domingo, 11 de outubro de 2026

Como o nosso Aracaju está lindo gente. Fazendo parte do Levante Popular da Nação pela Democracia e pela Soberania

  


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As manifestações em defesa da democracia em Aracaju ganharam muita força ao longo desta semana, impulsionadas pelo clima eleitoral do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e em reação a um atentado sofrido por estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O ápice das mobilizações ocorre neste domingo, 11 de outubro, concentrado na Orla da Atalaia durante a tarde e a noite.

O Ato deste Domingo (11/10) na Orla

O principal evento deste domingo foi o Ato Cultural Bora Lula / Sergipe Pela Democracia, focado na defesa do regime democrático e na campanha de reeleição do presidente.

• Tarde: A concentração começou por volta das 15h13 na Praia da Cinelândia. O ato teve um forte caráter cultural, reunindo movimentos sociais, frentes estudantis e a classe artística local com apresentações musicais. Políticos locais, como o senador Rogério Carvalho (PT) e o ex-ministro Márcio Macedo, acompanharam a mobilização na Zona Sul da capital.

• Noite: O evento estende pelo fim da tarde e início da noite com panfletagens, bandeiraços, atos artísticos e discursos focados no combate ao retrocesso político e na união das instituições. Anteriormente, pela manhã, pequenos grupos também realizaram ações de diálogo e "vira-voto" na região do Terminal da Atalaia e semáforos próximos.

Contexto das Manifestações na Semana

A semana foi marcada por uma forte tensão e forte engajamento da comunidade acadêmica:

• O Atentado na UFS: Na noite de quinta-feira (9), durante um ato pacífico de estudantes e professores em defesa da democracia na UFS, um sargento da Polícia Militar passou de carro e efetuou disparos de arma de fogo para o alto para intimidar o grupo. O policial foi identificado e afastado pela Secretaria de Segurança Pública.

• Mobilização Estudantil e Sindical: O episódio gerou uma onda de repúdio. Em resposta, a Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE) e diretórios acadêmicos intensificaram as agendas de rua. No sábado (10), houve panfletagens e conversas com a população na Feira do Santo Antônio, na Coroa do Meio e nos Mercados do Centro. Também no sábado à tarde, a Casa Linda Brasil sediou um grande ato cultural e político.

Próximos Atos Agendados em Aracaju

A agenda de mobilização democrática na capital sergipana continua nos próximos dias:

• Segunda-feira (12/10): Está prevista uma ação a partir das 15h13 no semáforo do Parque da Sementeira.

• Terça-feira (13/10): Ocorre a Grande Marcha, com concentração marcada para as 15h30, saindo da Igreja do Espírito Santo (esquina da Avenida Simeão Sobral com a Avenida Maracaju).



Quando os fandoms vão às ruas: cultura, juventude e reinvenção da participação democrática

 


O ato de 11 de outubro na Avenida Paulista aponta para novas formas de mobilização política, mas também coloca uma questão que interessa a todos os que acreditam na cultura como instrumento de transformação social: como transformar a energia das redes em organização comunitária e participação cidadã permanente?

A Avenida Paulista já foi cenário de inúmeras manifestações que entraram para a história política brasileira, mas o ato realizado neste 11 de outubro de 2026, em defesa da democracia e em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, merece ser observado também por um aspecto que vai além da disputa eleitoral: a presença de jovens mobilizados por comunidades culturais, coletivos digitais e fandoms, que encontraram na linguagem da cultura pop uma maneira própria de participar do debate público.

Não se trata de uma substituição dos movimentos sociais tradicionais por fãs de artistas, bandas ou séries, muito menos de imaginar que o interesse por música, cinema, jogos e entretenimento produza automaticamente consciência política. O que chama a atenção é a possibilidade de que vínculos construídos inicialmente em torno de referências culturais compartilhadas se convertam em instrumentos de mobilização coletiva, aproximando da política pessoas que nem sempre se identificam com os partidos, os sindicatos ou as organizações historicamente responsáveis por convocar manifestações de rua.

As comunidades de fãs já demonstraram capacidade de organizar campanhas digitais, produzir conteúdos, articular redes de solidariedade e mobilizar grandes públicos em torno de objetivos comuns. Quando parte dessa experiência é deslocada para o campo da participação cidadã, a cultura passa a ocupar um lugar que não se limita ao entretenimento, porque também pode contribuir para a formação de identidades coletivas, a circulação de informações e a criação de novas formas de intervenção na vida pública.

A cobertura realizada por veículos como DiaTV, ICL Notícias, TVT News, Brasil 247 e Diário do Centro do Mundo permite acompanhar diferentes dimensões desse acontecimento, desde a tentativa de ampliar a mobilização eleitoral até o protagonismo juvenil e a utilização de transmissões digitais para alcançar públicos que não estavam fisicamente presentes na Paulista. A articulação de comunidades ligadas a artistas internacionais, como Taylor Swift, Beyoncé e BTS, também chamou a atenção para a possibilidade de utilizar linguagens culturais de grande alcance na comunicação política. A Revista Fórum é outra referência para acompanhar a repercussão política do período.

É preciso, entretanto, evitar uma conclusão apressada. Nem todo fã é militante, nem toda manifestação cultural contém necessariamente um projeto de transformação social e nem toda mobilização nas redes consegue se converter em organização duradoura. O desafio está justamente em compreender as condições que permitem a passagem do interesse compartilhado à ação coletiva, sem desconsiderar as contradições, as diferenças de opinião e a autonomia dos participantes.

A experiência também recoloca uma discussão importante para quem trabalha com educação popular, comunicação comunitária e ação cultural: a política não começa apenas quando alguém ingressa em um partido ou participa de uma eleição. Ela também se constrói quando as pessoas aprendem a organizar uma atividade coletiva, produzir informação, reconhecer problemas comuns, defender direitos e participar das decisões que afetam suas comunidades.

É nesse terreno que a experiência dos fandoms pode dialogar com a trajetória dos Pontos de Cultura e de tantas organizações comunitárias que, em diferentes territórios brasileiros, fazem da produção cultural uma oportunidade de convivência, formação e exercício da cidadania. A diferença está nas condições de continuidade. Enquanto uma campanha eleitoral costuma reunir esforços em torno de um objetivo imediato, uma organização cultural de base precisa enfrentar cotidianamente dificuldades de financiamento, infraestrutura, formação de seus integrantes e reconhecimento público, sem as quais muitas iniciativas dependem excessivamente da disposição individual de seus participantes ou da ajuda eventual dos governos.

A comunicação independente tem papel importante nessa discussão. Quando veículos como a TVT ampliam sua cobertura por meio de parcerias com canais digitais e criadores de conteúdo, demonstram que a disputa pela atenção pública também passa pela capacidade de utilizar linguagens, formatos e plataformas que dialoguem com diferentes gerações. Não basta transmitir um discurso político para quem já concorda com ele; é necessário compreender como as pessoas recebem informações, constroem suas referências e desenvolvem confiança para participar de uma discussão coletiva.

