sábado, 21 de fevereiro de 2026

PORQUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DEVERIA SUBESTIMAR A EXTREMA DIREITA CATÓLICA ATUAL.

Estudei durante alguns anos para uma pesquisa sobre “A extrema direita católica nas redes digitais”. O recorte era dentro do catolicismo praticado no Brasil e selecionei alguns grupos e o tal do “Youtuber”. Tinha um foco e uma finalidade. Procurei entender esse “personagem novo” dentro da Igreja Católica no Brasil (estudei um pouco os católicos digitais e tradicionalistas dos EUA por conta da influência no catolicismo brasileiro), por conta do impacto que vinham tendo nas redes e já chegando a paróquias e dioceses. Com uma notória crise do que se chamou de “esquerda católica” (Michael Lowy e outros), esse tipo de católico que já vinha tendo repercussão desde o crescimento vertiginoso da Renovação Carismática Católica (o livro do sociólogo Reginaldo Prandi e os estudos de Brenda Carranza deram conta desse fenômeno, inicialmente)

Historicamente, existiu uma figura chamada: o “católico de IBGE”. Esse ser  nunca foi um problema na Igreja Católica. Fez o básico na Igreja: batizado; catequese/catecismo; crisma, casamento e alguma missas… Os chamados “católicos efetivos” e que tinham atuação na paróquia, também não eram problema, o que ocorria (ou ocorre) muitas vezes é conflito com o pároco local por conta de autoritarismo clerical e outras divergências bem paroquiais.

A questão que estudo hoje é de outra natureza: temos hoje um “novo tipo” de católico. Que vem das redes digitais (vejo isto no Brasil e EUA, em particular). Uma pessoa que se tornou essa coisa bizarra chamada “influencer” e que tem uma militância católica de rede digital. Em média, tradicionalista e conservador (anticomunista) e que já vem tendo influência nas paroquias e dioceses. Tenho estudado essa figura católica. Ultimamente e tardiamente, vem surgindo o “católico de esquerda” nas redes digitais, mas ainda de pouco impacto na Igreja (outra história!)...

O livro-coletânea organizado João Décio Passos e Wagner Lopes pela editora Paulus e o outro livro-coletânea organizado por Ney de Souza pela editora CRV, já nos colocam um ótimo material sobre essa extrema direita católica atual, suas origens e sua atuação dentro e fora das redes digitais. Ao mesmo tempo, essas pesquisas viram um alerta sobre o que significa essa gente dentro e fora do catolicismo no Brasil. Nos últimos anos de eleição para presidente fica nítido a atuação deles e o que defendem nas redes digitais. Um fato: têm estratégias e não se trata de amadores ou de uma apenas intermitente. Não se trata mais da velha TFP e seu cruzado Plínio Carrêa de Oliveira. Tempos são outros, desiguais e combinados.  




A quem interessar possa. Um convite:

LIVE. RELIGIÃO & SOCIEDADE

PORQUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DEVERIA SUBESTIMAR A EXTREMA DIREITA CATÓLICA ATUAL. NOTAS

Romero Venâncio (UFS)

21/2. Sábado. Às 20h

No Instagram romerojunior4503



Como vota o deputado Eros Biondini, que aparece no vídeo acima  nas pautas que defende as familias sob o ponto de vista econômico,  como a isenção do imposto de renda para quem recebe até 5000 reais e na discussão do fim da escala 6X1, entre outras pautas semelhanes

1. Isenção do Imposto de Renda (até R$ 5.000) 
Voto: Favorável.
Contexto: O deputado votou junto com a unanimidade da Câmara (493 votos favoráveis) em outubro de 2025 para aprovar o projeto que garante a isenção para quem recebe até R$ 5.000. Embora a proposta seja uma bandeira do governo atual, houve uma orientação geral de todos os partidos pelo voto "sim" devido ao forte apelo popular da medida. 

2. Fim da Escala 6x1
Posicionamento: Contrário ou Cauteloso.
Contexto: Até o momento, Eros Biondini não assinou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) liderada pela deputada Erika Hilton (PSOL) para o fim da jornada 6x1. Ele segue a linha majoritária da oposição, que argumenta que a mudança pode gerar impactos negativos na economia, no setor de serviços e nos custos para pequenos empresários. O parlamentar tende a defender que tais alterações devem ser negociadas via acordos coletivos, e não por imposição constitucional. 
3. Outras Pautas Econômicas e Sociais
O histórico recente de votação do deputado revela um padrão de oposição a projetos de subsídio direto ou aumento de gastos vinculados ao governo:
Programa Gás do Povo: Em fevereiro de 2026, Eros Biondini foi um dos poucos deputados que votou contra a criação do programa que garante acesso gratuito ao gás de cozinha para famílias de baixa renda.
Dívida do RS: O parlamentar gerou polêmica ao votar contra a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul durante a tragédia climática em 2024, embora posteriormente tenha alegado que se confundiu ao teclar o voto.
Reforma Tributária: Em geral, tem votado contra ou se manifestado de forma crítica aos textos de regulamentação da reforma tributária propostos pela gestão federal, mantendo a disciplina do PL. 











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