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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Curso de Verão 2016 - Mistica, Ciência, Afeto, Arte e Solidariedade. Junto e Misturado.



Curso de Verão 2016 –


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entrevistas em áudio

 5º dia (10/01/2016) – Assessoria de Adriana Ramos (2ª parte) “Desafios ambientais contemporâneos e saneamento básico”.







29º Curso de Verão - ECONOMIA PROMOTORA DOS DIREITOS HUMANOS E AMBIENTAIS - 4º dia - Adriana Ramos

“Conhecimento é o eixo econômico deste século”

jorge 9 de janeiro de 2016 0
O economista e professor da PUC-SP, Ladislau Dowbor, deu nesta sexta-feira (8) seu segundo e último dia de assessoria aos cursistas do 29° Curso de Verão, no Teatro da Universidade Católica (TUCA). Ele falou sobre a importância do conhecimento hoje na sociedade e em se saber o que acontece na economia.
“O eixo econômico geral deste século é o conhecimento. Se eu dou o meu relógio para alguém, eu o perco. É o que chamamos de bem rival na economia, ou eu ou outra o pessoa o tem”, disse. “Mas se eu compartilho uma ideia, nós dois a temos”.
Para o economista, é importante questionar as informações da mídia. “Devemos assistir o Jornal Nacional e pensar: ‘que porcaria é essa?”, disse sobre risadas dos cursistas. “Não deve ser uma empresa que acha que devemos pensar o que querem, é uma cooperação de jornalistas”.
Social
Dowbor voltou no último encontro a criticar os juros dos bancos – sobre os quais passou um vídeo crítico humorístico do programa “Zorra Total” -, a falta de preocupação com a pobreza no mundo e o mau uso das riquezas, acumuladas em grandes fortunas. “Sai muito mais caro resolver as consequências da miséria do que acabar com ela. Uma mãe não tem comida para dar para o seu filho”, lamentou.
O assessor falou sobre a importância de atuação conjunta dos setores público e privado. “Não é que somos contra a economia de mercado ou a favor da pública. Normalmente isto nos divide: quem é de direita quer privatizar; quem é de esquerda, estatizar. A economia de mercado é boa para produzir, mas não para a saúde, educação”. Dowbor falou também sobre como o Canadá oferece saúde pública de graça e, com menos custos com o tratamento de doenças, investe menos do que os Estados Unidos, onde o sistema de saúde pública tem difícil acesso.
Leia também: Brasil é um dos países mais desiguais do planeta.
O professor terminou o encontro agradecendo a todos antes de ser aplaudido de pé e receber o livro “Pacto das Catacumbas” de presente do autor da obra e coordenador-geral do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), padre José Oscar Beozzo. “Quero parabenizar as pessoas que organizaram este curso. O grande eixo (para a mudança) é esse. Nunca vi democracia de graça.”
O presidente do CESEEP, padre Benedito Ferraro, ainda falou sobre a importância da educação. “Escutando esta palestra, penso que temos de retomar o método (do educador) Paulo Freire, a pedagogia do oprimido, para pensar o mundo de baixo para cima”.
Para o teólogo, devemos seguir as recentes declarações do Papa Francisco e buscar uma economia para os pobres, a paz no mundo e cuidar do nosso planeta, a “Casa Comum”.
 3º dia (08/01/2016) – Assessoria do prof. Ladislau Dowbor (2ª parte)
“O sistema financeiro atual trava o
desenvolvimento econômico do país”.




Quase tudo é economia…

jorge 9 de janeiro de 2016 0
Alguns defendem que ‘tudo é política, embora a política não seja tudo’. Do mesmo modo, pode-se afirmar que ‘tudo ou quase tudo é economia, embora a economia não seja tudo’. Porém, a política e a economia estão intimamente relacionadas e não são, ou não deveriam ser, um jogo de “vale tudo”. Em ambas, a ética, a justiça e o bem estar coletivo devem prevalecer. Esse foi o mote que orientou a reflexão do economista e professor da PUC/SP Ladislau Dowbor nesta sexta feira (8) no 29º Curso de Verão, numa promoção do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). O curso acontece na PUC de São Paulo com o tema “Economia promotora dos direitos humanos e ambientais”.
Conforme Dowbor, a economia é uma dimensão fundamental da vida sobre a qual todos precisam aprender. “Economia é o conjunto das atividades que podem levar à melhoria da qualidade de vida. O grande desafio é utilizar os recursos econômicos para resolver os dramas sociais e ambientais”, advertiu. O professor também chamou atenção para a questão da urbanização. “Hoje cerca de 85% da população brasileira vive nas cidades. Esse fenômeno pode multiplicar problemas sociais e ambientais, mas, por outro lado, abre inúmeras possibilidades de convivência”, disse.
O economista enfatizou a importância de utilizar o conhecimento para promover a democracia, o espírito público e o bem comum. “Se eu distribuo meu relógio, fico sem ele; mas se compartilho uma ideia, ela se multiplica. Assim, o conhecimento pode gerar novas formas colaborativas e organizativas”. Incentivou os cursistas a se engajarem em projetos alternativos. Para contribuir nesse sentido citou o documento “Projeto Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Local”, que contém 89 sugestões concretas e viáveis para dinamizar a economia local. O documento está disponível no site: http://www.polis.org.br/uploads/1509/1509.pdf.
O enfoque dado pelo professor está em sintonia com a perspectiva dos Fóruns Sociais Mundiais, cuja primeira edição aconteceu em 2001 na cidade de Porto Alegre/RS, tendo como slogan “Um outro mundo é possível”. Em sua 15ª edição, o Fórum Social Mundial volta ao Rio Grande do Sul. O evento que articula experiências e propostas altermundistas será realizado de 19 a 23 de janeiro de 2016, em Porto Alegre, com o tema “Paz, democracia, direitos dos povos e do planeta”. Inscrições podem ser feitas pelo site: www.forumsocialportoalegre.org.br.


2º dia (07/01/2016) – Assessoria do prof. Ladislau Dowbor
“O sistema financeiro atual trava o desenvolvimento econômico do país”.


1º dia (06/01/2016) – Celebração de Abertura do 29º Curso de Verão (2016)

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