quarta-feira, 25 de março de 2026

Ação Cultural dá início a projeto audiovisual inovador na Paróquia São Pedro Pescador, no Bairro Industrial

Aconteceu na última terça-feira, 24 de março, o primeiro encontro da Oficina Audiovisual com Celular "Cinema na Palma da Mão", promovida pela Ação Cultural. A atividade ocorreu na Paróquia São Pedro Pescador, localizada na Av. João Rodrigues, no Bairro Industrial, em Aracaju (SE), e reuniu 16 participantes de diferentes idades em uma tarde de troca de experiências e aprendizado.

Das 15h30 às 18h, a equipe formada por Marcel Magalhães , Zezito de Oliveira  e Iasmin Feitosa  conduziu as atividades, que já demonstraram o potencial transformador da proposta. A diversidade geracional, longe de ser um desafio, mostrou-se um dos pontos altos do encontro, promovendo uma dinâmica complementar entre os envolvidos.

Primeiras impressões dos participantes

Os aprendizes e integrantes da equipe de produção compartilharam suas percepções sobre o início da jornada. Iasmin, aprendiz e assistente de produção,  destacou a qualidade da mediação e a importância do primeiro contato:

“Este primeiro dia me trouxe uma ótima impressão. Todo o conjunto das coisas que foram discutidas e vistas, como a clareza de Marcel ao explicar de forma objetiva o sentido da oficina, e seu interesse em querer conhecer as características e inspirações pessoais de todos os participantes para saber como nos direcionar. Também a variação entre as idades, que em qualquer outro caso poderia haver conflito de geração, mas neste, em especial, foi algo complementar. Acredito que todos nós iremos aprender muito com essa oficina, e também uns com os outros!”


Grazi também celebrou o ambiente acolhedor: 

“Gostei de ontem. Turma boa e tranquila. Tenho muita expectativa para os novos aprendizados.”

Para Patrícia, a experiência foi marcada pela troca e pela didática aplicada: 

“Foi muito bom, divertido compartilhar de cada um. As explicações de Marcel foram perfeitas e muito produtivas. Gostei muito.”

Anne complementou: 

“Gostei bastante, aula muito dinâmica e explicativa. Vamos seguir, que é só o começo.”

O participante Ezequiel ressaltou o entusiasmo gerado desde a primeira aula:

“Muito boa a aula. Gerou muito entusiasmo, desejo de saber. Deixou uma impressão muito boa. Se a primeira aula foi assim rsrs... As próximas nos levará a passos mais distantes. Parabéns aos envolvidos. Deus abençoe!”

Jaci Farias também registrou sua avaliação positiva, destacando a interação proporcionada pelo ministrante:

“A nossa 1ª aula foi de grande proveito e muito agradável, pela comunicabilidade do ministrante Marcel, que foi estímulo para a interação de todos os participantes, despertando em mim novas e boas expectativas de aprendizado. Gratidão e parabéns a Ação Cultural pela iniciativa.”

Um experimento cultural e educativo

O assessor técnico cultural, Zezito, fez questão de registrar a relevância simbólica do momento. Em seu depoimento, ele destacou a presença de figuras importantes da comunidade e o significado da continuidade do trabalho:

“Foi bonita a primeira aula da oficina. Fiquei contente!! E isso pode ser constatado por Rose, que foi levar a filha e ficou, declarando a intenção de seguir participando. Pelo Padre Soares, que solicitou a transferência do exame médico para uma hora mais tarde, para poder ficar mais tempo. Pelo fato de poder estar com Marcel, 13 anos depois dele ter realizado a primeira oficina de audiovisual da Ação Cultural, e pelo fato de perceber o quanto a continuidade de Marcel com oficinas de iniciação ao audiovisual, fazendo esse trabalho aqui e fora do estado, nos proporciona uma gama maior de conhecimento acumulado por ele.”

Zezito também enfatizou a capacidade de Marcel de se conectar com os jovens por meio da cultura pop, além de sua postura aberta e desprendida. Sobre o grupo, celebrou a diversidade presente:

“Quanto ao grupo, é muito bom a diversidade de idade, expectativas, experiências, a disponibilidade, a alegria (...) Lembrando a todos, estamos participando de uma experiência pioneira e inovadora sob diversos aspectos, além da utilização da IA, a própria oficina em si, sendo realizada em uma paróquia localizada no bairro Industrial. Estamos participando de um experimento cultural e educativo com pessoas de visão.”

