sábado, 20 de outubro de 2012

“Existe Amor em SP”

“Existe Amor em SP” reúne Criolo, Emicida, Gaby Amarantos, Karina Buhr e Thiago Pethit

Redação em 17/10/12


Uma cidade mais rosa choque. Uma cidade com mais amor. É com esta proposta que o festival “Existe Amor em SP” reúne pedestres, ciclistas, trabalhadores, desempregados, artistas, ativistas, cidadãos de todos os cantos, esquinas e becos.
Todos juntos para ocupar a Praça Roosevelt em nome de uma São Paulo mais pública, humana, inclusiva e gentil. De rosa-choque, sobem ao palco neste domingo Criolo, Emicida, Karina Buhr, Thiago Pethit e Gaby Amarantos, a partir das 14h, com entrada Catraca Livre.
Mais amor, mais rosa-choque!
O evento tem como objetivo ressaltar o espírito de solidariedade e resistência política que transcende partidos e regiões da capital paulista. Apartidário, mas político, o encontro propõe uma maneira mais atual, eficiente e inspirada de se fazer política . Por uma nova cidade e novos tempos, o festival “Existe Amor em SP” clama pelo fim desta São Paulo agressiva, repressiva, individualista, proibida, militarizada. Prega, sobretudo, respeito.
E se hoje cantamos a falta de amor nas ruas da selva de pedra, a luta por dias melhores segue: porque “Ainda há tempo”

AQUI

Fonte: Blog Catraca Livre

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A cultura do “e” no lugar da cultura do “ou”

   
O mundo vem há tempos nos ensinando a colocar tudo em caixinhas. Tem a caixinha do que é certo, a caixinha do que é errado. A caixinha do bonito e do feio. E aí vêm as caixinhas das palavras, dos números, das cores… e depois as das disciplinas – matemática, português, física. Tem as humanas e as exatas, e existe até o mito de que quem vai bem numa não vai bem na outra. Na hora de escolher uma profissão, novas caixinhas: advogado de um lado, psicólogos do outro. E parece que o conhecimento de um não tem nada a ver com o conhecimento do outro.
Aí vem alguém, de repente, e diz pra gente “pensar fora da caixa”. No ambiente corporativo isso é bastante comum nos dias de hoje. Fala-se em inovação e criatividade, mas é claro que fica difícil “pensar fora da caixa” quando tudo o que se aprendeu é o oposto. Todo o nosso conhecimento se organizou nas caixinhas onde as coisas pouco conversam.
crédito Paco / Fotolia.com

Gosto de pensar que a questão não é sair da caixa e sim considerar “múltiplas caixas”. Simpatizo com esse conceito porque o fora da caixa pressupõe a subversão, algo que indica um comportamento ou visão fora do normal, fora do sistema. Já as múltiplas caixas falam sobre combinar ideias de universos diferentes, abrir-se ao que é diverso mas que pode ser complementar. Sem necessariamente fugir de caixa alguma. Estamos aprendendo a observar as combinações inusitadas e ver que dali pode sair algo novo de verdade e, portanto, criativo.
Trago aqui algo que foi observado no estudo do qual participei – a pesquisa Sonho Brasileiro, onde ouvimos jovens de 18 a 24 anos dizendo que o mundo não é mais bi-polarizado, que as decisões não são mais dualistas, onde as posições não são mais “ou se está de um lado, ou de outro”. Isso se reflete em tudo: a decisão hoje não precisa ser escolher entre ganhar dinheiro ou fazer o bem. Nem entre ser engenheiro ou músico. O mundo, mais líquido, como nos diz Zigmunt Bauman, permite que as coisas sejam mais fluidas e menos definidas.
Fica cada vez mais evidente que não é nos espaços seguros e unilaterais que precisamos nos reencontrar e buscar novas respostas. Não é numa sala de aula nem numa sala de reuniões. Não é na conversa entre especialistas de uma determinada área, mas na colaboração de diferentes áreas que estão surgindo as conversas e ideias mais disruptivas.
 
