sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Todos pelo audiovisual sergipano



"O Fórum Permanente do Audiovisual Sergipe vem a público relatar o protesto realizado durante a última edição do evento “Liquidifica diálogos”, promovido pelo Núcleo de Produção Digital. Diante da dificuldade de diálogos com a Funcaju, decidimos realizar esse protesto para tornar públicos os questionamentos do FPA e na tentativa de obter respostas sobre alguns desses questionamentos por parte da presidência da fundação.



Nossos questionamentos giram em torno dos seguintes pontos:




1. Por que o investimento cultural da fundação é tão desigual? Observamos isso no Diário Oficial, lá é possível ver em números as diferenças de investimentos em 2019. Shows do Ocupe a Praça orçados em R$40.000, atrações do Quinta Instrumental orçadas em R$69.060, aquisição de dois quadros de artistas plásticos pela fundação somando 19.300, enquanto, até o momento, foram investidos apenas 10.000 reais no Núcleo de Produção Audiovisual. (Atualizando os números, foram investidos 5.000 reais em uma oficina de realização audiovisual recentemente. Totalizando apenas 15.000 reais investidos).

Reforçamos que nosso questionamento não diz respeito ao valor do artista, pois valorizamos cada setor das artes de nosso estado, e são eles quem devem valorar suas obras. O questionamento do FPA é voltado à desigualdade desses investimentos. Sendo o NPD um espaço de fomento ao audiovisual, nos preocupa o baixo investimento recebido enquanto a instituição funciona como meio de fomento a outras artes.


2. Ainda esperamos resposta do presidente Cássio Murilo sobre o encaminhamento do decreto para o prefeito assinar e, deste modo, ativar o Conselho Gestor deliberativo do NPD.

Nossa ação no Liquidifica diálogos foi legítima. O ato construído pelo FPA foi necessário porque apesar de buscar contato através da Funcaju não havíamos obtido até então respostas do presidente Cássio Murilo.

Protestamos pelo investimento no setor e pelo desejo de construir um cenário que se preserve independente do grupo político que esteja no poder, ressaltamos que as reuniões do FPA são abertas a todos que quiserem e puderem participar e, assim, compreender nossas pautas.

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Em Aracaju, o Fórum Permanente do Audiovisual de Sergipe fez uma intervenção para cobrar investimentos justos no audiovisual. Nós, do FSAL, demonstramos total apoio aos colegas realizadores e desejamos forças para continuar lutando pelos nossos cinemas! Assista AQUI
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"A insustentável incapacidade de muitos gestores da esquerda em lidar com o protagonismo e a autonomia cidadã. Artigo em fase de produção sobre os acontecimentos relativos a 'queda de braço", da direção do NPD Orlando Vieira e Funcaju com um grupo de jovens realizadores de audiovisual, egressos de curso na instituição. Nas redes sociais até domingo. Zezito de Oliveira     












Direitos autorais: coordenação do NPD se posiciona sobre carta do Fórum Audiovisual Sergipano e Egbe – Mostra de Cinema Negro em apoio a diretores do curta “Elas sim”

