Sergipe é o 3º estado nordestino que menos investiu em
cultura. O descaso com os museus é um indicativo da falta de política cultural
no Estado
O presente trabalho é possível com a participação de uma agente jovem cultura viva por meio do Pontão de Cultura Digital e Mídias Livres.
12.12.2023
Link:
https://manguejornalismo.org/sergipe-e-o-3o-estado-nordestino-que-menos-investiu-em-cultura-o-descaso-com-os-museus-e-um-indicativo-da-falta-de-politica-cultural-no-estado/?fbclid=IwY2xjawIYhYRleHRuA2FlbQIxMQABHdMyIWDIx72lE9QmQTl3S75Dc-JO9iYn2C2V8ZcTnAR4gM0e96RDr0sfXg_aem_TCSA5Nl3IQklu_vf_5mThA
1. Assunto principal da
matéria:
O baixo investimento em cultura
em Sergipe, especialmente na preservação e funcionamento dos museus, e suas
consequências para a sociedade.
2. Problemas abordados na
matéria (Com números, caso tenha):
Baixo investimento em cultura:
Sergipe investiu apenas 0,8% em cultura em 2022, ficando atrás do Ceará (7,4%)
e sendo o 3° estado nordestino que menos investiu. (Fonte: IBGE)
Falta de museus: Apenas 47% da
população sergipana vive em cidades que possuem museus, o 3° menor percentual
do Nordeste. (Fonte: IBGE)
Concentração de museus: Dos
poucos mais de 30 museus em Sergipe, 60% estão em Aracaju, deixando o interior
sem acesso. (Fonte: IBRAM/CNM)
Falta de concursos públicos:
Museólogos formados pela UFS não conseguem atuar devido a ausência de concursos
e recursos. (Fonte: Professora Neila Dourado)
Falta de acessibilidade: De mais
de 30 museus, apenas 7 possuem banheiro acessível, 4 têm elevador adaptado e 7
têm rampa de acesso. Além disso, 10 museus não possuem nenhum recurso de
acessibilidade. (Fonte: IBGE)
Falta de regulamentação: Muitos
museus não têm registro legal, impossibilitando a contratação de profissionais
e captação de recursos. (Fonte: Professor Fernando Aguiar)
3. Consequências ou resultados
negativos destes problemas para os envolvidos e para a sociedade em geral (Com
números, caso tenha):
Fuga de talentos: “Muitas pessoas
talentosas acabam saindo do estado. Muitas produções param de ser realizadas.”
(Fonte: Professora Neila Dourado)
Desestímulo aos jovens e à
economia cultural: "Os jovens se sentem desestimulados, consequentemente
não há uma movimentação no mercado cultural." (Fonte: Professora Neila
Dourado)
Prejuízo à educação e ao
aprendizado: “Não dá para se trabalhar a educação patrimonial e a valorização
dos saberes locais sem acesso a museus.” (Fonte: Professor Fernando Aguiar)
4. Alternativas que a matéria
apresenta para a solução dos problemas (Com números, caso tenha):
Criação de políticas públicas
para valorização da cultura: “Não há efetivamente uma política pública voltada
para incentivar, estimular e captar recursos para o desenvolvimento de ações
que ampliem e transformem.” (Fonte: Professor Fernando Aguiar)
Maior sensibilização do Estado e
prefeituras: “É importante que os líderes políticos compreendam a importância
de um museu ou de um centro cultural, de uma biblioteca, de um arquivo, para
salvaguardar a memória daquela comunidade.” (Fonte: Professora Ana Karina
Calmon)
Investimento na estrutura e na
acessibilidade dos museus: “Os prédios dos museus são antigos, com estruturas
obsoletas... há dificuldades na manutenção da rede elétrica, hidráulica e na
segurança contra roubos e incêndios.” (Fonte: Professor Fernando Aguiar)
Realização de concursos públicos
e regulamentação dos museus: “Não pode existir museu sem a contratação de
museólogos, pois a profissão é regulamentada por lei.” (Fonte: Professor
Fernando Aguiar)
Ações de fiscalização e denúncia:
“Cabe à população, ao Departamento de Museologia da UFS e às instituições
ligadas a museus provocar o Ministério Público Estadual ou Federal.” (Fonte:
Professor Fernando Aguiar)
5. Fontes da matéria:
Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE)
Instituto Brasileiro de Museus
(IBRAM) e Cadastro Nacional de Museus (CNM)
Professora Neila Dourado
Gonçalves Maciel (Chefe do Departamento de Museologia da UFS)
Professora Ana Karina Calmon
(Vice-diretora do Campus de Laranjeiras e professora de Museologia da UFS)
Professor Fernando Aguiar
(Professor adjunto de Museologia da UFS e membro do Conselho Estadual de
Cultura em Sergipe)
6. Lista dos Museus:
AÇÃO CULTURAL COMO LABORATÓRIO E OBSERVATÓRIO CULTURAL
Romero Venâncio (UFS)
"Então, veja, uma das coisas que me animou muito estar no grupo, nessa retomada do Ação Cultural, eu sinto que a gente é assim, a gente está entre um laboratório e um observatório.
