segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O Brasil não quebrou por causa do fim da escravidão em 1888, não quebrou por causa da Lei que aprovou o 13º salário em 1962 e nem quebrará com o fim da escala 6X1...

 Toda vez que se propõe garantir direitos trabalhistas no Brasil, surge o mesmo alarme de colapso econômico. Foi assim na abolição de 1888, no debate do 13º salário e agora na discussão sobre o fim da escala 6x1: dizem que o país vai quebrar, que o desemprego e a inflação vão explodir e que o próprio trabalhador será prejudicado. O debate sobre jornada e impactos é legítimo, mas o discurso do medo costuma esconder menos uma preocupação técnica e mais uma disputa por poder e controle sobre o tempo e a vida de quem trabalha. A história mostra que nem a abolição destruiu a economia, nem o 13º salário implodiu empresas; ao contrário, tornaram-se marcos estruturais, ainda que com desafios e dívidas sociais não resolvidas. Questionar a 6x1 é questionar uma lógica que naturalizou o esgotamento, e prever o apocalipse como reação automática revela mais sobre quem teme mudanças do que sobre números. Direitos não vêm sem custo, mas transformam vidas. E quase nunca anunciam o fim do mundo que prometem. 


Para quem não acredita em luta de classes 
Renato Janine Ribeiro
(e citando Warren Buffet: “ela existe sim, e nós ricos a vencemos”) :
O ataque à escala 5 x 2 é enorme.
Ela é popular; população a quer, tanto esquerda quanto direita. Uma rara unanimidade, num país polarizado.
Os ataques:
1. Vai quebrar a economia
2. Vai aumentar o déficit público
3. Nao temos produtividade, por isso, ela vai destruir a competitividade
4. Brasileiro já trabalha pouco, gosta de lazer ( = é vagabundo)
5. Para aprovar, precisa reduzir impostos das empresas (“desoneração”, que corta políticas sociais).


Como a mídia brasileira sustentou a escravidão

Livro revela, após vasta pesquisa: jornais, mais conservadores que o próprio Império, bloquearam lei abolicionista e atrasaram em duas décadas e fim do tráfico de africanos para o Brasil


Por José Tadeu Arantes, na Agência Fapesp


Em 7 de novembro de 1831, no primeiro ano do período regencial, a Assembleia Geral decretou e a Regência sancionou uma lei proibindo o tráfico de escravos africanos para o Brasil. A lei, bastante explícita em seu texto, declarava livres todos os escravos vindos de fora do Império e impunha penas bastante duras àqueles que os haviam importado. A interpretação corrente na historiografia é a de que essa lei, precedida por um tratado com a Inglaterra que impunha prazo final para o tráfico, foi feita “para inglês ver”, isto é, para acalmar a pressão externa e deixar internamente tudo na mesma.



Tal ponto de vista foi contestado pelo livro Imprensa e escravidão: política e tráfico negreiro no Império do Brasil (Rio de Janeiro, 1822-1850), de Alain El Youssef, publicado com o apoio da Fapesp.


“Antes de a lei entrar em vigor, houve uma grande intensificação da importação de escravos, porque os senhores sabiam que a determinação da Regência em abolir o tráfico era real. E, quando a lei foi aplicada, o tráfico realmente entrou em curva descendente e quase terminou. Ele foi sendo retomado aos poucos, a partir de 1834 e 1835. O que eu procurei mostrar foi que a imprensa teve um papel fundamental nessa retomada. E não só na retomada, como também na manutenção desse tráfico ilegal por cerca de 15 anos, até 1850”, disse Youssef à Agência Fapesp.


Seu livro resultou de pesquisa também apoiada pela Fapesp, na qual ele consultou todos os jornais publicados no Rio de Janeiro entre 1822, data da Independência, e 1850, data final do tráfico negreiro transatlântico, para verificar qual o papel exercido pela imprensa, tanto na crítica quanto na defesa da importação de africanos. “Constatei uma estreita relação entre os artigos publicados na imprensa e os debates realizados no parlamento imperial. Ao mesmo tempo em que defendiam o tráfico no parlamento, os conservadores utilizavam os jornais para justificar o contrabando de escravos e combater aqueles que o criticavam”, afirmou.


“Percebi também uma grande sintonia entre a defesa do tráfico veiculada pela imprensa e o desenvolvimento da economia cafeicultora – uma sintonia principalmente com os cafeicultores do Vale do Paraíba, cuja atividade estava em plena expansão desde o final da década de 1820. Para tocar essa expansão, eles precisavam incorporar cada vez mais mão de obra às suas fazendas. Os conservadores se uniram a esses senhores, e, juntos, conseguiram transformar a lei que aboliu o tráfico em letra morta durante 15 anos, desde 1835, quando esse grupo se compôs e surgiu com força política, até 1850, data em que o tráfico terminou de fato”, informou o pesquisador.


Segundo a lei de 1831, o africano que aportava em território brasileiro era considerado livre, não podendo, portanto, ser escravizado. O que Youssef evidenciou em seu estudo foi como os conservadores, por meio da imprensa, justificaram para o eleitorado a manutenção da propriedade ilegal desses africanos, escravizados a despeito da lei. “A intersecção de minha pesquisa, focada na imprensa, com a de outro historiador, Tâmis Peixoto Parron, que estudou o debate sobre o tráfico no parlamento imperial, mostra como esse grupo pró-tráfico, que atuava no parlamento, atuava na imprensa também, fazendo com que os discursos parlamentares chegassem ao restante da sociedade de forma mais rápida, ampla e eficiente”, acrescentou.


No campo conservador, o campeão da defesa do tráfico foi o deputado Bernardo Pereira de Vasconcelos (1795 – 1850), representante dos interesses dos grandes fazendeiros e um dos personagens mais influentes do período imperial. Destacou-se também na defesa do tráfico a chamada “Trindade Saquarema”, que constituía o núcleo do Partido Conservador, fundado por volta de 1835 sob a denominação de Regresso. Compunham a tríade Honório Hermeto Carneiro Leão (Marquês de Paraná), Paulino Soares de Souza (Visconde de Uruguai) e Joaquim José Rodrigues Torres (Visconde de Itaboraí). “Na década de 1830, esses conservadores aglutinaram-se em torno do jornal O Sete d’Abril, que mantinha vínculo muito estreito com Bernardo Pereira de Vasconcelos. Na década de 1840, organizaram-se em torno do jornal O Brasil, dirigido por Justiniano José da Rocha, um dos mais destacados redatores do período”, detalhou Youssef.