Mas a democratização da comunicação não pode se resumir à presença de uma transmissão ao vivo ou à repercussão de uma manifestação nas redes. Ela depende também da existência de meios comunitários e independentes capazes de acompanhar os acontecimentos depois que as câmeras são desligadas, fiscalizar políticas públicas, dar visibilidade às experiências dos territórios e oferecer condições para que grupos historicamente excluídos produzam suas próprias narrativas.

Essa discussão não está distante da realidade sergipana. No Blog da Cultura, a retomada da Rede Sergipe de Pontos de Cultura foi apresentada como uma oportunidade de reconstruir articulações, fortalecer as bases comunitárias e recuperar a confiança entre os agentes culturais. O texto “A Rede Sergipe de Pontos de Cultura voltou!” destaca justamente a necessidade de aproximar a gestão pública do fazer cultural, com diálogo, formação e responsabilidade compartilhada.

Outra experiência que merece ser lembrada é a 4ª Mostra Arte e Cidadania: cultura de base comunitária em destaque, realizada no Bairro Industrial, em Aracaju. A iniciativa recupera uma trajetória de mobilização cultural iniciada em 2004 e demonstra como a articulação entre artistas, educadores, crianças, adolescentes e moradores pode criar oportunidades de participação e produção cultural nos territórios. É uma experiência diferente de uma manifestação eleitoral, mas que ajuda a compreender a importância de criar condições para que as pessoas sejam produtoras de cultura, e não apenas consumidoras.

Também vale recuperar a reflexão apresentada em “Outro Brasil? Somente com participação e arte”, que retoma críticas formuladas por Zezito de Oliveira sobre os limites de modelos de gestão que privilegiam grandes obras, programas assistenciais e espetáculos de grande porte, sem assegurar o mesmo compromisso com a formação de sujeitos, a participação popular e o fortalecimento das iniciativas culturais comunitárias.

Essas experiências ajudam a estabelecer uma distinção fundamental: a defesa da democracia não deve ser reduzida à escolha de um candidato. Uma grande manifestação pode expressar indignação, esperança e disposição para a disputa eleitoral, mas a democracia se fortalece também pela liberdade de organização, pelo acesso à informação, pela valorização da diversidade e pela existência de espaços nos quais a população possa discutir e influenciar as decisões públicas.

Por isso, a questão que emerge da presença dos fandoms na Avenida Paulista interessa não somente aos estrategistas eleitorais, mas também aos educadores populares, artistas, produtores culturais, Pontos de Cultura e organizações de base comunitária: como transformar a energia de uma mobilização em vínculos de solidariedade e participação que sobrevivam ao calendário das eleições?

Não se trata de instrumentalizar a cultura para submetê-la às necessidades de um partido ou de uma campanha, mas de reconhecer que a experiência cultural pode ampliar a capacidade de participação das pessoas, inclusive daquelas que não encontram nos espaços políticos tradicionais uma forma de expressão de suas inquietações e expectativas. A autonomia dos coletivos precisa ser respeitada, assim como a pluralidade de linguagens e a liberdade de construir caminhos próprios.

Talvez seja essa uma das tarefas mais importantes colocadas para as políticas culturais e para as organizações comprometidas com a transformação social: criar condições para que a criatividade, a capacidade de comunicação e a disposição de agir coletivamente, demonstradas por tantos jovens, encontrem espaços permanentes de formação, produção cultural e participação cidadã.

A defesa da democracia ganha maior consistência quando deixa de ser apenas uma palavra de ordem eleitoral e se transforma em experiência concreta de organização, convivência e conquista de direitos. Se os fandoms conseguem levar suas referências culturais para as ruas, o desafio que fica para os movimentos sociais e as políticas públicas é ajudar a construir condições para que essa disposição de participar encontre continuidade, autonomia e raízes nos territórios.

Porque a democracia não se realiza somente quando milhões de pessoas escolhem seus representantes. Ela se fortalece quando essas mesmas pessoas descobrem que também podem produzir cultura, compartilhar conhecimentos, organizar suas comunidades e participar das decisões sobre o futuro que desejam construir.

Fontes para consulta

Fandoms e mobilização eleitoral

TVT News — Fandoms de famosos colocam redes à disposição da campanha de Lula

Articulação cultural em Sergipe

A Rede Sergipe de Pontos de Cultura voltou!

Cultura produzida com a comunidade

4ª Mostra Arte e Cidadania — Blog da Cultura

Participação social e crítica às políticas culturais

A Revolução da TV por Streaming: Como a DiaTV Transformou o Entretenimento Digital no Brasil

O mercado de comunicação no Brasil vive um momento de transição histórica, impulsionado pela consolidação dos canais FAST (Televisão Gratuita com Anúncios via Streaming). No centro dessa vanguarda está a DiaTV, o primeiro canal de televisão digital brasileiro feito inteiramente por criadores de conteúdo e focado em entretenimento multiplataforma.

Fundado pela Dia Estúdio sob a liderança de Rafa Dias e lançado em 3 de maio de 2023, o projeto consolidou-se como um marco na convergência entre a internet e a televisão tradicional.

O Modelo de Negócio: O que é a DiaTV?

Diferente das plataformas de streaming sob demanda convencionais, como Netflix ou Prime Video, a DiaTV opera no modelo de grade linear de 24 horas. Isso significa que o canal funciona exatamente como uma emissora de TV tradicional, mesclando programas inéditos ao vivo com reprises estratégicas durante as madrugadas e fins de semana.

A grande inovação está na acessibilidade e gratuidade: o público não precisa pagar assinaturas para consumir o conteúdo. O canal é financiado por publicidade e está amplamente distribuído no ecossistema digital, podendo ser assistido no YouTube, Twitch, TikTok, no site oficial da Dia Estúdio e em grandes aplicativos de Smart TVs, como Samsung TV Plus, Pluto TV e TCL Channel.

Uma Grade Diversificada: Entretenimento e Cultura Pop

O sucesso da DiaTV reside na sua capacidade de profissionalizar a linguagem da internet dentro de uma estrutura técnica de televisão. A programação é pensada para abraçar a diversidade, o público jovem e a cultura pop, com forte apelo à comunidade LGBTQIA+.

Entre os pilares da grade de programação diária e semanal, destacam-se:

• Variedades e Humor: Programas diários como o matinal Todo Dia com Beta Boechat e o vespertino ao vivo Pra Variar (com Babu Carreira, Bárbara Bielo e elenco) garantem dinamismo e debate em tempo real.

• Late Shows e Entrevistas: Formatos consagrados pelo público, como o aclamado Loba By Night apresentado por Wanessa Wolf e o Foquinha Entrevista, focado no universo musical.

• Comportamento e Reflexão: Atrações de peso como o Mônica Total, comandado por Mônica Martelli, que expandiu o sucesso das redes sociais para a TV debatendo temas como saúde emocional, envelhecimento e relacionamentos ao lado de especialistas e convidados famosos.

