domingo, 29 de setembro de 2024

Doces lembranças da minha infância. Lelê Teles e Pe. Fabricio Beckmann ·

 

Por Lelê Teles* (via blog viomundo)

trago, ainda vivo na memória, o corre-corre pelas ruas empoeiradas da minha quebrada e a fagueira algazarra da molecada em busca das cobiçadas guloseimas no mês de cosme e damião.

sim, não era um dia, era o mês inteiro.

lembro da gravura dos santos católicos, gêmeos nas vestes, estampada nos saquinhos brancos, recheados de doces de abóbora em forma de coração, suspiros coloridos, pés-de-moleque, marias-moles, sorvetes de copinho e muitas balas.

no final de tarde, tradicionalmente, soltávamos pipa ou jogávamos bola. sempre que parava um carro novo na beira do campinho a molecada já saía correndo.

do porta-malas, uma madame sacava esses benditos saquinhos e distribuía para geral.

na volta do colégio, costumávamos juntar a meninada e ir para a porta do comércio, fazer barulho e exigir balinhas.

eu criava versos e a molecada os repetia, numa espécie de cordel infantil, os poemas de duplo sentido constrangiam os comerciantes; quem não dava bala ficava com fama de pão-duro e inimigo das crianças.

sempre conseguíamos o que queríamos.

embora muita gente fizesse doação de bom coração, os comerciantes só o faziam na base da chantagem e da ameaça.

mas também tinha as distribuições domésticas.

muitos vizinhos faziam promessas aos santos e as pagava ofertando quitutes para as crianças.

alguns serviam um lanchinho com bolo e suco.

nunca pegamos doces na igreja católica, o que me fazia crer que era uma fraude aqueles santos nos sacos.

afinal de contas, os tais irmãos católicos eram quimbandas, desses curandeiros de aldeia, que curavam com uma mão e com a outra enfiavam jesus goela abaixo dos romanos.

deocleciano mandou matá-los.

já nos centros de macumba, como eram chamados à época, a distribuição de doces era às fartas.

no dia 27, de banho tomado, eu e meus irmãos acorríamos à porta dos terreiros, onde nos juntávamos a outras crianças e entrávamos nas longas filas para receber doces.

a nossa maior alegria era receber os doces nas casas de santo, lá também tinha pipoca, batuques, vatapás e carurus.

o curioso era que, ao invés dos jovens brancos que apareciam na gravura dos sacos, dentro dos terreiros tinha dois moleques pretos cercados de velas coloridas e sortidos de doces à sua volta.

minha mãe era filha de santo, e foi ela quem nos falou que o festejo era em homenagem aos ibejis e tentou nos explicar esse lance de sincretismo, que a gente entendia também como uma fraude.

os erês sempre me fascinaram e trago dentro de mim essa criança peralta sempre viva.

certa vez, meu irmão comeu doces de um despacho que encontrou em uma encruzilhada, embora minha mãe sempre tivesse proibido essa prática.

o coitado ficou com a boca toda ferida.

pra curar o feitiço, mamãe fez um trabalho inusitado: forrou o chão da sala de casa com um lençol branco, colocou em volta seis cachorros com seis pratinhos de comida, meu irmão sentou-se com eles, caninamente, como um sétimo cão.

ogãs batucavam, uma senhora gorda salpicava água de cheiro nos animais, meu irmão incluso e, ao final, uma benzedeira, com ramos de ervas na mão, rezava uma ladainha com meu irmão de joelhos à sua frente.

na manhã seguinte, a boca do menino havia sido curada milagrosamente.

minha mãe migrou para o vale do amanhecer, quando a tia neiva ainda era viva, e a tradição do cosme e damião minguou com o passar dos anos.

era doce a minha infância. nessa época, o verdadeiro dia das crianças era o dia de são cosme e damião.

palavra da salvação.

https://www.viomundo.com.br/palavradasalvacao/lele-teles-cosme-e-damiao-o-verdadeiro-dia-das-criancas.html


Teresa Cristina interpretando Samba De Rodas (Cantiga de São Cosme E Damião / Dana De Casa, Me Dá Licença / Pedrinha Miudinha).


