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domingo, 8 de março de 2026
Jornalista Luís Nassif: CIA cooptou midia há décadas
Fonte: Portal Vermelho |
A atuação da mídia ocidental como submissa aos interesses de Washington — evidenciada no recente alinhamento em torno dos ataques de Donald Trump ao Irã — não é um fenômeno acidental. Para o jornalista Luís Nassif, trata-se de um projeto de engenharia social e política de longa data, que possui raízes documentadas em investigações oficiais do próprio Senado norte-americano. “Há décadas existe um trabalho sistemático dos sistemas de inteligência ocidentais para cooptação dos grandes grupos de mídia. O relatório Church, dos anos 70, já mostrava isso”, afirmou Luís Nassif, um dos mais experientes jornalistas do país e fundador do portal GGN.
A investigação revelada pelo Relatório Church do Senado dos EUA, em 1976, descortinou um projeto sistemático da inteligência norte-americana para cooptar redações e jornalistas ao redor do mundo.
O documento expôs a Operação Mockingbird: a CIA infiltrou centenas de jornalistas mundo afora para plantar narrativas, moldar opiniões e sufocar soberanias. No Brasil, o esquema ganhou solo fértil via institutos de fachada como o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) e o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que operaram como Estados paralelos de 1961 a 1971.
por Davi Molinari @dmolir
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A atuação da mídia ocidental como submissa aos interesses de Washington — evidenciada no recente alinhamento em torno dos ataques de Donald Trump ao Irã — não é um fenômeno acidental. Para o jornalista Luís Nassif, trata-se de um projeto de engenharia social e política de longa data, que possui raízes documentadas em investigações oficiais do próprio Senado norte-americano. “Há décadas existe um trabalho sistemático dos sistemas de inteligência ocidentais para cooptação dos grandes grupos de mídia. O relatório Church, dos anos 70, já mostrava isso”, afirmou Luís Nassif, um dos mais experientes jornalistas do país e fundador do portal GGN.
O sistema de cooptação de redações e jornalistas da CIA
A investigação revelada pelo Relatório Church do Senado dos EUA, em 1976, descortinou um projeto sistemático da inteligência norte-americana para cooptar redações e jornalistas ao redor do mundo.
O documento expôs a Operação Mockingbird: a CIA infiltrou centenas de jornalistas mundo afora para plantar narrativas, moldar opiniões e sufocar soberanias. No Brasil, o esquema ganhou solo fértil via institutos de fachada como o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) e o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que operaram como Estados paralelos de 1961 a 1971.
Financiados por dólares da CIA, multinacionais e empresários como Henning Boilesen, sob a orquestra de Golbery do Couto e Silva, esses braços civis do golpe de 1964 inundavam redações com “verbas publicitárias” e mantinham canais diretos com donos de jornais como Júlio de Mesquita Filho, de O Estado de S. Paulo, e Roberto Marinho, de O Globo. Transformavam jornais em assessorias de imprensa golpistas. “Jornalistas eram cooptados com mesadas e grupos com negociações de nível mais alto”, afirma Nassif.
A recusa custava caro. Jornalistas como Ricardo Kotscho, Cláudio Abramo e Oduvaldo Vianna Filho foram demitidos e perseguidos por rejeitar dossiês fabricados. O ápice da repressão foi o assassinato de Vladimir Herzog, em 1975, torturado no DOI-CODI enquanto ocupava o cargo de diretor de jornalismo da TV Cultura.
Hoje, na cobertura sobre o Irã, a herança persiste: refinada, mas intacta. A estrutura de cooptação evoluiu em algoritmos e pautas globais, garantindo que o desejo do imperialismo seja lido sempre como “consenso global”.
L'OSSERVATORE ROMANO, jornal diário do Vaticano, foi o único jornal diário do Ocidente (ou seja, do mundo supostamente cristão) que teve a santa ousadia de publicar na sua capa a imagem das covas das crianças assassinadas por Trump e Netanyahu.
Edição do dia 06 de março.
E no Brasil..
ESCANCARADO... EX-DEPUTADO JOSÉ GENOINO RELEMBRA UMA HISTÓRIA PESSOAL... | Cortes 247
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