• Programas de Auditório: Gravações feitas diretamente do Teatro YouTube em São Paulo, como o Lorelive (Lorelay Fox) e o Diva Depressão Ao Vivo, que trazem a energia da plateia de fãs para a tela.

Fenômenos de Audiência: O Impacto dos Reality Shows

Nenhum produto traduz melhor o impacto cultural da DiaTV do que seus realities. O principal expoente é o Corrida das Blogueiras, comandado por Edu Camargo e Fih Oliveira (Diva Depressão). O programa, que caminha para sua aguardada 8ª temporada com estética rococó inspirada na realeza, atua como um verdadeiro evento multiplataforma, arrastando multidões para transmissões conjuntas e eventos presenciais, como watch parties.

A DiaTV também aposta em outros formatos competitivos de sucesso, como o Fanta Factory (O Sabotador), unindo marcas a dinâmicas de engajamento que o modelo de TV aberta tradicional dificilmente consegue replicar com a mesma agilidade.

O Futuro da Televisão

Ao unir nomes consagrados da internet — como Camila Fremder (Nóia em Série), Ju Nogueira (Comentadíssimos) e Nátaly Neri (Spa da Nátaly) — a uma distribuição multiplataforma e gratuita, a DiaTV provou que o futuro do audiovisual não elimina a TV linear, mas a transforma.

A emissora digital estabeleceu um novo padrão para o mercado publicitário e de entretenimento no Brasil, mostrando que os criadores de conteúdo não são apenas convidados da televisão, mas os verdadeiros donos da nova programação nacional.


https://www.diaestudio.com/site



A maior manifestação que o Brasil já assistiu e as TVs simplesmente ignoraram… 



11 de outubro na Avenida Paulista: por que milhares foram às ruas em defesa da democracia?
A manifestação realizada neste domingo, 11 de outubro de 2026, na Avenida Paulista, em São Paulo, foi uma mobilização política de grande porte em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em oposição ao avanço da extrema direita, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Batizada de Marcha pela Democracia, a manifestação reuniu movimentos estudantis, organizações sociais, artistas, militantes políticos e apoiadores do presidente. O ato combinou a defesa da democracia com reivindicações relacionadas à educação pública, à soberania nacional, aos direitos dos trabalhadores e ao enfrentamento do autoritarismo. 

1. O contexto eleitoral explica a dimensão do ato
A manifestação aconteceu depois de um primeiro turno em que Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, segundo a cobertura da Reuters, deixando a disputa aberta para a votação decisiva. Diante desse cenário, a campanha de Lula procurou recuperar terreno, especialmente em São Paulo, ampliar a mobilização de seus apoiadores e conquistar eleitores indecisos ou que não compareceram às urnas. 

Mas o significado político do ato não se limita à disputa entre dois candidatos. Para os organizadores e participantes, a eleição também representa uma escolha sobre os rumos da democracia brasileira, o papel das instituições, a proteção dos direitos sociais e o espaço que a extrema direita poderá ocupar no governo federal.
É importante, portanto, distinguir duas dimensões: a manifestação foi simultaneamente um ato de campanha eleitoral e uma mobilização que reivindicou a defesa da democracia. Uma dimensão não anula a outra.
2. Quais foram as principais bandeiras da manifestação?

Defesa da democracia e combate ao autoritarismo
A Constituição brasileira foi um dos símbolos presentes no ato. Discursos de lideranças, entre elas Guilherme Boulos e Janja, associaram a manifestação à rejeição do fascismo e à defesa das instituições democráticas. 

Educação pública, ciência e universidade
A UNE, a UBES, a Associação Nacional de Pós-Graduandos, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências estiveram entre as organizações mobilizadoras. As reivindicações incluíram financiamento público, valorização de professores e pesquisadores e autonomia universitária. 

Direitos dos trabalhadores
O fim da escala de trabalho 6×1 também apareceu entre as pautas. A reivindicação aproxima a mobilização eleitoral de uma discussão concreta sobre tempo livre, saúde, convivência familiar e condições de vida. 

Juventude, cultura e novas formas de participação
Um dos aspectos mais significativos foi a presença de jovens e comunidades de fãs de música e entretenimento, os chamados fandoms. Referências à cultura pop, bandeiras diversas e mobilização digital ajudaram a ampliar as linguagens da manifestação para além das formas tradicionais de militância partidária. 

Soberania nacional e identidade latino-americana
Cartazes criticaram a influência dos Estados Unidos e defenderam a soberania brasileira. A pauta aponta para uma visão de democracia que inclui a capacidade do país de decidir seus próprios rumos políticos, econômicos e culturais. 

3. O que a presença dos jovens revela?
A juventude foi um dos elementos centrais da mobilização. A convocação envolveu entidades estudantis, coletivos, artistas e comunidades organizadas em torno de interesses culturais comuns.
Esse dado merece atenção porque revela uma tentativa de renovar as formas de participação política. Em vez de depender exclusivamente de partidos, sindicatos e movimentos sociais tradicionais, a mobilização também procurou alcançar pessoas que se organizam pelas redes, pela música, pelos jogos, pelas séries e pelos vínculos criados nas comunidades de fãs. 

Há aqui uma questão que vai além da eleição: como transformar o interesse cultural e a mobilização digital em participação cidadã permanente? Comparecer a um ato é importante, mas a continuidade democrática depende também da organização comunitária, da formação política, da participação nos conselhos públicos e da capacidade de influenciar as decisões do Estado.
Essa é uma das conexões mais relevantes entre cultura e democracia: a cultura não funciona apenas como entretenimento ou instrumento de comunicação de uma campanha, mas também como espaço de criação de identidades, elaboração de ideias e construção de vínculos coletivos.
4. Qual foi o tamanho da manifestação?
A Avenida Paulista ficou tomada por manifestantes, e a concentração chegou a ocupar cerca de 12 quarteirões, segundo a Folha de S.Paulo. O movimento levou ao fechamento temporário da estação Trianon-Masp do metrô.
É necessário, entretanto, fazer uma ressalva: até a publicação da reportagem consultada, não havia estimativa independente e oficial consolidada do público. A avaliação de que se tratou de uma das maiores manifestações recentes da esquerda em São Paulo se baseou, em parte, na extensão da área ocupada. Portanto, não é prudente apresentar números divulgados por organizadores ou pela campanha como se fossem uma contagem confirmada. 

5. Qual é o significado político do ato?
A manifestação cumpriu pelo menos três funções.
- Mobilização eleitoral: estimular a militância, atrair eleitores indecisos e reduzir a abstenção no segundo turno.
- Demonstração de força social: mostrar que existe uma base mobilizada em defesa da continuidade do governo Lula e contra o avanço da extrema direita.
- Disputa de valores: associar a democracia à educação pública, aos direitos trabalhistas, à diversidade, à soberania nacional e à participação popular.
Essas funções se sobrepõem, mas não são idênticas. O tamanho de uma manifestação não determina o resultado de uma eleição, assim como o apoio eleitoral a um candidato não significa, por si só, adesão a todas as pautas levantadas no ato. A mobilização demonstra capacidade de organização e disposição para disputar os rumos do país, mas sua conversão em votos e em participação democrática duradoura ainda depende dos próximos passos. 

