CANAL DA AÇÃO CULTURAL

Loading...

terça-feira, 22 de maio de 2018

Como a culpa é de quem ouve rádio? E o Brasil largado as traças?


Nos dias em que viajo para uma cidade de interior, entre 18 e 19 horas, a emissora sintonizada pelo motorista da Topic, nunca deixa de tocar duas músicas que colam no ouvido como chiclete.

Uma delas, Como A Culpa É Minha? (Oi Nego), é interpretada por Devinho Novaes, jovem oriundo de um bairro da periferia de Aracaju, produzido por um empresário e politico sergipano , cuja carreira cresceu em meio a combinação rentável e devastadora em termos culturais, de uma teia de interesse e negócios que envolvem concessões de rádios para deputados e senadores , obtidas em troca de apoio politico ao governo federal de plantão, cobrança de dinheiro para que as emissoras de rádio de propriedade desses politicos, embora formalmente sejam uma concessão pública, toquem determinados cantores e bandas e o apoio dos patrões desses artistas as campanhas de prefeitos e governadores, em troca da exclusividade para a contratação das suas empresas nas festas das cidades , quando financiadas com dinheiro público e/ou quando contam com as estruturas de apoio das prefeituras e governos estaduais.

O fato de ouvir as duas músicas sempre neste horário, é parte daquilo que conhecemos como “jabá” , que é justamente a cobrança de dinheiro para tocar as músicas citadas, entre outras, o que coloca a música tocada no rádio, em uma situação semelhante a propaganda do sabonete, do refrigerante ou do biscoito.

Por essa razão, a maioria dos brasileiros, deixam de ter acesso a uma rica produção musical de artistas que não tem patrocinadores com capital suficiente para investir na divulgação de suas canções, ou que não querem se submeter a esquemas “cabulosos”, os quais contribuem para eleger cada vez mais, uma tipo de politico que está destruindo, inclusive culturalmente, as cidades, os estados e o nosso país, semelhante a uma praga de cupins ou de insetos.

Isso me faz lembrar uma situação que vivi na adolescência quando residi no Rio de Janeiro na década de 1970. Devia ter por volta dos treze ou quatorze anos, quando fui abordado, junto com alguns colegas pelo repórter de uma emissora, o qual munido de uma prancheta com uma relação de canções, propunha que escolhêssemos uma delas para que fosse tocada. As mais pedidas fariam parte de uma sequência das mais, mais. Perguntei se não poderia escolher livremente, fora da lista, a informação que recebi foi negativa. Então fiz a escolha, mesmo que limitada. Naquela época, não fazia idéia da existência do tal “jabá”, a razão pela qual, umas canções faziam parte da lista e outras não.

Essa situação toda me faz lembrar as tentativas dos ricos brasileiros em querer a não participação de Lula na disputa eleitoral em 2018, nos oferecendo uma lista de escolha, mas sem a presença de uma das maiores lideranças politica que essa país já teve, reconhecida como tal, também por outras grandes lideranças politicas de outros países.

Assim também é com a música brasileira, sem negar o valor sentimental e afetivo, atribuído por milhões de brasileiros  as  canções que tocam várias vezes durante dia e noite,  nas emissoras de rádio de grande audiência, é bom que saibamos que muitas outras canções ficam desconhecidas e sem essa oportunidade,  porque seus artistas não tem dinheiro ou mesmo que tenham algum, não querem fazer parte desse verdadeiro esquema de corrupção cultural que é o “jabá”, combinado com outras “sacanagens”, reiterando o que já afirmei acima.

A situação é semelhante aos motivos da prisão de Lula e da sua interdição como candidato a presidente em 2018, pois como afirmado por ele, se eleito pretende revogar todas as leis injustas e criminosas aprovadas pelo governo dos golpistas, assim também como finalmente, combater o monopólio dos meios de comunicação que impede termos acesso a diversidade do melhor que o Brasil produz em todas as artes, assim como o espaços democráticos para a noticia, afim de que possamos ouvir as diversas versões de um mesmo acontecimento.

 Devinho Novaes - Como A Culpa É Minha? (Oi Nego)




A segunda canção é esta:
LARGADO ÀS TRAÇAS - Zé Neto e Cristiano Acústico




ZdO

Para saber mais:
O que é Jabá ou Jabaculê, na propaganda disfarçada de músicas e outros produtos, inclusive politicos.
  
