domingo, 25 de janeiro de 2015

ONCOTO Entrevista Egberto Gismonti




Mais.. Egberto Gismonti

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Egberto Gismonti
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Egberto Gismonti
Egberto Gismonti
Informação geral
Nome completo Egberto Amin Gismonti
Nascimento 5 de dezembro de 1947 (67 anos)
Local de nascimento Carmo, Rio de Janeiro
Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação(ões) Músico
Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, multinstrumentista,1 cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.

Índice

Biografia

De família musical, começou a estudar piano aos seis anos.2 Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção "O Sonho", que atraiu a atenção do público e elogios da crítica.2 Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.
Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, pouco antes do lançamento de seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve sua carreira impulsionada por Maysa. Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP Maysa, lançado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.
A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.
A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc, Naná Vasconcelos,3 Marlui Miranda, Wanderléa, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Flora Purim.
Nos anos 80, Gismonti recomprou os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país donos de seu próprio acervo. Sua discografia foi, então, relançada pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos têm gravado suas composições recentemente.

Discografia

  • Egberto Gismonti (1969)
  • Sonho'70 (1970)
  • Janela De Ouro (1970)
  • Computador (1970)
  • Orfeu Novo (1971)
  • Água & Vinho (1972)
  • Egberto Gismonti - Arvore (1973)
  • Academia De Danças (1974)
  • Corações Futuristas (1976)
  • Dança Das Cabeças (1977), com o percussionista Naná Vasconcelos
  • Carmo (1977)
  • Sol Do Meio-Dia (1978), com Jan Garbarek, Collin Walcott e Ralph Towner
  • Nó Caipira (1978)
  • Solo (1979)
  • E. Gismonti, N. Vasconcelos e W. Smetak (1979)
  • Magico (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
  • Folk Songs (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
  • Antologia Poética de João Cabral de Melo Neto (1979)
  • Antologia Poética de Ferreira Gullar (1979)
  • Antologia Poética de Jorge Amado (1980)
  • A Viagem Do Vaporzinho Tereré, con Dulce Bressante (1980)
  • O Pais Das Aguas Luminosas (1980)
  • O Dirigivel Tereré, com Francis Hime (1980)
  • Sanfona (1980)
  • Circense (1980)
  • Em Família (1981)
  • Fantasia (1982)
  • Guitar From ECM (1982)
  • Sonhos De Castro Alves (1982)
  • Cidade Coração (1983)
  • Egberto Gismonti & Hermeto Paschoal (1983)
  • Works (1984)
  • Egberto Gismonti (1984)
  • Duas Vozes (1984), con Nana Vasconcelos
  • Trem Caipira (1985), versões de Villa-Lobos
  • Alma (1986)
  • Egberto Gismonti-Live (1986)
  • Feixe De Luz (1988)
  • O Pagador De Promessas (1988) trilha sonora da minissérie(TV Globo)
  • Dança Dos Escravos (1989)
  • Kuarup (1989), trilha sonora do filme
  • Duo Gismonti / Vasconcelos (1989)
  • Infância (1991) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
  • Amazônia (1991), trilha sonora da novela (TV Manchete)
  • El Viaje (1992), trilha sonora do filme
  • Casa Das Andorinhas (1992)
  • Música De Sobrevivência (1993) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
  • Egberto Gismonti - ao vivo no Festival in Freiburg Proscenium (1993)
  • Egberto Gismonti - ao vivo em São Paulo (1993)
  • Zig Zag (1996)
  • Meeting Point (1997)
  • In Montreal (2001)
  • Saudações (2009)
  • Mágico - Carta de amor (2012), com Charlie Haden e Jan Garbarek

Referências


sábado, 24 de janeiro de 2015

Play list - "Paulicéia Desvairada" - Homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo.

 São Paulo nas pinturas de André Crespo
Por Vaas
André Crespo é um artista paulistano que reflete em suas pinturas o orgulho e o prazer de viver em uma grande metrópole. Assim como retrata a cidade de São Paulo, o pintor reúne conhecimentos e culturas de outros países  em experiências que transformam o conceito de “arte urbana” ,  mostrando situações desordenadas, movimentadas e frenéticas da cidade em conflito com o registro pictórico.