Um laboratório no sentido que a gente vai, de certa forma, trabalhando como a gente entende cultura a partir de uma série de ações de gente que mexe com poesia, que mexe com teatro, que mexe com dança, que se interessa por audiovisual e tal.
Então eu acho que isso dá a dinâmica de laboratório. Mas eu diria que não é só um laboratório. Tem muito de observatório. A gente está observando dentro e fora do grupo, um pouco como estão andando esses debates em torno de política cultural.
Por exemplo, como é que estão as políticas para o audiovisual, para o teatro, para a literatura.
Por que eu acho importante isso como um dado conjuntural? Porque eu acho que o debate coletivo, e essas redes de certa forma facilitam, é uma coisa interessante nessas chamadas redes digitais, a gente discutir em grupo ajuda muito, porque nem todo mundo consegue dar conta de tudo, principalmente com a velocidade das coisas que estão ocorrendo.
É uma situação que eu acho que é papel do observatório, mais do que o laboratório, o observatório reflete sobre isso.
Porque, de uma maneira ou outra, o laboratório elabora, discute, realiza ações culturais.
O observatório está antenado com o que está ocorrendo.
Por isso que eu acho que é muito rico, a ideia da retomada da´Ação cultural nesse patamar."
Há algo errado no País do Forró. Sergipe precisa implantar o
ano todo políticas públicas mais consistentes para a cultura do forró
14.06.2023
Link:
https://manguejornalismo.org/ha-algo-errado-no-pais-do-forro-sergipe-precisa-implantar-o-ano-todo-politicas-publicas-mais-consistentes-para-a-cultura-do-forro/?fbclid=IwY2xjawIZrYtleHRuA2FlbQIxMQABHTO4a9wga-odxqRyv5R9LcbYitn470wrnnwMIKCPgvvfcSb1WKPSX-EKRw_aem_jyIPz6XYVWzjr2aAJoH5CA
1. Assunto principal da
matéria:
A falta de políticas públicas
consistentes para a cultura do forró em Sergipe ao longo do ano e a necessidade
de valorização e fortalecimento dos artistas locais.
2. Problemas abordados na
matéria:
Dificuldade de acesso a
instrumentos musicais para crianças e jovens:
Uma sanfona custa entre R$3.000 e
R$17.000, tornando-se um desafio para famílias da zona rural adquirirem o
instrumento.
Baixa valorização dos artistas
locais dentro do próprio estado:
O sanfoneiro Edgard do Acordeon
fez mais shows no Sertão da Bahia do que em Aracaju, sua própria capital.
Falta de políticas culturais
estruturantes e permanentes:
A cultura do forró é fortalecida
apenas em eventos sazonais, sem medidas contínuas para o setor.
O setor cultural sofre com a
falta de funcionários concursados e orçamentos limitados.
Ausência de incentivos para
formação e capacitação de artistas locais:
Não há escolas de sanfoneiros em
Sergipe, enquanto em Pernambuco existem Escolas de Frevo e o Balé Popular do
Recife.
