quinta-feira, 24 de abril de 2025

E a Igreja não estava preparada para um papa cristão. Artigo de Romero Venâncio


Um Papa dos Refugiados... Um Papa dos Sem Teto... O único Estadista na decadente Europa... Um Papa Cristão... E sua Igreja não o compreendeu...



 "Pensando para além de sua Igreja e não se limitando a questões internas da sua religião, o Papa se colocou como um farol para uma niilista e abatida Europa, mas sem nenhum eurocentrismo. Francisco foi um Papa que pensou grande e cosmopolita. Foi um Papa que chamou a atenção do mundo e colocou em trilhos atuais um projeto de esperança efetivo", escreve Romero Venâncio, graduado em Teologia pelo Instituto de Teologia de Recife (ITER) e professor de Filosofia na Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Eis o artigo.

Neste dia 21-04-2025, acordamos com a triste notícia da morte do Papa Francisco. Em tudo, um Papa raro. Ousaria dizer que a Igreja Católica não estava preparada para um papa cristão em gestos e palavras como foi Francisco. Não afirmamos esse aparente paradoxo como crítica vulgar. Nada disso. Pensamos que a grandeza do Papa Francisco esteve desde o início de seu pontificado, em 2013. A escolha do nome surpreendeu. Ser de origem latino-americana foi mais uma surpresa. Ser um jesuíta foi inesperado. E ter a biografia eclesiástica que tinha deixou muitos atordoados. Um Papa de gestos simples e modos contagiantes. Doze anos de papado que indicam mudanças profundas na Igreja e só perceptíveis com o tempo.

Vamos fazer uma reflexão a partir do seguinte ponto de vista: não foi somente um Papa que morreu, mas um estadista na atual conjuntura europeia e mundial... E isto, o mundo sentirá. O Papa Francisco foi além das questões internas da Igreja Católica, foi um Pontífice que se posicionou contra a xenofobia, o racismo, o fascismo, o genocídio sofrido diariamente pelo povo palestino, contra a fome, contra o moralismo apequenado... Em seu humanismo radicalFrancisco soube honrar o nome escolhido para o pontificado e avançou num caminho importante da conjuntura eclesial: deslocou o eixo teológico de temas de costume e moral individual para um projeto societário. Compreendeu a fé cristã em sua totalidade. Da Laudato Si' à Laudate Deum, ampliou o horizonte de uma autêntica doutrina social da Igreja.

Dentro da Igreja, o Papa Francisco produziu algumas mudanças significativas. Tendo plena consciência de uma divisão insuperável que vive a Igreja Católica no mundo, o Papa não enfrentou a divisão alimentando o ódio como método. Sabia das contradições que estavam dentro da Igreja. Uma nota particular: acompanhei e monitorei durante quatro anos, numa pesquisa acadêmica, uma certa extrema-direita católica brasileira nas redes digitais e seu crescimento nas dioceses e paróquias. E, desde 2014, esses grupos extremistas tinham/têm no Papa Francisco seu foco de ataque quase cotidiano. O Papa é visto como comunista, infiltrado na Igreja, modernista, seguidor da Teologia da Libertação, apoiador da pauta "woke", anticristo... O que mais chama a atenção nessa gente de extrema-direita dentro do catolicismo é a "qualidade" deles nestas redes digitais. São monarquistas, devocionalistas, tradicionalistas, moralistas, desqualificados teologicamente e simpáticos a ideias fascistas, bolsonaristas e sempre parecem viver num mundo que só existe nas "teorias conspiratórias". Obviamente, não se pode reduzir a Igreja a essa direita atuante.

O outro lado da Igreja entendeu bem o projeto eclesial-missiológico do Papa Francisco. O que o Papa chamou sintomaticamente de: "Uma Igreja em saída". Antenado com a herança do Concílio Vaticano II, o Papa viajou pelo mundo: Oriente Médio, Ásia, África, América Latina, Estados Unidos. Era preciso mudar a Igreja por dentro e fazê-la sair de si. Chamou seu principal pressuposto teológico de "Igreja Sinodal" e de uma "Igreja em escuta". Sentiu forte as reações de dentro da própria Igreja a seu projeto sinodal. Francisco não desanimou. Sabia que era necessário um Evangelho que dialoga sem arrogância ou verdades eternas com o mundo contemporâneo.

