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sábado, 3 de junho de 2017

Forrocaju. Uma prefeitura e um legislativo suficientemente democrático teria chamado a sociedade para discutir a programação.

Juntamente com a discussão do conceito, propósito, impactos culturais,  sociais e econômicos, fontes de financiamento e formas de inscrição para a participação dos artistas  e etc.

E se isso não é feito como deve, acontece por meio das redes sociais.


Para além do mais do mesmo do Forrocaju. (2)
 


Pensando como público ou platéia, acredito que não devamos defender a proposta de uma programação do Forrocaju, exclusivamente com artistas sergipanos, podemos ampliar para os artistas nordestinos que não fazem parte do “mainstream” (*)da indústria jabazeira cultural (**). Porque para o gestor e para quem for patrocinar o evento, quem arrasta multidões, na sua maioria estão ligadas ao “mainstream”. E isso faz parte do script da festa.

Precisamos lembrar que quem patrocina a festa, incluindo as empresas, não irá abrir mão disso. O que podemos defender é um percentual de presença maior de artistas do ciclo junino ligados a cultura mais tradicional ou de "raiz". Um forte argumento em tempos de pouca grana .

Por outro lado, não vejo como restringir a programação do Forrocaju apenas para a linguagem da música ou da dança. Importante ampliar o investimento para a participação de grupos da cultura popular e artistas ligados as artes plásticas, as artes visuais, a produção de espetáculos temáticos de dança e/ou de teatro, não apenas quadrilhas, bem como aos ligados a produção temática do audiovisual, assim como exibição.

Também há necessidade de se investir em oficinas de produtos alusivos ao São João, incluindo quadrilha tradicional e de forró, para quem não sabe ou quer melhorar sua performance. Assim também como concursos diversos, como de redação, fotografia, artigos acadêmicos e etc.
Incentivar a gastronomia tradicional, assim como a organização de brincadeiras tradicionais para crianças e adolescentes. Muito do que falo acima, pode ser realizado nos horários ociosos do arraial do Forrocaju, especialmente a tarde.

Também pode-se estender muito do que está sugerido acima para todo o ano. Porque isso é um problema para quem está ligado a cadeia produtiva do forró e para a cultura em geral em nosso estado. Sergipe só consegue ser o o país do forró durante dois meses.

P.S.: - (*) Mainstream é um conceito que expressa uma tendência ou moda principal e dominante. A tradução literal de mainstream é "corrente principal" ou "fluxo principal". Em inglês, main significa principal enquanto stream significa um fluxo ou corrente.
Significado de Mainstream - O que é, Conceito e Definição
https://www.significados.com.br/mainstream/
P.S.: (**) Jabá ou  Jabaculê, ou simplesmente jabá, é um termo utilizado na indústria da música brasileira para denominar uma espécie de suborno em que gravadoras pagam a emissoras de rádio ou TV pela execução de determinada música de um artista. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Zezito de Oliveira - Educador, professor de História e especialista em arte-educação, produtor cultural. Foi diretor do Complexo Cultural "O Gonzagão" no periodo de 2007 a 2009, além de  idealizador e coordenador de produção da Caravana Cultural Luiz Gonzaga vai à escola (2012 e 2013).
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O primeiro texto publicado em 30 de maio do corrente. (1)

O Forrocaju é uma grande sacada carregada de alguns equívocos. O principal deles é a dependência de uma quantidade vultosa de recursos para a sua realização. O Forrosiri também segue a mesma onda.

Foi por causa disso que o forró de Areia Branca não se sustentou por muito tempo, ressurgindo vez ou outra, assim como eventos semelhantes.

O vereador Iran Barbosa que deu entrada em um pedido para transformar o FORROCAJU em patrimônio imaterial da cidade, bem que poderia promover uma audiência pública para debater as possibilidade de um FORROCAJU mais sustentável, inclusive para a cadeia produtiva da cultura local.
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Novos posts. Incluído em 15/06/2017.

