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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Play list "E que a gente não se despedace" Minho San Liver

 



NOVE PERGUNTAS PARA THE SAN.
1 – Quando começou sua carreira na música? Como aprendeu a tocar violão?
Tem tempo! São quase vinte anos. A minha carreira solo, oficialmente, teve início no dia 21 de novembro de 1995, no Teatro Engenho e Arte, cujo proprietário, naquela ocasião, era o nosso distinto, Paulo Lobo. Entretanto, antes disso, eu atuava na cena underground aracajuana no formato ‘Banda de Garagem’, com passagens pelas bandas: Suporte Vertical e Barba de Elefante.
Depois de passar por duas tentativas em aprender a tocar o instrumento mais popular do mundo, o violão; e, perto de completar vinte e quatro anos, resolvi que conseguiria formar alguns acordes naturais e sacudir levadas com meu terceiro instrumento das seis cordas. Decidi e finalmente consegui.
2 – Paralelamente, quais caminhos que percorreu além da música?
Caramba! Fiz tanta coisa. Quando comecei a tocar violão eu estudava Economia na UFS e trabalhava como estagiário no setor de Contas à Pagar da extinta TELERGIPE. Antes, já havia trabalhado nos bancos: Caixa Econômica Federal, Bradesco e Safra.
Mas é importante salientar que além de músico, acabei adquirindo as profissões de ‘Radialista’ e ‘Educador’, ambas por oficial formação.
3 – O que acha do mercado musical sergipano?
Hum... Para artistas autorais não há possibilidade de crescimento, tal como em qualquer lugar do mundo.
Mas se o assunto se reporta ao músico/operário, aquele que ‘faz barzinho’, no formato voz e violão, é possível notar um aspecto de modesta sobrevivência. Entretanto, alguns colegas, os ‘TOPS’, levam uma vida digna.
4 – Você, que já tocou muito nos bares da vida, o que acha de mais interessante nesse ritual do barzinho e violão?
O mais interessante é a manutenção do ofício. No meu caso, como artista autoral, sou muito satisfeito, resolvido e tranquilo quando estou tocando nos bares e seus pares. Tenho o claro entendimento da dinâmica que se processa nestes espaços e a devida sabedoria para me manter afetuoso e generoso em oferecer um repertório de covers na linha, Pop/MPB.
5 – Tem discos/cds gravados? Como compôs sua música “Beija, beija”?
DISCOGRAFIA:
CDs:
BEM (98)
CINCO (02)
UM CARA CHAMADO (05)
HISTÓRIA NÃO TEM HORA (09) – Infantil (Com Telma Costa e Adilma Pinto)
E QUE A GENTE NÃO DESPEDACE (14)
DVDs:
CADERNO ACÚSTICO (09)
A música ‘DOS SINAIS DO AMOR’, popularmente conhecida como: Beija, beija, foi composta no início do ano 2000. E o mote foi: O retrato antigo, no meu birô, da amada que me deixara há pouco tempo; além de uma menina/adolescente, vizinha de frente à minha casa, e muito violão tocado. Como na maioria das minhas canções, música e letra vem juntas. Porém o texto inicial nunca é definitivo; sempre é reparado ou mudado.
6 – Você é de Sergipe? Em todo esse tempo de carreira, o que mais lhe chamou a atenção?
Sim! Sou Sergipano/Aracajuano, filho de pais itabaianenses.
2015 é ano de celebração. São vinte anos de carreira.
Nesta trajetória de cantor/compositor/guitarrista posso dizer que todos os meus sonhos realizei. Afinal... Muito quis gravar um disco, muito quis ouvir uma música minha tocando no rádio, muito quis dar autógrafos, muito quis fazer um show grande, muito quis ver a galera cantando alguma canção minha em meus espetáculos e fundamentalmente quis ser feliz o tempo todo em que estivesse cantando ou tocando. Consegui tudo isto e além.
E sinceramente, acho que o conceito do Eterno Retorno do Nietzsche, numa primeira análise, também se aplica a mim.
7 – Na área musical, elenque os pontos positivos e negativos de trabalhar com música.
Positivos:
Conhecer muita gente bacana.
Ser reconhecido, na sua cidade, pelo público e colegas de atuação.
Se transformar, ao longo dos anos, num ARTISTA DE VERDADE.
Negativos:
Quando só lhe convidam para shows beneficentes.
Quando alguém lhe diz, mesmo depois de tantos anos: Vamos lá, é pra mostrar seu trabalho.
Quando você observa que determinados produtores fazem um esforço colossal para lhe pagar o mínimo possível.

8 – Você também dá aulas de violão. Conte um pouco como é esse trabalho.
Sim, sim!
Dou aulas, sim! Tenho o projeto: Violão ABC; que é um curso prático de iniciação ao violão popular, criado e desenvolvido por mim ao longo dos últimos dez anos. A moçada de 8 a 108 anos se amarra.
Além disso, também sou professor polivalente do munícipio de Aracaju. Dou aulas para o terceiro ano do Ensino Fundamental I no Colégio Olavo Bilac.
Sou Coordenador/Professor da Pós Graduação Lato Sensu em Comunicação Educacional da Faculdade São Luís de França, em Aracaju. Curso, também criado e desenvolvido por mim.
9 – De onde vem o nome Minho San Liver?
Primeiro, o MINHO.
Imagine um recém-nascido sendo dengado por sua mãe e com uma irmã de um ano e cinco meses por perto.
A mãe dizia:
- Olha o ‘HOMINHO’ (de homem pequeno) da mamãe...
Aí a irmã ouvia isso e falava ou balbuciava:
- Mio, Minho... Mi, Mi...
E aí como minha mana, Vera Lúcia, não entendia muito bem a palavra ‘HOMINHO’. Ajustou-se o Minho. E assim... Tenho este apelido/nome, desde sempre.
SAN
O San veio de uma brincadeira, no início dos anos noventa, do amigo, Dudu.
Estava eu a esfregar e esfregar, estilo o Daniel San do filme Karatê Kid, os azulejos do banheiro principal da casa que viria a ser a Temperos e Cia (uma casa gastronômica minha e de mais quatro sócios) quando de repente o Dudu adentra este local e me flagra com aqueles movimentos do personagem principal da referida película.
Ele diz:
- Oxente, você agora é primo do Daniel San? Hein, Minho San?
E a partir dessa frase ridícula o Dudu passou a me chamar de Minho San por onde quer que eu fosse.
Pegou o SAN!
Terceiro, o LIVER
O Liver foi criação minha. Quando estava me lançando profissionalmente, naquele ano de 95, usando apenas o Minho San, eu percebi que havia um certa confusão do meu nome com o do nosso querido Mingo Santana. E isto me incomodava. Não obstante, decidi pensar em algo para solucionar este desconcerto e num certo dia, de tanto olhar para o meu sobrenome de batismo: OLIVEIRA, extraí o LIVER.
E Minho-San-Liver, separado por hífens, é este quem lhe escreve.
Valeu, brigadaço!
E que a gente não despedace.













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