Francisco Estadista

Até os ateus na Europa reconheceram que o único estadista na Europa nestas duas décadas do século XXI era o Papa Francisco. Não sem uma curiosa ironia. A mesma Europa que radicalizou o seu secularismo pós-Revolução Francesa e acreditou que "Deus estava morto" (Nietzsche) e que a religião era apenas alienação (Marx) ou ilusão (Freud), chegava no final do século XX acossada por xenofobia, neonazismo, integrismo e subserviente ao imperialismo dos EUA. Incapaz de sair de profundas contradições, a Europa se afunda em velhos e conhecidos obscurantismos que acreditou ter superado. Líderes medíocres, fascistas, simpáticos a ideias nazistas ou figuras sem brilho ou liderança. Uma Europa cansada e sem projeto. O que aparecia como uma lufada de inteligência e humanismo nessa Europa atual? Um Papa. Um modesto e sensível Papa. O Papa Francisco. Pensando para além de sua Igreja e não se limitando a questões internas da sua religião, o Papa se colocou como um farol para uma niilista e abatida Europa, mas sem nenhum eurocentrismo. Francisco foi um Papa que pensou grande e cosmopolita. Foi um Papa que chamou a atenção do mundo e colocou em trilhos atuais um projeto de esperança efetivo.

Por fim, recomendo um documentário que melhor resume o papado de Francisco e pelas lentes de um cineasta alemão nada religioso. Trata-se de: "Papa Francisco: Um Homem de Palavra" (direção de Wim Wenders, 2018). No filme, vemos uma jornada íntima pela vida pública e espiritual de uma das figuras religiosas mais importantes do mundo naquela quadra histórica de 2018. Viajando pelo mundo, espalhando mensagens de esperança em uma era de profunda descrença política, Papa Francisco representa ideais progressistas dentro da Igreja Católica. O documentário procura apresentar seu trabalho reformista, suas muitas visitas pelo mundo e suas respostas às questões globais atuais sobre morte, justiça social, imigração, ecologia, desigualdade econômica, materialismo e o papel da família. No gesto ou na palavra, o Papa Francisco marcou fundo a Igreja e o mundo como poucos Papas na história conseguiram fazer.


SERGIPE - Debate democrático sobre temas sociais, politicos e culturais nas Escolas (Constituição e LDB) X Censura (Escola Sem Partido, Deputado Donatrampi)

 SINTESE repudia projeto de lei que criminaliza atividades escolares. 📢

O presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, se pronunciou em repúdio ao projeto de lei 86/2025, de autoria do deputado Luizão Donatrampi, que visa criminalizar atividades escolares, aplicando sanções e processos administrativos a professores e diretores.

O ‘projeto da mordaça’ “dispõe sobre a vedação à prática de militância político-partidária por agentes públicos e profissionais da educação nas instituições de ensino da rede pública em geral”. O que ele considerou militância político-partidária foi um debate sobre o protagonismo feminino na política, com a presença de mulheres parlamentares de diferentes correntes políticas. 😶

Com este projeto, o deputado Luizão quer que sejam aplicadas punições, desde advertência à abertura de processo administrativo que culmine com a exoneração de professores e gestores de escolas públicas que infrinjam esta leia, caso aprovada.

“Isso é um absurdo sem medida. O que ele quer é amordaçar professores, cerceando a liberdade de cátedra, a autonomia em sala de aula, não permitindo que sejam formados cidadãos e cidadãs em sala de aula”, criticou o presidente do SINTESE. “Esperamos o bom senso dos deputados e deputadas sergipanos, em especial do presidente da Casa, Jeferson Andrade, que não coloque em pauta este absurdo, que é uma violência ao magistério”, disse Roberto.

