"A trajetória de Aldir Blanc, um dos maiores letristas da música popular brasileira, vai além de sua obra artística e inclui uma atuação decisiva na defesa dos direitos autorais e na luta pela dignidade dos trabalhadores da cultura. Sua morte, em maio de 2020, vítima da Covid-19, tornou-se o símbolo de uma mobilização histórica que resultou na criação da Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020) e, posteriormente, na Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o maior mecanismo de descentralização cultural do país. O legado do compositor, que inclui hinos como "O Bêbado e a Equilibrista" e uma incansável atuação como ativista dos direitos autorais, permanece vivo em cada edital, projeto e artista que hoje encontra na lei um caminho para sobreviver e criar."
- Fundação da SOMBRÁS (1980): Aldir foi um dos fundadores da Sociedade Musical Brasileira, criada no início dos anos 80 para romper com monopólios institucionais e peitar a falta de clareza nos repasses financeiros para compositores e músicos.
- Criação da SACI e atuação na AMAR: Esteve ativamente envolvido na criação da Sociedade de Artistas e Compositores Independentes e na consolidação da Associação dos Músicos, Arranjadores e Regentes, entidades que pavimentaram o modelo moderno, ético e profissional de defesa da propriedade intelectual no país.
Aldir Blanc, um dos maiores letristas da música brasileira e cronista atento do Rio de Janeiro, completaria 80 anos nesta quarta-feira (2).
Seis anos após sua morte, por Covid-19, o compositor é celebrado por artistas de diferentes gerações em uma série de homenagens que inclui shows, disco, dois documentários e programação especial no rádio.
Nascido no Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1946, Aldir construiu uma obra marcada pelo humor, pela observação do cotidiano e por personagens e histórias profundamente ligados à cidade.
Em cerca de 50 anos de carreira, deixou mais de 600 músicas e teve como parceiros nomes como João Bosco, Guinga, Moacyr Luz, Cristóvão Bastos, Sueli Costa, Maurício Tapajós, Djavan, Ivan Lins e Edu Lobo.
Entre suas composições mais conhecidas estão “O Bêbado e a Equilibrista”, “O Mestre-Sala dos Mares”, “Bala com Bala”, “Caça à Raposa”, “Dois pra Lá, Dois pra Cá” e “De Frente pro Crime”. Muitas ganharam interpretações marcantes de Elis Regina, uma das principais responsáveis por levar as letras de Aldir ao grande público.
Homenagem no dia do aniversário
Resposta Ao Tempo
Aldir Blanc na Rádio Batuta
Aldir Blanc não sai de casa, mas aceitou, na celebração de seus 70 anos, que a Batuta entrasse nela para uma conversa sobre alguns temas marcantes de sua vida: as alegrias e dores da infância e da adolescência; o encontro, o desencontro e o reencontro com João Bosco; o papel de Elis Regina em sua carreira. Em seus quatro blocos, o programa toca algumas de suas grandes letras. Há entrevistas com Bosco e com duas cantoras responsáveis por projetos dedicados à obra de Aldir: Dorina e Mariana Baltar.
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