No coração de Aracaju, o Cinema do Centro (Sala Walmir Almeida) se consolidou como um dos principais pontos de encontro para os amantes da sétima arte. Mas o que pensa o público frequentador? Para entender melhor essa relação, respondi agora há pouco uma pesquisa de avaliação qualitativa com os espectadores.
Um Frequentador Assíduo
Sou professor e apaixonado por cinema. Conheço o Cinema do Centro desde a sua inauguração e sou presença constante na sala. "Mais de 5 vezes", no mínimo, afirmei ao responder à pergunta sobre a frequência. Minha intimidade com o espaço transparece não apenas nos números, mas na riqueza de detalhes sobre a programação que acompanho de perto.
Programação de Qualidade
Quando classifiquei a programação do cinema como "Ótima", demonstrei minha satisfação com a curadoria oferecida. E não é para menos: basta olhar minha lista de filmes assistidos, que revela um verdadeiro tour pela diversidade cinematográfica.
Entre os títulos dos quais me recordo, destaco:
Anatomia do Ódio
Primavera
São Paulo Sociedade Anônima
Marvada Carne
Iracema - Uma Transa Amazônica
Evangelho da Revolução
Nouvelle Vague
O Agente Secreto
Hora do Recreio
Betty Blue
Paris, Texas
Légua Tirana
Curta-metragem Benedito
Uma seleção que transita entre o cinema brasileiro clássico e contemporâneo, o cinema europeu e as produções independentes. Isso demonstra que a Sala Walmir Almeida tem conseguido atender a um público que busca conteúdo de qualidade e diversidade de narrativas.
O Amor pelo Cinema Brasileiro
Quando questionado sobre quantos filmes brasileiros assisti, fui categórico: "Adoro filmes brasileiros". Essa minha declaração reforça a importância de manter uma programação que valorize a produção nacional, algo que o Cinema do Centro tem feito com competência.
No entanto, fiz uma ressalva importante sobre os filmes estrangeiros: "Faltam mais clássicos". Este pedido revela um desejo legítimo que tenho por um resgate do cinema de outras épocas.
Infraestrutura e Gestão
Sobre a gestão do Cinema do Centro (Sala Walmir Almeida), avalio como "Boa". Quanto à infraestrutura da sala, "não tenho do que reclamar". Um voto de confiança importante para a equipe que mantém o espaço funcionando.
E o Que Pode Melhorar?
Um ponto que poderia aumentar a frequência ao equipamento cultural:
Bombonière – A melhoria do serviço de lanchonete poderia tornar a experiência mais completa e atraente.
O Chamado à Gestão Pública
Com conhecimento de causa, faço um apelo direto à prefeita de Aracaju, Emília Corrêa:
"A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), que colocou no seu programa de campanha o compromisso em aproximar estudantes da rede municipal de Aracaju com a arte e com a cultura visando fortalecer a educação integral, bem que poderia autorizar a Prefeitura de Aracaju a custear duas sessões semanais a fim de encher a sala Walmir Almeida com estudantes da rede municipal para assistir filmes como Légua Tirana, segundo longa-metragem baseado na vida e obra de Luiz Gonzaga com estreia prevista para agosto." (publicado no Blog da Cultura em 29 de julho de 2025)
A sugestão é clara e estratégica: utilizar o potencial do cinema como ferramenta educacional, cumprindo promessas de campanha e fortalecendo a educação integral através da cultura.
O Sonho de Uma Aracaju Cultural
Para fechar as respostas ao formulário, compartilho meu desejo para a cidade:
"Eu desejo que Aracaju se torne um polo regional exemplar em matéria de política cultural que considere a diversidade, a participação social, a intersetorialidade da cultura com as áreas da educação, da saúde, dos direitos humanos, da segurança, do turismo, da economia criativa. Enfim, de uma cidade tão boa para se viver, que possa gerar um orgulho tão grande em nós aracajuanos que ninguém queira sair daqui, em especial os jovens que podem ficar aqui e sobreviver da cadeia produtiva da cultura."
Essas palavras resumem o sentimento de "um homem latino-aracajuano sem parentes importantes e dinheiro no banco" que acredita no poder transformador da cultura. O sentimento de quem não quer apenas um cinema de qualidade, mas que sonha com uma cidade onde a cultura seja parte estruturante do desenvolvimento urbano, gerando oportunidades, fortalecendo a identidade local e criando condições para que os jovens possam construir seus projetos de vida sem precisar deixar sua terra.
Conclusão
Ao fim e ao cabo, mostro que o Cinema do Centro (Sala Walmir Almeida) cumpre seu papel como equipamento cultural importante para Aracaju. Sua programação diversificada, a boa gestão e a infraestrutura adequada são reconhecidas pelo público, não apenas por mim.
O meu sonho é o sonho de muitos aracajuanos: uma cidade que coloca a cultura no centro de seu projeto de desenvolvimento, gerando orgulho, pertencimento e oportunidades. Que este artigo, que organiza em formato dissertativo as minhas respostas ao questionário de avaliação, inspire gestores e a sociedade a fortalecer cada vez mais os espaços culturais da cidade.
A canção abaixo veio a mente quando respondia as perguntas finais da pesquisa:

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