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domingo, 17 de maio de 2020

DOM HELDER SOBRE O ARTISTA E PARA OS ARTISTAS:

Por Deivid Junio

"O artista não pode ser medido pelos padrões comuns: participa ainda mais claramente do Poder Criador do Pai.Tudo nele é imprevisto, original. Reage ao enquadramento, à monotonia, à rotina.
O artista costuma ser aberto ao humano, à justiça, à liberdade. Para ele, clima de ditadura é clima irrespirável.
Com antenas sensibilíssimas, pressente o amanhã, fala (cada qual em sua linguagem própria: poesia, música, teatro e cinema, pintura e escultura...) em nome dos que não sabem ou não podem falar.
Os artistas, quase por definição, pertencem às Minorias Abraâmicas. Para que um Artista não se preocupe com a construção de um mundo mais humano, é preciso que esteja muito comprometido pela ganância, pelo egoísmo, pelo aburguesamento."
[Dom Helder Câmara. "O deserto é fértil: roteiro para as Minorias Abraâmicas". 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. p. 90.]
Imagens: (1) Dom Helder e Maria Bethânia; (2) Chico Buarque e Dom Helder; (3) Dom Helder e Luiz Gonzaga. Disponível em: <https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/fotografia/2019/08/28/NWS,114781,71,741,DIVERSAO,2330-A-RESISTENCIA-IMORTAL-DOM-HELDER-CAMARA-REVELADA-FOTOBIOGRAFIA.aspx>. Acesso em: 16 mai. 2020.
"Dom Helder é amor da cabeça aos pés. Porque além de sua grande preocupação com os pobres, é poeta, é artista. Falo no presente, porque Dom Hélder é um presente, se faz presente, porque Dom Helder é-terno. Como afirma a grande poetisa Adélia Prado e também católica.. "O que a memória ama, fica eterno"."
Zezito de Oliveira



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Salve Hélder o bispo dos pobres. O DOM da paz, da justiça, da beleza e da ternura.

Intituto Dom Helder Camara  O IDHeC - e o Fórum  Articulação de Leigos e Leigas AOR , inspirados no amor de Dom Helder pelas artes, resolveram recriar uma noitada como o Dom costumava promover no Solar São José dos Manguinhos com música e poesia. Serão apresentadas algumas das músicas preferidas do Dom, intercaladas com a interpretação de suas poesias. Participarão ainda do evento os cantores e compositores pernambucanos Silvério Pessoa e  Cylene Araújo. A noite será encerrada com a participação do bloco Artesãos da Boa Vista e da Banda Evocação com o maestro Barbosa com muito frevo e animação no pátio da igreja das Fronteiras.
Na ocasião será lançado o projeto MEMÓRIA VIVA, um banco de memórias, gravadas em vídeos, onde serão contadas historias ou lembranças de quem conviveu com Dom Helder ou a influência que ele teve na vida de algumas pessoas.
O Sarau será no dia 7 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, na Igreja das Fronteiras.
E no domingo, 10 de fevereiro, vamos dar graças pela vida do Dom, às 11 horas, em uma celebração Eucarística, também na igreja das Fronteiras.
Você e sua família são nossos convidados.

 “Somos um povo vivo, que canta um Deus vivo. É verdade que Cristo sofreu e morreu na cruz para nos salvar. Mas nossa grande marca deve ser a alegria da ressurreição. Cristo ressuscitou, eu também hei de ressuscitar. Nós ressuscitaremos”. Dom Helder Camara – Um Olhar sobre a Cidade - A Igreja que Canta – 05.01.1976.



A relação de Dom Helder Camara com as artes

 

Áudios de Dom Helder - Um Olhar Sobre a Cidade.

  

Ajuda de Dom Helder Câmara muda vida de maestro



LIVROS DA AUTORIA DE DOM HÉLDER



domingo, 14 de fevereiro de 2016

O carnaval de Dom Hélder e do Pastor Mozart Noronha


O meme acima é recorrente no carnaval, gosto  dele e nos últimos anos, tenho-o  trazido por ocasião da época do carnaval, sem antes não deixar de lembrar que é necessário considerarmos o contexto de época em que as palavras acima foram ditas.

