CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES REALIZADAS PELO PONTO DE CULTURA: JUVENTUDE, CULTURA E CIDADANIA/AÇÃO CULTURAL. ANO 2012



Oficinas
 
8h30 às 11h30 - Oficina de iniciação a dança moderna – Academia Rick do Karllo - Conj. E. Gomes ( Aos sábados e extraordinariamente em domingos e feriados.)

 Teve inicio em 07 de abril e com previsão de encerramento do ano letivo 2012  no mês de novembro.

8h30 às 12h30 - Oficina de iniciação ao audiovisual – Edf. Cultura Artistica – Centro/Aracaju
 Teve inicio em 01 de setembro de 2012 e com previsão de encerramento do ano letivo 2012 em março de 2013.

14 às 17h - Oficina de iniciação a dança moderna – Escola Júlia Teles – Conjunto Jardim
Teve inicio em 31 de Março de 2012 e com previsão de encerramento do ano letivo 2012 em fevereiro de 2013.

Eventos Culturais

Palestras Interativas

Realizadas de abril a outubro de 2012 nos horários das oficinas e em dias extras

Caravana Luiz Gonzaga Vai a Escola

 Periodo de realização – Agosto a Dezembro de 2012
Apoio através do equipamento de som e de projeção digital e eventualmente contando com a participação das aprendizes da oficina de iniciação a dança moderna.

Cine Clube Itinerante

Realizado em 28 de Outubro  - Escola Júlia Teles - Conjunto Jardim
 Próximo mês de realização – Janeiro de 2013

Feira Arte e Cidadania (comunidade)

Apresentação dos resultados das oficinas e apresentação de grupos artísticos da comunidade

Realizado no Conjunto E. Gomes - Escola Estadual Olga Barreto – Em 20 de Novembro

Próximo local e data de realização.  Conjunto Jardim – Escola Júlia Teles - 14 de Dezembro

Mostra Cultural (Aracaju)

Apresentação dos resultados das oficinas e apresentação dos grupos artísticos da comunidade.

Sem data definida. Previsão Janeiro de 2013

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ministra Marta Suplicy fala de editais para criadores e produtores negros e vale-cultura

BOM DIA, MINISTRO - 22.11.12: A entrevistada do BDM desta quinta-feira (22) foi a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Ela falou sobre o lançamento dos editais para criadores e produtores negros, o Vale-Cultura, a votação do Procultura, além das arenas culturais para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Reportagem do Canal Web F5 sobre a Caravana Luiz Gonzaga Vai à Escola.

AQUI 

Boa noite amigos e amigas. Acabamos de chegar de mais uma Caravana Cultural Luiz Gonzaga... desta vez foi no bairro Rosa Elze em São Cristóvão onde vários alunos cantaram e dançaram muito com a Casaca de Couro cantando a obra de Luiz Gonzaga. Em nossa participação na Caravana Cultural Luiz Gonzaga, tomamos o cuidado de apresentar o Acordeon e os ritmos que compõem o forró. Gratificante ver vários alunos pedindo o contato da Escola de Arte Valdice Teles para poder se matricular nas aulas de Acordeon.... Nos, Caravana Cultural Luiz Gonzaga, Estamos fazendo a nossa parte. Tô feliz! 
Comentário de Joaquim Antônio postado no facebook na noite de 20 de novembro
 

Reveja também a reportagem produzida pela Tv Sergipe no dia do lançamento.

AQUI 


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mais música para celebrar o 20 de Novembro

Herdeiros

  Rio de Janeiro, RJ

A canção “Herdeiros” integrou primeiramente o repertório do Afro Samba, um dos grupos artísticos formados pelo Grupo Cultural AfroReggae em Vigário Geral. Na época, Ecio era coordenador e Ricardinho o professor de música do Afro Samba. Rapidamente, a composição tornou-se a marca do Afro Samba, sendo elogiada por sambistas e/ou grupos conhecidos como Dorina, Arlindo Cruz, Jongo da Serrinha, entre outros.
Mais tarde, “Herdeiros” entraria para o repertório do grupo Roda de Bamba, do qual Ricardinho é o cavaquinista e cantor. Com as apresentações do Roda de Bamba – ao lado do cantor Renato Milagres, sobrinho de Zeca Pagodinho – no clube Renascença, em Andaraí, no subúrbio do Rio de Janeiro, a música caiu no gosto do público, tornando-se peça obrigatória nas apresentações do grupo.
O Roda de Bamba é formado por Ricardo Ribeiro (voz e cavaquinho); Dinho (Pandeiro, cuíca); Pé-de-Pano (Violão) e Raul André (Surdo). O grupo passeia muito à vontade por diferentes tendências do samba: vai aos clássicos, aos sambas antigos, aos partidos, aos jongos, viajando pelo gênero desde o mais tradicional até os sucessos radiofônicos de agora sem perder o prazer, a alegria nem a competência para juntar tudo isso no mesmo espetáculo popular, bonito e gostoso de ouvir e dançar que é o samba.
 
