencial.

O ministro Márcio Macedo aproveitou o ensejo para falar sobre as plenárias populares do Plano Pluri-Anual Participativo (PPA), iniciativa que tem o intuito de definir as diretrizes, os objetivos e os programas estratégicos e governamentais do Governo Lula, com recursos, indicadores e metas a serem determinadas para cada área de atuação. Com validade prevista para um período de quatro anos (2024-2027), o novo PPA passará a vigorar a partir do 2º ano do governo eleito.

Márcio Macedo destacou que já foram realizadas 17 plenárias pelo país e aproveitou para falar sobe a dinâmica do evento, tendo em vista que nesta quinta-feira, 22, será a vez de acontecer em Sergipe, no Teatro Tobias Barreto, das 10h às 13h, em um evento que será aberto à participação popular. O credenciamento inicia a partir das 8h. Além da presença do Ministro Márcio Macedo, a plenária também contará com a participação da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, entre outros representantes do Governo Federal.

Confira a entrevista com o ministro Márcio Macedo, na íntegra, no portal https://fanf1.com.br/2023/06/21/temos-trabalhado-muito-para-que-nunca-mais-o-fascismo-volte-a-governar-o-brasil-diz-marcio-sobre-ppas/

Frei Betto
​"Há muito a fazer para conscientizar, organizar e mobilizar o povo brasileiro. Recursos existem.  ​E há vontade política por parte de Lula e da Secretaria Geral da Presidência da República, monitorada pelo ministro Márcio Macedo.   ​Faltam apenas maior empenho, produção de material para os veículos de comunicação social e verba para que o governo disponha de uma rede de educadores populares de, no mínimo, 50 mil pessoas!"


Pepe Mujica

BBC News Brasil - Como o Sr. avalia a expansão da direita na América Latina? A esquerda falhou? Como?José Mujica - Temos muita gente com fome, sem abrigo ou com casas miseráveis, e conseguimos, até certo ponto, ajudar essa gente a se tornar bons consumidores. Mas não conseguimos transformá-los em cidadãos - os processos são lentos demais, é mais fácil resolver de imediato o problema da (falta de) comida, porque é algo que fala de imediato à nossa consciência. Mas não conseguimos cortar a imensa dependência que temos deste mundo atual que se expande cada vez mais. Queremos consumir como o primeiro mundo enquanto ainda não resolvemos nossos problemas mais básicos. Isso resulta na criação de condições brutais de vida. O mundo desenvolvido começou a caminhar 200 anos antes de nós, fez muitíssimos sacrifícios, pagos pelo povo, os únicos que trabalhavam 12, 14 horas por dia, e assim se capitalizaram. E no mundo colonial... tudo isso, não é? Nós chegamos tarde, corremos atrás, mas nem tudo está perdido. Não creio que a extrema-direita possa fazer mais além de concentrar ainda mais a riqueza. E, por infelicidade, teremos que aprender a ser mais pacientes, e continuar trabalhando. Os termos "esquerda" e "direita" são muito modernos, mas as faces do conservadorismo e da solidariedade são tão antigas quando a existência dos humanos sobre a Terra. Seguiremos em frente.

Assista/ouça: 



Papa Francisco 

“Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha”

"Quais são os grandes ideais mas também os caminhos concretos para aqueles que querem construir um mundo mais justo e fraterno nas suas relações quotidianas, na vida social, na política e nas instituições?". 


P.S.: A  presença do ministro nessa postagem é para provocá-lo a ir em direção a águas mais profundas... Para não ficar muito na superfície do enfrentamento ao fascismo, em  águas rasas.. E para ir a fundo, espero que ele leia mais Frei Betto, Pepe Mujica e Papa Francisco. Tomara! Meu Deus, Tomara....
 https://www.youtube.com/watch?v=cxSieUBpKLI



sábado, 24 de junho de 2023

Play list - Forró du bom

 https://www.youtube.com/watch?v=phMK0IBtX8w

https://www.youtube.com/watch?v=0gaqkdlS2Yo



sexta-feira, 23 de junho de 2023

O país do forró que está matando a galinha dos ovos de ouro da sergipanidade. Entrevista na Rádio FAN com Joaquim Casaca de Couro

 

Vocalista da Casaca de Couro dispara: 

“Não há sergipanidade no forró do nosso estado” 

Na manhã desta sexta-feira, 23, o Jornal da Fan, da rádio Fan FM, recebeu Joaquim Antônio, vocalista da banda Casaca de Couro. Na oportunidade, o vocalista destacou o processo de desvalorização cultural do forró no estado de Sergipe.

