Projeto une estudantes e saberes tradicionais para apoiar organizações na captação de recursos do Governo
A Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), iniciou a implantação de uma incubadora para fortalecer organizações sociais de cultura popular em Sergipe. O objetivo é ampliar a participação de grupos culturais sergipanos nos editais federais de fomento, área em que o estado enfrenta dificuldades há cerca de duas décadas.
A iniciativa partiu de um convite do MinC, intermediado por Mirella Araújo, coordenadora-geral do Programa Nacional de Comitês de Cultura. A proposta prevê mapeamento, diagnóstico das carências do setor e formação voltada ao fortalecimento institucional e ao acesso às políticas públicas de cultura.
A professora Ana Karina Calmon, do curso de Museologia do Campus Laranjeiras, lidera o projeto. Ela articulou estudantes de Arquitetura, Museologia, Arqueologia, Engenharia da Computação e Turismo, muitos ligados ao Trapiche, projeto de extensão permanente que atende comunidades. O grupo também vai compor um banco de dados para o Ministério e a Universidade.
A coordenação buscou garantir continuidade da ação, envolvendo a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex), na pessoa de Josefa Lisboa, para que a incubadora não se encerre na fase inicial. Estudantes destacam que a experiência amplia a formação acadêmica, aproxima os cursos das demandas sociais e valoriza o patrimônio material e imaterial.
Por fim, a UFS encerrou recentemente as inscrições do edital de Mestres e Mestras, que certificará novos detentores de saberes tradicionais, com expectativa de ampliar a iniciativa para todo o território sergipano.
Massa! Que venham mais incubadoras para atender outros públicos,
como Pontos de Cultura, além de coletivos ligados à música independente,
underground etc. Uma incubadora inclui cursos e oficinas, e regra geral os
agentes culturais também são acompanhados e contemplados com mentoria durante
um certo período, realizada por técnicos e estagiários, incluindo áreas duras
como legislação e contabilidade. Esses técnicos e estagiários não apenas dão
aulas: eles fazem junto com os agentes dos coletivos e organizações, que,
supõe-se, recebam ajuda de custo para despesas com alimentação, passagem, entre
outras necessária, aqui considerando principalmente as pessoas de baixa renda.
A proposta é pertinente e relevante, pois responde a uma lacuna
real: muitos agentes culturais têm ideias e produção, mas carecem de apoio
jurídico, contábil, administrativo e de gestão.
Importante considerar no caso da mentoria a formação com base na autonomia, inclusive para fortalecer
a sustentabilidade financeira dos coletivos e organizações, assim como o acompanhamento pós-incubação e criação de uma rede de
cooperação entre coletivos e organizações.

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