quarta-feira, 22 de abril de 2026

MEI NÃO É DETALHE — É FORÇA DO TRABALHADOR Velhinho de Taubaté — por Mário Jéfferson Leite Melo

 O Velhinho de Taubaté ficou encostado no poste vendo a vida cultural acontecer como sempre acontece no Brasil: sem patrocínio, sem garantia e sem plateia garantida — mas com uma teimosia que daria inveja a qualquer política pública. De um lado, o teatro de rua improvisando cenário com pano e coragem; do outro, o músico afinando o violão pra cantar num barzinho onde o cachê depende mais do humor do dono do que do talento; mais adiante, uma bailarina ensaiando na calçada, desviando de buraco, moto barulhenta e da velha indiferença nacional. E no meio disso tudo, uma verdade incômoda: no Brasil, o artista não falta — o reconhecimento é que vive ausente.

Viraram todos MEI. Não por escolha estratégica, mas por falta de alternativa. O cara da iluminação virou empresa. O técnico de som virou empresa. O produtor que escreve edital de madrugada virou empresa. O sujeito que leva cinema pra zona rural, enfrentando estrada de terra e esquecimento institucional, virou empresa também. É um país curioso: falta política cultural, mas sobra CNPJ.

E o Velhinho, com aquele olhar de quem já entendeu o enredo antes do terceiro ato, soltou: “No Brasil, o artista abre empresa pra ver se fecha as contas… mas quase sempre fecha é o sonho.”

Porque o teto do MEI virou uma espécie de teto de vidro: você enxerga o crescimento, mas se bater ali, corta. O artista que começa a dar certo entra numa zona perigosa — não a da fama, mas a da fiscalização. Trabalha sexta, sábado e domingo, troca o descanso por apresentação, a família por agenda, o lazer por sobrevivência… e ainda precisa fazer conta pra não ultrapassar o limite. É o único lugar do mundo onde agenda cheia vira motivo de preocupação.

“Cuidado pra não dar certo demais”, aconselha o sistema, como se fosse um pai zeloso — só que é o contrário: é um sistema que pune quem insiste em crescer.

O Velhinho conheceu um rapaz que fazia cinema itinerante. Levava tela, projetor, som… chegava onde o Estado nunca chegou. Criançada sentada no chão, olho brilhando, gente vendo filme como quem descobre outro mundo. Cultura pura, na veia. Mas no fim do mês, a conta era outra: “Se eu fizer mais duas sessões, passo do teto”, disse o rapaz. E ali, naquele exato momento, o Velhinho entendeu o tamanho da distorção: no Brasil, levar cultura demais pode virar erro contábil.

E enquanto isso, lá em cima, discutem “impacto fiscal”. O Velhinho deu uma risada curta: “Impacto fiscal é bonito no papel. Quero ver explicar isso pra quem troca aplauso por boleto.”

Porque o artista brasileiro não vive de glamour — vive de improviso. Não vive de palco — vive de oportunidade. Não vive de estabilidade — vive de insistência. E mesmo assim, quando tenta se organizar, quando tenta fazer certo, quando tenta emitir nota, pagar imposto, ser reconhecido… descobre que entrou num jogo onde a regra principal é: não cresça demais.

É um país que trata artista como peça decorativa quando convém e como problema quando prospera. Invisível quando precisa de apoio, visível quando precisa pagar imposto. Obsoleto quando pede política pública, moderno quando entra na estatística da economia criativa.

O Velhinho coçou a cabeça e mandou outra, dessas que parecem simples, mas não são: “O Brasil ama a cultura… só não suporta quem vive dela.”

E talvez seja isso que mais doa. Não é a falta de talento — isso o país tem de sobra. Não é a falta de esforço — isso transborda nas ruas, nas praças, nos bares, nas periferias, nas estradas de terra. É a falta de coerência. É o abismo entre o discurso e a prática. É transformar o artista em herói no discurso… e em sobrevivente na vida real.

No fim da tarde, o Velhinho olhou aquele cenário todo — a arte acontecendo apesar de tudo — e soltou a frase que ficou ecoando mais do que qualquer aplauso: “No Brasil, ser artista não é profissão… é resistência com CNPJ.”

E saiu andando, devagar, como quem já viu esse filme antes.

Só que dessa vez, com um detalhe diferente: o final ainda não foi escrito… mas, se depender de quem insiste em criar, ele não vai terminar em silêncio.

Taubaté 22 de abril de 2026

Inscrições abertas para a 2ª turma "Cinema na Palma da Mão" de 11 a 18 de maio como Iniciativa da Ação Cultural realizada na Paróquia São Pedro Pescador (Bairro Industrial).

