domingo, 15 de fevereiro de 2026

Acadêmicos de Niteroi faz hoje o desagravo por tudo que a cultura sofreu quando os cavaleiros das trevas chegaram em 2016 ao comando da nação e trouxeram a noite escura.

 


Samba-Enredo 2026 - Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil

Acadêmicos de Niterói

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo


Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula


Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns


Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio


Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial


Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva


Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista


É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia


Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo


Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula


Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns


Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio


Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial


Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva


Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tampouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista


É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia


Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo


Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula


Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Fabiano Trompetista defende homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula: "ele merece"



Como a arte e a cultura foram atacadas pelos governos Temer e Bolsonaro?

Os governos de Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019-2022) foram marcados por medidas que afetaram a estrutura institucional, o financiamento e a liberdade de expressão no setor cultural brasileiro.

Gestão Michel Temer

A abordagem de Temer foi caracterizada pela instabilidade institucional e austeridade econômica:

Extinção e recriação do MinC: Assim que assumiu, Temer extinguiu o Ministério da Cultura (MinC), transformando-o em uma secretaria do Ministério da Educação. Após intensas ocupações de prédios públicos por artistas em 21 capitais, o governo recuou e recriou a pasta.

Apesar da recriação formal do Ministério da Cultura após a pressão popular e a ocupação de prédios como o Palácio Capanema, o governo Michel Temer adotou uma estratégia de asfixia administrativa e financeira.

Embora a "placa" do ministério tenha voltado à porta, o funcionamento interno e a capacidade de execução de políticas públicas foram profundamente comprometidos por três vias principais:

1. Crise de Liderança e Instabilidade Política

A pasta tornou-se um "balcão de trocas" políticas para manter a base aliada no Congresso, resultando em uma rotatividade que impediu qualquer planejamento de longo prazo:

Troca constante de ministros: Em menos de três anos, o MinC teve cinco gestores (considerando interinos e titulares como Marcelo Calero, Roberto Freire e Sérgio Sá Leitão).

Perfil Técnico vs. Político: A nomeação de nomes mais alinhados ao mercado ou a partidos políticos específicos (como o PPS/Cidadania) mudou o foco da pasta, que passou a priorizar a "economia criativa" em detrimento de políticas de cidadania cultural e diversidade.

2. O Garrote Financeiro (Teto de Gastos)

A aprovação da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos) foi o golpe mais duro na estrutura do MinC. A cultura, por não ser uma área com gastos constitucionalmente obrigatórios (como saúde e educação), tornou-se o alvo principal dos cortes:

Contingenciamento: Mesmo com o orçamento aprovado, o governo federal bloqueava a liberação do dinheiro. Em 2017, por exemplo, o MinC sofreu um corte de quase 43% do seu orçamento discricionário, inviabilizando editais e a manutenção de órgãos como o IPHAN e a Funarte.

Paralisia de Órgãos Vinculados: Museus e bibliotecas enfrentaram dificuldades básicas para pagar contas de luz, segurança e manutenção, o que gerou um estado de degradação física em diversas instituições federais.

3. Esvaziamento Institucional e Administrativo

O governo Temer iniciou um processo de centralização e redução de quadros que facilitou o desmonte posterior no governo seguinte:

Corte de Cargos Comissionados: Houve uma redução drástica em cargos de confiança e funções gratificadas, o que desarticulou equipes técnicas que atuavam há décadas em áreas como patrimônio e direitos autorais.

Fim da participação social: Conselhos e fóruns de participação popular, que ajudavam a formular políticas junto à sociedade civil, foram esvaziados ou tiveram suas reuniões reduzidas, distanciando o ministério dos produtores culturais independentes.

4. Mudança de Discurso (Criminalização da Arte)

Foi durante o governo Temer que o debate público sobre a Lei Rouanet começou a ser massivamente distorcido pelo governo e seus aliados.

Embora o governo não tenha acabado com a lei, ele passou a utilizá-la como ferramenta de pressão política, auditando projetos de forma seletiva e alimentando uma narrativa de que a cultura era um "gasto desnecessário" ou um "privilégio de artistas famosos", preparando o terreno para a retórica de "guerra cultural" que viria a seguir.

Resumo: O MinC de Temer foi um "ministério de fachada". Ele existia no papel para aplacar a fúria da classe artística, mas não possuía autonomia financeira nem estabilidade política para operar.

Teto de Gastos: A sanção da PEC do Teto de Gastos (EC 95) congelou investimentos públicos, impactando diretamente orçamentos discricionários como o da cultura. 

Gestão Jair Bolsonaro

O governo Bolsonaro é frequentemente descrito como um período de "guerra cultural" e desmonte sistemático: 

Extinção Definitiva do MinC: O ministério foi extinto no primeiro dia de governo, sendo rebaixado a Secretaria Especial de Cultura, vinculada sucessivamente aos ministérios da Cidadania e do Turismo.

Ataques à Lei Rouanet: O governo reduziu drasticamente o teto de cachês para artistas (de R 3.000](https://www.cartacapital.com.br/politica/leia-rouanet-governo-diminui-cache-de-artistas-e-restringe-captacao-por-empresas/)) e impôs novas regras que dificultaram a captação de recursos por grandes projetos.

Censura e Veto de Conteúdo: Houve tentativas de bloquear editais com temática LGBTQIA+ e o cancelamento de exposições ou espetáculos sob o pretexto de preservar "valores cristãos". Casos emblemáticos incluem a perseguição à exposição Queermuseu e a tentativa de proibir manifestações políticas no Lollapalooza.

Conflitos Institucionais: Instituições como a Fundação Palmares sofreram intervenções ideológicas, como a exclusão de personalidades negras históricas de sua lista de homenageados.

Vetos a Leis de Emergência: Durante a pandemia, Bolsonaro vetou as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, que previam socorro financeiro ao setor; os vetos foram posteriormente derrubados pelo Congresso. 


'O Carnaval é o maior ato político do Brasil' | Entrevista com Tiaraju Pablo





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