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sábado, 9 de setembro de 2023

O AGRO É TAMBÉM MORTE! INCLUINDO DA NOSSA IDENTIDADE E DIVERSIDADE CULTURAL

 Esse post é dedicado a quem no campo da cultura defende uma suposta aliança de defensores da Lei Aldir Blanc 2 com setores do parlamento integrantes da bancada do agronegócio...

https://www.youtube.com/watch?v=jfdiq6M5iUw


A aliança lucrativa do agro, sertanejo e direita dá as caras de novo

Desde Collor, sertanejos estão lado a lado com políticos de direita. Agora se sentaram no colo da extrema direita.

https://www.intercept.com.br/2022/06/04/agro-sertanejo-direita-alianca-lucrativa/

Reis do Agronegócio - Chico César na Mob Nacional Indígena de 2015

https://www.youtube.com/watch?v=ECYyn3O1gUM


Estudos acadêmicos

AGRONEGÓCIO E INDÚSTRIA CULTURAL – ESTRATÉGIAS DAS EMPRESAS PARA A CONSTRUÇÃO DA HEGEMONIA

Nas universidades brasileiras a forma de separação e organização da produção de conhecimento colocou em gavetas muito distantes a questão agrária e o debate sobre comunicação, cultura, arte, ideologia e hegemonia. Os temas são estudados em faculdades distintas e muito raramente as pesquisas desen volvidas abordam as interfaces e as múltiplas determinações de fenômenos intrinsecamente articulados. Um dos grandes méritos do livro de Ana Chã é abordar um fenômeno concreto e indagar o objeto a partir de suas próprias contradições, perseguindo no fio da meada da história a trilha que nos leva a compreender como aspectos aparentemente tão distintos fazem parte do mesmo modo de produção.

O recorte histórico da investigação sobre as conexões entre o modelo de produção do agronegócio e a indústria cultural no Brasil parte da década de 1960, momento em que esta articulação se consolida, com a implementação do ciclo de modernização conservadora instituinte da atual configuração do bloco histórico hegemônico.

A pista para o trabalho foi dada por Lupércio Damasceno, um valoroso militante do setor de Cultura do MST, que formulou uma equação original: a cultura popular está para a reforma agrária tal como o agronegócio está para indústria cultural. A questão colocada encontrou terreno fértil no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial da América Latina e Caribe (TerritoriAL), fruto de parceria pioneira da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), espaço em que diversas áreas de conheci – mento são articuladas para pensar o real enquanto fenômeno possível de ser percebido como totalidade, porque passível de ser transformado.

O argumento de Ana Chã aborda as formas de atuação das empresas no campo da comunicação e cultura articulada com o levantamento e análise de dados sobre as políticas culturais das empresas e a relação dessas ações com a capilaridade dessas empresas, que dimensionam a territorialização do agronegócio no Brasil. Ao se deparar com ampla gama de dados, estatísticas, imagens e depoimentos, os leitores da obra perceberão a complexidade e eficácia da forma mercadoria em operação. Nesse esquema, a Cultura e Arte, longe de serem apenas mero ornamento ou acessório desempenham papel estratégico no modo de produção que mercantiliza os alimentos e a vida, seja ao nível da construção de um imaginário coletivo favorável e apoiador do projeto do agronegócio, seja como mecanismo de naturalização das relações de dominação, abrandamento das lutas sociais ou integração ao consumo, nos termos da autora. Rafael Litvin Villas Bôas Professor da Licenciatura da Educação do Campo (Ledoc) FUP-UNB.

https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-20122016-143201/publico/2016_BrianHenriqueDeAssisFuentesRequena_VCorr.pdf


https://www.youtube.com/watch?v=4GHaexDKYj4






segunda-feira, 24 de julho de 2023

Fundadores da missa do Vaqueiro acusam prefeitura de Serrita e diocese de 'roubarem' evento

 

Raquel Lyra e Priscila Krause destacaram a importância da celebração da Missa do Vaqueiro, que é um dos principais eventos que ocorrem no Sertão pernambucano - FOTO: Miva Filho/Secom

A tradicional Missa do Vaqueiro, em Serrita, no Sertão Central, contou com a participação da governadora Raquel Lyra e sua vice Priscila Krause. A celebração ocorreu neste domingo (23), encerrando a 53ª edição do evento, que começou no último dia 19 de julho. Centenas de vaqueiros de municípios vizinhos e outros estados do Nordeste se reuniram no Parque Municipal João Câncio, cumprindo a tradição sertaneja. O evento conta com o aporte de mais de R$ 1 milhão do Governo de Pernambuco por meio da Empetur. Mas nem tudo é festa.

