quarta-feira, 22 de julho de 2026

"Cortina Levantada! 1ª Oficina de Teatro Popular da Ação Cultural Encanta e Mobiliza o Bairro Industrial"

 Iniciativa gratuita da Ação Cultural une história, expressão corporal e inclusão para jovens e adultos a partir de 13 anos.

No último dia 21 de julho de 2026, o espaço de convivência da Paróquia São Pedro Pescador, no Bairro Industrial, foi palco de uma tarde repleta de arte, aprendizado e emoção com o início da 1ª Oficina de Teatro Popular. Promovida pela Ação Cultural e ministrada pelos experientes professores Raimundo Venâncio e Tânia Maria, a aula de estreia cumpriu brilhantemente o papel de despertar o talento dos participantes inscritos e presentes.

A aula foi estruturada em dois momentos complementares. Inicialmente, os docentes conduziram uma imersão teórica nos fundamentos da arte dramática, abordando os conceitos de atuação e ator com uma viagem histórica que conectou os primórdios do teatro à influência dos jesuítas no Brasil. Na sequência, a professora Tânia Maria deu o tom prático com exercícios de avaliação e controle respiratório, enquanto o professor Raimundo Venâncio desafiou a turma com dinâmicas de memorização e expressão corporal — elementos essenciais previstos na ementa do curso, que abrange desde a consciência corporal até a memória das emoções.

Os relatos dos participantes são unânimes ao destacar a qualidade didática e o encantamento proporcionado. A aluna Vania Bandeira emocionou a equipe ao confessar: "Confesso que iniciei super nervosa e cheia de expectativas. Mas, ao longo da aula, tudo se transformou em muito aprendizado! Conhecer a história do teatro trouxe uma profundidade maravilhosa. A aula passou voando e me deixou com atenção plena e o desejo de saber e aprender ainda mais com esses mestres da arte."

A conexão com as famílias também foi imediata. A mãe de uma das jovens alunas, Lara Cecília, compartilhou a alegria em casa: "Minha filha amou! Veio cheia de novidades, me contando tudo. Me encheu mais de vontade de ir. Ela tá muito animada e sei que pra ela vai ser maravilhoso. Muito obrigada!" Os demais alunos, como Jaci Farias e Rafael, também aprovaram a metodologia lúdica, informativa e reflexiva, destacando o alto nível do conteúdo e pedindo "mais!" . 

A oficina, com carga horária total de 20 horas distribuídos durante cinco dias,   alinha-se perfeitamente aos objetivos do Ponto de Cultura: estimular a expressão artística, a reflexão cidadã e o protagonismo juvenil.

Ao final da aula, os professores realizaram uma avaliação individualizada, distribuindo textos compatíveis com o perfil de cada aluno. A expectativa agora é alta para os próximos encontros, que continuarão explorando a expressão vocal, a improvisação e a construção de personagens, sempre partindo da experiência pessoal de cada participante.

O produto final dessa jornada será a produção de várias cenas teatrais curtas, em formato de monólogos, que serão apresentadas ao público na Mostra Arte e Cidadania, marcada para o dia 22 de agosto. A iniciativa promete não apenas revelar novos talentos, mas também fortalecer a identidade cultural da comunidade, gerar oportunidades de inserção profissional no âmbito da  economia  criativa  e melhorar a autoestima e o desempenho escolar dos envolvidos.




Projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e da Política Nacional Cultura Viva. Ministério da Cultura e Governo Federal, com participação da Funcaju, Prefeitura de Aracaju.



PALCO 




terça-feira, 21 de julho de 2026

Conheça ‘Nem Tudo é Paz e Amor’, documentário com relatos de filhos da contracultura

 Documentário de Betão Aguiar conta com nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção

Nem Tudo é Paz e Amor, novo longa-metragem de Betão Aguiar, mergulha em memórias, dinâmicas familiares e na herança cultural do Brasil dos anos 1970 a partir de relatos íntimos de nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção. Saiba mais sobre o filme a seguir:

Do que se trata Nem Tudo é Paz e Amor?

