terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os Pontos de Cultura chegam a Roma!!. Encontro de Célio Turino com Papa Francisco.


Por Célio Turino fevereiro 23, 2015 16:27
Encontro com Papa Francisco

Foi inesperado. De repente, uma amiga argentina, Ines Sanguinetti, uma bailarina que dedica sua vida a promover a Cultura Viva Comunitária na periferia de Buenos Ayres, em que “Crear vale la pena”, envia uma mensagem: “estou apresentando-o à Damiana, que trabalhou com o Papa Francisco quando arcebispo e eles gostariam de conhecer mais a ideia dos Pontos de Cultura”. Trocamos algumas mensagens, ela pediu meu currículo sem dizer para que, também enviei meu livro em espanhol, editado na argentina ” Puntos de Cultura – Cultura Viva en movimiento” e ficamos de nos encontrar em abril, quando eu fosse ministrar um curso de gestão cultural em Buenos Ayres. Uma conversa das muitas que realizo com pessoas de diversos países, trocando ideias sobre a Cultura Viva que é realizada pelo mundo afora. 
Uma semana depois, recebo um convite da Academia de Ciências do Vaticano, para ministrar a Conferência de abertura no tema “Cultura, Educação e Emancipação” no Congresso mundial do programa Scholas Occurrentes (Escolas do Encontro) a ser lançado pelo Papa Francisco, com o objetivo de envolver 60 milhões de jovens em todo o mundo. Mais uma semana e eu estava no Vaticano. Tudo muito rápido e bem definido.
Promover encontros pela paz. Não desses encontros retumbantes, com declarações genéricas e pouca ação prática, mas encontros singulares, pessoa a pessoa. Sessenta milhões de crianças e jovens a se encontrarem pelo mundo, um a um, estabelecendo laços de afeto e confiança. Esta é a ideia das Escolas do Encontro. 
Algo assim: colocar um jovem Checheno convivendo com um jovem Russo, dormindo no mesmo quarto, dividindo a mesma comida e um tendo que lavar a roupa do outro, como na vila de Rondini, na Itália, em que jovens de países conflagrados são convidados a viver juntos, sob o mesmo teto. E, de repente, um jovem israelense declara que nunca havia conversado com um palestino antes de dividir o quarto com um, e eles se descobrem amigos. Potenciar o encontro, praticar a alteridade (o se reconhecer no “outro” por mais diferente que este “outro” possa parecer), exercitar a tolerância e a paz, esta é a ideia do Scholas Occurrentes.
O Ponto de Cultura pode fazer esta mediação. Aqui não me refiro aos Pontos de Cultura instituídos ou reconhecidos por governos, esses também, mas há muito mais Pontos de Cultura espalhados por aí. Gente boa, criativa e dedicada, fazendo trabalho pelo mundo, entregando suas vidas a organizar a Cultura Viva em suas comunidades. 
Pode ser uma biblioteca comunitária, ou uma escola de dança, ou grupo de teatro, de hip hop, coletivo audiovisual, com indígenas, jovens de favelas, camponeses, também estudantes universitários, mestres da Cultura Popular, Griôs, contadores de histórias, palhaços, músicos, gente fazendo ecovilas, agroecologia, cooperativas de economia solidária, trabalhos compartilhados em software livre, cultura digital. Tudo cabe na Cultura Viva, basta querer, inventar e fazer. E promover o encontro.
Há realidades extremadas, como jovens vivendo em áreas de guerra. Mas há também outras realidades em que o Encontro deve ser promovido, em que a guerra não é declarada, mas velada (ou não tão velada assim). Não seria uma boa ideia colocar jovens de um colégio arquidiocesano, de classe média alta, para interagir com jovens de uma escola pública no Capão Redondo, em São Paulo? Mesmo morando na mesma cidade, talvez eles nunca tenham se encontrado, como entre os jovens israelense e palestino. 
Por vezes são escolas que estão ao lado uma da outra, no mesmo bairro ou região, por vezes estes jovens até se cruzam nas ruas, mas nunca se olharam, nunca se ouviram. O jovem da família rica, com acesso a todos os bens de consumo ou conforto, talvez seja até mais excluído de sua cultura, de seu povo, que um jovem que possa morar na favela vizinha. Um, com acesso a shoppings, baladas, cinema multiplex ou roupas de marca, outro, com acesso ao Jongo, à capoeira, às rodas de conversa, saraus de periferia ou grupos de rap. 
Mas eles tem o que conversar e aprender um com o outro. É aí que entra a cultura e o esporte. Não para promover um encontro forçado, como se fosse uma tarefa escolar, em que cada uma dessas crianças e jovens devesse conversar com a outra em algum momento especial ou em encontros pelo computador. Mas em encontros reais, vivenciados cotidianamente.
 Um grupo de capoeira, o exercício de produção de um audiovisual entre jovens de realidades tão distintas, um trabalho comunitário (não para que o mais rico se sinta ajudando o mais pobre, mas para uma ação comum, em que um ajuda e aprende com o outro, cuidando de uma horta comunitária, de comida orgânica, por exemplo). Enfim, há tantas possibilidades, tantas necessidades, tanta gente precisando se encontrar (mesmo quando não sabem).
Cabe aos Pontos de Cultura do mundo a mediação deste encontro.
Foi o que conversei com o Papa Francisco. E que venham os encontros!



