Mostrando postagens com marcador trabalho de base. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho de base. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de março de 2025

Quais erros a serem evitados para avançar a proposta 'Sementes da Esperança' para criar núcleos de base em todo o Brasil.

- Falar em necessidade de trabalho de base é fácil, mas fazer.....PARA REFLETIR...


 EDUARDO MARINHO CONTA COMO SE AFASTOU DA ARROGÂNCIA PARTIDÁRIA


Frei Betto e os desafios do trabalho de base na atualidade






Trabalho de base: por onde começar?

ao tentar conquistar pelo "estômago", conquistamos pelo estômago, pelo coração e pelo cérebro


Sistema de sentido e trabalho de base. Artigo de Frei Betto

"Desenvolver o pensamento crítico através da arte, da academia, dos veículos de comunicação, como as redes digitais e, sobretudo, do trabalho de base no meio popular, me parece ser a tarefa prioritária na atual conjuntura", escreve Frei Betto, escritor, autor de “Tom vermelho do verde” (Rocco), entre outros livros.

Eis o artigo.

O que mobiliza multidões? A resposta está no sionismo do governo de Israel. Está também nos fundamentalismos cristão e muçulmano. O que mobiliza multidões são narrativas religiosas que imprimem sentido à vida e, inclusive, à pós-vida.

Os judeus sionistas estão convencidos de que são o povo eleito por Deus, preferidos a todos os outros povos, e que a Palestina é territorialmente a área reservada a eles pela promessa de Javé de que haveriam de habitar a Terra Prometida onde “corre o leite e o mel” (embora ali corra mais vinho e azeite). Do mesmo modo, os católicos pré-Vaticano II estavam convencidos de que “fora da Igreja não há salvação”.

Nas páginas revestidas de sacralidade da Torá, da Bíblia e do Alcorão, sucessivas gerações encontraram um sentido pelo qual vale a pena viver... e até mesmo morrer. Vide o panteão de mártires cristãos e de santos e santas que teriam seguido à risca a vontade divina e, por isso, merecem ser elevados aos altares, aglomerar devotos, suscitar efemérides e erguer santuários alvos de incessantes peregrinações.

Por mais que o sistema capitalista tente nos incutir a mercadoria como valor supremo, as narrativas religiosas, com suas abordagens mistéricas, transcendentes, miraculosas e enigmáticas, conseguem suscitar devotos que trocam o conforto de suas famílias ricas pela vida sacrificada de padres e pastores inseridos no meio dos pobres. Induziram o multimilionário Bin Laden a abandonar o luxo de sua família saudita por uma existência arriscada nas sendas do terrorismo. Convencem um governo teocrático, como o de Israel (que não possui Constituição), de que os palestinos devem ser expulsos a ferro e fogo das terras de seus ancestrais cananeus.

É esta apropriação do sentido que empodera, hoje, as Igrejas pentecostais e neopentecostais, e tornam muitas delas surdas à teologia de amplitude social da Teologia da Libertação. Enquanto as Comunidades Eclesiais de Base leem a Bíblia como proposta de transformação da sociedade, as Igrejas evangélicas, com raras exceções, o fazem como uma proposta de mudança pessoal (metanoia). Não há que combater o opressor, e sim o diabo. Se alguém acumula fortuna é porque Deus o abençoou por ter sabido evitar vícios como fumo, bebida e prostituição e, assim, galgar os degraus da meritocracia.  

Se a esquerda e os setores progressistas pretendem, hoje, conquistar adeptos e neutralizar os avanços da direita, não vejo outro caminho senão ganhar a guerra das narrativas, como ocorreu em décadas passadas. Desenvolver o pensamento crítico através da arte, da academia, dos veículos de comunicação, como as redes digitais e, sobretudo, do trabalho de base no meio popular, me parece ser a tarefa prioritária na atual conjuntura. Promover educação política segundo a pedagogia e a metodologia de Paulo Freire se impõe como desafio urgente.  