“Eu considero a programação de muitos municípios daqui do estado, excludentes. Elas excluem os artistas sergipanos e o ritmo do forró nativo. A gente ouve muitos chefes do poder executivo, principalmente os prefeitos, utilizando a ideia de sergipanidade na sua oratória e no seu discurso, mas na prática isso não se concretiza. Quando um município deixa de lado os artistas locais, ele está deixando de lado também a cultura”, declarou Joaquim.

E complementa:  “O que vemos em Sergipe hoje é nada mais nada menos que um copia e cola. Todas as programações são praticamente iguais e elas excluem os artistas que fazem a cultura sergipana. Quem canta Sergipe é o artista sergipano e quando escutamos que “Sergipe é o país do forró”, poderia ser se os municípios se inserissem na sergipanidade”.

O vocalista destacou ainda que, por muitas vezes, a programação dos municípios se encontram fechadas por conta da contratação de empresários específicos, que acabam tomando à frente no processo de escolha dos artistas que estarão presentes nas festividades.

“A grande maioria das cidades sergipanas loteiam as suas programações para dois ou três empresários e aí fica a critério deles escolher os artistas sergipanos ou não. O problema é que a grande maioria deles não tem compromisso nenhum com a cultura sergipana, e sim com a questão financeira”.

O cantor revelou ainda que, pela baixa procura por parte da maioria dos municípios de Sergipe, a banda começou a fazer mais shows em outros estados e regiões do país.

“Já faz um tempo que nós optamos por fazer uma carreira fora de Sergipe e fazemos muitos shows no Nordeste e no Sudeste do país. Aqui no estado, a agenda é maior nos interiores, em municípios como Estância e Barra dos Coqueiros”, concluiu Joaquim.

Lula é o melhor presidente da nossa república... Orgulho de ter um presidente assim nos representando na Europa e em outros continentes..

dossiê viagem de Lula a França

https://www.youtube.com/watch?v=zszd9tt3Fac


QUEM PRECISA DE UTOPIA? Me lembrei desta bela canção,  Loucura e Mágica,   da autoria de Ritchie e sucesso na década de 1980,  quando da fala de Lula na entrevista coletiva concedida no encerramento da viagem a Itália no dia  22/06/2023,  quando disse: " A esquerda precisa de Utopia para se reconectar ao coração das pessoas na Europa, em especial os debaixo e os mais jovens.." Peguemos a visão. Acompanhem as postagens do blog da Ação Cultural, também buscam perseguir a visão defendida por Lula, Francisco de Roma, Pepe Mujica, Bernie Sanders e etc.. A utopia como descrita pelo jornalista e escritor uruguaio  Eduardo Galeano.  “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

– Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano in ‘Las palabras andantes?’ de Eduardo Galeano. publicado por Siglo XXI, 1994.

https://www.youtube.com/watch?v=is9X8RXi5GQ





Maravilhoso ver esse povo golpista, reconhecer a grandeza de Lula. 

https://www.youtube.com/watch?v=2VauJZCXZeE


https://www.youtube.com/watch?v=HjB0h7-Xl44



https://www.youtube.com/watch?v=SArQTTeK02U


Assista/ouça também:

https://www.youtube.com/watch?v=Xp6VW1jwnRM

Gravado em: 29/08/1995

"Se o conceito de utopia, em séculos passados, já definiu o projeto de sociedades perfeitas, hoje precisa se contentar com conteúdos bem mais modestos: um projeto político para resolver questões atuais ou o afastamento do mundo, em direção à literatura e à filosofia.

Foram estas as possibilidades encontradas no debate entre o antropólogo, escritor e senador Darcy Ribeiro (PDT-RJ) e o psicanalista e escritor Rubem Alves, no dia 29/08 de 1995".






Qual futuro para o tipo de padre e para a igreja católica que temos?

Diocese de Guarapuava  - 23 de novembro de 2021

Como será o padre do futuro? Como será a sua formação? Como ele vai interagir com a comunidade? Ele vai ficar em casa, conversando com os fiéis pelo telefone ou será um missionário astronauta? Quem sabe as duas situações ao mesmo tempo?

A Igreja Católica quer saber o que você pensa. Participe do Sínodo dos Bispos na sua comunidade!

Possivel legenda para a foto acima: Um papa progressista cercado de jovens padres conservadores? Como chegamos a isso..

 PRESBÍTEROS DO FUTURO? 

Guias de comunidade

"Em última análise, as comunidades cristãs não são chamadas a proteger o passado, mas a viver no presente a novidade do Evangelho de Jesus, acolhendo com docilidade e disponibilidade o seu Espírito", escreve Paolo Cugini, padre italiano, da diocese de Reggio Emilia, foi missionário na diocese de Alto Solimões, AM, hoje é administrador paroquial de quatro paróquias da zona rural bolonhesa, em artigo publicado por Viandanti, 15-06-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

O padre foi, sem dúvida, uma figura de grande importância na sociedade ocidental e, de certa forma, ainda é hoje. Ter em uma comunidade uma pessoa totalmente disponível não só para a vida religiosa, mas também para serviços fundamentais como o cuidado de pessoas idosas, a elaboração de propostas educativas para crianças e adolescentes, a atenção às famílias, entre outros, é de grande importância.