O cuidado com o "Jabá" para quem é jornalista cultural e para quem não é.
parte do livro Jornalismo Cultural

Emissoras de rádio que não utilizam "jabá".
Rádio Brasil Atual 

Rádio Brasil de Fato 

Rádio Cultura Brasil 

E mais...... 

domingo, 20 de maio de 2018

E o Brasil tem jeito afinal? Como a arte pode ajudar?


Ontem, sábado, 20 de maio de 2018, fui ao Cine Vitória em Aracaju, pela segunda vez, assistir ao filme “Todas as vidas de Paulo”, dos diretores Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira. O filme é um documentário encantador sobre a carreira artística de sucesso do ator Paulo José, com algumas pitadas sobre a sua vida particular, em especial sobre a doença que acomete o artista nos últimos anos, o mal de Parkinson.



Há muitos filmes excelentes que foram, que são e que serão exibidos no Cine Vitória, cada um com seu encanto e magia próprio, alguns com pegada mais politica ou social, outros, com uma pegada mais existencial ou filosófica, outros mais relaxados e afetivos.

Também há àqueles que misturam um pouco de cada dimensão citada. O filme “Todas as vidas de Paulo” é um desses, fazendo jus a pessoa e aos personagens interpretados por Paulo José, um homem com seus personagens que aparecem sabendo dosar e misturar humor, generosidade, visão política progressista, compreensão dos limites humanos, afeto e sedução .

E para mim, uma grata surpresa, ao perceber o quanto o talento do ator Paulo José é uma presença forte no cinema e na televisão brasileira, isso ao rever no documentário a cenas de filmes que marcaram a vida de milhares de brasileiros, no meu caso particular, o filme Terra em Transe e Macunaima, e outros como “O Padre e a Moça” e “Todas as mulheres do mundo” que conheço de ouvir dizer, fora cenas de outros filmes e novelas que fazem parte do imaginário nacional como Shazam e Xerife , exibido nos longínquos anos de 1970.

Sobre uma das cenas do filme “Todas as mulheres do mundo”, apresentadas no documentário, o destaque é dado para uma professora, personagem feminina que me chamou a atenção, tanto pela interpretação e força de expressão, como pela beleza.

Na cena, a personagem responde ao galanteio de um jornalista bom vivant, personagem interpretado por Paulo José que propõe namoro, ela promete só aceitar se este realizasse algo que a fizesse rir naquele momento e sempre a surpreendesse para que ela sorrisse, mas sem clichês. Ela então fecha os olhos com as duas mãos, e o personagem interpretado por Paulo José busca então preparar algumas cenas, enquanto ela não destampa os olhos. O desfecho é interessante, não sei se tão engraçado, mas decidido.

Essa personagem é interpretado por Leila Diniz, uma atriz brasileira que foi símbolo da geração que lutou pela liberação sexual e comportamental nos anos de 1960 e 1970, e cantada e decantada em imagens, prosa e versos, como os da canção “Coqueiro Verde” do Erasmo Carlos e “Todas as mulheres do mundo” da Rita Lee.

E um detalhe: A identidade da atriz que fez o personagem citado, somente descobri na segunda vez em que assisti o filme. Grata surpresa, pois nunca tinha assistido a um papel interpretado por Leila Diniz, a qual nos deixou muito cedo, em razão de um acidente aéreo.

Para concluir o porque das perguntas que abre esse texto, na primeira sessão a plateia contava com cerca de 7 pessoas, na segunda sessão, somente com a minha presença.

Após a sessão de “Todas as vidas de Paulo”, logo a seguir, casa cheia para filme “O Processo” da documentarista Maria Augusta Ramos, filme que assisti na pré –estréia, um filme “pesado” , mas necessário, já que expõe a grotesca ópera bufa que foi o processo que culminou com o afastamento da presidenta Dilma Roussef, e que tem sequência nesse absurdo processo kafkiano contra o presidente Lula.