Políticas sociais angariam votos dos beneficiários, mas não mudam necessariamente consciências e atitudes. Isso só se consegue quando se abraça um novo sistema de sentido, como as narrativas historicamente produzidas pelo marxismo e pela Teologia da Libertação. Investir em educação popular deveria ser, inclusive, prioridade de governo.

Luiza Erundina lança 'Sementes da Esperança' para criar núcleos de base em todo o Brasil

 "Segundo a parlamentar, trata-se de "um chamado à ação política coletiva, convidando indivíduos e grupos a se organizarem localmente para enfrentar desafios sociais, políticos e econômicos"

https://acaoculturalse.blogspot.com/2025/03/luiza-erundina-lanca-sementes-da.html



quarta-feira, 12 de março de 2025

Luiza Erundina lança 'Sementes da Esperança' para criar núcleos de base em todo o Brasil

 "Segundo a parlamentar, trata-se de "um chamado à ação política coletiva, convidando indivíduos e grupos a se organizarem localmente para enfrentar desafios sociais, políticos e econômicos"



A deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP) vai lançar, com o Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns, o manifesto Sementes da Esperança, um chamado à ação política coletiva.

"Não queremos poder, semeamos potência, essa força que só aumenta quando compartilhada. Pela potência que brota do chão iremos transformar o Brasil e o mundo. Essa é a nossa esperança", diz um trecho do documento.

Segundo o manifesto, a ideia é formar "uma rede de Núcleos de Base, autônomos, auto-organizados, multipartidários e plurais para amparar nossos sonhos. Uma imensa plantação para todas as pessoas que carregam desejo de justiça, compromisso com a vida e vontade de transformar a sociedade. Não importa a filiação partidária, religião, trajetória, importa o compromisso com a dignidade humana e a emancipação social. Uma teia dos muitos, dos imprescindíveis, daqueles que lutam por toda a vida e não se cansam de sonhar e semear mudança. Núcleos de Base como força do agir em comum".

"A cada grupo de pessoas que assim desejarem nascerá um Núcleo; que comecem, com três, cinco, oito, treze, vinte e um... Onde houver muito mais gente, que se crie mais Núcleos, com isso preserva-se a proximidade, o afeto, os vínculos, a cercania da ação comum; e que depois se encontrem com os demais Núcleos", pontua ainda o texto.

No manifesto, é destacada ainda a importância de haver encontros presenciais. "Importante e necessário é ser presencial; grupos de whatsapp, redes sociais, reuniões por videoconferência, podem auxiliar, mas nada substitui o encontro 'olho no olho', 'mão com mão'. Vínculos são fortes quando se compartilha vida real, só assim os sonhos se tornam realidade".

“O lançamento do Manifesto Sementes da Esperança é um chamado à ação política coletiva, convidando indivíduos e grupos a se organizarem localmente para enfrentar desafios sociais, políticos e econômicos. A ideia é que cada núcleo de base atue como um espaço de diálogo, articulação e construção de soluções para as principais demandas da sociedade”, aponta Erundina, ao site da bancada do Psol na Câmara.

SEMENTES DA ESPERANÇA Núcleos de Base pelo reencantamento do mundo

“O desânimo é conservador, a Esperança é revolucionária!” Luiza Erundina

O desânimo ronda como um cão sem dono, mas a esperança – essa sim – é revolucionária e sempre brota como semente. Não sementes dormentes, mas sementes teimosas que costuram a vida como quem tece um tapete de flores, um manto de cores que há de cobrir o mundo de esperança.

Esse momento há de vir! Está brotando e já avistamos no horizonte. Nossas sementes são aquelas que não se rendem, sementes que querem revolucionar a sociedade para todo mundo. Para brotar, sonhar é o primeiro ato da transformação, por isso espalhamos as Sementes da Esperança.

Semeamos como quem tece e fia histórias e nosso ato de semear começa por regar milhares de Núcleos de Base por todo o Brasil. Não importa a quantidade de pessoas por Núcleo (Sementes), importam os corações batendo juntos, as vidas milhares, centenas de milhares, milhões... Não queremos poder, semeamos potência, essa força que só aumenta quando compartilhada. Pela potência que brota do chão iremos transformar o Brasil e o mundo. Essa é a nossa esperança.