Leia mais.... 

‘A cultura Viva de Campinas e do Brasil no Vaticano’ AQUI

Site de Célio Turino   AQUI 

O que são Pontos de Cultura? AQUI

 Acompanhe no facebook, as ações governamentais (ministério da cultura), relacionadas ao programa cultura viva e pontos de cultura. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Disputando lógicas e narrativas com as danças circulares dos povos..



Quando a lógica racional  ou instrumental torna impossível ou improvável o atendimento a determinados desejos ou demandas, basta explicar a lógica que está por trás. Há situações que bem explicadas tornam desnecessárias muita discussão. Pois esta mesma lógica não possibilita muitas saídas ou soluções, se permanecermos dentro dela.

 Um exemplo é a politica de demitir pessoas para diminuir custos. Se é uma empresa que funciona dentro da lógica econômica capitalista, pode fazer sentido.

Já quando utilizamos a  lógica sensível,   podemos encontrar maneiras diferentes para chegarmos a outras saídas ou  soluções, mas esta  requer uma compreensão mais aprofundada e,  decerto que uma mudança de perspectivas e até de conceitos duramente estabelecidos em  nossa psique.

Não podemos esquecer, no caso da demissão de trabalhadores, quem permanece preso a lógica econômica capitalista, acredita que o sistema baseado na exploração do homem pelo homem e no lucro é um sistema único e que fora dele não existe outra forma melhor de produzir e distribuir riqueza e, portanto,  demitir pessoas para maximizar lucros, é algo bastante natural. 

Mas para mudar essa maneira de pensar, se     requer mais tempo e muito diálogo. Às vezes necessita do cultivo de outros hábitos, outras formas de relações e outras   formas de acesso ao conhecimento, que não seja apenas por meio dos   padrões ou códigos racionais e cognitivos.

Por exemplo: Lembro o quanto as danças circulares dos povos nos ensinam a compreender o que é diversidade cultural, o que é respeito ao diferente,  o que são  relações de cooperação e horizontalidade, a ampliar ainda mais a consideração pelo feminino e pelas mulheres em geral, a ampliar ainda mais a consciência do que é e  importância da diversidade religiosa, entre outras possibilidades.

Portanto, promover e/ou estimular o encontro das pessoas através de formatos culturais como este, é uma boa oportunidade de cultivarmos outras lógicas. 

É dessa maneira que podemos acreditar que outros mundos são possíveis. Buscando resgatar, recriar ou criar novas  formas de cultivarmos a razão sensível.

Zezito de Oliveira







UM ENSAIO, QUATRO ARTIGOS  E MAIS  VIDEOS SOBRE DANÇAS CIRCULARES

“Que impulso irresistível leva o homem a dançar? Por que, ainda no estado natural mais primitivo, em lugar de economizar suas energias para encontrá-las mais intactas no momento da ação, necessária a seu sustento ou sua defesa, desperdiça-as em movimentos fisicamente esgotantes?

Sem dúvida, por uma necessidade interior, muito mais próxima do campo espiritual que do físico. Seus movimentos, que progressivamente vão se ordenando em tempo e espaço, são a válvula de liberação de uma tumultuosa vida interior que ainda escapa à análise. Em definitivo, constituem formas de expressar os sentimentos: desejos, alegrias, pesares, gratidão, respeito, temor, poder...