Zezito concluiu seu depoimento destacando os protagonistas dessa iniciativa:

       “Nós que fazemos a Ação Cultural, o Padre Soares e quem chega junto a ele               nessa compreensão pastoral de formação humana  integral, como propõe as             cartas sociais do Papa Francisco, em especial a Fratelli Tutti (Todos Irmãos)                       Marcel   Magalhães e vocês que atenderam ao chamado.”

Próximos passos

A oficina segue com novos encontros, nessa quinta-feira, 26/03 e depois da semana santa,  consolidando-se como um espaço de formação audiovisual, convivência e inovação. A iniciativa integra a programação do Ponto Ação Cultural Juventude e Cidadania. 

A Oficina de Audiovisual com celular é uma das ações culturais e educativas do projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e da Política Nacional Cultura Viva. Ministério da Cultura e Governo Federal, com participação da Funcaju, Prefeitura de Aracaju.




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Leia a íntegra do direito de resposta do governador Leonel Brizola no Jornal Nacional, da TV Globo. O texto foi redigido em 1992:

"Em cumprimento à sentença do juiz de Direito da 18ª Vara Criminal da Cidade do Rio de Janeiro, em ação de direito de resposta, movida contra a TV Globo, passamos a transmitir a nota de resposta do sr. Leonel de Moura Brizola.

'Todos sabem que eu, Leonel Brizola, só posso ocupar espaço na Globo quando amparado pela Justiça. Aqui cita o meu nome para ser intrigado, desmerecido e achincalhado perante o povo brasileiro. Quinta-feira, neste mesmo Jornal Nacional, a pretexto de citar editorial de 'O Globo', fui acusado na minha honra e, pior, apontado como alguém de mente senil. Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que o meu difamador Roberto Marinho, que tem 86 anos. Se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si. Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos, que dominou o nosso país.

Todos sabem que critico há muito tempo a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou na quinta-feira, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípios. É apenas o temor de perder o negócio bilionário, que para ela representa a transmissão do Carnaval. Dinheiro, acima de tudo.

Em 83, quando construí a passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar de todas as formas o ponto alto do Carnaval carioca. Também aí não tem autoridade moral para questionar. E mais, reagi contra a Globo em defesa do Estado do Rio de Janeiro que por duas vezes, contra a vontade da Globo, elegeu-me como seu representante maior.

E isso é que não perdoarão nunca. Até mesmo a pesquisa mostrada na quinta-feira revela como tudo na Globo é tendencioso e manipulado. Ninguém questiona o direito da Globo mostrar os problemas da cidade. Seria antes um dever para qualquer órgão de imprensa, dever que a Globo jamais cumpriu quando se encontravam no Palácio Guanabara governantes de sua predileção.

Quando ela diz que denuncia os maus administradores deveria dizer, sim, que ataca e tenta desmoralizar os homens públicos que não se vergam diante do seu poder.

Se eu tivesse as pretensões eleitoreiras, de que tentam me acusar, não estaria aqui lutando contra um gigante como a Rede Globo.

Faço-o porque não cheguei aos 70 anos de idade para ser um acomodado. Quando me insulta por nossas relações de cooperação administrativa com o governo federal, a Globo remorde-se de inveja e rancor e só vê nisso bajulação e servilismo. É compreensível, quem sempre viveu de concessões e favores do Poder Público não é capaz de ver nos outros senão os vícios que carrega em si mesma.

Que o povo brasileiro faça o seu julgamento e na sua consciência límpida e honrada separe os que são dignos e coerentes daqueles que sempre foram servis, gananciosos e interesseiros.'

assina Leonel Brizola."

TEIA: onde a Inteligência Vital acontece. Por Célio Turino

Teia é a forma social e o ambiente em que a Inteligência Vital é tecida. São encontros de encantamento, reflexão e organização coletiva. Celebra-se e reflete-se sobre a celebração até que ela se transforma em novas ações e Teias de Conhecimento e luta coletiva. São tecituras contínuas compondo um grande emaranhado de identidades e diversidades, quebra de velhas hierarquias culturais e emergência de novas legitimidades e criações. Uma forma de consulta popular que une as linguagens do coração, da cabeça e das mãos (o sentirpensaragir que se harmoniza na Cultura do Encontro). Campos de ressonâncias humanas, lugar onde experiências, memórias e saberes entram em circulação e passam a se transformar mutuamente. A Teia é sentipensante.