Pe. Fabricio Beckmann   (via facebook)

Hoje . 26 de setembro, celebramos os santos Cosme e Damião, homens generosos, mártires cristãos da Síria, do IV século. Eram médicos, aliviavam os sofrimentos de enfermos, sem nada cobrar, e ensinavam o Evangelho aos seus pacientes.

Amanhã, 27 de setembro, nossos irmãos e irmãs de tradições religiosas de matriz afro-brasileira, também farão memória desses santos. Distribuirão seus deliciosos docinhos. Quando éramos crianças, fazíamos filas para receber essas gostosuras.

Espero que os católicos tenham o mesmo respeito e civilidade que essas pessoas tem com as nossas devoções, ritos e tradições cristãs.

Nunca os vi nos criticarem, dizerem que nossos santos são impuros, demoníacos. São extremamente respeitosos conosco, com nossas festas religiosas. Aprendamos isso com eles e elas.

Sempre tive muita boa convivência com o povo dos terreiros, lembro-me da gentileza que tinham quando celebrávamos juntos, na Matriz de Cruzeiro, onde fui pároco, o dia da Consciência Negra. Participavam das missas, a meu convite, com enorme respeito, e faziam, em nossa cozinha, suas comidas típicas, que sempre distribuímos a todos os presentes, num clima de muita fraternidade e alegria. Sarapatel, feijoada, acarajé; tudo muito gostoso.

Anualmente, eu fazia questão de contribuir pessoalmente com donativos, para a festa que umas senhoras de terreiro faziam na periferia, para as crianças pobrezinhas, no dia 27 de setembro.

Depois sempre recebia notícias, de como tinha sido o festejo. Gostava de saber que as crianças haviam comido bem, brincado; que tinham se fartado com almoço, bolo e docinhos de Cosme e Damião, preparados e distribuídos com tanto carinho e devoção por elas.

Se tem uma coisa que aprendi com esse povo, é o respeito às outras religiões, nunca os vi criticando, falando mal, julgando a fé das outras pessoas, como vejo muitos cristãos fazerem. Sempre achei isso muito bonito, um grande exemplo para nós.

Recordemo-nos que a Igreja não ensina, nem autoriza ninguém a fazer conflitos religiosos em seu nome ou em nome de Deus; isso seria um grande pecado, um erro que os cristãos cometeram muitas vezes no passado. Ela nos ensina, em seus documentos, o diálogo interreligioso, a convivência fraterna, respeitosa e pacífica com as outras tradições espirituais. 

Sigamos sempre por esse bom caminho.

Dia de Cosme e Damião: conheça a origem da data

Encontro de tradições: entenda mais sobre os santos católicos e o sincretismo religioso

https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/dia-de-cosme-e-damiao-conheca-a-origem-da-data/




IGREJA, ELEIÇÃO E CONTRADIÇÃO? Pe. José Soares - Aracaju e Pe. Paulo Sérgio Bezerra - São Paulo

 Contradição e Eleição (2024) - Parte 1

Vamos abordar algumas questões no que tange ao pleito de 2024. Dizem os sábios - nesse tema sobre a eleição no Brasil - que cada pleito é único e que sem grupo não se consegue êxito nem para o parlamento - vereador - e muito menos para o majoritário - prefeito e prefeita - nos nossos municípios.

CADA eleição é uma realidade e estamos vivenciando tempos nublados e escuros em Aracaju e alhures. Estamos num tempo complexo e com pouca saída para os grupos de esquerda. É só pegar o link do TRE para perceber os partidos e os nomes que compõem as chapas majoritárias em Sergipe. Muita contradição e arranjos sem perspectiva para confundir ainda mais a fraca opção dos eleitores/as. 

A PERGUNTA necessária: onde estão as bases do PT e de outras agremiações? Cadê a formação política e cidadã que há muito ajudou essa cidade a avançar nas políticas públicas? Aracaju é um "marasmo" que dá desgosto. Poucas ideias de relevo são apresentadas nos programas partidários e a esquerda definhando e patinando nos seus erros e na sua incapacidade de ler os sinais da história. Na verdade, o que avançamos socialmente entre 2002 até 2016 - podemos até considerar o início do Plano Real e discutir a questão no próximo texto - regredimos na formação e na postura política e agora agonizaremos como cidade e grupos que acreditam na força das pessoas e não do mercado. Nada de novo estamos vendo e o coronelismo que antes imperava nas praias e rincões de Sergipe, hoje é a marca de todos e todas que põem candidaturas sem rumo e que frustram as expectativas de um povo sem direção e sem história.