Exemplo do combate ideológico travado pelos conservadores na imprensa foi a “notícia”, veiculada por O Sete d’Abril, acusando os adversários do tráfico de receberem dinheiro do exterior: “Saibam estes abalizados Pais da Pátria”, escreveu o redator com ironia, “que Governos estrangeiros, profundamente convencidos de que os produtos de suas colônias não podem concorrer nos mercados com os brasileiros, e que não há outro meio senão encarecer a estes pelo alto preço de braços livres em vastos, férteis e não povoados Estados, têm resolvido remunerar os que promoverem a extinção da escravatura no Brasil com a quantia de 50:000$000 de réis (…)” [O Sete d’Abril, 03/11/1835, trecho citado no livro].



Meses mais tarde, assumindo um tom épico, o jornal clamava abertamente pela revogação da lei que proibiu o tráfico: “Fez-se uma lei 10 vezes mais dura, mais fatal mesmo que o famoso Tratado [com a Inglaterra]; lei que passou na efervescência das paixões, no delírio da Revolução, na exaltação dos Partidos, na deslocação de todas as coisas e no devaneio de todas as ideias; lei que pode produzir um incêndio em todo o Brasil; lei que anima a delação, que dá ao roubo a cor da virtude, ao crime o gesto da legalidade; falamos da lei de 7 de novembro de 1831, origem de muitos males presentes e futuros, e a cujo respeito já diversas Representações subiram à Assembleia Geral Legislativa e à Assembleia Provincial do Rio de Janeiro” [O Sete de Abril, 27/07/1836, trecho citado no livro]


As forças contrárias ao tráfico tiveram grande protagonismo no início da década de 1830, quando a importação de escravos realmente caiu bastante. Esse grupo estava ligado ao Partido Moderado, surgido no fim do Primeiro Reinado, tendo à frente o padre Diogo Antônio Feijó (1784 – 1843), que foi regente do Império, e o poeta, jornalista, livreiro e político Evaristo da Veiga (1799 – 1837), fundador e editor de A Aurora Fluminense, um dos principais jornais da década de 1830 no Brasil. “Parcela significativa dos moderados se inspirava fortemente nos abolicionistas britânicos. Naquele momento, a abolição da escravidão não fazia parte de seu horizonte de expectativas, mas seus protagonistas defenderam com unhas e dentes o fim do tráfico e o cumprimento do tratado internacional e da lei nacional a esse respeito”, destacou o pesquisador.


Influência inglesa


Entre 1849 e 1850, a frota da Royal Navy, a marinha real britânica, aportou no Rio de Janeiro, pressionando os políticos brasileiros a acabarem de vez com o tráfico negreiro. Existe um grande debate sobre as verdadeiras motivações do firme posicionamento da Inglaterra contra o tráfico. “A explicação tradicional, de que a Inglaterra queria gerar um mercado para os seus produtos, e de que os escravos transformados em trabalhadores livres participariam da composição da massa de consumidores, parece insuficiente”, ponderou Youssef.


Para o pesquisador, seria necessário repensar as motivações britânicas a partir de outros componentes, como, por exemplo, a forte influência das sociedades antiescravistas sobre a opinião pública britânica. A primeira delas, The Anti-Slavery Society (Society for the Mitigation and Gradual Abolition of Slavery Throughout the British Dominions), fundada em 1823 por William Wilberforce, Thomas Clarkson e outros, combateu pela abolição da escravidão no âmbito dos domínios ingleses. E a British and Foreign Anti-Slavery Society, que resultou da reformulação da primeira, em 1839, ampliou o foco para a abolição em escala mundial. Eram grupos humanitários, com forte motivação religiosa, como bem o mostram alguns documentos da época.


“Em 1846, a Inglaterra decretou que todos os grãos e produtos similares adquiridos no mercado mundial entrariam no território britânico sem pagamento de imposto. Essa lei, de cunho liberal, acabou incentivando algumas produções escravistas em outros cantos do mundo. Os casos clássicos foram o açúcar, produzido com trabalho escravo em Cuba, e o café, produzido com trabalho escravo no Brasil. Diante disso, determinados grupos antiescravistas passaram a exigir que o país tomasse alguma iniciativa no campo militar, porque, pela via diplomática, estava claro que o tráfico não terminaria. Como o escravismo cubano estava protegido pelos Estados Unidos, já então uma nação poderosa, e com a qual a Inglaterra não queria conflito, a pressão britânica voltou-se para o Brasil, que não estava plenamente integrado à esfera de influência norte-americana, não dispunha de um sistema militar expressivo e ainda orbitava fortemente na zona de influência inglesa”, explicou o pesquisador.


Que o tráfico só tenha de fato terminado a partir da pressão militar britânica, quase duas décadas depois de sua abolição formal, é uma prova da força dos conservadores na política interna brasileira. “O que os saquaremas fizeram, e isso tem uma conexão direta com sua atuação na imprensa, foi silenciar todas as opiniões contrárias ao tráfico nos espaços públicos do Império. Entre 1837 e 1849, eles criaram uma espécie de consenso e as vozes que tentaram se levantar contra ele foram rapidamente abafadas. Defender projetos conservadores é um dado de longa duração na história da imprensa brasileira. Os principais jornais do país apenas tiveram tendência mais progressista em momentos históricos específicos, como na década de 1880, quando o discurso abolicionista predominou na imprensa brasileira”, concluiu Youssef.

Imprensa e escravidão – política e tráfico negreiro no Império do Brasil (Rio de Janeiro, 1822-1850)

Autor: Alain El Youssef

Editora: Intermeios

Ano: 2016

Páginas: 328

Preço: R$ 50,00

Mais informações: www.intermeioscultural.com.br/imprensa-e-escravido–poltica-e-trfi

Por José Tadeu Arantes, na Agência FAPESP

A criação do 13º salário sob muita pressão

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/a-criacao-do-13o-salario-sob-muita-pressao/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Governo lança plataforma de streaming 'Tela Brasil' em ano eleitoral . Folha de São Paulo

As palavras grifadas em vermelho destaca a opinião do jornal. Os fatos estão na cor preta. 