Decerto que eram  tempos mais delicados do que estes,  ou tempo em que poderiámos encontrar mais pessoas e gestos delicados do que na atualidade, mesmo que situações de sofrimento e dor também pudessem ser encontradas fora  ou dentro dos espaços de  carnaval.

Como acredito mais na segunda alternativa, a de que mesmo com a poderosa mercantilização e as tentativas do eterno  regresso à um tipo de sociedade mais "falso moralista",  repressora, anti-democrática e injusta, de muitos contrários  ao carnaval,  é possivel encontrarmos e fortalecermos locais e formas de brincar o carnaval,  da forma mais próxima ao espirito preconizado por Dom Hélder.

A este propósito,  sabemos de programas socioculturais, de convivência e fortalecimento de vinculos, além de escolas, familias, comunidades tradicionais ou alternativas que buscam fazer algo neste sentido.

Que cresça sempre mais este movimento em prol de um carnaval menos comercial e mais comunitário, mas que cresça com atenção apurada aos aspectos artisticos e culturais mais genuínos  e criativos.

Que tal como em um espetáculo, filme  ou exposição de época, possamos nos sentir  ao adentrar a estes espaços de carnaval redivivo como nos  tempos de Dom Hélder? Que bom  podermos  entrar como em uma espécie de tunel do tempo e por algumas horas,  termos a sensação de voltarmos a uma espécie de paraiso perdido.

Para isso,  não podemos esquecer de profissionais como historiadores ou artistas de teatro, artistas plásticos e etc.,  que poderão colaborar bastante neste sentido, criar o clima, o ambiente, as sensações, e,  na falta deles, com sensibilidade, pesquisa e compromisso estético pode-se conseguir um bom resultado.

Por outro lado, em nossos tempos atuais,  podemos participar com o mesmo espirito de  Dom Hélder. Como podemos constatar no relato crônica do pastor Mozart Noronha.
 Zezito de Oliveira - Educador e Produtor Cultural

E já que falamos em tempos da/de delicadeza..


 ANTES QUE CHEGUE A QUARTA-FEIRA

Pastor Mozart Noronha
07 de Fevereiro de 2016

Fomos, o Pastor Jose Kowalska Prelicz, Leonir Knaul Kowalska, Ana Sophia Knaul Kowalska, a Diácona Vilma Petsch e eu, um Pastor Emérito, todos pertencentes, com certo orgulho, à Santa, Católica e Apostólica Igreja Evangélica de Confissão Luterana.

Todos nós tínhamos estado no culto matutino e participado da Santa Comunhão, antecipada da Confissão Comunitária, através da qual fomos absolvidos dos nossos pecados que na verdade nem eram tantos.Eu,por exemplo,tinha passado a noite dormindo e entendo que enquanto dormimos não cometemos pecados pois "...aos seu amados o Senhor dá enquanto dormem".(Sl.127,2)

Convictos do perdão antecipado fomos ver um pouco do famoso carnaval de rua em Ipanema. Vimos gente de todas as cores, de todos os sexos com uma incrível variedade de fantasias. Alguns jóvens me abordaram admirados e procuravam tocar nas minhas barbas pensando que eu estava fantasiado de Papai Noel. Logo descobrimos que a multidão não nos permitia caminhar pelas ruas e resolvemos voltar para casa de Deus onde Ele permite que moremos. Entretanto estávamos todos fascinados com as pessoas que passavam pela Rua Barão da Torre, número noventa e oito, onde está encravada a Paróquia Bom Samaritano.

Fizemos uma rápida assembléia e tomamos, por unanimidade, a decisão de colocarmos cadeiras na porta do templo que fica protegido por um grande portão. A ideia que partiu do Pastor José Kowalska e da Diácona Vilma foi de transformarmos a tarde de hoje em uma oportunidade para evangelização dos carnavalescos.