Aprendi isso quando propus a primeira Teia Nacional dos Pontos de Cultura em 2006, quando o Programa Cultura Viva começava a se espalhar por todo o país (à época com aproximadamente 500 Pontos de Cultura). A primeira Teia foi no edifício da Bienal de São Paulo. Tinha que ser lá pelo efeito simbólico da ocupação do espaço mais consagrado para a chamada “grande arte” pelos periféricos, invisibilizados e silenciados. Os Pontos de Cultura precisavam se verem e serem vistos.  E assim aconteceu com as três seguintes Teias Nacionais até 2010, culminando com a IV Teia Nacional em Fortaleza sob o tema “Tambores Digitais” e presença de aproximadamente 5.000 pessoas e mais de 3.000 Pontos de Cultura. Não eram apenas eventos culturais, happenings, congresso, seminário ou Fórum, eram experiências sociais inéditas, de encantamento e maravilhamento. Mestres da cultura popular sentavam-se ao lado de jovens de coletivos digitais, indígenas dialogavam com grupos de hip-hop, quilombolas trocavam saberes com artistas de vanguarda. O Brasil profundo encontrando o Brasil emergente. 

Muito já escrevi sobre as Teias da Cultura Viva, por isso não me deterei aqui em seus impactos específicos, procedimentos e memória. Interessa-me seu significado mais profundo: a Teia como locus para a ativação e aceleração da inteligência coletiva. 

Na Teia a política deixa de ser apenas institucional e se transforma em processo vivo de criação social. Quando promovida a partir do Estado, como fresta naquela experiência única e que não se repetiu depois que eu saí do governo (preciso registrar), acontecia algo raro na vida institucional: o Estado deixou de falar para a sociedade e passou a escutar com ela. Não somente escutar (e depois não dar sequência, como normalmente ocorre com processos artificializados de escuta institucional), mas escutar com a sociedade. Não são apenas mesas e palestras, são rodas de conversa, nem são apresentações de espetáculos artísticos previamente definidos, mas arte improvisada, acontecida a quente, com sentido. O que se produz na Teia, quando a Teia é para valer, não é apenas programação cultural e processos deliberativos de organização, é consciência coletiva emergindo. Um momento de efervescência social que só se realiza quando a energia social ultrapassa a soma dos indivíduos e produz novas formas de solidariedade. Pequenos lampejos da noosfera a impulsionarem a consciência humana que se reconhece como força coletiva sobre a Terra.

A humanidade entrou em uma etapa histórica em que o conhecimento deixa de ser produzido apenas por grupos ou indivíduos isolados e passa a emergir de redes colaborativas, rasgando toda forma de fronteira.  A Inteligência Vital, quando ativada com ética, estética e método filosófico, é uma capacidade distribuída por toda parte, tendo que ser continuamente valorizada e coordenada em tempo real. A Teia é expressão concreta dessa forma de inteligência, não como tecnologia, mas como cultura.

Quando pessoas se encontram para compartilhar saberes, a inteligência deixa de ser individual e se torna campo comum. Muitas formas de inteligência emergem de processos de interação entre múltiplos agentes simples e a mente não é apenas um centro de comando, mas uma dança de padrões que se organizam. Algo semelhante ocorre em uma Teia, não existe um cérebro central, mas sim um processo coletivo de sentir, pensar e agir.

Esse fenômeno, como inteligência coletiva consciente, só acontece quando comunidades aprendem a refletir sobre si mesmas e a produzir decisões mais sábias do que qualquer indivíduo isolado poderia formular. E tem na Teia um laboratório social de inteligência compartilhada. Onde muitas vozes se encontram, o pensamento ganha profundidade, densidade e liga. Algo semelhante ocorre na natureza a partir de padrões de cooperação entre superorganismos, como a conversa entre raízes, plantas ou fungos, tornando-os capazes de produzir soluções criativas quando as diferenças são integradas em um mesmo campo de interação. Procede o mesmo com a emergência de sistemas cognitivos coletivos, como redes de aprendizagem distribuídas que conectam indivíduos em processos de inteligência ampliada. 

A Teia, como exercitada no Brasil em período inicial junto ao Estado, via programa Cultura Viva, e depois espalhada pela sociedade, sobretudo por movimentos autonomistas, anarquistas e de raiz, é a expressão inesperadamente simples de teorias complexas e de fronteira. Muitas que só agora começam a ser elaboradas. Pessoas reunidas em roda, compartilhando experiências, escutando umas às outras, reorganizando a compreensão do mundo. E sem nenhum algoritmo, apenas com humanidade.

