sábado, 24 de maio de 2008

Juventude Transformando com Arte

Caros (as) Amigos (as),

Estamos com o texto abaixo no overmundo:

http://www..overmundo.com.br/overblog/juventude-transformando-com-arte


O mesmo utiliza o conteúdo do site juventude transformando com arte, conta com uma bela foto e está gerando um debate instigante.
Será interessante se você puder contribuir através das suas idéias com esse debate.

Abraço,
Zezito de Oliveira

sexta-feira, 23 de maio de 2008

UM SUCESSO!!! A PALESTRA SOBRE EMPREENDEDORISMO CULTURAL NO GONZAGÃO.




A comemoração do aniversário de 1 ano do Consórcio Cultural, cujas reuniões tiveram início em maio de 2007, não poderia ter sido realizada de maneira melhor. Embora não tenha sido intencional, já que o fato só veio a nossa mente quando iniciamos a produção desse texto. E quais os motivos que sustentam a opinião aqui expressa?
1 – Presença do público. A meta era atingir um mínimo de 20 pessoas, e na lista de presença consta a assinatura de 23 pessoas.
2 – O técnico do Sebrae, Sr. Edilson Nascimento, mostrou-se seguro e proporcionou oportunidade para um rico aprendizado sobre aspectos referentes as características de um empreendedor que deseje ser bem sucedido no setor de negócios relacionados à cultura, entre outras questões importantes.
3 – As ações de cooperação que foram realizadas para preparar o evento, aspecto fundamental para o sucesso da noite, como discriminado abaixo:

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O Complexo Cultural “Gonzagão”/Secretaria de Estado da Cultura, cedeu as suas instalações, o apoio dos serviços de administração, limpeza e de comunicação do complexo.
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A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Cultura fez a revisão e distribuiu o release para a imprensa.
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A assessoria de informática da Secretaria de Estado da Cultura disponibilizou o data-show.
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A quadrilha junina Asa Branca emprestou a caixa de som e o microfone.
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A Cia. de palhaços “O mínimo” emprestou o notebook.


Além disso, é importante destacar que o saldo mais importante da noite é que os artistas, produtores culturais e educadores ligados ao consórcio cultural estão aprendendo a compartilhar aquilo que eles têm de melhor e que não são apenas os objetos materiais listados acima, mas principalmente: experiências, alegria, compromisso, solidariedade, vontade de aprender etc..
Outro aspecto importante é a parceria com os órgãos públicos (Secretária de Estado da Cultura)e do sistema S (Sebrae) para potencializar iniciativas como esta, que nascem de uma discussão com os agentes locais — condição essencial para o sucesso.

Em um futuro bem próximo, teremos agentes culturais com autonomia para definir os rumos do seu trabalho, com competência para saber diversificar e garantir as fontes de patrocínio, conquistar o público local, através de uma gestão de qualidade e excelência, garantindo conseqüentemente a sustentabilidade das suas iniciativas culturais e, é claro, buscando assegurar as características de inclusão, participação, respeito à tradição, solidariedade, entre outros valores humanos importantes , que são marcas de empreendimentos sociais e culturais que estão dando certo país afora.
Abaixo segue a avaliação de alguns agentes culturais que se fizeram presentes na palestra.