O pastor abriu a porta principal de igreja. Leonir, fiel à tradição sulista, trouxe chimarrão e têrêrê(não sei como se escreve), Vilma contribuiu com várias cervejas,Ana Sophia sentada emsua cadeira de praia distribuindo simpatia. Tudo estava preparado.Agora deveríamos esperar os evangelisáveis. Foi um sucesso! Logo um rapaz parou em frente do templo e leu a inscrição: Paróquia Bom Samaritano (IECLB). Do lado de fora sorriu e disse:

 Sou um padre da Igreja Católica na Paraiba. Abri o portão e ele entrou. Logo lhe foi oferecida a cuia de chimarrão. Ele tomou um gole e não gostou. Eu como um pernambucano agauchado disse-lhe que ele tinha que beber até o fim. Ele fez a gentileza e bebeu tudo. Só que jurou por todos os santos jamais passar perto de um ritual chimarrônico. Chegou a vezde se agir de forma diaconal. Três ou quatro mocinhas pararam em frente do portão principal, uma olhou para nós com cara de desespero e pediu para entrar e fazer xixi. Eu abri o portão e lhe disse: Menina, "aqui você tem lugar", inclusive para fazer xixi!

Ana Sophia a conduziu ao toalete. Ela agradeceu o nosso gesto de termos aplicado a pastoral do apóstolo Tiago de que a fé sem obras é morta e ganhou folhetos evangelísticos da Comunhão  Martim Lutero. Uma moça que já tinha bebido umas dez cervejas não teve tempo de pedir para ir ao banheiro, fez xixi na frente do portão. Os dois pastores fecharam os olhos. Não recorreram à conhecida "lei do xixi". Aproveitamos aqueles momentos para resolver todos os problemas da nossa querida e amada Igreja Luterana(IECLB). 

Amanhã estaremos no mesmo lugar e no mesmo horário. Fiquei pensando se no próximo ano não seria interessante que a paróquia organizasse um Bloco de Carnaval com o lema Salvos Por Graça e Fé. A Diácona Vilma seria a Porta Bandeira e o Pastor José o Mestre Sala.

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Quando adolescente morei no Rio de Janeiro e lembro de ter visto/ouvido o pastor Mozart, em um ato ecumênico em favor dos padres franceses presos no Araguaia e ameaçado de expulsão do Brasil por defender posseiros oprimidos pelo latifundio na amazônia. Foi no Instituto Bennet em Botafogo. Me recordo de um ato na cinelândia e que contou com a presença dele, não lembro o motivo. Muito bom poder compartilhar dos seus pensamentos e práticas por aqui.

Zezito de Oliveira



Leia mais:


Carnaval, a opinião de Dom Hélder, e de outras pessoas. (edição 2014)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014-  Postado originalmente neste blog em 2012

Carnaval (a opinião de Dom Hélder)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Carnaval, a opinião de Dom Hélder, e de outras pessoas. (edição 2014)


Postado originalmente neste blog em 2012

"Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Estive recordando sambas e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão triste? Mas o que foi que aconteceu....Tú és muito mais bonita que a camélia que morreu. BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE QUERIDÍSSIMA. É VERDADE QUE 4a FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA!" Dom Helder Câmara, 01 de fevereiro de 1975 durante sua crônica radiofônica "um olhar sobre a cidade" da Rádio Olinda AM.

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"Quando Dom Hélder escreveu o  texto acima,  a realidade do carnaval era bastante diferente daquilo que em regra temos hoje. Nestes idos de 1975,  o mercado  não tinha se apropriado das festas e dos corpos na proporção como acontece nos dias atuais.
Quando digo em "regra", quero acreditar  que ainda existam espaços ou ambientes em que o carnaval seja comemorado de forma aproximada ao  exemplo citado por  Dom Hélder."(Zezito de Oliveira-2013)
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 'CÉU NA TERRA': o baile público, pré-carnavalesco, no Largo das Neves foi bem isso. Músicas lindas (sopro divino), belamente executadas, para uma multidão dançando, no chão da praça. Ao fundo, a torre da igrejinha e a límpida noite carioca que chegava.
São momentos assim que tornam a vida mais amena, valendo a pena. (
Chico Alencar em 2014)