3. Consequências ou resultados
negativos destes problemas para os envolvidos e para a sociedade em geral:
Desvalorização da cultura e da
identidade sergipana:
Muitos sergipanos não conhecem as
músicas de artistas locais como Edgard do Acordeon, apesar de sua importância
para o forró.
Dificuldade para artistas viverem
da própria arte:
Muitos forrozeiros dependem
exclusivamente dos festejos juninos para se apresentarem, pois faltam
oportunidades ao longo do ano.
Perda de talentos e
enfraquecimento da cena cultural:
Sem incentivo, muitos jovens
deixam de se interessar pelo forró ou não conseguem desenvolver seu talento.
4. Alternativas que a matéria
apresenta para a solução dos problemas:
Criação de políticas públicas
contínuas e estruturantes:
A cultura precisa ser valorizada
além dos grandes eventos e contar com orçamento adequado.
Diálogo entre poder público e
setores culturais:
O fortalecimento da cultura passa
pelo envolvimento da sociedade civil e dos artistas na construção de políticas
públicas.
Criação de escolas de sanfoneiros
e outras formas de ensino da cultura local:
Seguir o exemplo de Pernambuco,
que possui Escolas de Frevo e o Balé Popular do Recife, para garantir a
formação e preservação da cultura.
Capacitação técnica para artistas
ganharem dinheiro na internet:
O poder público poderia auxiliar
os forrozeiros a monetizar sua arte online, ampliando suas oportunidades de
renda.
Implementação do Plano de Cultura
do Estado:
Sergipe aprovou um plano cultural
em novembro do ano passado, e o desafio agora é colocá-lo em prática.
5. Fontes da matéria:
Tiago Paulino (autor do artigo e
jornalista do Mangue Jornalismo)
Edgard do Acordeon (músico
sergipano)
Antonia Amorosa (presidenta da
Funcap)
Cinema sergipano é destaque no
Nordeste, mas segue invisível no estado
14.08.2024
Link:
https://manguejornalismo.org/cinema-sergipano-e-destaque-no-nordeste-mas-segue-invisivel-no-estado/?fbclid=IwY2xjawIZrbVleHRuA2FlbQIxMQABHTOXXT1cTUeN7Gs152N86dv62cX-5NOpfdkuWEClXHk0WO2KwOwcvDf72w_aem_w7jULN75vt5n_4lLDwVQnw
1. Assunto principal da
matéria:
O destaque do cinema sergipano em
festivais nacionais e internacionais, contrastando com a falta de valorização e
apoio dentro do próprio estado.
2. Problemas abordados na
matéria:
Falta de apoio e incentivo do
poder público ao cinema sergipano:
Apesar de a Fundação de Cultura e
Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) ter contribuído com transporte e cachê, faltou
suporte adequado, como assessoria de comunicação para registrar e divulgar a
participação dos artistas. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta)
Ausência de políticas públicas
contínuas para o audiovisual sergipano:
O evento Cena Nordeste demonstrou
que outros estados oferecem suporte mais estruturado aos seus realizadores,
enquanto Sergipe não investe o suficiente para valorizar sua produção
cinematográfica. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta)
Descaso das instituições de
ensino com os projetos audiovisuais:
A Universidade Federal de Sergipe
(UFS) não apoia o projeto Interdisciplinar do curso de Cinema, que sobrevive
apenas pelo esforço de alunos e professores, sem orçamento e com equipamentos
defasados. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta)
Apropriação das vitórias dos
estudantes pela universidade sem oferecer suporte:
A UFS não colabora com os
projetos audiovisuais, mas usa os sucessos dos alunos para se promover. (Fonte:
Fellipe Paixão, cineasta)
3. Consequências ou resultados
negativos destes problemas para os envolvidos e para a sociedade em geral:
Falta de visibilidade do cinema
sergipano dentro do próprio estado:
Mesmo com diversas premiações e
reconhecimentos, a cena cinematográfica local segue invisível para o público
sergipano. (Fonte: Díjna Torres, Jornalista)
Dificuldade de produção e
sustentabilidade para cineastas sergipanos:
Sem apoio financeiro e técnico,
muitos realizadores enfrentam dificuldades para produzir filmes e se manter na
área. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta)
Desigualdade no apoio entre
estados nordestinos:
Estados vizinhos oferecem suporte
mais estruturado aos seus realizadores, enquanto Sergipe ainda precisa avançar
em políticas culturais. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta).
