CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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domingo, 29 de abril de 2012

1ª REUNIÃO EM PREPARAÇÃO DA II JORNADA ECOLÓGICA


                 
(28 de abril de 2012)
                                        

Os fatos e as idéias
Estamos imersos numa sociedade de desafios e “novidades”. Tudo, tudo mesmo que se fala e se escreve na atualidade tem a ver com o ser humano e sua relação com o mistério de Deus e a natureza. Creio que se trata de uma encruzilhada histórica séria e que nos impele a reflexão.

Lemos vários artigos e textos sobre os conflitos atuais e, na maioria dos pensadores que se encorajam a expor suas idéias encontramos argumentos interessantes e cheios de mística. É por isso, que realizamos com muita dificuldade e alegria a I Jornada Ecologia e Espiritualidade, setembro passado com Roberto Malvezzzi, o Gogó. Foi de uma riqueza incomensurável. Obrigado a Gogó pela luta e pela direção que nos deu. Ele é um dos “missionários mártires” (grifo meu) da fé e da mãe terra. Também escreve sempre na adital, basta acessar: www.adital.com.br. Temos também o teólogo e escritor Leonardo Boff, que sempre interpela a sociedade, as igrejas e enfim, todos os cristãos e não cristãos com seus temas abrasivos e atuais. Por isso, resolvemos transcrever uma de suas pérolas atuais:

Para ser sustentável o desenvolvimento há de ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. Já submetemos à crítica este modelo standard. Mas devemos ser justos. Houve analistas e pensadores que se deram conta das insuficiências deste tripé. Acrescentaram-lhes outras pilastras complementares. Vejamos algumas delas”.

E mais:
“Rogério Ruschel, editor da revista eletrônica Business do Bem, acrescentou uma outra pilastra: a categoria ética da generosidade. Esta se funda num dado antropológico básico: o ser humano não é apenas egoísta buscando seu bem particular, mas é muito mais um ser social que coloca os bens comuns acima dos particulares ou os interesses dos outros no mesmo nível de seus próprios. Generoso é aquele que comparte, que distribui conhecimentos e experiências sem esperar nada em troca. Uma sociedade é humana quando além da justiça necessária incorpora a generosidade e o espírito de cooperação de seus cidadãos”.



Leia mais, AQUI 

Vendo a fonte você pode consultar e ajudar a espalhar esse “carisma”. Ele postula no último trecho a questão da “generosidade”. Ora, ela permeia qualquer cidadão e cidadã que deseje uma sociedade e uma cultura diferente; fundamenta a vontade de se ser mais responsável, ético, solidário; por acaso, essas premissas não estão no evangelho? Adoramos nos debruçar naquela palavra de Jesus: “Olhai os lírios dos campos, eles....” (Mt 6,28-29).

Com tantas propostas nos agulhando e mexendo, decidimos novamente insistir na II Jornada Ecologia e Espiritualidade em setembro próximo. Em dezembro passado fomos até o Arcebispo, Dom José Lessa e, ele acolheu com alegria a proposta. Deu sugestões e abençoou. Partimos para montar o projeto via Cáritas e já estamos trabalhando prá valer. Na verdade, queremos que você se mobilize. Venha conosco, conheça nossos sonhos e também o que já temos de concreto. Foi à primeira “conversa” – 28 de abril – e em 26 de maio teremos outra e depois mais outra até realizarmos nosso sonho. Natureza-terra, mais respeitada; seres humanos mais equilibrados uns com os outros e com o eco-sistema; pessoas livres e dispostas a acolher o chamado do Deus da Vida: “Eu vim para que todos tenham vida” (João 10,10).

Estamos unidos a homens e mulheres de fé. Como Dorothy Stang.  Cremos em Jesus Cristo e num mundo possível, justo, amoroso, reconciliado e cheio de ternura. Por isso, insistiremos na mística da Oração, da Música e da Dança. Insistiremos numa leitura contextualizada e sem ideologismos. É verdade, temos uma paixão que nos arrebata: seguir o Jesus vivo e comprometido com os (as) excluídos (as) e sofredores de hoje. Sem “terrorismo religioso”, respeitando quem pensa diferente e pedindo passagem para nosso modo de crer e celebrar.

Também estamos nos preparando – e se Deus permitir – para marcar presença na Marcha da Águas, 3 de junho em Itacuruba. PE. Lá nos uniremos a tantos irmãos (as) no grito contra as Usinas Nucleares. Nós, que hoje tivemos a alegria de conversar sobre a Jornada, aguardamos você. Sinalize, mostre que deseja caminhar conosco e agende a data acima do próximo encontro (26/5). Abaixo colocamos nossos nomes e o desejo de uma nova história,
            José de Oliveira Santos (Zezito), Irenir (Bel), Manuel Messias, Irene Smith, Edjane Paixão, José Soares (autor do texto acima), Josimar Santos, Edla, Nadjane, Wendel Salvador, Maxivel Ferreira e Antonio Fernando.


Fotos de um final de semana em Pirambu-SE (semana santa de 2012) - Todas as fotos
Acima mangaba, fruta singular de Sergipe,  quase pronta para ser colhida.











TRILHA SONORA
Musicas para ouvir e inspirar.

Músicas do CD Maria e Ecologia (Roberto Malvezzi)

Cheiro da Terra (Cataluzes)

Planeta Àgua (Guilherme Arantes)

Amazônia (Nilson Chaves) 

Saga da Amazônia (Vital Farias)

Absurdo (Vanessa da Mata) 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

APOLÔNIO XOKÓ É O ENTREVISTADO DO PROGRAMA NO RITMO DA HISTÓRIA, APERIPÊ AM, DESTE DOMINGO. (29/04)


ENTREVISTA COM  APOLÔNIO XOKÓ, NO PRÓXIMO DOMINGO, 29 DE ABRIL, PROGRAMA "NO RITMO DA HISTÓRIA" NA APERIPÊ AM 630, NO HORÁRIO DAS 13 ÁS 14h. OUÇA TAMBÉM VIA INTERNET. http://www.aperipe.com.br/
Modos de ser e fazer Xocó!
Quando eles moravam na caiçara, o que plantavam era tudo dividido com o fazendeiro. Alguns tomavam dinheiro emprestado da colheita do arroz. Quando chegava a época da colheita, quem não devia ao fazendeiro recebia a metade de tudo o que era produzido. Por exemplo: se colhesse dois alqueires de arroz, um era para o índio que plantou e o outro para o fazendeiro. Porém os índios que deviam dinheiro para o fazendeiro, perdiam todo o arroz, pois ele levava tudo para a sua fazenda.