No entanto, esses sentimentos estão intimamente relacionados com a necessidade material do grupo humano primitivo. Necessidade de amparo, abrigo, alimento, defesa e conquista; de preocupação, saúde e comunicação. Tais requisitos levam-no, primeiro, a observar a natureza e a relação que existe entre os fenômenos naturais propícios ou contrários à sua necessidade. A cada uma destas manifestações ele atribui um espírito e uma vontade semelhantes à sua.

Leia mais:

http://acaoculturalse.blogspot.com/2008/03/danas-circulares-uma-proposta-cultural.html



3º Baile de Danças Circulares faz desconhecidos darem as mãos e proporciona um mosaico cultural

Tá certo.... o final de todo baile é o silêncio. Mas o desse baile foi diferente. Não foi somente a música que acabou. Era um silêncio diferente, daqueles que faz a gente olhar para dentro, refletir. Vamos rodar a roda do tempo... antes do fim... vamos ao começo.

Findou que num sábado à noite, entre opções culturais noturnas de Aracaju – é possível citar bandas de rock independente no pub do Capitão Cook ou comer crustáceos e bater papo com os amigos nos barulhentos bares da Passarela do Carangueijo – surgiu uma curiosa: um Baile de Dança Circular.

Leia mais:

http://www.overmundo.com.br/overblog/baile-de-integracao
O primeiro contato que tive com as danças circulares se deu em Recife, no ano de 1999, quando participei de um primeiro encontro com William Vale, de Belo Horizonte. A partir de então, continuo tendo essa experiência até os dias de hoje.

Ao receber o convite através do Centro Nordestino de Animação Popular(PE), fiquei em dúvida se a proposta iria muito além de um repertório com base nas divertidas (mas já conhecidas) rodas infantis. E foi muito além mesmo! Pela primeira vez, tive contato com danças de roda de adultos, oriundas de diversos povos e tradições, e de algumas idealizadas por coreógrafos contemporâneos, com exceção das cirandas de Olinda e Recife, a qual já me havia sido apresentada em outras ocasiões, nas minhas andanças por Pernambuco.
Leia mais:

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-danca-da-vida-2-movimento-1
Segundo Alcino Ferreira e Clemente Lizana(in memorian), no texto “A questão do corpo nos movimentos populares”, educadores populares da Equipe Habeas Corpus de Recife: “Os nossos corpos são portadores, por assim dizer, de feridas e de cicatrizes imprimidas pela organização do universo político e pela repressão social.”

Já Frei Betto, em artigo de sua autoria intitulado corpo cósmico, afirma: “Esse corpo que somos dorme e sonha, sofre e goza, sabe-se feliz ou contrai-se em tristeza, esbanja saúde ou fragiliza-se na doença. Sobretudo, é capaz de algo inacessível a todos os outros animais: sorrir . E, no entanto, ainda vivemos num mundo submerso em lágrimas. Porque esse corpo, provido de sentimentos e emoções, guarda rancores, iras e ódios, embora tão capaz de compaixão, ternura e amor.”

Leia mais:

http://http://www.overmundo.com.br/overblog/a-danca-da-vida
O Baile de Danças Circulares realizado no Gonzagão, no sábado, 11 de Outubro de 2008, encerrou com bastante alegria, em Sergipe, o ciclo de comemoração ao centenário de nascimento de Bernhard Wosien, iniciado com a realização da Roda Aberta de Diálogo sobre as Danças Circulares, na noite do dia 26 de setembro, e prosseguindo com a Oficina, nos dias 27 e 28 daquele mês, na Fundação de Seguridade Social (GEAP).

O bailarino, coreógrafo e professor alemão Bernhard Wosien iniciou, a partir dos anos 30 do século passado, o registro e difusão de muitas danças tradicionais européias, tendo sido essa prática posteriormente incorporada por pessoas de outros continentes, garantindo assim que o patrimônio dançante das populações originárias e/ou tradicionais viesse a ser experimentado pelas novas gerações.

http://www.overmundo.com.br/overblog/bailando-com-as-estrelas

 Reportagem da Tv Aperipê sobre a Oficina de Danças Circulares de Janeiro de 2011.

http://www.youtube.com/user/acaoculturalsergipe1?feature=mhsn#p/u/0/yfogJxMZjRw

Hangout (conversa em video na internet) com a Secretária Ivana Bentes (SCDC-MINC)