Veja o vídeo da pesquisa Sonho Brasileiro.
 
Por mais que as instituições percebam o poder da lógica colaborativa, elas não estão estruturadas para funcionar a partir desse pensamento. A empresa de hierarquia rígida, as disciplinas que não conversam na universidade, as escolas que não aproveitam o conhecimento que se traz de fora. Tudo isso começa a dar lugar a outras lógicas, outras formas de se pensar e agir que muitas vezes têm dificuldade de encontrar espaço nas instituições convencionais.
“Será que o novo e o que nos trouxe até aqui não podem conviver? Precisamos jogar fora os modelos educacionais anteriores e partir para algo completamente diferente?”
Na educação, com todo esse movimento, novos modelos são criados, ainda difíceis de definir: um espaço de auto-aprendizado… uma escola que não é bem uma escola… uma plataforma on-line de uma universidade que oferece cursos de graça. E as ferramentas utilizadas nestes espaços também começam a ser reinventadas: a arquitetura da sala de aula, a relação professor-aluno, a lógica entre as matérias, a combinação entre teoria e prática. Nada que não venha sendo experimentado há muito tempo – desde a Grécia Antiga se fala do aprendizado acontecendo em espaços abertos e democráticos. A mudança no cenário atual é a seguinte: as novas experiências são mais fáceis de ser conhecidas e compartilhadas – e isso faz toda a diferença.
Convido a uma reflexão: será que o novo e o que nos trouxe até aqui não podem conviver? Precisamos jogar fora os modelos educacionais anteriores e partir para algo completamente diferente? Num mundo mais fluido, a cultura do ‘ou’ vai dando lugar à cultura do ‘e’, passando cada vez mais a ideia é de as coisas podem coexistir.

A Esperança de Malala

Malala dedicou sua infância para defender a educação de garotas como ela no Paquistão. Enquanto ela se recupera em uma cama de hospital, vítima de atiradores do Talibã, vamos ajudar o seu sonho a se tornar realidade.

Já existe, em uma parte do Paquistão, um programa bem sucedido que dá benefícios para famílias que enviarem suas filhas para a escola com frequência. No entanto, na província da garota Malala, o governo está de braços cruzados. Alguns políticos de cargos altos lhe ofereceram ajuda e se agirmos agora podemos fazer com que eles se comprometam a implementar essa ideia em todo o país.

Antes que a atenção da mídia se volte para outro caso, vamos elevar nossas vozes e exigir que o governo do Paquistão anuncie medidas de auxílio financeiro para todas as garotas paquistanesas irem à escola. Em alguns dias, o enviado da ONU para educação se encontrará com o presidente paquistanês Asif Ali Zardari e disse que a entrega em mãos de 1 milhão de assinaturas pode dar força à sua presença. Assine a petição e encaminhe este email – vamos ajudar a tornar o sonho da garota Malala realidade:


Malala chamou a atenção do mundo para o reinado de terror do Talibã na região noroeste do Paquistão enquanto escrevia em um blog para a BBC. Seus textos relatam as consequências devastadoras do extremismo, que incluem a destruição sistemática de centenas de escolas para garotas e a intimidação violenta de milhares de famílias.

A Constituição do Paquistão diz que garotas devem ser educadas da mesma forma que garotos, e o governo tem recursos para tornar isso realidade. Mas os políticos ignoraram isso por anos, influenciados por grupos religiosos extremistas e, agora, somente 29% das garotas do país têm acesso ao ensino secundário. Inúmeros estudos mostram o impacto positivo na renda pessoal e nacional quando garotas são educadas.