 

A oficina em questão retoma uma ação pioneira da Ação Cultural como um dos primeiros e poucos Pontos de Cultura a realizar ações com audiovisual em Sergipe (oficinas, produção de curtas e cineclube), realizada durante o segundo governo da presidenta Dilma Rousseff, entre 2012 e 2016, tendo sido descontinuada nos governos seguintes.

Na atual quadra histórica, com a retomada das leis de fomento à cultura — como o Cultura Viva e a Lei Aldir Blanc — tornou-se possível realizar essa atividade com o mesmo professor-mediador da primeira edição, Marcel Magalhães, e com o mesmo assessor pedagógico, professor Zezito de Oliveira, sendo que agora a oficina utiliza o celular e a inteligência artificial.

A primeira turma tem obtido grande sucesso, o que pode ser comprovado pelas publicações no blog da Cultura e pela exibição dos três minidocumentários que estão sendo finalizados. Eles serão apresentados em sessão pública na Paróquia São Pedro Pescador e no SAME – Lar de Idosos.

A Lei Cultura Viva (iniciada como programa governamental em 2004 e aprovada como politica pública do estado brasileiro em 2014) fortalece redes comunitárias por meio dos Pontos de Cultura, financiando iniciativas de base e promovendo descentralização do acesso à arte em territórios periféricos e rurais.

A Lei Aldir Blanc (2022) garante financiamento continuado para estados e municípios investirem em políticas culturais. As duas leis atuam de forma complementar: a Cultura Viva sustenta estruturas comunitárias de longa duração, enquanto a Aldir Blanc oferece recursos ágeis para projetos e agentes culturais. Juntas, criam um ecossistema resiliente que viabiliza a retomada de ações formativas como a oficina "Cinema na Palma da Mão". 

Ficha de Inscrição para a segunda turma da Oficina de Audiovisual com Celular "Cinema na Palma da Mão" na Igreja São Pedro Pescador (Bairro Industrial) - No periodo noturno  de 11 a 18 de Maio - Todos os dias. Público prioritário: Estudantes de escolas públicas e/ou protagonistas de iniciativas culturais e sociais.. Professores da educação básica. Estudantes do IFS e UFS.  Prioritariamente residentes ou que trabalham/atuam  no Bairro Industrial e arredores... 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe57SNeRgzRndNOsXbbKJXR721ASBGNpQMI9Wyg5iC78peUaA/viewform?usp=dialog

Oficina “Cinema na Palma da Mão” abre inscrições para nova turma em Aracaju

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Cineclube Realidade e Fratelli Tutti em ação

segunda-feira, 23 de março de 2026

Dez anos depois a Ação Cultural inicia uma nova oficina de audiovisual. Quem quiser chegar, é só se inscrever, restam poucas vagas.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Ação Cultural dá início a projeto audiovisual inovador na Paróquia São Pedro Pescador, no Bairro Industrial

domingo, 29 de março de 2026

"Rapadura é doce, mas não é mole!" resume bem o que foi o segundo dia da oficina "Cinema na palma da mão" da Ação Cultural


É tão bom realizar iniciação a produção audiovisual com a oficina “Cinema na Palma da Mão” do Ponto Ação Cultural Juventude e Cidadania. Relato da segunda semana.

A canção “É tão bom” , criada e lançada por Luiz Caldas no ano de 1987, veio a mente quando cheguei  em casa na terça feira, 07 de abril de 2026, pós finalização do primeiro dia de retomada da oficina, depois do recesso  decorrente da semana santa
"É tão bom
Quando a gente se entrega a beleza
Se sente em total realeza
Com a natureza e o amor (...)"
(...)Essa foi a primeira aula em que dois dos três grupos colocaram literalmente a mão na massa,  e com acompanhamento do professor Marcel Magalhães puderam colocar em prática o que aprenderam nas primeiras três aulas, assim como incorporar mais conhecimentos e habilidade, no modo "aprender fazendo", conforme formulado pelo pensador norte-americano John Dewey e que no Brasil foi difundido por Anisio Teixeira, em especial através do conceito de Escolas Parque  e por Ana Mae Barbosa com a metodologia do ensino triangular da arte.    Zezito de Oliveira – assessor pedagógico e de produção (...).