Precarização do ensino de
audiovisual na UFS:
Sem investimentos em estrutura e
equipamentos, os alunos precisam buscar alternativas externas para produzir
seus filmes. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta)
4. Alternativas que a matéria
apresenta para a solução dos problemas:
Melhor estrutura de apoio por
parte do poder público:
Outros estados oferecem
assessoria de comunicação e suporte mais abrangente para seus cineastas;
Sergipe poderia seguir esse exemplo. (Fonte: Fellipe Paixão, cineasta)
Maior envolvimento das
universidades na valorização do audiovisual:
A UFS deveria disponibilizar
orçamento e melhores equipamentos para os alunos do curso de Cinema. (Fonte:
Fellipe Paixão, cineasta)
Fortalecimento da circulação e
difusão do cinema nordestino:
O Cena Nordeste é uma
oportunidade para abrir um circuito nordestino de exibição e valorização das
produções regionais. (Fonte: Carolen Meneses, produtora da Floriô de Cinema)
Investimentos contínuos no
audiovisual sergipano:
O festival Cena Nordeste pode ser
uma porta de entrada para novas políticas culturais no estado. (Fonte: Yérsia
Assis, professora e realizadora audiovisual)
5. Fontes da matéria:
Díjna Torres (autora da
reportagem)
Fellipe Paixão (cineasta e
estudante da UFS, participante do Cena Nordeste)
Carolen Meneses (cineasta
sergipana e produtora da Flôrio de Cinema)
Yérsia Assis (professora
universitária, antropóloga e realizadora audiovisual)
Funcap (Fundação de Cultura e
Arte Aperipê de Sergipe)
Cena Nordeste
Prefeitura de Aracaju ignora Sistema Nacional de Cultura e
mantém formato antidemocrático na gestão cultural da capital
26.06.2024
Link:
https://www.sergipense.com.br/prefeitura-de-aracaju-ignora-sistema-nacional-de-cultura-e-mantem-formato-antidemocratico-na-gestao
1. Assunto principal da
matéria:
A Prefeitura de Aracaju ignora o
Sistema Nacional de Cultura (SNC) e mantém um modelo antidemocrático na gestão
do Conselho Municipal de Política Cultural, contrariando diretrizes federais e
excluindo a participação legítima da sociedade civil.
2. Problemas abordados na
matéria:
Nomeação dos membros do Conselho
sem eleição ou transparência:
O Conselho Municipal de Política
Cultural foi reformulado sem eleição direta, contrariando o artigo 16 do SNC,
que exige composição paritária e representantes eleitos pela sociedade civil.
(Fonte: Nota conjunta do Comitê Estadual Paulo Gustavo e Ministério da Cultura)
Falta de representatividade e
diversidade cultural no Conselho:
O formato atual não garante a
presença de diferentes expressões artísticas nem respeita a diversidade
territorial e cultural da cidade. (Fonte: Sergipense)
Poder de decisão concentrado no
Executivo:
O secretário especial da cultura
tem voto de desempate, assegurando que a gestão municipal tenha sempre a
palavra final, comprometendo a paridade do Conselho. (Fonte: Sergipense)
Falta de funcionamento efetivo do
Conselho desde 2013:
Criado por lei em 2013, o
Conselho nunca saiu do papel e, quando anunciado em 2020, permaneceu inativo.
