segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A vitória esmagadora da Lista dos Estudantes nas eleições legislativas da Sérvia

A vitória esmagadora da Lista dos Estudantes nas eleições legislativas da Sérvia significa um terramoto político histórico que põe fim a quase 14 anos de domínio absoluto de Aleksandar Vučić e do seu partido nacional-conservador (SNS). [1, 2]

O movimento estudantil conquistou a maioria absoluta com cerca de 140 dos 250 assentos no Parlamento, forçando Vučić a admitir publicamente a derrota. [1, 2, 3]

O significado prático e geopolítico desta reviravolta divide-se em quatro pontos centrais:
  • Fim da "Era Vučić" e do retrocesso democrático: A votação funcionou como um referendo contra um modelo político marcado pela forte concentração de poder, controle da mídia e corrupção institucional. A população rejeitou o regime populista de direita que governava o país desde 2012. [1, 2, 3]
  • Triunfo da mobilização civil sobre a política tradicional: A Lista dos Estudantes nasceu organicamente de dois anos de protestos anticorrupção e pró-democracia. A indignação popular atingiu o ápice após a tragédia ferroviária de Novi Sad em 2024, onde o desabamento de uma cobertura matou 16 pessoas e expôs graves esquemas de corrupção estatal. [1, 2, 3]
  • Renovação radical do Parlamento: O panorama partidário tradicional da Sérvia praticamente ruiu. Partidos menores não superaram a barreira de 3%, polarizando o parlamento de forma inédita entre os Estudantes e o SNS. A bancada eleita pelos estudantes é composta majoritariamente por acadêmicos, professores, artistas e especialistas com pouca experiência política tradicional, unidos sob o lema "A Sérvia ou a Máfia". [1, 2, 3, 4, 5]
  • Mudança no equilíbrio geopolítico: A Sérvia, tradicionalmente dividida em um delicado equilíbrio diplomático entre o Ocidente, a China e a Rússia, tende a mudar de rumo. O próprio Vučić declarou após a derrota que espera que as novas autoridades sérvias passem a adotar sanções contra a Rússia, sinalizando uma provável aproximação definitiva com a União Europeia. [1, 2]
O resultado representa uma virada histórica para a democracia no Leste Europeu, abrindo um capítulo focado no restabelecimento do Estado de direito, da liberdade de expressão e da justiça social no país. [1, 2]


Virada de Lula impõe freio ao avanço da extrema direita na América Latina

 A “onda azul” varreu a América Latina. Colômbia, Peru, Chile, El Salvador, Argentina: a direita avançou, e faltava a joia da coroa. Mas o Brasil disse não. Depois de sair atrás no primeiro turno, Lula virou e venceu Flávio Bolsonaro por 51,8% a 48,2%. Viradas assim não caem do céu e podem servir de exemplo a outras democracias que estão tentando se salvar.

O que mudou não foi apenas o voto, mas as ruas e as redes. Jovens, fandoms, movimentos com gente que ama, tolera ou critica Lula se encontraram para barrar o retorno do bolsonarismo. Aprenderam a combinar redes e manifestações, humor e organização, sem depender exclusivamente de partidos. Quando a democracia entrou em jogo, divergências não desapareceram, mas deixaram de ser desculpa para a paralisia.

E a disputa esteve longe de ser limpa. Decisões no TSE ameaçaram o Exército de Lula, tocado por André Janones, no WhatsApp. A Meta admitiu falhas (sic) após denúncias de tratamento claramente desigual. Flávio foi buscar pressão nos Estados Unidos — sim, patriotismo de exportação: pede-se socorro estrangeiro para impor a própria vontade em casa.

A vitória impôs um limite ao trumpismo na maior nação latino-americana. Enquanto a maioria dos governantes de direita da região cumprimentaram Lula, Milei preferiu o silêncio. Há uma diferença entre a direita que reconhece a derrota e a extrema direita que só aceita eleições quando vence.

Mas ninguém encomende o enterro da extrema direita. Ela segue forte, financiada, influente nas redes e nas instituições. Tampouco o voto deu a Lula cheque em branco. Quem saiu às ruas terá de cobrar o governo, fiscalizar concessões e defender os direitos conquistados com luta — nunca presenteados por governantes.

O antídoto contra o autoritarismo não é um salvador da pátria, de vermelho ou amarelo. É uma sociedade que se recusa a ficar sozinha, a calar e a abandonar quem precisa. A eleição acabou. A disputa pelo futuro, não. 

Óleo sobre tela. A derrota. 2026.