Uma rede de Núcleos de Base, autônomos, auto-organizados, multipartidários e plurais para amparar nossos sonhos. Uma imensa plantação para todas as pessoas que carregam desejo de justiça, compromisso com a vida e vontade de transformar a sociedade. Não importa a filiação partidária, religião, trajetória, importa o compromisso com a dignidade humana e a emancipação social. Uma teia dos muitos, dos imprescindíveis, daqueles que lutam por toda a vida e não se cansam de sonhar e semear mudança. Núcleos de Base como força do agir em comum.

Núcleos de Base na quantidade que for possível. Não importa o número, importa o laço, os encontros reais. Assim serão os Núcleos a surgir. A cada Núcleo de Base uma semente que brota, assim a nossa plantação vai crescer, se espalhar, expandir, com humildade, mas com a força de quem sabe que a mudança começa do chão, nos pequenos gestos, nas pequenas ações coletivas, na semeadura de mão em mão.

A cada grupo de pessoas que assim desejarem nascerá um Núcleo; que comecem, com três, cinco, oito, treze, vinte e um... Onde houver muito mais gente, que se crie mais Núcleos, com isso preserva-se a proximidade, o afeto, os vínculos, a cercania da ação comum; e que depois se encontrem com os demais Núcleos. Importante e necessário é ser presencial; grupos de whatsapp, redes sociais, reuniões por videoconferência, podem auxiliar, mas nada substitui o encontro “olho no olho”, “mão com mão”. Vínculos são fortes quando se compartilha vida real, só assim os sonhos se tornam realidade.

Cada Núcleo decide suas pautas, suas ações, suas prioridades. Pode ser a criação de hortas urbanas, luta por moradia digna, comércio de vizinhança, defesa da educação e participação em conselhos escolares, economia solidária, bancos comunitários e comércio justo, luta na fábrica, nos locais de trabalho, participação em conselhos locais, pontos de cultura, escolas. O imperioso é estar onde a vida pulsa, onde o chão sustenta passos e sonhos.

Um encontro presencial por mês é o mínimo para fortalecer os vínculos e a luta. Se possível, mais encontros por mês, incluindo tempo para a festa e a alegria; afinal, uma revolução em que as pessoas não possam dançar não é uma revolução da esperança. Nada de grupos fluidos e sim semeadura coletiva de um Brasil que se ergue de sulcos e cicatrizes do chão, dos territórios. Dessa semeadura coletiva iremos plantar onde a vida é crua. Os Núcleos irão juntar corações que pulsam e se encontram no corpo vivo da luta, de seus sopros nos territórios ascenderão faíscas a iluminar caminhos no labirinto do tempo atual.

Somos mãos que se unem pela base, sem sectarismo, falando a língua do povo junto com o povo. Somos o povo! Do barro erguemos alicerces, da dor brotamos coragem. A espera acabou! Sementes da Esperança a fazerem brotar um Brasil que não desiste.

https://revistaforum.com.br/movimentos/2025/3/6/luiza-erundina-lana-sementes-da-esperana-para-criar-nucleos-de-base-em-todo-brasil-175255.html


O comentário abaixo com o link fui publicado no facebook coincidentemente no mesmo dia em que a entrevista acima foi realizada. 

Frei Gilson já deu ou já encheu, por aqui no facebook, espero... Como fazer o bom combate aos retrocessos civilizatórios apontados na fala do mesmo?
Realizando trabalho de base, as redes sociais podem ajudar, mas não são suficientes.


lançamento do Manifesto Sementes da Esperança | Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns | PUC-SP



Chamado para reencantar o mundo

Deputada Luiza Erundina lança, nesta sexta, iniciativa que pode sacudir um ambiente político estagnado. Conheça as Sementes da Esperança – iniciativa de mobilização que busca retomar, em encontros presenciais em centenas de núcleos, o debate sobre o futuro do país

https://outraspalavras.net/outrapolitica/chamado-para-reencantaro-mundo/