(Fonte: Sergipense)
Falta de compromisso da gestão
municipal com a cultura:
A atual gestão mantém um modelo
de Conselho que não garante participação real da sociedade civil. (Fonte:
Sergipense)
Quebra de acordo entre a Funcaju
e os vereadores:
O vereador Elber Batalha (PSB)
questionou Luciano Correia, presidente da Funcaju, sobre a reestruturação do
Conselho e ficou surpreso ao descobrir que a nomeação dos membros já havia sido
feita no mesmo dia, sem qualquer diálogo. (Fonte: Elber Batalha, vereador do
PSB)
3. Consequências ou resultados
negativos destes problemas para os envolvidos e para a sociedade em geral:
Deslegitimação do Conselho
Municipal de Política Cultural:
Sem eleição e com poder
concentrado no Executivo, o Conselho se torna apenas um órgão simbólico, sem
real influência na formulação de políticas culturais. (Fonte: Comitê Estadual
Paulo Gustavo e Ministério da Cultura)
Dificuldade na aplicação
transparente de recursos culturais:
O Conselho deveria monitorar e
avaliar o Plano Municipal de Cultura e definir o uso de recursos federais, mas,
sem participação democrática, há riscos de má gestão ou falta de prioridade
para as reais necessidades do setor. (Fonte: Sergipense)
Exclusão de setores culturais e
artísticos da tomada de decisões:
Sem a exigência de diversidade
cultural e territorial, grupos artísticos podem ficar sem representação e apoio
adequado. (Fonte: Sergipense)
Manutenção de um modelo de gestão
autoritário e ineficaz:
O Conselho segue como uma
ferramenta de controle do Executivo, impossibilitando o desenvolvimento de uma
política cultural participativa e democrática. (Fonte: Sergipense)
4. Alternativas que a matéria
apresenta para a solução dos problemas:
Garantia da eleição direta para
os membros da sociedade civil no Conselho:
A nomeação deve seguir o que
prevê o artigo 16 do SNC, permitindo que representantes sejam escolhidos
democraticamente. (Fonte: Nota conjunta do Comitê Estadual Paulo Gustavo e
Ministério da Cultura)
Reestruturação do Conselho para
garantir diversidade cultural e territorial:
O modelo atual precisa incluir
diferentes expressões artísticas e respeitar a diversidade geográfica da
cidade. (Fonte: Sergipense)
Fim do voto de desempate do
secretário especial da cultura:
Para garantir equilíbrio de
forças entre a sociedade civil e o poder público, o presidente do Conselho não
deveria ter o poder de desempate. (Fonte: Sergipense)
Funcionamento real do Conselho
com autonomia e fiscalização ativa:
O Conselho precisa atuar
efetivamente na formulação e monitoramento das políticas culturais de Aracaju,
ao invés de ser um órgão fictício. (Fonte: Sergipense)
Compromisso da gestão municipal
com uma política cultural democrática:
A prefeitura deve abandonar o
atual modelo e adotar práticas transparentes e participativas na gestão
cultural. (Fonte: Sergipense)
5. Fontes da matéria:
Sergipense (veículo de
comunicação que publicou a matéria)
Comitê Estadual Paulo Gustavo e
Ministério da Cultura
Vereador Elber Batalha (PSB)
Luciano Correa (presidente da
Funcaju)
Criado por lei em 2013, Conselho Municipal de Política
Cultural de Aracaju nunca saiu do papel
27.03.2023
Link:
https://www.sergipense.com.br/criado-por-lei-em-2013-conselho-municipal-de-politica-cultural-de-aracaju-nunca-saiu-do-papel
1. Assunto principal da
matéria:
O Conselho Municipal de Política
Cultural de Aracaju (CMPC), criado por lei em 2013, nunca saiu do papel e,
mesmo com uma tentativa de formação em 2020, permaneceu inativo, comprometendo
a democratização da gestão cultural na cidade.
2. Problemas abordados na
matéria:
Inatividade do Conselho desde sua
criação em 2013:
A lei municipal nº 4.480 criou o
Conselho, mas ele nunca foi efetivamente implementado. (Fonte: Sergipense)
Tentativa de formação do Conselho
em 2020 sem transparência e sem participação real:
A nomeação dos membros foi feita
pelo Decreto nº 6.188 sem edital público e sem garantir representação de todas
as expressões artísticas. (Fonte: Wécio Grilo, Coordenador do Fórum Permanente
de Artes Visuais)
Desrespeito ao princípio da
paridade e ausência de critérios inclusivos:
A composição do Conselho previa 7
vagas para o Executivo e 7 para a sociedade civil, mas sem assegurar
diversidade cultural e territorial. Além disso, o presidente (secretário
especial da cultura) tinha o direito de voto de desempate, favorecendo o Executivo.