 Começou com funk terminou em silêncio!
 O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu uma suntuosa casa no Lago Sul, bairro mais nobre de Brasília, para acompanhar o resultado do segundo turno das eleições. No local, bandeiras verdes, telões e um palco foram instalados com o objetivo de celebrar a ascensão do primogênito de Jair Bolsonaro à Presidência da República
Sob total euforia, aliados do candidato, já chamado de presidente, oscilavam gritos, fogos de artifício e a batida de funk que virou o jingle da campanha do senador. Ao mesmo tempo, apoiadores e integrantes da campanha bradavam: "O Flávio vem aí e o bicho vai pegar"…
 Os apoiadores acompanhavam a transmissão por um canal de televisão em altíssimos decibéis. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) entoava de tempos em tempos gritos de apoio ao senador por meio de um microfone: "Vai pra cima deles, Flávio
 RSSSSSSSSSS
 Pouco a pouco, porém, foi ficando claro que a festa começou antes da hora. Por volta das 20h, Lula retomou a liderança na apuração de votos e às 20h30 já não era mais possível ouvir uma voz vindo de dentro da casa onde estava toda a campanha de Flávio Bolsonaro.
Do lado de fora, ouvia-se apenas o barulho estridente das cigarras, inseto comum nessa época do ano em Brasília. Também não havia mais o fumaceiro do churrasco
Antes mesmo de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar o resultado das eleições, apoiadores e membros da campanha de Flávio começaram a ir embora, em um silêncio absoluto, exceto um homem que tirou a camisa verde e amarela e saiu esbravejando que o "Nordeste é o câncer do Brasil”


Imprensa europeia diz que “Lula barrou a extrema direita” na América Latina

Jornais do velho continente ovacionam a vitória épica do petista sobre Flávio Bolsonaro e o retratam como o homem que freou o avanço dos extremistas. AQUI


domingo, 25 de outubro de 2026

O Brasil está pronto para mais. Artigo de Lula na Folha de São Paulo em 25 de Outubro de 2026

 


O Brasil está pronto para mais

Brasileiras e brasileiros verdadeiramente patriotas foram às ruas para defender nossas conquistas; a mudança já começou e seguirá no rumo certo

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República, é candidato à reeleição pelo PT

A cada eleição, o processo eleitoral brasileiro assiste à escalada das plataformas digitais. Aos poucos, as telas foram tomando o espaço que era das pessoas. Candidatos passaram a se eleger apertando o botão do celular, sem precisar apertar a mão do eleitor. Mas, em 2026, isso mudou, e o que vimos vai entrar para a história. O povo entendeu que esta eleição não é entre dois candidatos. Ele, o povo, é o próprio candidato.

Vivemos um raro momento de mobilização popular no Brasil. Milhares de movimentos de rua acontecem sem organização partidária, de maneira viva e espontânea. O povo se juntou e tomou para si a campanha.

De Silva em Silva, o Brasil se reencontrou na presença; no "tête-à-tête", amontoou-se e fez de muitas uma só voz.

Não abandonamos as redes. Ao contrário, ocupamos como nunca. Um exército heroico foi montado. Abrir o celular foi motivador e não desanimador. Mas foi nas ruas que, de maneira absoluta, nos quatro cantos do país, nós ocupamos os corações. Uma fórmula simples mobilizou nossa gente: a defesa do que conquistamos somada ao modelo de país que queremos no futuro.

O povo foi para a rua pela proteção de conquistas históricas: o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e tantas outras políticas públicas que criamos e consolidamos. A classe trabalhadora foi para a rua defender direitos trabalhistas conquistados: o reajuste salarial acima da inflação, o fim da escala 6x1 e um novo modelo tributário, que isenta impostos das famílias e coloca os milionários para pagar a conta. Brasileiras e brasileiros verdadeiramente patriotas também foram para a rua defender o que é nosso: nossa soberania, nossas terras raras, nosso petróleo e a nossa Amazônia.

Mas não é apenas o medo de perder que mobiliza nossa gente. O Brasil segue indo para as ruas porque quer mais. Quer um futuro construído com desenvolvimento e humanismo, investindo e acreditando na ciência, na tecnologia e na força da indústria nacional. Nossa gente foi movida pelo sonho de dias melhores, com um país moderno, líder em transformação energética e capaz de proteger as nossas matas e as nossas águas.

Sim. O povo brasileiro foi para a rua dizer que está pronto para mais. Nessa batalha contra o atraso, surge um país que não abre mão de mais oportunidades e mais segurança para as mulheres, de mais futuro para as crianças e de mais qualidade de vida para os idosos. A esperança que moveu as ruas é o sentimento de um povo bonito por natureza, diverso, alegre, de fé. Um povo que acredita que a nossa cultura tem um poder transformador, que resiste a tudo, desde os nossos antepassados até a juventude que tomou as ruas de todo o país.