Uma crise de credibilidade

Em todo caso, porém, é uma figura que está vivendo uma grande crise não só de identidade, mas também e sobretudo de credibilidade. Por um lado, os escândalos de pedofilia contribuíram para corroer a imagem do padre como um ser ontologicamente diferente, como uma determinada espiritualidade havia contribuído a criar, como se fosse imune às paixões. Por outro lado, o atual contexto cultural cada vez mais pós-cristão e pós-teísta torna obsoleta a presença daquele modelo de padre que funcionava na época da cristandade, mas que hoje só tem valor para a velha guarda católica. Procurarei, então, indicar alguns caminhos que poderiam ser percorridos por um guia de comunidade que preside a Eucaristia na época em que estamos vivendo.

Fechar os seminários

Em primeiro lugar, é preciso fechar os seminários: não são mais necessários. Foram inventados na época da cristandade e, graças a Deus, essa época acabou. Não é preciso pensar em inventar outras estruturas para substituí-lo: não servem. Na Igreja do depois, que para dizer a verdade já começou, os guias de comunidade não deverão ser celibatários nem mesmo separados do povo de Deus. Serão escolhidos entre aqueles homens e mulheres que a comunidade indicar. Sim, você leu corretamente: mulheres. Causa espanto que, passados séculos, um caminho que deveria ter encarnado a proposta igualitária e pacífica de Jesus continua firme e inflexível sobre esse ponto. O fim da cristandade permite olhar com mais serenidade a proposta inicial de Jesus e captar os aspectos que a instituição modificou ao longo do tempo.

Uma comunidade de discípulos e discípulas iguais, cuja igualdade se baseia no único batismo, exige um estilo de igualdade também nos guias de comunidade. Os seminários serviam para oferecer percursos de formação para os futuros presbíteros. A partir de agora será a comunidade que cuidará disso. Família e comunidade são os ambientes existenciais mais adequados para o caminho de formação humana daqueles que serão guias de comunidade. Será também necessário trabalhar na proposta cultural que deverá ser fornecida para os futuros guias. Um percurso muito mais simples, mais atento às temáticas da atualidade, conectado às faculdades de humanidades já existentes e integrado a propostas locais que podem ser modificadas de ano para ano.

Um estilo de vida reconhecido

Os guias de comunidade que presidem à Eucaristia devem ser pessoas adultas, com um caminho de vida evangélica às suas costas reconhecido pela comunidade. A ideia de que jovens de 25 anos possam presidir à Eucaristia numa comunidade, pelo simples fato de terem concluído um percurso de estudos, é realmente pouco evangélica. Mais do que anos de estudos, certamente importantes, o critério de discernimento para indicar um guia de uma comunidade reunida para celebrar a Eucaristia deveria ser o estilo de vida, um estilo transparente reconhecido pelos membros da própria comunidade. Trata-se de partir o pão da Palavra e da Eucaristia, que indica o estilo de amor gratuito e desinteressado de Jesus, a sua sede de justiça, o seu amor pelos pobres, pelos excluídos, a sua busca constante por caminhos de paz.

Pois bem, quem celebra deveria ser uma pessoa que vive esse estilo há anos, de forma tão evidente que seja reconhecida pela própria comunidade. É o que importa: viver o Evangelho, ser discípulos e discípulas do Senhor. Para sair das lógicas de egoísmo e de autorreferencialidade estimuladas pelo instinto de sobrevivência, é necessária uma intensa e profunda vida comunitária, que coloque no centro o serviço gratuito e desinteressado aos irmãos e irmãs, especialmente aos mais pobres, fracos e indefesos. É entre aqueles que se destacam no serviço humilde que os futuros guias serão indicados.

Envolver o povo na escolha

Desse aspecto deriva outro de grande importância. Na minha opinião, no caminho de Igreja que se forma sobre os escombros da cristandade, a comunidade não deveria mais se submeter passivamente à nomeação de seu guia, mas deveria ser envolvida.

Sabemos que nos primeiros séculos a escolha de um bispo muitas vezes se fazia por indicação do povo. O caso mais marcante é a eleição de Agostinho como bispo de Hipona. O envolvimento do povo na escolha do guia de comunidade seria um sinal claro da saída, por um lado, da mentalidade hierárquica sempre subjacente e nunca abandonada, que revela uma orientação autoritária e uma interpretação do poder que não deixa espaço para a imaginação; pelo outro, manifestaria o envolvimento efetivo dos leigos na vida da comunidade.