(Fonte: Sergipense)
Criação do Conselho em 2020 com
fins eleitoreiros e para receber recursos da Lei Aldir Blanc (LAB I):
O Conselho foi montado
apressadamente antes das eleições e, após a destinação dos recursos, nunca mais
se reuniu. (Fonte: Lu Silva, técnica em audiovisual e membro do Fórum
Audiovisual de Sergipe)
Ausência de reuniões e falta de
comunicação entre os membros nomeados:
Após uma reunião virtual para
posse dos membros em 2020, o Conselho nunca mais se reuniu, e seus próprios
integrantes não sabiam quem eram os outros membros. (Fonte: Wécio Grilo)
Hostilidade da gestão pública em
relação à classe artística:
O presidente da Funcaju, Luciano
Correia, além de não dar continuidade ao Conselho, se recusou a debater com a
classe artística sobre a Lei Paulo Gustavo e proferiu ofensas contra fazedores
de cultura e vereadoras. (Fonte: Sergipense)
3. Consequências ou resultados
negativos destes problemas para os envolvidos e para a sociedade em geral:
Falta de participação popular na
gestão da cultura de Aracaju:
Sem um Conselho ativo, a
população e os artistas não têm voz na formulação de políticas culturais.
(Fonte: Sergipense)
Desorganização e falta de
fiscalização na aplicação de recursos culturais:
O Conselho deveria aprovar e
fiscalizar eventos como o aniversário da cidade e a distribuição de recursos da
cultura, mas sua ausência impede esse controle. (Fonte: Sergipense)
Ausência de valorização e fomento
aos artistas locais:
O Conselho poderia garantir maior
representatividade dos artistas locais em eventos culturais da cidade, mas sua
inatividade perpetua a exclusão dos artistas da tomada de decisões. (Fonte:
Sergipense)
Manutenção de um modelo de gestão
autoritário e fechado:
O Executivo continua tendo
controle sobre as políticas culturais sem debater com a sociedade. (Fonte: Lu
Silva, Fórum Audiovisual de Sergipe)
Desmobilização da classe
artística e descrença no poder público:
Artistas e entidades culturais
veem a falta de funcionamento do Conselho como uma estratégia para manter o
setor sem influência política. (Fonte: Wécio Grilo)
4. Alternativas que a matéria
apresenta para a solução dos problemas:
Adequação do Conselho ao Sistema
Nacional de Cultura (SNC):
O Conselho precisa garantir
paridade real e contemplar a diversidade de linguagens culturais, gênero e
etnias, como orienta o SNC. (Fonte: Lu Silva, Fórum Audiovisual de Sergipe)
Eleições diretas e edital público
para escolha dos representantes da sociedade civil:
Diferente do que ocorreu em 2020,
a composição do Conselho deve ser feita por meio de um processo democrático e
transparente. (Fonte: Wécio Grilo, Fórum Permanente de Artes Visuais)
Compromisso com reuniões
periódicas e participação efetiva dos membros:
O Conselho deve funcionar
regularmente e permitir que seus membros participem ativamente das decisões
culturais da cidade. (Fonte: Sergipense)
Garantia da autonomia do Conselho
e fim do controle excessivo do Executivo:
O modelo atual, onde o secretário
especial da cultura tem o voto de desempate, deve ser reformulado para evitar
manipulações. (Fonte: Sergipense)
5. Fontes da matéria:
Sergipense (veículo de
comunicação que publicou a matéria)
Lu Silva (técnica em audiovisual
e membro do Fórum Audiovisual de Sergipe, denunciou a criação do Conselho em
2020 como uma "maquiagem" para recebimento de recursos da Lei Aldir
Blanc)
Wécio Grilo (Coordenador do Fórum
Permanente de Artes Visuais, nomeado para o Conselho em 2020, relatou a falta
de reuniões e transparência na formação do órgão)
Luciano Correia (presidente da
Funcaju, nomeado presidente do Conselho em 2020, envolvido em polêmicas de
falta de diálogo com a classe artística)
Emília deixa Funcaju sem titular, não realiza Projeto Verão e não anuncia nada para Cultura
(21/01/2025)
1. Assunto principal da matéria:
Balanço do 1º mês da Gestão Cultural da Prefeitura de Aracaju com a prefeita eleita Emília Corrêa e a falta de diálogo com a classe artística.