Clique AQUI

20 de Novembro. Fazendo memória através da música.


La Lune de Gorée

La lune qui se lève
Sur l'île de gorée
C'est la même lune qui
Sur tout le monde se lève

Mais la lune de gorée
A une couleur profonde
Qui n'existe pas du tout
Dans d'autres parts du monde
C'est la lune des esclaves
La lune de la douleur

Mais la peau qui se trouve
Sur les corps de gorée
C'est la même peau qui couvre
Tous les hommes du monde

Mais la peau des esclaves
A une douleur profonde
Qui n'existe pas du tout
Chez d'autres hommes du monde
C'est la peau des esclaves
Un drapeau de liberté
Ouça a música AQUI

(A lua de Goreia)

A lua que se ergue
Na ilha de Goreia
É a mesma lua
Que se ergue em todo o mundo

Mas a lua de Goréia
Em uma cor profunda
Que não existe
Em outras partes do mundo
É a lua dos escravos
É a lua da dor

Mas a pele que há
No corpo de Goreia
É a mesma pele que cobre
Todos os homens do mundo

Mas a pele dos escravos
Em uma dor profunda
Que nao existe não
Em outors homens do mundo
É a pele dos escravos
Uma bandeira de liberdade
Ouça a música em outra versão
 Ligiana e Ameth Male cantam "La lune de Gorée" de Gilberto Gil e Capinan.
A Ilha de Gorée foi um dos principais pontos de comércio de escravos do continente africano para as Américas.

Edou Manga (cora), Marcel Martins (cavaco), Emiliano Castro (violão), Alfredo Bello (baixo) e Douglas Alonso (percussão).
Imagens: Ligiana, Alfredo Bello e Nilton Pereira.
 
 AQUI

Para saber mais sobre a Ilha de Gorée, clique AQUI

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Colégio de Aplicação é mais uma estação satisfatória da Caravana Luiz Gonzaga.



Sentimento de felicidade muito grande depois das apresentações do Professor José Augusto e do Trio Casaca de Couro no auditório da didática V na UFS.

Conforme comentei com os dois ao final da tarde azul deste 19 de novembro, foi a primeira vez que o roteiro das duas  atividades, palestra com audiovisual e apresentação musical,  conseguiu  ser apresentado de forma completa  e com a permanência  de público que ainda poderia garantir mais atrações , como a dança ,   o que não está sendo possível em razão das dificuldades para assegurar a parceria da Secretaria de Estado da Educação, no transporte dos adolescentes da rede pública  de ensino e que integram a oficina de dança do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania. 

Outros aspectos importantes foram a presença de quase 150 alunos do ensino médio,   como também o  interesse, a concentração e a interação  que tiveram, em especial,  cantando as músicas do velho Lua e dançando em alguns momentos,  mesmo que tenha sido, neste caso, com poucos alunos. Com destaque neste último caso para uma aluna que fez par com o professor José Augusto.

Também há que se destacar,  a qualidade das instalações  do auditório,  construído recentemente e  fruto do trabalho de ampliação física das universidades federais realizados  nestes últimos anos .


Durante a apresentação do trio Casaca do Couro fiquei a imaginar o quanto seria interessante um projeto com as características de valorização da cultura nordestina tradicional,   nos moldes do que propõe a Caravana Luiz Gonzaga, só que realizado de uma maneira que envolvesse a garotada ali presente de uma  maneira mais integral, por meio de oficinas ,  incluindo  a utilização do corpo.

Logo em seguida , na saída  em conversa com o professor Nemézio, o atual diretor, nos foi dito que o projeto pedagógico cultural permanente que tem como tema os festejos juninos,  trabalha de forma  interdisciplinar e com base na participação ativa dos alunos. Da parte do diretor e com o reforço de professores,   recebemos palavras de incentivo e de reconhecimentos pela relevância do trabalho e o convite para um retorno com outros projetos.