As antigas oligarquias se juntaram a poderosos emergentes de um novo mundo: plataformas digitais, empresas de apostas, bilionários, o narcotráfico, as milícias e uma classe política delinquente que se instalou no Parlamento brasileiro e aprofundou seus métodos no governo Jair Bolsonaro

Esta é a minha última eleição. Não é uma disputa comum. As eleições do Brasil ganharam destaque na disputa geopolítica do mundo moderno. A desigualdade está crescendo no planeta, e há uma desordem mundial em curso: a extrema direita cresce, patrocinada por um punhado de bilionários transnacionais. O Brasil interessa muito a essa gente. Enfrentamos um sistema que, desde a colonização, usa sua força sempre que o povo avança. As antigas oligarquias se juntaram a poderosos emergentes de um novo mundo: plataformas digitais, empresas de apostas, bilionários, o narcotráfico, as milícias e uma classe política delinquente que se instalou no Parlamento brasileiro e aprofundou seus métodos no governo Jair Bolsonaro.

Mas nada é maior do que a união de um povo. Nós sabemos a força inabalável que quando os Silvas se juntam. Com humildade e uma vontade enorme de construir o nosso futuro, digo ao povo brasileiro: estamos prontos como nunca estivemos. Prontos para mais. A mudança que o nosso país merece já começou e seguirá no rumo certo. Por isso, por cada Silva do nosso imenso Brasil, nós iremos vencer.

Folha de São Paulo, 25/10/2026.

Nos rostos e nos cartazes, povo mostra alegria, consciência e disposição de luta



sábado, 24 de outubro de 2026

Entre monstros e multidões: a eleição em aberto, a força das ruas e a lição para a esquerda. Por Zezito de Oliveira

  A eleição segue em aberto, com diferença menor que o esperado e risco de repetir o sufoco da apuração de 2014 e 2022. O autor cobra responsabilidade das lideranças pelos “monstros” criados por ação ou omissão, enquanto reconhece o esforço militante para virar votos e seu efeito multiplicador. Em caso de vitória, defende mais humildade e proximidade das bases. Destaca ainda o peso do Nordeste, os estudantes e Janones, e cita Maringoni sobre as ruas como democracia direta. 

O resultado da eleição está em aberto. Faço essa afirmação porque, em termos numéricos, minha expectativa era que a diferença estivesse maior. Isso significa dizer que viveremos uma situação semelhante à de 2014 e à de 2022, com o clima embalado pela questão colocada na canção “Será” — “Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação” —, completada por mim com a palavra “omissão”.

E aqui, como no Evangelho, “a quem mais for dado, mais será cobrado”; portanto, os monstros criados por ação ou omissão são de responsabilidade maior das nossas lideranças ou dirigentes, inclusive das intermediárias. Porque ontem lembrava a um grupo de amigos, ao final da caminhada gigante em Aracaju, que a esquerda também tem os seus Pablos Marçais: indivíduos, grupos ou grupelhos também chamados de “fascistas de esquerda”, lobistas ou mafiosos, como prefiro chamar.

Mas, enfim, muitos esforços estão sendo realizados. São milhões de pessoas que se empenharam em virar voto ou em facilitar/favorecer a ida de pessoas que não votaram no primeiro turno. No meu caso, consegui virar o voto de um eleitor de Cury, e estamos colaborando financeiramente para que duas pessoas que não foram votar possam ir. Isso tem um efeito multiplicador: assim, dois, três, cinco novos votos para Lula, de cada um de nós que votamos em Lula no primeiro turno, podem ser o que falta.

E se der certo? Como esperamos, muito precisará ser corrigido. A arrogância e a soberba de muitos de nossos companheiros e camaradas precisam baixar — baixar a bola, como dizemos.

E aqui vale retomar os versos de “Será”, dessa vez não para a eleição, caso vitoriosa, mas para uma esquerda em que as lideranças e dirigentes se tornem mais solícitas, mais humildes, mais disponíveis, mais atentas e mais próximas das bases.

Um número importante: se o Nordeste colocar algo próximo aos 70% de votos da região   para o presidente Lula, isso ajuda bastante a garantir a vitória.

E sem dúvida os estudantes que foram as ruas primeiro e Janones que formou o exército  digital  nunca serão esquecidos, pelo divisor de águas com relação ao primeiro turno. Como disse Gilberto Maringoni: “O impressionante espetáculo das multidões nas ruas, num período menor do que três semanas, exprime não apenas a capacidade de mobilização e força de nossa gente, mas se constitui numa inédita forma de democracia direta. Milhões estão "votando com os pés", como disse Lenin, jogando por terra as bolorentas e desorientadas direções do PT e da campanha. Quem politizou essa luta histórica contra a barbárie foi o povo brasileiro.”

P.S. 1 – A forma como a campanha para reeleger o presidente Lula neste segundo turno vem se dando faz lembrar a campanha militante de 1989, mas agora com a participação, na liderança, de quadros de fora do PT — e mesmo à revelia deste —, como Janones, e de muitas lideranças ligadas ao movimento estudantil, a outros partidos de esquerda ou sem filiação partidária, além de muitas lideranças dos fandoms (fã-clubes) que pouco ou nunca participaram de mobilizações como essas.