ELEIÇÃO e contradição em Sergipe será o foco em 2024 e quem viver, verá e saberá contar a seus filhos, filhas e netos/as. BASTA!

Obs. No próximo texto, o que tem a Igreja para dizer sobre o tema? AGUARDEM.

P. José Soares 

Vigário na S. Pedro Pescador.

Contradição e eleição (2024) - Parte II:

No ano 2000, a cidade de Aracaju viu, acompanhou e conheceu um fenômeno nas urnas para a prefeitura da capital: Marcelo Déda Chagas (in memorian), com cerca de 120.000 votos no primeiro turno, superou José Almeida Lima e outros adversários naquela circunstância.

O TEMPO era outro e as políticas públicas com destaque para o orçamento participativo, fez da sua administração um lugar de profunda esperança para o povo das periferias. O tempo passou e a pergunta que se faz oportuna é está: o que houve com o PT e com Aracaju? Retrocedeu ou mudou de rumo? VAMOS RECORDAR que na época, a relação institucional com a Igreja era - com dados claros e bem precisos - frágil e sem muita aproximação. Pode-se classificar como respeitosa e com característica de um laicismo* bem arraigado. Marcelo Déda, sempre foi coerente com suas ideias e vislumbrava o poder civil sem cortes de privilégios e de proximidade com o poder religioso. Foi um tempo de muita desconfiança e a relação institucional de um lado e de outro, passava a ideia clara de distância consumada. Cremos que todo esse histórico, acabaria fortalecendo a política do clientelismo – no sentido de jogo partidário – que nos dias atuais está se confirmando. O que aconteceu com a Igreja nesses últimos vinte anos?  Tem algo para dizer a capital de Sergipe no tema das eleições? Se tem, o que tem dito? Sinceramente, nada a declarar.

(*Laicismo: aqui podemos chamar de o sistema que nega o papel da religião dentro do estado).

O PERFIL DA IGREJA TEM SIDO de muita omissão no que tange a dimensão sócio-transformadora que sempre foi uma coluna das Diretrizes da CNBB desde os anos de mil novecentos e noventa. Apontar candidatos não é sua missão, mas formar os fiéis para compreender os sinais dos tempos deveria ser uma constante e por aqui não aconteceu. Perdeu o trem da história e não aprendeu aqui na capital com o Concílio Vaticano II que diz: “faz-se mister que os leigos assumam a renovação da ordem temporal como sua função própria e nela operem de maneira direta e definida, guiados pela luz do Evangelho e pela Igreja, e levados pela caridade cristã” (Decreto Apostolicam Actuositatem, n. 7,E). Com o quadro atual bem nebuloso é possível mudança de caminho?

Se o pontificado do Papa fosse ouvido todos os dias, a Igreja presente nas dioceses – chamada de Igreja Particular com seus pastores e o povo de Deus - não deixaria de meditar sobre isso: “A política é acima de tudo a arte do encontro. Certamente, este encontro é vivido acolhendo o outro e aceitando sua diferença, num diálogo respeitoso” (acessar site do Vaticano e encontrará a fonte de onde tiramos o texto).  Notemos que a legitimidade do Papa vai além do fato de ser o chefe político do Estado do Vaticano e adentra no seio da nossa sociedade. A Igreja em Aracaju dirá o que para os fiéis? Seguirá o Papa? E como prova cabal da pouca incisão na sociedade, podemos apontar o que segue: todos e todas que se candidatam ao poder legislativo e que são próximos a grupos eclesiais, pastorais e símiles, não são bem avaliados e vivem à mercê de campanhas pífias e que não lhes dá direito a mandato algum. A relação do católico com a política é frágil e distante da encíclica Laudato Si, promulgada pelo Papa em 2015. A relação dos possíveis "candidatos/as da Igreja" - lugar para os leigos e leigas mostrarem a força de sua missão batismal - com o eleitor é fraco e tudo indica que em 2024 teremos mais uma eleição de penúria o que nos fará em breve pagar caro diante de temas tão complexos como a privatização da DESO, o desemprego, a "quase privatização" do ensino, a invasão de áreas de mangue em Aracaju, a ausência de creches para famílias de baixa renda e o pouco trato com a Doutrina Social da IGREJA que é pouco conhecida e poderia ser norteadora de muitos ditames para a sociedade que é secularizada mas que nunca aboliu o sagrado de seu alcance. O que virá após essas eleições? Sinceramente, o quadro é obscuro e, por isso, vamos teimar e tentar manter a esperança (Romanos 5,5).

