segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Homenagem ao Padre Pinto - A luz da Lapinha em Salvador..

 

Padre, bailarino e artista plástico, Padre Pinto marcou a história da Igreja Católica, durante uma apresentação em que se vestiu de Oxum, em Salvador. Depois do episódio que repercutiu no Brasil, o padre foi afastado, transferido para outra paróquia e protagonizou novos episódios polêmicos. 

Duas décadas depois, moradores e religiosos da Lapinha indicam o legado do religioso e as cicatrizes deixadas por sua ausência no bairro. Padre Pinto morreu em 2019, quando já atuava no bairro de São Caetano.

Padre Pinto 
wikipédia

José de Souza Pinto, SDV (Salvador, Bahia[1], 23 de março de 1947 — Salvador, 4 de abril de 2019) foi um padre da Igreja Católica da cidade de Salvador, capital da Bahia, que ficou conhecido por sua postura crítica aos paradigmas da igreja, causando não só espanto e grande escândalo mas também admiração popular de setores progressistas da igreja. Em uma cidade marcada pelo sincretismo religioso, onde o Catolicismo é mesclado há séculos com a Umbanda e o Candomblé, Padre Pinto ousou ir além da praxe católica baiana, marcada pelo ocultamento do africano, que, embora presente no íntimo dos fiéis, se revela apenas episodicamente - como nas festas que incluem lavagem da escada do Senhor do Bonfim, (referência a Xangô), onde tradições africanas são preponderantes. Padre Pinto expôs a maneira como grande parte dos fiéis já interpretam o culto católico na cidade, e, como sói acontecer em toda a história do Catolicismo com clérigos impetuosos e inovadores, sofreu ferrenha repressão por parte da rígida hierarquia da Igreja - ainda que contando com amplo apoio e simpatia popular. Acabou por ser afastado da Paróquia da Lapinha em Salvador pelo clero baiano.

Membro da Congregação do Verbo Divino, que reúne padres com talentos artísticos, artista plástico e bailarino, o Padre José Pinto confecciona seus próprios paramentos e vestes. Revelou-se para o país na Festa de Reis de 2006 (06 de janeiro), quando celebrou a missa com trajes característicos de Oxum, deusa das águas doces no Candomblé. Na mesma celebração, apresentou passos de dança também relacionados à religião Candomblé, Umbanda, bem como a dos povos indígenas do Brasil.

Padre Pinto, depois do episódio, participou de diversos programas de televisão, nas quais expôs críticas mordazes a Igreja Católica. Defendeu o fim do celibato, dentre outras mudanças que julga necessárias no rito católico. Em 21 de maio de 2006, após ampla repressão por parte da Igreja, revelou sua intenção de tornar-se pai de santo.

Produziu uma série de quadros sobre a Guerra de Canudos, em homenagem a Antônio Conselheiro, que foi doado ao Instituto Popular Memorial de Canudos, em Canudos, onde encontra-se em exposição permanente. Além disso, expôs quadros na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

Em 2012, foi noticiado que Padre Pinto havia se reconciliado com o clero baiano. Voltando a atuar como padre, agora na Igreja de São Caetano, bairro de Salvador, levava uma vida tranquila, evitando chamar a atenção da mídia.[2]

Morreu no dia 4 de abril de 2019 aos 72 anos. Ele havia sofrido um Acidente vascular cerebral em novembro do ano anterior.[3]

Referências
 «'Nem a Igreja para uma alma livre': fiéis contam histórias sobre Padre Pinto». www.correio24horas.com.br. Consultado em 27 de março de 2025
 Gilvan Nascimento, Correio 24 Horas. «Padre Pinto e a vida reservada em São Caetano». Consultado em 22 de abril de 2012

A JOGADA DE KASSAB - Por Renato Janine. "Sua meta atual é recriar uma direita não bolsonarista, ou seja, tentar extrair o “vírus” bolsonarista que contaminou a direita,"

Gilberto Kassab é um dos mais hábeis políticos do Brasil – apenas Lula é mais hábil. Enquanto o presidente converte votos, mesmo insuficientes no Congresso, em políticas públicas audaciosas o mais que é possível, Kassab converte votos, ainda que insuficientes, em governabilidade – obviamente de caráter conservador. Sua meta atual é recriar uma direita não bolsonarista, ou seja, tentar extrair o “vírus” bolsonarista que contaminou a direita, visto que somente com Bolsonaro ela conseguiu vencer eleições presidenciais (na verdade, uma – a única que ela ganhou nos últimos vinte anos) ou, pelo menos, eleger governadores em vários dos principais estados, formando uma frente do centro-sul, situada entre a direita e a extrema-direita.

