quinta-feira, 9 de julho de 2026

VIVA AOS 48 ANOS DA PASTORAL DA JUVENTUDE DO MEIO POPULAR (PJMP)

A PJMP floresceu na Arquidiocese de Olinda e Recife (Pernambuco) em meados dos anos 70. No dia 09 de julho de 1978, aconteceu o primeiro encontro, e nele foi deliberada a criação de um movimento para acompanhar, subsidiar e articular os grupos de jovens do meio popular nas periferias da Arquidiocese. Posteriormente, foi decidido tomar forma de pastoral.

O Espírito Santo de Deus soprou bem forte e as sementes lançadas em Pernambuco logo se espalharam e floresceram também em outros estados e dioceses, que, em menos de um ano de caminhada pastoral, acontecia o primeiro encontro nacional da PJMP com a participação de jovens empobrecidos de todos os regionais da CNBB na época.

A PJMP nasceu a partir da influência direta de Dom Helder Camara e sua ação pastoral é baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo. 

A PJMP é herdeira da linda história social da Igreja Católica, reafirmando tudo o que foi profetizado no Concílio Ecumênico Vaticano II, nas Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e Caribenho (Medellín, 1968; Puebla, 1979; Santo Domingo, 1992; e Aparecida, 2007), nos Ensinamentos Sociais da Igreja (Magistério Social), nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nas Pastorais Sociais, no Movimento Fraterno Encontro de Irmãos, na Ação Católica (Geral e Específica), no Movimento de Educação de Base, nos Círculos Bíblicos, na Educação Popular e na Teologia da Libertação. 

A PJMP carrega em sua história a Opção Preferencial pelos/as Empobrecidos/as e a Opção Preferencial pelas Juventudes, sendo ela mesma O VERBO PROFÉTICO de ambas as Opções Preferenciais da Igreja Libertadora e Transformadora: UMA PASTORAL DAS JUVENTUDES EMPOBRECIDAS. 

Ou seja, a PJMP não assume meramente essas Opções Preferenciais, ela mesma é o fruto, é o gesto concreto, é a vivência prática na sua ação pastoral, tornando-se a Opção Preferencial Pelas Juventudes Empobrecidas.

E mais recente, essa missão cravada no meio popular, encontrou profundo amparo com o Papa Francisco, quando na "Exortação Pós-Sinodal Cristo Vive", ele propôs uma Pastoral da Juventude Popular. (No Brasil, essa Pastoral já existe há 48 anos...)

No Plano Político Pastoral Missionário (PPPM), a missão da PJMP é: “Vivenciar o projeto libertador de Jesus Cristo, sendo Igreja em saída, que testemunha o Reino de Deus e a alegria do Evangelho nas periferias, atuando frente aos desafios eclesiais e sociais, como sinal de esperança nas experiências de fé e nas lutas da juventude do meio popular.”

VIVA AS JUVENTUDES DO MEIO POPULAR!!! 

Olinda-PE. 09.07.2026.

FILIPE XAVIER 

Militante, Educador e Historiador no meio popular.

A juventude é a bandeira do amor - Música da PJMP/ Pastoral da Juventude do Meio Popular









Artigo publicado no jornal “O Globo”, em 11 de abril de 1969, sintetizando entrevista dada por D. Hélder Câmara durante uma viagem feita à Manchester, na Inglaterra, em que conclama os estudantes de todo o mundo a se unir aos Beatles para denunciar a sociedade.





MAGNIFICA HUMANITAS de LEÃO XIV: o ARCO HISTÓRICO com PAULO VI na Doutrina Social da Igreja (II).

 Continuidade do comentário do Padre José Soares, arquidiocese de Aracaju,  sobre a primeira encíclica de Leão XIV;

NESTE SEGUNDO espaço para abordarmos o pensamento social da encíclica atual do Papa Leão XIV, queremos destacar a sua forte percepção no capítulo primeiro (Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho), com três expressões bem contundentes; abordaremos mais uma “janela” da Doutrina Social da Igreja (DSI) que corresponde ao pontificado de Paulo VI e faremos uma apresentação bem detalhada do que chamamos o arco histórico entre as ideias do Papa Leão e os pontificados do séc. XX, dando ênfase – claro que a ideia é essa – a Paulo VI e a Populorum Progressio.