AVALIAÇÃO SOBRE A PALESTRA: EMPRENDEDORISMO CULTURAL COM O SEBRAE
COMPLEXO CULTURAL “O GONZAGÃO” - 12 DE MAIO DE 2008

QUE BOM:
Mobilização dos representantes do consórcio, interesse pelo tema, troca de experiências.
“Foi excelente a palestra, com muitas informações, muitos conhecimentos”.
“Foi ótimo. E que sempre haja mais palestra como esta”.
“Senti que o meu público alvo precisa de inovação”.
“A oportunidade de fazer parte deste curso, de aprender, de trocar idéias... Consegui fomentar um ideal tríade: Cultura, Economia da Cultura e Culturalização da Economia”.
“Gostei, mas gostaria que tivesse sido falado sobre solidariedade e trabalho que ele não falou. Falou-se em emprego e renda, mas não em trabalho”.
“Esse contato foi excelente, pois refletiu a minha experiência e ações pessoais, bem como é o retrato do que está sendo implantado na Quadrilha Asa Branca, em 2008; foi um grande aprendizado, uma riqueza de detalhes e otimização.” (Rogério).
“Tivemos melhores conhecimentos sobre empreendedorismo cultural”.
QUE PENA:
Centralizar mais as necessidades da platéia. Como conseguir o orçamento financeiro?
Olhar o artesanato.
“Senti o individualismo nas propostas de negócios”.
“Poderíamos ter mais tempo, ser mais prolongado”.
A nossa participação nos assuntos
Outras edições com o SEBRAE aprofundando outros temas como elaboração de projetos (editais). Foi uma palestra com assuntos importantes abordados rapidamente. (Rogério)
O tempo foi curto.
QUE TAL:
“Colocar modelos de projetos mais minuciosos, definir estratégias(palpáveis) na prática”.
“Quero que esclareça mais sobre como se faz um projeto”.
“Um pouco mais de estudo sobre economia para o grupo”.
“Promover cursos sobre elaboração de projetos culturais”.
“Também ele não é um sábio para dizer tudo”.
Zezito, você como sempre, um cara de vontade e dedicação, preocupado em evoluir, aprimorar e busca ser acessível à comunidade, em seus seguimentos, temas e assuntos importantes para o cotidiano, como: vivência cultural e social. Parabéns Gonzagão! Parabéns Sebrae! (Rogério)
Ter sempre estas palestras com outros especialistas para melhorar os projetos culturais.
LISTA DE PRESENÇA PALESTRA “EMPREENDEDORISMO CULTURAL” - SEBRAE
COMPLEXO CULTURAL “O GONZAGÃO” - 12 DE MAIO DE 2008

NOMES:
ZEZITO DE OLIVEIRA - GONZAGÃO
IRENE SOCORRO CORREIA — GONZAGÃO e Ong Ação Cultural
ROGÉRIO VALENÇA — QUADRILHA ASA BRANCA
GENILDA DE ARAÚJO QUADRILHA - ASA BRANCA
JOSÉ EDSON MONTEIRO — QUADRILHA ASA BRANCA
EDSON SANTOS (DICO) — QUADRILHA LUIZ GONZAGA
MARIA DO CARMO — QUADRILHA LUIZ GONZAGA
RENATA SILVA — GRUPO BALANGODANGO
TIAGO RODRIGUES — Ong OUIS
FÁBIO NEVES — Ong OUIS
MAISA AMORIM — SEBRAE
DJENAL ALVES DOS SANTOS — RÁDIO COMUNITÁRIA
CARLA ELIZETE CARVALHO — FORRÓ DO CANDEEIRO
RAIMUNDO OLIVEIRA — GRUPO TEATRAL SÃO FRANCISCO DE ASSIS
JOSINEIDE DANTAS — ATRIZ E POETA
SILVINO CAETANO — BANDA DE REGGAE RAIZES REMANESCENTES
ADALICE DA SILVA SANTOS -ARTESÂ
MARIA LÚCIA CARVALHO - ARTESÂ
GEORGE FRANCELINO DO NASCIMENTO - ARTESÃO
MARIA LUZINETE DE SOUZA — PROFESSORA APOSENTADA
MARIA DA GLÓRIA — PROFESSORA DA REDE PÚBLICA ESTADUAL
ROBERT COLORES - CIA DE ARTES CIRCENSES “O MinimO”
IRIS FIORELLI — CIA DE ARTES CIRCENSES “O MiinimO”

sábado, 3 de maio de 2008

Cultura Popular na terra de Artur Bispo do Rosário

"TEM CHEIRO DE CULTURA NO AR"
Slogan do Festival de Arte do Povoado São José.



Em meados da década de 90, quando o então Ministro da Cultura Francisco Weffort esteve ministrando uma palestra na Universidade Federal de Sergipe (UFS), ele contou sobre as “surpresas maravilhosas” com as quais ele se deparava quando via e sentia a força da criatividade e, na maioria das vezes, também as formas de resistência cultural de nosso povo.