Filho da escritora e produtora Marília Aguiar e de Paulinho Boca de Cantor, pilar fundamental do grupo Novos Baianos, Betão revisita episódios extraordinários e também os traumas que marcaram a infância dele e de seus entrevistados naquele contexto de liberdade, psicodelia e efervescência artística.

“Enquanto Tropicália, Novos Baianos e a contracultura dos anos 1970 reinventavam o DNA cultural do Brasil sob o peso da ditadura militar, seus filhos observavam, pelo buraco da fechadura, a beleza, as rupturas e a psicodelia daquela liberdade sem fim. O filme evoca o espírito da época, reverencia o Cinema de Invenção e faz da música e da ironia antídotos contra a mera nostalgia histórica. Fica a pergunta: quanta coragem é necessária para atravessar os traumas e as maravilhas de crescer no caos das revoluções artísticas e comportamentais da contracultura?“, diz a sinopse oficial.

“Nossos pais ousaram sonhar um mundo diferente e romper padrões – mas percebi que certos vazios pediam respostas”, conta o diretor, em sua segunda incursão no cinema de longa-metragem depois de Samba de santo – resistência afro-baiana (2020).

Nasci e cresci em um universo profundamente musical, em contato direto com alguns dos maiores nomes da música produzida no Brasil. Ter sido criado em uma família alternativa, de forte vocação hippie nos anos 1970, atravessou minha existência em múltiplas esferas e foi determinante para quem sou e para a visão de mundo que construí. O filme é uma conversa aberta que ajuda a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas nascidas e criadas nesse período e sob essas condições”, completa.

A ideia original é de Jasmin Pinho, sua amiga de adolescência, falecida em 2020. O filme foi realizado com recursos provenientes da Ancine via FSA e BRDE e Betão também assina a produção executiva do longa, ao lado de Minom Pinho, em uma parceria Casa Redonda e Zapipa Produções.

O documentário integra a Mostra Brasil do festival In-Edit Brasil 2026, que acontece entre 17 e 28 junho, em São Paulo, e chegará ao circuito comercial no segundo semestre, com distribuição exclusiva da Pandora Filmes.

Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)


♫ CRÍTICA DE DOCUMENTÁRIO MUSICAL

Título: Nem tudo é paz e amor

Direção: Betão Aguiar

Roteiro: Betão Aguiar e Marco Korodi

Cotação: ★ ★ ★ 1/2

♪ Atração da 18ª edição do festival de documentários In-Edit Brasil, em cartaz em São Paulo (SP), “Nem tudo é paz e amor” tem roteiro estruturado com entrevistas inéditas com filhos de grandes nomes da música brasileira – Baby do Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Itamar Assumpção (1949 – 2003), Moraes Moreira (1946 – 2020) e Rita Lee (1947 – 2023), entre outros – mas passa longe de ser filme sobre os privilégios dos nepobabies, termo que identifica os filhos de artistas famosos que encontram portas abertas pelo parentesco.


Filme dirigido por Betão Aguiar, cineasta que também é compositor e baixista da banda de Arnaldo Antunes, “Nem tudo é paz e amor” escancara as dores e as delícias dos filhos da contracultura musical brasileira dos anos 1960 e 1970.

Partindo do universo particular do próprio Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor e da produtora Marília Aguiar, a discussão soa de início um pouco difusa, mas ganha musculatura ao longo dos 88 minutos do documentário feito pelo diretor a partir de ideia da amiga Jasmin Pinho, falecida em 2020.

Entre imagens de arquivo do grupo Novos Baianos, coletivo que personificou a ideia de contracultura e liberdade em tempos de repressão, “Nem tudo é paz e amor” alinha sucessivos depoimentos de filhos de artistas que tentaram pôr em prática a ideologia hippie na criação dos filhos ou que, ao menos, tentaram criar esses filhos fora dos dogmas e padrões sociais vigentes.

As sucessivas falas de Anelis Assumpção, Beto Lee, Ciça Moraes, Moreno Veloso, Nara Gil e Sarah Sheeva – entre outros filhos – acabam por revelar um orgulho dos pais que se mistura com confissões de desconforto em cotidiano sem rotina.