1) As expressões de Leão XIV. O caminho da Doutrina Social da Igreja no século XX, não pode ser apartado do Concílio Vaticano II. Enquanto ele tem sido quase que “triturado” nas redes sociais e até em alguns ambientes da própria Igreja Católica, o Papa Leão XIV cita-o com abundância em sua encíclica e faz da Gaudium et Spes, “janela” – como chamamos no artigo passado – ou seja, um lugar profundo de interação com a DSI e o mundo atual. O papa afirma que a Doutrina Social, “nasce de uma Igreja que caminha com a humanidade” (M.H., n. 18) e enxergamos nesse número uma extraordinária chave de leitura para o capítulo primeiro e para quem está iniciando seus estudos ou pesquisas sobre o tema. Ele aborda as expressões que seguem:   

  - 1.1. “Patrimônio de Sabedoria” (n. 24). Uma colocação como essa perpassa e ultrapassa o campo eclesial, colocando o pensamento do papa na vanguarda das discussões sobre a Inteligência Artificial (IA), sobre o conhecimento científico – e ele aborda demais isso no n. 23 – dentro da discussão teológica e aproxima as ideias de Leão XIV de João XXIII e Paulo VI e dos demais papas que foram célebres no século XX. A ideia de patrimônio é profunda e significa: origem, herança, consistência, arcabouço, legado e bens. O próprio Papa Leão se expressa assim: 

“Alimentada por este diálogo fecundo entre Evangelho e conhecimentos humanos, a Igreja aprofundou progressivamente a sua Doutrina social, fazendo amadurecer ao longo do tempo um património de sabedoria dotado de uma coerência teológica e antropológica enraizada na visão cristã da pessoa” (M.H., n. 24).

Não se pode correr do diálogo e abertura com as ciências modernas e nem execrar o pensamento que está fora do redil da Igreja, pois, a Igreja tem uma Tradição imensa que a qualifica para debater e sugerir caminhos de luzes para a sociedade como um todo. A Igreja não é um pote seco à beira da estrada na espera de alguém para enchê-lo. Ela é uma fonte, lugar de saciar a sede e de tornar a sua água, espelho de vida e de salvação. E fechando a profunda citação do patrimônio, Leão fecha assim: a função da Doutrina social não é substituir as instituições, mas ajudar no discernimento e reconhecimento da dignidade das pessoas (n. 24)

  - 1.2. A toda luta insana pelo ‘poder’ – e na Igreja existe e muito, como na sociedade civil a ponto de desgastar, excluir e até matar – nos contrapomos com a verdade do evangelho (n. 25) e acrescenta: “antes de mais, não conta ocupar espaços de poder ou defender bastiões culturais, mas iniciar processos de bem e deixá-los amadurecer; assim, a verdade do Evangelho não se impõe de cima, mas cresce no tempo, no entrelaçar-se concreto das vidas, das comunidades e das culturas” (n. 25). Que afirmação forte e densa de conteúdo para nossas formações em paróquias e fora delas. O Papa Leão mostra que enxerga além de nossos limites eclesiais, escreve para aumentar a força da Doutrina Social da Igreja e sabe – com toda a certeza e pelas luzes que o acompanham – que nossos lugares curiais e eclesiais estão fragilizados, “adoecidos” e paralisados...INÉRCIA.   

  1.3. “Teologia da comunhão na história”. É o resultado de muita preocupação por parte da Igreja e dos crentes de todas as religiões (M.H. n. 27), que não se perca a defesa dos direitos de quem sofre. Esse caminho de luta e discernimento só se dá na história humana e ligada a ela com muita acuidade e misericórdia, para deixar claro a opção de Deus pelos últimos. Leão XIV afirma: “Assim, quando a dignidade dos irmãos é desfigurada, quando a política não responde aos dramas da humanidade, quando a economia se volta contra a pessoa ou a ciência ultrapassa os limites do seu método” (n. 27), a Igreja deve entrar nesse debate e recordar que ela possui instrumentos para servir a apoiar que está desfigurado e ferido. Uma exposição de fato extraordinária essa do n. 27, ao colocar a Teologia no lugar do encontro entre a fé de tantos irmãos e irmãs, excedendo o campo da mera doutrina especulativa, para mergulhar na prática de uma pastoral que resgata atitudes e vidas. Portanto: na Doutrina Social não se aceita o aniquilamento da     dignidade de ninguém; não se concebe uma política afastada do bem comum e não podemos conceber uma economia separada da ética e geradora de miséria exclusão social. 

2) A janela de Paulo VI. Temos que ressaltar nessa janela, a contínua percepção do papa em matéria de dialogar e defender a exaustão que a Igreja não se afaste dos princípios fundamentais do evangelho. Paulo VI não destrói, mas dá prosseguimento as ideias de João XXIII, encarando com vivacidade que o novo olhar de uma sociedade em estado de ebulição, carregada de profundas mudanças, mexeu e muito com os ensinamentos da Igreja. De modo “Ad Intra” é preciso destacar as iniciativas frequentes dos episcopados nacionais que, antes do Vaticano II eram inexistentes. O próprio Paulo VI deu um grande exemplo de impulso a colegialidade e profunda comunhão, quando esteve pessoalmente na Colômbia para a II Conferência dos Bispos Latino Americanos em 1968, a chamada Conferência de Medellin. Já de modo “Ad Extra” a Igreja viu-se perante novos e provocativos desafios do mundo moderno – já passado o Vaticano II – e os documentos que compõem a DSI precisam dizer algo: sobre a secularização e a pobreza crescente no mundo. E agora, qual a posição da Igreja numa sociedade que renunciou à sua estrutura vertical e à homogeneidade, mergulhando de vez no secularismo? Como devem agir os cristãos e os demais crentes? O Papa Paulo VI respondeu em 1971 com a Carta Apostólica Octogesima Adveniens de Paulo VI em 1971. 