Governo lança plataforma de streaming 'Tela Brasil' em ano eleitoral e tenta pegar carona no Oscar

Novo produto deve ser lançado em março deste ano, com a presença do presidente Lula

Catálogo deve trazer 19 filmes brasileiros indicados ao Oscar

22.fev.2026 às 14h05 -  Mariana Brasil

O governo Lula (PT) quer aproveitar o período da premiação do Oscar para lançar uma plataforma própria de streaming, chamada Tela Brasil, que disponibilizará gratuitamente produções do cinema nacional.

O presidente tem aproveitado as indicações de "O Agente Secreto" ao prêmio para exaltar a cultura e as produções audiovisuais brasileiras e pretende usar o tema como trunfo na campanha eleitoral.

O novo streaming deve ser lançado em cerimônia no Palácio do Planalto ainda sem data definida. A despesa total do projeto é de R$ 4,4 milhões, que virão do orçamento do MinC (Ministério da Cultura), da Secretaria do Audiovisual da pasta.

A promessa é que o novo streaming disponibilize 19 filmes nacionais indicados ao Oscar. De todo o orçamento, R$ 570 mil (13%) foram destinados para a contratação dessas obras.

Além da intenção de aproveitar o período do Oscar, o lançamento do Tela Brasil nas próximas semanas atende à necessidade de o Executivo concentrar suas entregas no primeiro semestre do ano para evitar as restrições impostas pela legislação eleitoral.

A iniciativa se soma a outras realizadas pela gestão petista que miraram a categoria do audiovisual. No último ano, por exemplo, Lula realizou ao menos três sessões de exibição de filmes nacionais em sua residência oficial. Foi o caso de "Ainda Estou Aqui", em fevereiro, à época indicado ao Oscar, "O Agente Secreto", em agosto, e "A Melhor Mãe do Mundo", em setembro.

O chamado Cine Alvorada é uma sessão de exibição reservada que reúne o presidente, a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, outras autoridades e, muitas vezes, membros do elenco e produção dos filmes para assistir as obras em cerimônia reservada.

A plataforma Tela Brasil precisou passar por avaliações de segurança digital pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e agora está em fase final de ajustes técnicos para que seja lançada em março.

A iniciativa foi encabeçada pelo MinC, pasta comandada por Margareth Menezes, junto à Universidade Federal de Alagoas e passou por conversas com representantes do setor audiovisual antes de ser formalizada.

No diálogo, a categoria alertou para a demanda de proteção dos conteúdos e para que a nova plataforma não prejudicasse as distribuidoras nacionais.

No edital de licenciamento, foram determinados cinco eixos temáticos em que as obras poderiam se inscrever: infância, juventude, diversidade, brasilidades e história e estética do cinema brasileiro —nessa categoria, o ministério lista movimentos do cinema brasileiro que vão do cinema novo à pornochanchada. Foram 397 obras selecionadas.

Como vai funcionar

A Tela Brasil será acessada pela conta Gov.br e ficará disponível em versão de aplicativo para os sistemas Android e iOS.

Além do público geral, o Ministério da Cultura afirma querer focar escolas de educação básica. Professores terão perfis de usuário específicos na plataforma para exibições didáticas, conforme prevê a Lei 13.006/2014, que determina a exibição de filmes nacionais no ambiente escolar.

Ainda segundo a pasta, devem ser contemplados espaços não comerciais de exibição, como cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas públicas e centros de difusão cultural, de leitura e de memória.

O catálogo vai ser predominantemente composto pelas obras selecionadas pelo edital de licenciamento.

Se as obras forem inscritas e cumprirem os requisitos das seleções, poderão ser licenciadas. Hoje, boa parte dos filmes nacionais está sob domínio de plataformas de streaming privadas como Netflix e Globoplay. Nesses casos, a veiculação do filme dependerá do contrato firmado com as empresas, respeitando as regras de exclusividade de cada uma.

Para atender às demandas de segurança digital, o MinC precisou contratar um sistema de nuvem desenvolvido pelo Serpro, o Serpro Multicloud. Com ele, é possível acessar recursos que permitem ajustes de processamento, armazenamento e disponibilidade conforme a demanda. A infraestrutura de nuvem serve especialmente para períodos de maior volume de acesso.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/governo-lanca-plataforma-de-streaming-tela-brasil-em-ano-eleitoral-e-tenta-pegar-carona-no-oscar.shtml

“Ápice da falta de caráter”: um dos fundadores do movimento contra escala 6×1 se revolta com a Folha de S.Paulo

 Rick Azevedo gravou vídeo indignado sobre matéria do jornal paulistano: "Estão chamando o trabalhador brasileiro de preguiçoso"; Gleisi Hoffmann também se manifestou a respeito do texto

Por: Glauco Faria - Publicado: 22/02/2026 - às 19h24

Atualizado: 22/02/2026 - às 19h26

Ato pelo fim da escala 6×1

Manifestação pelo fim da escala 6x1 - (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e uma das lideranças da mobilização pelo fim da escala 6×1, o vereador carioca Rick Azevedo (PSOL) se manifestou nas redes sociais em relação a uma matéria do jornal Folha de S. Paulo publicada neste domingo (22).

Intitulado “Brasileiro trabalha menos que a média mundial; veja rankings”, o texto afirma que o “país ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações”. A base é um levantamento realizado a partir de um novo banco de dados global de horas trabalhadas organizado pelos economistas Amory Gethin, do Banco Mundial, e Emmanuel Saez, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

“Meus amigos, isso aqui é o ápice da falta de caráter. É simplesmente a Folha de São Paulo chamando você, trabalhador e trabalhadora, de preguiçosos. Na prática, essa matéria ridícula tá chamando o povo brasileiro, a classe trabalhadora que sustenta este país no lombo, de preguiçosos”, disse Azevedo.

