André Bazin nasceu em 1918, na França, e faleceu prematuramente em 1958, aos 40 anos, deixando uma obra teórica curta em extensão, mas imensa em profundidade e influência. Fundador da revista Cahiers du Cinéma, a revista de cinema mais importante de todos os tempos, ele não apenas escreveu sobre filmes, mas formou uma geração inteira de cineastas e críticos que criaram, anos depois, a Nouvelle Vague francesa. Para o problemático jovem François Truffaut — um dos diretores mais célebres da história do cinema francês — ele foi mais do que um mentor teórico: quase como um pai adotivo, deu-lhe proteção, orientação e abrigo por alguns anos. Todos os seus comentadores afirmam a simpatia e a generosidade que acompanhava o crítico de cinema. Sempre destacam seu cuidado com os animais (gatos, em particular).
Há um lado conhecido de Bazin ainda pouco estudado: seu catolicismo. Como um homem de inteligência rara, de esquerda, europeu/francês/secularizado e tendo uma série de colegas ateus e bem críticos do catolicismo francês se torna e se manteve católico? teria o cinema algo com isto? Usou Bazin o cinema como instrumento doutrinário católica? (hoje/domingo às 20h aprofundaremos essas questões numa sobre cinema e catolicismo) a melhor explicação para o catolicismo de Bazin foi dada por Ismail Xavier (USP):“Com sua profissão de fé no cinema, Bazin traduz um movimento de reconciliação do pensamento religioso com o mundo moderno e pode observar a tela sem a moldura moralista da desconfiança na imagem e no que nela é apego à esfera da carne.” (In: Apresentação de “O que é o cinema?”. André Bazin. Cosac Naify, 2014).
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CATOLICISMO e CINEMA: O CURIOSO CASO DE ANDRÉ BAZIN
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Pedaços de Eternidade: André Bazin e o Realismo no Cinema e na Arte
– por Victor Bruno

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