A não realização do FORROCAJU este ano, nos dá a chance para aproveitarmos a oportunidade no sentido de repensarmos o modelo ou formato do próximo ano.

"A maioria da programação junina das cidades do nordeste são um verdadeiro "horror" cultural , mas já assimilado. Socorro e o FORROSIRI é um dos exemplos. A cota para o forró pé de serra é para dizer que fica uma "laminha" para o mais autêntico. Isso ajuda a assimilar o "horror" cultural.

Questão para ser entendida e enfrentada no âmbito do debate que cruze cultura, politica, economia, educação e comunicação.


Sem isso, estaremos fadado a ficar igual cachorro, quando fica correndo atrás do rabo.


Insisto em um fórum permanente com esse viés sistêmico, para pensarmos e realizarmos estratégias e ações."


Zezito de Oliveira

André Moura: “O Forró Caju em 2017 não será realizado”


Nesta quarta-feira (14), durante entrevista no programa Balanço Geral, da TV Atalaia, o deputado federal André Moura (PSC), afirmou que o Forró Caju em 2017 não será realizado. Segundo o deputado, a prefeitura de Aracaju não poderá receber recursos do Governo Federal por estar inadimplente junto à União. Ainda segundo o deputado, a ausência de uma certidão negativa impediu o repasse.

Moura complementou que a verba de R$ 1,4 milhões do Ministério do Turismo será destinada para municípios sergipanos que estão adimplentes e irão realizar festas no período junino.

A Prefeitura de Aracaju informou que o que impediu o repasse dos recursos foi que a gestão passada deixou de aplicar os 25% dos recursos em Educação, como é obrigatoriamente determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo a prefeitura, a gestão anterior, ao invés de realizar aplicação obrigatória, inseriu pagamentos de aposentados e pensionistas na conta, o que foi identificado pelo Ministério da Educação como irregular, em análise realizada no último mês de maio, o que impediu o recebimento dos recursos que seriam voltados para a realização do Forró Caju.
Com informações do Portal A8, Jornal da Cidade e  Expressão Sergipana.

Leia mais:  Guia dos Festejos Juninos em Sergipe 2017

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" Forró caju não me representa. O que tinha de tradicional era um palquinho fuleiro. Enquanto os palcões... Era dos cachê milionários de não sergipanos." Leon Carlos Newrox


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"Não há confirmação oficial se o Forró Caju vai ocorrer ou não, mas podemos aproveitar a oportunidade para debater a política cultural da cidade e o orçamento do município. É importante ter verba específica para este tipo de evento? Qual a relação do evento com a cadeia sergipana de música e dança? Como sair do lugar comum que pretende manter as verbas das áreas sociais como educação, saúde e segurança em um eventual detrimento das ações culturais? É claro que é importante garantir verba pra posto de saúde, escola e creche, pra pagar folha em dia e com todos os direitos, mas defender saúde e educação em detrimento das ações do calendário cultural é equivocado, além de reproduzir uma moral punitivista, como se as demais pastas fossem a "obrigação" e a cultura fosse a "diversão". Não, cultura é um direito e devemos discuti-la neste marco. Qual o impacto da dívida pública da prefeitura? Qual o impacto dos cargos comissionados? Como a política de isenção fiscal às empresas de ônibus afetam o orçamento do município? De resto eu não tenho saco nem pra alimentar as bocas miúdas do colunismo jabazeiro nem de Amorim/Vavazinho e seus satélites da situação na prefeitura e governo do Estado. Torcendo pra Praça do Mercado Central ter a diversão que todos nós merecemos."