O primeiro filme, para nos deixar com esperança em nós e no Brasil, e o segundo para nos deixar preocupados, na linha da canção “Podres Poderes” do Caetano Veloso, “ “Será que não faremos confirmar a incompetência da américa católica colonial e da moderna américa gospel evangélica?”... E a mesma canção oferece como alento, para manter a esperança viva e questiona ao mesmo tempo. “Será que apenas os Hermetismos Pascoais. E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais, nos salvam, nos salvarão dessas trevas. E nada mais?”

Respondendo a indagação que Caetano Veloso faz na canção "Podres Poderes", penso também que podem nos salvar , assistir mais filmes como “Todas as vidas de Paulo”, promovermos e participarmos de mais estudos e leituras acerca de intelectuais negros, como os promovidos pelos professores Romero Venâncio e Petrônio Domingues, realizados na UFS, mas abertos a comunidade. Assistir e promover o espetáculo “Bill Holiday, a canção” , produzidos e apresentados pelos atores Raimundo Venâncio e Tânia Maria, participar ou apoiar as ocupações culturais e de terras ociosas na cidade e no campo, a rede de produtoras culturais colaborativas, o acampamento Lula Livre e tanto mais.

E fazendo isso, para não incorrermos no erro lembrado pelo político e escritor irlandês Edmund Burke “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la.” 

 E como não é tão fácil de fazer somente pela escola, não é caso de valorizarmos. mais autores, filmes, canções, literatura e etc., que nos ajudam neste sentido? Como uma maneira de conhecermos e/ou lembrarmos da nossa história, das melhores e das piores partes. Como uma maneira de nos comprometermos com um papel mais ativo enquanto brasileiros e brasileiros.

Portanto, como diz a canção Vida do Chico Buarque: “ Luz, quero luz. Sei que além das cortinas, são palcos azuis e infinitas cortinas, com palcos atrás. Arranca vida, estufa veia. E pulsa, pulsa, pulsa, pulsa, pulsa mais.”

Por isso,  um Viva!  ao ator Paulo José e aos artistas da velha guarda.  Evoé! Para os novos  artistas. Outro Viva! para os atores sociais e politicos que também velam pela alegria do mundo.
ZdO

P.S.:
Quem chega na próxima semana no Cine Vitória é o premiado filme


E também a Semana da Europa. Quem for de outra cidade observe as datas no site abaixo. O tema da programação 2018 são filmes sobre os ataques a democracia, a liberdade e aos direitos humanos na Europa, assim como as lutas de resistência.

Em Aracaju a entrada custa R$3.00
Semana da Europa tem programação diversa em Brasília
Uma oportunidade para conhecer um pouco da cultura europeia sem sair do Brasi.

Para conhecer mais sobre Leila Diniz. Uma play list com outras canções dedicadas a ela, além das duas citadas e a icônica entrevista concedida ao jornal alternativo "O PASQUIM".  http://radiobatuta.com.br/tag/leila-diniz/




terça-feira, 8 de maio de 2018

Escola de Artes Valdice Teles reúne agentes para discutir formação de ‘Produtora Cultural Colaborativa’

Cultura
07/05/18 19h17 Mais uma roda de conversa sobre a formação da ‘Produtora Cultural Colaborativa’ foi concluída na manhã desta segunda-feira, 7. O encontro reuniu agentes culturais e sociais dos bairros da capital e foi realizado na Escola de Artes Valdice Teles, unidade da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).

A ‘Produtora Cultural Colaborativa’ é uma tecnologia social que transforma espaços de inclusão digital em empreendimentos solidários de produção cultural e formação em cultura digital. O trabalho é realizado de forma colaborativa com outras instituições e grupos que buscam fomentar as áreas da educação, comunicação, tecnologia e juventude através da implementação de metodologias livres.

De acordo com a diretora da Escola de Artes Valdice Teles, Mariana Galvão, essa tecnologia social, que reúne boas práticas para organização e gestão de um espaço de inclusão social em um empreendimento solidário de produção cultural de forma legalizada, está sendo discutida de forma abrangente para ser implementada em Aracaju. “A ideia é articular uma rede de fazedores de cultura. Hoje, esse encontro aconteceu aqui na nossa unidade. O debate foi muito bom e irá render bons frutos”, disse.