*por Coletivo Rever
11 de setembro de 2019 
A coordenação geral do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPD) disse seguir “trâmites”, em posicionamento para a carta aberta assinada pelo Fórum Permanente do Audiovisual de Sergipe e pelo Egbe – Mostra de Cinema Negro Sergipano em apoio aos diretores do curta-metragem “Elas Sim”, que cobram do NPD os direitos autorais do documentário.
Questionada pelo Coletivo REVER sobre o seu posicionamento, Graziele Ferreira, coordenadora geral do Núcleo, respondeu, por e-mail
Compreendo as dificuldades, principalmente da juventude, em incorporar a lógica da máquina pública frente a um processo criativo como acontece numa gravação de um filme. O NPD faz parte de um sistema público, e independente do que se fala por aí, há determinados trâmites que eu preciso seguir e agir de acordo, há planejamento, prazos, prestações de contas e por isso às vezes não é possível fazer determinadas ações por limitações de diversas ordens.
Os diretores Maira Ramos, Pedro Coelho e Júnior Freitas  alegam que não foram convidados pelo NPD para o “pré-lançamento” do documentário “Elas Sim”, em reunião da Secretaria de Assistência Social do município de Aracaju, no dia 14 de agosto, nem foram comunicados sobre edições realizadas no filme pelo Núcleo.
A obra foi produzida durante a participação dos autores na  2° edição da Oficina de Realização Audiovisual oferecida pela Fundação Cultural da Cidade de Aracaju (Funcaju), instituição a qual o NPD é vinculado, e pela Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), como parte do projeto Aracaju Segura, da Prefeitura Municipal de Aracaju.
“Elas Sim” foi oficialmente lançado pelo NPD na manhã de ontem (10/09), sem a presença dos autores, segundo publicação do FPA em seu perfil no Instagram, como parte da programação de abertura do Mês Orlando Vieira, no Centro Cultural de Aracaju.
FPA e Ebge – Mostra de Cinema Negro assinam a carta em manifestação de apoio aos realizadores do filme, e promovem a intermediação das discussões entre o NPD e autores do curta-metragem.
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Maíra Ramos, diretora do curta-metragem “Elas Sim”
Entenda o caso relatado na carta
14/08/2019: O NPD fez o pré-lançamento do filme “Elas Sim” em uma reunião para um público restrito a pedido da Secretaria da Assistência Social sem o conhecimento e presença dos realizadores do filme, e publicou o DOC nas redes sociais do NPD atribuindo os créditos da obra ao núcleo, sem mencionar os realizadores, que produziram o documentário como resultado da 2° edição da Oficina de Realização Audiovisual oferecida pela Funcaju e Fundat, do projeto Aracaju Segura/PMA. 
15/08 – Manhã: Maira Ramos (realizadoras) esteve no NPD em reunião com Graziela Ferreira (coordenadora geral do NPD), Nathan Souza (coordenador), e Evalcir Luiz (produtor), pedindo explicações sobre o “pré-lançamento” da obra sem o conhecimento dos autores. A resposta da coordenadora geral do NPD para os questionamentos de Maira, segundo a carta:
– “o pré-lançamento foi feito pela Secretaria de Assistência [Social] e que o filme teria entrado (na programação) apenas para completar o evento”;
-“usaram o nome “pré-lançamento” porque o mesmo ainda não tinha sido lançado (apesar de haver sido realizado de fato um pré-lançamento no dia em que os alunos receberam a certificação do curso) e que não havia a necessidade da presença dos diretores pois não houve nesse dia um debate sobre a obra após a sua exibição”;
– “o erro de atribuição dos créditos do filme, postado na conta oficial do NPD no Instagram, havia ocorrido por descuido da estagiária da instituição”.
15/08 – Tarde: Baruch (FPA – que assina a carta), Cassio (Funcaju) e Graziela (NPD) se reuniram para tratar de outras pautas, e Baruch incluiu na pauta o problema entre os realizadores do “Elas sim” e o NPD. As mesmas respostas dadas a Maria foram dadas a Baruch pela coordenação do NPD, segundo a carta. 
16/08 – Tarde – Nathan (coordenador do NPD) informa que foi demitido por não se posicionar em defesa do NPD na reunião do dia 15/08 pela manhã. 
Fatos importantes mencionados na carta: 
  • Os realizadores do filme não assinaram termo ou contrato cedendo os direitos da obra ao NPD. 
  • O tema do curta foi proposto pelo NPD, mas criado e desenvolvido pelos realizadores Maria, Pedro e Júnior 
Resolução proposta pelo NPD, segundo a carta:
  • Lançamento do filme no dia 10/09, com a presença dos realizadores de “Elas Sim”;
  • No dia 06/09 o NPD convidou, por telefone, Antônio Cavalcanti (produtor do filme) para participar do lançamento no dia 10, segundo a carta (que não menciona se os demais realizadores também foram convidados).
A carta pede:
  • Resposta e retratação pública do NPD para os autores
Desdobramentos da carta:
09/09: NPD publicou no instagram e no Facebook cards com o título “Acesso à Informação” com o seguinte conteúdo:
  • História do NPD reforçando a sua atuação no fomento do audiovisual sergipano;
  • As responsabilidades do NPD sobre as obras audiovisuais produzidas como resultado de oficinas ofertadas pelo Núcleo (como no caso do filme “Elas sim”);
  • Isenção de responsabilidade do NPD sobre filmes produzidos com equipamentos emprestados pelo NPD.
  • Informa que há mais de 10 anos os filmes gerados a partir de cursos do NPD seguem a mesma lógica de inscrição em Mostras e Festivais, estabelecendo diálogo entre alunos, professores e o Núcleo.
** O card não cita nenhum documento onde as medidas de responsabilidade e isenção estão expressas;
** Não menciona o filme “Elas Sim”, seus realizadores, nem a carta assinada pelo FPA e Egbe – Mostra de Cinema Negro.
10/09 – Dia de lançamento do filme
  • FPA publicou nota no Instagram informando
    • não ter recebido retorno do NPD e da Funcaju até a data em resposta para a carta aberta;
    • que o filme “Elas sim” foi lançado sem a presença ou menção dos nomes dos  realizadores durante o lançamento do filme,
    • que a obra foi editada sem a permissão dos autores;
  • A postagem menciona Maira Ramos e relata que a realizadora informou ter tomado providências legais, e que realizadores de outras obras em situação semelhante estudam medidas jurídicas; 
  • Maira repostou em seu storie no Instagram a postagem da FPA em que afirma ter tomado providências legais. 
Íntegras:
Ficha técnica do curta-metragem “Elas sim”:
Roteiro: Colaborativo (criado por alunos do curso de Realização Audiovisual e orientado pela professora Maysa Reis)
Direção: Maira Ramos, Pedro Coelho e Júnior Freitas.
Produção: Antônio Cavalcante, Anderson Weber.
Direção de fotografia: Jefferson França, Ítalo Rodrigues, Alexandra da Silva.
Captação de som: Diney Melo, Emily Mariane, Anderson Weber.
Trilha sonora: Allan Jones, Blenda Santos, Fábio Barros (cederam a música e a poesia para o filme)
Pós-produção: Pedro Coelho, Maíra Ramos e Junior Freitas, orientados pelo professor Vinícius Leite
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Equipe de produção do curta-metragem “Elas Sim”