É com profunda tristeza que a FUNDAÇÃO PADRE JOÃO CÂNCIO, que leva o nome do fundador de umas das principais celebrações religiosas do Brasil – A MISSA DO VAQUEIRO –, vem a público externar sua indignação com a manipulação que acabou por alijar a sua participação neste evento tão grandioso, especialmente para o povo nordestino e, em particular, para os pernambucanos. 

Hoje, a MISSA DO VAQUEIRO virou um grande negócio que movimenta milhões de reais, principalmente no que podemos chamar da parte “profana”, que por um lado tem um papel positivo ao movimentar a economia do município e região, mas que também contribuiu para uma certa descaracterização do evento e interferindo até na parte religiosa da festa. 

E fomos atingidos em cheio. A partir de um convênio firmado, a Prefeitura Municipal de Serrita e a Diocese de Salgueiro praticamente se tornaram donas da festa. Um dos primeiros reflexos desse acordo foi limar a participação da Fundação, que há mais de 10 anos – junto com a própria igreja – vinha cuidando da celebração, incluindo a participação de artistas locais e dos próprios vaqueiros, razão da existência da missa. 

Como consequência direta, apresentações desses artistas foram cortadas e o próprio formato da missa foi comprometido. Da nossa parte, vamos continuar lutando – inclusive por meios legais – para resgatar não apenas o nosso papel de protagonista do evento, mas também para honrar a memória do Padre João Câncio, do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e do poeta Pedro Bandeira, mentores desta justa homenagem a Raimundo Jacó e a todos os vaqueiros do sertão nordestino. 

Como foi a festa: A festa atrai visitantes e turistas para o município localizado a mais de 530 quilômetros do Recife. Este ano, o evento durou cinco dias, culminando na Missa, celebrada pelo bispo Dom José Vicente, da Diocese de Salgueiro. Indumentárias de couro, como chapéu, gibão, alforge, botas e celas foram apresentadas como oferta no altar pelos vaqueiros, como forma de homenagem. 

A Missa do Vaqueiro é realizada desde 1971 e ocorre em memória de Raimundo Jacó, vaqueiro que era primo de Luiz Gonzaga. Ele foi morto em 1954 e teve seu corpo encontrado em uma estrada, no meio da caatinga. Ao saber da morte, o padre João Câncio, conhecido por usar chapéu, gibão e frequentar vaquejadas, fincou uma cruz no local onde o corpo de Jacó foi encontrado e passou a celebrar uma missa em homenagem ao vaqueiro. 

O ocorrido também inspirou a música “A Morte do Vaqueiro”, cantada pelo ilustre primo de Jacó.  Estiveram presentes os secretários Hercílio Mamede (Casa Militar), Lucinha Mota (Justiça e Direitos Humanos), os prefeitos Aleudo Benedito (Serrita), Raimundo Pimentel (Araripina); o vice-prefeito de Salgueiro, Adilton Carvalho; os deputados estaduais Socorro Pimentel e Aglailson Victor; o federal Pedro Campos; além do assessor especial Guilherme Coelho e de lideranças de toda região.

https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/jamildo/2023/07/15552777-fundadores-da-missa-do-vaqueiro-acusam-prefeitura-de-serrita-e-diocese-de-roubarem-evento.html

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Dom José Vicente,  bispo de Salgueiro- PE desrespeitou os vaqueiros e o povo.

Um ABSURDO

Nota de Repúdio. 

Um domingo triste na Missa do Vaqueiro em Serrita, Pernambuco.  O bispo de Salgueiro, Dom José Vicente,  que tomou posse recentemente,   desrespeitou os vaqueiros e todos as pessoas que foram pra Missa. Um absurdo total.

 Ontem não houve missa do Vaqueiro e, sim, uma celebração apressada sem as belas e tradicionais músicas da missa. Cantos que expressam a fé , a vida e o sofrimento do sertanejo, composição magistral de Janduhy Finizola gravada pelo Quinteto Violado. 

Uma celebração fria, sem a emoção dos anos anteriores. O bispo, sem nenhuma sensibilidade pastoral muito menos dignidade e respeito ao povo, alegou que tinha outros compromissos agendados.  Como assim? Como  ignorar o maior evento religioso e turístico da  região? Os músicos e os presentes ficaram perplexos , o coral de aboiadores sequer cantou. Luiz Gonzaga e o padre João Cancio devem ter se revirado no túmulo.  