Segundo Weffort, era o melhor que o cargo de Ministro lhe proporcionava. E foi o que constatei quando estive no dia 20 de abril no povoado São José, em Japaratuba, para assistir às apresentações do IV Caatingarte — festival de artes daquela comunidade —, representando o Complexo Cultural “O Gonzagão” e a Ong Ação Cultural.

O convite foi formulado por Luciano Acciole, coordenador geral do evento, professor e atualmente vereador da cidade. Luciano é o tipo de ativista cultural honrado em qualquer lugar aonde ele for, e seu compromisso com a cultura popular chegou até nós a partir dos frutos que ele deixara em um dos Colégios onde trabalhou, no conjunto Jardim, região onde lecionei durante alguns anos, e que ajudaram a fortalecer as iniciativas culturais que apoiamos naquela localidade e bairros adjacentes nos anos de 2000 a 2006.


Luciano

Falando ao jornal Tribuna da Praia, edição on-line, Luciano Acciole explicou os objetivos do festival da seguinte maneira: “estamos com este evento homenageando as mais bem sucedidas experiências no campo da cultura popular, razão de serem premiadas com o Prêmio de Culturas Populares, do Ministério da Cultura”, disse.

Segundo ele, com o Caatingarte, experiência contemplada com o Prêmio através do Movimento Reação, “oportunizamos aqui uma confraternização dos grupos premiados, quatro de Japaratuba (São João na Roça, Caatingarte, Reisado de Nego e Acompanhamento São Benedito) e dois de Pirambu (Reisado de Sabal) e Ilariô) com os demais grupos folclóricos da região”, acrescentou.

“Em Sergipe foram desesseis projetos contemplados, sendo quadro te Japaratuba e dois de Pirambu. Dos quatro de Japaratuba, dois são daqui do povoado São José, por isso este reunião da cultura popular nesta comunidade símbolo da resistência cultural”, completou.

Da nossa parte ao ser convidado para dirigir algumas palavras aos que se faziam presentes, afirmei, em primeiro lugar, que a festa estava linda demais, independente se estavam em baixo ou em cima do palco, pelo que pude conferir naquele momento.

Estavam belos os mestres e brincantes de todas as idades, com suas vestimentas multicoloridas e novas, como afirmou com satisfação a brincante Marilene: os instrumentos novos ou remodelados, as melodias (algumas do nosso conhecimento e outras, não) e o mais importante: a auto-estima lá em cima, como pude constatar através dos sorrisos estampado nos rostos.

Algumas líderes da festança, como Marilene e Vilma, do grupo São João na Roça, estiveram participando de Seminários e Encontro de Culturas Populares em Brasilia, em 2005 e 2006, e não se deixaram contaminar pelo clima de pessimismo de alguns técnicos e gestores culturais que nos acompanhavam e que eram ligados ao governo anterior. Muitos deles ainda ocupando posições de destaque, e diziam que aquilo não iria dar em nada, era tempo perdido, promessas vãs etc...


Marilene



Vilma

E foi isso que lembrei a Marilene. Quando cheguei ao local do acontecimento, disse: “Pois é Marilene, é tão bom ver o resultado da colheita que plantamos em Brasilia, através de debates, conversas, brincadeiras e apresentações. Veja só, como é possível plantar e colher ao mesmo tempo, como ter resultados satisfatórios imediatos, como queriam alguns, se nunca antes um governo como o do Presidente Lula dedicou tanto respeito, atenção e cuidado para com as culturas populares e com resultados que logo não tardaria aparecer".

E foi um dos temas que lembrei quando disse que quando os queridos Gilberto Gil e Sérgio Mamberti assistirem ao vídeo do evento eles constatarão que realmente valeu a pena escutar e investir para apoiar aqueles que acreditam e lutam para fazer deste país, um Brasil justo, belo e plural.

