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segunda-feira, 13 de abril de 2026
Quando o poder politico se volta contra uma voz moral, é porque não consegue contê-la.
Donald J. Trump investe contra o Papa Leão XIV. E com isso denuncia um profundo mal-estar. Quando o poder político se ensaia contra uma voz moral, é porque não consegue contê-la. Trump não discute com Leão: implora-lhe que retorne a uma linguagem que possa dominar. Mas o Papa fala outro idioma, que não se deixa reduzir à gramática da força, da segurança, do interesse nacional.
"Ao não poder assimilar essa voz, o poder tenta deslegitimá-la."
O artigo é de António Spadaro SJ, jesuíta, publicado por Religión Digital, 13-04-2026.
António Spadaro (Messina, 1966) licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Messina em 1988 e doutorou-se em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana em 2000, onde lecionou na Faculdade de Teologia e no Centro Interdisciplinar de Comunicação Social. Participa como membro da lista papal no Sínodo dos Bispos desde 2014 e integra a comitiva papal nas Viagens Apostólicas do Papa Francisco desde 2016. Foi editor da revista La Civiltà Cattolica de 2011 a setembro de 2023. Desde janeiro de 2024, exerce o cargo de subsecretário do Dicastério para a Cultura e a Educação e é braço direito do prefeito, o português José Tolentino.
Ataque sem precedentes de Trump contra Leão: "Ele não seria Papa sem mim." Bispos dos EUA: "Doloroso"
O presidente dos EUA insulta o Papa ao partir para uma viagem histórica à África, depois que Prevost elevou a voz e convocou uma vigília de oração pela paz na Basílica de São Pedro. Bispo Coakley: "Estou com o coração partido por palavras tão depreciativas." Padre jesuíta Martin: "Anticristão."
A reportagem é de IacopoScaramuzzi, publicada por La Repubblica, 13-04-2026.
Numa atitude sem precedentes, Donald Trump atacou Leão XIV pelas crescentes críticas à guerra no Irã e no Líbano feitas pelo primeiro Papa americano da história. O presidente dos EUA atacou o Pontífice diretamente com uma publicação em sua plataforma de mídia social, Truth, e com declarações diante das câmeras na véspera da histórica viagem de Prévost à África, a primeira vez que o Papa pisa em solo argelino.
Del Roio analisa ataques e ofensas de Trump ao papa e reação de Leão 14
Não sei o nome que dão hoje, mas antigamente os cristãos chamariam isso de blasfêmia
O Presidente do Irã ao Papa, "Condeno o insulto a Vossa Excelência em nome da grande nação do Irã, e declaro que a profanação de Jesus, o profeta da paz e da fraternidade, não é aceitável para qualquer pessoa livre. Desejo-te glória por Alá. " - Masoud Pezeshkian - Presidente do Irã
Papa na Grande Mesquita de Argel: podemos aprender a nos respeitar mutuamente
Um dos maiores locais de culto islâmico do mundo recebeu a visita de Leão XIV no contexto da terceira viagem apostólica do pontificado que o levou à África nesta segunda-feira (13/04). O Papa permaneceu por alguns breves instantes em reflexão silenciosa. Em diálogo com o reitor, reiterou o apelo à promoção da “paz” e do “perdão”, incentivou o valor do estudo e o respeito por cada pessoa humana. AQUI
Tradução da reflexão do Papa Leão no final da Vigília pela Paz. As referências do texto são múltiplas, diretas e indiretas. Vão desde a Guerra do Iraque, passam pelas rezas na Casa Branca de Pete Hegseth, os ultimatos de Trump, a análise de Hanna Arendt (banalidade do mal) e todo o Magistério recente da Igreja. Um texto para ser meditado e multiplicado.