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"Inventamos na rua a cidade negada nos gabinetes poderosos. Entrudos, corsos, batalhas de confetes e flores, blocos de arenga, rodas de pernada, ranchos, cordões, grandes sociedades, bailes de mascarados, escolas de samba, onças do Catumbi e caciques de Ramos, simpatias e suvacos balzaquianos, bate-bolas suburbanos e centenárias bolas pretas dão pistas para se entender como as tensões sociais - disfarçadas em festas - bordam as histórias desse terreiro de São Sebastião/Oxossi do Rio de Janeiro e podem ser revisitadas em alegria: a prova dos nove do povo daqui" (L. Antonio Simas). FELIZ CARNAVAL, com muito pedacinho de céu na terra pra você, do jeito que v. mais gostar (pode ser até não 'foliar' e encontrar um cantinho pra ler e se acalmar). FUI, FOMOS! - Chico Alencar - 2014

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"Aqui vai um recadinho para aqueles que se acham "intelectuais" e "superiores" aos outros por não gostarem de carnaval e acharem quem gosta inferior, ignorante e outros atributos mais: ignorante são aqueles que não conseguem conviver em sociedade, não respeitam e nem toleram a pluralidade de um país rico culturalmente que celebra a maior festa popular do planeta.
Nem tudo agrada a todos, mas não é porque você não gosta de algo que deve menosprezar quem gosta. Ainda a pouco li uma porcaria falando dos "peitos e bundas" exibidos durante a festa e tentando usar isto como argumento de compreensão de estrangeiros acharem que as mulheres brasileiras são todas prostitutas e dizendo que "temos que nos dar o respeito". Ah vá se catar! Aqui quem manda somos nós e todo ser humano é racional e tem discernimento suficiente para saber que os direitos individuais de cada um devem ser respeitados, portanto, as mulheres na avenida merecem respeito e serem vistas como parte integrante da festa popular. Até porque se forem usar este argumento, daqui a pouco as mulheres terão que ir de burca à praia durante o ano todo.
O respeito e tolerância deve se estender também a todos os homens e mulheres que estiverem atrás dos blocos, trios, dançando frevo ou nas ladeiras das cidades históricas celebrando o maior espetáculo da Terra.
O carnaval é uma festa do povo que é feita sobretudo de muita alegria e brasilidade.
Está cada vez mais insuportável aturar a turminha do contra que odeia tudo, não gosta de nada, só vê o lado ruim das coisas e parece sempre torcer para dar tudo errado...
Tá incomodado(a)? Se muda! O Paraguai é logo ali e ninguém tá te obrigando a ficar aqui...
SAMBEI!!!

Sou linda, sou diva, sou Presidenta. SOU DILMA!!!

ÊTA PRESIDENTA QUE MANDA O PAPO RETO!!!

Brasil, país rico é país que se orgulha de sua cultura popular. (Dilma Bolada-2014)


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 Publicado por Gilberto Gil no Face
 "Quando eu li que este ano não pode haver Carnaval na rua, fiquei mortalmente triste. É crença minha, que no dia em que o deus Momo for de todo exilado deste mundo, o mundo acaba". Machado de Assis, 1894
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Quando o carnaval chegar - Marcelo Barros -.  AQUI


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 Carnaval: “adeus, carne”, uma metáfora do reino da liberdade. Leonardo Boff   - AQUI

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Bom Carnaval. Texto de Dom Demétrio Valentini no site da CNBB - 2014 - AQUI  

A CANÇÃO BRASILEIRA E O CARNAVAL

1 - A Jardineira - Sugestão do grande DOM do Ceará, Rio de Janeiro, Olinda e Recife, Brasil e Mundo.. 


2 - As marchinhas de sempre - Ouça a playlist do programa 78rpm da Rádio Cultura Brasil. AQUI

Baile de Carnaval

Em clima de Carnaval, Roberta Martinelli apresentou um especial com sugestões de músicas enviadas pelos ouvintes. Gravado no dia 08 de fevereiro de 2013 na Rádio Cultura Brasil. AQUI

 3 - Quando o Carnaval Chegar - Chico Buarque. Ouça/Assista AQUI

4 -



5 - Noite dos Mascarados - Chico Buarque - AQUI

6 - Para quem gosta de encontros de gerações e encontro de diferentes... Marchinhas de Carnaval e Funk..

 


7 - Uma música que lembra algo das velhas marchinhas, embora com uma pouco mais de texto e modulação sonora, o que a pode tornar imprópria para os bailes de momo. 
 Principe Encantado - Tom Drummond



Sugiram outras canções ou poesias nos comentários....