Em seguida, o parlamentar aponta que jornal teria como objetivo “apavorar o povo porque o povo não aguenta mais trabalhar seis dias consecutivos para folgar apenas um e sustentar essa burguesia da Folha de São Paulo, essa burguesia do Brasil que vive muito bem, obrigado, às custas da exploração do povo brasileiro. Matéria fantasiosa, dados fantasiosos, ignorando a desigualdade do Brasil.”

Gleisi, Jabbour e Rizek falam sobre escala 6×1

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann foi às redes sociais falar sobre a pauta. “A campanha da Folha contra o fim da escala 6×1 chegou ao extremo de tachar como preguiçosos os trabalhadores brasileiros na manchete deste domingo. Se for mesmo verdadeiro que o tempo médio de trabalho no país seria de 40,1 horas por semana, como diz estudo citado pelo jornal, qual seria o problema de reduzir na lei a jornada de 44 para 40 horas semanais?”, questiona.

“Mas o fato é que esta não é a realidade para milhões. Reservar pelo menos dois dias por semana para cuidar da família e da própria vida é um direito que a Folha não quer reconhecer e ainda por cima tenta estigmatizar como preguiça. É o mesmo preconceito dos que foram contra a abolição do trabalho escravo dois séculos atrás”, pontua.

Quem também se manifestou sobre a matéria foi o geógrafo Elias Jabbour. “Eu não vou entrar aqui na métrica que eles usaram, não vou entrar aqui na metodologia que eles colocaram, porque é muito complicado colocar de um lado a Noruega, de outro um país ultra pobre da África, da América Latina, e daí exprimir uma média mundial. Acho que isso é um desserviço à ciência, inclusive”, pondera.

“A questão é: para que serve uma matéria dessa, com esse conteúdo, em meio à batalha em que a classe trabalhadora brasileira somente exige descanso? Cheira muito a matéria paga, como as pessoas colocam”, diz. “O que mais incomoda nesse tipo de matéria não é somente o fato da insensibilidade. Não é isso não. É não se colocar diante de uma realidade em que o mundo caminha para jornadas de trabalhos menores.”

“Claro… É fácil ver essa manchete e dizer que, então, não precisa do fim da escala 6 x 1. Mas… os líderes do ranking de horas trabalhadas são Butão, Sudão e Emirados Árabes. Exemplos? Não creio”, observou o jornalista esportivo André Rizek. “Brasil (40 horas por semana) está beeeeem na frente em horas trabalhadas de Estados Unidos, Japão (35,5), Itália, França, Dinamarca, Noruega (27,8), Holanda (27,6). A manchete pode sugerir que ‘bom’ é ser como o Sudão! Eu prefiro perseguir o desenvolvimento e a qualidade de vida do Japão, da Noruega e Holanda”, disse.

Rizek completou em outra postagem. “Isso sem falar, é claro, do número de horas que o(a) trabalhador(a) brasileiro leva nas grandes cidades (uma eternidade!) pra chegar e sair do trabalho.”



Programa "Governo do Brasil na Rua" - A novidade de Guilherme Boulos como Secretário Geral da Presidência da República.

 O programa "Governo do Brasil na Rua" é uma iniciativa interministerial, coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência, que leva serviços federais diretamente aos cidadãos em diversas comunidades. Com foco na cidadania e descentralização, a ação oferece atendimentos do INSS, Caixa, Saúde, ações culturais e cadastro no CadÚnico, visando facilitar o acesso a direitos fundamentais em todo o país. 

Objetivo: Aproximar o Governo Federal da população, especialmente em regiões periféricas ou distantes, promovendo diálogo e cidadania.

Serviços Oferecidos: Incluem perícias e orientações do INSS, renegociação de dívidas e programa "Reforma Casa Brasil" (Caixa), atendimentos de saúde (como o "Odontomóvel"), emissão da ID Jovem, Tenda Lilás (combate à violência contra a mulher) e RG animal (programa SinPatinhas).

Abrangência: A iniciativa está planejada para passar por todos os 27 estados da federação.

Exemplos de Ações: O programa já realizou ações em locais como Heliópolis (SP), Sol Nascente (DF) e Macapá (AP), com forte presença de ministros e representantes de movimentos sociais. 

O programa visa também o acolhimento e a inclusão social, integrando ações do Governo Federal com parcerias locais. 

Governo na Rua é instituído para ampliar diálogo e participação social nas políticas públicas federais

Grupo de Trabalho vai estudar, diagnosticar e desenhar o novo programa, além de avaliar o alcance das políticas federais nos estados, municípios e Distrito Federal

https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2025/11/governo-na-rua-e-instituido-para-ampliar-dialogo-e-participacao-social-nas-politicas-publicas-federais


BOM DIA, MINISTRO

Boulos explica Governo na Rua: “Aproximar os vários programas do governo do presidente Lula das pessoas e territórios”

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular da Secretaria-Geral da Presidência também defendeu a revisão da escala 6x1, a regulamentação do trabalho por aplicativo e a garantia de direitos para entregadores e motoristas
“Governo do Brasil na Rua”: veja os atendimentos e serviços gratuitos que serão levados ao Sol Nascente (DF) neste sábado (13)

Saúde, educação, emprego, cultura, direitos, empreendedorismo e cuidado com pets estarão disponíveis para toda a comunidade.

https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/noticias/2025/dezembro/201cgoverno-do-brasil-na-rua201d-veja-os-atendimentos-e-servicos-gratuitos-que-serao-levados-ao-sol-nascente-df-neste-sabado-13

Governo do Brasil na Rua: oficina fortalece diálogo com organizações da sociedade civil

Oficina realizada em Macapá abordou o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, com foco na ampliação da colaboração entre governo e sociedade

https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/noticias/2026/janeiro/governo-do-brasil-na-rua-oficina-fortalece-dialogo-com-organizacoes-da-sociedade-civil

Governo do Brasil na Rua realiza 5ª edição em Goiânia com serviços gratuitos para a população

Ação interministerial ocorrerá no dia 26 de fevereiro, das 9 às 18 horas, na Feira Morada do Sol.

https://revistafactual.com.br/goiania/2026/02/20/governo-do-brasil-na-rua-realiza-5a-edicao-em-goiania-com-servicos-gratuitos-para-a-populacao/

https://www.instagram.com/reels/DRfoYZuEnnf/

https://www.youtube.com/shorts/AnjC-pGYQsE









Teia Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura em Aracruz (ES). Orientação para os participantes

"Esta postagem será atualizada conforme chegarem novas informações."