Segundo o coordenador de projetos da Ação Cultural, Zezito de Oliveira, as rodas de conversa para debater o assunto iniciaram no dia 28 de abril, no Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, unidade da Funcaju. “Nessa reunião passada, contamos com a participação do Pedro Jatobá, que é um pesquisador e ativista ligado a cultura livre e um dos principais agentes multiplicadores da  tecnologia social das produtoras culturais colaborativas”, complementou.

Para Zezito, a segunda roda de conversa foi pontual e empolgante. “Hoje destacamos a questão da moeda social, através de uma apresentação denominada gestão colaborativa de moedas sociais digitais utilizando a plataforma corais. Na oportunidade, foram apresentados três vídeos. Esse 
encontro contou com uma diversidade de saberes, experiências e idades, consideradas como uma riqueza ou diferencial muito importante”, destacou o coordenador.    

 Matéria publicada no site da Funcaju.




Videos e outros subsidios para a discussão e implementação de uma produtora cultural colaborativa

Abaixo,  estamos relacionando os materiais utilizados nas plenária de cultura pós FSM e nas rodas de conversa sobre produtora cultural colaborativa realizadas em Sergipe desde abril de 2018.

Vale a pena para quem participou rever e,  para quem faltou a algum encontro,  poder ficar atualizado para participar dos próximos na perspectiva de fortalecer o avanço da caminhada.

 Plenária pós Fórum Social Mundial FSM2018 (14 de abril de 2018) - TAMPA Produções Artisticas.





------------------------------
1ª Roda de Conversa ( 28 de abril de 2018) - Centro Cultural de Aracaju

http://www.iteia.org.br/textos/portfolio-2015-da-produtora-colaborativape

PORTFÓLIO CONTENDO OS CONCEITOS, METODOLOGIAS, AÇÕES CONTINUADAS E PRINCIPAIS PRODUÇÕES DA PRODUTORA COLABOR@TIVA.PE

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE:

http://www.colaborativa.pe  


Saiba mais sobre a tecnologia social das Produtoras Culturais Colaborativas certificada em 2015 pela Fundação Banco do Brasil.
Plante a sua Produtora Colaborativa!




colaborativas.net




 CLIP SÃO SAMBAS 2013

--------------------------------------
 2ª Roda de Conversa (07 de Maio de 2018)  - Escola de Arte Valdice Teles












3ª Roda de Conversa (14 de Maio de 2018) -  (Sede da Sociedade de Cultura Artistica (SCAS) e Ação Cultural. 

Fala inicial -  Produtora colaborativa é boa pedida, para não lembrarmos do brother que sabe fazer uma arte legal, somente quando precisamos.
PRODUÇÃO CULTURAL E ECONOMIA SOLIDÁRIA.

As melhores idéias e práticas visionárias são àquelas que trazem a preocupação com a dimensão dos valores éticos e da justiça, ao mesmo tempo que buscam ter uma preocupação com as questões da sustentabilidade econômica e ecológica, tanto macro como micro-estrutural.

Para que possam vingar, estas idéias precisam contar com pessoas “boas” em seu desenvolvimento e implementação. A expressão pessoas boas, neste caso significa pessoas que buscam lutar e construir “o justo, o bom e o melhor do mundo” como afirmou Olga Benário Prestes, pouco antes de ser levada a câmara de gás pelos nazistas. 

Isso porque, uma das experiências mais importantes que a vida nos ensinou, foi o fato de que não basta acessar somas razoáveis de recursos financeiros, como aconteceu em alguns momentos, vindo tanto da cooperação internacional, como de fundos públicos nacionais, se ao mesmo tempo não dispormos de mais gente “boa” fazendo parte da equipe, pessoas “boas” com clarividência e experiência suficiente para compreender e praticar , nem que seja, alguns valores e conceitos da economia solidária, a despeito de vivermos em uma economia e uma sociedade violentamente capitalista.

Por conta disso, chegamos em alguns casos, a não utilizarmos uma parte destes recursos, até porque, para criarmos a sonhada auto sustentabilidade, afim de nos possibilitar seguir em frente, como fizemos, investindo em formação para a administração de empreendimentos coletivos, seria necessário valorizarmos e organizarmos outras variáveis em termos de capital, como o capital simbólico, o capital social e o capital cultural.