Kassab quer tirar a direita do bolsonarismo e reconstruir uma direita não extremista, emancipando-a do combo ditadura-censura-tortura. Isso não significa, porém, uma direita democrática, no sentido substantivo. Essa “direita não bolsonarista” terá como diferença principal aceitar a democracia enquanto procedimento: aceitará vitórias, mas também derrotas eleitorais, sem recorrer a golpes. Pois em 2022-23 os derrotados tentaram um golpe, procurando nas ruas levar a uma intervenção das forças armadas, motivo pelo qual Bolsonaro acabou condenado.

Essa opção da direita pela via eleitoral foi a obra iluminista do antigo MDB, especialmente de Ulysses Guimarães, completada por Fernando Henrique Cardoso nos pleitos de 1994 e 1998, já remotos. Contudo, o conceito de democracia foi radicalmente expandido pelo PT e pela esquerda, já no século XXI, ao colocarem na pauta a questão da igualdade – chamada de inclusão social. Apesar de essa inclusão ter se dado em boa parte via poder aquisitivo e acesso ao consumo, o que limitou sua capacidade de transformar corações e mentes, e por isso mesmo sua aptidão a disputar a hegemonia ideológica, ela é difícil de extirpar. Uma das razões para a derrota de Bolsonaro em 2022 foi justamente sua aversão a essa pauta, pois muitos, sobretudo os mais pobres, sentiram que a vida piorou sob seu governo.

A democracia assim deixava de ser apenas igualdade jurídica – algo que a direita poderia aceitar, na ideia de que “um homem, um voto” sustenta tradicionalmente a disputa política –, e passou a incluir a ideia de uma redução intensa da desigualdade social e eliminação da injustiça na sociedade. 

Mas isso é demais para a direita brasileira, pois coloca em questão seus privilégios. Direitos são universais; privilégios são, por definição, privados, parciais e excludentes. Pois esse conceito mais amplo de democracia, a direita, mesmo não bolsonarista, não vai aceitá-lo plenamente. Não se dispõe, mais, a sacrificar os anéis para não perder os dedos. Quer tudo. 

A direita brasileira foi duplamente contagiada pelo bolsonarismo: convencida de que, apelando para a baixaria, demagogia, extremismo e fake news, poderia ganhar eleições; e, por outro lado, perturbada no conteúdo da política, que retrocedeu ao século passado, abrindo mão da priorização da ascensão social para os mais pobres – ponto inegociável das políticas petistas e de centro-esquerda.

A restauração de uma direita não bolsonarista não é – ainda? – um retorno aos tempos em que o PSDB era um partido de centro-direita, que disputava o poder com a centro-esquerda. O que emerge é algo mais conservador ou reacionário: políticos situados entre a direita e a extrema-direita. Kassab, habilidoso, sabe que mesmo que quisesse não se voltaria ao centro-direita do qual fez parte – como vice de José Serra na prefeitura de São Paulo ou ministro de Dilma Rousseff.

Temos, assim, o retorno de uma direita não bolsonarista, mas também não propriamente democrática, se por democracia entendermos não apenas respeito aos resultados eleitorais – que Kassab certamente nutre –, mas também empenho em políticas de redução da desigualdade. Essa agenda não estará presente entre candidatos de direita, sejam bolsonaristas ou não.

Do ponto de vista da candidatura Lula, a aposta num segundo turno contra Flávio Bolsonaro seria mais fácil, representando um confronto radical entre civilização e barbárie. Contudo, para o Brasil, talvez fosse bom desidratar o nome Bolsonaro e que a direita, mesmo não assumindo pautas igualitárias, deixasse de ser golpista.