Quanto a pesca na lagoa, também tinha que ser dividida com o fazendeiro. Pescavam e os maiores e melhores peixes eram sempre para eles. Era dividido em 3 partes, o fazendeiro ficava com 2 partes e os índios com 1. Para os Xocós, restavam apenas os peixes ruins e menores.

A comunidade vivia como criado para os Britos, e os netos de João Porfirio. A aldeia plantava arroz, milho, feijão, algodão, e tudo era dividido. As vezes os Britos traziam farinha e milho podres, bichados, para eles comerem. Os fazendeiros não deixavam eles criarem boi, vaca , bode, e nenhum tipo de animal.

Entre 70 e 71, os Xocós passaram muita fome. Comiam cuscuz, e coalhada, e comiam sem açúcar e farinha, porque não tinham. Pescavam aratanha (Camarão pequeno, de água doce, que vive em cardumes) para comer e vender. Contudo a lagoa secou e acabaram os camarões.

Em contrapondo a alimentação dos Xocós sem os fazendeiros era muito sadia. A comunidade sobrevivia com frutas, feijão, arroz, milho, a pesca e a caça eram complemento das refeições. Comiam com suas maneiras, esquentavam na brasa, tiravam do fogo e comiam. Esse tipo de alimentação foi substituída com o tempo, porém ainda hoje existe a maneira própria como is índios fazem suas comidas. As comidas costumeiras são o peixe, carne de boi. Fazem o famoso arribação e o cuscuz. Comem caju, manga, banana, melancia e goiaba.

Destacarei agora sobre a educação dos Xocós, todos participantes da cultura, das festas e dos rituais.

A Educação vem da família, desde que nasce a criança vai adaptando as coisas do seu povo. Ter que respeitar os mais velhos, respeitar a natureza, sabendo distinguir o bom do ruim, ensinar como trabalhar na terra, na água (pesca), na caça, com o artesanato e ter que ir para a escola para aprender como é o mundo la fora. A escola tem a finalidade de incentivar a própria cultura Xocó, para que ela seja vivida e respeitada.

Ensinam a valorizar a terra, as plantas que tem utilidade para remédios, o Toré como ato de respeito e tradição e ter que ser consciente que o povo é um só.
 
A Escola na comunidade Xocó, começou a funcionar em 1980, na sacristia da Igreja. Com o aumento do numero de alunos, surgiu a necessidade de construir uma escola que atendesse todo mundo. Então em 1983, o cacique Daminhão dos Santos e o vice-cacique José Apolônio dos Santos reivindicaram junto ao Governo Estadual a construção da Escola Xocó. Foi construída no ano 2002, através do FUNDESCOLA, uma nova escola que funciona como anexo. Na comunidade funciona da pré-escola a oitava série do Ensino Fundamental.

Na categoria divisão de tarefas as mulheres da aldeia também trabalham na agricultura, algumas pescam e caçam, e também cuidam da horta. Todas lavam roupas de casa no Rio São Francisco que passa dentro da aldeia e para os afazeres de casa a comunidade tem água encanada.

As mulheres se preocupam com a casa para que esteja sempre limpa e para que ela e seus filhos tenham conforto onde dormem e comem. Também se preocupam com as crianças na escola, para que aprendam a ler e escrever.

Os homens trabalham também na agricultura, cuidam da pecuária, praticam a pesca e se preocupam com os problemas existentes na aldeia (Pois a comunidade não conta com policiamento nem delegacia), Ainda há uma preocupação com o sustento dos filhos e com a aprendizagem dos mesmos.

O povo Xocó sabe fazer muita coisa. Com a obra prima a palha, o barro, e a madeira. São feitos vários instrumentos, como o arco e flecha, borduna e, o maracá (instrumento musical) que é produzido com o cambuco. As roupas para o dia de comemoração são feitas de palha do coqueiro, produzidas pelas próprias pessoas da aldeia. O barro serve para produzir a cerâmica, como panela, bule, fogareiro, cuscuzeiro, xícara, caneca, caçarola, potes, conjuntos de potes, conjuntos de caçarolas e etc. Com o coco ou as pontas do boi há a fabricação dos anéis, as pulseiras e os colares. A sua importância é o trazer o artesanato para o dia dos índios, que servirá de renda.

Espero que tenham obtido alguma informação sobre a cultura Xocó e a sua importância nos dias de hoje. A “influencia” do fazendeiro para a alimentação indígena. E os modos de ser, e fazer dos índios Xocó.
Fonte:  http://paulofcamposs.blogspot.com.br/

Leia/Ouça Mais:


Programa radiofônico indígena na internet
O Programa de Índio, primeiro programa radiofônico feito pelos povos indígenas, teve seu acervo recuperado e estará disponibilizado em portal da internet. O site www.programadeindio.org será apresentado oficialmente amanhã (07), às 19h30, no auditório do SESC em São Paulo. A cerimônia contará com a participação dos apresentadores originais Ailton Krenak e Álvaro Tukano, além do coral Guarani Kekoá Pyau.

O projeto “Programa de Índio- história e histórias”, idealizado pela Ikore- projetos culturais e artísticos, em parceria com o Núcleo de Cultura Indígena, foi selecionado pelo edital Petrobras Cultural e possibilitou a digitalização e recuperação deste acervo, com 200 dos programas que construíram a primeira experiência radiofônica de povos indígenas do Brasil. O programa semanal com duração de 30 minutos, ia ao ar na rádio USP, nos anos 80, e foi o primeiro programa no Brasil a colocar os povos indígenas como protagonistas na mídia eletrônica. Com muita verdade, como se fosse uma conversa em volta do fogo, o programa trazia o som das aldeias, a música ritual, as cerimônias, além das informações sobre o cotidiano e as expectativas dos povos indígenas. Com essa iniciativa, a sociedade brasileira poderá ouvir novamente as vozes que fizeram o movimento indígena e ter acesso a mais informações sobre esse período e sobre a história do Brasil.

As raízes
A Rádio USP, ligada à Universidade de São Paulo, cumprindo o papel social de uma rádio educativa, tinha uma programação plural e com temática arrojada, aceitou o desafio e em junho de 1985 foi gravado o piloto, que foi ao ar logo em seguida como o primeiro de uma série de 220 programas diferentes, ao longo de 4 anos e 9 meses. A partir de 1987, o programa começou a ser distribuído para outras emissoras, entre elas a Rádio Universidade de Santa Maria/RS, Escola Federal de Engenharia de Itajubá/MG e Kaiowá de Dourados/MS.
Álvaro Tukano, Apolônio Xocó, Biraci Brasil, Daniel Cabaxi, Marçal Tupã-i, Marcos Terena, Paulo Bororo e muitos outros estavam há anos em um movimento de luta pela organização dos povos indígenas em torno de seus direitos. Pessoas de diferentes etnias, que entendiam a política e o pensamento dos “brancos”, vivendo, trabalhando, estudando nas cidades, elas buscavam interlocutores entre políticos e formadores de opinião, aliados e parceiros para embates com o governo, para a conquista de seus direitos e afirmação de sua identidade.

