sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Sonhos! Com Coração Civil e Armandinho

 UMA CANÇÃO PARA QUEM NÃO SEPARA FÉ E VIDA COMO FAZ JESUS DE NAZARÉ NO EVANGELHO. UMA CANÇÃO PARA CANTAR NO ALTAR E NA PORTA DA IGREJA. UMA CANÇÃO PARA CRENTES OU NÃO, UMA CANÇÃO PARA CRISTÃOS OU NÃO. UMA CANÇÃO PARA MENTES E CORAÇÕES LIVRES OU QUE ESTÃO BUSCANDO. SEM ESQUECER DA CONSCIÊNCIA  CRITICA, BELEZA  E SENSIBILIDADE DO AUTOR  DAS TIRINHAS DO ARMANDINHO, ALEXANDRE BECK, CATARINENSE, PARA HOMENAGEAR NOSSOS IRMÃOS ANTIFASCISTAS QUE MORAM NA REGIÃO SUL.. 




UMA CANÇÃO PARA QUEM NÃO SEPARA FÉ E VIDA COMO FAZ JESUS DE NAZARÉ NO EVANGELHO. UMA CANÇÃO PARA CANTAR NO ALTAR E NA PORTA DA IGREJA. UMA CANÇÃO PARA CRENTES OU NÃO, UMA CANÇÃO PARA CRISTÃOS OU NÃO. UMA CANÇÃO PARA MENTES E CORAÇÕES LIVRES OU QUE ESTÃO BUSCANDO. 

O quanto precisamos de canções como estas. Sem isso, não nos fazemos melhores para construir outro país necessário. Com pão, terra/trabalho e liberdade para todos!!

Plantam-se sonhos, cultivam-se ideais de liberdade e de respeito ao diferente. Pratica-se solidariedade e ações comunitárias/coletivas. É assim que as veredas da libertação ou da emancipação são abertas, na mente e no coração. O jardim das utopias mais distantes e mais próximas vem primeiro e ao mesmo tempo em que buscamos a nossa transformação e a transformação do mundo.

Vou plantar coisas boas.
Coração Civil.










Alexandre Beck nasceu em 1972 em Florianópolis, Santa Catarina. Sua trajetória acadêmica e profissional é marcada por uma busca por se encontrar: ele se formou em Agronomia e em Comunicação Social. Apaixonado por desenhar desde a infância, ele começou a trabalhar profissionalmente na área no ano de 2000, ilustrando para o jornal Diário Catarinense, onde criou inicialmente a tira cômica República, inspirada em seus amigos de juventude.

Unindo seu conhecimento agronômico ao talento artístico, Beck também passou anos desenvolvendo cartilhas e quadrinhos educativos focados no meio ambiente e na sustentabilidade. Porém, foi a partir da criação despretensiosa de um garotinho de cabelos azuis que seu trabalho alcançou projeção nacional e internacional.

A História do Armandinho

O nascimento de Armandinho foi fruto de um improviso e de um prazo apertado. No dia 9 de outubro de 2009, Alexandre Beck recebeu a missão urgente de criar três tirinhas para ilustrar uma matéria sobre economia doméstica (focada em pais e filhos poupando água e luz) no jornal Diário Catarinense.

Como seus personagens habituais da tira República não se encaixavam na pauta, Beck resgatou o rascunho de um menino que havia desenhado para um projeto de livro que acabou engavetado. Pela pressa e falta de espaço no layout, ele não teve tempo de desenhar os pais por inteiro, optando por fazer apenas rabiscos de pernas compridas ao lado do garoto.

A recepção do público e da redação foi tão positiva que o menino ganhou uma coluna fixa em maio de 2010. Inicialmente ele não tinha nome; o batismo veio através de um concurso cultural realizado com os leitores do jornal. O nome "Armandinho" foi sugerido por uma professora de Florianópolis, justificando que o garotinho parecia estar sempre "armando" alguma confusão ou questionamento inteligente.

Características e Sucesso das Tirinhas

• O Olhar Infantil: Para dar profundidade aos roteiros, Alexandre se inspirou fortemente na sua filha, que na época tinha 7 anos, observando como as crianças enxergam o mundo com pureza e criticidade.

