quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Corredores: é preciso mudar a lógica da disputa por recursos no audiovisual. Por Carlos Moreira Beto

 Os “Corredores” no Audiovisual Brasileiro: Uma Proposta de Competição Justa

O problema: competição desigual desde o início

No audiovisual brasileiro, existe uma competição que, muitas vezes, começa antes mesmo da disputa pelo edital.

De um lado, estão produtoras consolidadas, com filmes realizados, equipes experientes, estrutura administrativa, acesso a profissionais e conhecimento dos mecanismos de financiamento. Do outro, pequenas empresas e realizadores que tentam viabilizar seu primeiro ou segundo projeto.

Colocar todos na mesma corrida e aplicar exatamente os mesmos critérios pode parecer democrático.

Mas não é.

É como colocar corredores profissionais e iniciantes na mesma pista e chamar isso de igualdade.

A proposta dos “corredores”

É nesse ponto que surge a proposta dos “corredores”: criar faixas de competição diferenciadas, nas quais produtores com condições semelhantes disputem entre si.

Grandes produtoras poderiam disputar em um corredor próprio. Pequenas e médias, em outro. Produtores iniciantes, em outro. Poderiam existir ainda corredores específicos para povos indígenas e comunidades tradicionais, periferias, interior e territórios historicamente excluídos.

Não se trata de criar privilégios permanentes.

Trata-se de corrigir desigualdades de partida.

O círculo vicioso do sistema atual

O problema é que o sistema atual pode produzir um círculo vicioso:

Quem tem currículo consegue recursos; quem consegue recursos produz; quem produz aumenta o currículo; e quem tem mais currículo consegue novamente os recursos.

Como romper esse ciclo?

Uma possibilidade é reconhecer que mérito não pode ser medido da mesma maneira em todas as etapas de uma trajetória.

Para uma grande produtora, experiência e capacidade de execução podem ser fundamentais. Para uma produtora iniciante, talvez sejam mais importantes a qualidade do projeto, a equipe, a originalidade e o potencial de desenvolvimento.

O currículo deve contar.

Mas não pode ser a porta que impede novos produtores de entrar.

Corredores como escada, não como caixa

Os corredores também precisam ser pensados como uma escada, e não como uma caixa. A ideia é permitir que uma produtora comece, adquira experiência, cresça e, com o tempo, passe a disputar em níveis mais altos.

Isso transforma o financiamento público em algo maior do que um mecanismo para escolher projetos.

Transforma-o em uma política de formação e desenvolvimento do próprio setor audiovisual.

Descentralizar recursos não é democratizar a produção

E aqui está uma questão fundamental: descentralizar recursos não significa necessariamente democratizar a produção.

É preciso perguntar não apenas:

Onde o dinheiro está chegando?

Mas também:

Quem consegue disputar esse dinheiro? Quem consegue crescer depois de recebê-lo? E quem continuará produzindo quando o financiamento terminar?

Os corredores podem ser uma resposta a essas perguntas.

Não para impedir que os grandes concorram, mas para evitar que a vantagem acumulada pelos grandes transforme a competição em uma corrida na qual os pequenos nunca conseguem alcançar a linha de chegada.

No fim, a questão é simples:

Não basta distribuir melhor o dinheiro. É preciso distribuir melhor as oportunidades de construir capacidade de produção.

Essa talvez seja a verdadeira descentralização.

Como funcionariam os corredores na prática

A melhor maneira de pensar os corredores é não como categorias fixas, mas como sistemas de competição diferentes dentro de um mesmo edital. A ideia é que o dinheiro continue sendo público, com critérios de qualidade e responsabilidade, mas que a disputa aconteça entre agentes que tenham condições minimamente comparáveis.

1. O edital teria várias pistas

Em vez de um único ranking com todas as produtoras, o recurso seria dividido em faixas.

Por exemplo, imagine um edital de R$ 100 milhões:

Corredor Perfil % dos recursos

1 Produtoras consolidadas 30%

2 Pequenas e médias 30%

3 Emergentes / primeiro ou segundo projeto 20%

4 Povos indígenas e comunidades tradicionais 10%

5 Interior, periferias e territórios subatendidos 10%

Esses percentuais são apenas ilustrativos. Eles poderiam variar conforme o objetivo de cada política.