Caros irmãos e irmãs:
A vossa oração é uma expressão daquela fé que, segundo as palavras de Jesus, move montanhas (cf. Mt 17,20). Agradeço-vos por terem aceitado este convite, reunindo-se aqui no túmulo de São Pedro e em tantos outros lugares do mundo para invocar a paz. A guerra divide, a esperança une. A arrogância esmaga, o amor eleva. A idolatria cega, o Deus vivo ilumina. Um pouco de fé, uma pequena faísca de fé, queridos irmãos e irmãs, basta para enfrentarmos juntos, como humanidade e com a humanidade, esta hora dramática da história. A oração, de fato, não é um refúgio para fugirmos das nossas responsabilidades, nem um analgésico para evitar a dor desencadeada por tanta injustiça. É, antes, a resposta mais livre, universal e transformadora à morte: somos um povo que já se levanta! Em cada um de nós, em cada ser humano, o Mestre interior educa para a paz, impele-nos ao encontro e inspira as nossas orações. Levantemos, então, os nossos olhos! Levantemo-nos novamente dos escombros! Nada pode nos confinar a um destino predeterminado, nem mesmo neste mundo onde os túmulos parecem insuficientes, porque a vida continua sendo crucificada e aniquilada sem justiça ou misericórdia.
São João Paulo II, incansável testemunha da paz, no contexto da crise do Iraque em 2003, disse com profunda emoção: “Eu pertenço à geração que viveu a Segunda Guerra Mundial e sobreviveu. Sinto o dever de dizer a todos os jovens, àqueles mais jovens do que eu, que não têm essa experiência: ‘Nunca mais a guerra!’, como disse Paulo VI em sua primeira visita às Nações Unidas. Devemos fazer tudo o que for possível. Sabemos muito bem que a paz a qualquer custo não é possível. Mas todos sabemos quão grande é essa responsabilidade” ( Angelus , 16 de março de 2003). Nesta tarde, faço eco ao seu apelo, tão relevante hoje.
A oração nos ensina a agir. As capacidades humanas limitadas se unem na oração às capacidades infinitas de Deus. Dessa forma, pensamentos, palavras e ações rompem a corrente demoníaca do mal e são colocados a serviço do Reino de Deus; um Reino onde não há espada, nem drones, nem vingança, nem banalização do mal, nem lucro injusto, mas apenas dignidade, compreensão e perdão. Nisso, temos uma barreira contra essa ilusão de onipotência que se torna cada vez mais imprevisível e agressiva ao nosso redor. O equilíbrio dentro da família humana está gravemente desestabilizado. Até mesmo o Santo Nome de Deus — o Deus da vida — é arrastado para discursos de morte. Assim, um mundo de irmãos e irmãs com um só Pai celestial desaparece e, como em um pesadelo, a realidade se enche de inimigos. Ameaças são percebidas em todos os lugares, em vez de chamados para ouvir e encontrar. Irmãos e irmãs, aqueles que oram estão cientes de suas próprias limitações; eles não matam nem ameaçam com a morte. Por outro lado, aquele que virou as costas ao Deus vivo, para fazer de si mesmo e do seu próprio poder um ídolo mudo, cego e surdo (cf. Sl 115,4-8), ao qual sacrifica todo o valor e pretende que o mundo inteiro se prostre diante dele, está sujeito à morte.
Basta de idolatria do ego e do dinheiro! Basta de demonstrações de força! Basta de guerra! A verdadeira força se manifesta no serviço à vida. São João XXIII, com simplicidade evangélica, escreveu que a paz beneficia a todos, “isto é, cada pessoa, cada família, cada nação, toda a família humana”. E, repetindo as palavras categóricas de Pio XII, acrescentou: “Nada se perde com a paz; tudo se perde com a guerra” (Carta Encíclica Pacem in Terris , 116).
Unamos, então, as energias morais e espirituais de milhões, de bilhões de homens e mulheres, de idosos e jovens, que hoje acreditam na paz, que hoje escolhem a paz, que curam as feridas e reparam os danos causados pela loucura da guerra. Recebo muitas cartas de crianças em zonas de conflito; ao lê-las, percebe-se, com a verdade da inocência, todo o horror e a desumanidade de ações das quais alguns adultos se vangloriam com orgulho. Ouçamos a voz das crianças!
Caros irmãos e irmãs, os líderes das nações carregam, sem dúvida, responsabilidades inescapáveis. A eles clamamos: Basta! É tempo de paz! Sentem-se às mesas de diálogo e mediação, não às mesas onde se planeja o rearme e se deliberam atos de morte. Contudo, há uma responsabilidade igualmente importante para todos nós, homens e mulheres de tantos países diferentes: uma imensa multidão que rejeita a guerra, com ações, não apenas com palavras. A oração nos compromete a transformar o que resta da violência em nossos corações e mentes: convertamo-nos a um Reino de paz que se constrói dia a dia, em lares, escolas, bairros, comunidades civis e religiosas, substituindo a controvérsia e a resignação pela amizade e por uma cultura de encontro. Voltemos a acreditar no amor, na moderação, na boa governança. Eduquemo-nos e comprometamo-nos pessoalmente, cada um respondendo à sua própria vocação. Todos têm o seu lugar no mosaico da paz!