• Temas Centrais: Embora seja uma criança, Armandinho aborda com leveza e ironia temas profundos como direitos humanos, cidadania, preconceito, política e preservação ambiental.

• Fenômeno de Público: O personagem explodiu nas redes sociais a partir de 2012. Suas tirinhas já foram compiladas em mais de 11 livros, são frequentemente utilizadas em questões de vestibulares, no ENEM e em livros didáticos por todo o Brasil.

😊😊A canção "Coração Civil" foi lançada em 1981, um período crucial em que o Brasil iniciava o processo de redemocratização após os anos mais duros da ditadura militar. A letra de Fernando Brant, imortalizada pela voz de Milton Nascimento, expressa o desejo profundo da sociedade civil por liberdade, paz e pelo direito de votar.

Abaixo estão os dois pontos históricos mais marcantes da composição:

O Mistério de "São José da Costa Rica"

O verso "Quero a utopia, quero tudo em dia / Que a gente possa cantar / Quero São José da Costa Rica / Se a gente quiser cantar" costuma intrigar os ouvintes.

A menção à Costa Rica é altamente simbólica:

• Símbolo de Paz: A Costa Rica aboliu suas forças armadas em 1948, tornando-se uma referência mundial de desmilitarização e estabilidade democrática na América Latina.

• O Pacto de San José: Foi na capital do país (San José) que se assinou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos em 1969. O tratado garantia liberdades civis essenciais que os brasileiros não tinham plenamente na época.

• Metáfora da Utopia: Para Brant e Milton, citar o lugar era uma forma poética e sutil de pedir um Brasil sem armas, livre de censura e que respeitasse os direitos humanos fundamentais.

O Significado do Termo "Civil"

Naquele momento, o país era governado por generais (regime militar). Ao cantar que deseja um "coração civil", a música faz uma defesa direta do retorno do poder aos cidadãos comuns e da escolha de um presidente civil para o país — o que acabou impulsionando os movimentos populares anos depois, como as Diretas Já.



Reforma tributária: o que é verdade, o que é exagero e quem ganha com as mudanças?

 

A afirmação divulgada pelo SBT News contém informações verdadeiras, mas apresenta apenas uma parte da história. A reforma tributária brasileira tem potencial para aumentar a tributação de determinadas atividades econômicas, mas também estabelece mecanismos de redução de impostos, devolução de tributos e proteção ao consumo de produtos essenciais.

O ponto fundamental é entender que a reforma não foi concebida para aumentar a arrecadação total de impostos, mas para mudar a maneira como os tributos sobre o consumo são cobrados e distribuídos entre os setores econômicos. Isso não significa, entretanto, que todos pagarão a mesma coisa que pagam atualmente.

Vamos separar os fatos.

1. O que há de verdadeiro e de impreciso na afirmação?

Afirmação

Avaliação

Explicação

A reforma começa em 2027

Verdadeiro

Em 2026 ocorre a fase de testes. Em 2027 começa a substituição efetiva de tributos federais.

Pode elevar impostos de alguns setores

Verdadeiro

Algumas atividades poderão ter aumento, enquanto outras terão redução.

Os preços podem subir

Depende

O impacto varia conforme o produto, o serviço, os créditos tributários e a concorrência.

MEIs serão prejudicados

Enganoso

O MEI mantém o recolhimento fixo do DAS e não passa a recolher IBS e CBS sobre suas vendas.

A reforma aumentará a carga tributária de todos

Falso

Não existe previsão de aumento generalizado da carga tributária em razão da reforma.

A Receita Federal esclarece que a reforma estabelece mecanismos de neutralidade arrecadatória e que o MEI não terá aumento direto de tributação em razão da substituição dos impostos sobre o consumo.

Receita Federal+2

2. O que efetivamente muda a partir de 2027?

A reforma substitui cinco tributos por um novo sistema de tributação sobre o consumo:

  • PIS e Cofins: tributos federais que serão substituídos pela CBS.

  • IPI: terá suas alíquotas reduzidas a zero para quase todos os produtos, preservadas as particularidades da Zona Franca de Manaus.