Percebemos também da parte do Prefeito Padre Geraldo (PT) o mesmo carinho e atenção que o governo federal manifesta pelos mestres e brincantes, e isso é materializado de diversas maneiras: participando das festas populares, trazendo os restos mortais de Artur Bispo do Rosário para a cidade de Japaratuba, local de seu nascimento, apoiando com recursos materiais e financeiros o próprio festival e a manutenção e subsistência dos grupos, destinando para esse fim, recursos públicos, todos os anos.

E é isso e mais que esperamos do próximo prefeito eleito, inclusive o mais forte candidato ao próximo pleito, Hélio Sobral, e que conta com o apoio de Padre Geraldo e Luciano Acciole, esteve presente e demonstrou que também percebe a necessidade de dar continuidade e de ampliar as iniciativas que visam fortalecer a identidade cultural do nosso povo, no intuito de atingir uma população com a mente massificada pela cultura do consumo imediato, como afirma a carta cultural da periferia elaborada no ano de 2005 em Aracaju e que contou com representação de seis municípios sergipanos.

E para concluir, gostei muito da proposta de incluir trabalhos com oficinas e rodas de conversa, pois, como tenho escrito há alguns anos, é necessário possibilitar o acesso aos meios de produção cultural, ou aprimorar os conhecimentos daqueles que detém o controle desses meios, como artistas, produtores e educadores populares, e não simplesmente investir altas somas de dinheiro tão somente para que os sergipanos continuem como meros consumidores, assistentes, expectadores etc.. daquilo que é produzido artisticamente em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Belém.


Oficina de Teatro


Oficina de Máscara

Outro fato importante é a postura de atenção e respeito demonstrada pelos moradores que assistiam a todas as apresentações (em especial as da cultura tradicional). Percebi também que a mesma estrutura de som e palco para os grande shows também estiveram a serviço dos artistas populares. E, para concluir, a questão da diversidade cultural foi garantida com a apresentação da banda de reggae Reação, da Pagodant (pagode) e Legionários ( pop-rock).

Por tudo isso, ganhei o dia, a despeito de alguns contratempos para chegar ao local, e tenho certeza que foi um dos melhores momentos que vivenciei em 2008.

Agradeço a todos e todas que tornaram possível a realização do IV Caatingarte, inclusive aqueles que, por motivo de espaço, não tiveram os nomes citados acima. Por fim, agradeço especialmente ao jornalista e fotográfo Ronaldo Sales,
autor das imagens que embelezam esse post, pela atenção a mim dispensada.


Exposição de fotografias de Ronaldo Sales

POLIFONIA DO IV CAATINGARTE

Vale a pena conferir os depoimentos de quem sonhou e realizou. E nunca é demais repetir: "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce." Fernando Pessoa

"Foi uma experiência ímpar! Poder dar essa oportunidade para que o povo pudesse vivenciar esse reencontro com o que é seu...Foi algo muito prazeroso. Valeu a pena!

Allan Nobre , funcionário público, coordenador do MOVIMENTO REAÇÃO

"Ter aqui todos esses mestres , esses brincantes, esses artistas compensam todas as noites que perdemos em reuniões ...que venham o V CAATINGART "

Flávia Lima, 26 anos, agente de saúde, graduada em história, moradora da comunidade, brincante do Reisado e do São José, do São João na Roça, membro do Grupo Teatral Canudos em Movimento, Cantora, e coordenadora das oficinas do evento.

"Foi um momento mágico! Aliás tivemos vários momentos mágicos. O cortejo pelas ruas da comunidade com a saudação ao Mestre Zé de Jove, em sua casa. Foi como um "soco"...Já se percebia que tinha algo mágico acontecendo.Depois veio o Sergio Silveira (diretor de arte do filme "O Senhor dos Labirintos") que transformou uma roda de bate-papo em depoimento apaixonado sobre o Bispo do Rosário. Encantou e arrepiou! Então, à tarde, veio o momento mais tocante que foi aquelas vozes do Ilariou e do Reisado. Bateu uma dor no coração. Aí veio a explosão do choro de Marilene ( brincante do São João na Roça). Foi espetacular!"Luciano Acciole, professor, idealizador do evento

"Agora eu entendo essa força que move Luciano, Marilene, Dona Vilma e a galera quando se refere a cultura popular! Foi muito gratificante!"
Marcos Rocha, estudante, vocalista do Legionários

"Uma festa para todos ! Crianças, jovens e adultos! Mexeu com a comunidade!
Estamos realizados! Foi muito bom! Tá bem aplicado o dinheiro que ganhamos!".