Dependendo disso, pode ser em 2030 nenhum Bolsonaro se mostre competitivo na política nacional, fechando-se o parêntese bolsonarista. Outra coisa, porém, é fazer com que a direita retorne aos tempos de Fernando Henrique e assuma, pelo menos em parte, a pauta social que começou – ainda que limitadamente – a ser adotada em seus governos, antes de conhecer a grande expansão no petismo.

Para concluir: nossa direita, nos tempos do condomínio PSDB-PFL, com liderança do primeiro no Executivo e predomínio do segundo no Congresso, acreditou que podia ser uma direita europeia, com tintas fortes de social-democracia. Isso passou. Pode voltar, será bom chegarmos a um tempo em que a pauta da redução da desigualdade seja comum a todos os partidos que disputem a hegemonia, mas ainda estamos longe disso. Nossa direita continua, fortemente, brasileira. E dizer isso não é um elogio.


VOCÊS SABIAM DISSO??? A diferença entre igualdade, equidade e inclusão é que a igualdade trata todos de forma uniforme, a equidade reconhece as diferenças individuais e a inclusão é um método para promover a equidade e a diversidade. E juntas, tem o objetivo de promover a justiça social, a partir do reconhecimento da diversidade e da necessidade de ajustar desequilíbrio. #educacaoinfantil #autismo #psicomotricidade #educacaofisicaespecial #movimento #educacaofisica #educacaofisicaadaptada #sindromededown #tea #inclusao #respeito

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ANDRÉ BAZIN, CINEMA & O CATOLICISMO. NOTA.CONVITE

André Bazin nasceu em 1918, na França, e faleceu prematuramente em 1958, aos 40 anos, deixando uma obra teórica curta em extensão, mas imensa em profundidade e influência. Fundador da revista Cahiers du Cinéma, a revista de cinema mais importante de todos os tempos, ele não apenas escreveu sobre filmes, mas formou uma geração inteira de cineastas e críticos que criaram, anos depois, a Nouvelle Vague francesa. Para o problemático jovem François Truffaut  — um dos diretores mais célebres da história do cinema francês — ele foi mais do que um mentor teórico: quase como um pai adotivo, deu-lhe proteção, orientação e abrigo por alguns anos. Todos os seus comentadores afirmam a simpatia e a generosidade que acompanhava o crítico de cinema. Sempre destacam seu cuidado com os animais (gatos, em particular).

Há um lado conhecido de Bazin ainda pouco estudado: seu catolicismo. Como um homem de inteligência rara, de esquerda, europeu/francês/secularizado e tendo uma série de colegas ateus e bem críticos do  catolicismo francês se torna e se manteve católico? teria o cinema algo com isto? Usou Bazin o cinema como instrumento doutrinário católica? (hoje/domingo às 20h aprofundaremos essas questões numa sobre cinema e catolicismo) a melhor explicação para o catolicismo de Bazin foi dada por Ismail Xavier (USP):

“Com sua profissão de fé no cinema, Bazin traduz um movimento de reconciliação do pensamento religioso com o mundo moderno e pode observar a tela sem a moldura moralista da desconfiança na imagem e no que nela é apego à esfera da carne.” (In: Apresentação de “O que é o cinema?”. André Bazin. Cosac Naify, 2014).

CONVITE - LIVE. RELIGIÃO & CINEMA

CATOLICISMO e CINEMA: O CURIOSO CASO DE ANDRÉ BAZIN

Romero Venâncio (UFS)

01/2. Domingo. Às 20h

No Instagram romerojunior4503

Pedaços de Eternidade: André Bazin e o Realismo no Cinema e na Arte

– por Victor Bruno

https://unamuno.com.br/andre-bazin-pedacos-de-eternidade/

CULTURA POD: Estão de parabéns! Todos que ajudaram a construir o belo espetáculo de participação social e cultural em Sergipe através da I Teia Sergipe 2026

"Peço a bênção de Luiz Gonzaga e de todos os mestres da cultura nordestina  para que nos inspirem e fortaleçam nossa caminhada." 

 Parafraseando Gonzaguinha: "A Teia deveria ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita, foi bonita, foi bonita e é bonita". Tanto no sentido mais amplo da teia de nossas relações de vida,  quanto no âmbito específico da preparação e organização das próximas Teias Sergipe dos Pontos e Pontões de Cultura. 