Diante de tantas questões novas, a Igreja procura fazer um esforço de reflexão, para poder dar uma resposta, no seu campo próprio, à expectativa dos homens”. E continua: “A doutrina social da Igreja, com toda a sua dinâmica, acompanha os homens em tal busca diligente. Se ela não intervém para autentificar uma estrutura estabelecida ou para propor um modelo pré-fabricado, também não se limita a recordar alguns princípios gerais. Ao contrário, ela é algo que se desenvolve por meio de uma reflexão que é feita em permanente contato com as situações deste mundo, susceptíveis de mudanças, sob o impulso do Evangelho” (n. 42). 

    Com Paulo VI o método da DSI passa de dedutivo, para o método indutivo. A preocupação do papa não está mais em destacar os “altíssimos princípios da revelação e do direito natural para daí deduzir um modelo de sociedade cristã, válido para todos os casos, a traduzir em prática em todo tempo e em todo lugar, mas se parte da leitura dos “sinais dos tempos”, confiadas às diversas comunidades cristãs, para interpretá-los depois à luz do evangelho e do ensinamento da Igreja” (Sorge Bartolomeo, p. 15). A dinâmica do diálogo deve substituir a da imposição; a beleza do mistério está presente nas atitudes dos homens e mulheres que são imagem e semelhança de Deus; a presença eclesial não se dá só coma celebração constante dos sacramentos, mas com atuação cristã nas periferias “sociais e existenciais”, como nos disse o Papa Francisco, sucessor de Paulo VI. 


Cérebro Eletrônico
Gilberto Gil

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo

O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda

Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço. Hum

Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei

Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus
Olhos de vidro

Tecnologia e humanidade em "Cérebro Eletrônico" de Gilberto Gil
Em "Cérebro Eletrônico", Gilberto Gil faz uma crítica direta à crescente presença da tecnologia e das máquinas na vida cotidiana, destacando suas limitações diante da experiência humana. Ao dizer “cérebro eletrônico faz tudo, faz quase tudo, mas ele é mudo”, Gil evidencia que, apesar de toda a eficiência e capacidade das máquinas, elas não possuem voz própria, sentimentos ou subjetividade. Essa reflexão ganha ainda mais força ao lembrar que a música foi composta durante a ditadura militar, período em que Gil estava preso e a liberdade individual era duramente reprimida. O contexto político se reflete na ideia de máquinas que “mandam e desmandam”, mas não compreendem ou sentem, sugerindo uma crítica ao controle social e à desumanização.

A letra ressalta a singularidade do ser humano em versos como “só eu posso pensar se Deus existe, só eu posso chorar quando estou triste”. Gil reforça que, por mais avançada que seja a tecnologia, ela nunca será capaz de acessar emoções, espiritualidade ou consciência – elementos que definem a humanidade. O trecho “cérebro eletrônico nenhum me dá socorro no meu caminho inevitável para a morte” mostra a limitação das máquinas diante das questões existenciais. Assim, a canção, com seu tom irônico e experimental típico do tropicalismo, alerta para o risco da alienação tecnológica e valoriza a autonomia e a sensibilidade humanas frente ao avanço das máquinas.
Fonte da letra e da análise do significado.  https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/46197/



Nota do Editor 

Dando continuidade ao que fizemos no primeiro artigo da série, trazemos novamente a arte de Gilberto Gil para conversar com as reflexões do Padre José Soares. Essa união não é por acaso: ela ajuda a iluminar as belas e desafiadoras páginas da encíclica Magnifica Humanidade.

Mas é importante dizer: essa escolha não é só enfeite ou uma forma de tornar o texto mais “leve” para agradar os leitores. Ela nasce de uma convicção bem simples e ao mesmo tempo muito forte: a de que a música popular – principalmente a nossa MPB – é um lugar especial onde a filosofia, a fé e as angústias do mundo se encontram. Gilberto Gil não é apenas um grande compositor; ele é um pensador que, com suas letras, antecipou discussões que a própria Igreja demoraria anos para colocar no papel.