De fato, apesar das proclamações e de tantos documentos, é visível a clara separação entre clero e laicato. Um guia escolhido entre as pessoas e pelo povo seria um gesto que indicaria uma contratendência de estilo e marcaria o início de uma Igreja realmente povo de Deus. Seria a comunidade que indica ao bispo o guia escolhido entre as pessoas da própria comunidade e, após um caminho de discernimento, chegaria à nomeação. Dessa forma, tornar-se-ia visível que a escolha do guia da comunidade, mais do que estar baseada em critérios meritocráticos, típicos da mentalidade individualista que pouco tem a ver com o Evangelho, evidenciaria a disponibilidade para a vida comum, para o serviço humilde, para a escuta, todos elementos que não se aprendem nos livros, mas se assimilam a partir de uma vivência cotidiana animada pelo desejo de seguir o Mestre.

Rever a teologia do sacramento da Ordem

Continuando por essa linha, é possível perguntar-se: por que uma pessoa deve ser por toda a vida um guia de comunidade? De fato, a abordagem que estou apresentando levanta a questão do significado da vocação, que sempre teve um valor subjetivo e pessoal.

Se a escolha não é mais individual, mas comunitária, no sentido de que é a comunidade que indica o candidato e não vice-versa, pode ser um serviço temporário, um período estabelecido em conjunto com os membros da comunidade, também a partir da situação pessoal do candidato. Esse aspecto ajudaria a dissipar a aura de mistério em torno do escolhido, como se fosse um escolhido por Deus.

O período à frente da comunidade também poderia ser exercido por um casal, que recebe o sacramento da Ordem e, ao final do mandato, pode desempenhar outras tarefas. Se o centro do caminho de fé indicado pelo Evangelho é a comunidade, então deveria ser revista desde as raízes a teologia do sacramento da ordem sagrada.

Creio que, perante as mudanças marcantes, como a que estamos acompanhando, torna-se importante não se apegar às tradições como se fossem pedaços de mármore maciço, mas deixar-se guiar pelo Espírito Santo que sopra onde quer. Em última análise, as comunidades cristãs não são chamadas a proteger o passado, mas a viver no presente a novidade do Evangelho de Jesus, acolhendo com docilidade e disponibilidade o seu Espírito.

Na gratuidade

Por fim, essa forma de ministério não deveria ser remunerada. O guia de comunidade, de fato, é uma pessoa que realiza o seu trabalho e preside à Eucaristia dominical. Além disso, lidera os órgãos de coordenação da comunidade. Isso significa que na comunidade os diversos serviços são assumidos por várias pessoas de modo gratuito. Isso vale para funerais, casamentos, catequese, pastoral juvenil e outros serviços ainda. Portanto, não haverá mais necessidade de nenhum órgão administrativo em nível diocesano, como a sustentação do clero e nem mesmo de um imposto de estado como os oito por mil do importo de renda na Itália. Quem guia a comunidade terá que ser uma pessoa que se sustenta com o próprio trabalho. Isso permitiria que os guias fossem mais livres, menos dependentes da comunidade de um vínculo de tipo econômico. É como pessoas livres que temos a possibilidade de acompanhar os irmãos e as irmãs no caminho da liberdade dos filhos e das filhas de Deus vivida por Jesus.


O diagnóstico está correto. Isso já aconteceu e acontece na Europa e nos EUA. O problema é ver as causas somente fora da igreja e propor o retorno ao pensamento e práticas da igreja medieval. Assim, o remédio proposto pelo Frei Clodovis Boff na continuidade da conferência acima, equivale a receitar  cloroquina e ivermectina para tratamento e cura da COVID. 

Sobre a crítica acima conferir o link abaixo

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Zezito de Oliveira

V I V A SÃO JOÃO - Por Marcelos Barros, Chico Alencar, Frei Carlos Josaphat e Gilberto Souza

Publicado em 22/06/2023 originalmente em: https://cebi.org.br/partilhas/festas-juninas-e-a-cidadania/

Na segunda quinzena de junho, em várias regiões do Brasil, o clima é de festas juninas. Em São Luis e algumas cidades do Maranhão, os festejos do Bumba-meu-boi recordam costumes que vêm de séculos. Por todo o Nordeste, a fogueira e comidas de milho-verde são acompanhadas por Quadrilhas e brincadeiras próprias da festa. Caruaru e Campina Grande disputam entre si quem tem o maior São João do mundo.