O ponto fundamental é: uma produtora pequena não precisa derrotar uma produtora que possui dez vezes mais experiência e estrutura para ter acesso ao recurso destinado à sua faixa.

2. Como saber em qual corredor cada um entra?

Essa é uma das partes mais importantes.

Não bastaria dizer que uma empresa é “pequena” porque tem poucos funcionários. Seria necessário construir critérios objetivos, por exemplo:

número de obras realizadas;

orçamento acumulado dos projetos;

volume de recursos públicos já captados;

faturamento da empresa;

tempo de atividade;

experiência da equipe;

número de longas ou séries produzidos;

participação em mercados e festivais;

localização e infraestrutura disponível.

Isso permitiria construir uma espécie de classificação de trajetória, e não apenas uma classificação de tamanho.

Uma empresa pode ser pequena em faturamento, mas extremamente experiente. Outra pode ter algum dinheiro, mas estar realizando seu primeiro longa.

Portanto, porte e trajetória não são exatamente a mesma coisa.

3. A competição seria diferente em cada corredor

Esse é talvez o ponto mais interessante da proposta.

Não faria sentido aplicar exatamente a mesma régua para todos.

Imagine três projetos:

Projeto A: uma produtora consolidada pretende realizar um filme de R$ 15 milhões.

Projeto B: uma pequena produtora quer realizar seu segundo longa, de R$ 3 milhões.

Projeto C: uma produtora iniciante quer realizar seu primeiro longa, de R$ 1,5 milhão.

Os três podem ter excelentes projetos.

Mas a pergunta sobre a capacidade de realização não deveria ser respondida da mesma maneira.

Para A, pode fazer sentido avaliar fortemente histórico de produção, capacidade financeira, gestão e distribuição.

Para B, experiência da equipe, qualidade do projeto e capacidade de execução podem ter peso maior.

Para C, talvez seja mais importante avaliar a força artística, a equipe reunida e a capacidade de transformar aquele primeiro projeto em uma trajetória profissional.

O mérito continua existindo. O que muda é a régua utilizada para reconhecê-lo.

4. O corredor não deveria ser permanente

Aqui está uma diferença fundamental entre proteção e desenvolvimento.

Imagine uma produtora que entra pelo corredor das emergentes.

Ela consegue seu primeiro longa.

Depois realiza o segundo.

Passa a ter experiência, equipe e capacidade de gestão.

Em determinado momento, ela deixa de ser emergente e passa para o corredor seguinte.

Depois pode chegar ao corredor das produtoras consolidadas.

Ou seja:

Corredor 3 → Corredor 2 → Corredor 1

A política pública estaria criando uma trajetória de crescimento, e não simplesmente distribuindo pequenos recursos eternamente para os mesmos produtores.

Por isso gosto da ideia de que:

o corredor deve ser uma escada, não uma caixa.

5. E se uma empresa crescer?

Ela sai do corredor.

Isso é importante para evitar que os corredores se transformem em reservas permanentes de mercado.

Por exemplo, uma empresa que recebeu recursos como emergente e, ao longo de alguns anos, passou a captar grandes volumes, produzir vários longas e estabelecer uma estrutura robusta, deveria migrar para outra faixa.

Isso cria uma lógica de mobilidade.

O objetivo do corredor para pequenos não é manter a empresa pequena.

É ajudá-la a deixar de ser pequena.

6. E os povos indígenas e comunidades tradicionais?

Aqui eu faria uma distinção importante.

Esse corredor não deveria ser simplesmente uma categoria baseada no tamanho da empresa.

Ele teria critérios próprios.

Uma produção indígena, por exemplo, pode envolver autoria coletiva, participação comunitária, transmissão de conhecimentos tradicionais e outras formas de organização que não cabem perfeitamente na lógica de uma produtora comercial convencional.