A missa perdeu seu brilho.  Porque não houve nenhum protesto dos presentes nem dos músicos pelo profundo desrespeito e descaracterização da missa? Um silêncio e omissão cúmplice!  Esse Dom José Vicente quer acabar com a Missa do Vaqueiro. Ele com certeza não entende o Jesus sertanejo,  "tão sertanejo que entende até de precisão ", como diz a letra do canto inicial da missa.

Publicado no grupo Fé e Religião por Emerson Sbardelotti

https://www.youtube.com/watch?v=gbCuyQ1YnYo



https://www.youtube.com/watch?v=2kvWHKsBRWs


https://www.youtube.com/watch?v=GGFwKsSbhyU


https://www.youtube.com/watch?v=o5-Fw6Uidgw


https://www.youtube.com/watch?v=za4olZcRB-M


LITERATURA

Vandeck Santiago: “A missa do Vaqueiro se insere no contexto de luta do nordestino"

Jornalista lança seu quinto livro, que conta a história do criador da Missa do Vaqueiro de Serrita

CUNHA, MICHELLE BORGES CAVALCANTE. TURISMO RELIGIOSO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO: O SAGRADO E O PROFANO NA MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA/PE. 2019. 119 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico ou Profissional em 2019) - Universidade Estadual do Ceará, , 2019. Disponível em:  Acesso em: 24 de julho de 2023

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Barbie? De mulher, a historiadora Mary Del Priore, pra mulher...

 


'Hilário' e 'anti-homem': o que dizem críticas internacionais sobre filme da Barbie


BARBIE

Barbie, o álbum, traz uma boa canção de Ava Max candidata a hino feminista pop

“Choose Your Fighter” tem tudo para ser o destaque da trilha, meio na cola de “I Will Survive”, guardando as devidas proporções







'Sou a Barbie Girl', de Kelly Key, tem aumento de mais de 300% em plataforma de streaming


Kelly Key - Sou a Barbie Girl [Barbie Girl] (Videoclipe Oficial)






Estamos trazendo Barbie com uma abertura maior aqui no blog, mesmo partindo do olhar crítico e clínico de Mary Del Priore. Particularmente gosto da canção chiclete Barbie Girl, resquicio do DJ que poderia ter sido, quando solicitei, mas não  autorizado pelo meu pai, a colocar o som que ele tinha para o seu conjunto de baile, também para a formação de uma equipe de som, sob  minha responsabilidade. Logo depois estouraria a  febre das discotecas.

Me chamou  atenção a diferença de abordagem dos dois clipes de Barbie Girl, o realizado para a gravação original da canção e o que foi produzido para a versão brasileira. Recomendo que assistam e analisem o potencial pedagógico comparativo que estes tem.. 

A discussão, tanto com os clipes e com o filme  pode ser realizada na escola porque é um produto da indústria cultural, o que impacta na vida de muita gente, alunos e famílias. Devo assistir o filme quando passar este febre inicial, mas pensando como trazer por meio de Barbie discussão em sala aula, acerca de questões de gênero, papéis sexuais, indústria cultural e etc...
Zezito de Oliveira

O Globo 

COISA DE CINEMA | A expectativa pelo lançamento de "Barbie" se traduziu em números: o filme teve a segunda maior estreia dos cinemas brasileiros da série histórica, desde 2002. Somente nesta quinta-feira (20), a comédia protagonizada por Margot Robbie e Ryan Gosling arrecadou cerca de R$ 22,9 milhões e foi assistida por 1,18 milhão de pessoas, segundo dados inéditos da Comscore.
"Barbie" perde apenas para a abertura de "Vingadores: Ultimato", de 2019, que faturou R$ 29,9 milhões e registrou público de 1,64 milhão de pessoas no primeiro dia de exibição.
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A informação acima mostra muito bem o buraco cognitivo e estético em que nós brasileiros e brasileiras estamos metidos.

Daí a nossa insistência para uma maior aproximação da formação de repertório cultural de crianças, adolescentes e jovens  como política estratégica dos ministérios da cultura e da educação.
Da mesma maneira, valorizar e ampliar o espaço do cineclubismo em nossa agenda de discussão e prioridade orçamentária, tirando este do lugar secundário e até marginal dentro da cena do audiovisual.. 
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Isso foi tratado como iniciativa da Ação Cultural em duas lives nos tempos da pandemia do coronavirus..