Momento da Oficina de Audiovisual com Celular no SAME, Lar de Idosos. Fratelli Tutti em Ação. - Com Arte, Afeto e Tecnologia .
5° Encontro - Oficina de Audiovisual [14/04/26]
"Iniciei à tarde com meu grupo no SAME - Lar de Idosos. Infelizmente, a chuva diminuiu nossas opções de lugares para gravar, mas o espaço pessoal de Antônio trouxe elementos muito bons pra gente captar. A preparação para a gravação foi muito bem direcionada por Marcel.
Durante a aula na Paróquia São Pedro Pescador, as dicas sobre assistir antecipadamente as gravações antes de editá-las foi um elemento chave. Iniciando com o CapCut, espero poder me adaptar bem ao uso desse aplicativo, e me aprimorar para impressionar na edição do documentário." Iasmin Feitosa



Projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e da Política Nacional Cultura Viva. Ministério da Cultura e Governo Federal, com participação da Funcaju, Prefeitura de Aracaju.




terça-feira, 21 de abril de 2026

Miriam Leitão: antes tarde do que nunca, por Luís Nassif Com o artigo publicado hoje em O Globo, ela completa uma longa travessia interior. Uma caminhada de confronto com as próprias falhas. Por Luis Nassif 21/04/26

Fonte:  GGN 

Conheci Miriam Leitão há muito tempo. Desde os tempos em que era repórter da coluna de Zózimo Barroso do Amaral no Jornal do Brasil, ao lado de minha irmã Maria Inês Nassif.]

Depois, aproximei-me dela de perto quando a iniciei no jornalismo econômico no Cash, programa lançado pela Abril Vídeo na TV Gazeta de São Paulo. Narciso Kalili me convidara para ancorar e dirigir a atração. Selecionei duas repórteres: Mirian Leitão, que chegara de Brasília onde cobria o Itamaraty, e Salete Lemos.

Mesmo depois, quando os seminários do Dinheiro Vivo, no Hilton Hotel, reuniam centenas de profissionais do mercado financeiro, fazia questão de convidá-la como debatedora — proporcionando-lhe uma visibilidade ampla no mercado financeiro paulista.

Com o tempo, porém, conheci outra Mirian. Profundamente ambiciosa, ela ajudou a sepultar minha coluna no JB, quando uma negociação entre Otávio Frias e Saulo Ramos resultou em minha saída da Folha. Sempre extremamente competitiva, saltou de colunista do JB para O Globo, tornou-se comentarista dos programas da Rede Globo e assumiu o papel de porta-voz do mercado financeiro — em particular, das análises da consultoria de Maílson da Nóbrega.

Galgou seu espaço na mídia como uma porta-voz competente do mercado financeiro.

Mas foi sua atuação no período Lava Jato-Impeachment que superou todos os limites. Simulou agressões dentro de um avião, atribuídas a militantes da CUT. Fez um carnaval quando seu perfil na Wikipedia foi alterado por um funcionário do Planalto — que havia inserido um comentário sobre erros de projeção dela. Tornou-se a mais beligerante das jornalistas lava-jatistas. Lembro-me de um evento na Feira Literária de Poços de Caldas em que ela, seus dois filhos e Deltan Dallagnol dividiram uma sessão enaltecendo as virtudes da Lava Jato.

A ficha começou a cair na eleição de Jair Bolsonaro, quando passou gradativamente a rever sua posição em relação ao golpe do impeachment e à Lava Jato, conforme pode-se conferir aqui.

Com o artigo publicado hoje em O Globo, “A questão chave é a democracia” — colocado, não por acaso, em posição de destaque na coluna superior da página —, Miriam Leitão completa uma longa travessia interior. Uma caminhada de confronto com as próprias falhas.

O texto é objetivo sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. E inclui, de passagem, uma desmistificação do artigo do improvável Elio Gaspari, que enxergou uma terceira via em Romeu Zema e Ronaldo Caiado. A resposta de Mirian é direta: “Existe a demanda por uma terceira via, mas não há oferta. O PSD escolheu Caiado, que age como satélite do bolsonarismo. Zema também.”

O artigo termina com uma afirmação que, vinda dela, tem peso particular:

“Amanhã completa seis anos da reunião ministerial em que foi escancarada a natureza do governo Bolsonaro: antidemocrático e insensível às dores do país. Não se pode alegar desconhecimento. Graças a Celso de Mello, pudemos ver exatamente o que acontecia no interior daquele governo. Os fatos que se seguiram confirmaram que o projeto não era governar, mas destruir a democracia.”

Antes tarde do que nunca. Bem vinda de volta às hostes democráticas.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Mais um crime da produtora Brasil Paralelo. BRASIL PARALELO EXPÕE CRIANÇA PARA ATACAR COMUNIDADE LGBTQIA+

 



segunda-feira, 14 de agosto de 2023

O QUE FAZER? PARA SE CONTRAPOR A FORÇA DA BRASIL PARALELO, PRODUTORA DE AUDIOVISUAL DA EXTREMA DIREITA.

 Um programa de rádio e televisão semanal para dar visibilidade aos projetos contemplados na Lei Paulo Gustavo.  

Ô Cride fala para Margareth Menezes, Paulo Pimenta e Secretários (as)  Estaduais de Cultura, assim como para  dirigentes de rádios e tvs universitárias e legislativas. Missão para a EBC e Tvs Públicas dos estados, universidades e legislativas.. 