Nesse caso, o edital poderia avaliar, além da qualidade artística:

participação efetiva da comunidade;

autonomia sobre a narrativa;

governança do projeto;

proteção dos conhecimentos tradicionais;

formação e transferência de capacidade;

controle sobre direitos e propriedade intelectual.

O objetivo seria evitar uma situação em que uma produtora convencional simplesmente se associe formalmente a uma comunidade para acessar um recurso destinado a ela.

7. Os corredores podem se cruzar

Essa talvez seja uma evolução ainda mais interessante da proposta.

Em vez de ter apenas um corredor, poderíamos trabalhar com camadas.

Por exemplo:

Camada 1 — trajetória da empresa

consolidada

pequena/média

emergente

Camada 2 — território

regiões com cadeia audiovisual consolidada

interior

periferias

regiões historicamente subatendidas

Camada 3 — contexto social

povs indígenas

comunidades tradicionais

grupos historicamente sub-representados

Assim, uma produtora poderia ser:

emergente + interior + comunidade indígena

ou:

pequena + periferia + primeira obra

Isso seria mais sofisticado do que simplesmente criar cinco gavetas.


8. Poderia haver uma regra de transição

Para que o sistema realmente produza desenvolvimento, cada corredor poderia ter metas de progressão.

Por exemplo:

Uma produtora emergente recebe financiamento para seu primeiro longa.

Depois da realização, ela poderia ter acesso a:

consultoria de gestão;

desenvolvmento de novos projetos;

formação em produção executiva;

distribuição;

internacionalização;

mercados e festivais;

novos mecanismos de financiamento.

Assim, o primeiro recurso não seria um ponto final.

Seria o primeiro degrau.

9. E como evitar que o sistema seja fraudado?

Essa é uma questão central.

Se houver dinheiro reservado para pequenas produtoras, pode surgir a tentação de grandes empresas criarem empresas menores apenas para acessar aquele recurso.

Por isso seriam necessários mecanismos como:

análise dos sócios e grupos econômicos;

histórico de captação;

vínculos societários;

beneficiários finais;

empresas controladoras;

limites de concentração;

prestação de contas;

auditoria;

regras contra empresas de fachada.

Além disso, seria importante estabelecer períodos de transição. Uma empresa não deveria perder imediatamente o acesso ao sistema porque cresceu.

O que muda, afinal?

Hoje, a lógica pode ser resumida assim:

todos disputam → os mais preparados vencem → acumulam experiência → tornam-se ainda mais preparados → vencem novamente.

Os corredores tentariam produzir outra dinâmica:

cada produtor disputa em condições mais próximas → recebe recursos → produz → adquire experiência → cresce → muda de corredor → passa a enfrentar desafios maiores.

É uma mudança de uma política baseada apenas em selecionar os mais preparados para uma política que também procura produzir novos preparados.

E talvez essa seja a questão central:

O dinheiro público deve apenas premiar quem já tem capacidade de produção ou também deve ajudar a construir essa capacidade?

Os corredores partem da segunda resposta.

Não é criar uma competição sem mérito. É criar condições para que mais gente tenha a possibilidade real de competir.



10 de setembro de 2026 com o título: "É um risco catastrófico": congressistas dos EUA atacam empresas de IA após alerta para a extinção da humanidade até 2030"

 A inteligência artificial poderá levar à extinção da humanidade até 2030. 

O alerta, lançado por investigadores da Anthropic, está a provocar várias reações nos Estados Unidos, com congressistas de diferentes quadrantes políticos a exigirem maior controlo sobre o desenvolvimento da tecnologia.

O republicano Ted Cruz, senador pelo Texas, classificou a inteligência artificial como um “risco catastrófico” e revelou ter ficado particularmente preocupado com as declarações de Jacob Coxon, investigador da Anthropic, que apresentou a demissão na quarta-feira por considerar que a empresa, juntamente com a OpenAI onde trabalhou anteriormente, “não está a agir com responsabilidade” e está “a jogar com as nossas vidas”.

O senador Bernie Sanders defendeu uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial até existirem regras claras de segurança. A decisão surge depois de um investigador da Anthropic ter feito uma revelação surpreendente.