ESCOLAS PÚBLICAS! SEM ARTE, CULTURA, COMUNICAÇÃO E ECOLOGIA INTEGRAL NÃO DÁ. (10)


Depois de alguns anos como educador, tanto no seio de associações, seja a extinta AMABA( associação dos moradores do bairro américa e adjacências), seja a Associação Cultural (Ação Cultural), como em diversas escolas públicas, fico cada vez mais convencido da urgência de  necessidade da incorporação dos  conhecimentos teóricos e principalmente práticos, do campo da ARTE , CULTURA, COMUNICAÇÃO E ECOLOGIA INTEGRAL,   por parte de educadores e escolas.

Falo isso, considerando  estarmos diante de uma verdadeira rebelião das novas gerações contra o tipo de escola que temos.

No próximo dia 15 de outubro, o Instituto Paulo Freire estará lançando um ebook coletivo, onde constará um artigo da minha autoria sobre a experiência desenvolvida na AMABA, nos anos de 1980 e 1990. 

O artigo recebeu o titulo de   AMABA/PROJETO RECULTURARTE – O ESQUECIDO CÍRCULO DE CULTURA DA ARACAJU DOS ANOS DE 1980 E 1990.  E,  "apresenta o Projeto Reculturarte (Reeducação, Cultura e Arte), realizado nos anos de 1990 em Aracaju, proposta pioneira e inovadora de arte-educação popular, atual e necessária nestes tempos de fake news, individualismo exacerbado e falta de espaços para a socialização criativa e crítica de crianças, jovens e adultos. Os resultados preliminares da pesquisa iniciada em 2018 mostram avanços no campo da construção de sentido, protagonismo cidadão e preenchimento do tempo livre de forma construtiva.”




acima, grupo de adolescentes acompanhado por este que escreve. Em Salvador (farol da barra). Ano de 1995

Também neste ano de 2019, relatei uma experiência cineclubista em uma escola pública e na qual fui um dos responsáveis. O relato e discussão aconteceu no  II Seminário Interdisciplinar de Cinema, realizado na UFS nos  dias, 14 a 16 de maio de 2019. 