  

SÃO SÃO PAULO - TOM ZÉ



  São Paulo - Premeditando o Breque

 

 

 Criolo - "Não Existe Amor em SP"


Joelho de Porco - São Paulo by the day





Venha Até São Paulo - Itamar Assumpção


Tom Zé - Augusta, Angélica e Consolação



Fernanda Abreu - São Paulo - SP



Sampa - Caetano Veloso



Beto Guedes - São Paulo



Zélia Duncan -  cidade de SP



 BANDA MOXOTÓ - SÃO PAULO, REGGAE NIGHT

 BANDA MOXOTÓ & ANASTÁCIA - MOXOTÓPOLIS

 

 Adoniran Barbosa - O trem das onze




Mais músicas....

AQUI

 Prefeitura de São Paulo incentiva a cidadania cultural
Nabil Bonduki, arquiteto, urbanista, ex-vereador e novo secretário municipal de cultura, em entrevista exclusiva ao jornalista Oswaldo Luiz Colibri Vitta, fala sobre o plano diretor, a crise hídrica e seu amor pela cidade que comemora 461 anos de sua fundação. Além disso, ele fala dos desafios à frente da pasta. 

Ouça entrevista..

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Sobre a expressão "Paulicéia Desvairada"


Por Felipe Araújo

Paulicéia Desvairada, obra de Mário de Andrade publicada em 1922, mesmo ano da Semana de Arte Moderna, foi um marco da literatura brasileira e traçou os alicerces da estética do Modernismo no país.  A antologia de contos do escritor paulista foi a primeira obra realmente de vanguarda do movimento Modernista.

Rompendo radicalmente com as obras anteriores de Mário de Andrade, Paulicéia Desvairada faz uma análise do provincianismo e da sociedade paulista do começo do século XX. Anos mais tarde, na conferência “O Movimento Modernista”, o escritor definiu o livro como “áspero de insulto, gargalhante de ironia”.

Entre outros aspectos, Paulicéia Desvairada surgiu em um cenário de mudanças em São Paulo, que ganhava uma paisagem cada vez mais urbana e menos rural. Além disso, naquele período teve início o processo de explosão demográfica na cidade e a chegada dos imigrantes de diversos países.

Durante a Semana de Arte Moderna de 1922, um dos poemas de Paulicéia lidos ao público foi Ode ao Burguês. A questão era que a própria plateia era o alvo de versos da poesia como: "Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,/ o burguês-burguês!/ A digestão bem-feita de São Paulo!/ O homem-curva! O homem-nádegas!/ O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,/ é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!".

Ao contrário de outros artistas como Menotti del Picchia e Manuel Bandeira, Mário de Andrade foi quem rompeu com maior rispidez a relação entre o Modernismo e as escolas anteriores. Esse desprendimento integral pode ser notado no famoso Prefácio Interessantíssimo, no qual o autor indica, de forma mordaz e espirituosa, as bases da criação de Paulicéia Desvairada. "Imagino o seu susto, leitor, lendo isto. Não tenho tempo para explicar: estude, se quiser (...)", escreveu o autor.
 
Permeando as páginas de Paulicéia Desvairada, são encontrados deboches, perturbações e suspeitas de Mário de Andrade em relação ao lugar em que foi criado: São Paulo. Porém, a grande inovação da obra estava em sua forma. Conciliando estéticas diferentes para criar o panorama da cidade, o escritor apresenta um nova realidade social, mas não incorpora os "ismos", que eram as vanguardas da Europa como o Expressionismo, o Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.

Influenciado pelo Futurismo de Ardengo Soffici, pintor italiano e intelectual do Fascismo, Mário de Andrade esboçou um espaço urbano renovado dentro de um tempo provisório. Do Expressionismo, representou os problemas sociais de forma burlesca e alterada. Porém, estas influências europeias estariam transformadas e digeridas, de acordo com o Manifesto Antropofágico, escrito por Oswald de Andrade.