Tinham na bagagem viagens para fora do País, participação em encontros, seminários, espaços conquistados a mídia, alianças com instituições e intelectuais da época. Sabiam de “onde vinham, o que queriam e para onde iam”. A idéia do Programa de Índio foi gerada nesse ambiente, com essas lideranças, com a compreensão de que novos espaços deveriam ser abertos para a voz e o pensamentos dos povos indígenas.
O rádio foi escolhido como instrumentos por ser um meio democrático, conhecido e respeitado pelas comunidades indígenas, e por não exigir investimentos altos na produção dos programas. O desafio era encontrar uma emissora que abrisse espaço para um programa dirigido e apresentado por pessoas indígenas, com temática e formato definido por elas e que ainda tocasse a música tradicional.

Para ouvir,  clique abaixo:  



http://www.programadeindio.org/index.php?s=pi&n=programa&pid=158#


Seed e comunidade Xokó lançam livros para escolas estaduais.

Fonte: Portal da SEED
A Secretaria de Estado da Educação (Seed), em parceria com a comunidade indígena Xokó, está preparando um grande evento que vai levar conhecimentos específicos às escolas públicas estaduais que atendem os remanescentes indígenas de Sergipe. No próximo dia 3 de maio, às 9h, será realizado o lançamento dos livros "Os Xokó e o rio São Francisco" e "Povo Xokó: Histórias de Luta e Resistência". O evento será na Igreja de São Pedro, que fica na Ilha de São Pedro, município de Porto da Folha.

Os livros foram escritos de forma coletiva por alunos, professores e lideranças que atuam no Colégio Indígena Estadual Dom José Brandão de Castro, no processo de formação continuada, com o assessoramento técnico-pedagógico da Secretaria de Estado da Educação, por meio do Núcleo de Educação da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED).

Segundo a coordenadora do NEDIC, Maria Conceição Mascarenhas, os livros vão servir de material didático específico para a comunidade indígena. Para os alunos das comunidades não indígenas, os livros servirão de material de pesquisa.

Serão distribuídos dois mil livros, sendo mil de cada título, em todas as escolas da rede estadual de ensino, atendendo ao que preconiza a Lei 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas de ensinos fundamental e médio.

A coordenadora do NEDIC ressaltou a relevância desses livros. "Essas obras têm uma grande importância para a comunidade indígena e para toda a sociedade, pois são materiais que vão mostrar a história dos índios contada por eles mesmos", explicou.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012


Para saber mais:

http://www.overmundo.com.br/overblog/ponto-de-cultura-em-sergipe-inicia-atividades

Cinema Infantil

Décima edição do festival internacional conta com o apoio do MinC, por meio da Lei Rouanet
Os realizadores de filmes brasileiros que quiserem participar da fase seletiva para o 10° Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI/2012 têm até o dia 11 de maio para se inscrever.  O festival acontecerá entre agosto e novembro em dez cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, Campinas, Santos, Belo Horizonte, Aracaju, Salvador e Recife). O evento tem o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Leia mais em:  http://www.cultura.gov.br/site/2012/04/26/cinema-infantil-7/


Educação e Cultura

Gestores públicos se reúnem no Recife para pactuar agenda propositiva que articule as duas áreas
Gestores públicos debateram sobre Cultura e Educação
Nos dias 23 e 24 de abril, representantes do Ministério da Cultura e das secretarias de Cultura e Educação de Pernambuco reuniram-se no Recife para debater e pactuar uma agenda que articule as duas áreas de atuação.
O encontro foi solicitado pelos gestores pernambucanos, que perceberam no acordo de cooperação técnica firmado em dezembro de 2011, entre o MinC e o Ministério da Educação (MEC), a possibilidade de fortalecer as ações de arte-educação que já vêm sendo implementadas no estado, como, por exemplo, o Cine Cabeça, as Células Culturais e a Feira de Cultura nas Escolas Públicas.



http://www.cultura.gov.br/site/2012/04/25/educacao-e-cultura-5/

terça-feira, 24 de abril de 2012

I Festival da Juventude


I Festival da Juventude
Proposta de Tema: JUVENTUDES: FAZER PARTE EM TODA PARTE
Promoção: Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista
Apoio: UESB, FAINOR
Parceria: Coletivo Suíça Baiana/ Circuito Fora do Eixo


Introdução

A existência de espaços sociais, políticos e culturais juvenis no Brasil e no mundo que cumprem um papel formativo e mobilizador de transformações culturais nos autoriza a contribuir com essas iniciativas que objetivam democratizar a fruição e a produção da cultura contemporânea, as discussões sobre temas atuais e a possibilidade de criar movimentos de transformação social libertadora.

Vitória da Conquista pode fortalecer seu caráter e sua marca de Cidade Universitária e da Juventude enriquecendo com um Festival de Juventude com esse caráter seu calendário de um ano inteiro de atividades culturais em Música, Teatro, Dança, Literatura, Artes Plásticas e Ciência. Devemos nos inspirar no exemplo de Ouro preto para criar um turismo jovem tendo Conquista como foco regional e nacional, investindo na criação de pousadas e hotéis acessíveis, restaurantes e espaços culturais. Conquista deve ser o espaço da liberdade, da Cultura, da Criatividade, da viagem de amadurecimento dos jovens da Bahia e do Brasil. Essa iniciativa deve ser elaborada pelas Secretarias de Cultura, de Educação e Comunicação junto com as IES públicas e privadas do município e com os movimentos sociais juvenis.

Espaços de debate e reflexão nos moldes do que se construiu no Fórum Social Mundial (FSM) e em Fóruns temáticos e Fóruns regionais, inclusive os de juventude, nos indicam um caminho bem sucedido para criar uma programação sobre a temática social, cultural, política, econômica e comportamental, convidando intelectuais, lideranças jovens, gestores públicos e artistas para estimular uma massa crítica de formação e posterior transformação social através dos movimentos sociais. Os recentes e inúmeros eventos do FSM e do Fórum Mundial de Juventude comprovam que esses eventos têm uma audiência muito numerosa e qualificada, impactando muito positivamente nas cidades onde são realizados.