Quando ouvimos "Cérebro Eletrônico", por exemplo, Gil já estava falando, lá nos anos 1960, sobre os perigos de uma tecnologia que quer substituir o ser humano e sobre o valor insubstituível da nossa carne, da nossa dor e da nossa liberdade. Esse tipo de reflexão bate de frente com o que o Papa Leão XIV e o Papa Paulo VI nos disseram sobre os limites da ciência e a defesa da dignidade de cada pessoa. A canção popular, nesse sentido, funciona como um "termômetro da alma" – ela capta o que a sociedade está sentindo antes mesmo de os grandes documentos oficiais colocarem em palavras.

Além disso, trazer Gilberto Gil para perto do Padre Soares é uma maneira de escutar os "sinais dos tempos", que é exatamente o que a Doutrina Social da Igreja nos pede, especialmente desde o tempo de Paulo VI. A Igreja não pode ficar fechada em seus próprios muros; ela precisa aprender com a poesia que nasce nas ruas, nas rodas de samba e nas canções que embalam o dia a dia do povo brasileiro.

Portanto, essa ponte entre arte e teologia não é forçada. Ela é, na verdade, um jeito de dizer que o Espírito de Deus sopra onde quer – inclusive nas melodias – e que a reflexão sobre a vida, a morte, a técnica e o sentido da existência é de todos, não só dos especialistas. Ao unir Gil e o Padre Soares, queremos mostrar que a encíclica não é um texto frio e distante, mas uma conversa viva que ganha cor, ritmo e emoção quando a gente a escuta junto com a música brasileira.

ENCÍCLICA POPULORUM PROGRESSIO | DOM PAULO RESPONDE - 27/05/2025 #93

🕊️ Acompanhe a mensagem do Arcebispo de Olinda e Recife na Rádio Olinda! Todas as tardes Acompanhe a interação do Arcebispo de Olinda e Recife com seus fieis e mergulhe na beleza da compreensão.


Para ouvir a formação complete de Dom Paulo Jackson sobre Doutrina Social da Igreja na Rádio Olinda, clique aqui

A encíclica de Leão XIV “Magnifica humanitas”: áudio e texto

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial.  Aqui

O Papa Leão XIV enviou suas cordiais saudações a todos os participantes da Cúpula Global “AI for Good” 2026, organizada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), a principal plataforma das Nações Unidas para o avanço da IA ​​a serviço do desenvolvimento sustentável. O evento se realiza em parceria com outras agências da ONU e é co-organizada pelo Governo suíço. A mensagem do Santo Padre foi assinada pelo secretário de Estado, card. Pietro Parolin.
Ao se reunirem para refletir sobre a IA, que suscita algumas das principais questões de nosso tempo a respeito do futuro da humanidade, o Pontífice assegura a presença da Santa Sé e sua abertura ao diálogo, especialmente neste momento de virada histórica.
Em sua recente Carta Encíclica Magnifica humanitas, escreve o secretário de Estado, o Papa Leão XIV expressou seu desejo de dialogar com todos os homens e mulheres de nosso tempo, a fim de “identificar novos caminhos para o bem comum e para a promoção de uma vida digna para todos”.
Deste modo, a Magnifica humanitas é fruto de sua escuta de “cientistas e engenheiros que trabalham com entusiasmo sincero em tecnologias capazes de aliviar sofrimentos imensos; líderes políticos e funcionários públicos que procuraram com tenacidade normas justas; pais e professores profundamente preocupados com o futuro das gerações mais jovens”. No entanto, ao mesmo tempo, ela também foi impulsionada por relatos preocupantes sobre possíveis usos indevidos de algoritmos e pela perda da autonomia humana em áreas críticas.
Ao desejar que participem de discussões construtivas e enriquecedoras, o Santo Padre garante suas orações em seus esforços “para servir à humanidade”.
Genebra acolhe desde terça-feira, 7 de julho, a cúpula “AI for Good”, ou “Inteligência Artificial para o Bem”, que se realiza após o Diálogo Mundial sobre a Governança da IA.
São quatro dias de palestras e workshops, com a participação de especialistas de todo o mundo. Do Brasil, entre outros, participa a líder indígena Puyr Tembé, da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará. Hoje, 9 de julho, ela deu sua contribuição no painel “IA, sabedoria indígena e o futuro da humanidade”.

serça-feira, 26 de maio de 2026

Magnifica Humanitas. Limites, possibilidades, perspectivas. Algumas análises


Para produção de conteúdo nessa postagem utilizamos IA para pesquisa de dados, revisão de texto  e produção de imagens

Abaixo, o primeiro artigo da trilogia...

terça-feira, 16 de junho de 2026

MAGNIFICA HUMANITAS de LEÃO XIV: o processo histórico e a Doutrina Social da Igreja (I) -Por Padre José Soares - Arquidiocese de Aracaju

NO CAMINHO histórico da Doutrina Social da Igreja ou Ensino Social, deixamos a poeira baixar – é um ditado popular muito forte – para nos manifestar sobre a primeira encíclica do Papa Leão XIV. Vamos elaborar dois ou três textos que possam nos ajudar a debater pontos da história entre Leão XIII (1878-1903) e o atual pontificado de Leão XIV, destacando mais os traços que são importantes para a compreensão e discussão da encíclica no campo da Doutrina Social, com relevo para a política social. São pontos fundamentais para o atual contexto em que vivemos de desmonte da democracia e pouca leitura eclesial por parte da maioria das pessoas, incluindo o clero e fiéis que seguem a Igreja.