A delegação escolhida para representar Sergipe em Aracruz no Espirito Santo em Março de 2026 na Teia Nacional

O ponto de partida é que esta edição já foi melhor que a primeira. Mesmo que tivesse ocorrido com mais erros do que acertos, ainda assim superaria a edição inaugural, que simplesmente não se concretizou – apesar de ter tido uma programação previamente elaborada por alguns grupos que, na época, se autointitulavam Rede "Real" Sergipe de Pontos de Cultura. Esse é um detalhe que só consegui recordar graças ao Blog da Cultura, uma atividade de cultura digital. Abro aqui um parêntese para lembrar ao MinC e ao Iphan — a cultura digital deve ser aliada da memória coletiva para além de blogs e perfis em redes sociais.

Essa memória foi solicitada durante a I Teia Sergipe, nem sempre da melhor maneira. Diante disso, me comprometo, junto a quem puder dedicar algum tempo, a prosseguir e melhorar a sistematização e disponibilização do  material disponível no Blog da Cultura. É pouco, sim, mas se não fosse esse blog atuando como guardião da memória das políticas culturais, da gestão, produção e ação cultural em Sergipe, teríamos muito menos registro documental da nossa trajetória. Evidentemente que o arcabouço  conceitual  do blog da cultura transcende território e cultura no sentido mais restrito , mas é uma escolha que finca raízes no conceito antropológico de cultura, o que significa dizer: Cultura como um  sistema de significados que torna a vida em grupo possível e dá sentido à existência humana.

Será que isso poderia ser uma ação dos Agentes Territoriais de Cultura? Poderia. Também poderia ser desenvolvido como projeto de pesquisa a ser apresentado em editais do ciclo 2 da Lei Aldir Blanc. Não seria uma boa sugestão para a SECULT e a Funcap? É uma proposta que pode engajar muitos professores e estudantes, como já ocorreu no passado, quando um edital resultou no único estudo acadêmico sobre Pontos de Cultura realizado em Sergipe.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

PONTOS DE CULTURA : uma tentativa de mapeamento do Estado de Sergipe

Fica, então, como uma proposta a ser melhor elaborada e encaminhada pela Comissão Estadual eleita neste último final de semana.

Sobre o pós Teia Sergipe 2026 rumo a Teia Nacional, como a continuidade do processo nessa perspectiva de uma participação qualificada de nossa delegação, temos muito trabalho individual e coletivo – sendo este último reflexo do primeiro. Se a condução continuar sendo dialógica, participativa e democrática, como foi até aqui, dentro do possível, no seio da comissão organizadora, então tanto a participação da delegação em Brasília quanto o legado desta comissão eleita serão, certamente, muito melhores do que o que recebemos da primeira comissão estadual eleita em 2014.

Por ora, temos algumas questões urgentes para resolver:

Primeiro – Marcar reunião urgente com os relatores, inclusive com quem fez a relatoria manual durante a escolha dos delegados, para finalizarmos o relatório.

Segundo – Marcar reunião até o final da próxima semana com os titulares e suplentes da nova comissão eleita nos dias 30 e 31 de janeiro.

Terceiro – Organizar o grupo de comunicação instantânea dos titulares eleitos.

Quarto – Elaborar um formulário de avaliação crítica e autocrítica para quem se dispuser a participar. O roteiro pode ser elaborado pela comissão de relatores.

Por último, farei um agradecimento em forma de canção e também compartilharei uma orientação que a mestra Lia formulou em forma de canção – neste caso, para reforçar a importância do trabalho coletivo, que só se concretiza verdadeiramente quando há espírito de cooperação, humildade e compromisso. Sem esses valores, todas as nossas palavras   que remetem aos conceitos de  diálogo, participação e democracia são palavras  vãs.



1ª Teia Estadual de Pontos de Cultura pela Justiça Climática encerra programação com lançamento do Mapa Cultural de Sergipe e eleição de delegados

https://www.se.gov.br/funcap/noticia/1_teia_estadual_de_pontos_de_cultura_pela_justica_climatica_encerra_programacao_com_lancamento_do_mapa_cultural_de_sergipe_e_eleicao_de_delegados

Zezito de Oliveira - 01/02/2026

CULTURA VIVA – A LUTA CONTÍNUA NO TEMPO

Enquanto ouvia/assistia ao show do DJ Alok em Aracaju pela internet e preparava minha mediação para um eixo da Teia dos Pontos de Cultura — aquele que debaterá os rumos do Cultura Viva para a próxima década —, lembrei-me de um artigo que escrevi no Jornal da Cidade no ano de 2004 sobre os primórdios do projeto Verão em Sergipe, entre 2002 e 2006, quando o saudoso Marcelo Deda assumiu a prefeitura de Aracaju.