  • ICMS: imposto estadual que será substituído gradualmente pelo IBS.

  • ISS: imposto municipal que também será substituído gradualmente pelo IBS.

Serão criados três tributos:

Novo tributo

Competência

Finalidade

CBS

União

Substituir PIS e Cofins

IBS

Estados e municípios

Substituir ICMS e ISS

Imposto Seletivo

União

Tributar determinados produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente

A transição será gradual, com conclusão prevista para 2033. Portanto, não é correto imaginar que todos os impostos antigos desaparecerão em janeiro de 2027.

Receita Federal+1

3. Quais são os principais ganhos para a maioria da população?

Aqui está a parte mais importante da reforma, especialmente quando analisamos seus efeitos sobre trabalhadores, famílias de baixa renda, consumidores e pequenos empreendedores.

1. Imposto zero sobre alimentos da cesta básica

Uma lista de alimentos essenciais passa a ter alíquota zero de IBS e CBS, incluindo arroz, feijão, carnes, leite, ovos, frutas, verduras e outros produtos. É um benefício especialmente relevante para famílias que comprometem grande parte da renda com alimentação.

2. Cashback de impostos para famílias de baixa renda

Famílias inscritas no Cadastro Único, com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa e demais requisitos legais, terão direito à devolução de parte dos tributos pagos no consumo.

A medida contempla também despesas como energia elétrica, água, esgoto e gás canalizado.

3. Redução de impostos sobre saúde e educação

Serviços de saúde e educação previstos na legislação terão redução de 60% nas alíquotas de IBS e CBS. Medicamentos e dispositivos médicos também terão benefícios, incluindo alíquota zero para determinados itens.

4. Simplificação para empresas e pequenos negócios

A unificação de tributos e a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários podem reduzir a burocracia, os custos administrativos e a tributação em cascata.

5. Redução de distorções econômicas

O sistema de créditos tributários e a cobrança no destino, onde ocorre o consumo, procuram reduzir distorções, disputas fiscais entre estados e custos acumulados ao longo das cadeias produtivas.

Portal da Câmara dos Deputados+2

4. Quem poderá pagar mais impostos?

Esse é um dos pontos que merecem atenção na entrevista da advogada tributarista.

A reforma redistribui a tributação entre diferentes atividades econômicas. Alguns setores podem experimentar aumento, enquanto outros podem ter redução.

Veja algumas situações:

Setor

Possível efeito

Comércio de mercadorias

Pode se beneficiar da recuperação de créditos tributários.

Indústria

Pode ganhar com a redução da tributação em cascata.

Serviços profissionais

Alguns podem enfrentar aumento da tributação.

Saúde e educação

Possuem redução legal de 60% em atividades enquadradas.

Alimentação básica

Produtos incluídos na cesta básica terão imposto zero.

Pequenos negócios

Permanecem protegidos pelo Simples Nacional, com alternativas de enquadramento.

Por que o setor de serviços merece atenção?

Porque muitas empresas prestadoras de serviços têm poucos insumos e despesas que geram créditos tributários.

Uma indústria, por exemplo, compra matérias-primas, energia, equipamentos e serviços utilizados na produção. Com o novo sistema, poderá aproveitar créditos relativos às aquisições tributadas.

Já um profissional que presta serviços intelectuais pode ter poucos insumos que gerem créditos. Dependendo de seu enquadramento, poderá enfrentar uma carga maior.

Isso não significa que todo serviço ficará mais caro, mas existe um risco real de aumento para determinadas atividades, especialmente quando não há redução de alíquota prevista na legislação.

5. E os MEIs e pequenos empreendedores?

Há uma informação importante que precisa ser destacada.

O MEI não terá aumento direto de tributação sobre suas vendas por causa da reforma. A Receita Federal esclarece que permanece o recolhimento fixo mensal do DAS.

O Simples Nacional também será mantido.

Entretanto, microempresas e empresas de pequeno porte poderão escolher, conforme as regras aplicáveis, recolher IBS e CBS dentro do Simples ou optar pelo regime regular desses tributos, mantendo os demais tributos no Simples.

Essa decisão poderá fazer diferença na competitividade de empresas que vendem para outras empresas, porque os créditos tributários dos compradores também entram na conta.