Por tudo que está escrito acima, não se pode ter dúvidas da inclusão do Colégio de Aplicação nos roteiros de projetos culturais itinerantes da Ação Cultural para os próximos anos.

Ouça Tudo Azul, Composição de Lulu Santos em versão formato baião.

domingo, 18 de novembro de 2012

“Minha vida é andar por este país” Caravana Luiz Gonzaga prossegue caminhando pelas escolas da Grande Aracaju.


Na próxima segunda-feira, 19/11, o Colégio de Aplicação da UFS receberá a "Caravana Cultural Luiz Gonzaga vai à escola", organizada pela Associação Cultural (Ação Cultural) com o patrocínio da Funarte. A partir das 15 horas, o auditório da didática V, será o local da palestra com recursos multimídia a cargo do professor José Augusto de Almeida e da apresentação musical do Trio Casaca de Couro,
A exposição fotográfica será instalada na entrada do Colégio de Aplicação no período da manhã.
Já no dia 20 de Novembro, a Caravana Luiz Gonzaga estará aportando na Escola Estadual Olga Barreto (Conj. E. Gomes), no mesmo horário e com a mesma programação, com o acréscimo da apresentação das coreografia inspiradas na obra de Luiz Gonzaga , realizada pelos adolescentes do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania, residentes no mesmo bairro e aqueles que residem no Conj...
unto Jardim (Socorro).
A Associação Cultural (Ação Cultural) também estará realizando juntamente com a programação da Caravana Luiz Gonzaga, a Feira Arte e Cidadania em parceria com a Escola Estadual Olga Barreto.
A Feira Arte e Cidadania tem como objetivo apresentar o resultado das oficinas artísticas ligadas ao Ponto de Cultura e das iniciativas culturais comunitárias nas áreas das artes cênicas, artes plásticas, audiovisual, literatura, cultura afro brasileira, música e etc.
http://caravanaluizgonzaga.com.br/

CD/LIVRO MISSA DOS QUILOMBOS, Já nas bancas.

D. Pedro Casaldáliga sobre Milton Nascimento:
“Quando lá em São Félix do Araguaia, me sinto acuado, sem ânimo, é ouvindo sua música que busco energia para continuar meu trabalho”.
Quem quiser conhecer o resultado da parceria estética/espiritual/pastoral que uniu estes dois, além de D.Hélder Câmara, Pedro Tierra (Hamilton Pereira), Dom José Maria Pires e mais gente de qualidade, pode procurar nas bancas de jornais o CD/LIVRO MISSA DOS QUILOMBOS, que integra a coleção Milton Nascimento da Abril Cultural.

sábado, 17 de novembro de 2012

Especialista avalia política de combate à violência em São Paulo

 Walter Lima - Radioagência Nacional 17/11/2012
Especialista avalia política de combate à violência em São Paulo
A sequência de episódios envolvendo a criminalidade em São Paulo (SP) está em evidência na mídia. Confira, nesta entrevista, as avaliações do professor do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de São Paulo, José dos Reis Santos Filho, no programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM de Brasília.

Ouça AQUI

Onda de violência assusta população paulistana

Repórter Brasil - TV Brasil 09/11/2012

Os presidiários, chefes do tráfico do estado de São Paulo, começam a ser transferidos para presídios federais. Só na noite passada, mais 11 pessoas morreram baleadas. Desde o início deste mês, mais de 60 pessoas morreram na grande São Paulo.
 


 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Viva a juventude viva!



Sexta-Feira, 16 de novembro de 2012

Doe Adital
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16.11.12 - Brasil

Selvino Heck
Assessor Especial da Secretaria Geral da Presidência da República
Adital