P. José Soares de Jesus.

Vigário Paroquial na S. Pedro Pescador.

A parte III será publicada nesta semana




sábado, 28 de setembro de 2024

Atores são pagos para sair às ruas e espalhar fake news sobre candidatos no Rio de Janeiro. Grupo era contratado por políticos em períodos eleitorais para aplicar o golpe do 'teatro invisível', segundo a Polícia Federal. Depois da produtora Brasil Paralelo era só o que faltava.

 Dedico essa postagem aos companheiros (as) e camaradas que desconhecem o potencial estético-pedagógico-politco, junto e misturado do teatro do oprimido de Augusto Boal e, principalmente para aqueles que conhecem e tem poder de decisão, mas não investem...

Interessante! Foi em  São João de Meriti com seu bispo progressista, Dom Adriano Hipólito, onde comecei a ter contato com a ideia do teatro do Oprimido. 

ZdO

Grupo era contratado por políticos em períodos eleitorais para aplicar o golpe do 'teatro invisível', segundo a Polícia Federal. Quatro pessoas foram presas.

Uma operação da Polícia Federal prendeu quatro pessoas no Rio de Janeiro nesta semana por divulgar notícias falsas contra candidatos das eleições municipais.

Com registros de operação em pelo menos 13 cidades do estado, a quadrilha contratava atores para fazer um teatro de rua, com a intenção de influenciar o voto.

Os próprios criminosos chamavam o golpe de "teatro invisível". Caracterizados de moradores locais, atores e atrizes abordavam as pessoas na rua e espalhavam informações falsas que favoreciam o político que os contratou, ou desfavoreciam os opositores.

O coordenador de cada grupo recebia R$ 5 mil pelo serviço, e os atores improvisados, chamados de "agentes de ação", R$ 2.500. Eles participavam de ensaios em galpões e salas de aula.

Segundo as investigações da PF, Roberto Pinto dos Santos e Bernard Rodrigues Soares, que foram presos nesta semana, comandavam a organização criminosa desde 2016.

Os dois aparecem em um vídeo de 2022, ao lado do deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), atual candidato a prefeito de São João de Meriti (RJ). Na gravação, Valdecy diz que eles foram os responsáveis por fazê-lo um dos políticos mais votados do estado.

A Polícia Federal teve acesso a um arquivo chamado "Valdecy campanha teatro", que registra um gasto total de R$ 55 mil por grupo. Os relatórios listam quantas pessoas foram abordadas e até quantas tinham sido convencidas a trocar de voto.

Entre as notícias inventadas pela quadrilha, está uma reportagem falsificada do g1 que ligaria o deputado estadual Leo Vieira (Republicanos) ao assassinato da vereadora Marielle Franco. Leo Vieira é adversário de Valdecy da Saúde na disputa pela Prefeitura de São João de Meriti.

A organização criminosa também é suspeita de desviar dinheiro público. Áudios mostram que integrantes do grupo mantinham cargos comissionados em diferentes prefeituras (ouça na reportagem acima).

Presos na operação
Na quinta-feira (12), o juiz Bruno Ruliere determinou quatro prisões: além de Roberto e Bernard, os chefes do grupo, também foram detidos os supervisores André Luiz Chaves da Silva e Ricardo Henriques Patrício Barbosa.

A defesa de Roberto e Bernard negou a participação dos dois em atos de propagação de notícias falsas.

A advogada de Ricardo não quis comentar a prisão. E o Fantástico procurou o advogado de André Luiz, mas ele não respondeu.

A Polícia Federal do Rio de Janeiro e a Divisão de Repressão a Crimes Eleitorais cumpriram ainda 15 mandados de busca e apreensão.

Valdecy da Saúde (PL) informou, em nota, que não é investigado no inquérito e disse que não possui relação com os fatos.