Se temas como sexo e drogas eram abordados sem culpas nas casas dos filhos de artistas de almas libertárias (“Nada era tabu na mesa de jantar”, resume Beto Lee, filho de Rita e Roberto de Carvalho), a sensação de insegurança ou inadequação em um ambiente permissivo, geralmente festivo e sem limites rígidos também se mostravam recorrentes. “Meus pais achavam muito estranho eu ser heterossexual”, lembra Moreno Veloso, em fala tão inusitada que resulta lúdica.

É curioso como a ausência de um sofá na sala de estar – símbolo do conforto das famílias pequeno burguesas – é apontada com certo incômodo por alguns depoentes no filme.

As falas de Sarah Sheeva são especialmente relevantes porque a filha de Baby do Brasil e Pepeu Gomes revela como a simples escolha de um nome exótico pelos pais – Riroca, trocado oficialmente na adolescência por Sarah Sheeva – gerou bullying e transtorno psicológico que conduziram Sarah ao divã.

Contudo, o saldo parece ter sido sempre positivo entre perdas e ganhos. À medida que avança a narrativa curiosa e linear de “Nem tudo é paz e amor”, documentário que ainda tem sessões programadas para 25 e 28 de junho no festival In-Edit Brasil antes da entrada em circuito comercial no segundo semestre, o filme de Betão Aguiar mostra que a harmonia acabou prevalecendo entre pais e filhos quando estes se tornaram adultos e refletiram sobre as dores, mas também sobre as delícias, de terem crescido em um círculo familiar sem tanto cerceamento da liberdade.




https://pt.wikipedia.org/wiki/Acabou_Chorare

Outro lançamento que dialoga com a temática do filme acima.
"London 70" é um documentário brasileiro em fase de pós-produção dirigido por Rejane Zilles que retrata a efervescente cena cultural de artistas brasileiros exilados ou autoexilados em Londres no início da década de 1970, fugindo da repressão da ditadura militar no Brasil. 
O filme reconstrói as memórias daquela geração com foco especial nos bastidores da gravação do lendário álbum Transa, de Caetano Veloso.
Detalhes do Documentário
  • O Fio Condutor: A produção adentra a história de quando o músico Jards Macalé viajou a Londres a convite de Caetano Veloso para trabalhar nos arranjos e gravações do disco Transa.
  • Acervo Histórico: O roteiro utiliza registros raros e pessoais guardados em filmes Super 8 filmados pelo próprio Jards Macalé na época, além de fotografias, cartas e arquivos inéditos. 
  • Artistas Retratados: O longa resgata as vivências e traz depoimentos atuais de grandes nomes que buscaram a liberdade de expressão na capital inglesa, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Ângela Rô Rô, Maria Gladys, e cineastas do Cinema Marginal como Neville de Almeida e Julio Bressane. 
  • Produção: O documentário é produzido pela República Pureza Filmes. 


Sobre o álbum, Caetano declarou em uma entrevista ao Jornal do Brasil: "Chamei os amigos para gravar em Londres. Os arranjos são de Jards Macalé, Tutti Moreno, Moacyr Albuquerque e Áureo de Sousa. Não saíram na ficha técnica e eu tive a maior briga com meu amigo que fez a capa. Como é que bota essa bobagem de dobra e desdobra, parece que vai fazer um abajur com a capa, e não bota a ficha técnica? Era importantíssimo. Era um trabalho orgânico, espontâneo, e meu primeiro disco de grupo, gravado quase como um show ao vivo".