A estas vozes juntou-se o Papa Leão XIV. Na sua encíclica Magnifica Humanitas, publicada em 15 de maio de 2026, o Pontífice afirma que a humanidade enfrenta uma situação urgente porque a velocidade do desenvolvimento da IA está muito à frente da criação de normas, salvaguardas e instituições capazes de governá-la. Ele pede, inclusive, que às vezes se adote um ritmo mais lento de implementação da IA e que haja mecanismos robustos de supervisão.

O Papa alertou ainda que a inteligência artificial “precisa ser desarmada” das lógicas que a transformam em instrumento de “domínio, exclusão e morte”. Na encíclica, defendeu que a tecnologia deve servir à dignidade humana e ao bem comum, e não a uma elite tecnológica sem controle. Comparou o desenvolvimento descontrolado da IA à Torre de Babel bíblica, alertando para o risco de construir um sistema tecnológico que “domina e desumaniza”, e criticou que o controle da IA não deve permanecer nas mãos de “poucos”. Reafirmou que “o futuro não é da máquina, é do ser humano” e que a IA só será verdadeiramente boa se for guiada pelo amor, pela ética e pela busca do bem comum.

Mais recentemente, em 28 de agosto de 2026, durante uma audiência com o Instituto Internacional de Ciências Administrativas, Leão XIV voltou a alertar que a velocidade da inovação levanta a questão de se seremos capazes de controlar as máquinas no futuro e do risco de a humanidade se tornar vítima das próprias invenções. Um dos problemas mais graves de hoje, disse, é o fato de decisões concernentes à vida humana estarem sendo confiadas a máquinas. Defendeu um marco ético para orientar as tecnologias digitais e alertou que essas tecnologias estão cada vez mais concentradas nas mãos de grandes atores econômicos, enquanto os governos lutam para exercer supervisão efetiva.

A posição do Pontífice alinha-se com as preocupações manifestadas por Sanders e Cruz, reforçando o coro de vozes que exigem maior prudência e regulação no desenvolvimento da inteligência artificial.



`Produzido com base em publicação da CNN Portugal e complementado com pesquisa sobre as declaração do Papa Leão XIV com utilizaçao de IA

🎵 (1) Música e Realidade: O que "Malandragem" tem a ver com a política de hoje? Por Zezito de Oliveira

 Diariamente uma canção que nos permita refletir com memória afetiva- musical sobre estes tempos dificeis e conturbados, já que  "arte existe porque a vida não basta" (Ferreira Gullar)

A Polícia Federal investiga o desvio de dinheiro público por meio de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, esquema que envolve o envio de quase R$ 63 milhões para contas nos Estados Unidos. O caso gerou uma briga feia no STF quando o ministro André Mendonça tentou afastar o chefe da PF para frear as investigações, uma manobra que foi anulada pelo ministro Flávio Dino para impedir a blindagem dos envolvidos. Essa confusão da vida real reflete a "malandragem" cantada por Cássia Eller e Cazuza, mostrando que o povo precisa de sabedoria para abrir os olhos e não ser enganado pelas armadilhas do poder.

Na famosa música "Malandragem", gravada por Cássia Eller, a letra fala sobre uma "garotinha" inocente que pede a Deus um pouco de malícia para conseguir viver em um mundo difícil.

Hoje em dia, quando olhamos para a política brasileira, o pedido muda de lado: o que nós precisamos pedir a Deus é sabedoria para o povo não ser enganado por políticos espertos e poderosos. Afinal, a inocência do povo muitas vezes é usada por quem está no poder.
🎸 O Toque de Cazuza e Cássia Eller na Crítica Social
Essa música não nasceu por acaso. Ela foi composta por Cazuza e Frejat em 1988. Cazuza sempre foi um mestre em retratar a política e a sociedade sem filtros. Em outras canções dele, como "Brasil" ("Brasil, mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim") e "Burguesia", ele já denunciava a elite que comete crimes de terno e gravata enquanto o povo paga a conta. [1]
Curiosamente, "Malandragem" foi escrita originalmente para Angela Ro Ro. Ela recusou porque achou que a letra não combinava com ela. Anos depois, Cássia Eller — com sua voz visceral e postura rebelde — transformou a música em um hino de sobrevivência urbana. Quando Cássia canta o refrão pedindo malandragem, ela expõe como o cidadão comum se sente vulnerável diante de um sistema cheio de armadilhas. No Brasil de hoje, a "malandragem" saiu das ruas e se instalou no topo das instituições. 