Escrevo em quinze de novembro, dia da Proclamação da República, e às vésperas do vinte de novembro, dia da Consciência Negra.
Carta dilacerante foi encaminhada pela Rede de Educação Cidadã-São Paulo (RECID-SP) à Reunião Ampliada Nacional da RECID, dirigida à sociedade e ao governo federal, deixando todas e todos do Brasil inteiro impactados e à beira das lágrimas: "Esta carta vem em meio a uma conjuntura massacrante de São paulo. Estamos escrevendo para partilhar situações, episódios e encaminhamentos que temos tido ao longo destes últimos meses. As periferias vêm sendo sitiadas, invadidas dia após dia, sem nenhuma explicação pertinente. As famílias estão ficando amedrontadas a ponto de evitarem que seus filhos saiam de casa e vão, seja para a escola, seja para oficinas da RECID, seja para uma atividade cultural. Os espaços de cultura (saraus) da região do distrito do Jardim Ângela quase em sua totalidade vêm sofrendo represálias para se manter fechados. Precisamos fazer ecoar as dores das mães que vêm perdendo seus filhos desde 2006, quando cerca de 500 pessoas foram assassinadas entre sociedade civil e funcionários da segurança pública. Os excessos nestes últimos meses, tanto da polícia oficial (fardada), como através de grupos de extermínio formados por uma parcela desta mesma polícia têm como alvo, tanto pelo aprisionamento ostensivo quanto pelo extermínio sistemático, aqueles que podemos identificar sob três adjetivos: pretos, pobres e periféricos.”
Em 27 de setembro, foi lançado, em Maceió, o Plano Juventude Viva, elaborado pela Secretaria Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional da Juventude e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com o apoio de um conjunto de Ministérios e a participação ativa da sociedade civil.
É o começo da resposta urgente e necessária a ser dada para uma realidade alarmante. Atualmente, o homicídio é a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil. Com um fato agravante: os jovens negros são as principais vítimas. Em 2010, foram assassinadas quase 50 mil pessoas no Brasil. Mais da metade delas eram jovens (53,3%), das quais 76,6% negros e 91,3% homens. Entre 2001 e 2010, mais de 270 mil jovens foram vítimas de homicídio no país.
Nas palavras de Severine Macedo, Secretária Nacional da Juventude, está nos objetivos do Juventude Viva: "Levar aos territórios mais afetados pelos homicídios oportunidades de renovação das relações sociais; superar discriminações e desigualdades históricas e fortalecer as instituições democráticas, para que o Estado se consolide como promotor e principal defensor dos direitos humanos; construir um país em que o direito à vida sem violência e sem discriminações seja a verdadeira base de convivência social”.
A carta da RECID-SP termina assim: "Por tudo que foi relatado acima, a opção do governo federal não deve ser uma mera soma às políticas punitivas que vêm sendo levadas pelo governo estadual, mas contribuir para barrar a política de extermínio, pautar o governo para que tenhamos uma política de segurança pública baseada na defesa e não na violação de direitos. Este último ponto não é uma tarefa exclusiva de gestores públicos, mas um compartilhamento com os Outros – os presos, os nóias, os moradores de rua, os moradores das periferias, enfim todos aqueles que moram no Estado de São Paulo e que vêm tendo dia após dia seus direitos violados. O que pedimos não é uma soma fácil, repetitiva, a toque de caixa. Pedimos uma nova soma: que, ao invés de subjugar ainda mais estes Outros, que os tragamos para isto que chamamos de democracia.
Assim, nós da RECID e de tantos outros coletivos partilhamos nossas dores, preocupações e anseios, como consta em O Embaixador, de Morris West: ‘Achavam-se agrupados e presos à terra por uma raiz comum, como uma moita de bambu. E como esse vegetal, inclinavam-se e dobravam-se. Mas sobreviviam às maiores tempestades’. Assim estamos todos e todas neste momento. Inclinamos às vezes, sofremos baixas em outras, mas sobreviveremos.”
É de chorar. De dor: pelas mortes e assassinatos, pela repressão, pelo sofrimento, pelas injustiças. De alegria: porque o povo se levanta, jovens se levantam, educadores/as populares se levantam. E quando um povo se levanta, a esperança existe, acontece e se realiza.
Em dezesseis de novembro de dois mil e doze.
Link permanente:
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte 

Leia a carta na integra:  AQUI

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pedreiro sergipano funda maior biblioteca comunitária do país

A vida em função da construção do conhecimento. Esse é o lema do pedreiro sergipano Evando dos Santos, que dedicou e continua dedicando seus dias à manutenção de um sonho, a maior biblioteca comunitária do país, localizada na Vila da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro.




Os pilares foram fincados na própria casa, onde ele calcula ter reunido mais de 40 mil livros. Atualmente, a biblioteca funciona em um prédio próprio, desenhado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, no mesmo bairro.

É na edificação de três andares que funciona a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Meneses. Criada em 17 d e julho de 1998, recebeu o nome do autor preferido do pedreiro, que é seu conterrâneo.