Objetivo

O Festival da Juventude, Diversidade e Cidadania é a proposta do município de Vitória da Conquista para conjugar essas duas demandas, a cultural com a social e política. Começará em 2012 com sua primeira edição para se tornar um evento permanente do calendário municipal, e se constitui desses dois momentos, o momento dos debates, encontros, oficinas, mostras e espaços para organização de movimentos juvenis durante o dia e das apresentações artísticas à noite.

Os debates, as reuniões de grupos de trabalho dos diversos movimentos de juventude, palestras, oficinas são planejadas anualmente por uma comissão formada pela administração municipal junto com representantes de movimentos sociais juvenis de negros, mulheres, LGBT, movimento estudantil, cultural, indígena, quilombolas, movimento Hip-hop e de pesquisadores em Ciência. Da mesma maneira, a programação cultural nos palcos montados na cidade será o resultado dessa interlocução, colocando o protagonismo juvenil em primeiro plano, sempre respeitando o caráter plural e diverso das juventudes que existem no país e o objetivo de estimular o mútuo conhecimento, a convivência dos diferentes, a busca da paz e da solidariedade e o fortalecimento dos valores dos Direitos Humanos.

O objetivo do encontro se volta justamente para os mesmos anunciados pelo Fórum Social Mundial: o fortalecimento dos direitos humanos de diversas dimensões, civis, sociais, econômicas, culturais e ambientais, o estímulo à paz e à convivência entre os diferentes e o fortalecimento dos movimentos sociais que buscam esses objetivos, a justiça social e a distribuição de riqueza.

Aproveitando a forma de funcionamento do FSM expressa em sua carta de princípios, o Festival será "um espaço aberto de encontro" (ponto 1), "plural e diversificado, não confessional, não governamental e não partidário" (ponto 8). A delimitação do Festival como espaço "de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo" (ponto 1). Suas propostas "contrapõem-se a um processo de globalização comandado pelas grandes corporações multinacionais e pelos governos e instituições internacionais a serviço de seus interesses, com a cumplicidade de governos nacionais" (ponto 4). O caráter não deliberativo é claro no Festival: "não se constitui em instância de poder, a ser disputado pelos participantes de seus encontros" .

Público Alvo

Jovens que pertencem às diversas juventudes: da cidade e do campo, estudantes secundaristas e universitários, militantes e simpatizantes dos movimentos negros, LGBT, de mulheres, do MST, indígenas, quilombolas, movimento Hip-hop e estudantes universitários pesquisadores. O objetivo é convidar e atender prioritariamente os jovens da Bahia

Programação

A ideia inicial é que seja um evento que tenha um perfil que coadune a experiência do Festival de Inverno de Ouro Preto, pela proposta cultural, lúdica, de diversidade cultural e artística, e o Fórum De Juventude, ligado ao Fórum Social Mundial.  Será um evento sem caráter deliberativo, que durante o dia tenha uma programação de debates e discussões sobre temas da conjuntura social, política, econômica, cultural e ambiental, oficinas, encontros e plenárias de movimentos sociais; e a partir das 20 horas teremos palcos para apresentações culturais, principalmente, mas não exclusivamente, de música, ligadas aos diversos gostos das diversas juventudes.

Os espaços mais apropriados para um evento desses durante o dia de discussões e debates são as instituições universitárias públicas em Vitória da Conquista, a UFBA, o IFBA e a UESB, por terem auditórios para grandes palestras e debates, salas de aula para oficinas, reuniões de grupos de trabalho e movimentos sociais, corredores para exposição de livros e produções culturais e, no caso da UESB, um restaurante universitário que pode servir aos jovens que vieram de outras cidades. As salas de aulas das instituições também servirão para alojamento dos jovens de fora da cidade de Vitória da Conquista.

O espaço de apresentações artísticas mais apropriado são as praças Barão do Rio Branco e Tancredo Neves, por serem centrais e podermos articular linhas de ônibus entre os alojamentos e locais de discussões diurnos nas universidades e o centro da cidade. A realização de shows em palcos permite uma variedade maior de estilos e linguagens, assim como uma atendimento mais efetivo à diversidade cultural que estará presente no evento.

Nessa primeira edição, o Festival será realizado nos datas de 4, 5 e 6 de maio de 2012 (sexta, sábado e domingo), e o local dos eventos diurnos será ou na UESB ou nos espaços públicos em torno da Praça Tancredo Neves (Casa Régis Pacheco, rede de Atenção da Criança e Adolescente, Museus e outros)

Organização

A promoção do Festival Juventudes, Diversidade e Cidadania é da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, correalização da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, apoio da Faculdade Independente do Nordeste/FAINOR e parceria com o Coletivo Suíça Bahiana/Circuito Fora do Eixo.

A busca de patrocínio dos governos federal e estadual, assim como de suas fundações e empresas será importante. O empresariado deve ser convidado também a contribuir com o evento, uma vez que fortalece a identidade e a força da cidade de Vitória da Conquista no cenário regional e Nacional e isso impulsiona o turismo e demais negócios.



PROGRAMAÇÃO – Sujeita a alteração
DIA 1
04 de Maio – SEXTA - Manhã
09h
Início do Credenciamento
Centro de Cultura
09h às 12h
Apresentações culturais locais: ternos de reis, Pilão de Aroeira, Esquetes teatrais, dança, música.
Centro de Cultura
12h
Almoço
UESB
04 de Maio – SEXTA – Tarde
14h
Mesa de Abertura
Prefeito Municipal
Autoridades
Líderes estudantis
Dr. João Batista de Castro Jr – Juiz Federal
Centro de Cultura
15h
Palestra de Abertura: Gilberto Gil
Tema: Tema central do evento
Centro de Cultura
17h
Passeio Ciclístico
Saída da Praça da Escola Normal