Confira o projeto em nosso site www.sintese.org.br 💻


Deputado Luizão Donatrampi explica projeto de lei que tem gerado polêmica


Deputada Linda Brasil responde ao deputado Luizão Dona Trampi

A Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/1996) estabelecem princípios fundamentais que garantem a liberdade para debates de temas sociais, políticos e culturais no ambiente escolar. Abaixo, destaco os pontos mais relevantes:

1. Constituição Federal (1988)

Liberdade de aprender, ensinar e divulgar pensamentos (Art. 206, II):

A Constituição assegura a "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber", o que inclui a discussão de temas sociais, políticos e culturais nas escolas .

Pluralismo de ideias (Art. 206, III):

Garante o "pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas", fundamentando a necessidade de debates diversificados e não doutrinários 

Respeito à liberdade e tolerância (Art. 206, VIII):

Prevê o "respeito à liberdade e apreço à tolerância", essenciais para discussões democráticas .

2. Lei de Diretrizes e Bases (LDB - Lei nº 9.394/1996)

Princípios da educação nacional (Art. 3º):

Incluem:

Liberdade de aprender e ensinar (inciso II);

Pluralismo de ideias (inciso III);

Respeito à liberdade e tolerância (inciso IV) .

Finalidade da educação (Art. 2º):

Visa ao "pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania", o que pressupõe a discussão crítica de temas sociais e políticos .

Gestão democrática (Art. 3º, VIII):

Incentiva a participação da comunidade escolar, reforçando a importância do diálogo sobre questões culturais e políticas .

3. Contexto Atual e Propostas Legislativas

Projeto de Lei 3.942/2019:

Propõe alterações na LDB para explicitamente assegurar a liberdade de expressão no ambiente escolar, proibindo cerceamentos por coação ou discriminação. O relator do projeto, senador Flávio Arns, destacou que a escola deve ser espaço de "contraditório e debate" .

Críticas ao "Escola Sem Partido":

Especialistas argumentam que projetos como o PL 7.180/2014 (Escola Sem Partido) podem limitar a liberdade pedagógica ao restringir temas como gênero, sexualidade e política, contrariando os princípios da LDB e da Constituição .

4. Limites e Responsabilidades

Respeito aos direitos fundamentais:

A liberdade de debate não pode violar direitos como a dignidade humana ou incitar discriminação. A LDB e a Constituição exigem que as discussões ocorram dentro de preceitos constitucionais (ex.: combate ao racismo, à homofobia) .

Papel do professor:

Deve mediar debates com base no "conhecimento sistematizado", sem impor visões pessoais, mas também sem omitir temas relevantes para a formação cidadã .

Conclusão

A legislação brasileira garante ampla liberdade para debates escolares, desde que alinhados aos princípios democráticos. No entanto, há tensões entre essa liberdade e propostas que buscam regulá-la, como o Escola Sem Partido. A LDB e a Constituição reforçam que a escola deve ser um espaço de formação crítica, plural e respeitoso, preparando os estudantes para a vida em sociedade .

Para mais detalhes sobre o PL 3.942/2019, que busca reforçar esses princípios, consulte .

LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996

Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html


Por que o Escola Sem Partido vai contra o papel da escola

Publicado no dia 8 de maio, o relatório referente ao Projeto de Lei nº. 7180/2014, conhecido como Escola Sem Partido, traz argumentos costurados a noções de democracia e de liberdade por meio de linhas falsas.

imagens gerados pela IA deepseek


Morre Edy Star, um dos maiores ícones da contracultura no Brasil. Autor de Procissão, com Gilberto Gil, ele foi um dos integrantes do disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista”, ao lado de Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Miriam Batucada

Edy Star. Créditos: Andres Costa/Divulgação

O artista baiano Edy Star, conhecido por sua ousadia e papel marcante na contracultura musical brasileira, morreu nesta quinta-feira (25), aos 87 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Heliópolis, na zona sul da capital, após complicações decorrentes de uma queda sofrida em casa na semana anterior.

Edy foi transferido para a unidade hospitalar na quarta-feira (23), depois de uma longa espera por atendimento adequado na UPA da Vila Mariana. A demora mobilizou amigos e fãs, entre eles o historiador Ricardo Santhiago, autor de sua biografia, que usou as redes sociais para pressionar por uma remoção urgente.