Nessa biblioteca, as regras para o empréstimo são simples: o leitor preenche um cadastro e pode ficar com o volume pelo tempo que achar necessário. “Se a pessoa não devolve o livro é porque precisa”, diz Evando dos Santos.

Cheio de orgulho, Evando diz que esse era seu sonho: uma biblioteca sem “burrocracia”, funcionando de domingo à domingo. Segundo ele, com livros que não se encontram na Biblioteca Nacional. Exemplo disso é uma gramática da língua bunda que era a falada pelos escravos.

Oscar Niemeyer

Com a casa abarrotada de livros empilhados por todos os cômodos, Evando percebeu que precisava de um espaço definitivo para abrigar os livros. E a ajuda veio de maneira inesperada. Com a ousadia que o caracteriza, Evando ligou para um programa de TV que entrevistava ao vivo o arquiteto Oscar Niemeyer. “A minha ligação entrou no ar e ele prometeu me ajudar. Foi uma pessoa divina. Fui a casa dele que me ouviu por uma hora. Um mês depois ele me entr egou o projeto da biblioteca”, lembrou.

Eram idos de 2002. O ministério da Cultura autorizou a captação de recursos e a prefeitura concedeu à biblioteca o título de utilidade pública. Mas Evando amargou mais quatro anos tentando conseguir que o projeto saísse do papel. Finalmente em 2006, o BNDES investiu no projeto e as obras começaram. Em 12 de dezembro de 2008, o novo prédio da biblioteca foi inaugurado.

Calçada da Fama

Com a cabeça cheia de ideias, Evando não limita seus projetos às atividades na biblioteca. Promove “arrastões literários” em vários bairros do Rio, distribuindo livros da zona norte à zona sul. Ajudou a fundar bibliotecas comunitárias em várias cidades do País e até no exterior. Evando doou 15 mil livros para o processo de reconstrução de Angola, devastada pela guerra civil.

Evando pintou na principal praça da Vila da Penha, a praça do largo do Bicão, uma calçada da fama, estrelas com os nomes de personalidades ligadas à história do bairro e/ou da biblioteca especificamente. O projeto foi incorpor ado na última reforma da praça, a pintura deu lugar à placas de metal cravadas no concreto. Para o bairro que ama, escreveu um livro, contando a história do lugar através dos moradores mais antigos.

Reconhecimento

A Academia Brasileira de Letras homenageou o pedreiro em 2007. Evando foi condecorado com a medalha comemorativa dos 110 anos da entidade. A Câmara de Vereadores e a Assembleia de Legislativa do Rio de Janeiro concederam a medalha Pedro Ernesto e Tiradentes respectivamente.

A cineasta Anna Azevedo produziu e dirigiu o documentário Homem-Livro contando a história de Evando durante a mudança da biblioteca da casa de Evando para o prédio projetado por Niemeyer. O curta ganhou o prêmio de melhor filme do Júri Popular e de melhor direção do júri oficial do Festival de Brasília em 2006.

“O que me impressionou naquela casa foi que os livros eram os grandes reis daquele espaço. Uma casa labiríntica E um personagem que tem um a compulsão pelos livros e em dividir o saber, o conhecimento”, explicou a cineasta.

Fonte: UOL

Mostra de Cinema da América Latina chega a Sergipe

3/11/2012 - 19:24
Fonte: Infonet

Serão exibidos filmes que trata dos direitos humanos
 
Museu da Gente Sergipana será palco da mostra (Foto: Janaína Santos/Ascom Banese)
O Estado está em contagem regressiva para mais uma edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Com a exibição de 40 filmes, o projeto objetiva levar a oportunidade de promover debates a cerca das diversas temáticas que envolvem os direitos humanos. Em sua 7ª edição, o evento é uma idealização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da cinemateca brasileira. A Mostra vem sendo realizado em 26 capitais com grande público presente.

Em Sergipe, a Mostra conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos e da Cidadania (Sedhuc), que fará a abertura da Mostra de Cinema no dia 7 de dezembro, às 18h, no Museu da Gente Sergipana. Os filmes poderão ser assistidos entre os dias 7 a 9 e de 11 a 15 de dezembro. A entrada é franca.