P.S. 2 – Se Flávio Bolsonaro for eleito, o Brasil volta ao período da República Velha, ou seja, ao período anterior à Revolução de 1930. A forma como Kassio Nunes Marques e André Mendonça lidam com as questões do STF e do TSE será corriqueira e antecipa  como esse retorno acontecerá em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

P.S.3 - MISSÃO URGENTE!!!! Fazer essa noticia de ultima hora chegar nos quatro cantos do país!!!!!!!! Boraaaaaaa


POVO TÁ INDO VOTAR: “É LULA OU NÃO É?”, PERGUNTA O CIDADÃO PARA A FILA GRANDE | Cortes 247



São muitas as lições aprendidas e ensinadas nestas três semanas do segundo turno das eleições 2026. Por Zezito de Oliveira, Romero Venâncio e Fernando Morais

"Entre o estrondo do Riocentro em 1981 e o silêncio de uma UTI em 2021, a força do amor aprendeu a vencer a morte — e, nestas três semanas de segundo turno, fez-se multidão nas ruas de Aracaju e do Brasil, numa tarde de sexta-feira primaveril em que a cidade se vestiu de vermelho. Da oração partilhada na comunidade Bom Pastor ao áudio informal que Janones fez chegar a milhões como voz de amigo, do minimalismo e da proximidade que dão densidade à ação ampla à juventude que Fernando Morais nunca vira tantas vezes junta, o que se teceu foi um senso de comunidade contra a solidão e contra o medo. E se a estratégia se resume em duas palavras, a esperança se resume em uma: que a alegria reine no país, e os meninos e o povo no poder — não no tamanho que desejamos, mas no tamanho que a luta permitir. Independentemente do resultado das urnas, o que ganhamos já está nas calçadas: a certeza de que não educamos mal nossos filhos e netos. "

1 - "A força do amor vence a morte, faz viver.” Este é o verso de uma das canções mais bonitas de Zé Vicente, artista e educador popular conhecido por quem participa da Pastoral da Juventude, das CEBs, das Pastorais Sociais e dos movimentos sociais.

Na minha vida, as forças da morte representadas pela família Bolsonaro estiveram  presentes: em 1981, no atentado a bomba no Riocentro, contra artistas e jovens que celebravam o ressurgimento do movimento sindical no ABC; e em 2021, quando passei três meses internado em um hospital com COVID-19, metade desse tempo na UTI.

E nestes dias  vejo essa potência das forças do amor representada por milhares de brasileiros nas ruas, e isso só me faz viver com mais esperança e acreditar que Luiz Inácio Lula da Silva será presidente do Brasil pela quarta vez.

2 - “O que pode fazer o homem comum neste presente instante?” —, sintetizei a estratégia “Cultura com Lula” em duas palavras: minimalismo e proximidade, pois até o dia 25 é disso que dispomos, e depois o horizonte se amplia: a micropolítica que defendo desde a campanha do primeiro e intensificada neste segundo turno — sem desconectar das grandes mobilizações de rua e das redes — precisará se articular ainda mais à macropolítica, porque minimalismo e proximidade não são recuo, mas a base concreta que dá densidade à ação ampla; enquanto escrevo, ouço o professor Romero Venâncio — uma ponte entre espiritualidade libertadora, pensamento crítico e prática política.

Brasil: ruas, redes e o destino nas urnas com Romero Venancio (UFS) | Vote 13 #BORALULA | #ANTIFA


3 - No momento orante da comunidade Bom Pastor, em Aracaju, em favor da eleição do presidente que representa a democracia, a justiça e a beleza no Brasil, nesta quarta-feira, 21/10, na primeira fala, seguindo o roteiro do Ofício Divino das Comunidades, nos momentos iniciais — Recordação da Vida —, em que partilhamos os fatos marcantes do dia ou da semana — as lutas, as alegrias, as notícias da comunidade e a realidade social —, colocando-as diante de Deus, iniciei minha fala na roda com a citação de um verso da canção Coração Civil, de Milton Nascimento e Fernando Brant: “Quero que a alegria reine em meu país / e os meninos e o povo no poder eu quero ver”; ao final, incluí nas preces a alegria como desejo/súplica de vitória para o candidato capaz de favorecer condições e oportunidades para isso, e agora, em Aracaju, na caminhada gigante realizada nesta tarde de 23/10, ficou claro como é necessário elegermos Luiz Inácio Lula da Silva para que a alegria reine em meu estado e em meu país — se não no tamanho que desejamos, ao menos em parte, até porque há o Congresso, a imprensa corporativa, o assédio do imperialismo e a Faria Lima 

Aracaju vermelha, numa tarde de sexta-feira primaveril.