Para as culturas tradicionais, tanto dos povos indígenas, como das populações do campo e do sertão, junho representa o tempo da colheita do milho no Nordeste e no sul, a coleta do mate. Ainda há povos indígenas, para os quais esses festejos comemoram o início do ano novo. Na cordilheira dos Andes, as comunidades indígenas festejam o Inti-Rami, a festa do rei Sol, inscrita nos calendários oficiais da Bolívia, Peru e Equador. Na Argentina, Paraguai e sul do Brasil, os Guarani chamam este tempo de Ara Pyaú (Tempo Novo). É o batismo da erva mate, o ka’a  nheemongaraí, cujas projeções sobre o ano novo são interpretadas pelo Xeramoi (pajé). Também se celebra a cerimônia de nominação, quando as crianças recebem o nome guarani dado pelo pajé. Devido a influências católicas, esse ritual é chamado de “batismo guarani”.

As danças juninas mais comuns vieram das cortes da Europa. Quadrilhas eram danças da nobreza europeia nos tempos da colonização. O povo se apropriou delas e as democratizou. Atualmente, nos chamados “casamentos caipiras”, figuras como a do padre e do juiz da roça são caricaturados. Assim, pessoas pobres que não têm voz na sociedade expressam sua crítica social e seu protesto. O fato de tomar como padroeiros das festas juninas Santo Antônio, São João Batista e São Pedro se vincula aos tempos em que tudo era religioso. Revela resistência cultural e liga esses santos à realidade dos pobres de hoje. O espírito dessas festas pede que as pessoas e comunidades possam ir além da criatividade com a qual ensaiam uma dança de quadrilha ou encenação caipira. É urgente ensaiar uma sociedade nova na qual todos e todas sejam protagonistas e restabelecer a dignidade da Política, colocada a serviço do Bem Comum.

Enquanto o povo brinca as festas juninas, políticos de direita se organizam para impedir o governo federal de cumprir suas metas e fazer o Brasil voltar. O presidente da Câmara mostra suas garras de coronel que faz política em função de si mesmo.  O governo que, para vencer eleições teve de fazer acordo com ampla faixa de partidos e bancadas, é coagido a pagar preço altíssimo.  Em meio a tudo isso, a governabilidade oficial, garantida pela relação entre os três poderes, acaba dificultando a comunicação direta do governo com o povo que continua sendo mais testemunha e assistente da politicagem dos grandes do que participante ativo em uma Política na qual todos possam ser cidadãos e cidadãs.

Para quem vive um caminho espiritual, religioso ou não, se trata de sinalizar o projeto de um mundo novo possível. Do seu modo e em sua linguagem lúdica, as festas juninas traduzem uma palavra que os evangelhos atribuem a São João Batista: “Mudem de vida porque o projeto divino no mundo está próximo!” (Mt 3, 2).

Irmão Marcelo Barros

Leia/assista/ouça neste blog:

sábado, 22 de junho de 2019

Sarau virtual noites de Junho, noite de São João. Edição 2019



 Militão dos Santos, artista plástico pernambucano.

Chico Alencar 
 
VIVA SÃO JOÃO!  V I V A !!!

Eu louvo João, nesse 24 de junho - o filho de Isabel e Zacarias. E peço, São João: acende a fogueira no nosso coração, nos faz arautos da alegria!
Eu te louvo também por sua profecia, voz que clama no deserto, para que aplainemos do Senhor os caminhos, rumo a tempos de mais justiça e carinho!
Louvo a ti, João Batista, que denunciou como 'raça de víboras' os poderosos políticos e religiosos de seu tempo, e aos pequeninos trouxe alento.
Louvo o João Batista, que ungia com água purificadora, e assim o fez, coberto apenas com pele de camelo, com seu primo Jesus, portador maior da necessária Luz e Zelo.
Louvo João que é único, preso e decapitado pelo rei Herodes mas indo muito além de todos os seus algozes.
Louvo e dou axés para o João que é vário, Xangô Senhor da Justiça, orixá que rege os domínios do fogo, dos raios e das lavas do vulcão: dirige para o bem as incandescências da Natureza, para que delas só nos venham belezas.
Viva o São João das fogueirinhas amenas, que relembram o sinal de fumaça com que Isabel anunciou o nascimento de seu filho à prima Maria, com ternura e critério, e nos aquecem nesses dias frios no Sul do Hemisfério.
Viva São João da colheita farta e do milho verde, verde também das nossas matas ameaçadas: protegei todas elas da ganância e das queimadas!
"Quero ser sempre um menino, Xangô, das fogueiras de São João!
Tome conta do destino, Xangô, da beleza e da razão! Viva São João, viva o milho verde, viva o brilho verde das matas de Oxóssi!" (Viva o louvor de Caetano, Gil e de todos os fiéis festeiros que são muitos, bem mais que mil!).
São João Batista, cuide de nosso destino até o fim!
A Grande Advertência de João Batista, o maior de todos os profetas.