Resumo:
Postagem que apresenta a Brasil Paralelo como uma produtora criada em 2016 com viés político conservador e reacionário, inserida no contexto da “guerra cultural” no Brasil. O texto critica suas produções por promoverem revisionismo histórico, teorias conspiratórias e narrativas ideológicas, defendendo valores neoliberais,  conservadores e reacionários. Também discute a necessidade de resposta no campo cultural e audiovisual.

domingo, 22 de setembro de 2024

brasil paralelo e universidades públicas


Texto opinativo analisando um documentário da produtora sobre universidades. A crítica aponta que o conteúdo seria baseado em generalizações, recortes seletivos e acusações sem rigor, além de reforçar uma narrativa antiuniversitária. Também destaca o impacto desse tipo de discurso e defende a importância da divulgação científica como resposta.

sábado, 28 de setembro de 2024

Atores são pagos para sair às ruas e espalhar fake news sobre candidatos no Rio de Janeiro. Grupo era contratado por políticos em períodos eleitorais para aplicar o golpe do 'teatro invisível', segundo a Polícia Federal. 


Depois da produtora Brasil Paralelo era só o que faltava.
Post sobre uso de “teatro invisível” para espalhar fake news em eleições. A Brasil Paralelo aparece como referência crítica no debate sobre manipulação política e comunicação, sendo citada no contexto mais amplo de desinformação e uso estratégico de narrativas.

sábado, 19 de outubro de 2024

A cruz e a espada - Um estudo mapeia a influência de católicos reacionários e empresários ultraliberais na ascensão da extrema-direita


Post (reproduzindo matéria) que relaciona a Brasil Paralelo a redes internacionais de pensamento conservador e liberal. O texto aponta conexões com think tanks, setores religiosos e econômicos, além de críticas à difusão de conteúdos considerados ideológicos e desinformativos.

DA TRAMA CONTRA O PE. JÚLIO LANCELLOTTI. Por Romero Venâncio (UFS)

 

O que ocorreu e ocorre com Pe. Julio Lancellotti é nitidamente uma trama. Assim que encerrei uma pesquisa sobre a extrema direita católica nas redes digitais, decobri por acaso uma figura de Recife chamado Miguel Kazan. Um jovem militante do MBL pernambucano e que atua fortemente no Instagram. Ele iniciou um suposto dossiê contra o Pe. Julio onde tenta provar que o padre é um abusador e pedólfilo. Logo em seguida, uma perita criminal chamada Jacqueline Tirotti analisou e atestou como autêntico um vídeo com suposto conteúdo sexual envolvendo o padre Júlio Lancellotti, contratada pelo MBL em 2024. Posteriormente, Tirotti filiou-se ao partido Missão, criado pelo MBL, e com intenção de ser candidata a deputada federal em Brasília, levantando questões sobre a imparcialidade do laudo. E ainda, um deputado federal de Minas Gerais do PL chamado Junio Amaral e sua esposa (formada junto ao Centro Dom Bosco do Rio de Janeiro). Em novembro de 2025, o deputado Junio Amaral, acompanhado de sua esposa, entregou na Embaixada do Vaticano, em Brasília, um abaixo-assinado e um dossiê com mais de mil assinaturas pedindo que a Igreja Católica investigue a conduta do Padre Júlio. Qual conduta? O parlamentar mineiro alega que o sacerdote comete atos de assédio sexual e utiliza sua posição religiosa para fins políticos, além de criticar a atuação do padre com a população de rua. O Cardeal de São Paulo deveria ter levado em consideração toda essa história em seus detalhes. 

O Pe. Julio Lancellotti tinha dois milhões de seguidores nas redes digitais. As missas do  Pe. Julio eram divulgadas e assistidas aos domingos por uma imensa audiência. O Pe. Julio atuava diariamente em suas redes.

Horror que Trump promove é racional demais para ser tratado como loucura

 Enquanto Donald Trump promove o caos, promovendo guerras inúteis e ameaçando a “morte de uma civilização” no Irã, cresce nos EUA o desespero por contê-lo antes que o dano seja irreversível. Fala-se em incapacidade, invoca-se a 25ª Emenda, colecionam-se indícios de demência. Contudo, reduzir tudo à loucura é ignorar o mais inquietante: há cálculo, há método, há projeto. É tentador demonizar o indivíduo, como se bastasse removê-lo para restaurar a ordem. Hannah Arendt já alertava, ao analisar Adolf Eichmann, que o horror pode não brotar de monstros excepcionais.