4 -  Uma das coisas mais interessantes da iniciativa Exército de Lula, capitaneada por Janones, é a formação de um senso de comunidade a partir de um objetivo comum: reeleger o presidente Lula.

Esse senso de comunidade é muito importante para pessoas que vivem mais sozinhas — idosos, pessoas que moram só e quem não faz mais parte ou nunca fez parte de organizações e movimentos sociais.

"Fascismo se espalhando e eu ainda insistindo em ser um cantor
pessoas sendo mortas e eu ainda aqui com medo
de ser alguém aquém de quem eu sou
"

É uma questão incrível: um dos conceitos mais importantes que consegui formular desde a primeira campanha do primeiro turno, em conversas com companheiros da militância cultural, é o de minimalismo e proximidade. Nesse sentido, a proximidadade, mesmo de forma virtual possibilitada pelo  canal criado por Janones, com áudios gravados e disponibilizados por ele regularmente, fez milhões de pessoas ouvirem como se tivessem recebido um áudio de alguém conhecido, por causa do jeito informal do general em  se manifestar.

Como exemplo, recebi de um amigo: Engaje seus/as idosos/as, Bota as velhotinhas no exército de Lula Elas vão adorar Janones.

5 - Fernando Morais no facebook

Breves e modestos pitacos de um octogenário que faz política desde o ATO 5, em 1968: primeiro, a massiva presença da juventude nos atos públicos que se multiplicaram pelo país nesse final de campanha pró-Lula. Rodei o Brasil do Piaui ao Rio grande do Sul, passando por Teresina, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Curitiba, Florianópolis e POA e nunca tinha visto nada parecido. Segundo, mas que poderia ser primeiro: a monumental quantidade de gente na rua. Não vi nada igual, seja como jornalista, seja como militante político, em nenhuma manifestação. Nem nas diretas já. Isso mesmo, nem no ato da Candelária nem no do Anhangabaú. Por último, mas não por menos importante: quem mobilizou e colocou essas massas colossais nas ruas não foi o governo nem a CUT, o MST, as Comunidades Eclesiais de Base nem o MTST. Isso tudo contra a avalanche da mídia conservadora, contra as elites, contra a ação descarada de potências estrangeiras. A internet pode ter ajudado, mas ninguém mobiliza gente inconsciente. Começo a alimentar a esperança de que não tenhamos educado mal nossos filhos e netos. Independentemente do resultado da eleição, acho que ganhamos.



ELEIÇÃO 2026 - O CORAJOSO DOM LIMACÊDO, OS BISPOS DA CARTA E OS ACOVARDADOS BISPOS DO BRASIL: A IGREJA E O PERIGO DO "COMPLEXO DE CASSANDRA" -Padre Gegê (*)

 

"Em artigo dirigido aos bispos do Brasil, um padre preto e periférico afirma que “silenciar também é tomar partido” e cobra do episcopado coragem profética diante do avanço da extrema-direita e do segundo turno das eleições presidenciais, defendendo posicionamento claro em favor dos pobres, da democracia e da vida em todas as suas dimensões. O texto evoca Guimarães Rosa, Dom Helder Câmara, os papas Francisco e Leão XIV e a carta de bispos católicos sobre o pleito."


“O que a vida quer da gente é coragem", escreveu João Guimaraes Rosa. E disse jesus: “Não tenhais medo!”. Dependendo da gravidade da situação, um bispo que não "toma partido" não deixa de ser bispo, em perspectiva sacramental, mas desmerece o seu ser paternal que habita em sua alma. E podem sim deixar terríveis dúvidas quanto ao exercício da paternidade na fé e na responsabilidade para com a vida integral do rebanho.

Quantos pais ausentes conhecemos? 

Dizer-se pai é coisa séria demais! É coisa tão séria que diz a Escritura: "A ninguém chameis de pai". Psicologicamente, "Pai" e "Mãe", além de figuras carnais, são arquétipos poderosíssimos do Inconsciente Coletivo. 

 Em nossa reflexão, falo da coragem requerida para todos os bispos/pais do Brasil que exercem, como São José, uma função paternal de real grandeza. Trato, evangelicamente falando, da coragem do pastor que não foge, covardemente, quando o lobo aparece; atitude própria dos mercenários que não se interessam pelas suas ovelhas. Coragem é a força interior que faz agir em perigoso tempo; isso implica "tomar partido", posicionamento e, consequentemente, correr riscos. Adverte padre Júlio Lancelotte: "Quem se mistura com os que apanham, vai apanhar também". 

