quinta-feira, 23 de abril de 2026

Bispos em momento de lazer cultural cantam Bella Ciao. Nem todos bispos católicos se parecem com o bispo do Auto da Compadecida

Líderes da Igreja Católica cantaram juntos, neste fim de semana, a canção italiana Bella Ciao, hino da resistência antif4scista contra Benito Mussolini. Conhecida como noite cultural, a celebração ocorreu em meio à 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida, no interior de São Paulo.

Em outro vídeo postado pela CNBB nas redes sociais, os religiosos cantam o clássico brasileiro Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Os bispos aparecem nas imagens em clima de diversão, com diversos instrumentos musicais, como sanfona, tambor, violão, pandeiro, triângulo e chocalho.

Entre os participantes, estão dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, idealizador da celebração no retiro, e dom Antônio Emídio Vilar, arcebispo de Rio Preto.

Bella Ciao (“Adeus, linda” ou “Querida, adeus”, em tradução livre) é uma canção folclórica da Itália. Tornou-se um hino de liberdade durante a Segunda Guerra Mundial. A canção é historicamente associada aos partigiani (partidários) que lutaram contra o f4scismo e a ocupação n4zista no período. 

 "Bella Ciao" é uma canção folclórica italiana que se tornou um hino mundial de resistência, liberdade e antifascismo, comumente associada aos partigianos que lutaram contra o fascismo de Mussolini na Segunda Guerra Mundial. Originada no final do século XIX, a melodia era inicialmente cantada por trabalhadoras ("mondinas") nos campos de arroz do norte da Itália, lamentando as duras condições de trabalho, antes de ter sua letra adaptada nos anos 40 para a luta partidária. 

Origem e Evolução:

Raízes (Século XIX): Acredita-se que a melodia original surgisse nas plantações de arroz no norte da Itália, relatando o trabalho exaustivo das mondinas. Alguns estudos apontam influências de antigas canções Klezmer. 

Adaptação Partidária (Anos 1940): A letra atual foi modificada durante a Segunda Guerra Mundial para representar os partigianos italianos que lutavam contra as tropas nazistas e fascistas. 

Significado da Letra: A música narra a despedida de um combatente de sua amada ("adeus bela") para lutar pela liberdade, pedindo para ser enterrado na montanha, sob a sombra de uma bela flor, caso morra como guerrilheiro. 

Simbolismo e Popularidade:

Hino de Resistência: Embora sua conexão direta com o uso diário pelos combatentes seja debatida, tornou-se o principal símbolo da resistência antifascista italiana. 

Protesto Global: A canção é amplamente utilizada em manifestações por todo o mundo, simbolizando a luta contra a opressão, como protestos em Istambul (2013) e Hong Kong (2014). 

Cultura Pop: A popularidade da música aumentou drasticamente no mundo com a série da Netflix, La Casa de Papel, onde é entoada como um hino de resistência contra o sistema. 

A música é um hino atemporal de liberdade, cantado em celebrações como o Dia da Libertação da Itália (25 de abril). 



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