 A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura é o maior encontro da Rede Cultura Viva no Brasil, marcado para 19 a 24 de maio de 2026 (nova data), em Aracruz (ES). O evento celebra 20 anos da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), focando na justiça climática, diversidade e na troca de saberes entre mais de 13 mil pontos certificados. 

 Principais Destaques da Teia Nacional:

Objetivo: Articulação, troca de experiências, fortalecimento da rede e construção de políticas públicas culturais de base.

Tema (2026): "Pontos de Cultura pela Justiça Climática", promovendo diálogos sobre sustentabilidade, comunidades tradicionais e bem viver.

Participantes: Pontos e Pontões de Cultura, mestres, coletivos, Pontos de Memória e agentes culturais.

Programação: Encontros estaduais preparatórios, oficinas, fóruns e seminários temáticos.

A Teia Nacional é fundamental para a democracia cultural, reunindo a diversidade das manifestações populares e valorizando os territórios, sendo um espaço de escuta, construção coletiva e decisão política. 

V Fórum Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura (ou TEIA Nacional) é a principal instância de participação social, articulação e mobilização da Rede Cultura Viva no Brasil. Reúne representantes de coletivos culturais para debater políticas públicas, trocar experiências e fortalecer a gestão compartilhada da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) junto ao governo. ição de representantes para a Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC).

TEIA Nacional: O Fórum é frequentemente realizado dentro da "TEIA", um grande encontro nacional de intercâmbio de experiências.

Comissão Nacional (CNPdC): Órgão autônomo e representante da rede, composto por 49 membros (27 estaduais e 22 temáticos) que atuam entre os fóruns.

Exemplos: Eventos focados em temas como justiça climática, saberes ancestrais, e a diversidade cultural.

Objetivo: Fortalecer a Rede Cultura Viva, promover a democracia cultural e a gestão compartilhada com o Ministério da Cultura, estados e municípios. 

O V Fórum Nacional (2025-2026) foca  no tema "Pontos de Cultura pela Justiça Climática" e na organização da Política Nacional de Cultura Viva pelos próximos 10 anos. 


REGIMENTO NACIONAL DO V FÓRUM NACIONAL DOS PONTOS DE CULTURA

O V Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (V FNPdC), com regimento aprovado pela Comissão Nacional (CNPdC) e disponível no portal Gov.br, ocorrerá nos dias 19 a 24 de Maio de 2026 em Aracruz (ES), durante a 6ª TEIA Nacional. O encontro deliberativo tem o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”. 
Pontos Chave do Regimento e Funcionamento:
Temas e Eixos: O V FNPdC focará na Justiça Climática e debaterá três eixos centrais: 1. Plano Nacional de Cultura Viva (10 anos); 2. Governança da Política Nacional de Cultura Viva; 3. Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade.
Delegados e Eleições: A eleição de delegados ocorre nos Fóruns Estaduais/Distrital (devem ser presenciais), não nos municipais. A Comissão Organizadora deve enviar documentos e nomes dos eleitos até 06/03/2026.
Funcionamento do Fórum:
Propostas/Destaques: Propositores têm 2 minutos para defesa, sem réplica, seguidos de contraditório.
Votação: A aprovação das propostas e documentos finais será por maioria simples dos delegados presentes.
Composição: O Fórum reúne Pontos e Pontões de Cultura certificados para a construção de uma agenda política e eleição da CNPdC.
Resultados: O Fórum produzirá um documento político, resoluções dos GTs (Grupos de Trabalho) e a eleição da nova Comissão Nacional de Pontos de Cultura. 
Para mais detalhes sobre as diretrizes de envio de documentos e etapas, o documento completo está no portal do MinC. 

ARACRUZ - ESPIRITO SANTO





Conheça a nossa Unidade de Turismo e Lazer de Aracruz - Sesc/ES


Atualização em 23/02 - Fonte: MINC
A Teia é um espaço de participação e conexão de redes, de celebração da trajetória e dos resultados da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que abriga os Fóruns nacionais de pactuação da gestão participativa e compartilhada, na perspectiva da Cultura Viva ter o tamanho do Brasil. Esta 6ª edição convida a rede a refletir sobre a defesa do meio ambiente e do bem viver diante do cenário de emergência climática. Com sua diversidade cultural, força comunitária e saberes ancestrais, os pontos de cultura têm papel estratégico na construção de um Brasil justo e sustentável.

Com o piso de 12,9% dos investimentos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, atualmente o Cadastro Nacional registra mais de 14,5 mil pontos e pontões de cultura, distribuídos em cerca de 2.000 municípios. A Cultura Viva é a política de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura, com responsabilidades federativas, sendo coordenada pelo Ministério da Cultura em gestão compartilhada com a Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNdPC), articulando os entes públicos e a sociedade civil em cada território.

A etapa nacional da 6ª Teia é realizada pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Governo do Estado do Espírito Santo, a Prefeitura Municipal de Aracruz, o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e o SESC/ES. Em face da sua intersetorialidade e capilaridade, envolve também parcerias com outros Ministérios e instituições públicas e redes locais. Em âmbito internacional destacam-se a participação do Programa IberCulturaViva e a Cooperação com a Unesco.


As principais informações sobre a Teia podem ser encontradas no site: https://www.gov.br/culturaviva/pt-br/rede-cultura-viva/teia-2026 . Gradativamente, a programação está sendo detalhada.   

Atualizado em 06 de Março de 2026

A Teia Nacional dos Pontos de Cultura tem nova data: maio de 2026
Alteração foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Cultura e a Comissão Organizadora

Publicado em 05/03/2026 21h00 Atualizado em 05/03/2026 21h07


O Ministério da Cultura (MinC) informou nesta quinta-feira (5) a nova data da 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática. O evento, considerado o maior encontro dos pontos de cultura do país, ocorrerá de 19 a 24 de maio de 2026, no Espírito Santo, no município de Aracruz. Em breve, será aberto o credenciamento dos participantes.