Os filmes desenvolverão temáticas voltadas para a questão do preconceito e dos direitos humanos. Encontram-se filmes sobre o direito do idoso; infância e adolescência; deficiente físico; cidadania e homofobia e direito à verdade e à memória, com produções históricas. São obras de ficção, animação e documentário; curtas, médias e longas metragens. Há obras de diretores brasileiros e estrangeiros. O projeto não tem fim competitivo, os selecionados apresentam seus trabalhos audiovisuais e, como forma de estímulo, poderão ser contemplados com o Prêmio Exibição TV Brasil.

Homenagem
O cineasta e documentarista brasileiro Eduardo Coutinho é o homenageado desta edição da Mostra. Na oportunidade, poderão ser vistos os filmes Cabra Marcado Para Morrer? (1984), ?Santo Forte? (1999) e O Fio da Memória (1991),  de Eduardo Coutinho. Ele, que completa 80 anos em 2013, foi escolhido pelo foco em direitos humanos de seus filmes.

Confira a programação
A Demora: 12/12 às 18h
Direito da Pessoa Idosa | Relações Intergeracionais
Classificação indicativa: 10 anos
À Margem da Imagem: 13/12 às 16h

Direito da População em Situação de Rua (Sessão de Audiodescrição)

Classificação indicativa: 10 anos

Batismo de Sangue: 08/12 às 20h

Combate à Tortura | Direito à Memória e à Verdade

Classificação indicativa: 14 anos

Cabra Marcado para Morrer:  09/12 às 20h

Conflitos fundiários |  Direito à memória e à verdade | Direito das populações tradicionais

Classificação indicativa: 12 anos

Cachoeira: 14/12 às 18h

Direito das Populações Tradicionais |  Direito dos Indígenas

Classificação indicativa: 16 anos

O Cadeado: 07/12 às 19h e 08/12 às 16h

Direito à Educação | Direito das Pessoas com Deficiência

Classificação indicativa: 12 anos e 16 anos

Carne, Osso: 09/12 às 16h
Direito ao Trabalho Decente |  Combate ao Trabalho Escravo
Classificação indicativa: 12 anos

Chocó: 11/12 às 16h
Direito da Mulher |  Igualdade Racial
Classificação indicativa: 16 anos

Com o Meu Coração em Yambo: 12/12 às 20h

Combate à Tortura |  Direito à Memória e à Verdade

Classificação indicativa: 10 anos

Dez Vezes Venceremos: 08/12 às 16h
Direito das Populações Tradicionais |  Direito dos Indígenas
Classificação indicativa: 16 anos

O Dia que Durou 21 Anos: 08/12 às 18h

Direito à Memória e à Verdade

Classificação indicativa: 10 anos

Disque Quilombola: 09/12 às 18h

Direito das Populações Tradicionais | Igualdade Racial

Classificação indicativa: 10 anos

Elvis & Madona: 09/12 às 18h
Cidadania LGBT |  Diversidade Sexual
Classificação indicativa: 12 anos

Estruturas Metálicas: 11/12 às 20h
Direitos da População Carcerária | Combate à Tortura
Classificação indicativa: 12 anos

Extremos: 13/12 às 16h

Cidadania (Sessão de Audiodescrição)

Classificação indicativa: 10 anos

A Fábrica: 07/12 às 19h e 14/12 às 20h

Direitos da População Carcerária

Classificação indicativa: 12 anos


O Fio da Memória: 15/12 às 18h
Igualdade Racial

Classificação indicativa: livre

Funeral à Cigana: 09/12 às 16h

Direito das Populações Tradicionais

Classificação indicativa: 12 anos

A Galinha que Burlou o Sistema: 07/12 às 19h e 11/12 às 18h
Direito à alimentação adequada | Direito dos animais
Classificação indicativa: 12 anos e 10 anos

O Garoto que Mente: 12/12 às 16h

Direito da Criança e do Adolescente
Classificação indicativa: 12 anos

14/12 às 20h
Direito à Memória e à Verdade
Classificação indicativa: 14 anos

Juanita: 08/12 às 18j
Direito à Memória e à Verdade
Classificação indicativa: 10 anos

Justiça: 13/12 às 20h

Direito das populações tradicionais | Direito dos Indígenas

Classificação indicativa: 12 anos

Maria da Penha: Um Caso de Litígio Internacional: 14/12 às 16h

Direito da Mulher

Classificação indicativa: 12 anos

Marighella: 15/12 às 20h

Combate à Tortura | Direito à Memória e à Verdade

Classificação indicativa: 10 anos

Menino do Circo: 07/12 às 19h e 14/12 16h
Direito da Criança e do Adolescente |  Direito da População em Situação de Rua
Classificação indicativa: 12 anos