04 de Maio – SEXTA - Noite
20h
Atrações Culturais:
Achiles e Convidados
Ladrões de Vinil
Vendo 147 convida Nina Becker, Lucas Santtana e Pepeu Gomes
Praça Barão do Rio Branco
Dia  2
05 de Maio – SÁBADO - Manhã
09h às 12h
DISCUSSÕES TEMÁTICAS (período reservado para reuniões e plenárias de movimentos sociais e organizações de juventude)
UESB
12h
Almoço
UESB
05 de Maio – SÁBADO – Tarde
14h às 17h
Rodas de Conversa
14h às 17h
Tema 1 -POLÍTICAS PÚBLICAS PARA/DA/COM A JUVENTUDE E O PLANO NACIONAL DE JUVENTUDE
Possibilidade de Convidados:
Gabriel Medina – Conselho Nacional de Juventude
Elisa Guaraná – Professora da UFRRJ
Severine Macedo - Secretaria Nacional e Juventude da Presidência da República
Lindberg Farias – Senador
Luís Eduardo Soares – Antropólogo
Memorial Régis Pacheco
14h às 17h
Tema 2 -CIÊNCIA, TECNOLOGIA, E EDUCAÇÃO
Possibilidade de Convidados:
Eliezer Pacheco – Secretário de Educação Profissional do MEC
Naomar de Almeida Filho – Professor da UFBA
Daniel Ilescu – Presidente da UNE
José Sergio Gabrielli – Ex - presidente da Petrobrás
Rede de Atenção
14h às 17h
Tema 3 – O QUE O JOVEM ESPERA DA RIO+20
Possibilidade de Convidados:
Mayra Ferrari – Nós Ambiente
Beth Wagner - ex-diretora do Instituto do Meio Ambiente/BA
Leonardo Sakamoto – Blog do Sakamoto
Marina Silva – Ambientalista/ ex-ministra
Casa da Melhor Idade
14h às 17h
Tema 4 - DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA
Albino Rubim – Secretário de Cultura do Estado da Bahia
Emir Sader – Professor da USP
Juca Ferreira – Ex Ministro da Cultura
Orlando Senna – Bate papo sobre “Perspectivas para o Audiovisual na Bahia”




Câmara de Vereadores
Tema 5 -DIVERSIDADE E IGUALDADE NO BRASIL: CIDADANIA DAS MULHERES NO BRASIL
Eleonora Munecucci – Secretária de Política para as mulheres
Nallu Farias – Marcha Mundial de Mulheres
Representante da Via Campesina
Lucia Barbosa – Secretária de Políticas Publica para Mulheres – Bahia
Creuza Maria Oliveira – FENATRAD
Núbia Regina – Uesb
Raquel Souza – socióloga -UFBA
18:30h
Café
APAE
05 de Maio – SÁBADO - Noite
20h
Atrações Culturais:
Complexo Ragga e Convidados
Tom Zé
Móveis Coloniais de Acaju convidam Leoni
Praça Barão do Rio Branco
DIA 3
06 de Maio – DOMINGO - Manhã
Rodas de Conversa




09h às 12h
Tema 6 -DIVERSIDADE E IGUALDADE NO BRASIL: DIREITOS DA POPULAÇÃO LGBT
Marcelo Cerqueira – Presidente do GGB
Vinícius Alves da ABGLT
Jean Wyllis – Deputado do PSOL
Ricardo Henrique Andrade – Professor da UFRB
Raphaela Oliveira (Lesbibahia)
Irina Bacci (presidente interina do conselho nacional LGBT
Câmara de Vereadores
09h às 12h
Tema 7–DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
Pola Ribeiro – Cineasta e Professor
Pedro Caribé - Representante da Intervozes
Diogo Carvalho – Cultura digital e juventude – Secult
Marcelo Branco – Software Livre
Ruy Medeiros
Emiliano José – Deputado Federal
Rede de Atenção
09h às 12h
Tema 8 – DIVERSIDADE E IGUALDADE NO BRASIL: COMBATE AO RACISMO
Vilma Reis – Professora da UNEB (Politicas públicas para a Juventude Negra)
João Nogueira – Núcleo de Estudos do Negro
Preto Zezé – Presidente da CUFA
APRESENTAÇÃO CULTURAL: HIP HOP
Casa da Melhor Idade


09h às 12h
Tema 9–ECONOMIA CRIATIVA E PRODUÇÃO COLABORATIVA
Ivana Bentes – UFRJ
Pablo Capilé – Criador do Circuito Fora do Eixo
Paul Singer – USP
Márcio Pochman - Presidente do IPEA
Geraldo Reis - Diretor da SEI-Bahia
Martiniano Costa – Presidente da CUT Bahia
Museu Regional
12h
Almoço
UESB
06 de Maio – DOMINGO - Tarde
14h às 17h
Oficinas de Teatro, Vídeo, Cinema e Produção Cultural
UESB
18h
Café
UESB
06 de Maio – DOMINGO - Noite
20h
Atrações Culturais:
Gafieira Brasil e Brincando de Cordas juntos
Mundo Livre S/A
Criolo
Praça Barão do Rio Branco




segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pontos de Cultura Indígena

Pontos de Cultura Indígena

Ministério da Cultura anuncia a implementação dos pontos em todo o país
Em 2012, o Ministério da Cultura vai implantar 79 novos Pontos de Cultura Indígena nas cinco regiões do país, totalizando 109 pontos com metodologia específica para a cultura indígena. Serão 24 pontos na região Sul, 22 no Norte, 16 no Centro-Oeste, nove no Sudeste e oito no Nordeste, que se somarão aos  30 que já estão em atividade nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso e Rondônia.
Na quinta-feira, 19 de abril, Dia do Índio, o secretário-executivo do MinC, Vitor Ortiz, assinou dois convênios para a implantação de 33 Pontos de Cultura Indígena, sendo 22 na região Norte e 11 na região Centro-Oeste. Além dos convênios, foi repassada a primeira parcela dos recursos para a instalação de novos pontos nas regiões Sudeste (9), Sul (24) e Centro-Oeste (5).
A ação do MinC  tem como objetivo a promoção e o fortalecimento das identidades e da diversidade cultural dos povos indígenas do Brasil. Com os Pontos de Cultura, os beneficiários terão a oportunidade de potencializar as atividades que já executam e descobrir novos campos de atuação. Cada comunidade tem um plano específico que visa descobrir vocações e as melhores formas de desenvolver os trabalhos.
Descobertas as vocações, eles recebem kits multimídia para o desenvolvimento das atividades, como computador com acesso à internet banda larga, DVD, filmadora e câmera fotográfica digital e demais equipamentos que se julgar necessário. A comunidade pode trabalhar, por exemplo, com desenvolvimento de conteúdos audiovisuais, projetos de valorização e divulgação das expressões culturais tradicionais.
Segundo a secretária de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, os números mostram o esforço que o MinC está fazendo para  fortalecer a diversidade cultural dos indígenas. “Hoje, a Cultura indígena é uma prioridade para o MinC”, ressaltou.
(Texto: Rosiene Assunção, Ascom/MinC)
(Fotos: Acervo SID/MinC)

domingo, 22 de abril de 2012

A música que liberta

Zezito de Oliveira
Show do Zé Vicente em Aracaju - 2004

Por Vânia Correia

A Teologia da Libertação animou a caminhada da Igreja Católica da América Latina a partir da década de 60. Diante do contexto de dominação social, cultural, política e econômica da América Latina por parte da Europa e dos EUA, a Igreja entendeu a necessidade de uma prática libertadora e de uma evangelização que levasse em conta a realidade do excluído, promovendo vida em plenitude. É a Teologia da Libertação que anima e ilumina, ainda hoje, a vida nas CEB’s (Comunidades Eclesiais de Base), nas pastorais da juventude e nas pastorais sociais.


Nesse contexto a música ocupa um lugar importante como manifestação de fé e clamor a Deus. Ela expressa o jeito de pensar, sentir e agir. Os cantos inspirados na Teologia da Libertação se distinguem dos que animam uma Igreja mais conservadora ou a dita “renovada”. São cantos que falam do pobre, do índio, do negro, e de todos aqueles que de algum modo estão postos à margem. Louva o Deus libertador, que toma partido do oprimido contra o opressor. Fala da fé encarnada na realidade, da luta da América Latina, ou como diz a canção “A fé do homem nordestino, que busca um destino, um pedaço de chão, a luta do povo oprimido que abre caminhos, transforma a nação”, (Ofertório do Povo /Zé Vicente).

As músicas da RCC (Renovação Carismática Católica), geralmente, conduzem a uma oração subjetiva, com forte apelo emocional, como na música do Pe. Marcelo Rossi, “Espírito, enche a minha vida, enche-me com teu poder, pois em ti eu quero ser...”. Ao contrário, as músicas mais progressistas expressam uma fé que transpõe as barreiras do individual. São orações que desafiam os fiéis para a construção de um projeto coletivo. Exaltam a união, a resistência popular e a solidariedade de Deus com os que sofrem. “No banquete da festa de uns poucos, só rico se sentou, nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou” (Pão de Igualdade/Vaz Castilho).

Em muitos lugares as músicas que animam as celebrações nas CEB’s causam estranhamento e críticas. Isso porque a Teologia da Libertação vem perdendo força e espaço para os movimentos pentecostais na Igreja Católica. As pessoas vão à Igreja para buscar alívio para as próprias angústias. E o que elas encontram é, justamente, um consolo individual, um sossego que acomoda e que não convoca para a construção de uma sociedade mais justa. No entanto, ainda existem muitos que, corajosamente, continuam a professar uma fé encarnada na realidade, que liberta e não aliena. E esses cantaram sempre ao “Pai-Nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos”. (Pai Nosso dos Mártires/Cirineu Kubn).

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Zé Vicente em Aracaju para celebrar a primavera e ajudar a fortalecer o compromisso com a mãe terra.

Entrevista de Zé Vicente para a TV no estado do Paraná.

Entrevista de Zé Vicente para TV no estado de Pernambuco

Artigo: http://www.overmundo.com.br/overblog/justica-e-beleza-se-abracam-na-obra-de-ze-vicente

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Conheça as letras de algumas músicas progressistas da Igreja Católica
e ouça Pai Nosso dos Mártires e Mãe do Céu Morena

PAI NOSSO DOS MÁRTIRES
Cirineu Kubn 

Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados.
Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,
Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medida
Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão
Maldita toda a violência que devora a vida pela repressão.
O, o, o, o, O, o, o, o

Queremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador,
Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor.
Pedimos-Te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões.
O pão que traz humanidade, que constrói o homem em vez de canhões
O, o, o, o, O, o, o, o

Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte,
Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é mais forte.
Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte, dos prevalecidos
Pai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos
Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos
O, o, o, o, O, o, o, o
Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados.

MÃE DO CÉU MORENA
Pe. Zezinho 


Mãe do céu morena, Senhora da América Latina
De olhar e caridade tão divina, de cor igual à cor de tantas raças
Virgem tão serena, Senhora destes povos tão sofridos,
patrona dos pequenos e oprimidos
Derrama sobre nós as tuas graças

Derrama sobre os jovens tua luz,
aos pobres vem mostrar o teu Jesus
Ao mundo inteiro traz o teu amor de mãe
Ensina quem tem tudo a partilhar
Ensina quem tem pouco a não cansar,
e faz o nosso povo caminhar em paz

Derrama a esperança sobre nós, ensina o povo a não calar a voz
Desperta o coração de quem não acordou,
Ensina que a justiça é condição, de construir um mundo mais irmão
E faz o nosso povo conhecer Jesus...

PÃO DA IGUALDADE, 
Ouça/Veja  Aqui
Ir. Vaz Castilho

Se calarem a voz dos profetas, a pedras falarão
Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascerão…
Muito tempo não dura a verdade nestas margens estreitas demais
Deus criou o infinito e a vida pra ser sempre mais…

Refrão
É Jesus este pão de igualdade, viemos pra comungar
Com a luta sofrida do povo que quer ter voz, ter vez, lugar
Comungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar
Com a fé e união, nossos passos um dia vão chegar.

O Espírito é vento incessante, que nada há de prender.
Ele sopra até no absurdo que a gente não quer ver…
No banquete da festa de uns poucos, só rico se sentou.
Nosso Deus foca ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou

(Refrão)

Toda luta verá o seu dia nascer da escuridão.
Ensaiamos a festa e a alegria fazendo a comunhão.

(Refrão)


OLHA A GLÓRIA DE DEUS BRILHANDO
Zé Vicente


Olha a glória de Deus Brilhando, Aleluia (bis).

Nosso Deus é o Artista do universo, é a fonte da luz, do ar, da cor.
É o som, é a musica, é a
Dança, é o mar jangadeiro e pescador.
É o seio materno sempre fértil, é beleza, é pureza e é calor (2x)

Aleluia, aleluia, vamos criar que é pra gloria de Deus brilhar.

Nosso Deus é caminho e caminhada, do seu povo para a Libertação.
Onde quer que esteja um oprimido, é Javé que promove a redenção.
Ele quebra a força do tirano. Ele garante a vitória da união.

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Vamos lutar que é pra glória de Deus brilhar!

Nosso Deus é a voz que se levanta, é a voz, é o gemido, é o clamor.
É o braço erguido para a luta. É o abraço em nome do amor:
É o pé conquistando novo espaço. É a terra, é o fruto, é a flor!

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Vamos amar que é pra glória de Deus brilhar!

Nosso Deus está brilhando noite e dia pelos campos e praças do país.
É a presença na voz da meninada que convoca um futuro mais feliz:
É a infinita razão de plena vida. Todo povo o cantando hoje bendiz!

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Vamos cantar que é pra glória de Deus brilhar!


NEGRA MARIAMA
(Canto Mariano)
Ouça/Veja Aqui

Negra Mariama, Negra Mariama chama. (Bis)

Negra Mariama chama para enfeitar
O andor porta estandarte, para ostentar.
A imagem Aparecida em nossa escravidão
Com o rosto dos pequenos, cor de quem é irmão.

Negra Mariama chama pra cantar:
Que Deus uniu os fracos, pra se libertar.
E derrubou dos tronos latifundiários,
Que escravizavam, pra se regalar.

Negra Mariama chama pra dançar
Sarava esperança até o sol raiar
No samba está presente o sangue derramado
O grito e o silêncio dos marginalizados.

Negra Mariama chama pra lutar.
Em nossos movimentos, sem desanimar.
Levanta a cabeça dos espoliados,
Nossa companheira chama pra avançar.


PELOS CAMINHOS DA AMÉRICA
Zé Vicente
Ouça/Veja Aqui


Pelos caminhos da América,
Pelos caminhos da América,
Pelos caminhos da América,
Latino América.

Pelos caminhos da América há tanta dor,
Tanto pranto, nuvens, mistérios,
Encantos que envolvem nosso caminhar.
Há cruzes beirando a estrada,
Pedras manchadas de sangue,
Apontando como setas,
Que a liberdade é pra lá.

Pelos caminhos da América há monumentos sem rosto
Heróis pintados, mau gosto, livros de historia sem cor
Caveiras de ditadores, soldados tristes, calados,
Com esbugalhados, vendo avançar o amor.

Pelos caminhos da América há mães gritando, qual loucas,
Antes que fiquem tão roucas, digam onde acharão,
Seus filhos mortos, levados na noite da tirania,
Mesmo que matem o dia, elas jamais calarão.

Pelos caminhos da América, no centro do continente,
Marcham punhados de gente, com a vitória da mão.
Nos mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade,
Com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.

Pelos caminhos da América, bandeiras de um novo tempo,
Vão semeando, ao vento, frases teimosas de paz.
Lá na mais alta montanha, há um pau d’arco florido,
Um guerrilheiro querido, que foi buscar o amanhã.

Pelos caminhos da América há um índio tocando flauta,
Recusando a velha pauta, que o sistema lhe impôs.
No violão um menino e um negro tocam tambores,
Há sobre a mesa umas flores, pra festa que vem depois.

GUARANIS
Gildásio Mendes
Ouça/Veja Aqui

Ah! Quero ouvir as serenatas
Ver crescer as nossas matas e tocar um violão
Ah! Meu amigo vem cantar
Pois o dia vai raiar e morar nesta canção
Ah! Que saudades do poeta,
Do artista e do profeta
Que o tempo eternizou.
Ah! Como eu falei de flores,
Liberdade, beija-flores,
Que meu coração sonhou.
Ah! Ver crianças pelas praças, paz e pipa, pão de graça
Como cheiro de hortelã.
Ah! Água pura ali na fonte
E a gente a olhar os montes, sem ter medo do amanhã.
Ah! O meu lindo continente, que fez do sangue a semente,
Para ver o sol nascer.
Ah! Nossas matas tão bonitas,
Verdes mares, canto a vida, quando o dia amanhecer.

Ah! Quanta luta na fronteira,
Tanta dor na cordilheira, que o Condor não voou.
Ah! Dança e terra Guaranis,
De uma raça tão feliz que o homem dizimou.
Ah! Vou nos passos de um menino,
No meu coração latino a esperança tem lugar.
Ah! Quando bate a saudade,
Abre as asas liberdade, que não para de cantar.


OFERTÓRIO DO POVO
Zé Vicente
Ouça/Veja Aqui


Quem disse que não somos nada,
Que não temos nada para oferecer.
Repare em nossas mãos abertas,
Trazendo as ofertas do nosso viver.

A fé do homem nordestino que busca um destino,
Um pedaço de chão.
A luta do povo oprimido, que abre caminho,
Transforma a nação.

Ô, ô, ô, recebe, Senhor!
Retalhos de nossa história
Bonitas vitórias que meu povo tem.

Palmares, Canudos, Cabanas são lutas de ontem,
E de hoje também.

Ô, ô, ô, recebe, Senhor!
Aqui fazemos a semente sangue desta gente
Que fecunda o chão.
Do Gringo e tantos lavradores Santos e operários
Em libertação. Ô, ô, ô, recebe, Senhor!


Coragem de quem dá a vida
Seja oferecida neste vinho e pão.
É força que destrói a morte e muda a nossa sorte,
É Ressurreição. Ô, ô, ô, recebe, Senhor!

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Projeto cultural Glee MS homenageará Luiz Gonzaga

Alagoas: Projeto faz homenagem a Luiz Gonzaga e leva o baião à universidade

Projeto vai levar baião para a universidade


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No ano do Centenário do Rei do Baião, o projeto Lula Vive faz uma homenagem a Luiz Gonzaga, num trabalho de pesquisa e execução do baião e do gênero do forró. O projeto foi contemplado pelo programa Vivência de Arte na UFAL 2012, e vai promover as ações dentro e fora da Universidade Federal de Alagoas, tornando o processo integrado, atingindo acadêmicos, forrozeiros e admiradores do baião.
A equipe é formada pelos atores Cleyton Alves e David Oliveira, pelo fotógrafo Yuri Monteiro, coordenados pelo sanfoneiro Anderson Fidellis. Todos são alunos do curso de Teatro -Licenciatura, da UFAL.
As pesquisas iniciaram em abril e serão encerradas com debates pela universidade, ponderando sobre a estética do gênero e questionando o cenário atual da música nordestina em vários âmbitos.
O mês de maio será fechado para elaboração de repertório e arranjos com alguns ensaios abertos e, em junho concluímos o processo com apresentações pela universidade.
FonteTudo na Hora - Alagoas - 22/04/2012
Palavras-chave: Luiz GonzagaHomenagem
Projeto cultural Glee MS homenageará Luiz Gonzaga


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O curso de Artes Cênicas da UEMS em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, está desenvolvendo um projeto que promete mais uma vez colocar para dançar os sul-mato-grossenses. Coordenado por Fernandes Ferreira, o curso que há pouco tempo aguçou a nostalgia dos adultos com um espetáculo em homenagem à banda sueca ABBA, agora volta sua produção para o público adolescente através do projeto Glee MS.
O nome do novo projeto faz referência a um dos maiores fenômenos televisivos mundiais da atualidade. Na série de TV americana chamada Glee, um grupo de adolescentes de uma escola regular combate preconceitos e discriminações através da montagem de musicais recheados de dança, teatralidade e música. Para Fernandes, a arte, juntamente com o esporte, é hoje uma das principais ferramentas de inclusão de alunos no contexto escolar.
O Glee MS, encabeçado pela UEMS com apoio da Secretaria Estadual de Educação (SED) será montado a partir da obra musical de Luiz Gonzaga em seu centenário. Os "artistas" desse Glee serão alunos do 8º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio. Durante seis meses eles receberão aulas de dança, canto e teatro, e realizarão uma vasta pesquisa sobre a vida e a obra de Gonzaga.
"Nosso objetivo é ensinar técnicas de canto, dança e teatro para esses jovens, e tudo isto misturado às suas experiências de vida, afinal muitas de suas histórias irão para o palco", diz Fernandes.
Fonte: Aquidauana News


Bahia: Exposição Imaginário do Rei - Visões sobre o universo de Luiz Gonzaga

Mostra abre no Palacete das Artes Rodin Bahia dia 24 de abril


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Palacete das Artes Rodin Bahiainaugura no dia 24 de abril, às 19h a exposição "O IMAGINÁRIO DO REI, VISÕES SOBRE O UNIVERSO DE LUIZ GONZAGA" com curadoria de Bené Fonteles, artista plástico, escritor e curador,  com 11 livros publicados no vasto currículo. Essa exposição é uma homenagem coletiva orquestrada por Bené, com expografia rica e diversificada sobre a vida e obra de Gonzagão, registrada em obras de arte, fotos, filmes, livros e Cd's que integram a mostra realizada pelo Palacete das Artes através da Secretaria de Cultura e da Diretoria de Museus do IPAC. Na mesma noite Bené Fonteles lança o livro de sua autoria " O Rei e o Baião".
"O Imaginário do Rei" presta um tributo a Luiz Gonzaga numa mostra composta por xilogravuras de João Pedro do Juazeiro, José Lourenço, Francorli & Carmem, Francisco de Almeida, Elias Santos e Arievaldo Viana; fotos de Christian Cravo, Adenor Godim, Gustavo Moura,Vivente Sampaio, esculturas de Frank Castro, Cícero Arraes, Demóstenes, Salete Diniz, Murilo, e de outros artistas de todo o Brasil. Da mostra participam ainda, os artistas Sante Scaldaferri, com pintura sobre óleo, Iuri Sarmento, Fernando Coelho, com colagem/fotos, Juraci Dórea, pintura, Marepe, Bel borba, Bárbara Tércia, Caetano Dias e Ayrson Heráclito, Ciça Fitipaldi, e Zuarte, com a instalação Cama e colcha de Gonzaga. Vão ser apresentados na exposição a roupa que o estilista Ronaldo Fraga fêz para Maria Bonita e a artista Liara Leite expõe objetos de cerâmica que Lampião e Maria Bonita viram entre cactos e xique-xique.
A exposição vai mostrar os tapetes de parede com o tradicional São João do Carneirinho e Luas, feitos pela goiana Dona Benícia Pereira; a roupa de couro de vaqueiro confeccionada pelo cearense Seu Expedito Seleiro e muitos objetos de Luiz Gonzaga que foram pesquisados desde Exú, em Pernambuco, sua terra natal, até aos quatros cantos do Brasil onde Gonzagão, além de um dos maiores interprétes da música brasileira, era visto como um herói do povo nordestino retratado em suas músicas.
Na Bahia, em particular, lembra Bené Fonteles, "a presença de Luiz Gonzaga é primordial na obra compositiva de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tomzé e na força das vozes de Gal Costa, Xangai e Maria Bethânia" E continua: " Os mais jovens, sabem menos, dos desdobramentos comportamentais e musicais  provocados por Gonzaga na cena cultural brasileira  nas últimas quatro décadas que vão de Alceu Valença a Chico Science e Nação Zumbi, destes, Mestre Ambrósio ao Cordel do Fogo Encantado e Lirinha".
A partir dos anos 40 Gonzagão  ganha o Brasil de norte a sul com a difusão dos ritmos da música do povo nordestino. O mestre sanfoneiro, professor de tantos talentos brasileiros ,comparado aos nossos maiores músicos, Villas-Lobos, Noel, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Tom Jobim, soube com maestria assimilar os ritmos que a migração lhe apresentou, misturá-los e transformá-los numa música que representa a sonoridade e a sofisticação dos sons brasileiros. Junto com Carmem Miranda, Luiz Gonzaga é o segundo artista no país a transformar com originalidade os costumes e símbolos de sua Região.

O REI E O BAIÃO, O LIVRO
O livro de Bené Fonteles   "O REI E O BAIÃO ", com apresentação de Gilberto Gil, é um trabalho magnífico de pesquisa sobre os 100 anos de Luiz Gonzaga , em  377 páginas, onde foram registrados  imagens belíssimas e preciosos  textos de viés poético do autor,  os ensaios arrebatados de Antonio Risério, do próprio Bené, de Hermano Vianna e Sulamita Vieira , trabalhos de profunda imersão nas águas da antropologia, da sociologia, da linguística, da musicologia e da mitologia do novo mundo, escorado nas obras de autores como Euclydes da Cunha, Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Câmara Cascudo, Darcy Ribeiro e Ariano Suassuna.
A edição é ilustrada pelas xilogravuras de Francorli & Carmem, Elias Santos, Arievaldo Viana, João Pedro do Juazeiro, José Lourenço, Francisco de Almeida, a pintura de Ciça Fittipaldi e o ensaio fotográfico de Gustavo Moura e evidencia o talento de
Luiz Gonzaga na mistura e recriação dos ritmos do baião ao xote, do xaxado à toada, para se tornarem, com o samba, as matrizes musicais e poéticas da nova música popular no Brasil.

SERVIÇO
O que: Lançamento Exposição " O Imaginário do Rei, Visões    sobre o Universo de luiz Gonzaga", e lançamento do livro de Bené Fonteles " O Rei e o Baião"

Quando: dia 24 de abril ( terça-feira) às 19h
Onde: Palacete das Artes Rodin Bahia, rua da Graça 284, Graça, Salvador/Ba
Horário de funcionamento: de terça a domingo das 10h às 18h até o dia 10 de junho
Realização: Palacete das Artes Rodin Bahia, DIMUS/IPAC e SECULT/BA

Núcleo de Comunicação
Susana Serravalle
Contatos: ( 71 ) 3117- 6997/3117-6983
Fonte: Bené Fonteles tel  61-93336678/ ( 71 ) 3117-6493
Palavras-chave: Luiz GonzagaHomenagem