Na mesma entrevista: "Foi Transa que me deu coragem de fazer os trabalhos com A Outra Banda da Terra. Tem a Nine out of Ten, a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim. Muito antes de John Lennon, de Mick Jagger e até de Paul McCartney. Eu e o Péricles Cavalcanti descobrimos o reggae em Portobelo Road e me encantou logo. Bob Marley & The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70. Gosto do disco todo. Como gravação, a melhor é Triste Bahia. Tem o Mora na Filosofia, que é um grande samba, uma grande letra e o Monsueto é um gênio. Me orgulho imensamente deste som que a gente tirou em grupo". (Da Wikipedia) -

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Aldeias do Futuro: Quando a Contracultura e o Bem Viver Reinventam o Rural

 Vivemos um momento em que muitas pessoas sentem o chamado para desacelerar, fortalecer laços comunitários e reencontrar formas mais simples, regenerativas e significativas de viver. O inspirador documentário Aldeias do Futuro,  nos convida a imaginar – e construir – novos caminhos para o futuro dos nossos territórios e das nossas comunidades.



O documentário português Aldeias do Futuro (vinculado ao movimento Re.Rural) aborda a reinvenção das zonas rurais como espaços de inovação social, sustentabilidade e novas formas de vida comunitária. Em vez de enxergar o campo como um lugar isolado ou ultrapassado, a obra retrata histórias reais de pessoas e coletivos que estão migrando para o meio rural em Portugal para construir comunidades baseadas na partilha, na pertença e na regeneração ecológica.]

Abaixo, veja como essa proposta se conecta diretamente aos conceitos de Contracultura e Bem Viver.

🌿 Relação com a Contracultura

A contracultura é um movimento que questiona e rejeita os valores, os padrões de consumo e o estilo de vida da sociedade industrial e capitalista dominante. O documentário se relaciona com esse conceito ao:

  • Romper com o Urbanocentrismo: Desafia a lógica de que o progresso, o sucesso profissional e o futuro estão obrigatoriamente atrelados às metrópoles poluídas e hiperconectadas.]
  • Alternativa ao Hiperconsumismo: Propõe uma transição para modelos baseados na economia local, na partilha de recursos e na autogestão.
  • Neo-ruralismo e Novas Tecnologias: Resgata o espírito de comunidades alternativas (comum nos movimentos contraculturais dos anos 1970), mas com uma roupagem moderna — unindo saberes ancestrais ao trabalho remoto e ao nomadismo digital.

🌎 Relação com o Bem Viver (Sumak Kawsay)

O conceito latino-americano de Bem Viver, originado de povos indígenas andinos, defende uma vida em profunda harmonia com a natureza e com a própria comunidade, distanciando-se da ideia clássica de "desenvolvimento" focado no crescimento econômico infinito. A conexão com as "Aldeias do Futuro" acontece nos seguintes pontos:]

  • Regeneração Ecológica: As comunidades eibidas no filme praticam a permacultura e a agrofloresta, entendendo o ser humano como parte da natureza, e não como seu explorador.
  • Interdependência Comunitária: O foco sai do individualismo ocidental e foca no bem-estar coletivo, no cuidado mútuo, na proximidade e no senso de território.
  • Resiliência Local: O Bem Viver valoriza a soberania local. O documentário ilustra exatamente essa busca por autonomia por meio de redes locais de alimentação, energia e coesão social.

 TRAILER OFICIAL | Aldeias do Futuro


Quais foram os jogadores da Argentina e Espanha que evitaram Donald Trump

 






247 – Cristian Romero, da Argentina, e Borja Iglesias, da Espanha, protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026. O argentino não cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, enquanto o espanhol fez um contato rápido e seguiu pelo palco quase sem olhar para o político.

As atitudes ocorreram após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Trump participou da entrega das medalhas ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e também esteve presente no momento em que o capitão Rodri recebeu a taça.

Romero passou pela fila de autoridades sem falar ou apertar a mão de Trump. O comportamento do zagueiro argentino chamou atenção porque os demais integrantes das duas seleções cumprimentaram o presidente norte-americano durante a passagem pelo pódio.

A reação de Borja Iglesias foi diferente, mas também demonstrou desconforto. Ao receber a medalha de campeão mundial, o atacante espanhol apertou rapidamente a mão de Trump, evitou prolongar o contato visual e seguiu imediatamente para encontrar os companheiros.