Diferente de um congresso verticalizado ou de um festival organizado a partir de um palco central, a Teia dissolve hierarquias rígidas. Para uma Teia não se elege delegados, as pessoas simplesmente vão por consciência e desejo . Na Teia não há poder duradouro porque nada é fixo. Nela, as fronteiras entre quem fala e quem escuta tornam-se mais porosas. Tudo se mistura. Histórias, reflexões ordenadas e desordenadas, memórias, afetos. Uma dança, um gesto, vale mais que um discurso. Numa Teia não se decide por voto ou braços levantados, e sim por abraços. Ao menos quando organizadores de Teias não se deixam corromper pelos poderes e suas formas de sempre. Os modos de expressão e decisão se transformam, não é apenas a palavra que circula, há a ciranda.

A Teia é uma ciranda. Fruto de uma dialética orgânica que modela encantamento, reflexão e organização, foi a forma que eu encontrei para dar consistência prática ao conceito de Zona do Desenvolvimento Proximal, de Vigotsky. Está no primeiro documento que escrevi sobre o Cultura Viva e que foi amplamente distribuído. Nas palavras de Vigotsky:

“Zona de Desenvolvimento Proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentemente em estado embrionário. Essas funções poderiam ser chamadas de ‘brotos’ ou ‘flores’ do desenvolvimento, ao invés de ‘frutos’ do desenvolvimento. O nível do desenvolvimento real caracteriza o desenvolvimento mental retrospectivamente, enquanto a zona de desenvolvimento proximal caracteriza o desenvolvimento prospectivamente” 

Antes de prosseguir, uma observação: por favor, parem de usar o termo “cirandeiro” de forma pejorativa. Ciranda não é frivolidade, é sabedoria coletiva, ela nasce do encontro entre povos pescadores e o movimento das marés, das mãos que se unem em roda para acompanhar o ritmo do mar.

“Para dançar ciranda juntamos mãos com mãos.”

Não é exatamente isso que o mundo mais necessita?

Juntar mãos com mãos em rodas de igualdade, liberdade, felicidade e beleza. Reconhecer essa dimensão cirandeira da vida em comunidade é gostar do povo, fazer revolução com alegria e reconhecer na potência da cultura popular o germe para a emancipação profunda. Num tempo em que a modernidade líquida  dissolve vínculos sociais, a ciranda de nosso povo pescador reaparece como um gesto profundo de reconstrução do comum. Decidir em roda é a forma mais antiga da democracia. As sociedades são tecidas por longas cadeias de interdependência, nenhum indivíduo existe isoladamente e todos estamos enredados nessa teia de relações que nos formam e transformam. A Teia torna visível essa interdependência como uma pedagogia da relação.

O mundo contemporâneo exige uma forma de pensamento capaz de reconhecer a complexidade das relações humanas e naturais. Aproximando ciência, ecologia, filosofia, política e cultura, particularmente a cultura popular, compreendemos a vida como uma rede de processos interdependentes. A Teia é expressão dessa visão, ela não separa razão e emoção, nem política e cultura, muito menos conhecimento e experiência. Na Teia tudo entra em circulação e o conhecimento ordenado (institucional, acadêmico...) encontra o conhecimento intruso, popular, ancestral, sensorial/artístico e revolucionário. 

Se a democracia não se limita às instituições formais, ela exige a construção de espaços onde sentimento e expressões do povo circulem em igualdades. Numa Teia não cabe decidir por voto ou disputa e sim por consensos progressivos e sensoriais/cognitivos. Tem que ser assim porque ali acontece algo especial: a produção coletiva de consciência crítica. A Teia é esse espaço e esse jeito, e se não for, não será Teia. 

Ninguém educa ninguém sozinho, assinalou Paulo Freire. Sendo assim, ninguém deve pensa o mundo sozinho, pensemos com os outros e para os outros. Em ciranda (só para provocar - rs). Imaginem o povo em ciranda, dançando pela Revolução. Uma Revolução profunda, de raiz, por isso radical. Depois de enfrentar destemidamente bombas e cacetetes, spray de pimenta, balas de borracha ou metal, o povo vence. E ainda vai dançar ciranda sobre seus opressores. 