Henrique Maynart - Jornalista
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SÃO JOÃO 100% SERGIPANO

MÊS DE JUNHO SE APROXIMA
FORROZEIRO GUERREIRO GARIMPANDO
POR ONDE PASSA OUVE QUE A CRISE TÁ AFETANDO
PARO UM POUCO E ME PERGUNTO
JÁ QUE O MOMENTO É DIFÍCIL
E DINHEIRO TÁ FALTANDO
POR QUE NÃO ECONOMIZAR E REALIZAR
UM SÃO JOÃO 100% SERGIPANO?

A TRADIÇÃO ATRAI E DÁ LUCRO
A NOSSA É NO MEIO DO ANO
COM COMPROMISSO E INVESTIMENTO
O RETORNO SÓ VAI AUMENTANDO
CADA VEZ VÊM MAIS TURISTAS
E TODOS SAEM GANHANDO
PARA ESSA FOGUEIRA NÃO APAGAR
POR QUE NÃO CONTINGENCIAR E REALIZAR
UM SÃO JOÃO 100% SERGIPANO?

AQUI NÓS TEMOS DE TUDO
PARA GRANDES EVENTOS POUPANDO
ARTISTAS CONSAGRADOS E NOVOS TALENTOS
DOS TRADICIONAIS AOS CONTEMPORÂNEOS
TODOS FILHOS DESTA TERRA
COM SEUS VOTOS E IMPOSTOS HONRANDO
SE O MOMENTO É DE PRIORIZAR
POR QUE NÃO OLHAR PRA NÓS E REALIZAR
UM SÃO JOÃO 100% SERGIPANO?

MANTENDO A CULTURA, ESQUECENDO A FARRA
MEDIDAS AUSTERAS VÃO SE APLICANDO
NÃO TRAZ NINGUÉM DE FORA SEM ARRUMAR A CASA
E O NOSSO ARTISTA VAI SEU PÚBLICO AMPLIANDO
INVESTINDO POUCO E GANHANDO MUITO
E O DINHEIRO AQUI MESMO FICA CIRCULANDO
SE EM MOMENTOS RUINS PRECISAMOS INOVAR
POR QUE NÃO NOS VALORIZAR E REALIZAR
UM SÃO JOÃO 100% SERGIPANO?

NAS FESTAS DE FORTALEZA​, NATAL, BARRETOS
NÃO TÊM NOSSOS ARTISTAS TOCANDO
NÃO POR FALTA DE TALENTOS
PARA NÓS ESTÃO POUCO SE LIXANDO
NÃO TENHO NADA CONTRA OS DE LÁ
MAS POR NOSSO ESPAÇO MORREREI LUTANDO
JÁ TÁ MAIS DO QUE NA HORA DE MUDAR
DE SE FAZER JUSTIÇA COM OS DE CÁ
APROVEITAR O MOMENTO E IMPLANTAR
UM SÃO JOÃO 100% SERGIPANO

Alberto Marcelino, cantor, compositor e radialista do Bairro Suíssa, Aracaju/SE.

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Deixe junho pro São João

 Deixe o batuque do axé 

Pro carnaval da Bahia

E a insana pornografia
Não troque no arrasta-pé.
Rapariga e cabaré?
Em nenhuma ocasião.
E o forró da ostentação
Reinando o falso interesse?
Não faça um negócio desse,
Deixe junho pro São João.

Pelo menos uma vez
Esqueça Michel Teló
E deixe eu dançar forró
Os trinta dias do mês.
Um disco de Marinês,
O gogó de Assisão
E o nosso Rei do Baião,
Cantando Zé Marcolino,
Só esse mês é junino,
Deixe junho pro São João.

Com seu povo tenha zelo,
Respeite nossa raiz,
Não ouça o cantor que diz
Que o melhor é o desmantelo.
Deixe a escova do cabelo
De Wesley Safadão
Pro Programa do Faustão
Que aqui é outra lisura,
Não mate nossa cultura,
Deixe junho pro São João.

Deixe a tal da muriçoca
Se enganchar no mosqueteiro,
Contrate Alcimar Monteiro
Que nossa música toca.
Deixe o funk carioca
Tremendo seu paredão
Pra quando uma guarnição
Passar baixando o volume,
Perca esse fútil costume,
Deixe junho pro São João.