O jogador já havia antecipado que não desejava permanecer muito tempo diante do presidente dos Estados Unidos. Questionado antes da decisão sobre como reagiria ao encontro, Iglesias respondeu:

“Não quero que me mandem à prisão (risos). Espero que passe muito rápido e eu me esqueça.”

Conhecido por manifestações políticas públicas, o atacante espanhol já havia criticado Trump. Em maio, durante uma participação no programa espanhol “La Revuelta”, Iglesias afirmou que era contrário ao político norte-americano porque “gosta das pessoas que lutam pelo progresso e pela defesa dos valores fundamentais”.

Na véspera da final, o jogador também usou as redes sociais para classificar como “vergonha” os preços cobrados pelos ingressos da decisão. Algumas entradas chegaram a ser oferecidas no mercado de revenda por valores equivalentes a R$ 47 mil.

Trump foi recebido com vaias vindas de diferentes setores do estádio quando entrou no gramado para a cerimônia. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária ao presidente foi ouvida durante sua caminhada até o palco.

A participação de Trump não terminou com a entrega das medalhas. Depois de ajudar Infantino a entregar o troféu a Rodri, o presidente permaneceu no centro do pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para levantar a taça.

Com isso, Trump apareceu ao lado da seleção campeã em uma das imagens mais simbólicas da competição: o primeiro momento em que o troféu foi erguido. Sua presença na entrega havia sido anunciada previamente por Infantino, mas a permanência no palco durante o início da comemoração ultrapassou a função inicialmente prevista.

A atuação de Trump em assuntos relacionados ao torneio já havia provocado controvérsia durante a Copa. Uma ligação do presidente norte-americano para Infantino foi apontada como parte da mobilização que antecedeu a suspensão da punição ao atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.

Após o Comitê Disciplinar da Fifa permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final, Trump comemorou a decisão nas redes sociais:

“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça.

Na premiação da final, Romero adotou a atitude mais direta ao passar sem cumprimentar Trump. Borja Iglesias, por sua vez, manteve apenas o contato protocolar que havia indicado antes da partida, encerrando rapidamente o encontro com o presidente norte-americano.

Por que Lamine Yamal nos faz repensar nossos ídolos?

Lamine Yamal não chama atenção apenas pelo talento.

Filho de imigrantes, criado em um bairro popular e alvo de racismo, xenofobia e islamofobia ele transforma suas origens, sua família e seus posicionamentos em parte de sua identidade pública. 

Neste vídeo, sua trajetória nos ajuda a repensar o que esperamos dos nossos ídolos, dentro e fora de campo.



Artistas palestinos pintaram um mural agradecendo a Lamine Yamal, aproveitando a classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo. 
🇵🇸

A obra é inspirada na foto que viralizou, na qual Yamal aparece com a bandeira da Palestina após o título da LaLiga com o Barcelona. “Gracias, Yamal. Estamos com quem ama a Palestina”, diz a legenda da publicação oficial com crianças que posaram em frente à arte.

A homenagem também é um agradecimento à própria postura do governo espanhol, que desde 2025 adotou medidas contra Israel, como embargo de armas e reforço da ajuda humanitária, classificando a “guerra” em Gaza como genocídio

Fonte: AFSC/Phoenix 

Vitória de Lamine Yamal é também da Palestina
Meses antes do Mundial, um gesto de solidariedade à Palestina transformou o jogador em símbolo para milhares de palestinos

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Leão XIV desejou que a Copa do Mundo fosse uma "escola de fraternidade".

Fora dos gramados, porém, jogadores como Lamine Yamal, Kylian Mbappé e Vinicius Jr. tornaram-se alvo de ataques racistas, xenófobos e islamofóbicos nas redes sociais.

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Trump é vaiado e ignorado por Yamal na final da Copa do Mundo



domingo, 19 de julho de 2026

Terceira Turma, Novos Olhares: O Audiovisual com Celular e a IA em Debate


INTRODUÇÃO

O primeiro módulo da terceira turma de audiovisual com celular - cinema na palma da mão foi, de fato, marcante. E não poderia ser diferente. Assim como nas duas primeiras edições, esta iniciativa do coletivo cultural Ação Cultural (Ponto de Cultura certificado pelo Ministério da Cultura) carrega consigo a essência da novidade. No entanto, desta vez, o fator "novo" veio acompanhado de desafios que vão além da simples adaptação logística.