Trump não é um acidente isolado, mas sintoma de engrenagens bem ajustadas — interesses, medos e oportunismos que sobrevivem a qualquer líder. Derrubá-lo pode mudar pouco se a estrutura permanecer intacta. A questão real não é só como parar um homem, mas como desmontar o sistema que o sustenta e tenta espalhar um modelo autoritário, violento e de extrema direita. Sem isso, troca-se o nome, mas o roteiro segue, e o mundo continua sendo redesenhado. O horror que promove é bem racional.


Os dados surpreendentes da aprovação de Trump após a guerra com o Irã, segundo pesquisa

Levantamento NBC News mostra tragédia política para Republicanos antes das eleições de meio de mandato

]https://revistaforum.com.br/global/aprovacao-trump-abril/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook


Como agentes culturais podem se cadastrar no mapa cultural de Sergipe. A Secult/Funcap-SE bem que poderia publicar um passo a passo mais completo.

 O novo mapa cultural de Sergipe,  https://mapacultural.se.gov.br/, está bem melhor do que o antigo em termos de layout e navegação, mas seria bem legal uma live ao vivo para informar como pode ser acessado e outras questões relacionadas, esta mesma live pode ficar gravada para servir como tutorial.

Os editais também podem ser lançados com live tira dúvidas... Um FAQ com as dúvidas mais constantes pode ser colocado no site do Mapa Cultural e divulgado amplamente, além de ser alimentado continuadamente. O Blog da Cultura apresenta sugestões e colabora no que pode.... ZdO

Como realizar a inscrição no Novo Mapa Cultural de Sergipe:

Acesse a Oportunidade: No menu principal do Novo Mapa Cultural de Sergipe, clique na aba "Oportunidades" para visualizar os editais abertos. 

Selecione o Agente Proponente: Ao clicar em "Fazer inscrição" no edital desejado, o sistema abrirá uma janela perguntando quem é o proponente. É neste momento que você deve selecionar o seu Agente Coletivo cadastrado. 

Preenchimento do Formulário:

O sistema puxará automaticamente as informações públicas do perfil do coletivo.

Você deverá preencher os dados específicos do projeto (plano de trabalho, metas, público-alvo) e anexar os documentos exigidos, geralmente em formato PDF de até 8MB

No Novo Mapa Cultural de Sergipe, a relação entre o agente individual e o agente coletivo é de hierarquia e vinculação administrativa. Para que um coletivo exista na plataforma, ele deve ser obrigatoriamente criado e gerenciado por um perfil individual. 

Essa distinção é fundamental para a governança cultural do estado e para o acesso a políticas públicas, como os editais da FUNCAP SE. 

Diferenciação de Perfis

Agente Individual: Representa a pessoa física (artistas, produtores, artesãos). É o perfil base e obrigatório para qualquer interação no sistema. 

Agente Coletivo: Representa a pessoa jurídica ou grupos sem CNPJ (companhias de teatro, bandas, instituições, empresas culturais). Este perfil agrupa as atividades de múltiplos indivíduos sob uma única identidade organizacional. 

Dinâmica de Relacionamento no Sistema

Criação por Dependência: O usuário deve primeiro completar seu cadastro como agente individual. Somente a partir desse perfil é possível acessar o painel de controle para registrar um agente coletivo. 

Gestão e Administração: O agente individual que cria o coletivo torna-se seu administrador. Ele pode indicar outros perfis individuais já cadastrados na plataforma para também gerenciarem os dados do grupo. 

Composição do Coletivo: Dentro do perfil coletivo, existe a funcionalidade de "adicionar agentes", que permite listar formalmente os membros do grupo. Isso cria uma rede onde o portfólio do coletivo é alimentado pelas trajetórias dos indivíduos vinculados a ele. 

Participação em Editais: No contexto das leis de fomento em Sergipe (como Paulo Gustavo e Aldir Blanc), a plataforma exige que o proponente identifique se a inscrição está sendo feita pelo perfil individual (pessoa física) ou pelo coletivo (pessoa jurídica/grupo), vinculando a responsabilidade legal ao CPF do administrador ou CNPJ da entidade. 

Essa estrutura permite ao Governo de Sergipe mapear não apenas os artistas isolados, mas como eles se organizam em redes e instituições, gerando indicadores mais precisos sobre a cadeia produtiva local. 

 E como inscrever o projeto em edital? Posso fazer pelo perfil do coletivo>

Sim, você pode (e muitas vezes deve) inscrever o projeto pelo perfil do agente coletivo, mas o processo técnico é sempre iniciado através do seu login de agente individual. 