Teia como luta. As Teias não são apenas espaços de encantamento, reflexão e organização, são também espaços de luta. Enquanto reviso esse texto para a segunda edição, acompanho a luta liderada pelos povos indígenas em Santarém pela revogação do decreto 13.600/2025, que abriria caminho para a privatização dos rios amazônicos e uma série de danos ambientais decorrentes. O porto da Cargill, às margens do Tapajós, se tornou símbolo de um modelo predatório de exploração da Amazônia, atraindo grandes embarcações com grãos destinados ao mercado internacional enquanto comunidades indígenas e ribeirinhas viam suas terras, seus rios e modos de vida ameaçados. O mercúrio do garimpo ilegal a ser novamente revolvido por dragagens para hidrovias. Um desastre. Foi então que algo se moveu. Indígenas, pescadores, ambientalistas, jovens estudantes e organizações sociais começaram a se encontrar, conversavam nas aldeias, nas margens dos rios. E sem que alguém decretasse, uma Teia se formou. Teia de luta. Pessoas que antes protestavam separadamente se reconheceram como parte de um mesmo processo. Vieram as assembleias com rodas de conversa, os cantos. Até que um dia decidiram ocupar o porto, atacaram as barcaças de aço com flechas de bambu e transmissões de vídeo nas redes sociais. O que era para ser um protesto localizado e censurado, ganhou parte da nação, extravasou, comunicou. Não foi apenas um ato político, foi um gesto simbólico poderoso. Indígenas com seus cocares, jovens ambientalistas com faixas, ribeirinhos acostumados às correntes do rio. A floresta desafiou o grão de soja e o rio Tapajós enfrentou o mercado. Mercado, esse ser invisível cujas grandes decisões sequer passam pela Amazônia, mas a afetam. Nesse momento a consciência humana começou a agir como força transformadora. Mais de um mês de mobilização renhida. E veio a conquista com a revogação do decreto que permitiria a privatização de rios amazônicos. Não foi conquista fruto de uma inteligência isolada, mas de uma Teia tecida coletivamente. Quando o povo se encontra e compartilha caminho, a história muda de direção.

A filosofia nasce da capacidade de interrogar o mundo a partir da experiência vivida. A Teia é exatamente isso, uma filosofia em movimento. Ela emerge quando pessoas percebem que pensar juntas pode revelar caminhos que ninguém enxergaria sozinho. É uma efervescência coletiva. Quem já participou de uma Teia (das boas) reconhece esse momento. Há um instante em que algo se acende e as pessoas percebem que não estão sozinhas, que seus problemas podem ser compartilhados e que suas lutas também podem ser. Nesse instante a Inteligência Vital se transforma em força histórica.

Façam muitas Teias!

Dos povos

Das artes

Dos bairros

Das metrópoles, cidadezinhas e aldeias

Teias da Amazônia

Do clima

Da juventude

Teias da cultura

Da Vida versus o Capital

Juntem tudo.

Aproximem o nível de desenvolvimento real do nível de desenvolvimento potencial, como sugeriu Vygotsky. O “vir a ser” que está pronto para rebentar. A Teia é a forma social da Inteligência Vital, ela nasce quando pessoas descobrem que sentir coletivamente, pensar e agir junto, é mais alegre e poderoso do que perecer sozinho. Isso é simples e revolucionário. Teia é inteligência em estado coletivo e nisso reside sua força. Num mundo cada vez mais comandado por algoritmos, redes digitais e fluxos automáticos de informação, a Teia recorda algo essencial: a inteligência humana não nasce das máquinas, nasce do encontro.


OS – Esse artigo é capítulo do livro SEMENTEIRA – grãos para transformar radicalmente a sociedade via políticas culturais – Célio Turino, ed. AUTONOMIA LITERÁRIA, 2025

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Como foi a reunião virtual da Rede Sergipe de Pontos de Cultura (retomada) com o Célio Turino em 10 de setembro?


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Notícias Do Brasil (Os Pássaros Trazem)

Milton Nascimento e Fernando Brant


Uma notícia está chegando lá do Maranhão.
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão.
Veio no vento que soprava lá no litoral
de Fortaleza, de Recife e de Natal.
A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus,
João Pessoa, Teresina e Aracaju
e lá do norte foi descendo pro Brasil Central
Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul!

Aqui vive um povo que merece mais respeito!

Sabe, belo é o povo como é belo todo amor.

Aqui vive um povo que é mar e que é rio,

E seu destino é um dia se juntar.


O canto mais belo será sempre mais sincero.

Sabe, tudo quanto é belo será sempre de espantar.

Aqui vive um povo que cultiva a qualidade,

ser mais sábio que quem o quer governar!


A novidade é que o Brasil não é só litoral!

É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul.

Tem gente boa espalhada por esse Brasil,

que vai fazer desse lugar um bom país!


Uma notícia está chegando lá do interior.

Não deu no rádio, no jornal ou na televisão.

Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil,

não vai fazer desse lugar um bom país!



Essa Ciranda - Lia de Itamaracá





Leci Brandão - Ponto de Cultura - @lecibrandao

P.S.: Na viagem que fiz a Poço Redondo participando do Festival de Teatro do Alto Sertão Sergipano  neste final de semana,  encontrei o espirito da Teia  conforme descrito acima  e o conceito de Pontão, conforme descrito através do link abaixo.