Dois fatos recentes mostram bem essa "malandragem" institucional na vida real:
🎬 1. O rolo do filme "Dark Horse"
A Polícia Federal (PF) descobriu uma confusão daquelas envolvendo o filme Dark Horse, uma cinebiografia que conta a história de Jair Bolsonaro. Duas coisas graves vieram à tona: 
  • Dinheiro público desviado: A PF fez uma grande operação chamada Make Up. A suspeita é de que deputados aliados (como Mario Frias) usaram dinheiro de emendas parlamentares — que deveriam ir para a saúde ou educação — para financiar o filme através de ONGs parceiras. [
  • Malas de dinheiro e contas nos EUA: Um empresário que virou delator contou à justiça que mandou quase R$ 63 milhões para o fundo Havengate nos Estados Unidos, que tem ligação direta com Eduardo Bolsonaro. A polícia investiga se esse dinheirão, que veio de um banqueiro investigado, serviu para pagar o filme ou para bancar a vida de luxo de Eduardo no exterior. 
⚖️ 2. O ministro André Mendonça "mal na foto" e a briga no STF
Tudo ficou ainda mais tenso no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do ministro André Mendonça, que foi indicado ao cargo por Bolsonaro. 
No meio de toda essa investigação contra os aliados do ex-presidente, Mendonça tomou uma decisão muito polêmica: ele mandou afastar o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. [1]
  • O motivo do desgaste: A atitude do ministro pegou muito mal. Especialistas e opositores disseram que Mendonça usou o cargo para tentar dar uma "blindada" nos amigos, tentando parar a polícia bem na hora em que as investigações do caso Dark Horse avançavam. 
  • A reação de Flávio Dino: Logo na manhã seguinte, o ministro Flávio Dino interveio imediatamente. Ele anulou a ordem de Mendonça e mandou o chefe da PF voltar ao cargo de forma urgente. Dino deixou claro que o afastamento prejudicava investigações graves sobre corrupção. 
  • A decisão de Fachin: Com a briga esquentando no tribunal, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, entrou em cena logo depois. Para acalmar os ânimos, ele suspendeu provisoriamente tanto a ordem de Mendonça quanto a de Dino, deixando a decisão final para o plenário, onde todos os ministros do STF vão votar juntos. 

Como diz o final da música de Cássia Eller: "Quem sabe a vida é não sonhar". Deixar de sonhar, nesse caso, significa abrir os olhos, ver a realidade como ela é e não se deixar enganar pelas histórias que os políticos de extrema direita contam por aí com a cobertura dos algoritimos e da chamada grande imprensa. 
Para saber mais porém sem precisar ficar fazendo papel de otário, recomendamos os programas do ICL, aqui. Outras Palavras,  Revista Fórum, GGN, TV 247, Portal do José
Com suporte da IA Gemini

Mendonça, o caos no STF e o ator invisível

Ao submeter o tribunal ao frenesi das redes e algorítmos, ministro quis torná-lo impotente e ridículo. Há um claro ganhador: as big techs, que agem para controlar o espaço público brasileiro e querem eliminar qualquer resistência a seu projeto

https://outraspalavras.net/crise-brasileira/mendonca-caos-no-stf-e-o-ator-invisivel/


Hoje, Ferreira Gullar faria aniversário.
Silvio Tendler registrou sua poesia, sua luta e sua história no documentário “Ferreira Gullar – Arqueologia do Poeta” e na série “Há Muitas Noites na Noite”.
“A arte existe porque a vida não basta.”
Assista no canal Caliban Produções no YouTube. Link na bio.