Roda de Danças Circulares dos Povos em Março de 2015


Como podemos realizar uma boa roda de danças.
Algumas dicas que tornam as rodas de danças cada vez melhor.
1 – Para uma roda fluir melhor, o ideal mínimo de participação é de 7 a 10 pessoas. 10 a 15 pessoas é um numero bom e 15 a 20 pessoas é um numero excelente.
2 – Para alcançarmos estes números é importante o empenho na divulgação massiva pelas redes sociais e o convite pessoal.
3 - Sempre que possível é importante chegar no horário. A roda está prevista para começar ás 15 horas. Quem puder chegar mais cedo para ajudar na preparação do local, será muito bom.
4 – Importante participar com roupas leves e levar uma meia sobressalente para dançar com os pés no chão.
5 – Importante levar frutas, sucos e outras formas de alimentação saudável para o lanche compartilhado.
Quem quiser poder sugerir outras, no espaço dos comentários.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

#ParticipaSCDC hangout com a Secretária Ivana Bentes - Comunica SCDC #02



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Para intensificar o diálogo e criar novas instâncias de participação social, a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do Ministério da Cultura lança mais um canal de interação com a sociedade, o #ParticipaSCDC. A ação faz parte do pacote de produção audiovisual que incorpora a TV Cultura Viva e inaugurará uma série de hangouts sobre temas fundamentais para a Secretaria. Quem participa da primeira edição é a secretária Ivana Bentes e a conversa girará em torno da pauta políticas culturais.

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Ivana comentará ao vivo as ações da SCDC no primeiro mês de gestão, o planejamento para os próximos meses e ainda responderá perguntas e comentários de quem estiver acompanhando a transmissão.
Participe acompanhando em nossas redes sociais e envie perguntas pela hashtag #ParticipaSCDC

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O Grupo de Trabalho GT CULTURA VIVA se reúne na próxima semana, dias 25 e 26 de fevereiro, para mais uma etapa decisiva para a regulamentação da Política Nacional de Cultura Viva.

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Criado em agosto de 2014, o GT é formado por representantes da sociedade civil e de órgãos governamentais. Com encontros periódicos, trabalhou na construção coletiva de propostas para o aprimoramento e a simplificação da Política Nacional de Cultura Viva.
Desde sua criação, importantes passos foram dados no processo de regulamentação com a contribuição de diferentes visões e perspectivas de quem lida no dia-a-dia com a política pública na ponta.
Essa etapa será uma das últimas antes da publicação da Instrução Normativa da Política Nacional de Cultura Viva e marca o início da sua efetivação. Todas as discussões serão realizadas nas dependências da SCDC e transmitidas ao vivo. Acompanhe pelas redes sociais com a hashtag #CulturaViva

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Festival de Moedas Sociais acontece na próxima Semana


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Depois de visitar e conhecer o Banco União Sampaio, na Zona Sul de São Paulo, agora a SCDC divulga mais uma inciativa da economia solidária, fonte fundamental para a sustentabilidade de muitos Pontos de Cultura. De acordo com uma pesquisa publicada em 2014 pela Rede Brasileira de Bancos Comunitários, os Bancos Comunitários movimentaram R$ 18 milhões em crédito produtivo e R$ 600 mil por meio das moedas sociais em 2013.
No próximo dia 26 de fevereiro, 40 dos 104 bancos comunitários existentes no Brasil participarão do Festival de Moedas Sociais, promovido pelo Instituto Banco Palmas. Desde janeiro, dezenas de processos formativos estão acontecendo pelas cidades do interior do Nordeste e também do Norte com o objetivo de fomentar o debate sobre Democracia Econômica. A iniciativa proporciona a formação da população acerca do sistema econômico e os impactos socioculturais ao adotar moedas alternativas.
O festival marcará a apresentação de novos formatos de moedas sociais como a do Banco de Maricá (RJ) que utillza um cartão magnético e a moeda eletrônica que está em fase de implementação pelo Banco Palmas.
Saiba mais e inscreva-se
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Mercado Sul Vive - Resistência e Arte em Taguatinga

No início deste mês, diversos movimentos culturais, trabalhadores e moradores do Beco da Cultura (vila cultural em Taguatinga/ DF) deram início ao processo da ocupação cultural Mercado Sul Vive. A ação contou com parceria do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e do Movimento Passe Livre (MPL-DF).
Em torno do Mercado Sul, nos últimos 10 anos, foram sendo criados e desenvolvidos importantes processos culturais e artísticos que hoje são referência para o DF e o Brasil. Pontos de Cultura, Coletivos de Comunicação livre e cultura digital, redes, grupos de teatro, artesãos, artistas e agentes culturais foram recriando este espaço como ambiente cultural em uma das principais cidades-satélites de Brasília.