Um Festival semelhante a uma Teia e um Ponto de Cultura, Grupo de Teatro Raizes Nordestinas, que atua como um Pontão de Cultura..

Zezito de Oliveira

quinta-feira, 15 de maio de 2025

terça-feira, 24 de março de 2026

São Romero da América mártir: há 45 anos, o ódio da extrema direita silenciava Dom Romero, mas sua voz se fez esperança que não cala.

 24 de março de 1980 não é apenas memória, é ferida aberta na história e semente plantada no coração do povo. Nesta data, o ódio da extrema direita salvadorenha assassinou um santo, Dom Óscar Arnulfo Romero y Galdámez, um arcebispo que enxertou-se entre os pobres, defendeu sua causa e sofreu a mesma sorte deles: a perseguição e o martírio. Óscar Romero tombou como tantos anônimos que, com a coragem de quem fez da fé um compromisso, elevou sua voz em favor dos injustiçados. Tentaram calar sua voz e acabaram multiplicando seu eco. Ele não sangrou em vão. Porque toda vez que a injustiça levanta a arma, toda vez que um justo cai, levanta-se um povo. Romero não foi vencido: tornou-se esperança. Que o sangue derramado no altar nos lembre: a fé que não incomoda os poderosos talvez ainda não tenha aprendido a amar os pequenos. Mártir Óscar Romero, rogai por nós.   RFinco

Romero, mártir da caminhada nas frestas da Cristandade

Por Marcelo Barros

"Nesse ano, a celebração da memória do martírio de Oscar Romero ocorre na semana anterior às celebrações pascais. Tanto a memória da Páscoa de Jesus, como a de Romero não pode limitar-se a ofícios litúrgicos e pregações bonitas. Precisamos revestir-nos da mesma profecia de Jesus e de Romero para defender os povos crucificados de nossos dias e colocar-nos como testemunhas da ressurreição, junto às vítimas das guerras e tragédias que o Capitalismo provoca no mundo inteiro"

Link para o artigo: https://ihu.unisinos.br/categorias/663688-vozes-de-emaus-romero-martir-da-caminhada-nas-frestas-da-cristandade-artigo-de-marcelo-barros

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  Na primavera de 1979, o arcebispo de El Salvador, Oscar Arnulfo Romero, viajou para o Vaticano. Pediu, implorou uma audiência com o Papa João Paulo II, mas em vão.

Finalmente, colocando-se na fila dos fiéis que esperavam a bênção ao final da audiência geral, Romero surpreendeu Sua Santidade para roubar alguns minutos.

Ele tentou entregar-lhe um relatório volumoso, fotos, depoimentos, mas o Papa não aceitou. "Não tenho tempo para ler tanta coisa", respondeu.

Romero balbuciou que milhares de salvadorenhos haviam sido torturados e mortos pelo poder militar. Que ontem não mais, o exército havia baleado 25 diante dos portões da catedral.

O Santo Padre o parou: "Não exagere, senhor arcebispo!" E então exigiu, mandou, ordenou: "Vocês devem se entender com o governo. Um bom cristão não cria problemas para a autoridade. A Igreja quer paz e harmonia!"

Dez meses depois, o arcebispo Romero foi fulminado em El Salvador. As balas o levantaram no meio da missa, quando ele estava levantando a hóstia.

GALEANO, Eduardo. Espelhos: uma história quase universal. Tradução de Eric Nepomuceno. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2009.


A recordação de São Óscar Romero constitui uma extraordinária oportunidade para lançar uma mensagem de paz e de reconciliação a todos os povos da América Latina. O povo amava D. Romero, o Povo de Deus gostava dele. E sabem por quê? Porque o Povo de Deus sabe intuir bem onde há santidade.”

Palavras do Papa Francisco a um grupo de peregrinos salvadorenhos que vieram a Roma para a sua canonização, em 14 de outubro de 2018.

Óscar Arnulfo Romero y Galdámez nasceu em Ciudad Barrios, em El Salvador, em 15 de agosto de 1917, em uma família modesta. Entrou para o seminário menor de São Miguel em 1930. Em 1943, recebeu sua licenciatura em teologia da Universidade Gregoriana. Ordenado sacerdote, voltou à sua pátria e se dedicou com paixão ao trabalho pastoral como pároco. Posteriormente, foi nomeado Diretor do Seminário de San Salvador e Secretário da Conferência Episcopal de San Salvador.