Frei Carlos Josaphat, op., em homilia na Igreja de São Domingos nas Perdizes, 24 de junho de 2001, festa da Natividade de São João Batista. Evangelho de Jesus segundo Lucas 1, 57-80.


Queridas irmãs, queridos irmãos.

Nós celebramos hoje aquele que Nosso Senhor Jesus Cristo vai declarar não apenas um profeta, mas “o maior dos profetas”. Aquele que vai ter a missão de apontar para Jesus Cristo e dizer, “Este é o Salvador, este é o Cordeiro de Deus que vai livrar-nos dos nossos pecados”.

São João Batista representa de fato, no plano de Deus, esta figura admirável que sintetiza assim toda preparação dos profetas. Ele é como que o profeta por excelência. Aquele que vai apontar para Nosso Senhor Jesus Cristo e indicar Cristo como nosso Salvador.

Por outro lado, João Batista realiza esta coisa extraordinária de ser aquele que se dispõe sabendo que Deus o escolheu desde o seu nascimento para ser o apresentador do Filho de Deus à Humanidade. Aquele que vai indicar com as suas mãos Deus mesmo no meio de nós. João Batista tem, portanto, um lugar muito especial na Igreja. Ele tem esta missão extraordinária de revelar Nosso Senhor Jesus Cristo para o povo e encaminhar Jesus Cristo para este povo. E esta missão de João Batista faz então com que ele se apresente à Humanidade, primeiramente ao seu povo, como sendo quem indica a presença de Deus e, ao mesmo tempo, apresenta as condições para nós de acolher Deus. Ele é aquele que pode apontar para o filho de Deus, mas ao mesmo tempo, escondendo-se como verdadeiro profeta para que Deus apareça.

Ele é a pura palavra de Deus. Uma palavra eficaz, uma palavra que conhece as fraquezas dos seres humanos. Conhece, então, o que vem a ser o poder, o poder que corrompe, aquele que conhece a fraqueza dos representantes de Deus, dos sacerdotes, das organizações religiosas, e aparece então como que despido de tudo, na pureza total, como um sinal luminoso para Deus. Então, João Batista representa para nós de fato esta atitude da criatura que acolhe totalmente a Deus no seu Amor e se coloca como um traço luminoso indicando os caminhos de Deus.

E o que nós então vamos mais admirar nesta figura de João Batista é que ele surge num momento em que o povo deveria estar à espera de Deus, em que o povo deveria ter escutado os profetas, em que o povo deveria estar em uma atitude de se desapegar de tudo para abrir os braços acolhendo a Deus que vem à Humanidade. E, no entanto, o que ele vai encontrar é um povo voltado à ambição. Vai encontrar um povo que não é mais povo de Deus, um povo que confia na Política. Um povo que aí está não mais nesta certeza de ser o povo missionário, enviado para a salvação do mundo, mas um povo que deve receber de Deus, que deve contar com as riquezas deste mundo para se manifestar como povo de Deus.

Então, João Batista tem essa missão extraordinária. Primeiro, de ser em sua pessoa, a perfeita revelação de Deus na fidelidade a Deus. Deus não vem para nos dar coisas. Deus nos ama muito mais. Deus não nos vem, mesmo, para nos dar saúde, coisa importantíssima para nossa vida. Deus não vem para nos dar prestígio. Deus nos vem para se dar a si mesmo à Humanidade. Então, João Batista significa esta figura extraordinária que, recebendo no seu coração esta indicação da vinda de Deus, sem saber como Deus vinha, porque ninguém poderia ter idéia de como Nosso Senhor Jesus Cristo viria até este mundo. Ele então, tendo esta mensagem dentro de uma noite, se prepara totalmente, renuncia a tudo, vive num deserto, para ser um homem totalmente voltado para Deus, para que a sua palavra seja a pura indicação da presença de Deus entre nós. Então, João Batista merece de Nosso Senhor Jesus Cristo este elogio de que ele não é apenas um profeta: é “o maior de todos os profetas”, é a síntese de todos os profetas. É aquele que, então, vai ter a felicidade de indicar: “está aí o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus, o Salvador da Humanidade”.

No entanto, Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz que cada um de nós, seus discípulos, é maior do que João Batista. Nós temos uma missão profética, maior que a dele, temos um contato com o Filho de Deus mais direto do que ele teve. Somos possuídos pelo Espírito Santo de uma maneira mais perfeita do que ele foi como profeta, que recebia esta Verdade para comunicar aos outros quando nós recebemos o próprio Espírito de Deus como fonte de nossa vida. Por isso, João Batista é sem dúvida o maior dos profetas. Mas Jesus disse, cada um de nós é maior do que João Batista na medida em que nós estamos na plenitude do seu Evangelho, na medida em que nós somos possuídos pelo Espírito Santo, na medida em que nós estamos neste mundo para não apenas dizer alguns preceitos de moral e de encaminhamento da Humanidade, mas para ajudar os nossos irmãos a encontrar Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Então, esta festa de São João Batista, é uma festa em que nós entramos neste desígnio de Deus, neste desígnio que faz de cada um de nós um portador do Deus deste mundo.