Léo Vieira (Republicanos) disse que acredita no trabalho da Polícia Federal e do Poder Judiciário para garantir a transparência e integridade das eleições.

Agora, a investigação quer identificar os atores e descobrir quem contratou a organização criminosa. A Justiça Eleitoral pode cassar as candidaturas antes do primeiro turno, no dia 6 de outubro.

Ouça/assista o vídeo da reportagem  aqui



🇧🇷 Curso de extensão: CineEducação: Reflexões sobre o Sistema Educacional Brasileiro

 

Coordenação Romero Venâncio (UFS) e Carlos Nunes (Não é Heresia/ UFS)

⚠️ Início 07/10 (segunda-feira) às 19h (Horário de Brasília) via Google Meet 

Resumo: Durante os meses de outubro e novembro, sempre as segundas-feiras a noite, faremos uma roda de conversa sobre a educação no Brasil. Como norte das discussões, cada noite terá um filme como base e um facilitador/facilitadora na condução do debate. 

Lista de obras:

1. Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile!

2. Sociedade dos poetas mortos

3. Druk - Mais uma Rodada

4. Nunca me Sonharam

5. Pro dia nascer feliz

6. Entre os muros da escola

7. Cabeça de Nêgo 

8. O Substituto

 É bem assim que se faz educação popular no meio digital. Depois de nos perdermos, estamos encontrando o caminho de volta pra casa. Alguns, espero que outros retomem o caminho..

Zezito de Oliveira


Casa aqui é uma metáfora para educação popular e trabalho de base...

CINECLUBE REALIDADE NA BASE, NEM SEMPRE COM EDITAL DE FOMENTO.


 Não é só artistas que tem de ir aonde o povo está.. Agentes culturais e educadores, artistas ou não, também. Sem contar os intelectuais. Não há outro modo de barrar a ascensão da cultura do ódio e da barbárie que cresce em nosso pais e no mundo a olhos vistos...

Essa introdução é só para dizer que a 4ª sessão do Cine Realidade de ontem pode ser considerada a melhor das boas sessões realizadas sob vários aspectos.

Os detalhes traremos até amanhã, mas o agradecimento primeiro vai para os companheiros (as) da Ação Cultural, em especial os outros dois que estão mais próximos, Maíra Ramos, a coordenadora geral,  e Maxivel Ferreira, integrante da equipe que pensa e organiza o Cine Realidade.

À seguir os nossos agradecimentos aos padres Anderson Gomes e José Soares, a Débora Rabelo  coordenadora da crisma e aos  demais catequistas que integram a equipe..

Aos diretores do filme Chica Chaves, Sérgio Borges e Gabriela Caldas pela excelente produção fílmica..

À Francisco de Roma pela sensibilidade com que escreve as suas cartas ou encíclicas,  e a sua busca pela coerência possível a fim de mostrar na prática àquilo que escreve e acredita..

À São Cosme e Damião, nos dias dedicados aos queridos santos, 26 e 27 de Setembro, ...  

O artigo continua até amanhã, domingo.

O link d o filme para quem quiser assistir  novamente ou pela primeira vez

https://www.youtube.com/watch?v=UPhIMs4QMhE


segunda-feira, 16 de setembro de 2024

A 4ª Sessão do Cine Realidade no Bairro Industrial em clima de Fratelli Tutti (Todos Irmãos) apresenta o documentário Chica Chaves no dia 27 de setembro de 2024, 19 horas.




PRÓXIMAS SESSÕES E FILMES  DO CINE REALIDADE
Tema geral - "Amizade Social em Nossas Cidades"
5ª sessão - Cinemas de Rua de Aracaju - Direção Eudaldo Monção Jr. e Juliana Vila Nova.
6ª sessão - 25 de outubro  - Povo de Atalaia – Direção  Gabriela Caldas
7ª sessão - 01 de Novembro - Chica Chaves - Direção Sérgio Borges e Gabriela Caldas.
8ª Sessão - 22 de novembro – Tribos Urbanas – Verbo Filmes.  
9ª sessão - 20 de dezembro - O Baile do Menino Deus - 
Uma vez por mês. Sempre às sextas-feiras, 19 horas. na Paróquia São Pedro Pescador e às 17h, no Lar de Idosos SAME - Bairro Industrial...