Em 1970, eleito bispo auxiliar de San Salvador, se dedicou à defesa dos pobres. Em 1974 tornou-se bispo de Santiago de Maria e em 1977 arcebispo de San Salvador, em meio à repressão social e política. Em 24 de março de 1980, foi morto enquanto celebrava a missa entre os doentes no hospital.

Dom Oscar Romero deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos. É por isso que também hoje se celebra o Dia de Oração e Jejum em memória dos missionários mártires.

🙏🏽 Dom Romero, rogai por nós!


"Já existe uma plataforma com publicação resumida dos impactos das ações culturais dos Pontos e Pontões de Cultura? Se não há, por que é importante a criação de uma?"

Com base nas informações oficiais mais recentes, já existe uma plataforma nacional, mas  ela não tem a funcionalidade específica de "publicação resumida dos impactos" que você menciona. A plataforma atual serve mais como um cadastro e certificador, e a criação de uma ferramenta focada na publicação de resultados é importante para dar transparência e gerar conhecimento sobre a efetividade da política pública.

Abaixo, explico os detalhes:



1. Qual é a plataforma que já existe?

A plataforma oficial é o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC) e acessível pelo portal gov.br/culturaviva .

Ela funciona como o principal instrumento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e tem como funções principais:

  • Registro e certificação: Em março de 2026, o cadastro atingiu a marca histórica de 15 mil organizações certificadas como Pontos ou Pontões de Cultura em todo o Brasil .

  • Georreferenciamento: As entidades certificadas são localizadas no "Mapa da Rede Cultura Viva", permitindo visualizar onde elas atuam .

  • Gestão de editais: A plataforma é usada para gerenciar a participação nos editais de fomento, especialmente os da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que já destinou mais de R$ 850 milhões à rede .

Embora eficiente para cadastro e gestão, essa ferramenta atualmente não se propõe a ser um espaço centralizado para a publicação narrativa e resumida dos impactos das ações realizadas por esses pontos.


2. Por que é importante criar uma plataforma de publicação de impactos?

A criação de uma ferramenta focada na publicação dos resultados é fundamental por quatro razões principais:

A. Transparência e Controle Social

O próprio Ministério da Cultura tem como meta a "transparência ativa", garantindo que informações sobre políticas culturais estejam disponíveis para a sociedade sem necessidade de solicitação . Atualmente, os dados disponíveis são majoritariamente quantitativos (número de pontos, valores repassados). Uma plataforma de impactos permitiria que a sociedade civil e os órgãos de controle acompanhassem como esses recursos foram aplicados e quais resultados geraram, saindo do "achismo" e indo para a evidência .

B. Visibilidade e Valorização dos Fazedores de Cultura

Os Pontos e Pontões de Cultura são grupos de base comunitária que atuam em territórios como periferias, áreas rurais e florestas . Muitas vezes, essas iniciativas têm grande impacto social (como redução da violência, geração de renda e preservação da memória), mas permanecem invisíveis para o grande público e para outros gestores. Publicar resumos de suas ações é uma forma de valorizar esses protagonistas e dar escala ao que já é feito localmente .

C. Base para Políticas Públicas Baseadas em Evidências

Sem dados claros sobre o que funciona, fica difícil aprimorar a política pública. A criação de um repositório de "cases de sucesso" e indicadores de impacto ajudaria o MinC e os gestores municipais e estaduais a:

  • Identificar práticas bem-sucedidas que podem ser replicadas.

  • Direcionar recursos de forma mais eficiente para áreas onde os resultados são mais significativos.

  • Cumprir o objetivo da PNCV de integrar a cultura com outras áreas, como educação e saúde, mostrando na prática essa transversalidade .

D. Fortalecimento da Rede e Memória da Política

A Política Nacional de Cultura Viva completou mais de 20 anos em 2024 . Uma plataforma de impactos serviria como um arquivo vivo da história do programa, reunindo o que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) chamou de "práticas culturais e institucionais" que muitas vezes ficam restritas a avaliações acadêmicas ou relatórios internos . Isso fortaleceria a identidade da Rede Cultura Viva e facilitaria a comunicação entre os próprios pontos de cultura.

Resumo

AspectoSituação AtualProposta Necessária
FerramentaCadastro Nacional (gov.br/culturaviva)Plataforma de Publicação de Impactos
FunçãoCertificação, georreferenciamento e gestão de repassesDivulgação narrativa de resultados, indicadores e cases
DadosQuantitativos (15 mil pontos, R$ 850 mi)Qualitativos e resumos de ações (impacto social, cultural)
ObjetivoControle e fomentoTransparência, visibilidade e aprendizado institucional

Em suma: já temos a "secretaria" (o cadastro) que registra quem são os Pontos de Cultura. O que falta é o "museu" ou "jornal" (a plataforma de impactos) que mostre para a sociedade o que esses pontos estão efetivamente fazendo e transformando em seus territórios.