6. Uma leitura pela perspectiva da ação cultural
Para quem acompanha a relação entre cultura, educação popular e participação social, a Marcha pela Democracia oferece uma reflexão especialmente importante.
A democracia não se sustenta somente por meio das eleições e das instituições formais. Ela também depende de uma sociedade capaz de se organizar, produzir informação, expressar suas diferenças e participar das decisões coletivas. Nesse sentido, a presença de estudantes, artistas e comunidades culturais na Paulista aponta para uma compreensão ampliada da política, na qual a cidadania se constrói tanto nas urnas quanto nos espaços de convivência, criação e organização popular.
O desafio é fazer com que a energia de um grande ato não desapareça depois da votação. Para os Pontos de Cultura, as organizações comunitárias e os movimentos de educação popular, isso significa fortalecer espaços permanentes de formação, comunicação independente, produção cultural e participação nas políticas públicas.
Em síntese: a manifestação de 11 de outubro foi uma demonstração de força eleitoral, mas também uma disputa pelo significado da democracia no Brasil. Sua importância histórica dependerá não apenas de quantas pessoas ocuparam a Avenida Paulista, mas de quanto dessa mobilização poderá se transformar em organização social, defesa dos direitos e participação cidadã continuada.

💥Artistas tomam a Paulista e Baco Exu do Blues crava: o outro lado tá com medo e tem motivo💥


A cobertura do Grupo Globo ao ato na Avenida Paulista neste domingo gerou intensa repercussão e críticas nas redes sociais, com apoiadores do presidente acusando os canais da emissora de tentarem minimizar o tamanho da manifestação.
Os principais pontos da cobertura foram:
• Foco no Conteúdo Editorial e Discursos: No portal G1, n'O Globo' e no Valor Econômico, a cobertura textual detalhou os discursos de Lula. Destacou-se o apelo do presidente para reverter o alto índice de abstenção do primeiro turno, as menções do governo sobre as votações do fim da escala 6x1 e as críticas direcionadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela suspensão de canais de campanha no WhatsApp.
• Polêmica com Imagens Fechadas na GloboNews: A maior queixa dos manifestantes nas redes sociais envolveu a cobertura da GloboNews. Embora a narração dos repórteres citasse explicitamente que o helicóptero da emissora (Globocop) registrava "vários quarteirões ocupados", a transmissão ao vivo na TV priorizou imagens fechadas do público (focadas nos rostos das pessoas e em cartazes específicos), em vez de exibir tomadas aéreas amplas que mostrassem toda a extensão da multidão.
• Acusações de Seletividade e "Robôs": Críticos e blogs de mídia destacaram que, enquanto milhares de pessoas ocupavam a avenida, a TV Globo manteve sua programação normal de domingo à tarde (exibindo, por exemplo, uma matéria sobre uma competição universitária de robótica). Isso alimentou narrativas de opositores afirmando que a emissora buscou deliberadamente esconder a dimensão do ato de esquerda.
• Destaque para a Dispersão e Tumultos: No final da tarde e nos boletins noturnos, o jornalismo da emissora passou a focar fortemente nas imagens de dispersão, cobrindo os episódios de depredação e vandalismo nas entradas das estações Trianon-Masp e Consolação do metrô, onde manifestantes subiram nas estruturas de vidro. 

QUE DOMINGO: MULTIDÃO PRÓ-LULA NA PAULISTA E VITÓRIA CONTRA CENSURA NO TRIBUNAL |



Jovens estudantes lideram as manifestações de rua pela virada e contra o retorno da ditadura via voto. Canções para celebrar: Coração de Estudante, Me Gustan Los Estudiantes, Folia de Príncipe

 

Neste domingo, Lula e Flávio Bolsonaro receberam reforços de naturezas opostas: o primeiro, de jovens nas ruas; o segundo, de decisões de ministros do TSE que escancararam suspeitas de dois pesos e duas medidas. Na avenida Paulista, a juventude roubou a cena — e o comando político. Coletivos, estudantes e militantes organizaram o que os registros visuais apontam provavelmente como o maior ato eleitoral de São Paulo em 2026 (não houve contagem de institutos). Cansados dos erros da campanha, jovens decidiram puxar as rédeas de mobilizações contra o retorno de um projeto autoritário ligado à tentativa de golpe.

Enquanto Lula ganhava oxigênio no asfalto, Flávio encontrava socorro nos gabinetes. Kassio Nunes Marques mandou censurar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, atropelando um procedimento já conduzido pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva. A ordem foi revertida horas depois, mas o constrangimento institucional permaneceu. O episódio soma-se à suspensão de julgamentos quando Flávio enfrentava maioria desfavorável.

André Mendonça, por sua vez, deu apenas três horas para a campanha petista retirar centenas de anúncios em redes sociais sobre riscos a políticas sociais representados por Flávio O argumento de combater propaganda negativa virou, na prática, um freio ao debate eleitoral.

O contraste é eloquente: nas ruas, jovens tentam salvar a política; nos tribunais, decisões favoráveis a Flávio alimentam a desconfiança sobre a imparcialidade do árbitro. Na Paulista, a juventude mostrou que não pretende terceirizar seu futuro. No TSE, ministros precisam demonstrar que a lei vale igualmente para todos. Porque Justiça Eleitoral não pode ter candidato preferido, nem cheiro de jogo marcado.

Leia a íntegra do texto na minha coluna no UOL, link na bio.  Leonardo Sakamoto


Alceu Castilho no facebook
A esta altura, domingo, 11/10/2026, todas as 27 Unidades da Federação tiveram registro de manifestações estudantis durante o segundo turno. Segundo levantamento do geógrafo Wanderson Cardoso Gomes. (Texto atualizado: antes faltavam Acre e Roraima.)

Esse é um dos principais acontecimentos dos últimos dias. Ainda não repercutido em todas as suas dimensões pela imprensa comercial. Quem não der a atenção devida a isso estará atentando contra os fatos -- e contra a democracia.

Em quantos municípios? Reunindo quantas pessoas? Influenciando de que maneira os votos? Ainda não sabemos. Mas só com muito despeito e torpor para ignorar um acontecimento político dessa magnitude. Ou má-fé. Manipulação.

Mesmo no campo da resistência ainda há quem procure uma espécie de protagonismo sabichão, como se fosse mais importante apontar tal ou qual defeito do governo atual (virando a cabeça de lado, torcendo a boca) do que repercutir as iniciativas pela virada.