Marilene Moura, brincante

"Um trenzinho da cultura popular foi um espetáculo a parte! Vcs precisavam ver como mexeu com a criançada! Os palhaços do trem tinha uma mística com as crianças, tinha um cumplicidade..Por onde a gente passava..diexava uma inquitação, uma curiosidade...me realizei".
Anderson Antonio, estdante, ator e animador do trem

"Um festa para ficar nas lembranças... Eu me orgulho de fazer parte desta resistência. Mesmo com tanto sacrifício e com tanta luta. Ave Maria! Não deixo de brincar , nunca!".
Dona Vilma, brincante

terça-feira, 29 de abril de 2008

AÇÃO CULTURAL ELEGE NOVA DIRETORIA.

No dia 19 de agosto de 2007 a Ação Cultural elegeu uma nova diretoria para o triênio 2007-2010, cuja composição é formada pelo Professor Maxivel Ferreira, como diretor-presidente, pela produtora cultural Lucy Guerra, como secretária e pela artesã e educadora popular Irene Smith como tesoureira.

Na oportunidade o primeiro presidente da entidade, Zezito de Oliveira resumiu as principais conquistas e deixou registrado em ata, o nome de alguns colaboradores/parceiros no período de 2003 a 2007. “(...)Além dos sócios e colaboradores, verdadeiros heróis da resistência, que são vocês que estão aqui presentes, tivemos o apoio de pessoas, entidades e empresas que muito contribuíram para prosseguirmos em frente. Dentre aqueles (as) que merecem ser lembradas nesse momento, podemos destacar o Padre Givanildo e José Soares, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese-BA), o Centro Nordestino de Animação Popular (Cenap-PE), o Jornal Cinform, o Banco do Nordeste do Brasil, o Sebrae, a Rádio Cultura, a TV Sergipe através do programa Sergipe Comunidade, o portal Overmundo, e os micro- empresários Ademir , Pituxo, Arnaldo e o fotográfo amador Ronaldo Lima.

Por último, vale registrar as conquistas e os muitos momentos bons dos quais tivemos a alegria de compartilhar juntos, sócios e parceiros: Os fóruns populares de cultura, as mostras arte e cidadania, a tentativa de interiorização através do circuito arte e cidadania, os almoços culturais, as oficinas culturais nas comunidades do Jardim, Getimana e Coqueiral. O Aplausart, mostra de dança e teatro, organizada pela Academia Rick di Karllo de São Cristovão, nossos parceiros desde a primeira hora e que a partir desse momento nos acolhe em seu local de ensaios para onde estamos transferindo a sede da Ação Cultural. As viagens de intercâmbio para Pernambuco, Bahia e Alagoas. Os artigos e noticias no Cinform, no Overmundo, o blog e o informativo impresso da Ação Cultural, as reportagens no Programa Sergipe Comunidade.(...)”

Já o novo diretor-presidente Maxivel Ferreira deixou registrada as seguintes palavras: “Agradeço a todos os amigos que neste momento compreendem a importância do verdadeiro trabalho em equipe e que realmente desejam unir forças em prol de um projeto tão importante como esse, cujos resultados serão garantidos pelo empenho de cada um de nós com perseverança, fé e determinação. Sou grato ainda pelo voto confiante de todos, e tenho um forte desejo e esperança de que as conquistas virão, como fruto de um serviço consciente e transformador, e na certeza de poder contar com pessoas capazes, amigas e de comprovado compromisso e responsabilidade social”.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O negócio da cultura