Vamos transformar o susto que foi esse ataque do Talibã, voltado contra uma jovem garota, em uma onda de pressão internacional que forçará o Paquistão a discutir a educação de garotas. Clique abaixo para se unir a Malala e apoiar uma gigante campanha de acesso à educação para garotas no Paquistão, com recursos, segurança e, mais importante, a vontade para combater os extremistas que estão destruindo essa nação:


Vamos nos unir e mostrar solidariedade à corajosa e jovem ativista que está mostrando ao mundo como uma simples estudante pode se posicionar contra extremistas armados e perigosos.

Com esperança e determinação,

Emma, Alaphia, Alex, Ricken, Ari, Wissam, Rewan e toda a equipe da Avaaz


MAIS INFORMAÇÕES:

Malala, a menina que sonhava ir para a escola (Estadão)

Paquistão oferece US$ 1 milhão por talibã ligado à ataque contra menina (Yahoo! Notícias)

Ativista de 14 anos em estado grave depois de ataque talibã (TVI24)

Menina baleada pelo Talibã pode se recuperar, dizem médicos (Terra)

Taleban paquistanês afirma que menina ativista baleada merecia morrer (Folha de São Paulo)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dia da Animação


O dia 28 de Outubro está chegando e com ele também se aproxima a 9a. Edição Brasileira do Dia Internacional da Animação.

Por isso, a Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) divulga o resultado da seleção das mostras Nacional, Internacional e Infantil do evento que tem como objetivo escolher e exibir filmes, trazer público, criar debates, divulgar as atividades dos profissionais, despertar o interesse em fazer cinema de animação, revelar talentos, formar novas plateias, integrar e motivar o público de cinema no país.

Neste ano foram inscritos 80 curtas-metragens de animação de vários estados brasileiros. Destes, foram selecionados 12 para o programa oficial brasileiro. O DIA faz um panorama da animação brasileira. Além das exibições da mostra oficial acontecerão várias atividades nas cidades participantes nos dias que antecedem o evento como mostras infantis, internacionais, sessões especiais para pessoas com deficiência auditiva, visual e também oficinas, debates, palestras e exposições.

A Mostra Nacional de filmes brasileiros será enviada aos 30 países como parte do intercâmbio de filmes para as comemorações do International Animation Day.

O PONTO DE CULTURA: JUVENTUDE E CIDADANIA estará apresentando essa mostra na ESCOLA JÚLIA TELES (Conj. Jardim). Será uma hora de desenhos animados curtos e os alunos inscritos deverão estar participando das atividades de dança ou do  audiovisual. 

28 de Outubro de 2012, ás 15 horas

 

Professor transforma educação de escola de comunidade carente, em SE


 
Nesta terça feira (15) é comemorada o dia do professor. E um sergipano, incansável na arte de transmitir o conhecimento, é o símbolo de uma categoria que merece ser enaltecida. Faz a diferença na educação do ensino público.
É no conjunto Jardins, localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju que a escola, Leão Magno Brasil, mostra como levar educação, mas para ela brilhar, um professor nascido e criado na região, se tornou o responsável pela transformação de estudantes.
O professor, Geilzo Nascimento, é todo voltado para o saber e o fato de ter nascido sem muitas condições financeiras o fez estabelecer meta de transformar a educação da sua comunidade. “Nós professores contribuímos para quebrarmos um preconceito que se tem de uma comunidade violenta e que enxerga na educação uma forma de mudança”.
Hoje como diretor da escola Geilzo não abre mão de cuidar de um por um dos seus alunos como se fossem filhos. Faz questão de ouvir os problemas, as dificuldades de cada um e ensina lições.
Com um trabalho de união os resultados não tardaram a aparecer. Há dez anos não se tem notícia de uma carteira quebrada de pichações na escola, sem falar nos destaques que os alunos se tornaram em sala de aula.
Além de gostar de poesias os alunos são agraciados com músicas clássicas nos intervalos. Um detalhe foge dos termos disciplinares da escola, as punições não são dadas com suspensões. “Nós transformamos essa suspensão em estudo obrigatório, ou seja, ao invés de suspender o aluno, ele fica mais tempo na escola, escolhe-se um livro e dele é feito um resumo pelo aluno”.
A história do professor é vangloriada por todos, pois é a maior motivação para a dedicação aos estudos. Sua história na educação é exemplo para cerca de 1400 estudantes que sente orgulho de fazer parte da escola que o diretor é símbolo.
Alguns furtos já puderam ser colhidos, como pais que hoje tem seus filhos formados após passarem pela escola. Coragem e motivação não faltam a esse professor que enxerga no futuro desafios e uma certeza. “Continuarei professor sempre”.
 