Abertas as inscrições. Curso de literatura, com Célio Turino, no CPF, Centro de Pesquisa e Formação, no SESC 14 Bis, 4° andar (SP).

De 16/7 a 6/8, quintas, das 14h30 às 18h30. 

Inscrições a partir do dia 25/6, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc 14 BIS ou através do app do SESC. 

Presencial


De 16/7 a 6/8, quintas, das 14h30 às 18h30. 

Partindo do livro Fios da história – poemas, de Célio Turino, o curso propõe uma reflexão sobre a história não apenas como disciplina acadêmica, mas como linguagem viva, atravessada por poesia, narrativa, memória, conflito e projeto de futuro.

A partir de tradições historiográficas críticas (Benjamin, Thompson, Hobsbawm, Ginzburg), da oralidade ancestral (griôs, quipus, mitos fundadores) e da experiência política e cultural latino-americana (vide livro do autor, Por todos os caminhos – Pontos de Cultura na América Latina (Editora Sesc)), o curso investiga os limites e as potências da escrita da história, colocando em diálogo o pensamento histórico-racional e a criação poética.

A pergunta de fundo é simples e radical: como narrar o tempo sem amputar a vida? E a partir da resposta, uma nova pergunta: qual o papel do ativista cultural, do poeta, do historiador e do intelectual diante das urgências do presente?

O curso integra história, poesia, filosofia e política cultural, valorizando a tradição crítica sem abdicar da linguagem sensível, em diálogo com o Brasil profundo, a América Latina e o tempo presente.

Com Célio Turino, historiador e escritor. Graduado e mestre em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Humanidades pela Universidade de São Paulo (USP). Atua há 40 anos como gestor em políticas públicas.

Inscrições AQUI



quarta-feira, 8 de julho de 2026

Oficina de Teatro Popular para iniciantes chega ao Bairro Industrial com foco em transformação social e cidadania

Projeto promovido pela Ação Cultural com apoio da  Paróquia São Pedro Pescador  será conduzido pelos artistas-educadores Raimundo Venâncio e Tânia Maria; inscrições já estão abertas

A arte como ferramenta de revitalização, formação humana e fortalecimento de vínculos comunitários. É com essa premissa que a Ação Cultural, em parceria com a Paróquia São Pedro Pescador   anuncia a realização da 1ª Oficina de Teatro Popular para Iniciantes. Voltada prioritariamente a adolescentes e jovens, mas aberta a pessoas de outras idades (com exceção de crianças), a formação acontecerá de 21 a 26 de agosto, no espaço da igreja, no Bairro Industrial, com sessões vespertinas.

A iniciativa surge em um momento de expansão das atividades culturais na região, dando continuidade ao trabalho iniciado com o Cineclube Realidade e as oficinas de audiovisual, e reforça o compromisso das instituições envolvidas em levar arte e cidadania à periferia de Aracaju.

Inspiração e impacto social

O entusiasmo dos organizadores é alimentado por experiências transformadoras vividas pelos próprios oficineiros. Durante a reunião de planejamento, Raimundo Venâncio compartilhou um case marcante ocorrido em Poço Redondo: uma lavradora de 55 anos, que enfrentava dificuldades de leitura e memorização, mergulhou de corpo e alma no curso e descobriu na arte um processo de "revitalização". Seu engajamento emocionou a equipe e envolveu até mesmo o marido.

"Casos como esse mostram que o teatro vai muito além da técnica. Ele resgata autoestima, desperta sensibilidades e transforma vidas. É exatamente isso que queremos levar ao Bairro Industrial", destacou Raimundo Venâncio.

Para o assessor técnico  da Ação Cultural, Zezito de Oliveira, a arte deve ser tratada com a mesma relevância que a saúde e a educação.

Metodologia flexível e temas relevantes

A abordagem da oficina será adaptada ao perfil do grupo. Em vez de um único trabalho coletivo – que pode ser desafiador e frustrar iniciantes – a dupla de educadores optou por trabalhar com cenas curtas individuais ou em duplas, permitindo que cada participante evolua no próprio ritmo.