Naquele texto, defendia o projeto de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), de autoria do vereador Magal da Pastoral, aprovado pela Câmara Municipal, mas nunca implementado em prol da produção cultural comunitária da cidade.

Meu argumento central era que 10% do investimento no projeto Verão — na época estimado em cerca de um milhão de reais, o equivalente a R$ 100 mil — faria uma diferença imensa na vida de centenas de adolescentes e jovens. O impacto não seria apenas cidadão e econômico, mas também simbólico e cotidiano, reverberando na realidade de muitas pessoas.

A beleza do espetáculo de Alok, cujo trabalho admiro, não gera o mesmo legado para uma comunidade que um investimento em cultura de base, como o Cultura Viva. Shows grandiosos trazem retorno, é claro, mas esse retorno e o do investimento em cultura comunitária não precisam ser antagônicos. 

Na prática, porém, a distribuição de recursos na área cultural ainda é profundamente desigual: milhões para grandes eventos e espetáculos, e apenas migalhas, trocados, para o Cultura Viva.

 31/01/2026

A MAGIA E A CIÊNCIA JUNTO E MISTURADO NOS DIAS DA TEIA SERGIPE 2026

As apresentações artísticas nos dois dias de realização da Teia foram excelentes e demonstraram, com grande força estética, o poder cultural e inclusivo dos Pontos de Cultura.

A primeira performance destacou-se por uma incrível força de benção, emanada tanto pelas crianças quanto pela conexão com a ancestralidade.

As demais trouxeram a potência da identidade local, com uma presença marcante de jovens. No caso do grupo de forró, houve um encontro especial entre a nova geração e um mestre da cultura popular. Já o grupo Luz do Sol, formado por jovens e adultos, encantou pela alegria e pela intensa disposição de todos os seus componentes.

Acima, impressões do que foi apresentado na manhã do primeiro dia. As do segundo dia foram muito boas, porém o ritmo das atividades não possibilitou da nossa parte, poder assistir de forma integral. 

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Em 30/01/2026
Em meio aos avanços que conseguimos com o resultado da Teia no dia de hoje, passo aqui para lembrar a importância das escolhas no dia de  amanhã, quando estaremos escolhendo representantes dos territórios para a comissão estadual e de delegados para a Teia Nacional.
Pela manhã encaminhamos sugestão no grupo principal da comunidade e nos grupos dos territórios. 
Como conversei em off com duas pessoas que me perguntaram sobre essa questão, a minha resposta foi que, como não tivemos condições de receber e divulgar a contento a lista atualizada de Pontos de Cultura por territórios por contas dos problemas dos atrasos da certificação na plataforma cultura viva, buscamos soluções alternativas, mesmo limitadas...
Uma delas foi a publicação do guia de orientação no blog da cultura e de abertura de grupos por territórios, estas duas alternativas surgidas no debate on-line quando o regimento foi apresentado.
Do guia de orientação,  destaco duas preocupações com a escolha dos representantes dos territórios, a primeira  é o tempo de disponibilidade do candidato e capacidade mínima teórico e prática no campo de politica cultural e  gestão/produção cultural de base comunitária. 
No segundo caso acredito que temos um bom número de pessoas qualificadas, como ficou claro no encontro de hoje,  A questão é o tempo, e tempo também é foco, prioridade. Portanto, quem não dispuser de tempo suficiente para se dedicar a construção da Rede Sergipe de Pontos e Pontões de  Cultura,   preferível eleger um representante com menos conhecimento teórico e prático no campo da politica cultural e etc, desde que tenha boa vontade para aprender e se engajar, portanto sugiro publicar a minibio no grupo do whatsapp  quem pode dedicar um pouco do seu tempo e do conhecimento e experiência prática acumulada.
Do contrário  não passaremos de mais uma articulação frágil e sem incidência na  realidade local.  