E por isso precisamos repercutir menos esses ranhetas e mais o movimento dessas centenas de milhares de pessoas que, somadas, estão a injetar as doses de esperança que faltavam em meio a um contexto muito difícil.

Isso não significa negar os números do primeiro turno, o poder do dinheiro, as censuras e curiosos esquecimentos que existem aqui e ali, em determinada big tech, em emissoras de rádio e televisão controladas por um oligopólio golpista ou omisso.

Significa que o jogo não acabou. Os jovens estão a mostrar isso em movimento e nas ruas, desde Niterói para quase todo o Brasil. Nas capitais e outras metrópoles, em cidades médias e, aqui e ali, se espraiando pelo interior.

Enquanto o algoritmo dormia, chegou a mim uma imagem de moradores de Ponta de Pedras, no Pará, com os moradores a estender uma faixa: "O marajoara resiste para o filho do pescador virar doutor".

Algo acontece em Niterói e algo acontece na Ilha do Marajó. Os filhos dos trabalhadores estão estudando e exercendo (muitas vezes diante de repressão policial) um direito político, estudando e levando diversidade em meio aos discursos de ódio.

O outro lado entende bem disso e tentará ganhar pelos litros raivosos de perdigotos e pela tentativa de desqualfiicação de quem desponte como líder no campo da resistência. Como fizeram com a jovem mineira Ana Elisa, de 21 anos, eleita deputada federal.

Só que não dá para desqualificar milhões de Anas e Elisas.












A relação entre as manifestações estudantis realizadas ao longo desta semana e a marcha dos fandoms na Avenida Paulista, neste 11 de outubro, ganha mais força quando interpretada à luz das três canções apresentadas: Coração de Estudante, de Milton Nascimento e Wagner Tiso; Me gustan los estudiantes, de Violeta Parra; e Folia de Príncipe, de Chico César. Cada uma, a seu modo, ajuda a compreender como a juventude, a cultura e a participação política se encontram na construção da democracia, ainda que os grupos mobilizados tenham histórias, linguagens e motivações diferentes.

Coração de Estudante evoca a esperança, a solidariedade e a possibilidade de reconstruir o futuro coletivamente. Associada à redemocratização brasileira e às mobilizações pelas Diretas Já, a canção nos lembra que a democracia não se sustenta apenas nas instituições, mas também na capacidade de uma geração reconhecer os problemas de seu tempo e se dispor a enfrentá-los. Quando estudantes ocupam as ruas para defender a educação pública, reivindicar direitos sociais e afirmar suas expectativas para o país, essa esperança deixa de ser apenas sentimento e se transforma em ação coletiva. A canção encontra, assim, ressonância nas manifestações estudantis desta semana, que recolocam a educação, o trabalho e a democracia no centro do debate público.

Já Me gustan los estudiantes, de Violeta Parra, traz uma dimensão mais incisiva: a juventude que não aceita passivamente a ordem estabelecida, que questiona as autoridades e transforma o conhecimento em instrumento de crítica social. A música latino-americana celebra estudantes que se levantam contra injustiças e se recusam a tratar a realidade como algo imutável. É uma chave de leitura para os atos estudantis recentes, mas também para pensar a importância da formação política, da educação popular e dos espaços em que jovens possam desenvolver autonomia, consciência crítica e capacidade de organização. Não se trata de idealizar toda mobilização juvenil, e sim de reconhecer que uma democracia viva precisa de cidadãos dispostos a perguntar, discordar, reivindicar e participar.

Folia de Príncipe, de Chico César, acrescenta uma dimensão que não deve ser subestimada: a cultura como experiência de encontro, expressão, liberdade e invenção de outras formas de convivência. Essa perspectiva ajuda a compreender a marcha dos fandoms na Avenida Paulista, na qual comunidades de fãs, articuladas também pelas redes digitais, levaram para o espaço público linguagens, referências musicais e formas de organização nascidas de interesses culturais compartilhados. Embora a mobilização dos fandoms não seja equivalente à trajetória histórica do movimento estudantil, ambas demonstram que pessoas reunidas inicialmente em torno de interesses comuns podem construir vínculos, desenvolver formas de participação e, em determinadas circunstâncias, levar suas preocupações para o debate democrático. A cultura pop, nesse contexto, não precisa abandonar sua dimensão de entretenimento para adquirir relevância pública; pode justamente partir do afeto, da identificação e da experiência compartilhada para abrir caminhos de diálogo e intervenção cidadã.

As três canções, portanto, não funcionam apenas como trilha sonora para acontecimentos recentes. Elas oferecem perspectivas complementares para compreender o momento: Coração de Estudante nos fala da esperança que impulsiona a ação; Me gustan los estudiantes destaca a inquietação crítica que desafia as injustiças; e Folia de Príncipe nos convida a reconhecer a potência da cultura, da celebração e da criação coletiva como dimensões da liberdade. Juntas, ajudam a perceber que a participação democrática não nasce de uma única linguagem, nem se limita aos espaços tradicionais da política.  

Conversas com Hildegard Angel - Juventude nas ruas e a força da luta estudantil, com Marina Lopes



🔥Mais de 1 milhão de pessoas tomam a Paulista e Lula emociona ao ver a juventude na luta🔥




O Círio Além da Fé: Desafios, Cultura e Sustentabilidade nos Bastidores da Varanda de Nazaré

 Muito além das homenagens musicais no Círio, a iniciativa atrai formadores de opinião nacionais para Belém e inverte o protagonismo ambiental ao colocar pesquisadores e lideranças locais no centro da discussão ecológica.

BELÉM — O Círio de Nazaré, realizado anualmente na capital paraense, consolidou-se como uma das maiores manifestações religiosas do planeta. No entanto, há mais de 15 anos, a festividade ganhou um poderoso motor de projeção nacional e internacional: a Varanda de Nazaré. Idealizado pela cantora Fafá de Belém, o projeto nasceu para promover a cultura paraense e dar visibilidade à potência da Região Norte. Nos bastidores, contudo, a iniciativa opera como uma engrenagem complexa que equilibra diplomacia cultural, severos desafios burocráticos e debates estratégicos sobre o futuro socioambiental da Amazônia.

Bastidores em Pressão: Logística na Amazônia e Investigação do Ministério Público

Apesar do sucesso de público e crítica, manter um evento de grande porte na Região Norte impõe barreiras logísticas severas. Fafá de Belém aponta com frequência o custo e o esforço necessários para empreender na Amazônia, um território historicamente negligenciado pelos grandes eixos econômicos do país.

Para além dos gargalos estruturais, o projeto já enfrentou crises institucionais devido a falhas do próprio poder público. O Ministério Público do Pará (MP-PA) chegou a instaurar um inquérito civil para apurar a destinação de R$ 1,5 milhão ao evento. A investigação ganhou força após uma publicação equivocada no Diário Oficial, que associou erroneamente a Varanda a repasses financeiros diretos da Fundação Cultural do Pará.