Olho de Boi: 09/12 às 16h
Direito da Criança e do Adolescente | Diversidade Religiosa |

Classificação indicativa: 12 anos

Porcos Raivosos: 08/12 às 16h
Direito das Populações Tradicionais | Direito dos Indígenas
Classificação indicativa: 16 anos

Saia se puder: 11/12 às 20h
Direito da Mulher
Classificação indicativa: 12 anos

Santo Forte: 13/12 às 18h

Diversidade Religiosa | Igualdade Racial (Sessão de Audiodescrição)

Classificação indicativa: 12 anos

Silêncio das Inocentes: 14/12 às 16h
Direito da mulher
Classificação indicativa: 12 anos

Último Chá: 13/12 às 20h
Combate à Tortura | Direito à Memória e à Verdade
Classificação indicativa: 12 anos

Uma, duas semanas: 12/12 às 18h
Cidadania LGBT | Direito da Pessoa Idosa | Diversidade Sexual
Classificação indicativa: 10 anos

O Veneno Está na Mesa: 11/12 às 18h
Meio Ambiente e Sustentabilidade
Classificação indicativa: 10 anos

Vestido de Laerte: 11/12 às 18h
Cidadania LGBT | Diversidade Sexual
Classificação indicativa: 10 anos

Virou o Jogo: A História de Pintadas: 11/12 às 16h

Direito da Mulher

Classificação indicativa: 16 anos
Fonte: Ascom/Sedhuc

Após ter casa atacada, Isadora faltou à escola; ela diz que vai seguir com seu Diário de Classe

Renan Antunes de Oliveira
Do UOL, em Florianópolis
  • Renan Antunes de Oliveira/UOL
    A estudante Isadora Faber com a mãe Mel (sentada no sofá) e a tia Joice (de pé) hoje pela manhã A estudante Isadora Faber com a mãe Mel (sentada no sofá) e a tia Joice (de pé) hoje pela manhã
Mel e Christian Faber, os pais de Isadora Faber, não deixaram a menina ir à escola nesta quarta (7) por motivo de segurança. Na saída da aula na terça-feira (6), a menina foi ameaçada. Antes disso, na segunda -feira, a casa da família havia sido apedrejada  -- um dos ataques atingiu a avó da garota.
A mãe de Isadora disse, hoje, que sua filha “está sendo perseguida por gente que não entende que ela fez uma coisa para o bem de todos". Mel Faber continua: "O pior é que os professores estão em campanha contra Isadora; algumas crianças vieram nos contar coisas que as professoras dizem, estimulando violência contra Isadora".
Na escola, a direção disse que todas as perguntas do UOL devem ser encaminhadas à Secretaria Municipal de Educação.

Diário de Classe

  • Marco Dutra/UOL Isadora Faber acompanha as iniciativas de outros estudantes na internet; saiba mais
  • Reprodução A iniciativa de Isadora inspirou estudantes por todos o país; veja imagens dos problemas de 30 páginas nas redes sociais

Ameaça no pátio

Se ela está com medo de voltar à escola ? “Não. Vou continuar postando na internet aquilo que eu achar que está errado”.
A mãe acredita que o perigo de agressões está apenas na entrada e saída da escola; “Não acredito que lá dentro alguém permita que ela seja agredida, aí seria uma conspiração”.
Isadora disse que às vezes tem medo das hostilidades, dependendo " do tom das ameaças no pátio".
A ação de hostilidade da hora vem também de fora da escola. É conduzida por Francisco da Costa Silva, pai de uma colega de Isadora da turma da sétima série/3 (a da Isadora é a 7ª /1) identificada aqui como L (de 15 anos) - "seu Francisco" ficou "famoso" com as postagens da menina sobre a pintura da quadra esportiva que teria sido paga pela escola, mas não foi realizada. O pintor diz que o contrato foi feito com uma empresa em que ele é apenas auxiliar.
Horas depois de a casa ser atacada com as quatro pedras, L trocou mensagens pelo Facebook com a irmã de Isadora, Duda, 16, combinando um encontro na saída da escola e propondo uma trégua: queria que Isadora parasse “de falar do meu pai, estando ele certo ou errado”.
Duda aceitou o acordo de paz, mas ele não foi cumprido. “Acho que foi uma armação para a gente baixar a guarda na vigilância da Isadora”, disse Mel.
Na terça, na hora do recreio da turma da manhã, Pedro da Rosa, melhor amigo de Isadora, foi ameaçado por L, sinalizando que a trégua contra Isa e seus amigos não existia.