Folha de S. Paulo - SÉRGIO DE CARVALHO e MARCO ANTONIO RODRIGUES

O DEBATE sobre a extinção da Lei Rouanet tem mobilizado setores importantes da sociedade brasileira. Parte da classe artística, secretários de governo e jornalistas têm assumido o ponto de vista "reformar, sim, acabar, nunca!".
De fato, a Lei Rouanet tem se mostrado uma força miraculosa em seus 17 anos de vida. Basta dizer que mudou a paisagem da avenida Paulista, em São Paulo, ao fazer surgir uma dezena de centros culturais. Curiosamente, instituições com nomes de bancos, que elogiam o espírito abnegado da instituição financeira. Seu nascimento está ligado à caneta do presidente Collor de Mello, em 1991. Tinha, então, um nobre objetivo pré-iluminista: incentivar o mecenato. Só que a aristocracia do passado contratava diversão com recursos do próprio bolso. Já a Lei Rouanet está mais afinada com a cartilha liberal-conservadora de sua época: "O Estado deve intervir o mínimo, a sociedade deve se autogerir, mas, para isso, é preciso uma ajudazinha".
Todo o poder miraculoso da lei tem a ver com seu mecanismo simples: ela autoriza que empresas direcionem valores que seriam pagos como impostos para a produção cultural.
A idéia parece boa, mas contém um movimento nefasto: verbas públicas passam a ser regidas pela vontade privada das corporações, aquelas com lucro suficiente para se valer da renúncia fiscal e investir na área.
Assim, os diretores de marketing dos conglomerados adquirem mais poder de interferir na paisagem cultural do que o próprio ministro da Cultura. E exercem tal poder segundo os critérios do marketing empresarial. O estímulo aos agentes privados resulta em privatismo.
Diante da grandeza do fundo social mobilizado desde 1991 (da ordem de R$ 1 bilhão só no ano de 2007), é possível compreender a gritaria das últimas semanas. Por trás da defesa da Lei Rouanet, há maciços interesses. Não só os das instituições patrocinadoras, que aprenderam a produzir seus eventos culturais, mas os da arte de índole comercial (feita para o agrado fácil), que ganha duas vezes -na produção e na circulação-, na medida em que os ingressos seguem caríssimos.
Os maiores lucros, contudo, ficam com os intermediários. De um lado, as empresas de comunicação, cujos anúncios pagos constituem gigantesca fonte de renda, em média 30% dos orçamentos. De outro, a casta dos "captadores de recursos", gente que embolsou de 10% a 20% do bilhão do ano passado apenas por ter acesso ao cafezinho das diretorias de empresas.
Como não há julgamento da relevância cultural na atribuição dos certificados que habilitam o patrocínio, a lei miraculosa abriu as portas dos nossos teatros às megaproduções internacionais, que ganham mais aqui do que em seus países de origem.
O caso do Cirque du Soleil, com seus R$ 9 milhões de dinheiro público e ingressos a R$ 200, está longe de ser exceção. Ao contrário, é a norma de um sistema em que o Estado se exime de julgar a qualidade em nome do ideal liberal de tratar os agentes desiguais como iguais e "conter o aparelhamento político da cultura".
O pressuposto filosófico do debate foi revelado pelo secretário da Cultura de São Paulo, João Sayad: "Antigamente, numa era religiosa, o natural era a coisa criada por Deus. Hoje, o natural é o que dá lucro".
Ao defender o subsídio contra o mercado excludente, assume a impotência do Estado e endossa a idéia de naturalidade (portanto, imutabilidade) do império do capital sobre qualquer coisa que já se chamou "vida".
Uma reforma da Lei Rouanet incapaz de impedir o controle privado de recursos públicos não faz sentido.
O Estado pode estimular a generosidade humanista dos empresários com renúncia fiscal, mas não pode deixar de regular a distribuição do fundo social com regras claras de concorrência pública. Não parece óbvio? Então, por que não enfrentar o debate sobre valores culturais? Por que contribuir para a universalização da lógica mercantil? O "aparelhamento político da cultura" pode ser questionado em público. O desejo unilateral de um gerente de marketing, não.
Num passado recente, o governo Lula sacrificou seus membros para não enfrentar a tropa de elite da mídia eletrônica. Estava em questão a exigência de "contrapartida social" no patrocínio das estatais.
Sua disposição conciliatória pode, de novo, impedir uma transformação maior, rumo a uma cultura livre, pensada como direito de todos. Mas qualquer mudança exige, no mínimo, considerar a hipótese de que a realidade e o mercado não são uma coisa só.
SÉRGIO DE CARVALHO, 41, é diretor da Companhia do Latão e professor de dramaturgia da USP.
MARCO ANTONIO RODRIGUES, 52, é diretor e um dos fundadores do Folias, companhia teatral.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1604200809.htm

