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domingo, 6 de abril de 2014

Arte na Resistência - Taiguara (4ª parte)



Nós estamos inventando a vida, Como se antes nada existisse, Porque nascemos hoje do nada, Porque nascemos hoje pro amor. Nós estamos descobrindo os corpos, Como a manhã descobre as imagens. Como oamor descobre a metade, Como a canção descobre uma flor. Nós queremos desvendar há tempo, Esse mistério azul de oxigênio, Esse desejo imenso de sexo, Essa fusão de angústias iguais. E nós vamos resistir sem medo, A solidão de um tempo de guerras, E nossos sonhos loucos e livres, Vão descobrir e celebrar a paz!


Um dos trabalhos mais conhecidos de Taiguara, por ele próprio lançado na Odeon em 1970 no álbum "Viagem".

Taiguara junto de Rodrix no Som imaginário.Um encontro muito massa

Esse cara era um gênio, mais um talento que a ditadura derrubou de vez! Mas ficou essa obra linda que é "Viagem" , um dos melhores discos dos 70. Beijão.




12/09/2011
às 9:09 \ Música no Blog
Fonte: Portal da Revista Veja 

Taiguara, um dos principais alvos da ditadura na área cultural, ensinando como driblar censores

Por Daniel Setti
Dica do amigo do blog Reynaldo, este vídeo extraído de um show da turnê “Treze Outubros”, do músico uruguaio-brasileiro Taiguara (1945-1996) no Anhembi, em São Paulo, em 1986 é um documento histórico-musical ao mesmo triste, hilariante e emotivo.
Triste porque mostra Taiguara relatando o chumbo grosso que enfrentou durante os piores anos da ditadura militar, entre o final dos anos 60 e a metade da década seguinte. Ele conta ter tido nada menos que 68 canções vetadas pela censura. Não à toa, em 1973 se exilou em Londres, passando em seguida por outros países europeus e africanos.
Hilariante porque antes de entoar a clássica balada “Que as Crianças Cantem Livres”, do álbum Fotografias (1973), o cantor explica como fez para ludibriar o ignorante trio de censores, a quem dá nome – Marina, Sá e Selma – na hora de fazê-los aprovar outra composição do mesmo disco, “Nova York”. Engraçado, Taiguara imita a cara perplexa de Selma à simples menção do termo “aliteração”.
E emotivo porque, tal qual indica o nome do show, Taiguara, levou 13 anos para poder cantar livremente suas canções, até que o fim da ditadura se consolidasse. Entre essas composições está “Que as Crianças…”, em cujos versos o autor reconhece o sombrio período, mas demonstra esperança por tempos melhores que, ao menos no quesito liberdade de expressão, por fim vieram: “E que o passado abra os presentes pro futuro/ que não dormiu e preparou o amanhecer”.



Taiguara.. Ontem, Hoje e Sempre! O Sonho de um mundo novo sendo construído e renascendo. Uma canção para ontem, hoje e sempre.. Uma canção de Taiguara, interpretada por uma pessoa da nova geração, falando de algo eterno.. (Zezito de Oliveira)





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