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Movimentos socioculturais e Pontos de Cultura ocupam o Mercado Sul em Taguatinga (DF). Foto: Cobertura Colaborativa SCDC
As reivindicações da ocupação giram em torno do direito à cidade e à moradia, a ocupação cultural de espaços públicos e o fomento a um espaço de criação artística e de ofícios criativos que garanta a sustentabilidade das 30 famílias que ali vivem, bem como a preservação arquitetônica e do modo de vida de pessoas que ali vivem e trabalham.
Uma liminar de reintegração de posse já foi derrubada, mas ainda há uma serie de questões legais que envolvem a negociação com os proprietários dos imóveis e que estão sendo objetos de discussão de um grupo de trabalho que envolve o Governo do Distrito Federal, o IPHAN, o MinC, entre outros órgãos. Reuniões e atividades culturais estão acontecendo no Beco como forma de manter a comunidade mobilizada e organizada em torno da ocupação.
A SCDC entende como essencial a criação de políticas para ocupações culturais, e neste sentido a experiência do Mercado Sul é uma referência para todo o Brasil de reapropriação de espaços urbanos degradados como áreas de produção cultural, convivência e uma nova sociabilidade.

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Africanidades e cultura digital, remixadas em um curso online e gratuito


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A integração entre culturas tradicionais e a cultura digital é um dos objetivos da SCDC e o Lab.E Cyber Quilombo apresenta uma iniciativa que une a africanidade com experiências digitais.
O Lab.E oferece um curso para interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos no tema "Afrikanidades". Realizado em 10 encontros virtuais levantará discussões sobre os quatro eixos temáticos que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital:
● Modelos de organização - A não-violência como ação política, com Mikael Freitas, membro da Escola de Ativismo
● Ocupação do espaço público, com a arquiteta e urbanista, Laura Sobral. Integrante do Coletivo A Batatá Precisa de Você
● Mídia Livre, com jornalista Patricia Kalil, integrante da página 'Água Sua Linda'
● Remixologia, com a jornalista Jonaya de Castro, fundadora do LabExperimental e integrante do Ônibus Hacker.
Também serão tratados conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema.
Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade de qualquer cidade do Brasil. Saiba mais.
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Acessibilidade Cultural, novo campo de formação

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Foto: Ade_Zeus
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC/Minc). realiza uma série de cursos de especialização em Acessibilidade Cultural em nível de pós-graduação.
As inscrições para a segunda turma continuam abertas e podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro. A proposta é implementar a formação em acessibilidade cultural para gestores e trabalhadores da área da cultura, com o objetivo de sensibilizar, estimular, capacitar e criar processos inclusivos de fruições estética, artística e cultural nas ações, gestões e políticas culturais para o público de pessoas com deficiência como produtores ou plateia.

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Quer sugerir uma agenda para a SCDC? Envie a proposta detalhada para agenda.scdc@cultura.gov.br. As dúvidas e sugestões também são bem vindas e podem ser enviadas para o atendimento.scdc@cultura.gov.br.

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Acesse as outras edições do nosso boletim:

Comunica SCDC #01

Comunica SCDC #02

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Informes 01 - Secretaria da Cidadania e da Identidade Cultural (MInistério da Cultura) - Articulação em Redes



A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do Ministério da Cultura (MinC) iniciou o 2015 com o pé na estrada. Está percorrendo o Brasil profundo, (re)conhecendo, dialogando e aprendendo com os Pontos de Cultura. Nestas visitas, a Caravana Cultura Viva está circulando o Brasil e fazendo o mapeamento sensível das realidades locais.
“Somos, cada um de nós, um Ponto de Cultura”, diz Ivana Bentes na Bienal da UNE
A SCDC participou de atividades em quatro estados brasileiras. No Rio de Janeiro esteve presente no Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, no Fórum Permanente de Cultura do Rio de Janeiro, na Bienal da UNE e também o Ponto de Cultura Rural, no município de Bom Jardim (RJ). No sul do país, participou da #TEIACatarina, que aconteceu nos dias 29,30 e 31 de janeiro em Florianópolis (SC), e reuniu Pontos de Cultura de todo o estado. Em São Paulo, esteve no Encontro da Juventude de Terreiro, em Campinas, e em Minas Gerais acompanhou a programação do Encontro da Universidade das Culturas, em Sagarana.