Porém, como fazer isso, em meio a um processo de trabalho e de formação que utilizou de forma contraditória toda uma lógica fortemente impregnada de valores capitalistas? Nesse caso, estávamos na década de 1990 e mesmo em um campo de formação recente, como no caso do SEBRAE, SENAC-DF e Fundação Getúlio Vargas, já nos governos Lula e Dilma. 

Já no caso de hoje, com muitas experiências, saberes acumulados e ressignificados ou reciclados, podemos avançar mais. Os recursos da cultura digital são aliados fundamentais neste sentido.
A “crise” também nos provoca a buscarmos ir além do estabelecido, do que está posto.

Que bons ventos nos tragam respostas e inspirações. Bons ventos que podem ser a "RUAH", termo hebraico que traduz Espírito, o qual no seu sentido primeiro, significa sopro, ar, vento.

A utilização dos conceitos de campo e de capital simbólico, social e cultural que utilizo, segue o proposto pelo sociólogo Pierre Bordieu. 

Zezito de Oliveira

 




A corrupção nossa de cada dia e a dos outros ou um bom exemplo da hipocrisia nacional..

Ano eleitoral. Moralidade, a corrupção, é tema principal, dizem pesquisas... E candidatos a presidente, governos, legislativos.

E juízes, procuradores... . Muitos recebem auxílio-moradia morando na cidade onde trabalham. Enquanto punem a imoralidade alheia. .

O que é certo ou errado, correto ou não? O que deve ou não ser respeitado em nome do bem comum? . Esse debate deve mirar autoridades, obviamente.

Mas não só. E não só, no topo dos maus costumes, a corrupção óbvia.

Na Avenida Paulista, por exemplo. A metros da Justiça Federal, da Procuradoria, grandes galerias vivem de... vender pirataria.

Como Brasil afora. . Rua Augusta, na calçada em frente à sede da Receita Federal. Farta oferta de lançamentos mundiais, filmes piratas. Brasil adentro, igual.

. Só mal informados não sabem onde e como comprar carteira de motorista. .

 Postes e muros pelo país . Em cartazes mal ajambrados, um número de telefone e a escancaração: .

 -Estourou pontos na carteira de motorista? Resolva aqui. . Detrans são um clássico. Milícias são fatos. Fóruns já renderam farta literatura. .

 Metrôs e elevadores. É prática normal entrar antes que passageiros saiam. Faixa de pedestre sem sinaleira é roleta russa. .

Clique no google a frase "Governo perdoa dívidas": Bilhões em penca...ruralistas, bancos, empresários... . . Ou, no caso da Dívida Ativa para com a União, mais de R$ 1 trilhão e 400 bilhões. Já a sonegação supera meio trilhão/ano. .

 O futebol, dita paixão nacional. Em protestos anticorrupção usam camisa da CBF. Ex-presidente da CBF, Marin está preso nos EUA. . Ex-CBF, Ricardo Teixeira e Del Nero serão presos se saírem do Brasil. Estão exilados aqui. E soltos. .

Só entre deputados federais e senadores, ou suas famílias, 56 têm emissoras de rádio ou Tv. Centenas de políticos têm centenas de emissoras.

Igrejas, idem. . Sarney, Collor, ACM, Jucá, Barbalho, Lobão, Alves, Maia, Agripino, Coelho, ou suas famílias, têm emissoras. Afiliadas, associadas a grandes redes.
.
Todos atacam a corrupção. A alheia. Ano eleitoral. Então vamos debater a corrupção e os maus costumes.
 
 
 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

“Essa ciranda da produtora cultural colaborativa não é minha só.” Lembrando uma famosa canção gravada por Lia de Itamaracá. "Ela é de todos nós".

Mais uma vez, muito feliz com a segunda roda de conversa sobre “produtora cultural colaborativa” entre pessoas que participaram da primeira reunião e das novas presenças , compareceram 11 agentes culturais e sociais.







Mais uma vez, contamos com uma diversidade de saberes, experiências e idades, consideradas como uma riqueza ou diferencial muito importante. Isso foi bem percebido e registrado por Sidney Porto da Cáritas Aracaju , assim como pelos demais presentes.

O local onde fomos recebido desta vez foi a Escola de Arte Valdice Teles. Nossos agradecimentos a Mariana Galvão, diretora da escola, a qual faz parte da rede de equipamentos culturais da Fundação de Cultura de Aracaju (Funcaju).