Nós precisamos parar
A superficialidade,
Pois cultura de verdade,
Jamais pode se apagar.
É triste se constatar
Essa covarde inversão,
E o povo sem ter noção
Do próprio valor que tem:
Faça a você esse bem:
DEIXE JUNHO PRO SÃO JOÃO!
E VIVA SÃO JOÃO, MEU POVO!


Bráulio Tavares - Jornalista, escritor e compositor. 

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Sergipe é o país do forró. Será!?

 Publicado antes neste blog. Em 17 de junho de 2012


Nas décadas de oitenta e noventa, Sergipe festejava o São João em quase todo Estado, era um grande arraial de alegria, fogueiras, quadrilhas, quentão e muita comida típica. Areia Branca acendia a fogueira mais cedo e se transforma na capital forró, para onde multidões se deslocavam atraídas pelo calor do forró, porque era primeiro de junho e o festa estava apenas começando, sem hora pra acabar, e só terminava, lá pro dia trinta! Com o São Pedro de Capela e Muribeca.
 


Se formos enumerar as cidades que faziam um grande São João, com grandes estruturas de palco, som, luz, arraiais, diria que quase todas as cidades sergipanas celebravam as festas juninas. 

Sergipe se enfeitava e se vestia para festejar o São João como ninguém, de Norte a Sul, e para esquentar e animar a festa, estavam lá, artistas sergipanos, nossos forrozeiros e alguns nacionais, levando alegria e muito forró com sotaque sergipano. 

A música sergipana passava por um momento de grande efervescência com os nossos forrozeiros, artistas e bandas, cantando as coisas da gente, difundindo o nosso São João para o Brasil e pro mundo. 

Em Aracaju haviam vários polos com grandes estruturas de shows, concursos de quadrilhas e outros eventos. Os mais importantes eram: O Gonzagão, Rua São João, Centro de Criatividade, Praça do Siqueira Campos, Arraial do 18 do Forte, Arraial do Bugiu, Arraial do Bairro América, os barracões culturais, eram vários palcos onde os artistas sergipanos faziam seus shows, divulgavam seus trabalhos, enfim, era uma corrida louca para dar conta de tantos shows em Aracaju e no interior do Estado, o tecido da cadeia produtiva e criativa da música estava em movimento gerando emprego e distribuindo renda. 

Nossa riqueza circulava aqui mesmo, éramos mais ricos financeira e culturalmente, pois, os recursos públicos eram gastos com shows, em sua maioria, de artistas sergipanos, que garantiam a festa. 
No calor da fogueira, em seu primeiro mandato, o então prefeito Jackson Barreto criou o Arraial do Povo, hoje, Forrocaju, mal sabendo ele que estava criando o Bicho Papão, que iria engolir todos os palcos de Aracaju, e de quebra, o forródromo de Areia Branca, que sucumbiu para dar lugar ao MEGA, BIG, FORROCAJU. 

O impacto na cadeia produtiva e criativa da música em nosso Estado, foi sentida de imediato. Os artistas sergipanos que faziam, durante o no mês de junho, de vinte a trinta shows, passaram a fazer, no máximo, três shows, todos os palcos em Aracaju, foram desmontados para dar lugar a mega estrutura montada na praça de eventos Hilton Lopes, com capacidade para receber milhares de pessoas todas as noites, que enchiam os olhos do então prefeito Marcelo Déda, encantado com tanta gente para matar a sua fome voraz de poder, porque o poder quer gente, o poder come gente e conseguir reunir tanta gente em um só lugar, fazer um discurso na abertura e ainda, de quebra, anunciar as atrações nacionais, era o êxtase. 