Receita Federal+2

6. A reforma pode aumentar a carga tributária total?

É importante distinguir duas coisas:

  • Aumento da carga tributária de determinado setor: pode acontecer.

  • Aumento da carga tributária total da sociedade: não é o objetivo legal da reforma.

A legislação estabelece mecanismos para que a arrecadação dos novos tributos mantenha equivalência com a arrecadação dos tributos substituídos.

Há estimativas de que a alíquota de referência combinada do IBS e da CBS possa ficar próxima de 28%. Mas isso não significa que todos os produtos e serviços pagarão essa alíquota: existem reduções, isenções, alíquotas zero e regimes específicos.

Em 28 de outubro de 2026, o Tribunal de Contas da União divulgou cálculo de referência de 11,3468% para a CBS de 2027, ainda sujeito ao processo de definição institucional.

TCU Sites+1

7. Uma questão política e social importante: quem ganha mais com a reforma?

A resposta depende de como os benefícios serão efetivamente implementados e de como os preços reagirão.

Mas existem três mecanismos que merecem destaque na perspectiva da distribuição de renda:

Primeiro: a desoneração dos alimentos essenciais. Como as famílias pobres gastam proporcionalmente mais com alimentação, a redução de impostos sobre esses produtos pode ter efeito distributivo importante.

Segundo: a devolução de impostos. O cashback representa uma mudança importante na maneira de enfrentar a regressividade da tributação brasileira. Em vez de cobrar o mesmo imposto sobre o consumo de todos e deixar a desigualdade intacta, o sistema prevê devolver parte dos tributos às famílias de baixa renda.

Terceiro: a redução da tributação em cascata. A possibilidade de aproveitar créditos ao longo da cadeia produtiva pode reduzir custos econômicos que acabam incorporados aos preços pagos pelos consumidores.

Entretanto, nenhum desses mecanismos garante automaticamente que todos os produtos ficarão mais baratos. A redução de impostos precisa chegar ao consumidor, e isso depende também da concorrência, dos custos de produção e das decisões empresariais.

8. Fontes para conferir e aprofundar

Estas são fontes importantes para acompanhar a implantação da reforma:

1. Receita Federal — Entenda a Reforma Tributária do Consumo. Explicação oficial sobre os tributos, calendário e transição.

2. Receita Federal — Reforma de Fato. Esclarecimentos sobre informações falsas e verdadeiras, incluindo MEI e Simples Nacional.

3. Lei Complementar 214/2025 — Câmara dos Deputados. Texto legal que estabelece os benefícios e as regras da reforma.

4. Senado Federal — Alíquota da CBS e implementação em 2027. Acompanhamento das definições de alíquotas.

Minha síntese

A notícia do SBT News chama atenção para um aspecto verdadeiro da reforma: alguns setores poderão pagar mais impostos. Mas, se a intenção é informar a população sobre o alcance da mudança, é necessário apresentar também os mecanismos de redução da tributação sobre alimentos, saúde, educação e o cashback para famílias de baixa renda.

Há uma questão de fundo que considero essencial para avaliar os resultados: a reforma conseguirá tornar o sistema tributário brasileiro menos regressivo, fazendo com que o peso dos impostos sobre o consumo seja proporcionalmente menor para quem tem menos renda?

Essa é uma das principais medidas para avaliar seu resultado social, e não apenas verificar se o sistema ficou mais simples para as empresas.

A reforma tributária não substitui a necessidade de discutir a tributação da renda, dos lucros, dos dividendos e do patrimônio. A mudança atual concentra-se principalmente nos impostos sobre o consumo. Portanto, não resolve sozinha a desigualdade tributária brasileira.

Em resumo: os ganhos potenciais para a maioria da população estão na desoneração de itens essenciais, na devolução de impostos às famílias pobres e na redução de distorções do sistema. O desafio será garantir que esses benefícios efetivamente cheguem ao bolso dos brasileiros.



quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O Futuro Já Chegou: O Que as Pesquisas Reais Dizem Sobre a Satisfação de Quem Tem Carro Elétrico?