O Rosário, como outras formas antigas de oração, uniu-nos esta tarde em seu ritmo regular, baseado na repetição; assim, a paz avança, palavra por palavra, gesto por gesto, como uma rocha sendo esculpida gota a gota, como o tecido em um tear avançando movimento a movimento. Estas são as longas etapas da vida, um sinal da paciência de Deus. Não precisamos nos deixar levar pela aceleração de um mundo que não sabe o que busca, para que possamos retornar a servir ao ritmo da vida, à harmonia da criação, e curar suas feridas. Como nos ensinou o Papa Francisco, “precisamos de artesãos da paz que estejam prontos para gerar processos de cura e reconciliação com engenhosidade e ousadia” (Carta Encíclica Fratelli tutti , 225). De fato, “existe uma ‘arquitetura’ da paz, na qual as diversas instituições da sociedade intervêm, cada uma segundo sua competência, mas existe também um ‘arte’ da paz que nos envolve a todos” ( ibid ., 231).
Queridos irmãos e irmãs, voltemos para casa com este compromisso de orar sempre, incansavelmente e com profunda conversão de coração. A Igreja é um grande povo a serviço da reconciliação e da paz, avançando sem hesitação, mesmo quando rejeitar a lógica da guerra pode lhe custar incompreensão e desprezo. Ela proclama o Evangelho da paz e nos ensina a obedecer a Deus antes que aos homens, especialmente quando se trata da infinita dignidade do outro ser humano, ameaçada pelas contínuas violações do direito internacional. “Em todo o mundo, é desejável que cada comunidade se torne uma ‘casa de paz’, onde aprendamos a dissipar a hostilidade pelo diálogo, onde a justiça seja praticada e o perdão seja preservado. Hoje, mais do que nunca, é necessário mostrar que a paz não é uma utopia” ( Mensagem para o 59º Dia Mundial da Paz , 1 de janeiro de 2026).
Irmãos e irmãs de todas as línguas, povos e nações: somos uma só família que chora, que espera e que se levanta. “Nunca mais a guerra, uma aventura da qual não há retorno; nunca mais a guerra, uma espiral de luto e violência” (cf. São João Paulo II, Oração pela Paz , 2 de fevereiro de 1991).
Queridos irmãos e irmãs, a paz esteja convosco! É a paz de Cristo ressuscitado, fruto do seu amoroso sacrifício na cruz. Por isso, dirigimos a Ele as nossas orações:
Senhor Jesus,
vós vencestes a morte sem armas nem violência:
dissolvestes o seu poder com a força da paz.
Concedei-nos a vossa paz,
como a concedestes às mulheres que ficaram admiradas na manhã da Páscoa,
como a concedestes aos discípulos que se escondiam e temiam.
Enviai o vosso Espírito,
o sopro que dá vida, que reconcilia,
que transforma adversários e inimigos em irmãos e irmãs.
Inspirai em nós a confiança de Maria, vossa mãe,
que com o coração partido permaneceu aos pés da vossa cruz,
firme na fé de que ressuscitareis.
Que a loucura da guerra chegue ao fim
e que a terra seja cuidada e cultivada por aqueles que ainda
sabem dar à luz, proteger e amar a vida.
Ouvi-nos, Senhor da vida!
Live. Conjuntura religiosa
TRUMP contra LEÃO XIV. ou A PELEJA DO DIABO COM O DONO DO CÉU
Na Live desta segunda às 20h no Instagram romerojunior4503 discutiremos a posição do Papa Leão XIV sobre a geopolítica internacional diante da fúria alucinada de Trump... Partimos desse livro.
Zé Vicente - É bonita demais
CNBB une-se ao Papa Leão XIV em defesa da paz e do diálogo
13/04/2026
Notas|Presidência
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta segunda-feira, 13 de abril, uma nota de apoio ao Papa Leão XIV em razão da defesa firme do Evangelho, pelo Santo Padre, no contexto das guerras no Oriente Médio. Confira, abaixo, a íntegra da Nota da CNBB.