2. Problemas abordados na matéria:
Ausência de um titular na Funcaju - Atualmente, a Fundação Cultural Cidade de Aracaju é gerida interinamente por Fábio Uchôa, que não tem vínculo com a cultural.
Cancelamento do Projeto Verão - O evento foi suspenso pela prefeita Emília Corrêa sob a justificativa de falta de recursos, apesar da Lei Orçamentária Anual prever R$3,2 milhões para sua realização.
Linda Brasil (PSOL) critica o cancelamento: “Alegar falta de recursos quando havia R$3,2 milhões destinados no orçamento para o evento é um insulto à inteligência da população de Aracaju.”
Falta de diálogo com a classe artística - Artistas, coletivos e especialistas do setor afirmam que a prefeitura não abriu espaços de discussão para ouvir as demandas culturais.
Thiago Paulino (Jornalista e pesquisador cultural) pontua: “Espero que [o diálogo] continue e se reverta em ações concretas, como a formulação de um Fundo Municipal de Cultura.”
Tratamento da cultura apenas como eventos - Segundo críticos, a cultura é vista pela prefeitura como festividades, sem ações estruturais de fomento.
Paulino lamenta: “A cultura é vista apenas pela ótica dos eventos, deixando a formação cultural limitada à Escola Valdice Teles.”
3. Consequências ou resultados negativos destes problemas para os envolvidos e para a sociedade em geral:
Desvalorização da cultura e dos artistas - A falta de investimentos e planejamento prejudica a classe artística e limita oportunidades.
Roque Sousa (Músico e produtor cultural) afirma: “Desde o início da campanha eleitoral, não apresentaram um projeto sério para o setor cultural.”
Prejuízo econômico e social - A cultura movimenta a economia e promove inclusão, e sua negligência pode impactar o turismo e o lazer da população.
Zezito de Oliveira (Historiador e militante cultural) alerta: “Ela deveria aproveitar o fato das administrações anteriores não terem tido esse alcance de visão e surpreender. Infelizmente, não houve nenhuma sinalização.”
Falta de credibilidade na gestão cultural - A prefeita prometeu mudanças na cultura, mas, até o momento, a categoria vê contradições em seu discurso.
Coletivo de Música Sergipana (Comus) destaca: “Ela segue bem na contramão do discurso que deu o tom de toda a sua campanha.”
4. Alternativas que a matéria apresenta para a solução dos problemas:
Nomeação de um titular para a Funcaju - Especialistas sugerem que a gestão coloque à frente da pasta um profissional com experiência na área.
Criação de um Fundo Municipal de Cultura - Thiago Paulino sugere que um fundo poderia garantir sustentabilidade para projetos culturais.
Ampliação da formação e infraestrutura cultural - Criação e manutenção de espaços para formação de artistas e técnicos na cidade.
Reforma administrativa com criação da Secretaria de Cultura - Segundo nota da prefeitura, está prevista a criação de uma Secretaria Municipal de Cultura.
Diálogo com artistas e coletivos culturais - A prefeitura afirma que está em processo de diálogo com representantes da cultura para fortalecer políticas culturais.
5. Fontes da matéria:
Vereadora Sônia Meire (PSOL)
Deputada estadual Linda Brasil (PSOL)
Zezito de Oliveira (Historiador e Militante Cultural)
Thiago Paulino (Jornalista, Professor e Pesquisador Cultural)
Roque Sousa (Músico e Produtor Cultural)
Coletivo de Música Sergipana (Comus)
* Nota oficial da Prefeitura de Aracaju.*