E então, passando para um segundo momento, em que a gente diz “Deus hoje”, “o povo de Deus hoje”, “nós mensageiros de Deus hoje”, o que significa esta nossa presença, o que significa então, a coragem de João Batista que prega ao povo, encaminha ao povo e denuncia, denuncia os políticos, denuncia os corruptos, denuncia aqueles que, tendo a missão divina, de guiar o povo, vem a ser simplesmente aqueles que quase tornam impossível a prática do bem no mundo, pela corrupção generalizada, pela corrupção profunda, pela distorção das instituições. Então nós temos aqui de fato, uma lição de João Batista que dará sua vida porque denunciará a injustiça estabelecida, a injustiça no poder, a injustiça coroada.

E então eu acredito que hoje, quando nós celebramos a festa de São João Batista, nós começamos por admirar esta figura que vai preparar os caminhos para o Cristo com a sua palavra, com a sua coragem, com a sua vida, com o seu sangue e nós assumimos então, no mundo de hoje, neste mundo que ainda tem muita coisa de cristão, neste mundo que tem ainda uma certa fachada cristã, mas um mundo profundamente trabalhado pela injustiça, a mais profunda, pela injustiça, a mais radical, pela injustiça que se apresenta sendo uma normalidade, uma forma de organização social. Então, a figura de João Batista nos aparece hoje como sendo o modelo de como começar a evangelização, anunciando Jesus Cristo a cada pessoa, anunciando Nosso Senhor Jesus Cristo para os jovens, anunciando Nosso Senhor Jesus Cristo para aqueles que são os mais sofredores. Mas, sobretudo, tendo a coragem de dizer que o mundo oposto a Cristo não tem nada de cristão. As próprias associações religiosas, a própria Igreja, na medida em que ela apenas proclama uma mensagem, mas não radicaliza a sua atitude, vivendo e pregando a vida segundo Jesus Cristo.

Então neste caso, nós temos assim a necessidade de olhar para João Batista e de reconhecer que nos dias de hoje, nós temos que proclamar de fato que “Herodes é Herodes”, “Pilatos é Pilatos”. Que eles habitem em Brasília, ou em Paris, ou em Roma, seja onde for, aqueles que estão à frente do povo, na responsabilidade primeira da justiça, da justiça para todos, aqueles que tem a responsabilidade de assumir a orientação das instituições, sabendo que a sociedade é para o desenvolvimento de todas as pessoas. E que não me venham, não me venham com as desculpas de que “daqui há alguns anos nós vamos fazer isso”. Quem é que autorizou vossas excelências a chegarem a condenar a Humanidade a viver na miséria dez anos, ou cinco anos, ou um ano que seja? Quem são, verdadeiramente, os grandes criminosos da Humanidade? Como Nero, como outros quaisquer, naturalmente foram batizados, mas batismo não tem influência nenhuma na justiça social que eles não praticam. Esse sistema nosso atual, em que nós vemos a justificação como que doutrinal, a justificação teórica da injustiça, que é preciso manter o subdesenvolvimento tantos e tantos anos, mas haja gente morrendo, haja gente sofrendo, então nesse caso, nós devemos dizer, com toda a franqueza, que João Batista hoje, assim como disse a Herodes, assim como disse aos chefes daquele tempo, diria aos chefes e ao sistema organizado hoje: Isto é a corrupção! Isto é o pecado instituído! Isto é o pecado fazendo corpo com as nossas instituições!

Então, João Batista para nós hoje é a grande advertência. Meus irmãos e minhas irmãs, o que nós estamos fazendo para o Evangelho do Amor? O que nós estamos fazendo da proclamação de Deus Pai de todos os homens? O que nós estamos fazendo da comunhão dos santos? Nós estamos profanando todas estas verdades, vivendo nós cristãos em um mundo de injustiça estabelecida, de roubo de nações a nações. Eu quando vejo, por exemplo, que os acontecimentos atuais só fazem aumentar a dívida do Brasil, dos povos dependentes do colonialismo internacional, então a gente vê que, de fato, o que existe é uma imensa falta de consciência. E o que nós estamos para dizer é isso: gente, temos ainda direito de entrar nesta Igreja? Gente, nós temos direito de dizer “creio em Deus Pai Todo Poderoso”? Nós temos direito de dizer “creio em Jesus Cristo”? “Creio no Espírito Santo”?