Segundo o comunicado oficial da Comissão Organizadora, composta por governo e sociedade civil, o objetivo da mudança é garantir a plena realização da programação cultural e artística do evento, com segurança, acolhimento e qualidade de recepção do público envolvido e o atendimento de suas especificidades.

Apesar da mudança no calendário, o planejamento da programação e as parcerias institucionais permanecem inalterados. Além disso, a primeira etapa do processo — que envolveu fóruns e Teias estaduais em 26 unidades da federação — já foi concluída e, portanto, segue com os mesmos prazos para o envio dos relatórios.

A Comissão Organizadora ressalta ainda que, pela primeira vez na história das Teias, o evento conta com uma articulação entre os três níveis federativos (União, Estados e Municípios) e a sociedade civil. Esta edição é marcada também pela forte integração com o território capixaba. O evento prevê uma interação direta com 12 aldeias indígenas (etnias Tupiniquim e Guarani); comunidades quilombolas da região e a rede local de pontos e pontões de cultura.

O tempo adicional de preparação contribuirá para uma escuta mais qualificada dos fazedores de cultura; a promoção de ações formativas para as delegações, a organização de fóruns regionais e o alinhamento entre os diversos atores e parceiros envolvidos.

O principal objetivo da 6ª Teia Nacional é ser um espaço de articulação, participação social e construção da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que há mais de 20 anos reconhece entidades e grupos culturais comunitários.

Serviço

Para esclarecimentos adicionais, entre em contato pelo e-mail: teia2026@cultura.gov.br.


     COMUNICADO DE NOVA DATA DA 6ª TEIA NACIONAL – PONTOS DE CULTURA PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA

1. A Comissão Organizadora da 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, (Portaria SCDC/MinC n° 13 de 29.12.2025), com vistas a assegurar as condições adequadas para a realização do evento, informa que a 6ª Teia será realizada no período de 19 a 24 de maio de 2026, no estado do Espírito Santo, município de Aracruz.

2. A decisão foi adotada a partir de criteriosa avaliação do contexto político- institucional e operacional vigente, quando foram identificados entraves operacionais incontornáveis relacionados à logística, que inviabilizam a plena realização da programação cultural e artística, com os níveis necessários e adequados de segurança, acolhimento e qualidade de recepção, considerando o perfil do público envolvido e as especificidades das suas demandas.

3. Todo o planejamento de programação da Teia e as parcerias institucionais seguem inalterados, com destaque que, pela primeira vez, temos a articulação dos três níveis federativos e da sociedade civil, além de importantes parcerias no território, e a interação com a rede local de pontos e pontões de cultura, em especial com as doze aldeias indígenas (etnias Tupiniquim e Guarani), bem como as comunidades quilombolas, que integram as ações de cooperação com ensino, pesquisa e extensão, e a formação de agentes cultura viva.

4. Vale destacar que a primeira etapa da Teia Nacional, com a realização de fóruns e teias estaduais e distrital foi realizada com sucesso em 26 unidades da federação, permanecendo os mesmos prazos para o envio dos relatórios, e que a ampliação do tempo de preparação permitirá uma escuta mais qualificada, maior articulação colaborativa, com ações formativas para as delegações, realização de fóruns regionais, alinhamento entre os diversos atores envolvidos e agregação de parceiros. O principal  objetivo desse encontro é ser um espaço de articulação, participação social e construção da Política Nacional de Cultura Viva do tamanho do Brasil.

5. Cientes dos desafios que se apresentam na realização desse importante projeto coletivo, apresentamos nossas desculpas pela alteração do cronograma, reiterando o compromisso da Comissão Organizadora em envidar todos os esforços necessários para o êxito e a efetividade da 6ª Teia Nacional e dos respectivos fóruns nacionais, fortalecendo a Cultura Viva como política pública estruturante, de base comunitária, no âmbito do Sistema Nacional de Cultura, promotora de direitos culturais, cidadania e desenvolvimento territorial.

6. Por fim, agradecemos a compreensão e o apoio de todas as instituições, ponteiros e ponteiras, reconhecendo que, embora a decisão possa gerar impactos operacionais pontuais, ela se orienta pelo princípio do interesse público, visando garantir a qualidade, a segurança, o cuidado com as pessoas e a legitimidade do evento. Seguimos enfrentando os desafios com responsabilidade e resiliência, certos de que a construção coletiva se fortalece com o apoio e a parceria de todos, e sempre com foco na efetividade dos resultados desse importante momento da rede Cultura Viva.

7. A Comissão Organizadora coloca-se à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários, por meio do endereço eletrônico teia2026@cultura.gov.br e no site www.gov.br/culturaviva/pt-br/rede-cultura-viva/teia- 2026/6a-teia-nacional-dos-pontos-de-cultura.

Saudações culturais, Viva a Cultura Viva!

Comissão Organizadora da 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática

Atenção, fazedores de cultura! Saiu o resultado preliminar da 1ª convocação de suplentes para a programação da 6ª Teia Nacional! 📢🧵

Foi publicada a lista de habilitação dos suplentes para as categorias de Artes Cênicas, Música, Economia Solidária, Vivências e muito mais. 

Se você enviou sua proposta, confira a lista e fique atento aos prazos e à regularidade das certidões federais e trabalhistas para que a celebração do Termo de Execução Cultural (TEC) ocorra sem problemas.

📌 Prazos importantes:
Recursos: De 01/04/2026 até 06/04/2026.
Como enviar: Pelo e-mail teianacional.2026@ifes.edu.br, seguindo as orientações do Mapa da Cultura.

O link para o documento está disponível AQUI. Confira!


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Cineclube Realidade e Fratelli Tutti em ação

Já estamos no tempo de organizar o calendário e outras questões de logistica para o  início das oficinas de audiovisual e de teatro, bem como a continuidade do Cineclube Realidade. Crianças, adolescentes e jovens ligados à Paróquia São Pedro Pescador — e a comunidade em geral do Bairro Industrial e arredores — receberão um presente muito caro a quem é comprometido com a formação humana integral, na linha do que propôs o Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti (Todos Irmãos) e por outras palavras e gestos de seu pontificado, endossados e continuados por seu sucessor, Leão XIV.





A encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco propõe uma mudança de mentalidade e de atitude para que crianças, adolescentes e jovens deixem de ser meros espectadores e se tornem protagonistas na construção de um mundo fraterno. 