Cinema na Escola 2
Nessa 19ª Live da Ação Cultural, do dia 10 de setembro de 2020, estamos novamente conversando sobre Cinema na Escola. Dessa vez com Raul Marx, Maíra Ramos, Willians Oliveira e Zezito de Oliveira.
Aprender a produzir filmes na escola, assistir e conversar sobre estes filmes e a produção de outros locais, inclusive do exterior, será o tema principal da conversa, às 20 horas, na página da Ação Cultural no Facebook.





CINEMA NAS ESCOLAS 1

14ª Live da Ação Cultural.
Essa live tem como eixo: Ação Cultural, Educação Popular e Juventudes.
Contaremos com a participação dos professores Wladimir Guimarães, Sérgio Borges e Zezito de Oliveira, e também com Levidário Pacheco, participante da oficina do projeto de iniciação ao audiovisual, Inventar com a Diferença, na Escola Estadual Júlia Teles.

Assista também: 








Bye, Bye Brazil é um bom filme para percebermos o impacto cultural deletério que a indústria cultural estadunidense causou e ainda  causa em nosso país, associada a Rede Globo , não a toa, financiada de forma ilegal com dinheiro de capitalistas norte americanos..




Participe do Edital Projetar Telecine!  O Projetar, uma iniciativa social do Telecine, está lançando seu primeiro Edital de Incentivo a cineclubes! Se você já possui um cineclube ou sonha em criar um, e atua em regiões de vulnerabilidade social, essa é a sua chance! Seis projetos serão selecionados para receber um kit de equipamentos, garantindo sessões inesquecíveis. Além disso, você fará parte de uma rede nacional de cineclubes com eventos exclusivos ao longo do ano!  Gostou da oportunidade? Então inscreva-se agora mesmo através do link abaixo! Não deixe essa chance passar e ajude a levar a magia o cinema para todos.  https://lp.telecine.com.br/edital-projetar

Abaixo, adicionado em 24/07/2023








https://www.youtube.com/watch?v=5WMvWXaQdDo





segunda-feira, 17 de julho de 2023

Françoise Hardy diz que está "perto do fim" e defende suicídio assistido


Françoise Hardy, cantora e compositora francesa de 77 anos, disse em uma entrevista que se sente perto do fim da vida e que defende o suicídio assistido. Além de ser um dos nomes mais importantes no cenário musical francês, Françoise também é um ícone fashion.

Nos anos 2000, a cantora foi diagnosticada com câncer linfático e descobriu um tumor em seu ouvido no ano de 2018. Em entrevista para a revista Femme Actuelle, ela contou que os anos de tratamento para o câncer causaram uma dor muito grande. A cantora tem dificuldade para falar, então, cedeu a entrevista por e-mail.

"Não cabe aos médicos atender a cada solicitação, mas abreviar o sofrimento desnecessário de uma doença incurável a partir do momento em que ela se torna insuportável", disparou a compositora.

Ela também comentou sobre como sua mãe sofria antes de morrer por eutanásia devido a doença de Charcot-Marie-Tooth, um distúrbio neurológico: "Quando ela não podia ir mais longe nesta horrível doença incurável". "No que me diz respeito, gostaria de ter essa oportunidade, mas dada à minha alguma notoriedade, ninguém vai querer correr ainda mais o risco de ser afastado da comunidade médica”.

"Todos nós temos o sonho impossível de morrer em paz. Sei que a morte é só a do corpo que, com a entrega da alma, a liberta e lhe permite voltar à dimensão misteriosa da qual veio, enriquecida com tudo o que a sua última encarnação lhe ensinou. Meu sofrimento físico já foi tão terrível que tenho medo de que a morte me obrigue a passar por ainda mais sofrimento físico", desabafou a cantora.

Françoise explicou que, em seu caso, a morfina para aliviar as dores não é mais uma opção. "Ela só pode ser administrada em doses massivas para que eu morra, e não em doses menores para que sofra menos. Também tenho medo da imensa tristeza da forma de separação dos seres que mais amamos no mundo, que é a morte", afirmou Françoise.

https://cenapop.uol.com.br/noticias/famosos/francoise-defende-suicidio-assistido.html

PROSSEGUINDO A CONVERSA QUE COMEÇOU COM A MINHA DESCOBERTA RECENTE DA “CHANSON” (*) DE FRANÇOISE HARDY E GEORGE MOUSTAKIS.

27 de dezembro de 2020 - publicado  no facebook

Plantar sementes da boa música e da boa arte em geral sem imposição e sem discriminação contra os modismos de ocasião, isso na infância e na adolescência, é uma das melhores possibilidade de mudarmos esse quadro de decadência, não apenas estética e cultural, como também ética e politica, e que está explodindo em nossas caras.