Esta edição ocorreu em uma sala adaptada no Aracaju Parque Shopping, localizado no bairro industrial, nos dias 17 e 18 do corrente e, nesta edição, em dois finais de semana. As duas primeiras oficinas ocorreram no espaço de convivência da Igreja São Pedro Pescador, sendo a primeira no turno da tarde e a segunda no turno da noite durante os dias úteis.

Mudaram os dias, os horários e os locais. Essa alteração, que à primeira vista pode parecer burocrática, revelou-se uma virada de chave fundamental: ela sinaliza uma mudança de público e, por que não dizer, de perspectiva. E é exatamente aí que a metodologia, embora consagrada, precisa ser revisitada.

A METODOLOGIA E O PÚBLICO

A base do curso é a mesma: uma metodologia pioneira e inovadora, aplicada pelo ministrante Marcel Magalhães, que ancora o aprendizado em duas tecnologias fundamentais: o celular e a Inteligência Artificial.

Porém, como bem observou nosso facilitador, a metodologia é viva. Ela se transforma a depender do público. Nesta nova turma, as discussões e abordagens sobre o "olhar" cinematográfico e a escolha das temáticas para os minidocumentários já apontam para um caminho distinto. A perspectiva dos novos alunos influencia diretamente a escolha dos personagens e das histórias a serem contadas, exigindo uma sensibilidade apurada do ministrante para conduzir o grupo sem perder a essência do aprendizado técnico.

O DEBATE ACALORADO: OS LIMITES E POSSIBILIDADES DA IA

Se a mudança de público já era um ponto de atenção, a discussão sobre a Inteligência Artificial elevou o nível do debate. E com razão.

Um dos participantes trouxe à tona questões urgentes e pertinentes que vão muito além do "como usar a IA generativa". Foram levantados pontos críticos que ecoam no cenário global:

  1. O Problema Ambiental: A construção e manutenção dos data centers, essenciais para o funcionamento da IA, demandam um consumo altíssimo de água e energia. Até que ponto estamos dispostos a ir para alimentar essa tecnologia?

  2. A Estagnação Criativa: A IA é alimentada por dados e informações do passado. Existe o risco real de uma repetição infinita de padrões, que pode levar à acomodação e ao embotamento da nossa capacidade de inovação humana.

  3. A Apropriação Cultural e Intelectual: O uso de trabalhos de artistas, intelectuais e criadores de conteúdo para "treinar" as IAs, muitas vezes sem consentimento ou compensação, é uma ferida aberta que precisa ser discutida.

A RESPOSTA DO FACILITADOR: FERRAMENTA, NÃO FIM

As preocupações eram muitas, mas a resposta de Marcel Magalhães foi cirúrgica e equilibrada. Ele reconheceu a gravidade dos problemas, especialmente o ambiental, mas trouxe um contraponto lúcido:

"É uma ferramenta e, como tal, deve ser usada como meio e não como um fim."

Essa frase ecoou na sala. Marcel reforçou que a IA deve ser utilizada de forma parcial e sempre sob o comando de quem cria. Para extrair o melhor que a tecnologia pode oferecer, o criador precisa possuir uma base sólida de conhecimento técnico, estético e intelectual. Caso contrário, a IA não passa de uma muleta, ou pior, de um limitador.

Sobre a questão ambiental, a visão é de esperança cautelosa. É esperado que os avanços tecnológicos futuros ditem novos rumos para diminuir o forte impacto negativo dos data centers, mas a consciência sobre o problema agora é parte integrante do processo criativo e politico socioambiental.

A DEMOCRATIZAÇÃO DO AUDIOVISUAL

Apesar dos pesares, a mensagem final foi de empoderamento. Marcel trouxe o debate de volta ao chão da oficina: o celular e a IA, juntos, representam a democratização da produção audiovisual.