Para engajá-los nessa prática, o documento destaca:

• Educação para o Diálogo: Francisco enfatiza que a educação deve capacitar os jovens a irem além do "senso comum" e desenvolverem um senso crítico. Isso envolve aprender a escutar e dialogar com quem pensa de forma diferente, vendo a diversidade não como ameaça, mas como riqueza.

• Protagonismo Social e Político: A encíclica incentiva os jovens a participarem ativamente da vida pública, promovendo uma "política melhor" voltada para o bem comum e para o serviço aos mais frágeis, em oposição ao individualismo.

• Cultura do Encontro: O Papa convida as novas gerações a saírem de si mesmas e a criarem redes de amizade social que ultrapassem fronteiras geográficas e digitais. Ele alerta contra o isolamento digital e o "salve-se quem puder", propondo o cuidado concreto com os "caídos à beira do caminho", inspirando-se na parábola do Bom Samaritano.

• Formação na Família e Comunidade: O documento reforça o papel vital da família e das comunidades  na missão primária de educar para a solidariedade, a benevolência e o respeito à dignidade inalienável de cada pessoa. 

Uma das atividades de preparação para as oficinas, a ser realizada de forma concomitante, consistirá em uma ou duas rodas de conversa sobre a encíclica Fratelli Tutti. Com linguagem simples e acessível, o objetivo é permitir que os jovens relacionem a experiência prática das oficinas — como a produção de microdocumentários e esquetes teatrais — com os temas e enunciados do documento, ainda que não de forma direta. Essa articulação entre o ensino social da Igreja e práticas culturais e artísticas pode não ser inédita, mas é pouco difundida. 

Em uma realidade marcada pelo individualismo, pelo distanciamento social, pelo ressentimento e pelo ódio, tal iniciativa torna-se uma necessidade urgente. Afinal, a Fratelli Tutti (Todos Irmãos) fundamenta-se nos conceitos de "Amizade Social" e "Fraternidade Universal", inspirando-se na parábola bíblica do Bom Samaritano.

Fratelli Tutti: uma reflexão a partir da Encíclica do Papa Francisco - com Profª Cláudia Oliveira




Reunião produtiva para alinhar o início das oficinas e a volta do Cineclube Realidade! Estiveram presentes membros da Ação Cultural e da Paróquia São Pedro Pescador, com a participação especial do Padre José Soares. Ele é um grande entusiasta do Scholas Occurrentes, projeto do Papa Francisco que se assemelha à nossa Política Nacional Cultura Viva, a base fundamental dos Pontos e Pontões de Cultura. 


Abaixo, os equipamento adquiridos com recursos financeiros do projeto aprovado para o Cineclube e Oficina de Audiovisual, mas que podem servir de suporte para outras atividades do Ponto Ação Cultural.



O projetor escolhido é mais potente que o modelo atual que dispomos e foi selecionado para uso em ambientes com maior incidência de luz, como áreas semiabertas. Da mesma forma, a caixa de som é adequada para locais fechados ou semiabertos, com capacidade para atender com qualidade um público de até 100 pessoas (considerando um nível moderado de ruído ambiente). Para demandas que exijam maior potência sonora, dispomos de outros equipamentos. Quanto aos celulares, a escolha priorizou a qualidade da câmera e a capacidade de memória, equilibrando o desempenho técnico ao melhor custo-benefício, também com relação aos dois primeiros itens.

OFICINA DE AUDIOVISUAL COM CELULAR SERÁ A PRIMEIRA - CINEMA NA PALMA DA MÃO

O oficineiro titular será Marcel Magalhães, que iniciou as oficinas de audiovisual no Ponto Ação Cultural, pioneiro nessa linguagem como Ponto de Cultura em Sergipe (2012). O oficineiro adjunto será Raoni Smith, hoje profissional do mercado de comunicação, que iniciou sua formação justamente no Ponto Ação Cultural.
A primeira turma terá início na segunda quinzena de março, com horário a definir. A carga horária será de 20 horas mensais, distribuídas em dois dias por semana (totalizando cinco horas semanais). Esta turma será sediada na igreja. A segunda turma começará logo em seguida, após um intervalo de uma ou duas semanas, e será realizada em uma escola do bairro.
Para a abertura das oficinas, teremos uma sessão especial do cineclube com curtas-metragens produzidos pelo Ponto Ação Cultural. O convite será estendido a familiares, lideranças de movimentos paroquiais, lideranças culturais e da comunidade. Também serão convidados representantes da Secult/Funcaju e do escritório do Ministério da Cultura em Sergipe.

CINECLUBE REALIDADE DEPOIS DE UM BOM INICIO DE RETOMADA NO ANO DE 2024 REINICIOU AS ATIVIDADES EM NOVEMBRO DE 2025 com a 2@ Mostra Mercosul Audiovisual e impulsionado pela seleção das  atividades propostas pelo Ponto Ação Cultural no Edital 011/2024.


1. Sessões Realizadas e Análises

SESSÃO 1 - Abertura da Mostra
Data e Local: 08/11/2025 (Sábado), Paróquia São Pedro Pescador (Aracaju), 16h.
Filmes: Dois Riachões: Cacau e Liberdade e Keradó.
Público: 19 pessoas.

Principais Temas Debates:
Dois Riachões: Soberania alimentar, trabalho digno versus exploração histórica, educação como ferramenta de libertação e a relação simbólica entre cultivo e resistência política.
Keradó: Defesa do território indígena, ecologia, espiritualidade e a conexão entre a destruição ambiental e o modelo de desenvolvimento vigente.
Insight da Produção (Iasmin): A mostra evidenciou desde o início a potência do cinema como "ferida aberta" e "espelho" da realidade, conectando lutas agrárias e ambientais como faces da mesma moeda: a resistência cultural e territorial.

SESSÃO 2
Data e Local: 19/11/2025 (Quarta-feira), Paróquia São Pedro Pescador (Aracaju), 20h.
Filmes: Mita'i Churi e La tierra sin mal.
Público: 16 pessoas.