O artigo recebeu como titulo  “O CINECLUBE REALIDADE COMO JANELA PARA VER A PERIFERIA SINGULAR E DIVERSA. 
                                                  
"O presente artigo relata como foi implementado o  cineclube na Escola  Júlia Teles, localizada no Conjunto Jardim, município de Nossa Senhora do Socorro,  por meio de parceria com o Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, o qual teve como objetivo proporcionar diálogo entre os jovens ligados às oficinas dos ponto de cultura  e os de outras realidade semelhantes, moradores de outros territórios,  por meio do suporte fílmico. Apresentar o trabalho realizado pelo Cineclube Realidade é colaborar para inspirar novas iniciativas com propósitos semelhantes ou ampliá-las, bem como apontar possibilidades para a experiência democrática e inclusiva do audiovisual; e aqui, no caso específico do cineclube, permitir aos seus participantes uma saída  dos limites  condicionantes do território e das condições econômicas e socioculturais por meio do audiovisual. “


A integra do  primeiro artigo será disponibilizada no próximo dia 15 de Outubro, dia do professor e a integra do segundo será disponibilizada no dia 11 de novembro, dia do meu aniversário. 

Página AMABA/Projeto Reculturarte no facebook. AQUI

Página Cineclube Realidade no facebook. AQUI

Zezito de Oliveira

Anexos:

SEQUENCIA DAS PUBLICAÇÕES SOBRE O LIVRO NO BLOG DA AÇÃO CULTURAL. 
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Amostra grátis do livro sobre a AMABA/Projeto Reculturarte (1). A ser lançado em 2019. Cena de um retiro/acampamento Reculturarte.
 https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/01/amostra-gratis-do-livro-sobre.html

sábado, 19 de janeiro de 2019

Uma prévia do livro sobre a AMABA/Projeto Reculturarte a ser lançado em 2019. Cena do grupo de dança Reculturarte
  https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/01/uma-previa-do-livro-sobre-amabaprojeto.html
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O Reculturarte vai à Bahia. Um recorte do livro sobre a AMABA/Projeto Reculturarte a ser lançado em 2019.(3)  

Cena sobre a viagem a Bahia e texto descritivo analitico sobre a presença da religião na Amaba/Projeto Reculturarte
https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/01/o-reculturarte-vai-bahia.html

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Um aperitivo do livro sobre a AMABA/Projeto Reculturarte que está em fase de produção para ser lançado até dezembro de 2019. (4) Cena da capoeira na AMABA/Projeto Reculturarte
https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/02/um-aperitivo-do-livro-sobre.html

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Um pedaço de memória: AMABA/Projeto Reculturarte. O livro completo está em fase de pesquisa para ser lançado este ano. (5)  Cena da Banda afro Meninos do B.A.
https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/02/um-pedaco-de-memoria-amabaprojeto.html
 segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Memória para uso diário. Mais histórias do livro sobre a AMABA/Projeto Reculturarte, com previsão de lançamento para o final de 2019.(6) Quadrinhos sobre as origens do Projeto Reculturarte.
http://acaoculturalse.blogspot.com/2019/02/memoria-para-uso-diario-mais-historias.html
  
quarta-feira, 6 de março de 2019

O Carnaval e a Amaba/Projeto Reculturarte. Um pouco do que estará no livro com previsão de lançamento para o ano de 2019.(7) O carnaval da Bahia e a influência na Banda Afro Meninos do B.A.
http://acaoculturalse.blogspot.com/2019/03/o-carnaval-e-amabaprojeto-reculturarte.html

A politização do carnaval e a culturalização da politica e da educação de base.(8)

https://acaoculturalse.blogspot.com/2019/03/a-politizacao-do-carnaval-e.html














domingo, 15 de setembro de 2019

Play list. Para a ideia da ecologia integral tocar em todos os locais possiveis, começando pelas mentes e pelos corações. Sinodo da Amazônia e muito mais.....