Embora o governo do estado tenha publicado uma errata posterior — comprovando que o projeto não recebeu verba direta do tesouro estadual, contando apenas com apoio institucional e logístico —, o episódio gerou forte desgaste de imagem e exigiu uma força-tarefa de esclarecimento por parte da produção.

Somando-se ao cenário complexo de captação de recursos via leis de incentivo (como a Lei Rouanet e o programa Semear), a organização também enfrenta a dinâmica hostil das redes sociais. Por atrair influenciadores e jornalistas do Sul e Sudeste, a Varanda é alvo recorrente de ataques ideológicos de grupos extremistas. A produção enfatiza que o evento é uma iniciativa independente e que os recursos captados são integralmente revertidos na estrutura gratuita montada na Estação das Docas, sem pagamento de cachê à idealizadora.

Imersão Cultural: A Estratégia dos "Embaixadores da Fé"

A programação cultural da Varanda de Nazaré, coordenada artisticamente por Fafá e sua filha Mariana Belém, adota uma estratégia de comunicação de alto impacto: transformar formadores de opinião nacionais em embaixadores permanentes da cultura do Pará.

Anualmente, uma comitiva de artistas, apresentadores e influenciadores digitais desembarca em Belém para uma agenda de imersão de cerca de uma semana. O roteiro inclui:

• Saraus e Shows Exclusivos: Apresentações comandadas por Fafá de Belém no palco do centenário Theatro da Paz, promovendo o encontro de ritmos regionais com artistas nacionais.

• Romaria Fluvial: Embarcação exclusiva que acompanha a procissão pelas águas do rio Guamá, oferecendo aos convidados uma experiência sensorial e antropológica da devoção local.

• Ponto de Observação na Estação das Docas: Estrutura de onde os convidados e a imprensa acompanham a passagem da Trasladação (sábado à noite) e do Círio oficial (domingo de manhã), sob homenagens musicais icônicas.

O monitoramento de mídia aponta que as transmissões em tempo real feitas pela TV Varanda e pelas redes sociais dos convidados geram um volume massivo de mídia espontânea, impulsionando diretamente a economia criativa e o turismo local.

Fórum Varanda da Amazônia: Debates Práticos e Inversão do Protagonismo

Compreendendo o Círio como uma janela de atenção global voltada para Belém, o projeto expandiu sua atuação política e social com o Fórum Varanda da Amazônia. O braço acadêmico foi estruturado para discutir metas de ESG (Ambiental, Social e Governança), biodiversidade e economia sustentável.

O impacto do Fórum reside na mudança de posicionamento sobre quem fala pelo território. Baseado na premissa de Fafá de Belém de que "a Amazônia passou tempo demais sendo explicada por quem olha de fora", o evento coloca pesquisadores locais, lideranças indígenas, quilombolas e ribeirinhos no centro das tomadas de decisão. Os painéis são divididos em três frentes principais:

1. Sociobioeconomia: Modelos de negócios para manter a floresta em pé, garantindo a geração de renda e a dignidade das populações tradicionais.

2. Finanças Verdes: Rodadas de debate técnico com grandes operadores (como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal) sobre crédito de carbono e atração de investimentos internacionais.

3. Gênero e Ancestralidade: Em edições focadas sob o lema “Amazônia, substantivo feminino”, o Fórum debateu a economia do cuidado e o papel das mulheres na conservação ambiental, além de instituir o Prêmio Muiraquitã para homenagear expoentes da cultura e da resistência paraense, como a cantora Dona Onete.

Ao cruzar a devoção religiosa com a vanguarda do debate ambiental, a Varanda de Nazaré consolidou-se como um modelo inovador de diplomacia cultural, provando que a tradição e o futuro da Amazônia caminham lado a lado.

Artigo produzido com IA

sábado, 10 de outubro de 2026

NOTA DE SOLIDARIEDADE COM DOM VICENTE FERREIRA E CNBB POR JUSTIÇA E DEMOCRACIA NO BRASIL

“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós!”

(Mateus 5, 11-12)

Jesus viveu a Boa Nova em todos os espaços de seu tempo: na relação com a economia, com a tradição, com a sociedade, com a política e com a religião de sua época. Esteve sempre a caminho, com quem andava perdido ou marginalizado. Culminando, dá a vida numa entrega total em Jerusalém. Mostra que a Boa Notícia do Reino se manifesta em todas as realidades da vida!

Dom Vicente Ferreira, bispo de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, vem fazendo o mesmo: trazendo o Evangelho para as várias situações e realidades que enfrenta o Brasil. Um seguidor de Jesus Cristo! Jesus anunciou a Boa Nova junto às situações de injustiça, exploração e egoísmo, e questionava essas estruturas. Por isso, recebeu perseguição e sofreu críticas de quem ganhava com a exploração do povo e com a injustiça. Seus perseguidores chamam Jesus até de “Belzebu” e o ameaçaram muitas vezes de morte. Contudo, do Povo de Deus recebeu admiração, às vezes surpresa, mas em geral, amizade e seguimento.

Da mesma forma, Dom Vicente e a CNBB vêm recebendo ataques com xingamentos e terrível agressividade por um indivíduo de extrema direita, condenado e foragido da Justiça brasileira, que se esconde atualmente nos Estados Unidos. Isso evidencia que Dom Vicente está do lado dos mais sofridos, no caminho de Jesus, denunciando situações que espezinham o povo e favorecem os que usurpam a vida dos mais pobres e vulneráveis, os quais encontram em suas palavras e atitudes esperança para seguir nas lutas diárias.

Sobre os ataques, o bispo Dom Vicente de Paula Ferreira recorreu à Justiça contra as ofensas e agressões nas redes sociais, as quais atingem também posições embasadas no próprio Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. De acordo com a ação judicial solicitada, as manifestações dirigidas contra o bispo teriam “ultrapassado os limites da crítica e da divergência, assumindo caráter pessoal, religioso e ofensivo, com conteúdo que atinge sua honra e dignidade”. Os ataques foram publicados em diferentes plataformas digitais, ampliando o alcance das acusações e dando maior dimensão às manifestações questionadas na Justiça.

As críticas que Dom Vicente Ferreira e a CNBB recebem não vêm do povo, mas de um indivíduo que representa interesses do sistema financeiro, das mineradoras e de megaempresários que, frequentemente, querem usurpar o direito dos pobres e ferir a integridade da Criação. Nós, abaixo-assinados, trazemos a comunhão e o apoio de tantos que encontram em suas palavras e atitudes a favor da justiça e da verdade respostas a esta realidade brasileira e coragem para seguir lutando pelos direitos conquistados com muita luta e fé em Deus, que quer a vida digna para todos!

Coragem, Dom Vicente Ferreira, não deixemos cair a profecia!!

Brasília/DF, 6 de outubro de 2026.