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A CULTURA POD: Entrevista Especial com o Prof. João Cezar de Castro Rocha & A CULTURA POD #01 - Com Márcia Tiburi

 





Teia Sergipe dos Pontos e Pontões de Cultura e a disputa no tempo.

 Nossa atuação é uma corrida contra o tempo, entendido aqui como um campo de disputa de interesses e visão estratégica. Em resposta ao desmonte iniciado em 2016, a tecnologia digital tornou-se o pilar para a reconstrução da Rede Sergipe de Pontos de Cultura. A luta é grande para superar a resistência daqueles que ignoram o valor da arte fora do eixo comercial, mas seguimos atentos aos desafios da Teia Sergipe 2026.

capa do clipe musical, "Voa Passarinho"  do Ponto Ação Cultural Juventude e Cidadania,  realizado entre os anos de 2012 a 2017, como um dos resultados do trabalho de base cultural realizado com adolescentes e jovens de Aracaju e no Conjunto Jardim (Socorro),  foi descontinuado por causa da extinção do Ministério da Cultura e/ou  suspensão das politicas e programas do MINC a partir de 2016 até 2022

Expressamos nossa gratidão aos agentes culturais parceiros e convidamos todos à leitura do guia de orientações, aqui. Destacamos o papel crucial do Pontão de Cultura Digital e Midia Livre, liderado pelo Coletivo Digital (SP) e que conta com a participação da Ação Cultural no conselho gestor, cujo incentivo no Encontro da Rede SACIX, em maio de 2025,  foi o estopim para nossa retomada. Esse movimento, fortalecido por reuniões desde agosto, contou com as valiosas contribuições de Wertenberg NunesSttela Cabral e do mentor do Cultura VivaCélio Turino.

Já para cooperar conosco como Comissão Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura, contaremos com a participação de Eduardo Lima e Alice Monteiro nestes dias de realização da Teia Sergipe, 30 e 31 de janeiro, programação AQUI e cujas minibios estão abaixo.

 Como base de sustentação que está possibilitando o bom êxito da pré produção da Teia Sergipe foi formada uma comissão organizadora robusta para a Teia Sergipe 2026, composta por agentes culturais da Rede Sergipe de Cultura. O grupo reúne membros experientes, como Messias Cordeiro, Lindolfo Amaral, Adson Clio e Euziane Nascimento, e representantes da nova geração, como Isabela Santana, Rafhael Almeida, Claudemir Curuminho, Danilo Duarte e Luiza Kummer, além dos técnicos qualificados da Funcap e Secult, Grazzy Coutinho,  Rodrigo Garcia, Ícaro Olavo.

minibio

Eduardo Lima, graduado em Arte e Mídia pela UFCG, 25 anos de carreira, é produtor audiovisual e produtor cultural. Atualmente coordena o Pontão de Cultura Digital e Mídia Livre da Rede das Produtoras Culturais Colaborativas e também é Diretor do Instituto Intercidadania. É membro do GT Cultura Digital da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC). Artista e pesquisador de arte e tecnologia.

Alice Monteiro Lima Coordenadora de Projetos  da Universidade Leiga do Trabalho e Pontão Cariri Território Cultural e do Pontão Paraíba Cultura Viva,Especialista em Gestão Publica , Pesquisadora, Produtora Cultural e Integra a Comissão Nacional de Certificação de Pontos de Cultura/MINC








sexta-feira, 8 de agosto de 2025

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

GUIA DE INFORMAÇÕES PARA OS PARTICIPANTES DA TEIA SERGIPE 2026. Elaborado por Rafhael Almeida e Zezito de Oliveira


Café da manhã do  primeiro dia está garantido somente para os inscritos no formulário. 

Inscrições

 Quem se inscreveu de forma On LINE - Terá sua inscrição garantida como delegado (1 representante por ponto). Lembrando que para participar como delegado com direito a votar e ser votado para compor a comissão estadual  (CEPDC) ou para fazer parte da representação sergipana na Teia Nacional em  Aracruz (ES) precisa comprovar que o Ponto de Cultura do qual faz parte é certificado pela plataforma cultura viva  ou foi aprovado em edital municipal municipal e estadual como Ponto ou Pontão de Cultura.  