E então, vejam bem, quando se aproximam os tempos em que a gente pode mudar alguma coisa, aproximam os tempos das eleições, o que vossas excelências fazem, povo de Deus? Fazem nada. Deixam os políticos preparar as eleições do jeito deles. Então, chega o momento em que você diz: “tenho a liberdade de votar”. Que liberdade de voto é essa? Por que? Porque não há cidadãos ativos que compreendam este país, não há cidadãos agindo dentro dos partidos: “Ah, então por isso ou por aquilo este partido não presta, este não presta...” E você, você presta sem partido? Você, que não está em Política, você fala de Política. Você não tem nenhuma autoridade. Você xingar a Política é xingar a mais nobre das profissões! Só que tem que ela está profanada, por sua ausência! Nunca vi meu Deus do céu, um povo tão ausente de Política como esse povo brasileiro! Vamos fazer Política gente, em nome do Evangelho! Em nome de Jesus Cristo! Em nome de Deus! Em nome da Caridade! É preciso! Não é o momento da gente estar olhando: “Bem, tem aquele ‘politicozinho’ ali que está manobrando prá lá, ou que manobra prá cá, está manobrando a nossa dívida externa...” Não! Tem que chegar e dizer: “o dono do País é o povo!”

Então, vemos assim que uma festa como esta é uma festa, sobretudo, que condena a irresponsabilidade. Que condena então, esta espécie assim de povo que tem um “jeito bonzinho”, mas é um povo criminoso por omissão. Quando a gente percorre um pouco este País, eu tive ocasião de ir a trabalho a uma cidade do nosso Nordeste, de ir ao Recife, e então a gente fica de fato assim, tocado profundamente de ver a naturalidade da miséria em toda a parte. Aqui em São Paulo, nas grandes capitais, em toda parte, a miséria e um povo cristão, ou um povo que se considera cristão, um povo que diz que crê em Deus que é amor. Um povo que crê que Jesus Cristo morreu crucificado por amor de nós.

Então, meus queridos irmãos, uma liturgia é um momento de Verdade. Uma celebração da missa em que nós nos encontramos com Jesus Cristo é o momento de nós chegarmos e dizer: “o grande pecado é o pecado da omissão”! Não sou eu que diz isso, é Cristo que diz: “tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber”. O julgamento é pela omissão. É não ter feito. Não fez nada, inferno!

A verdade do Evangelho é que só o Amor salva. Só o dom de si é autêntico. Só a procura de realizar de fato efetivamente o bem dos outros, só isso é ser discípulo de Jesus Cristo! Queridas irmãs, queridos irmãos, desculpem, eu sinto uma certa urgência de dar uns recados. E acho que não podemos absolutamente entrar na omissão. Se todos estão omissos, pelo menos que a pregação ainda continue a lembrar que Deus é Amor, que Deus exige de nós um Amor efetivo, um Amor criador, um Amor construtivo de uma sociedade justa e solidária. Que Nosso Senhor Jesus Cristo nos dê a sua força, como ele deu a São João Batista.
 
Amém.
publicado no grupo ZAP Politica e Religião

SÃO JOÃO NO NORDESTE


Hoje é dia de São João, festa que no nordeste reveste-se de significado particular, belo e intenso. Nessa região, inclusive, à tradição de se acender a fogueira é no dia anterior, ou seja, 23 de junho.

Em todo o Brasil, principalmente nas escolas, há festas, quermeses, danças e se utilizam muito de roupas típicas do Brasil rural.

É como revisitassemos um tempo em que os laços comunitários, o sentido profundo da espiritualidade como cosmovisâo de mundo era mais forte e integrado às demais instâncias da vida.

Esse aspecto torna-se mais forte numa sociedade tão individualista e desprovida de traços e destinos comuns.

À festa de São João permite supor que no passado há elementos revolucionários que de alguma maneira podem ser revisitados e atualizados num projeto de país.

Se hoje é dia de folia e acender fogueira, assim como reza a tradição, visto que há 2000 anos, a  forma encontrada de anunciar o nascimento de uma criança como o pequeno João era pelo fogo, quem sabe na atualidade, seja o caso de acender uma fogueira interior capaz de queimar-nos e nos impulsionar a construir novas práticas colaborativas e festivas que possam romper a tecidura de ódio que ainda rondam em nosso país.

Feliz festa de São João!

Paz e Bem!

Gilberto Sousa
Publicado no grupo ZAP Politica e Religião

publicado na página face do jornal do commércio (PE)
Aqui no nordeste também estamos convivendo com  práticas predatórias da indústria cultural, a qual busca transformar as festas juninas em simples mercadoria padronizadas e caras. E isso em associação com as oligarquias políticas locais. A lembrar, nem mesmo as administrações de esquerda conseguem lidar com essa situação de forma satisfatória.
Zezito de Oliveira