ANDRADE, Mário de. De Paulicéia Desvairada a Café (Poesias Completas). São Paulo: Círculo do Livro, 1986.


http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/dossie-modernismo-semana-sem-juizo
http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/pauliceia-desvairada-402047.shtml
http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-escolares/literatura/primeiro-tempo-modernista/as-vanguardas-europeias-e-os-ismos-contemporaneos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_Antrop%C3%B3fago
http://revistarascunhos.sites.ufms.br/files/2012/07/4ed_artigo_6.pdf

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São Paulo não é a avenida Paulista. São Paulo é a resistência na periferia

Os símbolos de São Paulo não deveriam ser os ásperos espigões da avenida Paulista, o verde do Ibirapuera, os aromas do Mercado Municipal, os sabores dos bons restaurantes e os sons da Sala São Paulo.
São Paulo é um rapaz que nasce, negro e pobre, no extremo da periferia e, apesar de todas as probabilidades contrárias, chega à fase adulta. É um vendedor ambulante que sai de casa às 4h30 todos os dias e só volta tarde da noite, mas ainda arranja tempo para ser pai e mãe. É a jovem que, mesmo assediada no supermercado onde trabalha, não tem medo de organizar os colegas por melhores condições. É a travesti que segue de cabeça erguida na rua, sendo alvo do preconceito de “homens e mulheres de bem'', sabendo que não consegue emprego simplesmente por ser quem é.
São Paulo é resistência. Não aquela cantada em prosas e versos, da resistência dos ricos e poderosos, que com seus grandes nomes deixaram grandes feitos que podem ser lidos em grandes livros ou vistos na TV. Mas a resistência solitária e silenciosa de milhões de anônimos que não possuem cidadania plena, mas tocam a vida mesmo assim.
(A íntegra do texto está no blog. Vai lá dar uma olhada.)

 http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/01/25/sao-paulo-nao-e-a-avenida-paulista-sao-paulo-e-a-resistencia-na-periferia/



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A iniciativa play list temáticas.


A play list é um projeto embrião da rádio web da Ação Cultural, enquanto isto não acontece, a gente vai fazendo o que pode, usando as frestas ou as brechas proporcionadas pelas novas tecnologias,  igual a uma flor que irrompe no asfalto. Neste caso, o asfalto do controle dos meios de comunicação pelo poder econômico.
O legal mesmo será a democratização das ondas eletromagnéticas para que organizações como a Ação Cultural associada a outras semelhantes,  possam  dispor de espaço nas frequências do rádio e da televisão para se comunicar com muito mais pessoas.
 http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/
Mas essa conquista só virá com muita luta, persistência e ações como esta.
E assim, a gente faz um país.
O conceito dessa proposta pode ser utilizado por comunicadores que atuam em quaisquer  espaço, inclusive em alguns grandes meios, em especial os públicos .
Diga-se de passagem, a Rádio Cultura Brasil, da Fundação Padre Anchieta (SP), foi uma das fontes de inspiração para este trabalho. http://culturabrasil.cmais.com.br/
Outras músicas podem ser sugeridas nos comentários, tanto por aqui, como no facebook.
 https://www.facebook.com/radioacaocultural
Quem quiser pode enviar um tema e uma relação de músicas para compor outras playlists.
Confira as outras play lists no arquivo do blog, localizado no lado direito, em cima.

 (Zezito de Oliveira)






segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Curso de Verão, um espaço para convívio das ‘diferenças’