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Carnaval (a opinião de Dom Hélder)



Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Estive recordando sambas e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão triste? Mas o que foi que aconteceu....Tú és muito mais bonita que a camélia que morreu. BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE QUERIDÍSSIMA. É VERDADE QUE 4a FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA!" Dom Helder Câmara, 01 de fevereiro de 1975 durante sua crônica radiofônica "um olhar sobre a cidade"da Rádio Olinda AM.


Quando Dom Hélder escreveu o  texto acima,  a realidade do carnaval era bastante diferente daquilo que em regra temos hoje. Nestes idos de 1975,  o mercado  não tinha se apropriado das festas e dos corpos na proporção como acontece nos dias atuais.
Quando digo em "regra", quero acreditar  que ainda existam espaços ou ambientes em que o carnaval seja comemorado de forma aproximada ao  exemplo citado por  Dom Hélder.
Não me refiro aqui, as caricaturas de carnavais das "antigas" promovidas por escolas e grupos de idosos.
Nas propostas para uma gestão cultural transformadora, inclusiva e saudável elaborada como complemento a Carta Cultural da Periferia(2005), foram formuladas algumas sugestões na perspectiva proposta por Dom Hélder. 


"8 – PROMOÇÃO DE EVENTOS LIGADOS ÀS MANIFESTAÇÕES DO CICLO CARNAVALESCO E NATALINO.

Sergipe também tem seus blocos de carnaval e escolas de samba, embora a invasão massiva dos blocos baianos a partir do Pré-caju tenha diminuído bastante o ímpeto daqueles que fazem o carnaval da cidade.
O ciclo natalino, embora tenha perdido a maioria dos seus folguedos e brincantes, ainda resiste em alguns locais do interior e da periferia, mesmo que não seja de forma real, pelo menos na memória daqueles (as) que fizeram parte de grupos de reisado, guerreiros, pastoril etc.
Para revigorar aquilo que está escondido e\ou esquecido faz-se necessário algumas ações como se seguem :
a) Realização de pesquisas, estudos, seminários e oficinas relacionados às manifestações dos ciclos carnavalesco e natalino.
b) Discussão com a Secretaria de Educação sobre um planejamento conjunto visando inserir professores e alunos das redes municipal e estadual em um conjunto de atividades que ajude no resgate e disseminação das manifestações do ciclo carnavalesco e natalino, especialmente no caso de Aracaju revitalizar o clube do povo e o carnaval nos bairros.
c) E também especialmente no caso de Aracaju realizar a Feirinha de Natal com apresentações do auto de natal nordestino, concertos de música erudita, apresentações de folguedos ligados ao ciclo natalino, carrossel etc." (IN: Carta Cultural da Periferia, Aracaju, 2005, texto anexo complementar)

  Zezito de Oliveira
Educador e Produtor Cultural

Material de divulgação recebido poucos minutos após a postagem acima. Veio lá das bandas do Recife, terras férteis onde D.Hélder plantou sementes. A Escola Pernambucana de Circo, cresce nestas terras bem semeadas.

A Escola Pernambucana de Circo informa:

# 07 de fevereiro | Bloco EPC em Folia - Ano X#
Circo e Carnaval tem tudo a ver. São parceiros, brincantes e foliões em sua essência, e é com o espírito carnavalesco a mil que brindamos o Carnaval que se aproxima.
Com tanta folia acumulada o ano inteiro por que esperar até o sábado de Zé Pereira? Como todo bom folião o carnaval da EPC já começa na quinta-feira, 07 de fevereiro, com muita animação do nosso bloco EPC em Folia - ano X".
A nossa história com o carnaval é de longa data e por isso que há dez anos a Escola Pernambucana de Circo bota seu bloco na rua levando muito frevo e alegria para seus amigos, educadores, parceiros, alunos, moradores da comunidade da macaxeira e para quem quiser vir brincar conosco.
Este ano a programação está bem recheada. A concentração começa às 14h com apresentações circenses, desfile do maracatu nação Esperança e concurso infanto-juvenil de fantasias e máscaras artística.
O bloco arrasta os foliões pelas ruas da comunidades às 16h prometendo não deixar ninguém parado. 
Este ano teremos a parceria da Escola Municipal Cecília Meirelles que celebrará junto conosco a chegada do carnaval.
Bote sua fantasia, traga sua alegria e vem brincar com a gente!!!