Da mesma maneira, nossos agradecimentos a Graziele Ferreira , diretora do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (Funcaju) e a sua equipe, por ter aberto a primeira porta para a nossa primeira roda de conversa, realizada em 28 de Abril com Pedro Jatobá, pesquisador, ativista ligado a cultura livre e um dos principais agentes multiplicadores da tecnologia social das produtoras culturais colaborativas.

Na reunião de hoje, 07 de maio de 2018, foi destacado a questão da moeda social, para isso utilizamos três vídeos, sendo o maior, registro de uma apresentação realizada por Pedro Jatobá em Porto Alegre, no 17º Fórum Internacional de Software Livre ( 2016). A apresentação denominada “Gestão colaborativa de moedas sociais digitais utilizando a plataforma CORAIS”, está disponível no youtube.

Agradecemos também àqueles que não puderam vir, mas que se preocuparam com o resultado. Houve quem nos enviou a seguinte mensagem, após justificar as razões da ausência. “Estarei rezando e vibrando para que a reunião seja produtiva” .

Com relação a continuidade, ficou decidido a realização de uma outra roda de conversa na próxima segunda-feira, 14 de maio, às 9 horas, com local a ser confirmado, quando teremos a apresentação de uma metodologia conhecida como mapa Canvas, voltada para a realização do diagnóstico e prognóstico das ações de uma iniciativa individual ou coletiva.

Segundo o site: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/canvas-o-que-e-e-para-que-serve/109236/
“O Canvas é um esquema visual que possibilita as pessoas cocriarem modelos de negócios analisando 9 elementos que toda empresa ou organização possuem: proposta de valor, parcerias chaves, atividades chaves, recursos chaves, relacionamento com clientes, segmentos de clientes, canais de distribuição, estrutura de custos e fluxo de receitas (HSM, 2017).”
ZdO


segunda-feira, 30 de abril de 2018

FELIZ POR ESTARMOS PENSANDO E AGINDO COM QUEM ESTAR TRANSFORMANDO ESTE MUNDO EM FESTA, TRABALHO E PÃO.

Só gratidão e alegria! Roda de Conversa sobre as Produtoras Culturais Colaborativa, no dia 28 de abril de 2018 com Pedro Jatobá do Iteia, no Centro Cultural de Aracaju e na Secretaria de Educação e Cultura do município de Simão Dias.
Para quem bem viveu e vive o amor na forma da criação e recriação artística, social e politica do mundo.

Para quem busca potencializar os instrumentos e ferramentas necessárias e sustentáveis, os necessários para tornar a produção cultural de base comunitária mais favorável, afim de podermos viver mais as delicias e menos as dores do viver da criação e produção da arte e da cultura.

Para quem sabe que a transformação deste mundo em festa, trabalho e pão, exigirá muito da nossa capacidade de criar e de inovar, assim como da nossa abertura em aceitar e saber dosar as misturas do tribal com o tecnológico, da ciência com os saberes ancestrais, do local com o global e de outras misturas ou hibridismos mais. Seguindo as pegadas da semana de arte moderna e do tropicalismo. 

Para quem pode estar presente e para quem gostaria de estar, mas que não pode se fazer presente na roda de conversa. Agradecemos em especial a consideração de quem avisou antes e durante.

Para quem colaborou com infra-estrutura, recursos financeiros, na arte da comunicação e com o tempo investido na divulgação e na produção.

Sobre a fala do Pedro Jatobá , temos a dizer que foi muito intensa e não coube no pouco tempo destinado para a programação, em torno de 3 horas, incluindo o debate, todavia como previsto, esse momento seria um momento inicial de abertura do processo formativo sobre Produtora Cultural Colaborativa.