. A Funcap encaminhou e mail para todos os inscritos solicitando os documentos comprobatórios para quem se inscreveu pelo forms, dentro de um prazo delimitado para entrega

. Caso não tenha recebido o e mail, favor encaminhar o documento para o e mail da FUNCAP,  pncvfuncap@gmail.com

. No dia do evento, será aceita inscrição apenas como OUVINTE (Sem direito a voto, a se candidatar para a Comissão Estadual dos P0ntos de Cultura (CEPDC)  e para as vagas delegados.

. A Alimentação e a Hospedagem dos Ouvintes que se inscreverem no dia é de responsabilidade do próprio inscrito.

Condições para ser Delegado

1) Estar devidamente inscrito pelo forms e credenciado no dia do evento

2) Estar presente na hora da votação

3) Ter apresentando documento comprobatório (Certificado de Ponto ou Comprovação de Aprovação em Edital). Encaminhar para pncvfuncap@gmail.com

OBS: Apenas 1 delegado por ponto

OBS: O credenciamento irá acontecer na manhã do dia 30/01 (7:30 as 9:00). 

Comissão Estadual de Pontos de Cultura

É o Conjunto de Pontos que irão incentivar, representar e auxiliar os Pontos de Cultura frente a Cultura Viva e outras políticas públicas estaduais de Cultura. Com funções de organizar a Rede de Pontos de Sergipe, Articular internamente e externamente os pontos de Cultura, Deliberar sobre GTs, Planos de Trabalhos e Ações que envolvem os Pontos de Cultura 


Será Eleita no Primeiro Dia de evento.

Composição:

- 5 titulares e seus respectivos suplentes da Comissão Organizadora.

- 8 titulares e seus respectivos suplentes (1 por território)

Obs: A Comissão Organizadora irá deliberar sobre casos Omissos.

Obs: Os GTs são abertos para participação de qualquer ponto de Cultura e as temáticas dos primeiros GTs poderão ser deliberadas durante o evento. Sugestões de GTs temáticos que fazem parte da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura para que os delegados de Sergipe possam analisar, tanto para se inscrever para a Teia Nacional, como para propor a criação de um GT semelhante em Sergipe. 

  1. GT Ação Griô;

  2. GT Acessibilidade;

  3. GT Amazônico;

  4. GT Audiovisual;

  5. GT Circo;

  6. GT Comunicação/Rádio Comunitária;

  7. GT Cultura Digital;

  8. GT Cultura e Arte Negra;

  9. GT Cultura Popular;

  10. GT Dança;

  11. GT Gênero;

  12. GT Hip Hop;

  13. GT Indígenas;

  14. GT Integração Latino Americana;

  15. GT Legislação;

  16. GT Matriz Africana;

  17. GT Música;

  18. GT Patrimônio Imaterial e Tradicional;

  19. GT Rurais;

  20. GT Pontões e Redes;

  21. GT Sustentabilidade;

  22. GT Teatro;

Obs: Após a formação da Comissão Estadual de Pontos de Cultura, os mesmos terão 30 dias para apresentar o primeiro regimento interno

Obs: quem se credenciar depois poderá perder a categorização como Delegado.

Obs: Casos Omissos ou Situações específicas serão deliberadas pela Comissão Organizadora que estará devidamente uniformizado durante a realização do evento.

Sergipe é dividido em 8 Territórios de Planejamento, instituídos para organizar o desenvolvimento socioeconômico do estado. 

Abaixo estão os territórios e os 75 municípios que os integram: 

1. Alto Sertão Sergipano 

Composto por 7 municípios:

Canindé de São Francisco, Gararu, Itabi, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo e Porto da Folha. 

2. Médio Sertão Sergipano 

Composto por 6 municípios:

Aquidabã, Cumbe, Feira Nova, Graccho Cardoso, Itabi (partilhado/fronteiriço em algumas gestões) e Nossa Senhora das Dores. 

3. Agreste Central Sergipano 

Composto por 14 municípios:

Areia Branca, Campo do Brito, Carira, Frei Paulo, Itabaiana, Macambira, Malhador, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Pedra Mole, Pinhão, Ribeirópolis, São Domingos e São Miguel do Aleixo. 

4. Baixo São Francisco

Composto por 14 municípios. 