SERVIÇO:
Bloco EPC em Folia - ano X
07 de fevereiro de 2013
A partir das 14h
Saída às 16h pelas ruas da comunidade da macaxeira
Sede da Escola Pernambucana de Circo

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Acompanhe nossas ações:
Flickr: http://www.flickr.com/photos/escolapernambucanadecirco/


Leia também:  AGONIA DO CARNAVAL BAIANO. AQUI 




Aniversário de Dom Helder é lembrado com missa, carnaval e lançamento de livro. AQUI

 

  Quem foi Dom Hélder, por Frei Betto

AQUI 

 

 Gravação em áudio de crônicas de D. Hélder na Rádio Olinda. AQUI

Conversa, quinta feira, 07 de fevereiro 2013

A missa pelo aniversário natalício (104 anos) de Dom Hélder Câmara que juntos, eu, o padre João Pubben e todo o grupo ligado ao Dom, celebramos hoje pela manhã na Igreja das Fronteiras teve o jeito de um reencontro no estilo de Igreja que Dom Hélder sempre defendeu. Nem tanto o rito da missa que foi o de sempre e inclusive com um coral bonito, mas que não ajudava muito a toda a assembléia cantar. Eles cantavam pelo povo. O que me pareceu bom foi ver a Igreja cheia, em um dia de trabalho, de manhã e o reencontro de muita gente que quer continuar a profecia do Dom. Depois da celebração, vários me disseram que gostaram do que eu falei na homilia. Salientei a profecia de Dom Hélder, sua atualidade e como é importante nós a continuarmos na Igreja e no mundo de hoje. Mas, interiormente, eu teria querido muito mais e inclusive, talvez por ver no altar o reitor da Católica e o coordenador de pastoral da arquidiocese (ambos abertos e amigos), mas talvez por isso me reprimi e não fiz o que eu tinha pensado: convocar todos ali para se constituirem como uma assembléia sinodal que atualizasse  a herança do Dom para hoje nesse aniversário de 50 anos do Concílio Vaticano II. No final da missa, Reginaldo Veloso tomou a palavra e lembrou esse aniversário e eu fiquei com pena de não ter falado isso: organizar a partir das bases um processo sinodal que tenha em vista não um Vaticano III (Deus me livre nessa Igreja de hoje), mas um processo sinodal no mundo todo. Em uma carta escrita em 1981 a um bispo argentino, amigo seu (Jerónimo Podestá), Dom Hélder dizia ter três sonhos: o primeiro unir os mundos ainda distantes - e aí seria o diálogo dos continentes, mas quem sabe, até dos planetas nos quais se descobrirá vida inteligente. O segundo era a luta contra a pobreza no mundo e o terceiro. O terceiro era preparar um novo concílio que ele, o Dom, chamava de Jerusalém II, não porque seria em Jerusalém, mas porque seria uma atualização do encontro dos apóstolos (narrado em Atos dos Apóstolos, cap. 15) que legitimou o diálogo de culturas - da cultura semita com a cultura greco-romana. Hoje, isso significa desocidentalizar a Igreja tornando-a capaz de assumir o rosto e a alma de cada povo e de cada continente. Agora, diferentemente do tempo de Dom Hélder, sabemos que esse terceiro sonho não se dará nas estruturas atuais da Igreja Romana, mas só poderá ser feito a partir das bases e de um processo que nós temos de começar.
   
Marcelo Barros

 

 Para relembrar o carnaval das antigas, recomendo: AQUI

 

Seis cidades históricas de Minas Gerais se unem pelo carnaval de antigamente.

 

AQUI 

CARNAVAL É DO POVO - Matéria da Rede Globo aborda Carnaval de São Cristóvão, acho que 2007 ou 2008, através da perfomance da Irmã Caridade, feira francsiscana que dança folclore e brinca Carnaval. Ela retornou para Pardiló, Portugal, em 2009. 

Via Thiago Fragata (facebook)

 

AQUI

 

Leia também:

 

Hoje ando saudosista de um tempo bom.

 

AQUI