Se você navega pelas redes sociais ou consome conteúdos automotivos, certamente já se deparou com títulos alarmistas. Vídeos prometendo revelar listas de "carros elétricos quebrando" ou proprietários supostamente clamando por reembolsos em massa geram cliques fáceis, mas até que ponto essas histórias refletem a realidade do mercado?

Quando afastamos o ruído dos boatos e olhamos para os dados de consultorias automotivas abalizadas, o cenário real é completamente diferente. A verdade é que o índice de satisfação de quem comprou um carro elétrico é consideravelmente alto, superando, inclusive, o nível de aprovação dos donos de veículos tradicionais a combustão.
Abaixo, desmistificamos o mercado de eletrificados com base em dados globais e mostramos como o Brasil está se preparando para essa nova era.

📊 O que dizem os grandes estudos de mercado?
A aprovação dos carros elétricos não é uma tendência passageira, mas um reflexo da experiência prática dos motoristas nos primeiros meses de uso.
  • A Referência Global (J.D. Power): Em seu estudo de experiência de propriedade de veículos elétricos (EVX) de 2026, a renomada consultoria J.D. Power avaliou a satisfação dos motoristas em uma escala de até 1.000 pontos. Os carros elétricos alcançaram uma média impressionante de 910 pontos, superando com folga os modelos tradicionais a combustão e híbridos, que marcaram 850 pontos. O estudo revelou ainda que cerca de 96% dos donos atuais planejam permanecer no segmento na próxima compra.
  • O Cenário Brasileiro (PwC e Canaltech): No Brasil, a forte adesão se repete. Dados compilados pela consultoria PwC mostram que a satisfação atinge níveis máximos entre os adotantes iniciais — que geralmente possuem infraestrutura própria de recarga. Além disso, uma pesquisa divulgada pelo Canaltech indicou que 80% dos proprietários de elétricos no Brasil não sentem falta dos carros convencionais.

⚖️ Os dois lados da balança: O que agrada e o que preocupa?
Para compreender o contraste entre o entusiasmo das pesquisas e as reclamações isoladas que viralizam na internet, precisamos olhar para os pilares da experiência do usuário:
👍 O que gera Alta Satisfação:
  • Experiência de Condução: O torque instantâneo (aceleração imediata), a suavidade do conjunto e o silêncio quase absoluto ao rodar são os fatores mais elogiados.
  • Economia Operacional: A drástica redução no custo por quilômetro rodado (energia elétrica vs. combustível fóssil) e a ausência de manutenções complexas (sem troca de óleo, velas ou correias) trazem grande alívio financeiro.
  • Tecnologia de Bordo: O forte apelo de telas modernas, atualizações de sistema em nuvem e assistentes avançados de direção (ADAS).
👎 Os Principais Pontos de Atrito:
  • Ansiedade de Autonomia: A dependência de carregadores públicos defeituosos ou ocupados em rodovias durante viagens longas.
  • Logística de Pós-Venda: Gargalos pontuais na entrega de peças de funilaria após colisões, causados pelo crescimento veloz do mercado.

🌐 Como a China e a Europa resolveram essas barreiras?
O Brasil não está vivendo problemas inéditos. A China e a Europa enfrentaram exatamente as mesmas dores de crescimento, mas as resolveram tratando o tema como prioridade de Estado:
  1. Infraestrutura Unificada: A China construiu uma rede massiva com mais de 24 milhões de pontos de recarga operacionais, padronizando as tomadas. A Europa implementou a lei AFIR, obrigando os países a instalarem estações rápidas a cada 60 km nas principais rodovias, exigindo que os tótens aceitem pagamento direto por cartão de crédito (eliminando a confusão de ter dezenas de aplicativos no celular).
  2. Direito ao Reparo e Mão de Obra: A Europa aprovou leis rígidas que forçam as montadoras a fornecer manuais e peças para oficinas independentes, quebrando o monopólio das concessionárias. A China investiu na capacitação técnica de alta tensão em larga escala no ensino público.
  3. Combate à Desvalorização: A Europa criou o Passaporte Digital da Bateria, um sistema de QR Code que permite ao comprador de um carro usado checar instantaneamente o histórico de saúde da bateria. Já a China apostou no modelo de Battery Swapping (troca rápida de bateria em 3 minutos), onde o cliente compra o carro e aluga a bateria, eliminando o medo da degradação.