Assista a reportagem:
 
http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/10/professor-transforma-educacao-de-escola-de-comunidade-carente-em-se.html

Comentário

Trabalhei no Leão Magno até 2007 e a despeito das contradições do ex e do atual diretor, não resta dúvida que é um estabelecimento de ensino que evoluiu bastante e me sinto feliz de ter dado uma modesta contribuição neste sentido. O desafio aqui em Sergipe e na maioria dos estados brasileiros é realizar este processo de forma mais participativa e democrática para que isso perdure quando o atual diretor não estiver mais presente. Um exemplo  são  escolas que um dia foram consideradas como modelo de gestão  por causa de uma diretora e que hoje aparece como o contrário.

Professor Zezito

http://www.overmundo.com.br/overblog/o-central-da-periferia-na-escola


 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

‎3 anos sem o cantor Zé Martins.

Zé Martins partiu para junto de Deus na sexta-feira (16) de outubro 2009.
Zé Martins nasceu na cidade mineira de Mantena, que fica a aproximadamente 460 quilômetros de Belo Horizonte, na divisa com o estado do Espírito Santo. Ele era jesuíta, filósofo, teólogo, advogado e sempre foi muito ligado as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), onde atuou nos últimos dois encontros, em Ipatinga (MG), em 2005 e em Porto Velho (RO), em 2009.
Ele também participou de vários encontros das CEBs na diocese de São José dos Campos. Um dos momentos marcantes foi o show Pra Festa Jamais acabar nos 20 anos da Paróquia Coração de Jesus.
Saudades do Poeta!!!!!!
 
 
Clip elaborado pelas CEBs de São José dos Campos/SP, AQUI
 
Liberdade uma das músicas mais conhecidas de Zé Martins, AQUI
 
Mais: AQUI 
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CARAVANA LEVA O REI DO BAIÃO À ESCOLA ANTÔNIO FONTES FREITAS




 
A Caravana Luiz Gonzaga chega nessa próxima terça feira (16) na Escola Antônio Fontes Freitas, localizada no município de Nossa Senhora do Socorro. A exposição com 30 fotos contando a vida e obra de Luiz Gonzaga será montada durante a tarde na instituição de ensino. No turno da noite haverá palestra com o pesquisador José Augusto de Almeida e apresentação do trio Casaca de Couro.

Para o professor Gilvan Rosa que dá aula de história na escola esse tipo de projeto é sempre boa surpresa. “Infelizmente não temos muitos projetos desse tipo nas escolas. Mas vai ser importante para que os alunos se reconhecerem na própria cultura e como sujeitos da sua história”,afirmou. O público da escola que terá acesso a Caravana será de adolescentes e adultos do supletivo. “Para eles será novidade porque geralmente essas turmas não tem oportunidade de ver exposições e projetos como esse. Isso porque geralmente eles trabalham o resto do dia”, afirma o professor.

INTERAÇÃO - Segundo Gilvan Rosa a interação dos alunos com a Caravana será uma boa oportunidade de trocar e adquirir novas experiências. Esse intercâmbio ajudará os alunos a fazer atividades que vão além da sala de aula. “Já vinha trabalhando nas aulas de história algumas coisas sobre Luiz Gonzaga desde o começo do ano e a interação com a Caravana será muito boa. No próximo ano quero fazer um projeto que discuta sobre os 20 anos do Forró Siri”.