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

A cultura e juventude precisa ser levado mais a sério pelas lideranças do campo progressista. Do contrário, as derrotas eleitorais serão ainda maiores do que está sendo..


 Lembrando uma canção da banda Charlie Brown Júnior, essa situação da maioria dos candidatos do PT e do PC do B estarem em 3ºou 4º nas capitais pode ser revertida no médio e longo prazo, com a eleição de candidatos ao parlamento desses partidos, também do PSOL e etc,.  que considerem a importância do investimento em cultura e juventude, e juventude aqui não apenas considerado como estudantes...

A expectativa da vitória de Boulos e Marta  em SP , inclusive com o nosso engajamento e de muitas pessoas de fora da cidade onde não existe amor   como afirmam os grafites e Criolo, ou em quantidade e qualidade bem aquém do que precisa,  se dá pensando nisso, com visão de futuro, e  ancorada no histórico de realizações dessas duas lideranças, uma que é liderança social e parlamentar bastante respeitado e a outra que foi uma das prefeitas de São Paulo melhor avaliada..

Aqui em Aracaju, por exemplo, quando fui assessor parlamentar do vereador Magal da Pastoral (PT) 2000 a 2004, apresentamos, juntamente com um coletivo local e nacional formado por jovens egressos da Pastoral da Juventude ( Rede Minka), três projetos ao vereador citado que prontamente apoiou com a entrada e aprovação na câmara de vereadores, até por conta do seu engajamento histórico na Pastoral Carcerária, de onde veio o complemento para o nome Magal... 

Dentre estes três, um foi o Programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais) aprovado em São Paulo pelo vereador Nabil Bonduki e sancionado pela prefeita Marta Suplicy. Um projeto que trata da pauta cultura e juventude de forma integrada...

Abaixo,  uma fala do ex-vereador Nabil Bonduki  agora novamente candidato , sobre como começou o  projeto VAI em SP.

As melhores ideias de políticas públicas são aquelas que nascem verdadeiramente da população envolvida, que será sua beneficiária direta. O Programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais) é um belo exemplo disso. Ele surgiu no meu primeiro mandato como vereador, durante os debates na Comissão de Cultura. Esse programa foi o resultado de intensos diálogos com diversos movimentos culturais da cidade de São Paulo, que há muito tempo lutavam por mais espaço, apoio e reconhecimento.


Se em São Paulo o projeto ultrapassou a gestão da prefeita Marta Suplicy e até hoje continua sendo implementado, aqui em Aracaju ele foi abortado por uma decisão de não sancionamento da parte do prefeito de então, Marcelo Deda (PT), prefeito eleito em 2000 e reeleito em 2004.  A prioridade do prefeito da capital como politica cultural, eram  os  grandes eventos como Forrocaju e o Festival de Verão, e se caso 10% do dinheiro dos eventos, calculado a época em torno de um milhão de reais, fossem destinados ao Programa VAI-Aracaju, não faria muita falta no caso destes, mas uma grande diferença para centenas de jovens artistas e ou agentes culturais da periferia de Aracaju.

Aqui em nossa cidade, fizemos diversos reuniões com artistas e agentes culturais da periferia, inclusive o que gerou a Rede PROVAI, fizemos mostra de arte periférica e um representante da PROVAI  argumentou sobre a necessidade de aprovação do projeto para os vereadores na tribuna livre daquela casa legislativa,  o que foi obtido  sem muita dificuldade.

Mas isso não foi suficiente para sensibilizar o prefeito Marcelo Déda.

A Ação Cultural nasce dessa mobilização realizada em 2004. 


Mas Aracaju teve um bom exemplo,  a altura do que construiu Nabil Bonduki, o qual pode ser eleito novamente, a  professora e vereadora Ângela Melo, porém esta não pode se candidatar este ano porque   faleceu no meio do mandato.