Enquanto isso, doía na alma dos artistas sergipanos ver um São João que se espalhava e que já estava enraizado por toda a cidade, resumido a um único lugar, a um único show, em um único palco que não reflete o verdadeiro São João, porque tem um formato que não traduz a nossa festa maior e que não se diferencia de outros palcos em outras festas promovidas por prefeituras e pelo Estado porque acabou com o São João do Gonzagão, Rua São João, Bugiu, Siquera Campos, 18 do Forte, os barracões culturais, com o circuito de quadrilhas por esses espaços e até o forródromo de Areia Branca. 

Hoje, o que se vê é um formato burro de um show atrás do outro debaixo de chuva, sob bandeirolas de plástico coloridas e uma cidade despida do que foi um dia o orgulho de um povo que teima em manter suas tradições, sua cultura, ignoradas pela classe política que entra na festa pra bagunçar e dar o tom, dizendo quem canta e quem não canta nos palcos armados com o nosso dinheiro, passando por cima da nossa dignidade desrespeitando os fazedores de cultura, em nome de um projeto político, porque lhe é conveniente criar espaços públicos para milhares de pessoas e achar que somos massa de manobra. 

Não queremos acabar com o Forrocaju, porque é uma conquista nossa. O que queremos é que a o São João de Sergipe, em particular o de Aracaju, seja repensado, discutido com a sociedade civil organizada, que faça circular a produção cultural sergipana, que estimule a cadeia produtiva e criativa da música, fazendo com que a cidade volte a festejar o São João nas suas comunidades, que distribua renda, que a cidade se vista das cores e dos motivos juninos, para que a gente se veja em nosso fazer cultural, porque o ego e o interesse político não pode se sobrepor identidade cultural de um povo.

Coluna Tribuna, publicada neste domingo no JORNAL DO DIA em 04/06/2017.

A polêmica do Forró Caju

A realização - ou não - do Forró Caju 2017 é uma dessas falsas polêmicas que o sergipano passou a vivenciar a partir do avanço das redes sociais e da falta de respeito existente hoje na política brasileira. A postura equilibrada do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B), que não quer comprometer recursos do município num momento de grave crise, foi encarada como “falta de planejamento”.

Se Edvaldo tivesse feito a opção de tirar qualquer centavo dos cofres da Prefeitura de Aracaju para a festa, estaria sendo criticado do mesmo jeito. Só que o discurso seria em função da falta de prioridade do prefeito em gastar milhões num momento em que a PMA enfrenta grave crise financeira, consequência da desastrosa gestão de João Alves Filho (DEM).


Edvaldo Nogueira assumiu a Prefeitura de Aracaju com dívidas de R$ 531 milhões, um terço de todo o orçamento do município para 2017, folhas do décimo terceiro e do mês de dezembro em atraso, unidades de saúde e de emergência fechadas em função das paralisações de todas as categorias do setor e falta de pagamento a fornecedores, e serviços públicos semiparalisados, a exemplo da limpeza pública. E ainda as ruas esburacadas e mal iluminadas, praças sem manutenção e até alguns prédios públicos com a energia cortada.


Nesses cinco meses, Edvaldo conseguiu regularizar a folha de pessoal, a limpeza pública passou a ser notada pela população e a cidade começa a sentir que voltou a ter prefeito. As enchentes e alagamentos provocados pelas últimas chuvas ainda são consequência dos quatro anos de descaso da administração passada, que descuidou da limpeza de canais, bueiros, bocas de lobo e de obras que preparassem a cidade para enfrentar tais problemas. Nos 12 anos em que Aracaju foi administrada por Marcelo Déda e Edvaldo, não se registraram enchentes e alagamentos que causassem tamanhos estragos. Aliado a essa constatação, a cidade recebeu neste ano de 2017 os mais altos índices pluviométricos dos últimos anos, o que só piora a situação.