Mesmo que nem tudo que seja apresentado nessa idade, seja assimilado no decorrer da idade jovem e adulta, porém mais na frente, aos 30, aos 40 ou aos 50, as memórias de boas canções emergem ou afloram, assim como dos bons filmes, boa literatura e etc... Isso aconteceu comigo, na relação com a bossa nova e com a música clássica.

Portanto, a "salvação" do nosso país, passa pela "salvação" de nossas crianças e adolescentes.

Sobre a bossa nova era uma predileção do meu pai, mas que eu evitava, mesmo com o respeito que nunca deixei de ter, pela bossa nova e pelo velho José de Deus, multi-instrumentista, maestro de banda marcial e professor de música, tanto que o velório, musicalmente falando, foi bastante intenso.

Para mim, era uma canção burguesa, datada, “ou música de véio”, mas meu pai, nunca impôs o gosto musical aos filhos.

Quanto a música clássica, conheci-a como espetáculo e mega produção por meio do Projeto Aquarius, promovido pelo jornal “O Globo”, já um bom tempo.

Depois de um bom tempo, sem ser realizado , tive a grata satisfação de assistir a uma apresentação do Aquarius em frente ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na curta viagem que fiz ao Rio de Janeiro no ano de 2015. E isso sem ser combinado. O motivo da apresentação foi o aniversário do jornal.

E voltando a música clássica, conseguir aprender a gostar do grande maestro Villa Lobos, o que ouvi desde esse tempo, porém muito pouco.

Mas aí, quase sessentão, o que foi plantado lá atrás, vem naturalmente, portanto fica a dica para quem gosta de bossa nova e música clássica, podem me convidar para conversas ou apresentações que tenham esse tipo de música como acompanhante.

Há tempos atrás, ficaria por educação, mas essa poderia ser uma das razões para não ficar animada a ir a um outro encontro ou apresentação novamente, caso novamente convidado.

Importante, “bom” nesse caso , não significar considerar bossa nova ou música clássica superior, já que também gosto da boa música pop.

A questão é ficarmos preso aos modismos de ocasião, embora algumas canções da moda, possam transformar em canções clássicas, “cult”.

Assim foi um dia com o samba e com que veio antes, como a modinha, o maxixe, o lundu, o choro e por aí vai...

(*) Aprendi o significando “canção” conversando sobre o assunto com uma pessoa que também gosta, aqui pelo face mesmo.

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ENCHARCANDO AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE ARTE E CULTURA BRASILEIRA E UNIVERSAL

25 de dezembro de 2020

Encantado com a beleza da música francesa, descoberta por meio de Georges Moustakis e Françoise Hardy via youtuber. O primeiro, gravado por Nara Leão e Rita Lee, no longínquo fins dos anos de 1960 e inicio dos anos 1970, já conhecia-o por meio das versões, com destaque para “José”, quanto a segunda, inédita para mim.

Duas questões que vieram a tona em razão disso, o quanto a colonização das mentes nos privou do conhecimento da rica diversidade cultural, que não fosse a norte americana e com restrições , porque o que conhecemos da música americana, também não é tão amplo assim, legado dos monopólios da rádio e teledifusão. Além do que fizerem e ainda fazem com a nossa própria cultura.

E hoje, 25/12/2020, por participar no facebook de um grupo de fãs de Françoise Hardy, a vontade que me deu em aprender a lingua francesa, e aí, um perguntinha bem básica para fechar essa notinha.

E se antes dos currículos escolares tratarem do ensino de línguas e as demais áreas do conhecimento, tradicionalmente conhecidas como matérias ou disciplinas, enchessem a cabeça e as demais áreas dos corpos dos meninos e meninas, de cultura brasileira e universal?

Aprender e ensinar não passaria a ser algo com mais sentido, significado e prazer?

Será que a vontade em aprender dos meninos e meninas não seriam "turbinadas" com isso?

Aprender e ensinar não nos fariam mais sensíveis, tolerantes, criativos, democráticos e mais justos?

Zezito de Oliveira

Georges Moustaki - Le Métèque

https://www.youtube.com/watch?v=MV8fGf-N06A

Françoise Hardy - Fleur de lune

https://www.youtube.com/watch?v=CBZ-roN0T1U

https://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_Moustaki

https://www.sertao24horas.com.br/.../com-cancer-cantora.../

Zezito de Oliveira