As atividades, de diferentes formatos e públicos, foram oportunidades para aproximar a SCDC da sociedade civil. Em todas elas o diálogo e os espaços de troca possibilitaram o mapeamento sensível das demandas dos grupos, organizações e artistas. A proposta é que a caravana siga caminho entre outros eventos e atividades, bem como pelos pontos de cultura, conhecendo a realidade de cada um.
Quer sugerir uma agenda para a SCDC participar? Envie a proposta detalhada para agenda.scdc@cultura.gov.br
A SCDC abre as portas para o diálogo e para a sociedade civil. Sediada no Edifício Parque Cidade Corporate, em Brasília, tem espaço aberto não só para reuniões institucionais, como também para a realização de atividades dos movimentos socioculturais e de Pontos de Cultura. Durante os primeiros dias da nova gestão as salas foram ocupadas por dezenas de encontros e conversas para dar andamento às demandas da SCDC.

Por uma outra cultura jurídica

A SCDC sabe que uma das principais demandas dos Pontos de Cultura é a aplicação da Lei Cultura Viva. Para isso, é preciso finalizar seu processo de regulamentação com a publicação de uma instrução normativa. Para agilizar ao máximo o processo, bem como garantir o interesse dos Pontos na aplicação da Lei, a SCDC tem participado de agendas com a Consultoria Jurídica do MinC e com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Conexões interministeriais


A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural também está participando do grupo de trabalho do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, uma ação integrada no governo para avaliação, diagnóstico, elaboração e instituição de políticas públicas para a saúde da população negra, combate ao racismo em suas diversas faces, desenvolvimento sustentável e econômico das comunidades, reconhecimento dos saberes e tecnologias, práticas ambientais, entre outros conhecimentos de sua cultura.
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Integração latinoamericana

O intercâmbio cultural latino-americano se fortalece nas artes, identidades culturais e tradições, e também com a construção de um repertório comum para as políticas culturais no continente.
A secretária Ivana Bentes participou de duas atividades em Bogotá, Colômbia, representando o Ministério da Cultura e a SCDC. Esteve, junto a 30 lideranças do continente, no encontro "Cenários Transformadores para a América Latina". Também se reuniu com o Ministério da Cultura da Colômbia para debater e apresentar a Política Nacional de Cultura Viva, que, inclusive, já inspirou políticas públicas nas cidades de Medellín, Cali e Bogotá.
Uma das propostas para a ampliação do diálogo com a sociedade civil é a inclusão de pautas e agendas dos movimentos sociais e culturais nos veículos da SCDC.
A partir de uma convocatória aberta, a Secretaria está divulgando atividades, editais e notícias sugeridas por e-mail. Envie sugestões para comunica.scdc@cultura.gov.br

Cultura e Comunicação estão no centro do debate político do país. Desde a indicação de Juca Ferreira para o Ministério da Cultura a repercussão na mídia só cresce. Dentre as notícias, as notícias giram em torno de mudanças estruturantes no Ministério, incluindo a participação social e a democracia como eixos centrais da nova gestão. A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural também defende a reestruturação da pasta e acredita no projeto político defendido pelo Ministério.
Leia na íntegra as matérias de Theófilo Rodrigues, do blogueiro Luis Nassif, de Jotabê Medeiros no portal Exame e a entrevista de Ivana Bentes na EBC.

Uma série de ações e projetos da SCDC está em curso. Acompanhe as novidades pela página da Secretaria Cidadania e da Diversidade Cultural e veja os editais em aberto para os próximos dias:
Seleção de artigos e ensaios que farão parte do livro/coletânea do 1º Encontro Nacional de Arte e Cultura LGBT.
Saiba mais
Cursos de especialização em Acessibilidade Cultural, em nível de pós-graduação.
Saiba mais