Este documentário expõe uma visão geral do Sínodo para Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, em 2017. O que se entende por um sínodo, o tema, o processo e as expectativas são alguns dos pontos qua aparecem neste vídeo.






Caetano Veloso emociona a todos e canta Um Índio em ato pela Amazônia


Ao final do ato em defesa da Amazônia na praia de Ipanema no Rio de Janeiro, Caetano Veloso emociona a todos cantando Um Índio a capela.






TUDO ESTÁ INTERLIGADO




Tudo está interligado - Pe Cireneu Khun SDV






Garantido - Lamento da Raça - O Melhor de 94-95-96 - Oficial


Música: Pan-Amazônia ancestral

Autor: Antônio Cardoso Gravadora e editora: Paulinas COMEP Vídeoclip: Verbo Filmes





A nova série da TV PUC-SP consta de dez programas de entrevistas com pensadores e ativistas que tanto analisam as propostas do papa Francisco quanto apresentam seus projetos e que vão ao encontro da encíclica. Cada programa, veiculado pelo Canal Universitário, tem a duração de 30 minutos e o entrevistador é o Prof. Dr. Jorge Claudio Ribeiro, do Departamento de Ciência da Religião da PUC-SP.



Saiba mais sobre este projeto:http://goo.gl/Ygm2WY





SAGRADO CORAÇÃO DA TERRA Ft. Milton Nascimento - Eldorado


Eldorado foi criada para ser a abertura da novela Amazônia na extinta tv Manchete. Letra e música foram compostas por Marcus Viana e teve a luxuosa presença do cantor Milton Nascimento, que fez uma maravilhosa interpretação da melodia. Este vídeo é um poema épico sobre a devastação do meio ambiente e o espirito de luta daqueles que acreditam na defesa da natureza. Esta música é uma das faixas do álbum Grande Espírito, lançado pelo Sagrado Coração da Terra em 1994. Reviver esta música através deste vídeo é também prestar uma homenagem à Milton Nascimento, que fez da sua carreira um grande hino à liberdade, à natureza e ao ser humano.





Se a Amazônia pertence mesmo ao Brasil, então o que impede o país de fazer o que bem entende com a floresta? Há um episódio de Capitão Planeta que pode ajudar a responder essa pergunta.



Roberto Malvezzi (Gogó) Compõe musica a partir de uma oração atribuída ao Papa Francisco.




Roberto Malvezzi Belo sertão Água de Chuva






Roberto Malvezzi Belo sertão Beleza Iluminada





MANDAMENTOS ECOLÓGICOS DO PE CÍCERO




Maria Bethânia, Rodrigo Santoro, Juliana Paes, Max Fercondini, Maitê Proença, Gilberto Gil e Pedro Bial uniram suas forças para dar voz à natureza. Assista aos filmes e ouça este recado: http://goo.gl/IKdVZH



As freiras que, em vez de catequizar, defenderam cultura indígena e viram povo 'renascer'