jorge 12 de janeiro de 2015 
Igor se define apenas como seguidor de Jesus e critica intolerância às diferenças
convivio_diferencas
Educador social (ao centro) se deparou com um “mundo que você não imagina”. Foto: Arthur Gandini
Igor de Moura Frota, 25, já foi católico, teve uma passagem pelo protestantismo e hoje se considera independente de igrejas e religiões. É mais próximo do espiritismo, mas diz não se identificar totalmente com o credo também. “Não sou muito preso a nenhuma titularidade”.
Definindo-se apenas como alguém que “acredita nos ensinamentos de Jesus Cristo e tenta seguir”, é crítico a não aceitação das diferenças, o jovem veio participar do Curso de Verão pela primeira vez e encontrou pessoas que pensam como ele.
O educador social está na tenda (oficina) “Liderança de Grupos Populares”, que tem o objetivo de refletir sobre o papel dos líderes por meio do pensamento de Paulo Freire. Igor conversou com a equipe de comunicação sobre suas experiências religiosas e as impressões sobre o 28º Curso de Verão. Leia a entrevista a seguir.
Para alguém que não faz parte de nenhuma religião hoje, nem de nenhuma igreja, o que você está achando de um curso ecumênico?
Nossa, foi uma realização eu vir para um curso ecumênico! Porque eu sempre pensei nisso e confesso que eu não sabia que existiam cursos ecumênicos. Eu não sabia e, na verdade, eu ia continuar sem saber por falta de buscar conhecimento. Eu busquei esse curso ecumênico pelo meu serviço, que é a Associação Rede Rua, e os meus líderes lá me ofereceram essa matrícula nesse curso para enriquecimento pessoal mesmo. Para tentar implantar alguma coisa que a gente aprende – que é muita coisa mesmo – aqui no serviço e, eventualmente, eu aceitei essa oportunidade e vim.
Nessa independência de igreja e religião, você se sente identificado com o ecumenismo?
Eu sempre fui uma pessoa não muito ligada a preconceitos. Desde pequeno, eu sempre achei que não havia religião certa, não pelo mal sentido, mas pelo bom sentido: todas as religiões que acreditam em alguma coisa, que acreditam em algum deus, seriam certas… Sem essa mania de grandeza, sem alguém falar que esta é certa e aquela é errada. Desde pequeno eu pensei nisso, eu penso nisso e sou muito adepto, sim, do ecumenismo.
Foi por essa questão que você acabou afastando-se de igreja e religião?
Particularmente, sim. Vou dar um exemplo. Eu fui a algumas igrejas protestantes e lá eu não encontrei um ambiente muito saudável. Não vou generalizar todas, mas não encontrei um ambiente muito saudável.
Como é a questão de aceitar as outras religiões e as diferenças?
O que eu vou falar é sempre visando as diferenças. Não tinha a aceitação, até porque eu sempre pensei de tal maneira: se eu vou a uma igreja, eu vou receber a palavra e o ensinamento e vou filtrar esse ensinamento. O que for bom, eu pego para mim. Se eu fosse à Igreja Católica (Apostólica Romana), eu filtrava e ficava com alguma coisa. Se eu fosse à igreja evangélica, eu filtrava e ficava com alguma coisa. Mas é claro que tinha algumas coisas que eu não concordava e por não concordar com alguns pontos, eu confesso que deixei para lá, não procurei mais.
Essa não aceitação, você também se deparou com ela na Igreja Católica Apostólica Romana?
Sim.
Você tem vontade de voltar à ideia de religião e igreja com um curso ecumênico? Te ajuda a pensar um pouco em relação a isso?
Eu participo de uma ONG que é kardecista, Irmãos da Nova Era. Eu acho que se fosse para escolher alguma religião, a caridade me toca muito. Essa caridade eu vi em alguns lugares, vi na Igreja Católica (Apostólica Romana), vi em algumas igrejas protestantes, mas, no kardecismo, eu vi essa caridade como regra básica. Eu gostei muito dessa ideologia e se fosse para eu me intitular de alguma religião, me intitularia espírita.
Essa caridade está presente aqui também no Curso de Verão?
Sim, com certeza. Aqui é um mundo que você não imagina. Você chega em um lugar onde quase 99% dos participantes são jovens e eles se abraçam, se beijam e um compreende o outro. Essa união é totalmente diferente do que eu encontrei em qualquer tipo de lugar que eu já passei.
O que você mais gostou até agora no Curso?
As diferenças. Gosto muito das diferenças e de você expressar a sua opinião sem represálias.
Arthur Gandini