Acima informações com IA


A lógica do nosso  mapa é semelhante ao do Ceará (acima)

No mais, para conseguir a sustentabilidade e a emancipação, nosso desejo e necessidade coletiva, é seguir buscando o financiamento, e paralelo a isso a formação e a articulação dos coletivos/organizações culturais. O que é mais difícil nesse último caso por causa do tiro no pé do fogo "amigo". Quem foi a Teia dos Pontos de Cultura realizada no Gonzagão (Aracaju) em 30 e 31 de janeiro, poderia ver  isso "in loco".


domingo, 19 de abril de 2026

Por que a arte pode salvar a educação? Como a arte pode salvar vidas? Ana Mae Barbosa, Jonh Dewey e Anisio Teixeira

 










19 de abril - Dia dos Povos Indígenas








 Casaldàliga Fundació

19 de abril - Dia dos Povos Indígenas

“Roubaram as terras indígenas

e batizaram as fazendas

com nomes indígenas ausentes.

Aritana, onde estás?”

Pedro Casaldáliga transformou em poesia aquilo que muitos tentaram calar:

o roubo das terras, o silenciamento dos povos originários, a violência disfarçada de progresso.

Ao chegar ao Brasil, ele assumiu como missão entregar a vida à realidade indígena, negra e camponesa, denunciando injustiças e anunciando um caminho de amor, paz, justiça e solidariedade.

Neste 19 de abril, não celebramos um passado folclórico,

mas afirmamos a vida, a resistência e a dignidade dos povos indígenas,

que seguem cantando — mesmo quando a terra é ferida.

📜 Pedro Casaldáliga

uinta-feira, 18 de abril de 2013

erça-feira, 11 de agosto de 2020

terça-feira, 19 de abril de 2022

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

A maioria dos deputados e senadores sergipanos votam contra os indios e a favor da devastação do meio ambiente e da democracia...

 ⚠ Reportagem completa no site da Mangue


São Paulo é Terra Indígena.

Hoje, 19 de abril, Dia Nacional dos Povos Indígenas, a maior cidade do país é palco de um encontro histórico de arte, cultura, resistência e futuro. O Festival Raízes Ancestrais - São Paulo é Terra Indígena, é uma realização da Mídia Indígena, execução do Instituto No Setor em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas, com produção da Maracá.pro e apoio de importantes aliados da luta indígena. O festival nasce para afirmar uma verdade que muitos ainda insistem em esquecer, os povos indígenas estão vivos, presentes, produzindo arte, pensamento e transformando o Brasil todos os dias. Será um grande ato cultural e político com shows, artistas indígenas, lideranças, convidados especiais e a força de quem protege os territórios, as florestas e a memória ancestral deste país. Programação: BrisaFlow Djuena Yura Yuxãnaívu Gean Pankararu O Wherá Maria Gadú Eryia Yawanawa Terenas Intervenção Guaranis Marcelo Nakamura Eric Terena + Katu Mirim + Kaê Guajajara Eric Terena Ian Wapichana
Nelson D

1992 (Quinientos años de que) || Belchior & Larbanois e Carrero











O que os povos indígenas têm a comemorar no dia 19 de abril

19 de abril de 2026

Representantes de diferentes etnias, como Eloy Terena, Sônia Guajajara, Ailton Krenak e Alice Pataxó, debatem se a data é motivo de festa e comemoração ou de luta e resistência.

https://www.dw.com/pt-br/o-que-os-povos-ind%C3%ADgenas-t%C3%AAm-a-comemorar-no-dia-19-de-abril/a-76820806



Elisa Lucinda

Hoje é dia dos povos indígenas. Esses mesmos de onde viemos e que ,se não tivessem sido quase dizimados. E retirados de sua função de cuidadores da floresta e da vida ,não estaríamos neste emaranhado de guerras e ganâncias individuais. Órfãos da capacidade de sonhar seguimos abduzidos pela própria imagem”perfeita” , no afogamento de Narciso ,só que acrescido de ansiedade e depressão. O coletivo é a nossa verdadeira salvação!

Evoé, meu amigo amado @_ailtonkrenak

A gente é melhor à sua beira.

Nosso Rio ,lúcido e Doce. 

Vítima relata abusos de pastor no Maranhão: ‘Ele dizia que, se eu me relacionasse com ele, estaria me relacionando com Deus'

 A Polícia Civil do Maranhão desmantelou um verdadeiro cenário de horror e escravidão disfarçado de fé. O pastor David Gonçalves Silva, líder da congregação Shekinah House Church, localizada em Paço do Lumiar (MA), foi pr3so durante a operação batizada de “Falso Profeta”. Ele é acusado de manter um controle absoluto e doentio sobre mais de 150 fiéis através de um esquema brutal de castigos físicos, tortura psicológica e abusos sexuais.

Chicotadas e privação de comida

O nível de crueldade descoberto pela polícia é estarrecedor. Segundo as denúncias, os fiéis que descumpriam qualquer regra ou questionavam o líder sofriam punições físicas chamadas por ele de “readas”, que incluíam violentas chineladas e chicotadas. Como punição, o pastor também deixava as vítimas passando fome e as obrigava a escrever a frase “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder” centenas de vezes em folhas de papel. O local onde os jovens dormiam era chamado pejorativamente de “baia” e eles eram tratados como “piões”.