terça-feira, 1 de abril de 2008

Blogs voltados para a inclusão de artistas e grupos culturais emergentes são criados a partir do Telecentro “O Gonzagão”.

“Mente e coração antenados com o melhor que é produzido em matéria de políticas culturais, na região nordeste, no Brasil e no mundo, mas fincado em solo sergipano” é a melhor definição que se pode dar aos blogs criados neste feriado prolongado de semana santa, pelo atual diretor do Complexo Cultural “O Gonzagão” e um dos fundadores e primeiro presidente da ong Ação Cultural (triênio 2004-2007 ).


Segundo José de Oliveira Santos (ou Zezito, como é mais conhecido), a criação do primeiro blog se deu em 2005, a partir do incentivo de um sócio da Ação Cultural que lhes falou acerca da importância de se ter um instrumento de comunicação via internet, com baixo custo e sem depender de especialistas para alimentá-lo com conteúdo.


E assim foi lançado o primeiro blog da Ação Cultural, que carecia de uma repaginada já há algum tempo, tendo em vista a aparência desleixada do visual “básico, muito básico”, segundo o autor.


Já o blog do Consórcio Cultural do Conjunto Augusto Franco e Adjacências, nasceu sem problemas dessa natureza, em razão da experiência acumulada. “Esse estava pedindo para nascer desde que o consórcio foi criado (maio de 2007) e com o tempo, em razão da experiência, da quantidade e qualidade dos registros escritos e da cobertura fotográfica realizada pela Caravana Arcoiris, durante seu período de estadia no Gonzagão, já tinha que surgir sem os problemas e limites do primeiro blog criado."


Em termos de possibilidades oferecidas pela ferramenta do blog, Zezito afirma que através da experiência anterior dos blogs da Ação Cultural e do portal Overmundo, onde publica constantemente artigos e promove a divulgação de eventos culturais, pode trocar idéias e conhecer trabalhos de pessoas com propósitos semelhantes, desenvolver ações conjuntas e, em especial, disseminar o pensamento acerca da necessidade de ampliar os investimentos humanos, materiais e financeiros nas ações culturais voltadas para melhorar a qualidade da cidadania em Sergipe e no país.


A propósito do Overmundo, Zezito o considera uma das idéias mais interessantes que surgiu na internet brasileira, em termos de conectar blogueiros, experientes ou não, com foco voltado para as questões culturais e principalmente pelo conceito de produção colaborativa e compartilhada, já que no Overmundo todo o conteúdo é produzido pelos overmanos e overmanas (como são denominados aqueles que se cadastram e publicam no portal), e a decisão sobre o que vai ao ar e o tempo de permanência em destaque é decidido pela comunidade.


A partir do segundo semestre, o desejo é democratizar o conhecimento sobre a produção de blogs e outras ferramentas de inclusão digital para possibilitar que outros artistas e entidades culturais emergentes possam também divulgar suas idéias e ações. Para isso, serão utilizados os recursos técnicos e humanos do telecentro Gonzagão, fruto da parceria da Secretaria de Estado da Cultura e Petrobrás, instalado naquele Complexo Cultural e que será aberto à comunidade no dia 10 de abril, inicialmente com curso básico de informática, com utilização de plataforma linux (software livre) e com acesso gratuíto a internet.

http://acaoculturalse.blogspot.com

http://consorciocultural.blogspot.com