É necessário registrar que o Brasil conta com uma plêiade valorosa de bispos cujas trajetórias gozam de exemplaridade para toda Igreja. Não podemos deixar de fazer memória dessa nuvem de pais na fé que não deixaram seus filhos e filhas lançados à própria sorte. Entre outros: Dom Helder Câmara, José Maria Pires (Dom Zumbi), Luciano Mendes, Paulo Evaristo Ars, Ivo Locheider, Adriano, Waldir Calheiros, Mauro Moreli, Pedro Casaldaliga... Os bispos de hoje não são "pais sem pais", "pais sem avôs"... É preciso honrar a multidão de testemunhas que com seus báculos sustentaram a defesa da vida em todas as suas dimensões. A CNBB, com avanços e recuos, nunca deixou de levantar a bandeira da dignidade humana. É uma trajetória honrosa. De Medellin à V Conferência Episcopal Latino-Americana em Aparecida, bispos corajosos sustentaram (e sustentam) uma Igreja fiel à opção preferencial pelos pobres ancorada no Evangelho. É um caminho sem volta.

Por que muitos bispos desprezam essa trajetória magnífica animada e sustentada pelo Espírito de Deus?

Não tenho interesse de pautar questões eclesiológicas. Tenho sim o confessado desejo de tomar a simbólica do bispo como pai, "especialmente dos pobres", como afirma a V Conferência de Aparecida, como razão pela qual nenhum bispo pode, por força de seu ministério paternal, descuidar da sorte dos desvalidos. E escrevo na posição filial. No contexto da V Conferência de Aparecida, afirmam os bispos: 

"Para todo povo de Deus, em especial para os presbíteros, procuramos ser pais, amigos e irmãos, sempre abertos ao diálogo". Minha escrita está situada neste plano. É, pois, a voz filial e fraternal de um padre preto e periférico endereçada aos bispos do Brasil – pais na fé e filhos preciosos da Mãe Igreja.  A Igreja (Povo de Deus, como enfatiza o Concílio Vaticano II), não se reduz   ao episcopado; mas não se diz sem ele.

O sacramento da ordenação imprime caráter indelével ("ex opere operato"), mas este reclama uma personalidade suficientemente capaz de suportar o peso das opções fundamentais do Evangelho e da caminhada da Igreja. Por vezes, uma coisa são os documentos e suas deliberações, e bem outra são as ações concretas. 

Os bispos, na compreensão profunda da Igreja, não são figuras decorativas ou notas de rodapé na obra salvífica/libertadora de Deus no coração da história. São pais na fé e, sobretudo em tempos desafiadores, como o segundo turno das eleições para presidente do Brasil (25), não podem deixar de exibir uma “coragem criativa”, nos termos da Carta Apostólica "Patris corde” (“Coração de pai”) do Papa Francisco. A propósito, escreveu Francisco em tom comprometedor: "São José é invocado como protetor dos miseráveis, necessitados, exilados, aflitos, pobres e moribundos. E pela mesma razão a Igreja não pode deixar de amar em primeiro lugar os últimos, porque Jesus conferiu-lhes a preferência ao identificar-Se Pessoalmente com eles”. Então, nos corpos flagelados destes, segundo Francisco, encontramos sempre “o Menino e sua mãe”. José tomou partido! 

Estão os bispos dispostos a "tomar partido" contra o perigo da ascensão da extrema-direita? Estão dispostos, à luz do Evangelho, a apontar sistemas políticos de poder pautados na violação dos direitos e na sacralizacão do ódio e da violência?

Por que muitos preferem o silêncio e a falsa neutralidade?

O que realmente ganham com isso? Que privilégios não estão dispostos a perder?

Silenciar também é tomar partido!

Quando digo "tomar partido" me refiro a posicionamentos concretos na defesa dos pobres e vulnerais à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja. Papa Francisco deixou um extraordinário legado no horizonte da defesa da vida. Papa Leão, na mesma direção, segue “tomando partido” diante dos que promovem a guerra, o terror e o ódio.

Ancorado nos valores do Evangelho, não teve e não tem medo de Trump! O Papa "tomou partido"! Apareceu ao mundo como um pai responsável. 

Sobre o avanço da extrema direita, disse corajosamente, Leão XIV que os ideários que carregam não constituem expressões autênticas do cristianismo. Isso é "tomar partido", assumindo inúmeras críticas e ataques. É necessário lembrar o testemunho de Dom Helder Câmara.  Diz o bispo, pai e profeta: "Eu não tenho medo quando dizem: 'A Igreja está se metendo em política'". E continua o bispo: "depende do que se entende como política.  Se política é sinônimo de preocupação com o bem comum, é preocupação com os direitos fundamentais da criatura humana. Política, neste sentido, não é só um dever da Igreja, é uma obrigação da Igreja".