Isadora tenta manter a rotina após sucesso no Facebook

Foto 3 de 15 - A caçula "são duas", corrige a mana Eduarda: "Às vezes, ela é a Isa, mas também tem seu lado Dora" - Duda fala pelos cotovelos. Diz que um dos lados da irmã "é de poucas palavras" e o outro "é de dedos afiados" Marco Dutra/UOL

Bate boca entre pai e pintor

Os Faber estão enfrentando a fúria de um homem criticado por Isadora no seu Diário de Classe, o pintor Francisco da Costa Silva, 47. Ele tem sido alvo de brincadeiras de Isadora, depois que ela criticou a falta de conservação da quadra esportiva da escola municipal Maria Tomázia Coelho.
Quando Isadora fez as críticas, a direção da escola respondeu que a pintura da quadra teria sido contratada por um pintor chamado Francisco – mas o serviço nunca foi feito. Isadora não pára de postar cobranças da pintura. Ela disse que "não sabia que ele era pai de uma colega, não sabia nem o sobrenome dela, só sabia que era Francisco". Ela reclama que "sem a pintura a gente não pode praticar esportes, porque faltam as linhas no chão".
Na saída da escola, as famílias Faber e Costa se confrontaram.  Segundo relato de Isadora, o pintor Francisco estacionou uma Parati prata atrás do carro do pai dela (Christian), desceu acompanhado de um filho maior (de cerca de 20 anos) e começou uma discussão, gritando que Christian era “pedófilo e tarado”.
Duas famílias que assistiram ao confronto confirmaram a versão de Isadora à reportagem do UOL. Segundo as testemunhas, enquanto o pintor batia boca com o pai, a filha dele atacou Isadora, que já estava dentro do carro.
“Ela queria que eu saísse para me bater, estava com um grupo de colegas, também ameaçadoras”. A agressão não foi consumada.
Segundo Isadora, o pintor disse, de forma ameaçadora, que se ela não parecesse de fazer seus comentários críticos no Facebook ele usaria “aquilo que eu tenho no carro”, dando a entender que estava armado. O pintor teria dito “vocês devem ir embora daqui porque não são nativos”. Christian reagiu dizendo “ladrão, devolve o dinheiro que você recebeu pelo serviço que não fez”.

Na Justiça

O confronto ficou nisto. À tarde, Mel Faber levou dona Rosa, a avó de Isadora, ao Instituto Médico Legal para exame das lesões e prestou queixa na delegacia do Idoso. Ela também deu queixa da ameaça do pintor na 8ª delegacia, no bairro dos Ingleses.
Numa terceira queixa, Mel  também foi ao Ministério Público Estadual para pedir investigação  do que acha que “ser uma ação fomentada por professores e direção da Escola Maria Tomázia Coelho. "As professoras  fazem uma campanha nas outras turmas dizendo que minha filha é contra a escola, criando rejeição", diz Mel Faber.
A tia Joice da Rosa queixou-se à Polícia Federal, pedindo para identificar o internauta que se apelida Formiga, que estaria conduzindo uma campanha de difamação de Isadora e família.
Isadora vinha denunciando que o pintor recebeu dinheiro da escola para pintar a quadra de esportes e não fez o trabalho. “Eu escrevi no Diário porque a direção disse que já tinha pago e o serviço não tinha sido feito”, defende-se  Isadora. A escola pagou R$ 1.800 pelas tintas, há dois anos, mas elas venceram sem ter sido usadas.
Na noite de terça Isadora pediu socorro pela Internet, postando as agressões no Facebook. Ela reclama que "a campanha das professores contra mim, pedindo que meus colegas não curtam minha página, o que está deixando muitos dos meu colegas contra mim"

Confira os problemas em escolas de todo o país denunciados por alunos pelo Facebook

Foto 1 de 169 - Foto publicada na página do Diário de Classe da Escola Estadual São Paulo, na capital paulista, mostra janelas consertadas; estudantes fizeram página no Facebook para denunciar problemas Reprodução
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