Os pontos de cultura prestam serviços importantes para seus territórios, alcançando 460 mil pessoas por mês e realizando 130 mil atividades gratuitas por ano.
fonte: NonadaO Nonada teve acesso a uma pesquisa que revela o Diagnóstico Econômico da Cultura Viva, a ser lançada na 6ª Teia Nacional. Os dados mostram que recursos privados e a Lei Rouanet ainda são pouco acessados pelos pontos e pontões.
Essa é a primeira pesquisa nacional sobre a realidade econômica dos Pontos e Pontões de Cultura em 20 anos do Programa Cultura Viva, consolidada como a mais importante política de base comunitária do país. O estudo é realizado pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) em parceria com o Consórcio Universitário Cultura Viva (UFBA, UFF e UFPR). O estudou ouviu 2.424 grupos.
A formação e a educação foi o eixo de atuação mais citado, com 41,8% dos pontos realizando atividades formativas. Cultura e saúde (18%), desenvolvimento social e comunitário (15,7%), meio ambiente e sustentabilidade (8,2%) também foram frentes de atuação mencionadas.
A carga de trabalho voluntário e colaborativo realizado nos Pontos é um dos destaques do estudo. Os Pontos movimentam cerca de 8 mil trabalhadores voluntários por mês, com um percentual de 83% de trabalhadores voluntários em comparação a outras relações de trabalho, como integrantes das associações (56,5%), MEIs (42,4%) e CLTs (12,5%).
O estudo também traz indícios importantes para identificar quais as principais barreiras para acessar editais e outras fontes de financiamento. Para 49,8%, as dificuldades com burocracia e documentações são o principal entrave na busca de recursos financeiros. Já a ausência de informações sobre editais foi citada por 34,4%, a falta de equipe por 30,8% e o curto prazo de inscrição por 25,9%.
Reportagem: @alexandrebriozo
Foto: Rede Cultura Viva/reprodução
Para acessar os dados completos.... AQUI
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