No primeiro encontro, serão realizados exercícios para identificar aptidões e interesses dos alunos, orientando a escolha dos textos e temas. O vasto acervo de Raimundo Venâncio contempla questões sociais urgentes, como violência contra a mulher, racismo, transtornos mentais, desilusão, suicídio e miséria, além de adaptações de clássicos como Hamlet e Antígona.

Ficou definido que o cordel não será utilizado nesta turma iniciante, devido à complexidade de entonação e métrica, que exigem maior habilidade técnica. Também foi sugerido pelo assessor técnico  Zezito de Oliveira que a oficina aborde a memória e a transformação do Bairro Industrial, que perdeu seu perfil operário para se tornar uma região majoritariamente comercial – uma oportunidade de resgatar e valorizar a história local.

Logística, parcerias e metas

A oficina começa efetivamente na terça-feira, 21 de agosto, estendendo-se até o sábado, dia 25 (com possibilidade de encerramento no domingo, 26). As aulas terão duração de 4 a 5 horas por dia.

Atualmente, há 10 inscritos, e a meta é alcançar 20 participantes, garantindo um número razoável de alunos ativos mesmo diante da queda de engajamento comum em cursos gratuitos. Para isso, será feito um reforço na divulgação para além do bairro Industrial,  e com o apoio do Padre Soares, haverá  anúncios durante as missas, e dos próprios membros da reunião.

Sobre a infraestrutura, a igreja sediará os encontros, e a apresentação final  ocorrerá no pátio do espaço de convivência.

Equipe e apoiadores

A oficina será conduzida pela dupla de artistas-educadores Raimundo Venâncio e Tânia Maria, ambos com mais de três décadas de trajetória no campo das artes cênicas. Atualmente, por meio de editais, eles foram contratados para residir e desenvolver trabalhos artísticos em Poço Redondo com o Grupo Teatral  Raízes Nordestina, com autonomia criativa e apoio financeiro para produções – algo raro no cenário teatral. O grupo também mantém diálogo com o Movimento Pequenos Agricultores (MPA), a UFS e o MST. 

Entre os parceiros locais, destaca-se Douglas, que começou no teatro em Aracaju – com passagens pela Casa Rua da Cultura e Grupo Imbuaça – e hoje compartilha conhecimentos na Paróquia São Pedro Pescador, com foco em teatro cristão, além de ter instigado jovens a participarem das oficinas de audiovisual e teatro. Também estiveram presentes na reunião Patrícia (da paróquia), cuja filha Cecília já está inscrita, e Jaci, poeta popular que vê o teatro e a poesia como artes complementares.

"Mais do que formar atores, queremos formar bons cidadãos: pessoas mais , amáveis, carinhosas, politicamente conscientes, tolerantes e respeitosas, que valorizem as diferenças e acolham o próximo. E isso só é possível com o apoio de lideranças abertas e acolhedoras, como a do Padre Soares", completou Raimundo e Zezito.

A oficina reafirma o poder transformador da arte popular e seu papel na construção de uma sociedade mais justa, humana e culturalmente viva.

OFICINEIROS/FACILITADORES

Raimundo Venâncio (ator, diretor teatral, dramaturgo e produtor cultural): Cearense radicado em Sergipe, é uma referência no teatro local com forte engajamento social. Fundou diversas companhias, dirigiu o Complexo Cultural Lourival Baptista (CCLB). Foi reconhecido como Cidadão Aracajuano (2012) e Cidadão Sergipano (2016).

Tânia Maria ("Taninha") (atriz e cantora): Artista versátil de pequena estatura, mas grande presença cênica. Atuou em comédias e dramas, sendo seu papel mais marcante o musical Billie Holiday – A Canção. Também lançou o CD Tamanho Não é Documento e participa de projetos sociais com arte preventiva.

Parceria principal: Juntos realizaram o espetáculo Billie Holiday – A Canção, com Tânia Maria como intérprete e Raimundo Venâncio como diretor. A montagem foi sucesso nacional, recebeu o Prêmio SEBRAE de Economia Criativa 2023 e teve convites para se apresentar no exterior.

Serviço – Oficina de Teatro Popular (1ª turma – iniciantes)

Período: 21 a 26 de agosto de 2026 (terça a domingo)

Horário: Vespertino (carga horária diária a ser confirmada)

Local: Igreja São Pedro Pescador – Bairro Industrial, Aracaju

Público: Adolescentes, jovens e demais idades (exceto crianças)

Inscrições:  https://docs.google.com/forms/d/1jS62fYELnBpeb9Y0XrInSS6P8jMs4ld_U1v65-eNxWA/edit

Vagas: Limitadas (meta de 20 participantes)

Sobre a Ação Cultural

Desde 2024, a Ação Cultural desenvolve projetos artísticos e educativos no Bairro Industrial e arredores, com o objetivo de transformar vidas por meio da arte, fortalecer a cidadania e ampliar o acesso à cultura nas periferias de Aracaju.