 POLITICA CULTURAL COMO FORMAÇÃO ESTÉTICA E CIDADà NÃO É LEVADA  A SÉRIO. A CULTURA NÃO É LEVADA A SÉRIO
Mesmo com uma lei tão avançada sob o ponto de vista democrático e cidadão como é o caso da Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc (PNAB). Uma lei proposta por parlamentares de esquerda,  em parceria com agentes culturais e gestores ou ex-gestores culturais. A proposta para ser uma lei descentralizada se deu em razão da situação de terra arrasada contra a cultura por parte dos governos Temer  e Bolsonaro, inclusive com o fechamento do ministério da cultura. 
Mas o fato é que a maioria dos governos estaduais e municipais nem sempre são democráticos na medida certa para um país que quer ser mais  justo, assim vemos os disparates ou absurdos na operacionalização da Lei Paulo Gustavo, antecessora da PNAB, antecipando o tamanho das dificuldades ou desafios que precisaremos enfrentar..
No caso de Aracaju o fato de termos uma vereadora de esquerda, esquerda raiz, com uma sensibilidade bastante generosa sobre o seu papel como parlamentar,  colaborou para desfazer alguns equívocos verificados  nos editais lançados pela Funcaju na atual gestão municipal, da mesma maneira por conta da sua visão de futuro,  o investimento financeiro em um curso  de formação e qualificação cultural para artistas e agentes de base comunitária.
Portanto, será preciso fortalecer as bancadas da esquerda raiz e as eleições de prefeito de pessoas como Ângela Melo, que infelizmente nos deixou fora do combinado.
Até porque,  as pesquisas indicam a eleição de uma forte bancada de extrema-direita e  da direita fisiológica, assim como prefeitos e prefeitas.

Zezito de Oliveira
 
Leia abaixo para saber mais, inclusive o texto da lei.

VAI - O empurrão que a produção cultural na periferia de Aracaju e na região metropolitana precisa.


Marta é também a prefeita dos CEUs




E agora Marta com Boulos, além de ampliar a rede dos CEUs,  pretende construir os CEUs 2.0




quinta-feira, 26 de setembro de 2024

A jornalista Natália Urban que nos deixou ontem aos 36 anos era uma pessoa naturalmente muito solar..

 

Uma canção para Natália....

Quem for fazer uma homenagem a jornalista Natália Urban pode colocar a canção acima de Fernando Brant e Milton Nascimento, imortalizada na voz dele e da também saudosa Gal Costa.. Solar

Thiago Ávila, militante da causa palestina e ativista internacionalista, lamentou a morte da amiga.

"Primeiro a gente perde o chão. Não existe paz nem conforto imediato na ideia da partida. Só dor e tristeza. Tudo que não foi vivido, todas as conversas não feitas, todas as alegrias adiadas, todo carinho anestesiado pela correria e bagunça da vida. O mundo parece mais duro e triste quando perdemos alguém que a gente ama para partilhar dessa caminhada. A dor da perda também tem a ver com o quanto aquela pessoa era importante para as pessoas mais próximas, para a comunidade, para o mundo. É uma conta que não fecha: um desperdício doloroso de energia que semeava coisas boas por onde passava", começou Ávila.

"Cada pessoa se segura espiritualmente no que acredita: que a pessoa foi para um lugar melhor, que virou uma estrela, que voltará, que está entre nós iluminando caminhos, que se tornou formas diferentes de energia, ou pelo menos que deixou seu exemplo como inspiração pra gente e pra história da humanidade. São cosmovisões que nos ajudam a ter paz em momentos assim, mas não bastam para neutralizar a dor da passagem, pois isso demanda tempo. E, ainda, na missão de ressignificar a morte, a gente precisa falar da vida. Da necessidade imperativa de dar todo o valor pra ela. De nunca menosprezar a imensa dádiva que é estarmos aqui, juntos, com todos os desafios e missões característicos desse tempo e espaço. E que a melhor forma de honrar aquela pessoa que fez a passagem é viver a vida mais extraordinária que a gente puder, se realizando e realizando os sonhos em comum que vocês partilharam pelo tempo que a vida permitiu", completou.

"Assim, depois do choque a gente vai se adaptando à nova realidade, a dor vai se tornando coragem e até a ausência vai se tornando uma outra forma de presença, diferente, agora como inspiração e aconselhamento através do exemplo que nos ajuda a seguir adiante", finalizou.




Hipóteses: Polícia da Escócia fala sobre morte da jornalista Nathalia Urban

Correspondente do Brasil 247 chegou a ser socorrida, mas teve morte cerebral dias depois num hospital de Edimburgo