🇧🇷 O Reflexo no Brasil: O que está mudando agora?
O mercado brasileiro está saindo da fase do "improviso amador" para entrar em uma etapa de maturidade corporativa. Tanto o governo quanto as principais montadoras (com destaque para as marcas chinesas como BYD e GWM) estão investindo pesado no país:
  • Corredores Elétricos de Alta Velocidade: Grandes distribuidoras de energia (como Raízen Power, Vibra e EDP) estão instalando hubs de carregamento ultra-rápido (acima de 150 kW) nas principais rodovias federais. O objetivo é reduzir o tempo de espera nas estradas para apenas 20 ou 30 minutos.
  • Mega Centros de Distribuição: Para solucionar o atraso nas peças, as montadoras reestruturaram sua logística. A BYD estabeleceu um centro de distribuição gigante no Espírito Santo, enquanto a GWM expandiu seus estoques locais para garantir componentes de alto giro a pronta entrega.
  • Nacionalização da Produção: Com o início das operações das fábricas da BYD em Camaçari (BA) e da GWM em Iracemápolis (SP), a produção local de componentes vai reduzir drasticamente a dependência de importações marítimas.
  • Profissionalização do Setor: Parcerias robustas com o Senai estão capacitando mecânicos brasileiros de norte a sul do país para lidar com sistemas elétricos de alta tensão.

🔌 BOLSO CHEIO: Como carregar seu carro elétrico gastando menos no Brasil
Se você quer maximizar o retorno financeiro do seu elétrico, a forma e o horário de recarga mudam tudo. Siga este guia rápido:
  • Fuja do "Horário de Pico" Residencial: No Brasil, a energia costuma ser mais cara entre 18h e 21h devido ao alto consumo geral. Se a sua distribuidora local oferecer a Tarifa Branca, configure o seu carro pelo aplicativo para começar a carregar apenas após as 22h ou de madrugada, quando o valor do kWh despenca.
  • A Regra dos 80% em Eletropostos Rápidos: Carregadores ultra-rápidos de rodovia cobram taxas de conveniência mais altas. Além disso, a velocidade de carregamento cai drasticamente após a bateria atingir 80%. Para economizar dinheiro e tempo, carregue apenas o suficiente para chegar ao seu destino (parando nos 80%) e deixe para completar os 100% em uma tomada residencial mais barata.
  • Aproveite os Aplicativos de Fidelidade: Redes de postos e distribuidoras possuem programas de pontos. Concentrar suas recargas públicas na mesma rede pode render descontos agressivos por kWh ou minutos de uso.

💡 Conclusão
Os vídeos alarmistas da internet focam em exceções e problemas que fazem parte do amadurecimento natural de qualquer tecnologia disruptiva. Para quem possui garagem com ponto de recarga e faz uso majoritariamente urbano, o carro elétrico já entrega uma das maiores taxas de satisfação da história da indústria automotiva. Com a chegada das fábricas nacionais e a expansão rápida dos eletropostos rodoviários, o cenário tende a ficar cada vez mais seguro e vantajoso para o consumidor brasileiro.

🎨 Sugestão Visual para o Blog: Infográfico Conceitual
Para ilustrar este artigo, veja o modelo visual do ecossistema de soluções sugerido abaixo:
O Ecossistema de Soluções dos Veículos Elétricos
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│ INFRAESTRUTURA E SATISFAÇÃO GLOBAL │
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│ INFRAESTRUTURA │ │ SATISFAÇÃO DO DONO │
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│ • Rodovias: Recarga a cada 60km │ │ • Média global: 910 pontos │
│ • Praticidade: Pago por cartão │ │ • Fidelidade: 96% repetem │
│ • Velocidade: Hubs > 150 kW │ │ • Brasil: 80% sem saudades │
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│ PÓS-VENDA E MERCADO DE SEGUNDA MÃO │
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│ • Direito ao Reparo: Peças liberadas para mecânicos independentes │
│ • Passaporte da Bateria: Histórico de saúde via QR Code no usado │
│ • Troca de Bateria: Redes com substituição automatizada em 3 minutos │
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Vitória de Lula derrota o autoritarismo
. Frei Betto

      A vitória de Lula nas eleições de 2026, eleito presidente pela quarta vez, representa um ponto de inflexão na história recente do Brasil. O resultado das urnas simboliza a derrota de um projeto autoritário e a reafirmação do compromisso com a democracia e a justiça social.