Há tipos de bispo/pais aprisionados no mundo institucional e burocrático da Igreja. Vivem sim confinados em seus palácios, alheios aos gritos e dores do mundo. Não são bispos/pais "em saída".  Afirma Dom Helder: "Partir é não ficar apenas em volta dos problemas das instituições a que pertence. Por mais importantes que sejam, maior é a humanidade a quem nos cabe servir".

Há bispos/pais que, contraditoriamente, nutrem uma defesa seletiva da vida: aparecem como tigres ferozes quando o assunto é aborto e sexualidade, mas se mostram gatos mansos, no espriquiçamento contínuo dos seus corpos, quando o assunto é genocídio, chacina e racismo estrutural. 

Importante dizer que a palavra "covardia" vem de "coda"=calda, que vai significar "ter calda abaixada"; ou mais popularmente, aquele que põe o rabo entre as pernas. 

No contexto do segundo turno do pleito eleitoral, que elegerá não só um presidente do Brasil, mas definirá rumos de nossa pátria, as palavras corajosas de Dom Limacêdo, bispo de Afogado de Ingazeira (PE), em 11 de outubro, devem, ser consideradas não como uma "politicagem" barata e com motivações ideológicas, como muitos incomodados querem fazer crer. São sim um alerta profético de um bispo que assume no concreto da vida o lugar de pai responsável e profetados pobres. Diz o negro/bispo/pai:

"O que está em jogo não são duas pessoas, é um modelo de sociedade. É muito mais amplo do que duas pessoas. Corremos o risco de enfrentar uma ditadura. Digo sem medo de dizer isso. Tenho a responsabilidade em dizer. Se eu não disser, eu estou pecando diante de Deus e diante de vocês. Eu, que sou o pastor dessa diocese, não posso me dispensar desse anúncio”. 

E o bispo/pai disse o que eu considerei mais forte e belo: “Não seria fiel aquilo que eu prometi quando fui ordenado padre, quando fui ordenado bispo”. 

Eis, pois, a voz de um bispo/pai "em saída". 

"Sair" exige, por vezes, enlamear-se, pondo em risco o próprio nome ou reputação; é pôr a cara à tapa, assumindo o peso da decisão. Ao contrário há bispos que vivem, como diz o teólogo Ronilso Pacheco na obra “profetismo: utopia & insurgência”, para "'sacralizar a reputação', mesmo quando, ao invés de usar este termo, a expressão mais utilizada seja mais palatável, como 'equilíbrio', 'ponderação', 'saberia', 'discernimento' ou 'precaução'".

Em posição contrário, estão os corajosos bispos do Brasil que, no dia 22 de outubro, escreveram e assinaram a histórica e profética CARTA DE BISPOS CATÓLICOS AO POVO DE DEUS DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAS DE 2026. Segundo a Carta, a Igreja não pode ficar do lado que "ameaça frontalmente diversos pontos centrais da Doutrina Social da Igreja DSI), a existência da democracia, da soberania nacional e a prática do bem comum". 

Mas, a bem-aventurada Carta começa lembrando as desconcertantes palavras do Papa Leão XIV em sua primeira encíclica. Afirma o Papa:

"Há situações em que, para permanecermos humanos, temos de abandonar as hesitações e tomar posição. Há conflitos nos quais não é justo permanecer neutros...". 

Minha escrita versa sobre isso. Por essa razão, é voz de um filho aos pais.

Em linguagem simbólica, na minha compreensão, os padres não somos "edipianos", isto é, não desejamos a morte do pai (bispo) para desposarmos a mãe (Igreja). Somos, na minha acepção psicomitológica, muito mais telemaquianos, isto é, somos o Telémaco que, na Odisséia de Homero, procura desesperadamente o rosto e a voz do pai-Ulisses. Em outros termos, sobretudo em momentos sombrios e desafiadores, sempre esperamos o rosto e a voz dos bispos, a voz do pai – ainda que este se encontre engolindo seus próprios filhos, por conta do carreirismo e do poder, como o Cronos devorador da mitologia grega; ou distante como  Ulisses na Odisséia; ou como Agamenon que, na Ilíada,  mata sua própria filha (Ifigênia) por causa do triunfo da guerra; ou vivo/morto como o pai do conto "A terceira margem do rio" de Guimarães Rosa; ou realmente morto, como o Rei Hamlet de Shakespeare. 

Onde estão os pais? O que fazem agora?

Todo grito pelo pai, sobretudo dos desesperados, ao fim e ao cabo, de uma forma ou de outra, reedita na história o grito de Jesus pendente no madeiro: "Eli, Eli, lama sabactáni"?

É importante ressaltar que, no que se refere a Cristo, todos estamos no mesmo barco. Mas, na vida concreta, há bispos e cardeais (e padres também) que vivem confortavelmente nos seus "iates" palacianos, teológicos e doutrinários, enquanto grande parte do povo (e dos padres) atravessam perigosos mares sem um pedaço de madeira para se agarrar. Lembra oportunamente o teólogo Leonardo Boff: "Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam".