Edvaldo Nogueira enfrenta um boicote explícito dos setores que perderam as eleições de 2016 e fazem de tudo para travar a administração. Contrariando a tradição da política sergipana, o deputado federal Valadares Filho (PSB) e seus aliados não admitem a incompetência política que provocou a derrota e, repetindo o que fez o senador Aécio Neves (PSDB/MG) a nível nacional, tentam inviabilizar a gestão do prefeito de Aracaju como se fosse uma questão de honra. Fazem oposição mesquinha e ridícula, que chega a doer nos ouvidos dos que não estão envolvidos na politicagem. Querem destruir Aracaju para se apresentarem mais na frente como salvadores da cidade. É uma irresponsabilidade.


Voltando ao Forró Caju, a festa deverá ser realizada em proporções menores, privilegiando artistas sergipanos, com a participação de uma atração nacional a cada noite. A Prefeitura de Aracaju já conseguiu 50% do valor necessário para a realização do Forró Caju 2017, através do patrocínio da Ambev e Caixa Econômica Federal, mas aguarda uma resposta em torno de uma emenda ao orçamento da União, que estava bloqueada e, por uma mobilização do prefeito e parte dos vereadores, pode ser liberada em função da influência do líder do governo do Congresso, deputado federal André Moura (PSC).


No ano passado, último da gestão João Alves Filho, o Forró Caju foi entregue a uma empresa privada que tomou um prejuízo milionário e forrozeiros sergipanos brigam até hoje na justiça pelo recebimento de seus cachês. O então secretário Carlos Batalha, responsável pela festa, continua a base de Lexotan, com medo da Operação Antidesmonte.
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Gestões investigadas

Em entrevista a Gilmar Carvalho, a delegada geral da Polícia Civil, KatarinaFeitoza, informou que oDeotap - departamento da SSP que investiga crimes contra a administração pública – segue investigando as denúncias de desmandos e desvios de recursos de administrações municipais, a partir da Operação Antidesmonte, criada pelo Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público Estadual no final do ano passado, para evitar a roubalheira que ocorria nos períodos de transição administrativa.

Segundo a delegada, ex-secretários da Prefeitura de Aracaju e de Nossa Senhora do Socorro deverão ser alvo de ações a serem executadas nos próximos dias. O Ministério Público Estadual continua recolhendo documentos sobre irregularidades praticadas nas gestões anteriores, que estão sendo repassados com muito boa vontade pelos atuais secretários.

No início de janeiro, o presidente do TCE, conselheiro Clóvis Barbosa de Melo, remeteu 41 ofícios ao Ministério Público Estadual contendo solicitações de microfilmagens de cheques suspeitos emitidos por Prefeituras e Câmaras Municipais, justamente porque foram sacados na boca do caixa no ano de 2016. Segundo o TCE, a Operação Antidesmonte havia localizado mais de 55 mil cheques sacados na boca do caixa apenas no ano de 2016. Nem todos são suspeitos ou contem irregularidades.

As ações da operação têm sido muito lentas e, a essa altura, a população não tem mais esperanças em providências imediatas que possam levar à punição dos que cometeram crimes. Ou não há nada tão grave ou acabou o ímpeto dos órgãos que comandaram a Operação Antidesmonte.


publicado no facebook pelo jornalista Gilvan Manoel.

Leia/assista/ouça  também:  
 Sarau Virtual Noites de São João, Noites de Junho
   publicado no domingo, 28 de junho de 2015


PLAY LIST - LUIZ GONZAGA COMO NASCENTE E COMO UM RIO PARA A CULTURA BRASILEIRA



Festa junina na escola e qualidade na educação


  publicado no domingo, 14 de dezembro de 2014


 Gonzagão no dia do seu aniversário de nascimento. Pense neu.....


 Play list - Gonzaga misturado com a música clássica


  publicado na segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Play list - O canto jovem de Luiz Gonzaga 

 O Gonzagão dos Nossos Sonhos

  O Gonzagão em noites de gala

 

Caravana Cultural Luiz Gonzaga vai à Escola.

 



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