       A derrota de Jair Bolsonaro em 2022, primeiro presidente a perder uma reeleição desde a instituição desse mecanismo eleitoral, foi um golpe significativo para a extrema direita brasileira. Contudo, é crucial distinguir a derrota eleitoral de Bolsonaro do fim do bolsonarismo como força política. O movimento permanece influente e exige vigilância constante das forças democráticas. A vitória de Lula, obtida por uma margem estreita (51,9% a 49,1%), impõe a necessidade de restaurar a plena vida democrática e a harmonia entre os poderes.

       O terceiro mandato de Lula foi marcado por uma agenda robusta de políticas sociais que resgataram conquistas históricas. O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da ONU, e a pobreza extrema caiu para níveis históricos, com a retirada de milhões de pessoas dessa condição. A taxa de pobreza geral recuou de 31,6% em 2022 para 23,1% em 2024, enquanto a renda per capita dos mais pobres cresceu 13,2%. A valorização real do salário mínimo, com ganhos acima da inflação, e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil injetaram poder de compra na economia. Além disso, políticas como a Lei de Igualdade Salarial entre gêneros e o programa Pé-de-Meia, que incentiva a permanência de jovens na escola, demonstram um compromisso com a redução das desigualdades estruturais. Acresce-se a isso o programa Desenrola, de alívio dos endividados, e o fim da escala de trabalho 6x1. Na Amazônia houve significativa redução do desmatamento.

       Faltou, porém, à gestão que finda duas propostas que fiz a Lula na noite de sua posse, a 1 de janeiro de 2023: incentivo aos movimentos populares através de intenso trabalho de educação popular, e investimento nas redes digitais. A Secretaria Geral, que deveria fazer articulação com os movimentos sociais, não conseguiu levar o povo às ruas e contou com escassos recursos para a educação popular. E a Secom teve que aprender agora, no segundo turno da  campanha eleitoral, o que é atuar pelas redes digitais, graças ao comando do deputado André Janones. Espero que ele ocupe posição de destaque na comunicação da gestão que se inicia em 2027.

       Como há tempos não se via no Brasil, a juventude voltou às ruas! Fenômeno que se repete em Portugal, Espanha, França e Bélgica. Os partidos progressistas estão, agora, desafiados a dar consistência política a essa maré juvenil. Não podem repetir o erro de 2013, quando os jovens saíram às ruas para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus. Nenhum setor progressista soube canalizar politicamente aquelas manifestações que, manipuladas pela direita, desembocaram no impeachment da Dilma.

       A vitória de Lula tem impacto imediato na geopolítica regional. Em um continente que testemunha uma nova onda de governos de direita, o Brasil se consolida como um contraponto e um freio a projetos alinhados a Washington. A liderança brasileira é fundamental para reativar a integração regional do Mercosul e o fortalecimento da Celac, e fragilizar o bloqueio da Casa Branca a Cuba.

       No cenário global, o Brasil retoma um protagonismo perdido. A política externa de Lula prioriza a reforma da governança global e a cooperação Sul-Sul. A presidência do G20 em 2024 lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza ao reunir mais de 200 membros. A presidência do BRICS, em 2025, reforçou a articulação por um mundo multipolar e menos assimétrico, e a defesa de reformas em instituições como a ONU e o FMI. O país também atua como mediador em conflitos e defende a criação de um grupo de países neutros para promover negociações de paz, consolidando assim sua credibilidade internacional.

      Em suma, a vitória de Lula representa a derrota do autoritarismo, a retomada de conquistas sociais que colocam o Brasil novamente no caminho da redução das desigualdades e a reinserção do país como um ator central e soberano no cenário internacional, com um projeto de desenvolvimento que prioriza a justiça social e a cooperação multilateral.