 Como uma plataforma de impacto dos investimentos na Lei Cultura Viva pode ser uma boa ferramenta para se contrapor aos discursos contrários a prioridade do investimento em cultura no orçamento?

Uma plataforma de impacto dos investimentos na Lei Cultura Viva se contrapõe aos discursos contrários à priorização da cultura no orçamento ao transformar o debate de uma questão de "gasto público" para uma narrativa de investimento estratégico com retorno mensurável. Ao centralizar, organizar e dar transparência aos recursos, ela evidencia que o fomento à cultura não é um favor ou um custo, mas um motor de desenvolvimento econômico e social.

A seguir, veja como essa ferramenta atua em três frentes principais:

1. Combate à narrativa de "falta de retorno" com dados concretos

Os discursos contrários ao investimento em cultura frequentemente argumentam que o dinheiro público é mal aplicado ou não gera resultados palpáveis. Uma plataforma de impacto combate isso com os seguintes mecanismos:

Mecanismo da Plataforma Como se Contrapõe ao Discurso Contrário

Transparência e Curadoria Diferente da percepção de um "buraco negro" orçamentário, a plataforma lista apenas projetos que passaram por análise criteriosa de comissões especializadas, avaliando mérito artístico e viabilidade . Isso demonstra que os recursos são direcionados com rigor técnico.

Visibilidade do Potencial Econômico Ao conectar projetos a investidores privados (via leis de incentivo como a Rouanet ou o ProAC ICMS), a plataforma mostra que a cultura atrai recursos da iniciativa privada, movimenta a economia e gera empregos .

Dados de Impacto Social e Territorial Ferramentas de busca por município, região e público beneficiado permitem mapear onde os recursos estão sendo aplicados . Isso refuta o argumento de que a verba cultural fica concentrada em grandes centros, comprovando sua capilaridade e alcance social.

2. Demonstra a eficiência do investimento público e privado

Uma das maiores virtudes de plataformas como o BIP (Banco de Incentivados) ou a Vitrine de Projetos é a otimização do processo de captação, que é um argumento poderoso contra alegações de ineficiência:

Eficiência de Custos: Muitas dessas plataformas são totalmente gratuitas para os proponentes, demonstrando que é possível gerir o fomento cultural sem custos administrativos excessivos para o Estado ou para os artistas .

Agilidade no Mercado: Utilizando tecnologias como Inteligência Artificial e matchmaking, essas plataformas agilizam a conexão entre empresas e projetos, quebrando a burocracia que muitas vezes é apontada como justificativa para a baixa execução orçamentária .

Uso Inteligente de Recursos Existentes: A plataforma evidencia que os recursos não vêm apenas do Tesouro. Ela viabiliza o uso de créditos de ICMS e Imposto de Renda por parte das empresas, transformando obrigações fiscais em investimentos diretos na economia criativa .

3. Fortalece a legitimidade da Lei Cultura Viva

Especificamente para a Lei Cultura Viva, que tem um forte viés de base comunitária e pontos de cultura, uma plataforma de impacto atua como um selo de legitimidade:

Descentralização Evidente: Ao permitir que projetos de todo o país tenham a mesma vitrine, a plataforma reforça o princípio fundamental da Lei Cultura Viva: a descentralização e o reconhecimento da diversidade cultural. Isso combate o discurso de que a política cultural é elitista ou restrita ao eixo Rio-São Paulo.

Profissionalização dos Agentes Culturais: A necessidade de cadastrar projetos com informações claras, planilhas de custos e planos de contrapartida eleva o nível de profissionalização dos fazedores de cultura. Isso demonstra que o investimento não é um "subsídio amador", mas um fomento a empreendedores culturais que geram impacto real em suas comunidades.

Conclusão

Uma plataforma de impacto não apenas organiza a oferta e a demanda por recursos culturais; ela reformula a linguagem do debate. Ela tira o foco da despesa e o coloca no investimento de impacto, mostrando que cada real aplicado gera retorno em forma de empregos, renda, fortalecimento da identidade comunitária e desenvolvimento sustentável — dados que são os maiores inimigos dos discursos que tentam desqualificar a cultura como prioridade orçamentária.

Em resumo, ela responde à pergunta "por que gastar com cultura?" com a prova visual e analítica de que "investir em cultura é eficiente, transparente e estratégico para o desenvolvimento do país".