Há alguns anos, produzir um filme ou documentário exigia milhões de dólares ou reais em equipamentos e equipes técnicas. Hoje, com dezenas ou centenas de reais (incluindo um bom smartphone), é possível criar conteúdo de alta qualidade. A tecnologia que preocupa é a mesma que coloca o poder da narrativa nas mãos do povo, da comunidade.

CONCLUSÃO

O primeiro dia da terceira turma não foi apenas uma aula; foi um termômetro do nosso tempo. Ao mesmo tempo em que celebramos a acessibilidade e a inovação, somos forçados a encarar os dilemas éticos, ambientais e sociais que essas ferramentas carregam.

Neste novo ciclo da oficina, fica claro que o aprendizado vai além do manuseio do celular ou do prompt de IA. A verdadeira lição está em aprender a usar a tecnologia com consciência, responsabilidade e, acima de tudo, com um olhar crítico e humano.

Projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e da Política Nacional Cultura Viva. Ministério da Cultura e Governo Federal, com participação da Funcaju, Prefeitura de Aracaju.












Fotos: Raoni Smith

O OLHAR DOS PARTICIPANTES
"O primeiro módulo da oficina Audiovisual com celular aconteceu nos dias 17 e 18 de julho e possibilitou aos participantes entrar em contato com o universo teórico-reflexivo e metodológico da construção de roteiro para documentário. O professor Marcel trouxe neste módulo toda a sua vivência, escuta e reflexão de anos para que os participantes pudessem ter uma experiência de criação consciente a partir do método ensinado.
A metodologia aplicada do professor Marcel buscou abarcar todas as realidades coexistentes no grupo que compõe a oficina.
Este primeiro módulo afirma-se como um caminho de acesso democrático e possibilidade acessível para a realização de um excelente roteiro e trabalho no caminho do audiovisual."

Lúcio Ananda Nataraja

"A oficina me proporcionou uma introdução aos fundamentos da produção do audiovisual como linguagem, enquadramento além da importância da construção de histórias e narrativas. A experiência estimula a criatividade o trabalho em equipe e o desenvolvimento de um olhar mais crítico para a produção de conteúdos."

Jacqueline

"Quando comecei o curso de Audiovisual, estava com muita expectativa de aprender e me desenvolver em relação as edições dos vídeos. Sempre tive interesse em conhecer mais sobre edição, roteiro e a construção de narrativas, e esse curso tem sido uma oportunidade muito importante para mim.
Nas primeiras aulas, foi apresentado o quanto o audiovisual é complexo. Isso despertou ainda mais minha vontade de aprender e evoluir. Outra coisa que tem me marcado é conhecer melhor o Bairro Industrial. O curso tem me feito enxergar a comunidade de uma forma diferente, valorizando sua história, sua cultura e as pessoas que vivem ali.
Estou gostando muito dessa experiência e tenho certeza de que ela vai contribuir bastante para o meu crescimento, tanto pessoal quanto profissional."

Vanessa Nascimento de Melo

"Nos dias 17 e 18 de julho eu participei de uma oficina audiovisual e gostei de certa forma( aprendemos a utilizar o chatgpt como um assistente para criação de roteiro) foi bem útil e obter essa ajuda foi bem legal. Nos dias 25 e 26 de julho (neste final de semana)  teremos outro encontro,  estou bem animado para saber o que faremos dessa vez. Gostei do professor,  ele conseguiu explicar direito, eu tive um pouco de dificuldade para entender,  mas depois foi fácil, gostei da oficina. 

Eduardo 

Leia também: Para aprofundar a discussão sobre IA e limites éticos-humanitários..

Inteligência artificial e criatividade: o que está em jogo?

Livro “Tecnologias da Invenção”, de Giselle Beiguelman e Dora Kaufman, discute como a IA transforma os processos criativos e questiona os impactos dessa tecnologia na arte e na cultura

https://jornal.usp.br/radio-usp/inteligencia-artificial-e-criatividade-o-que-esta-em-jogo/