A desculpa nojenta para o abus0

Além da violência física, o líder religioso usava a vulnerabilidade dos fiéis para cometer estupr0s, mirando principalmente em adolescentes e jovens do s3xo masculino, muitos deles resgatados de situações de rua. O relato de uma das vítimas evidencia a manipulação absurda: para coagir os jovens, o pastor afirmava que “se relacionar com ele, era estar se relacionando com Deus”.

Fim da linha

A investigação aponta que a congregação funcionava como um alojamento onde os fiéis eram totalmente isolados do mundo exterior e vigiados por câmeras até na hora do banho. O homem agora está atrás das grades e vai responder por estelionato, estupr0 de vulnerável e associação criminosa. A polícia já identificou vítimas no Maranhão, Pará e Ceará, e pede que outros frequentadores que sofreram abus0s percam o medo e denunciem.

https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/04/17/vitima-que-denunciou-pastor-por-abusos-no-ma-relata-chantagem-dizia-que-se-eu-me-relacionasse-com-ele-estaria-me-relacionando-com-deus.ghtml

sábado, 18 de abril de 2026

Teologia da Libertação – ORIGEM, DESAFIOS E CAMINHOS HISTÓRICOS – Padre José Soares de Jesus

  "Em uma sociedade marcada por tanta desinformação e preconceitos é importante descobrir as raízes mais autênticas e sinceras da Teologia da Libertação nos evangelhos e no magistério da igreja."