sábado, 7 de setembro de 2019

CARTA ABERTA DE APOIO À REALIZADORA MAÍRA RAMOS



O Fórum Permanente do Audiovisual Sergipe (FPA - SE) e a Egbe - Mostra de Cinema Negro de Sergipe, manifestam publicamente, através desta carta, total desacordo e indignação frente às últimas ações assumidas pela coordenação do Núcleo de Produção Digital, representada pela figura de Graziele Ferreira. Abaixo relatamos os fatos:
No dia 14 de agosto de 2019, o curta-metragem documental "Elas sim", assinado pelxs realizadorxs Maíra Ramos, Pedro Coelho e Júnior Freitas (resultado da 2° edição da Oficina de Realização Audiovisual oferecida pela Funcaju e Fundat dentro do projeto Aracaju Segura/PMA), foi exibido em pré-lançamento para um público restrito a pedido da Secretaria da Assistência Social, sem a presença e sem o conhecimento dos realizadorxs e dos demais membros da equipe técnica envolvida no filme.
Lamentamos o modo como as coisas foram conduzidas pela coordenação do NPD que, em suas redes sociais, divulgou o filme atribuindo a direção do mesmo à própria instituição, sem fazer nenhuma menção aos realizadores aqui citados. Cabe ressaltar que foi só através dessa mesma rede social que a equipe do filme, bem como as entrevistadas que nele aparecem, souberam do "pré-lançamento".
Após o ocorrido, no dia 15 de agosto portanto, a realizadora Maira Ramos esteve em reunião no NPD, com as presenças de Graziele Ferreira (Coordenadora Geral) Nathan de Souza (Coordenador) e Evalcir Luiz (Produtor). De acordo com Maira, "Graziele alegou que o pré-lançamento foi feito pela Secretaria de Assistência e que o filme teria entrado (na programação) apenas para completar o evento”. A coordenadora geral haveria dito ainda que usaram o nome “pré-lançamento” porque o mesmo ainda não tinha sido lançado (apesar de haver sido realizado de fato um pré-lançamento no dia em que os alunos receberam a certificação do curso), e que não havia a necessidade da presença dos diretores pois não houve nesse dia um debate sobre a obra após a sua exibição. A realizadora conta também que foi informada de que o erro de atribuição dos créditos do filme, postado na conta oficial do NPD no Instagram, havia ocorrido por descuido da estagiária da instituição. Nessa mesma reunião, Graziele teria dito a Maíra que para os realizadores inscreverem o filme em festivais teriam de entrar em contato com o NPD, para a instituição inscrever, e caso o NPD fosse representar o filme em algum festival, os realizadores poderiam acompanhar.
Na tarde daquele mesmo dia, Baruch Blumberg - representante do Fórum Permanente do Audiovisual Sergipe - tinha uma reunião agendada com o presidente da Funcaju, Cássio Murilo e com a já citada coordenadora geral do NPD para tratar de outros assuntos referentes ao FPA e aproveitou a ocasião para buscar mais informações sobre o ocorrido. As respostas obtidas por Blumberg foram as mesmas relatadas por Maíra.
Como desdobramento desses acontecimentos, no final da tarde do dia 16/08 o coordenador Nathan de Souza recebeu a notícia de que havia sido demitido por não ter se posicionado a favor do NPD na reunião citada anteriormente com a realizadora Maíra Santos. Cabe frisar que o cargo de coordenação é subordinado ao da coordenação geral e que, portanto, Nathan não teria o respaldo necessário para falar nesse tipo de situação em nome do Núcleo, o que torna a justificativa para a sua demissão infundada.
Em tempo, destacamos aqui nesta carta alguns artigos da LEI Núm. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que regula os direitos autorais:
Art. 22. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.
Art. 23. Os co-autores da obra intelectual exercerão, de comum acordo, os seus direitos, os seus direitos, salvo convenção em contrário.
Art. 28. Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária, artística ou científica.
Art. 29 Depende da autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como
I - a reprodução parcial ou integral;
II - a edição;
III - a adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras transformações;
IV - a tradução para qualquer idioma;
V - a inclusão em fonograma ou produção audiovisual;
VI - a distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou exploração da obra;
Gostaríamos de esclarecer que em nenhum momento os alunos assinaram algum tipo de termo ou contrato cedendo os direitos patrimoniais de suas obras para o Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira. E que ainda que houvessem assinado algo, o artigo VI da Convenção de Berna estipula que:
Independente dos direitos patrimoniais de autor, e mesmo depois da cessão dos citados direitos, o autor conserva o direito de reivindicar a paternidade da obra e de se opor a toda deformação, mutilação ou a qualquer dano à mesma obra, prejudiciais à sua honra ou à sua reputação.
O tema do curta-metragem aqui discutido foi proposto pelo NPD, já que a obra é resultado de uma atividade de conclusão de curso, mas a criação do conteúdo deste filme foi de criação dos alunos.
Nesse sentido questionamos o NPD quando a instituição afirma que os realizadores não teriam direitos sobre este filme, quando sabemos que se trata de uma criação intelectual dos realizadores aqui citados e que, ainda que tenha sido elaborada por alunos em fase de curso, a criação e direito da obra intelectual pertence a eles.
Como forma de atenuar a situação, a coordenação geral do NPD afirmou que durante o mês setembro será organizado o lançamento do filme e que a instituição irá convidar os realizadores para o lançamento. Realizadores estes que escreveram e dirigiram um filme, acompanharam a sua montagem e ao final serão apenas "convidados" dentro do lançamento. Frisando que após a divulgação do lançamento do doc "Ela sim" no próximo dia 10, terça-feira, às 10h da manhã, o NPD somente ligou hoje para um dos produtores, Antônio Cavalcante, sexta-feira, dia 06 de setembro para "convidar" a equipe para o evento.
Na última reunião aberta do Fórum no dia 31 de agosto, foi relatado por Maíra Ramos que a equipe do NPD realizou cortes no filme e alterou os créditos favorecendo a autoria para a instituição. Essa ação fere o artigo 29 da Lei 9.610, bem como o artigo VI da Convenção de Berna, ambos citados neste texto.
O que causa estranhamento aos membros do FPA, formado por profissionais do audiovisual, ex-alunos e alunos do NPD e da Universidade Federal de Sergipe, professores do curso de cinema, oficineiros de cursos livres da área entre outros, é esse novo modo assumido pelo NPD de tratar a realização de um produto resultado de oficinas. Não reconhecemos a apropriação da criação intelectual de alunos. O fato do filme haver sido produzido dentro de um curso facilitado por um orientador não tira dos seus realizadores o direito de autoria sobre a obra. Não há base jurídica para essa ação.
O caso de Maíra Ramos não foi isolado e reflete a atual política do NPD. Na mesma reunião do dia 31/08, o realizador Lucas Ranyere Alves relatou que o seu filme "13 Noites com Antônio" de direção compartilhada com Elvacir Luiz, foi designado para exibições durante 01 mês nos museus da cidade de São Cristóvão, sem o seu conhecimento. Outra realizadora que teve problemas com o Núcleo foi Letícia Lima, que foi questionada pela gestão do NPD por haver inscrito o seu filme "Pisando na grama" (também resultado da Oficina de Realização Audiovisual) na Egbe - Mostra de Cinema Negro. A coordenação disse ter sido um erro a entrega do filme à diretora e que nenhuma dessas obras devem ser inscritas em festivais sem autorização do Núcleo.
O resultado dessa política assumida pelo NPD é que três realizadorxs negrxs estão sendo impedidos de ter acesso pleno à sua obra, sua criação intelectual, sob o argumento de que essas mesmas obras são de propriedade única de órgãos da Prefeitura de Aracaju.
Enquanto profissionais do audiovisual sergipano, integrantes do Fórum Permanente do Audiovisual Sergipe e da Egbe - Mostra de Cinema Negro de Sergipe, cobramos respostas e uma retratação pública por parte do Núcleo de Produção Orlando Vieira, além da entrega das cópias dos filmes dessxs realizadorxs negrxs e sergipanxs aos artistas aqui citados. Solicitamos também a organização da estréia do filme "Elas sim", com a participação ativa de diretores Maira Ramos, Pedro Coelho e Júnior Freitas, assim como a organização de uma discussão aberta sobre direitos autorais no cinema.
Ficha técnica do curta-metragem "Elas sim":
Roteiro: Colaborativo (criado por alunos do curso de Realização Audiovisual e orientado pela professora Maysa Reis)
Direção: Maira Ramos, Pedro Coelho e Júnior Freitas.
Produção: Antônio Cavalcante, Anderson Weber.
Direção de fotografia: Jefferson França, Ítalo Rodrigues, Alexandra da Silva.
Captação de som: Diney Melo, Emily Mariane, Anderson Weber.
Trilha sonora: Allan Jones, Blenda Santos, Fábio Barros (cederam a música e a poesia para o filme)
Pós-produção: Pedro Coelho, Maíra Ramos e Junior Freitas, orientados pelo professor Vinícius Leite ( atuando atualmente em colaboração com o NPD em substituição a Nathan Souza, já que os alunos ainda não possuem conhecimentos técnicos na área e há a necessidade de lançar o filme)
Assinam essa carta:
Egbé - Mostra de Cinema Negro de Sergipe
Fórum Permanente do Audiovisual Sergipe
Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania