Samba-Enredo 2026 - Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil
Acadêmicos de Niterói
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante
Pro destino retirante
Te levei, Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial
Vi a esperança crescer
E o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber
Escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui
No Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer
Aceite se perder
Se o ideal valer
Nunca desista
Não é digno fugir
Nem tão pouco permitir
Leiloarem isso aqui
A prazo, à vista
É, tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante
Pro destino retirante
Te levei, Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial
Vi a esperança crescer
E o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber
Escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui
No Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer
Aceite se perder
Se o ideal valer
Nunca desista
Não é digno fugir
Nem tampouco permitir
Leiloarem isso aqui
A prazo, à vista
É, tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Fabiano Trompetista defende homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula: "ele merece"
Como a arte e a cultura foram atacadas pelos governos Temer e Bolsonaro?
Os governos de Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019-2022) foram marcados por medidas que afetaram a estrutura institucional, o financiamento e a liberdade de expressão no setor cultural brasileiro.
Gestão Michel Temer
A abordagem de Temer foi caracterizada pela instabilidade institucional e austeridade econômica:
Extinção e recriação do MinC: Assim que assumiu, Temer extinguiu o Ministério da Cultura (MinC), transformando-o em uma secretaria do Ministério da Educação. Após intensas ocupações de prédios públicos por artistas em 21 capitais, o governo recuou e recriou a pasta.
Embora a "placa" do ministério tenha voltado à porta, o funcionamento interno e a capacidade de execução de políticas públicas foram profundamente comprometidos por três vias principais:
1. Crise de Liderança e Instabilidade Política
A pasta tornou-se um "balcão de trocas" políticas para manter a base aliada no Congresso, resultando em uma rotatividade que impediu qualquer planejamento de longo prazo:
Troca constante de ministros: Em menos de três anos, o MinC teve cinco gestores (considerando interinos e titulares como Marcelo Calero, Roberto Freire e Sérgio Sá Leitão).
Perfil Técnico vs. Político: A nomeação de nomes mais alinhados ao mercado ou a partidos políticos específicos (como o PPS/Cidadania) mudou o foco da pasta, que passou a priorizar a "economia criativa" em detrimento de políticas de cidadania cultural e diversidade.
2. O Garrote Financeiro (Teto de Gastos)
A aprovação da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos) foi o golpe mais duro na estrutura do MinC. A cultura, por não ser uma área com gastos constitucionalmente obrigatórios (como saúde e educação), tornou-se o alvo principal dos cortes:
Contingenciamento: Mesmo com o orçamento aprovado, o governo federal bloqueava a liberação do dinheiro. Em 2017, por exemplo, o MinC sofreu um corte de quase 43% do seu orçamento discricionário, inviabilizando editais e a manutenção de órgãos como o IPHAN e a Funarte.
Paralisia de Órgãos Vinculados: Museus e bibliotecas enfrentaram dificuldades básicas para pagar contas de luz, segurança e manutenção, o que gerou um estado de degradação física em diversas instituições federais.
3. Esvaziamento Institucional e Administrativo
O governo Temer iniciou um processo de centralização e redução de quadros que facilitou o desmonte posterior no governo seguinte:
Corte de Cargos Comissionados: Houve uma redução drástica em cargos de confiança e funções gratificadas, o que desarticulou equipes técnicas que atuavam há décadas em áreas como patrimônio e direitos autorais.
Fim da participação social: Conselhos e fóruns de participação popular, que ajudavam a formular políticas junto à sociedade civil, foram esvaziados ou tiveram suas reuniões reduzidas, distanciando o ministério dos produtores culturais independentes.
4. Mudança de Discurso (Criminalização da Arte)
Foi durante o governo Temer que o debate público sobre a Lei Rouanet começou a ser massivamente distorcido pelo governo e seus aliados.
Embora o governo não tenha acabado com a lei, ele passou a utilizá-la como ferramenta de pressão política, auditando projetos de forma seletiva e alimentando uma narrativa de que a cultura era um "gasto desnecessário" ou um "privilégio de artistas famosos", preparando o terreno para a retórica de "guerra cultural" que viria a seguir.
Resumo: O MinC de Temer foi um "ministério de fachada". Ele existia no papel para aplacar a fúria da classe artística, mas não possuía autonomia financeira nem estabilidade política para operar.
Gestão Jair Bolsonaro
O governo Bolsonaro é frequentemente descrito como um período de "guerra cultural" e desmonte sistemático:
Extinção Definitiva do MinC: O ministério foi extinto no primeiro dia de governo, sendo rebaixado a Secretaria Especial de Cultura, vinculada sucessivamente aos ministérios da Cidadania e do Turismo.
Ataques à Lei Rouanet: O governo reduziu drasticamente o teto de cachês para artistas (de R 3.000](https://www.cartacapital.com.br/politica/leia-rouanet-governo-diminui-cache-de-artistas-e-restringe-captacao-por-empresas/)) e impôs novas regras que dificultaram a captação de recursos por grandes projetos.
Censura e Veto de Conteúdo: Houve tentativas de bloquear editais com temática LGBTQIA+ e o cancelamento de exposições ou espetáculos sob o pretexto de preservar "valores cristãos". Casos emblemáticos incluem a perseguição à exposição Queermuseu e a tentativa de proibir manifestações políticas no Lollapalooza.
Conflitos Institucionais: Instituições como a Fundação Palmares sofreram intervenções ideológicas, como a exclusão de personalidades negras históricas de sua lista de homenageados.
Vetos a Leis de Emergência: Durante a pandemia, Bolsonaro vetou as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, que previam socorro financeiro ao setor; os vetos foram posteriormente derrubados pelo Congresso.
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