"A força histórica dos pobres", não é um conceito vago e sim um caminho que a Igreja não pode/deve prescindir, para não ser infiel a sua primeira vocação desde os apóstolos. Na origem das comunidades paulinas – tomando o período dos anos 55 até 80 – o que reluzia era o rosto de um Senhor pobre, destemido, profético e que animava a vida dos novos cristãos: “Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza” (2 Cor 8,9).
REVENDO UM pouco (os) NOS ATOS dos Apóstolos, os filhos e filhas da comunidade que demandavam atenção eram as viúvas e os pobres. Por isso, não podemos negar a importância de uma teologia que tem raízes na palavra de Deus: Atos 4,34-35. Ela também encontra subsídios nas encíclicas dos papas – como é o caso da Dilexi Te do Papa Leão XIV – e nas conferências episcopais da América Latina e Caribe.
Essa força foi tomada pela TdL e de modo singular nos ensina Leonardo Boff, que a prática da teologia deve levar em conta a realidade do povo que a circunda e falar da vida a partir do que se sente, se celebra e se busca transformar na vida eclesial e na sociedade. E o teólogo nos assegura: “A Teologia da Libertação deu um voto de confiança nos pobres, considerando-os protagonistas de sua própria libertação e atores na sociedade como a nossa que cria mais e mais pobres e vergonhosamente os despreza e relega à marginalidade”. Para melhor aprofundar, vamos apontar alguns caminhos históricos:
1. A base histórica. Toda pesquisa tem suas raízes que possam ajudar na reflexão. A TdL tem a sua origem na América Latina e o pensamento complexo e profundo de Gustavo Gutierrez, soube dar encaminhamento a este pensar teológico. Seu livro e também chamado de obra, Teologia da Libertação de 1971, é considerado o marco referencial para o estudo do método da TdL. Já na busca de uma hermenêutica e uma compreensão (guardemos bem essa palavra que em breve vamos debater) mais acurada, o melhor caminho é o da Conferência de Medellin. A força do pensamento teológico dos bispos em 1968, colheu toda a problemática social dos nossos povos e conseguiu dar a essa atividade um caráter teológico e profundamente salvífico. Como entender o amor compassivo de Deus, na história humana, excluindo os pobres? Como? Medellín soube apontar essa visão e coloca nos ombros da Igreja uma responsabilidade que condiz com sua missão e, por isso, ensina que: “No centro de sua atenção o homem deste continente, que vive um momento decisivo de seu processo histórico” (Introdução, n. 1.). A conferência não se furta a missão de esclarecer a raiz da pobreza e dos males que afligem nossos povos.
2. Mais traços de Medellin. Na carta aos Colossenses, Paulo ensina que “Jesus é o rosto invisível do Pai” (Col 1,15). O rosto de Jesus é tomado pelos seus seguidores? A Igreja na América Latina, guarda essa figura amorosa? Em Medellin foi exposta uma queixa imensa de que muitos bispos, o clero e até religiosos não se aproximam dos pobres e ostentam a riqueza de uma Igreja opulenta e distante dos pobres. Citemos Medellin:
“E chegam igualmente até nós as queixas de que a hierarquia, o clero e os religiosos, são ricos e aliados dos ricos. Sobre isso devemos esclarecer que com muita frequência se confunde a aparência com a realidade. Muitos fatores têm contribuído para a formação desta imagem de uma Igreja hierárquica rica. Os grandes edifícios, as residências dos párocos e religiosos, quando são superiores às dos bairros em que vivem; os veículos próprios, às vezes luxuosas; a maneira de vestir herdada de outras épocas, são alguns desses fatores” (n. 14,2).
O TRAÇO que procuramos é outro e a TdL ajudou a Igreja a descobrir uma postura mais digna de sua própria vocação, trazendo para o conjunto das ações pastorais os anseios de quem busca a libertação da exclusão e que deve encontrar no evangelho e na Igreja, a motivação de sua missão. Quem assume o papel de agente de pastoral, não pode negar a defesa do evangelho e com ele, a defesa de quem não consegue viver com dignidade (Mateus 25,31-46). Se a prática religiosa é necessária, é também vital para nós cristãos, não separar o corpo e suas dores, o espírito e sua busca de interioridade que formam uma única coisa. A TdL deseja abrir espaços de reflexão na Igreja e fora dela, para os mesmos agentes de pastoral que desejam compreender a interpretação que essa teologia faz da história de nosso povo, da prática de Jesus de Nazaré, da realidade sofrida dos pobres e excluídos e da prática pastoral que vive atenta ao que acontece ao nosso redor. Teologia da Libertação é caminho de liberdade, profundidade e resistência na fé, na cultura, na sociedade e na política, para quem crê no Jesus que foi perseguido e julgado até a morte pelo poder político e religioso do império e do sinédrio.
3. A TdL na atualidade. Os debates atuais seguem fazendo da teologia o centro da vida da Igreja. Percebe-se de um lado a carência de formação teológica e pastoral do nosso povo – inclusive por culpa de parte do clero – e de outro lado, notamos grandes discursos teológicos, artigos e livros que apontam caminhos para a vida da Igreja e da sua identidade. Daqui brota uma pergunta: não seria melhor pôr em relevo o Evangelho? Qual a pertinência teológica em insistir sobre dados racionais da fé, quando nos distanciamos do evangelho de Jesus? Sendo assim, a TdL continua sendo atual e no pensamento iluminador do padre José Comblin (in memorian) podemos ver o seguinte: a liberdade cristã e o evangelho, encontraram eco na sua obra teológica, porque Comblin foi “o grande profeta da Igreja dos pobres’”, desafiando-nos a não perder de vista a Jesus, sua missão libertadora e o impulso que ele deu para que seus seguidores e seguidoras, continuassem o caminho traçado por ele.
Na obra de Comblin e de tantos outros teólogos e teólogas, a TdL continua buscando identificar os desafios que hoje se apresentam à Igreja, ao mundo globalizado, à constante exclusão dos pobres e as questões pertinentes que o papado de Francisco suscitou, como a imigração e a questão ecológica. A TdL é sim comprometida com as transformações sociais e procura atualizar mecanismos de leitura da realidade que nos ajudam a enxergar o porquê de sua pertinência, sua inserção na vida cristã atual e uma constante proximidade com o evangelho de Jesus. Nas sábias palavra do Padre Comblin, a conclusão desse primeiro texto sobre a TdL: “A identidade da Igreja somente pode ser recuperada a partir da identidade do cristianismo. A Igreja não é um fim em si própria, mas está à serviço do Reino. Somente um retorno ao evangelho pode fornecer base sólida a uma identidade firme no meio do mundo atual. O evangelho cristão é sinônimo de vocação para a liberdade”.
Obs. No próximo texto vamos abordar alguns números do documento da Sagrada C. Doutrina da Fé – Liberdade Cristã e Libertação de 1986.

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Müller e a Teologia da Libertação “normalizada”

Pobre e para os pobres”. As palavras do Papa são também o título do mais recente livro de Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Um texto que parece ser o passo definitivo para uma Teologia da Libertação “normalizada”. O volume, que conta com o prólogo de Francisco, foi apresentado em um auditório do Vaticano, a alguns passos da Praça de São Pedro, e com um relator surpresa: Gustavo Gutiérrez.

Müller é o principal artífice dessa “normalização” de uma corrente de pensamento que ainda provoca ardentes debates na América Latina. Ele é, há décadas, amigo pessoal de Gutiérrez, “pai” dessa teologia. Após a apresentação do livro, o recente cardeal alemão explicou aos jornalistas a razão pela qual a apoia sem hesitar.

A entrevista é publicada por Vatican Insider, 27-02-2014 . A tradução é do Cepat.

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