CNBB une-se ao Papa Leão XIV em defesa da paz e do diálogo
A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos. Nesse espírito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade.
Cardeal Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB
Dom João Justino de Medeiros
Arcebispo de Goiânia – GO
1º vice-presidente da CNBB
Dom Paulo Jackson
Arcebispo de Olinda e Recife – PE
2ª vice-presidente da CNBB
Dom Ricardo Hoepers
Bispo auxiliar de Brasília – DF
Secretário-geral da CNBB
Mensagem da Conferência Episcopal Panamenha
Pelo respeito ao ministério petrino e à missão da Igreja Católica
A Igreja que peregrina no Panamá adere, com afeto filial e firme comunhão, ao Santo Padre, o Papa Leão XIV, diante das recentes declarações de um alto dirigente político contra sua pessoa e seu ministério petrino.
O Papa, Sucessor de Pedro, não é um ator político nem responde a interesses ideológicos. Sua missão é essencialmente espiritual: confirmar na fé, guardar a unidade da Igreja e ser voz profética no meio do mundo.
Quando o Santo Padre se pronuncia sobre a paz, a dignidade humana, a justiça ou o sofrimento dos povos, não entra no terreno da confrontação política, mas exerce fielmente sua responsabilidade evangélica.
O Evangelho não se submete a agendas humanas nem a interesses de poder.
Ao contrário, ilumina todas as realidades a partir da verdade do amor e da Misericórdia de Deus, recordando que nenhuma nação, sistema ou liderança pode se colocar acima da dignidade da pessoa humana nem do bem comum.
Por isso, toda palavra do Papa Leão XIV que convide à paz, que questione a violência ou que chame à responsabilidade ética das nações, deve ser compreendida em seu verdadeiro sentido; não como uma intromissão política, mas como um serviço à consciência da humanidade.
A Igreja não busca confrontar nem competir com qualquer autoridade. Sua missão é outra: ser sinal de unidade, promotora do diálogo e construtora da paz.
Nesse caminho, o respeito mútuo, a prudência na linguagem e a abertura ao encontro são condições indispensáveis para uma convivência autenticamente humana.
Convidamos todos — especialmente aqueles que têm responsabilidades públicas — a elevar o nível do diálogo, a evitar expressões que dividem e a reconhecer que o bem dos povos se constrói a partir da verdade, da justiça e da fraternidade.
Neste tempo pascal, no qual proclamamos que a vida venceu a morte, renovamos nossa confiança de que o Senhor continua guiando sua Igreja e sustentando a história, mesmo em meio a tensões e desafios.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).
Cidade do Panamá, 13 de abril de 2026.
† José Domingo Ulloa Mendieta, O.S.A.
Arcebispo Metropolitano do Panamá
Presidente da CEP
"Os padres cantores midiáticos bem que poderiam seguir
os exemplos proféticos de Francisco e Leão XIV. Na verdade, é o mesmo exemplo
de Jesus nos Evangelhos; como diz Atos 1:11: 'Homens da Galileia, por que
ficais aqui parados, olhando para o céu?'. O texto nos convoca a sair de uma
posição passiva e alienada — obviamente, sem os exageros de uma atuação
religiosa focada apenas em aspectos econômicos e
sociais. Com isso, poucos sofreriam de tédio ou depressão. Ficamos à espera de
que esses padres reajam à blasfêmia dos governantes dos EUA e do Estado de
Israel. Isso inclui não apenas o desrespeito a símbolos sagrados, como a
própria imagem de Cristo no primeiro caso e a proibição da missa de Sexta-feira
da Paixão na Igreja do Santo Sepulcro no segundo, mas também a violência contra
milhões de vítimas inocentes das guerras no Oriente Médio perpetradas pelos países acima citados." Zezito de Oliveira - editor do blog da cultura.
Quem reza não mata nem ameaça com a morte, mas tem consciência dos próprios limites. Em vez disso, é escravo da morte aquele que virou as costas ao Deus vivo, para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo (Sl 115, 4-8), ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe. Basta com a idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta com a ostentação da força! Basta com a guerra! A verdadeira força manifesta-se no serviço à vida. #Paz
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