5. Leste Sergipano

Composto por 9 municípios. 

6. Grande Aracaju

Composto por 8 municípios. 

7. Centro-Sul Sergipano 

Composto por 6 municípios. 

8. Sul Sergipano

Composto por 11 municípios. 

Perguntas frequentes sobre o Regimento do V Fórum Nacional de Pontos de Cultura 

CRITÉRIOS PARA AJUDAR A ESCOLHER BONS REPRESENTANTES PARA A COMISSÃO ESTADUAL E DELEGADOS PARA REPESENTAR O ESTADO DE SERGIPE NA TEIA NACIONAL.

Para ajudar a preparar os representantes dos Pontos e Pontões de Cultura que participarão da Teia estadual, foram realizadas duas lives preparatórias para a discussão do regimento interno do Fórum dos Pontos e Pontões de Cultura, que acontece como parte importante das Teias. Nessas duas reuniões, algumas preocupações quanto à escolha dos delegados foram bastante destacadas, considerando escolhas pouco satisfatórias de representantes de municípios e do estado para a  última (4ª) Conferência Nacional de Cultura realizada em Brasilia entre os dias  4 e 8 de março de 2024. 

Com o objetivo de contribuir para minimizar ou mitigar os problemas observados, sugeriu-se a elaboração de uma carta de recomendação para a escolha de bons delegados. A seguir, apresentamos algumas sugestões, na expectativa de que outras contribuições possam ser enviadas a fim de enriquecer essa carta de recomendação.

As sugestões abaixo buscam equilibrar critérios fundamentais para a escolha dos delegados: capacidade técnica, representatividade e engajamento.

Em resumo, o "bom delegado" é aquele que, além de conhecer profundamente o setor cultural do seu estado, consegue traduzir as necessidades locais em propostas nacionais, agindo com postura ética, dialógica e representativa.

1. Conhecimento Técnico

Conhecimento da Política Nacional de Cultura Viva: O delegado deve ter, no mínimo, conhecimento básico sobre a Política Nacional de Cultura Viva e clareza sobre os eixos temáticos do Fórum Nacional, conforme o Art. 23º do Regimento do II Fórum Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura:

Eixo 1: Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos;

Eixo 2: Governança da Política Nacional de Cultura Viva;

Eixo 3: Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística.

Atuação Comprovada: Experiência prévia de, no mínimo, três anos no campo da cultura (como artista, mestre, gestor, produtor, agente de cultura viva ou acadêmico).

Vivência em Políticas Culturais: Experiência em debates sobre políticas culturais, mesmo que em nível incipiente.

2. Critérios de Representatividade (Diversidade)

Paridade e Diversidade: A escolha deve observar o disposto no Artigo 16º e seus parágrafos do Regimento do Fórum Estadual, garantindo a representatividade dos diversos segmentos e identidades.

3. Critérios de Compromisso e Habilidade (Perfil Político)

Compromisso com o Relatório Estadual: O delegado deve comprometer-se a defender as propostas aprovadas na etapa estadual durante o Fórum/Teia Nacional, preterindo agendas exclusivamente pessoais ou específicas do Ponto ou Pontão de Cultura do qual faz parte.

Capacidade de Diálogo e Negociação: Habilidade para dialogar com delegados de outros estados, buscando consensos e alianças estratégicas em prol do coletivo.

Disponibilidade: Comprometimento em participar integralmente da programação do Fórum/Teia Nacional, incluindo grupos de trabalho (GTs) e plenárias de votação.

4. Critérios Éticos e Formais

Defesa do Interesse Público: Foco na construção de políticas de Estado que visem à democratização do acesso à cultura e ao fortalecimento da rede.

Já para a escolha dos representantes dos territórios na comissão estadual, sugerimos que, além do disposto acima para a escolha dos delegados ao Fórum/Teia Nacional, os seguintes pontos sejam observados:

Escolher pessoas com características democráticas, descentralizadoras e solidárias. Isso significa buscar formar uma comissão estadual com gestão baseada na participação coletiva, na distribuição de poder e na cooperação, em vez de um modelo autocrático ou centralizado.

Escolher pessoas que disponham de tempo para se dedicar às atividades de articulação, formação e mobilização em rede.

E mais...

Agora é com vocês!

Zezito de Oliveira