quinta-feira, 12 de março de 2026

AÇÃO CULTURAL PARTICIPA DA ENTREGA DE DOCUMENTO "SOS CULTURA E ECONOMIA SOLIDÁRIA - SERGIPE" AO MINISTRO GUILHERME BOULOS EM SÃO CRISTÓVÃO DURANTE O PROGRAMA GOVERNO DO BRASIL NA RUA .

Tácita Mickaelly (Comitê Paulo Gustavo), este que escreve,  e Claudemir Curuminho (Ponto de Cultura Barracão Mãe  Maria- São Cristóvão)  assinando o documento que iria ser entregue ao ministro mais tarde. A foto é de Iasmin Feitosa - Agente Jovem Cultura Viva que nos acompanhou  pela Ação Cultural.

Conforme mencionei ontem, não pudemos ficar para o período da tarde por estarmos envolvidos com outras demandas, especificamente relacionadas à gestão do Ponto de Cultura e à elaboração de novos projetos, processos que estão em andamento.

Como disse há pouco a um colega que acompanhou as atividades agora à tarde: o período da manhã foi valioso pelo seu caráter simbólico e pelo clima político vibrante, ainda que isso tenha causado atrasos na programação. No entanto, considero como ponto alto o documento que produzimos ontem à noite, dada a sua assertividade, na companhia de sete companheiros (as) do Comitê Paulo Gustavo, da Comissão Estadual dos Pontos de Cultura e do Fórum Estadual de Economia Solidária, entregue ao Ministro Guilherme Boulos por Tácita Mickaelly, nossa representante do coletivo organizador do documento. O ministro Boulos e a Secretaria de Participação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, Izadora Brito, se comprometeram em responder ao documento em até 30 dias.

"Professores na rua, a luta continua." Aqui, aguardando a presença do governador ao ato de abertura do Programa "Governo do Brasil na Rua".

O resumo do documento apresentado por Tácito Mickaelluy em nome do coletivo organizador pró  cultura do Fórum de Participação Social - Sergipe,    é o seguinte:

 Entraves na Implementação das Políticas Culturais e de Economia Solidária em Sergipe – Propostas para Fortalecimento da Democracia Participativa e do Desenvolvimento Local -

AO MINISTRO GUILHERME BOULOS (Secretaria-Geral da Presidência)

"Movimentos culturais e de economia solidária de Sergipe apresentam diagnóstico e propostas para efetivação das políticas federais no estado. Na cultura, apontam fragilidade dos órgãos gestores, burocracia excessiva e falta de transparência como entraves à LPG e PNAB, propondo fortalecimento institucional, conselhos eleitos democraticamente e estruturação do escritório local do MINC. Na economia solidária, denunciam ausência de política estadual estruturada e apresentam potencialidades na agricultura familiar, pesca e artesanato. Propõem aprovação de lei estadual, criação de fundo e conselho, formação integrada com pautas sociais, feiras territoriais e comunicação que posicione a economia solidária como resposta ao desemprego e à desigualdade. Documento assinado por seis entidades sergipanas,  incluindo comitês e fóruns de articulação."

Este documento precisa ter continuidade e já serve como baliza para nossas intervenções políticas futuras. Por exemplo, nas tratativas para uma audiência pública na Câmara Municipal de Aracaju sobre a execução da Lei Aldir Blanc, ele será o texto-guia da nossa reunião de amanhã à tarde com um assessor parlamentar.

Nesse sentido, é preciso reconhecer as dificuldades que enfrentamos até aqui no âmbito interno do Fórum de Participação Social (FPS _SERGIPE) , e por isso, precisamos dedicar mais  tempo para compreender a centralidade da cultura, conforme ensinou Gilberto Gil em seu discurso de posse em 2003: a cultura como um vetor estratégico do desenvolvimento.


E o que entendo por cultura vai muito além do âmbito restrito e restritivo das concepções acadêmicas, ou dos ritos e da liturgia de uma suposta "classe artística e intelectual". Cultura, como alguém já disse, não é apenas "uma espécie de ignorância que distingue os estudiosos". Nem somente o que se produz no âmbito das formas canonizadas pelos códigos ocidentais, com as suas hierarquias suspeitas. Do mesmo modo, ninguém aqui vai me ouvir pronunciar a palavra "folclore". Os vínculos entre o conceito erudito de "folclore" e a discriminação cultural são mais do que estreitos. São íntimos. "Folclore" é tudo aquilo que não se enquadrando, por sua antigüidade, no panorama da cultura de massa é produzido por gente inculta, por "primitivos contemporâneos", como uma espécie de enclave simbólico, historicamente atrasado, no mundo atual. Os ensinamentos de Lina Bo Bardi me preveniram definitivamente contra essa armadilha. Não existe "folclore" o que existe é cultura.

Cultura como tudo aquilo que, no uso de qualquer coisa, se manifesta para além do mero valor de uso. Cultura como aquilo que, em cada objeto que produzimos, transcende o meramente técnico. Cultura como usina de símbolos de um povo. Cultura como conjunto de signos de cada comunidade e de toda a nação. Cultura como o sentido de nossos atos, a soma de nossos gestos, o senso de nossos jeitos.

GIL, Gilberto. Discurso de posse do Ministro da Cultura Gilberto Gil. Brasília, DF: Ministério da Cultura, 2 jan. 2003. Disponível em: www.gilbertogil.com.br. Acesso em: 12 mar. 2026.



A magistral apresentação do Maculelê Mirim do Instituto Piabinhas, uma das entidades ligadas à cultura de base comunitária que participa da construção da Rede Sergipe dos Pontos e Pontões de Cultura e a que participou da construção do documento entregue ao ministro Guilherme Boulos.

Os companheiros (as) do Descidão dos Quilombolas, ao centro com o boné do MST, Claudemir Curuminho, militante da cultura de base comunitária e um dos autores do documento entregue ao ministro Guilherme Boulos.


 No início da manhã, fizemos uma intervenção na entrevista que os ministros Guilherme Boulos e Wellington Dias concederam ao radialista Narcizo Machado, da rádio Fan FM. 


​​Bom dia Narcizo, ouvintes e ministro Guilherme Boulos, Aqui Zezito de Oliveira – Educador e Agente Cultural Há um grande edifico desativado pertencente ao governo federal bem no centro de Aracaju. Este prédio pertence ​​ao INSS e teve reforma iniciada em 2023, mas paralisada e que pode ser destinado para famílias de baixa renda e para que organizações da sociedade civil e micro e pequenos empreendimento ligados  as áreas da cultura, comunicação, economia solidária, tecnologia, turismo e etc., possam utilizá-lo. O ministro pode viabilizar isso?

Para compreender o contexto e a importância dessa pergunta, recomendamos  a leitura da seguinte postagem no blog da Cultura:

sábado, 20 de abril de 2024

Requalificação de prédios públicos abandonados no centro de Aracaju para fins de moradia social e sede de pequenos empreendimentos sociais e culturais. A quem essa pauta comove, mobiliza?

 

 Zezito de Oliveira

 P.S. Raoni Smith,  também da Ação Cultural,  fez captação de imagens em vídeo que serão publicadas neste final de semana.


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