Assinaturas

CBJP – Comissão Brasileira Justiça e Paz

CJP Regional Sul 1 – CNBB – Estado de São Paulo

CJP de Brasília/DF

CJP de São Paulo

Movimento Nacional Fé e Política

Vida e Juventude – Centro Popular de Formação da Juventude

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Santarém/PA

Pastoral Fé e Política da Diocese de Campo Limpo – SP

Pastoral da Sobriedade, Bandeira – MG

CEBs, Belém – PA

CNLB Regional Oeste 1, Campo Grande – MS

Pastoral Idosos e Situação de Rua, São Paulo

CEA – Centro de Estudos e Assessoria, Brasília

Cáritas Diocesana de Caetité/BA

Conselho Indigenista Missionário – CIMI Nacional, Brasília/DF

Comunidade São Lucas, Assurini, Altamira – Pará

Movimento Laudato Si, Jacareí/SP

CEBs de Tanque Novo, Bahia, Diocese de Caetité

Movimento Fé e Política do ABC, São Bernardo do Campo – SP

CNLB Diocese de Governador Valadares – MG

Pastoral Missionária Dominicana; MECE e Ministério da Música, Belo Horizonte – MG

Rede Rua, São Paulo

Pastoral Familiar da Paróquia de São Francisco de Assis – Guanambi, Diocese de Caetité/BA

Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Brasília/DF

Fé e Política de Valença – BA

Movimento Saúde São Paulo Cidade, São Paulo

Missionários do Carisma Cordimariano – FCIM, Fortaleza/CE

CEBs e MAM – Movimento dos Atingidos pela Mineração MG, Manhuaçu – MG

CJP – Diocese de Caraguatatuba/SP

Pastoral da Criança e Cáritas Tobias Barreto/SE

OFS-MA – Ordem Franciscana Secular, Lago da Pedra/MA

Comunidades Eclesiais de Base – Paróquia Coração Eucarístico de Jesus, São José dos Campos/SP

Paróquia São Francisco de Assis, Paraná

Área Pastoral do Assurini, Senador José Porfírio/Pará

Articulação Fé e Política Bahia, Salvador – BA

Movimento Laudato Si, DF

Pastoral da Criança, Pindaí – Bahia

CJP Diocese de São José dos Campos/SP

Pastoral Carcerária Nacional

Pastoral Carcerária no RS, Passo Fundo – RS

Revista Casa Comum, São Paulo

Pastoral da Ecologia Integral, Campanha/MG

Comissão de Promoção Humana e Ecologia Integral, Diocese de Sete Lagoas – MG

Capítulo Laudato Si São Paulo, São Paulo

Pastoral Familiar Paróquia São Francisco de Assis, Manaus/AM

Prelazia de São Félix – MT, Porto Alegre do Norte – MT

Comissão Sociopolítica Diocesana, São José dos Campos

Comissão Socioambiental da Diocese de São José dos Campos/SP

Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória – ES

Pastoral da Moradia e Favela Nacional

Comissão Episcopal para Ecologia Integral e Mineração – CEREM Leste-2, BH/MG

Fraternidade São Francisco de Assis (OFS), São José dos Campos/SP

Diocese de Roraima

Cáritas da Diocese de Livramento, Barra da Estiva – BA

Irmãs de São Francisco da Providência de Deus, São Paulo

Cáritas Diocesana de Araçuaí/MG

Santuário Santa Cruz da Reconciliação, São Paulo

Missionários Combonianos, Açailândia/MA

Grupo Igreja em Saída (BA/CE/GO/SP/SC/MG)

CNLB NE4, Uruçuí – Piauí

OSC Ação Cultural – Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, Aracaju/SE

Escola Fé e Política, Pastoral de Leigos, Alta Floresta D’Oeste/RO

OFS – Regional Norte III Pará Oeste, Santarém/Pará

Coletivo Transpassando e Laboratório de Violência Política (ambos da UEC), Fortaleza/CE

Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, Arquidiocese de Vitória – ES

Comissão Justiça e Paz da Diocese de Colatina – ES

Pastoral Carcerária Nacional, Palhoça – SC

Escola de Fé e Cidadania Ir. Dorothy Stang, Altamira – PA

Pastoral Catequética, Varginha – MG

REPAM-Brasil

Pastoral da Sobriedade – Nacional

FGAS – Federação dos Grupos de Autoajuda da Sobriedade, Volta Redonda/RJ

PJMP Nacional, Parnamirim – RN

Irmã Inês da Costa Camargo, São Paulo

Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB Nacional, Brasília/DF

CRB Nacional


Pastoral dos Povos em Situação de Rua, Martins Soares – MG


CEBI Juiz de Fora – MG


Núcleo de Ação pela Reforma Agrária – NARA, São José do Rio Preto/SP


MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos, Juiz de Fora/MG


Pastoral Afro-Brasileira, Belo Horizonte/MG


Comissão do Meio Ambiente – Animadores Laudato Si MG


Pastoral da Saúde, Colniza – MT


Comissão Continental de JPIC, Instituto Missões Consolata, São Paulo/SP


Pastoral da Ecologia Integral – Regional Sul 1 – CNBB, São Paulo


Ordem de São Bento, Garanhuns – PE


Associação Aritagua, Ilhéus – BA


Pastoral da Saúde Nacional, Brasília/DF


Associação Franciscana de Proteção à Natureza, São Paulo


Associação Pastores Dabo Vobis, Bahia


Comissão Episcopal para Ação Missionária, Brasília/DF


JPIC – Assunção, Argentina


OFS – Paróquia São Francisco de Assis, Guarulhos/SP


CEBI RN, Portalegre – RN


Cáritas Diocesana de Itabira, João Monlevade – MG


Associação dos Movimentos de Moradia da Região Sudeste


CEBs Colombo – PR


CEBs, Penedo – AL


FIAN Brasil, Brasília/DF


CJP – Diocese de Cachoeiro de Itapemirim – ES


Laicato da Paróquia São João Batista de Galileia – MG, Diocese de Governador Valadares/MG


Ordem Franciscana Secular, SP


MOBON – Movimento Boa Nova, Dom Cavati – MG


Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, São Paulo


Escola de Fé e Política do MOBON, Dom Cavati – MG


Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Caraguatatuba – SP


Comissão Pastoral da Terra – Anapu/PA


CNLB Regional Sul 1, Guarulhos – SP


CNLB Diocese de Guarulhos, São Paulo


Ordem Franciscana Secular, São Paulo/SP


CEBI – Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, Lajes Pintadas – RN


Pastoral da Moradia/Movimento de Moradia da Região Sudeste, Cidade de São Paulo/SP


Movimiento Cuidadores de la Casa Común – Burzaco, Alte. Brown, Pcia. de Buenos Aires, Argentina