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2015 – 28º Curso de Verão



JUVENTUDE E RELAÇÕES AFETIVAS

DATA: de 06 a 14 de Janeiro de 2015


Apresentação
Juventude e relações afetivas é o tema do Curso de Verão de 2015. Será abordado no horizonte da corporeidade, da espiritualidade e da sua diversidade. Indagar-se sobre o afeto e a sexualidade é tocar sempre na dimensão maior do amor humano, de sua grandeza e contradições e ser capaz de aproximar-se com respeito de suas diferentes formas de expressão e vivências, sem a ilusória pretensão de desvendar inteiramente seu mistério.
A casa do ser humano é sua corporeidade. Esta se exprime na busca por sentido mais profundo na espiritualidade e no incessante afã por tornar-se sujeito respeitado e reconhecido no seu direito à diversidade e não mero objeto na teia de relações sociais e pessoais no seio da família, dos círculos de amigos/as, no trabalho, no lazer e na aventura das escolhas amorosas.
A banalização das relações afetivas, com sua superexposição nas redes sociais; a fragilização da família; a exploração do corpo feminino na publicidade; os preconceitos e discriminações no campo da sexualidade; o inveterado machismo e patriarcalismo de nossa sociedade e o tráfico de pessoas e de órgãos humanos constituem afronta à dignidade humana, que a reflexão ética é chamada a enfrentar.
Com este tema desafiador das relações afetivas (2015), o Curso de Verão completa o triênio de estudos voltados para a juventude. Em 2013, foi abordada a temática das Redes digitais e, em 2014, Juventudes em foco, com o exame das políticas públicas inclusivas em educação, trabalho e cultura.
O Curso de Verão é um programa de formação popular no campo sócio-político-cultural, a partir da realidade e seus desafios, à luz da Bíblia, Teologia e Pastoral e do empenho na transformação da sociedade. É um espaço ecumênico e inter-religioso de convivência, partilha de vida, intercâmbio de experiências, celebração e compromisso. Com especial atenção aos jovens, acolhe participantes de todas as idades e proveniências, empenhados na busca da compreensão e respeito entre mulheres e homens, no esforço para transformar as pessoas e a sociedade, na linha da justiça, solidariedade e salvaguarda do meio ambiente.
É um curso realizado em mutirão, onde pessoas, famílias, comunidades, movimentos populares e instituições educativas e religiosas colocam-se gratuitamente a serviço de sua preparação ao longo do ano e de sua realização na PUC de São Paulo. O curso tem caráter nacional, organizado para um grande número de participantes. Oferece, ao mesmo tempo, atenção muito pessoal a cada cursista que é acolhido em grupos menores, dentro da metodologia da educação popular, que combina reflexão e criatividade, arte e celebração, vivência e compromisso.
Conteúdo e Assessores
1. Corporeidade e identidades: mapeando o universo da sexualidade humana e das relações afetivas
Ana Cristina Canosa: psicóloga, terapeuta e educadora sexual; coordenadora e professora do Curso de Pós-Graduação em Educação Sexual do UNISAL.
2. Relações afetivas, sexualidade e família no horizonte da reflexão ética.
Edward Guimarães: teólogo, professor do Departamento de Ciências da Religião da PUC Minas, coordenador do CESTEP (Centro Superior de Estudos Teológicos e Pastorais).
3- CF. 2015 – TEMA: Fraternidade, Igreja e Sociedade
Lema: Eu vim para servir (Mc 10, 45)
Pedro Ribeiro de Oliveira: sociólogo, professor do Mestrado em Ciências da Religião da PUC-Minas, membro de ISER-Assessoria e da coordenação do Movimento Nacional Fé e Política.
4. Viver a sexualidade como caminho espiritual
Marcelo Barros: Monge beneditino, biblista, teólogo e escritor. Membro da Comissão Teológica da ASETT (Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo) e do CEBI.
Local do Curso

PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – SP

Rua Ministro Godoy, 969 – Perdizes – São Paulo – SP

O Curso de Verão no Facebook AQUI


Assista as palestras do Curso de Verão no You Tube