Para vergonha do Evangelho, há autoridades da Igreja mais preocupadas em defender os privilégios dos que dominam do que os direitos dos vulneralizados. São eles, sempre, eclesiasticamente, bajulados e blindados, mas insensíveis e infelizes pastores que, vendo as ovelhas em risco de morte, ainda assim, nelas só conseguem enxergar a carne, o couro e a lã.

Afirma, magistralmente, o pretíssimo teólogo Ronilso Pacheco: "Os palácios escolheram seus profetas e os (pseudo) profetas escolheram os seus palácios". 

Para um exame de consciência eclesial, a partir de cima, são bem-vindas as palavras de Dom Helder Câmara, por mais que possam doer aos ouvidos dos filhos e filhas da Santa Madre Igreja. Diz com extraordinário realismo o bispo/pai/ - irmão dos pobres, como o chamou São João Paulo II: 

"A Igreja não é sempre tão bela, tão pura, tão corajosa e sincera como ela deveria, e mesmo como ela o queria ser".

Por fim, o que, filialmente, digo vale para toda Igreja (e ultrapassa o pleito eleitoral): do divórcio, por vezes escandaloso, entre o falado e o vivido, é que penso no perigo do Complexo de Cassandra".  

Na mitologia grega, Cassandra fez um pacto com o deus Apolo, a partir do qual recebeu o dom de profetizar.  Mas, como não honrou o combinado, recebeu a terrível maldição: embora profetizasse a verdade, ninguém acreditaria em suas palavras.  Por exemplo, Cassandra alertou aos troianos quanto ao perigo do "cavalo de Tróia" pensado pelo astuto Ulisses, mas ninguém deu crédito às suas palavras. Ela disse a verdade, mas ninguém acreditou!

Os heróis gregos, então, por conta do cavalo, atravessaram a muralha e venceram a guerra. 

Cassandra é, pois, em minha particular reflexão, imagem adequada da profecia desacreditada e, consequentemente, fracassada, em virtude da contradição interna daquele ou daquela que a profere. 

Pode a Igreja sofrer o "complexo de Cassandra"?

Que cada um responda por si. Da minha parte, deixo as palavras desconcertantes de Dom Helder Câmara. E quem tiver ouvidos para ouvir, ouça.  

Adverte o bispo/pai/profeta: a massa ou o povo vai despertar: com a Igreja, sem a Igreja ou contra a Igreja. 

E se o povo, olhando para trás, tiver a percepção de que a Igreja não teve coragem de defendê-lo, conclui o bispo vermelho: "então, acabou o cristianismo"!

"Veni creator Spiritus" - Vinde, Pai dos pobres!

(*)  Doutor em Ciência da Religião pela PUC-SP, Mestre em Teologia Sistemática e psicólogo clínico pela PUC-RJ e pós-graduado em Teoria Junguiana pelo IBMR.


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Mensagem do Blog da Cultura aos cristãos católicos e de outras denominações com os bispos da CNBB e com o Papa Leão XIV para as eleições de 25 de Outubro de 2026



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Neste Brasil em transe, muitas canções nos consolam, nos ensinam e nos incentivam a seguir lutando.

 Seguem algumas canções que nos conectam a esta quadra histórica que estamos vivendo — uma possibilidade de trilha sonora para o roteirista desta epopeia que chamamos Brasil, pensada para ajudar a atravessar esse acontecimento histórico referente ao 4 e ao  25 de outubro.



A primeira  “Será”, do Legião Urbana, para as cenas de reações de surpresa e decepção com o resultado do primeiro turno das eleições em 4 de outubro; seguida de “Coração Civil”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, para introduzir um respiro de esperança e levantar o astral. A seguir, para lembrar que será uma luta bastante difícil e que o resultado pode ser desfavorável, entra “Roda Viva”, de Chico Buarque; já para a possibilidade de vitória, para desejar e comemorar, caso provavelmente aconteça: “Nem Cinco Minutos Guardados”, dos Titãs. Perpassando todo o enredo, “É”, de Gonzaguinha. E, logo depois da vitória, para comemorar “Maria, Maria”, de Milton Nascimento,  e Credo,  também de Milton Nascimento e Fernando Brant “Tenha fé em nosso povo, que ele resiste”.




Mais canções para uma segunda play list , esta acima. Para a irrupção do povo nas ruas "amar e mudar as coisa me interessam mais" de Belchior. Também para a multidão nas ruas , Chame Gente , de Moraes Moreira e "Eu quero botar o meu bloco nas ruas." de Sérgio Sampaio. Para recomendar a não eleição de Flávio Bolsonaro, "meninos mimados  não podem reger a nação" de Criolo. Para comemorar a vitória de Lula "pro dia nascer feliz" de Cazuza.