Principais Temas Debates:
Mita'i Churi: A ilusão do heroísmo militar, o recrutamento e a trauma de jovens para a guerra, e a crítica à sociedade que glorifica e se omite diante da violência institucionalizada.
La tierra sin mal: O contraste entre o modo de vida urbano e as comunidades tradicionais, a perda das raízes culturais, a busca por um "lugar espiritual" (interno e coletivo) e a crítica ao consumo e à destruição ambiental.
Momento Marcante: A análise da cena de desilusão do menino-soldado em Mita'i Churi, destacada pela assistente de produção, que sintetizou a tragédia individual e coletiva abordada no filme.

SESSÃO 3
Data e Local: 02/12/2025 (Terça-feira), IFS - Campus Socorro, 9h30.
Filmes: Dois Riachões: Cacau e Liberdade e Keradó (exibidos para duas turmas).
Público: Mais de 30 pessoas (estudantes e professores).

Principais Temas Debates:
Dois Riachões (com estudantes): O acesso ao fruto do próprio trabalho, as técnicas de cultivo sustentável, a soberania agrária como conquista e a representação positiva da identidade local.
Keradó (com estudantes): Conexões diretas com a realidade local de Socorro, como a especulação imobiliária e a degradação dos manguezais. O debate evoluiu para uma reflexão íntima sobre como a degradação ambiental afeta o "prazer de viver" dos jovens, mencionando calor extremo, perda de habitats e poluição.
Diferencial: A sessão no ambiente educacional permitiu um diálogo aplicado, onde os estudantes relacionaram os filmes com seu bioma (Zona da Mata) e problemas socioambientais da região.

SESSÃO 4 - Encerramento no Instituto Piabinhas
Data e Local: 05/12/2025 (Sexta-feira), Instituto Piabinhas (Povoado São Braz, Socorro), 15h.
Filmes: Dois Riachões: Cacau e Liberdade e La tierra sin mal.
Público: 28 pessoas.

Principais Temas Debates:
Dois Riachões: A injustiça histórica e a submissão dos trabalhadores, a ironia da "Santa Vassoura" (praga que libertou), as técnicas de cultivo sustentável (Sistema Cabruca) e a memória afetiva do trabalho manual.
La tierra sin mal: A destruição da cultura e da natureza pela ambição empresarial e imobiliária. O debate ganhou contornos práticos e políticos, com o público discutindo medidas mitigadoras para novos empreendimentos, como a criação de mini parques ambientais e a pressão pela preservação do mangue e do Rio do Sal.

Insight da Produção (Iasmin): "Um retrato potente e melancólico do conflito entre um mundo que busca o sagrado na natureza e um outro que a vê apenas como um recurso a ser explorado. Deixou a sensação de uma perda irreparável, não só de território, mas de um sonho coletivo. Uma pequena obra necessária para refletir sobre o custo humano do 'desenvolvimento'."

2. Avaliação e Resultados

Alcance e Diversidade: A mostra alcançou públicos variados (comunidade paroquial, universitários, moradores de povoado), cumprindo um papel de descentralização cultural.
Qualidade do Debate: As rodas de conversa foram produtivas, demonstrando que os filmes funcionaram como catalisadores para discussões profundas sobre exploração, meio ambiente, identidade e sociedade. As perguntas provocadoras guiaram bem a reflexão do público.
Logística e Produção: Todas as sessões ocorreram conforme planejado, com a equipe (Zezito, Iasmin, Denisson) garantindo a operacionalização técnica e mediação dos debates.
Divulgação: A mostra foi registrada e divulgada através do blog da Ação Cultural, com postagens dedicadas às sessões, ampliando seu impacto virtual.

3. Conclusão

A 2ª Mostra Mercosul Audiovisual do Cineclube Realidade foi um sucesso em sua execução e em seus objetivos culturais e pedagógicos. Ela consolidou o cineclube como um espaço importante de exibição e reflexão crítica na região, fortaleceu parcerias locais (como com o IFS) e proporcionou à equipe uma rica experiência em produção cultural, gestão de projetos e mediação de público.






AÇÃO CULTURAL JUVENTUDE E CIDADANIA
Projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 11/2024 – Rede Municipal de Pontos de Cultura de Aracaju, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e da Política Nacional Cultura Viva. Ministério da Cultura e Governo Federal, com participação da Funcaju, Prefeitura de Aracaju.
Cineclube Realidade
Reunir pessoas em uma sessão de obra audiovisual seguida de uma roda de conversa entre o público para compartilhar suas percepções sobre a obra. De novembro de 2025 a novembro de 2026, uma vez por mês no espaço de convivência da Igreja São Pedro Pescador e de forma itinerante em escolas e sede de grupos culturais e associações.
Oficina de Audiovisual com Celular - Cinema na palma da mão.
Capacitar os participantes a criar, filmar e editar vídeos de alta qualidade utilizando dispositivos móveis. Para adolescentes/jovens e professores de escolas públicas. Em março e abril de 2026 na Igreja São Pedro Pescador e em escolas do bairro industrial.
Oficina de Teatro
Estimular a expressão artística e a reflexão cidadã dos participantes. Em março e abril de 2026 na Igreja São Pedro Pescador e em escolas do Bairro Industrial, voltado à adolescentes e jovens residentes no bairro industrial e adjacências
Mostra Arte e Cidadania,
Promover a valorização e divulgação das diversas expressões culturais e artísticas do Bairro Industrial e de outras comunidades da periferia, proporcionando um espaço de interação entre artistas e público e fomentando o acesso à cultura. Em Maio de 2026 no Bairro Industrial
Seminário introdutório de Educação Popular, Ação Cultural e Participação Social.
Promover um espaço de reflexão e diálogo sobre Educação Popular, Ação Cultural e Participação Social visando potencializar iniciativas culturais com viés emancipador, solidário e participativo. Em Junho de 2026 no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe voltada a agente culturais com atuação em escolas e comunidades periféricas de Aracaju.
Transmissões de lives de formação cultural
Promover a formação cultural em geral por meio de quatro transmissões ao vivo de noventa minutos, abordando temas diversos do setor cultural, ampliando o acesso à informação e incentivando o debate. A transmissão será realizada pelo canal da Ação Cultural nos meses de agosto e setembro, destinada prioritariamente a agentes culturais que atuam com populações marginalizadas e periféricas