Informações para a imprensa:

Zezito de Oliveira

oscacaocultural@gmail.com

Redes sociais

https://www.instagram.com/acaoculturalse/

https://www.instagram.com/cine.realidade/




SUCESSO! 🎥 Alcançamos 26 inscrições para a 3ª Oficina de Audiovisual com celular. - Cinema na Palma da Mão


A Ação Cultural alcançou um marco expressivo em sua trajetória de formação artística no Bairro Industrial e arredores. A 3ª Oficina de Audiovisual, realizada em parceria com o Aracaju Park Shopping, superou a meta de inscrições ao atingir 26 participantes – o melhor resultado desde o início do projeto, neste ano de  2026.

Nas duas edições anteriores, o curso registrou 21 e 23 inscritos, terminando com 12 e 16 concluintes, respectivamente. Com a adesão recorde desta turma, a expectativa da organização é de uma taxa de evasão ainda menor, impulsionada pelo engajamento dos participantes. 

Novo polo cultural e rede de apoio

A parceria com o shopping amplia a promissora rede de apoio às iniciativas culturais de impacto social promovidas pela Ação Cultural. O trabalho, que começou com o Cineclube Realidade e ganhou continuidade com as oficinas de audiovisual, conta com o suporte inicial e continuado  da Igreja São Pedro Pescador e do SAME – Lar de Idosos, consolidando um ecossistema colaborativo em prol da arte e da cidadania na região.

Oficina de teatro popular para iniciantes

Aproveitando o momento de expansão, a Ação Cultural abre inscrições para a primeira turma da Oficina de Teatro Popular, voltada a iniciantes. As aulas ocorrerão de 21 a 26 de julho (terça a domingo), sempre no período da tarde, com vagas limitadas.

A formação será conduzida pela dupla de artistas-educadores Raimundo Venâncio e Tânia Maria, ambos reconhecidos como referências em arte-educação popular em Sergipe. Com carreiras sólidas na dramaturgia, eles atuam tanto nos palcos quanto nas ruas, unindo técnica e vivência comunitária.

“Estamos muito felizes com a adesão do público a oficina Cinema na Palma da Mão. Superar a meta demonstra a carência e o interesse por formações culturais gratuitas e de qualidade na região. Com a nova oficina de teatro, queremos ampliar ainda mais esse acesso e oferecer novas ferramentas de expressão para a comunidade”, destaca o coordenador da assessoria técnica da Ação Cultural, Zezito de Oliveira.

Serviço

Oficina de Teatro Popular – Turma Iniciante

Período: 21 a 26 de julho de 2026 (terça a domingo)

Horário: Tarde 

Local: Espaço de Convivência da Paróquia São Judas Tadeu. 

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/1jS62fYELnBpeb9Y0XrInSS6P8jMs4ld_U1v65-eNxWA/edit

(Os interessados devem ficar atentos às vagas, que são limitadas).


terça-feira, 7 de julho de 2026

A gente de bem em Fortaleza que escraviza doméstica há 55 anos, puro suco da elite do atraso..

 Patrões de mulher sem salário por 55 anos fraudaram Bolsa Família em nome dela: Uma mulher de 62 anos resgatada em condições análogas à escravidão em um condomínio de luxo em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, estava inscrita no Cadastro Único e recebia R$ 600 mensais do Bolsa Família, valor que funcionava como seu único “pagamento” após 55 anos sem salário. A empregadora acompanhou a vítima na inscrição […] #revistafórum 

- Agentes da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) chegando em condomínio de luxo de Fortaleza para fazer o resgate de mulher escravizada - Foto: AFT/Divulgação

Patrões de mulher sem salário por 55 anos fraudaram Bolsa Família em nome dela

A vítima é analfabeta e não possuía conta bancária. Segundo a auditora-fiscal, era a própria empregadora quem sacava mensalmente o valor do benefício.

Por: Plínio Teodoro

Publicado: 07/07/2026 - às 12h47

Uma mulher de 62 anos resgatada em condições análogas à escravidão em um condomínio de luxo em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, estava inscrita no Cadastro Único e recebia R$ 600 mensais do Bolsa Família, valor que funcionava como seu único “pagamento” após 55 anos sem salário.

A empregadora acompanhou a vítima na inscrição no programa, prestou informações falsas às autoridades e controlava o saque do benefício todos os meses. O caso veio à tona após denúncia anônima ao Disque 100 e resultou na abertura de investigação sobre possível fraude contra o Estado.