União Nacional por Moradia Popular, São Paulo/SP


Fórum Socioambiental da Zona Oeste RJ, Rio de Janeiro/RJ


Movimento Sem Terra Leste 1, São Paulo/SP


Grupo de Fé e Política da Paróquia de Santa Efigênia – BH/MG


CNLB Paróquia São José Operário, Governador Valadares – CNLB


Pastoral da Pessoa Idosa, Belo Horizonte/MG


Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais


OFS – Ordem Franciscana Secular, Guarulhos – SP


Ordem Franciscana Secular do Brasil – OFS


CIMI Regional Leste, Belo Horizonte – MG


MLMP – Movimento de Luta Por Moradia Popular, Natal – RN


União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior – UMMSP Estadual


Comunidade Eclesial de Base, Santarém/Pará


Associação Elisabeth Bruyere, Projeto Social, Guarulhos – SP


Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Camara (Cefep/CNBB)


Campanha contra Violência no Campo, Brasília/DF


CORES – Coletivo Resistência de MG, Belo Horizonte/MG


Associação Nacional de Presbíteros do Brasil


Organização Santas Missões Populares, Belém/Pará


Rede Jubileu Sul Brasil


Movimento Fé e Política Padre João Cribbin, Rio de Janeiro/RJ


Deputado Federal Padre João, Belo Horizonte/Brasília


Pastoral da Moradia, São Paulo, região Ipiranga


CEBs/Pastorais Sociais/CF de Caraguatatuba/SP


Pastoral Afro-Brasileira, Diocese de Cachoeiro de Itapemirim – ES


Pastorais Sociais – Arquidiocese de Chapecó/SC


Cátedra de Sagradas Escrituras, Curitiba – PR


Comissão de Justiça e Paz da Família Dominicana do Brasil, Goiânia/GO


Pastoral da Ecologia Integral – RJ


Comitê Caridade e Ciência, Rio de Janeiro


Deputado Estadual Leleco Pimentel, Belo Horizonte/MG


Comissão Pastoral da Terra Regional Maranhão


Pequenas Irmãs da Divina Providência, Belo Horizonte – MG


Grupo Fé e Política – Paróquia Nossa Senhora das Mercês, Curitiba/PR


CEBs Arquidiocesana, Vitória da Conquista – BA


Pastoral da Juventude de Brasília, Distrito Federal


CEBs Arquidiocese da Paraíba, João Pessoa/PB


Centro de Estudos Bíblicos – CEBI-AM/RR


CEBI – Centro de Estudos Bíblicos, São Leopoldo/RS


Central Pró Moradia Suzanense – CEMOS, Suzano/SP


Escola de Cidadania José de Souza Candido, Diocese de Mogi das Cruzes – SP


Movimento Projeto de Lei Mais Mulheres na Política, São Paulo/SP


Juventude Franciscana do Brasil – JUFRA, Rio de Janeiro/RJ


Conferência dos Religiosos do Brasil, Brasília/DF


Comunidades Eclesiais de Base – CEBs – Regional Leste 2, Belo Horizonte/MG


Movimento Igreja em Saída, Fortaleza/CE


Pastoral do Povo de Rua Dom Fernando, Goiânia


Movimento Fé e Política/ES, Vila Velha – ES


Articulação Comboniana de Direitos Humanos, São Paulo


Grupo de Fé e Cidadania – Santuário Santa Cruz da Reconciliação, São Paulo


Província dos Missionários Combonianos do Brasil, São Paulo


Paróquia de Santa Bárbara, Arquidiocese de Feira de Santana


Pastoral Carcerária da Paraíba, Diocese de Guarabira


CEBI Pará


Irmãs Franciscanas de Maristella, Recife – PE


Movimento Mãe Rainha, Juazeiro/BA


Irmãs de Notre Dame de Namur – Província do Brasil, Belém/PA


Comissão Brasileira Justiça e Paz – Regional Nordeste-1, Fortaleza/CE


Pastoral da Sobriedade, Suzano/SP


CEBs/Fé e Política, Minas Gerais


Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Belo Horizonte – MG


Comissão Diocesana dos Diáconos Permanentes, Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano – MG


Coletivo Diáconos pela Vida, Belo Horizonte – MG


Fórum Inter-religioso da Grande BH, Belo Horizonte – MG


CJP da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE


Congregação das Mensageiras do Amor Divino, Aparecida/SP


Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Cuiabá – MT


Movimento Afro Esmeraldense, Esmeraldas – MG


Capelania dos Reinados Negros da Arquidiocese de BH – MG


Pastoral do Menor, São Miguel do Guaporé – RO


Serviço Pastoral dos Migrantes, São Paulo/SP


Movimento Focolare, BH/MG


Fraternidade Leiga Charles de Foucauld, São Paulo/SP


Catequese, Ananindeua – PA


Congregação das Irmãs da Divina Vontade, São Paulo


Pastoral da Ecologia Integral – Arquidiocese de Campinas – SP


Jesuítas, Ceará


Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental – FMCJS, Brasília/DF


Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais (CONIC-MG), Belo Horizonte/MG


Pastoral da Ecologia Integral, Itapira/SP


Pastoral dos Nômades do Brasil, Eunápolis/BA


Irmãs Sacramentinas de Bergamo, Belo Horizonte


CEBs e Movimento Negro, Tanquinho – BA


AFES – Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade, Uberlândia/MG


PJ de Mogi das Cruzes – SP


Pastoral da Criança, Caém – BA


Paróquia Santa Catarina de Alexandria, Rio de Janeiro


Joanita Alves Ferreira, Feira de Santana – BA


Escola de Educação do Campo Sebastião dos Santos Quaresma, Belém/Pará


Movimento de Preservação de São Sebastião – MOPRESS, São Sebastião/SP


COMIDI – Conselho Missionário Diocesano, Diocese de Cametá – PA


CPT – Comissão Pastoral da Terra, Goiânia – GO


Cáritas Arquidiocesana de Natal – RN


CEEM – Comissão Episcopal Especial para Ecologia Integral e Mineração


CFFB – Conferência da Família Franciscana do Brasil, Brasília/DF


Cong. Ordem Terceira de S. Francisco de Maria Imaculada, Aparecida de Goiânia – GO


Cáritas Diocesana de Nova Friburgo, Rio de Janeiro


UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes/RJ


Fórum Antirracista de São Bernardo do Campo


Projeto Meninos e Meninas de Rua, São Bernardo do Campo


ECC, Diocese de União da Vitória – PR


Pastoral da Terra CPT, Campos dos Goytacazes – RJ


Comunidade Eclesiastes de Base, Tamboril – CE


Pastoral da Saúde de Porto União – SC


Pastoral Operária, União da Vitória e Porto União – SC


Associação Afrocultural Tricordiana, Três Corações – MG


UNE – União Nacional dos Estudantes, União da Vitória – Paraná


Rede Um Grito pela Vida, Prelazia de Itacoatiara – AM


Grupo Bíblico de Reflexão e Pastoral da Educação, Guaranésia – MG


Congregação Ordem Terceira de Maria Imaculada, Aparecida de Goiânia – GO


ATERA – Assoc. Taboqueanos Extrativistas e Ribeirinhos do Araguaia, S. Félix do Araguaia – MT


Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos do Brasil, Brasília