Para quem participou e/ou que não pode participar, e que quiser rever ou conhecer com mais detalhes a tecnologia social das produtoras culturais colaborativas, recomendamos a leitura da página abaixo, inclusive o vídeo incluído na página.    https://colaborativas.net/tecnologia/

Outra fonte de informação é o livro Coralizando, cuja edição impressa pode ser adquirida neste site (https://www.clubedeautores.com.br/…/173613--Coralizando_um_…) ou em forma de download gratuito (http://www.corais.org/node/83906)


Sinopse
"Desde que foi lançada em 2011, a Plataforma Corais foi utilizada para organizar vários tipos de projetos: universidade livre, padronização de dados, reforma de prédio, produtoras culturais colaborativas, televisão inteligente e muitos outros! As pessoas entram na plataforma, definem uma série de coisas a fazer e quem pode fazer, faz. Depois outr@s dão feedback e continuam o trabalho. Assim, as pessoas vão colaborando, ou como esta comunidade costuma dizer, coralizando. 


Este livro explica os conceitos que estão por trás da prática de coralizar. A colaboração não é algo que acontece por acaso; existe um pensamento por trás. A Plataforma Corais propicia a realização do pensamentos orientado ao comum, ajudando a fazer acontecer na prática ou, no mínimo, tornar este comum mais palpável. Compartilhar conhecimentos é o primeiro passo. O segundo passo é a gestão de projetos sem depender de um@ chef@ ou de qualquer outra estrutura hierárquica. A Plataforma Corais oferece ferramentas colaborativas baseadas em software livre que ajudam as pessoas a se organizarem com poucos recursos iniciais. 

Nas páginas seguintes apresentamos o resultado do esforço dos membros em relatar suas experiências nos vários projetos, culminando num guia de conceitos essenciais à colaboração: cocriação, ensinagem, gestão, emprendedorismo, economia solidária, e tecnologias livres. Busca-se uma ética de trabalho mais sustentável para o meio ambiente e mais agradável para todos os envolvidos. 

O livro Coralizando é uma realização do Laboratório Virtual de Gestão Colaborativa coLABOR, ligado ao Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (CIAGS) da Universidade Federal da Bahia abrigou este processo de construção coletiva e é apenas um dos projetos colaborativos existentes na Plataforma Corais. Este livro foi pensado, desenvolvido e escrito pela Plataforma Corais. Para falarmos de colaboração escrevemos de forma colaborativa através de várias mãos de diversos lugares, com experiências diferentes mas com afinidades e sonhos em comum."

Em termos de continuidade precisamos realizar uma reunião presencial com os participantes da primeira roda de conversa e nos organizar para realizar outras virtuais na plataforma corais, inclusive para a produção do projeto necessário para realizar a oficina de produção cultural colaborativa.
 

Também ficamos de marcar visitas in loco a produtoras culturais colaborativa na Bahia e Pernambuco.

Por esta razão, estaremos realizando consultas para marcar a primeira reunião presencial pós roda de conversa o mais rápido possível, assim como estaremos elaborando a minuta de uma carta de apresentação para ser endereçada aos companheiros (as) das produtoras que faremos visita.

Portanto, esta são as tarefas mais urgentes para quem participou, indicar a disponibilidade e participar da primeira reunião presencial pós fórum, convidar outras pessoas dos coletivos/organizações/entidades/instituições participantes da roda de conversa do dia 28 de abril, como daquelas que não participaram, mas que tem interesse, ler as indicações de leituras recomendadas e repassar os links para pessoas próximas.


Da roda de conversa do dia 28 de abril participaram cerca de 12 pessoas em cada município (Aracaju e Simão Dias). No caso de Aracaju, as pessoas representaram oito coletivos/organizações ligados a ação/produção cultural, agroecologia, software livre, gestão cultural pública e igreja católica. Importante ressaltar a presença expressiva de jovens, sendo maior em Simão Dias. 

Lembrando que a roda de conversa em Aracaju reuniu pessoas e organizações de três municípios (Aracaju. Barra dos Coqueiros e São Cristóvão) e em Simão Dias, envolveu pessoas com base de atuação no município vizinho de Poço Verde.

As fotos seguem depois. As canções que inspiraram o titulo desse relato.
gOnZaGuInHa FeLiZ
https://www.youtube.com/watch?v=5Cs11lUIe2I
Julieta Brandão - Viramundo (Gilberto Gil e Capinan)
https://www.youtube.com/watch?v=3FlDrArrwrM

ZdO

Tecnologia TECNOLOGIA SOCIAL: PRODUTORA CULTURAL COLABORATIVA O que é? Tecnologia Social que reúne boas práticas para organização e gestão de um espaço de inclusão social em um empreendimento solidário de produção…