A fraude no Bolsa Família

A trabalhadora estava inscrita no Cadastro Único e recebia R$ 600 mensais do Programa Bolsa Família, mas esse dinheiro nunca chegou a suas mãos de forma autônoma. Segundo a auditora-fiscal do Trabalho Maria Neuzeli Arantes, que participou da operação de resgate, o benefício era, na prática, o único “pagamento” da vítima pelos décadas de trabalho doméstico não remunerado, e sua obtenção envolveu fraude contra o Estado.

De acordo com Neuzeli Arantes, a empregadora acompanhou pessoalmente a doméstica na inscrição no Bolsa Família e declarou às autoridades que ela era “unifamília”, ou seja, uma pessoa sozinha, sem familiares, e que estava desempregada. As duas informações eram falsas: a mulher trabalhava em regime análogo à escravidão dentro da própria casa da empregadora.

A vítima é analfabeta e não possuía conta bancária. Segundo a auditora-fiscal, era a própria empregadora quem sacava mensalmente o valor do benefício e o repassava à trabalhadora, mantendo assim o controle total sobre a única renda que chegava a ela. O mecanismo transformou um programa federal de combate à pobreza em instrumento de manutenção da exploração.

Consequências e Próximos Passos

Após a repercussão do caso, o benefício do Bolsa Família foi cancelado. A Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) informou que enviará relatório às autoridades competentes sobre o possível crime de fraude contra o Estado. A Polícia Federal foi questionada sobre a abertura de investigação formal, mas não havia se manifestado até o fechamento das informações disponíveis.

No âmbito trabalhista, a empregadora assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assumindo obrigações que incluem a regularização dos recolhimentos previdenciários referentes ao período reconhecido, o pagamento de R$ 50 mil em verbas rescisórias e a aquisição de um imóvel residencial para a trabalhadora. O acordo, no entanto, não encerra a apuração criminal sobre a fraude no programa social.

A Situação da Vítima

A mulher foi resgatada em 2 de maio de um condomínio de luxo em Eusébio, no Ceará, onde trabalhava desde que foi entregue à família, aos sete anos de idade, em 1971. O caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio de denúncia anônima ao Disque 100, serviço federal de recebimento de denúncias de violações de direitos humanos.

Após o resgate, a vítima permanece temporariamente na casa dos empregadores enquanto equipes especializadas buscam contato com sua família biológica. A decisão, segundo avaliação da AFT, visa preservar a integridade emocional e a autonomia da trabalhadora, que passou praticamente toda a vida naquele ambiente em condição de extrema dependência. A mulher está sob acompanhamento psicossocial do Centro de Referência em Direitos Humanos da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (CRDH/SEDIH-CE) e passará por processo de escolarização como parte de sua reinserção social.


A Elite do Atraso
A Elite do Atraso: da Escravidão à Lava Jato é um livro do sociólogo brasileiro Jessé Souza, lançado em 2017 pela Editora Leya. Em 2019, depois ascensão do governo Jair Bolsonaro, a Estação Brasil lançou uma edição revista e ampliada intitulada A Elite do Atraso: da Escravidão a Bolsonaro.

Publicado no contexto da crise político-econômica no Brasil de 2014 a 2018, o livro trata a chamada Operação Lava Jato como representante da elite escravocrata brasileira, interessada no processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Souza argumenta como a escravidão no Brasil formou e caracterizou a sociedade brasileira. Ele analisa e critica autores consagrados do pensamento social brasileiro, como Gilberto Freyre, Raimundo Faoro e Sérgio Buarque de Holanda, segundo os quais o Brasil teria se formado a partir de uma continuidade com Portugal e seu patrimonialismo e criaram o chamado complexo de vira-lata.

https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Elite_do_Atraso




A residência é localizada em um condomínio de alto padrão em Alphaville, no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.

Os investigados pertencem à mesma família e ocupam ou ocuparam funções como advogado, servidora pública, médico veterinário e empregada pública. Entre os nomes citados estão Paulo Martins Brasil e Aurora Dalva Bastos de Alencar Brasil, ambos aposentados; Paulo Martins Brasil Filho, advogado; Zaamarah Alencar Brasil Andrade, servidora pública; Tiago Silva Andrade, médico veterinário; e Nayarah Alencar Brasil Magalhães, empregada pública.

A apuração da Auditoria-Fiscal do Trabalho, realizada com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal, aponta que a vítima começou a prestar serviços à família em 1971, quando tinha apenas 7 anos. Ao longo dos anos, permaneceu vinculada ao mesmo núcleo familiar, acompanhando três gerações.

Legenda: Da esquerda para a direita: Nayarah Brasil, Aurora Dalva, Zaamarah Brasil e Paulo Filho.
Foto: Reprodução/Instagram.

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Legenda: Da esquerda para a direita: Tiago Silva Andrade, Aurora Dalva, Paulo Martins Brasil e Zaamarah Brasil Andrade.
Foto: Reprodução/Instagram.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

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