Segundo a equipe do artista, a morte ocorreu de forma tranquila, durante o tratamento médico. As causas foram insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda e pancreatite aguda.

Vida e obra

Nascido Edivaldo Souza em Juazeiro, no interior da Bahia, Edy Star começou sua carreira ainda jovem, em programas de rádio locais. Mas foi no eixo Rio-São Paulo, nos anos 1960, que ele consolidou sua trajetória artística. Compôs ao lado de Gilberto Gil a música Procissão, atualmente no repertório da turnê de despedida do cantor baiano, e protagonizou momentos históricos da música popular brasileira.

Seu nome entrou definitivamente para a história com o disco coletivo Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971), ao lado de Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Miriam Batucada — uma explosão de irreverência e crítica social. Nessa época, Edy também enfrentava de frente os tabus sociais, especialmente os ligados à sexualidade, tornando-se o primeiro cantor brasileiro a se declarar abertamente homossexual.

Com seu estilo extravagante e influência do glam rock, lançou em 1974 o disco Sweet Edy, com colaborações de nomes como Caetano Veloso, Jorge Mautner, Roberto e Erasmo Carlos. O álbum o consolidou como figura única no cenário nacional, misturando teatralidade, provocação e sofisticação.

Após uma temporada na Espanha nos anos 1990, onde atuou como produtor e ator, Edy retornou ao Brasil nos anos 2000, sendo redescoberto por uma nova geração. Em 2017, lançou o álbum Cabaré Star, produzido por Zeca Baleiro e Sergio Fouad, e seguia trabalhando em um novo projeto musical com canções de Raul Seixas, seu grande amigo e parceiro de jornada.

Com sua “bolsinha” de memórias — como gostava de chamar seus arquivos pessoais —, Edy movimentava as redes sociais compartilhando lembranças e bastidores ao lado de ícones da música brasileira. Sua trajetória virou tema do documentário Antes que Me Esqueçam, Meu Nome é Edy Star, de Fernando Moraes, e da biografia Eu Só Fiz Viver, assinada por Santhiago.

Na última entrevista concedida ao Estadão, em dezembro de 2024, Edy resumiu sua existência com a leveza que o acompanhou por toda a vida: “Eu estou aqui para me divertir. Vim ao mundo só para isso, e continuo me divertindo”.

https://revistaforum.com.br/cultura/2025/4/24/morre-edy-star-um-dos-maiores-icones-da-contracultura-no-brasil-178021.html?fbclid=IwY2xjawJ3U7hleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETFJVDB1Q0M2UFBaVTNCOTFiAR6DBsBgrpHVALMJ7TNOZDR4L-HN5LH3x69sw9PCuxnYsQVGJwHBXe_u3IfeMQ_aem_DhnTwDXtdECP-IzI3F2mkg






José Teles no facebook
Passei a vista por algumas matérias, de outros estados, sobre a morte de Edy Star, cantor, ator, artista plástico, baiano, de Juazeiro. Nenhuma tem nada sobre a passagem do entáo Edy Souza pelo Recife, onde chegou e morou de 1966 até 1968.
Logo entrosado na exuberante cena musical da cidade, Edy ingressou no coletivo Construção , de que participavam, entre outros, Teca Calazans, Marcelo Melo, Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos. Com Teca (então Terezinha), e estes músicos, participou, em 1967  do elogiadíssimo espetáculo Memórias de Dois Cantadores. Nele, Edy Souza teve seu talento reconhecido, e foi contratado pra fazer  um.programa na TV Jornal do Commercio (Naná também foi pra emissora). Em tempo. No Memória, Naná descobriu o berimbau, que tocava num trecho do musical.
Em 1968, os dois foram para o Rio. O objetivo seria defender a música Dia Cheio de Ogum, de Capiba, no festival O Brasil Canta no Rio, da TV Excelsior. Viajaram de ônibus, com passagens pagas pelo compositor. A música de Capiba ficou entre as 12 finalistas, e se tornou a primeira gravada em disco por Edy Star.
Edy e Nana ficaram no Rio. 
Em 1971, com Raul Seixas, Sergio Sampaio e Miriam Batucada, ele participou do polêmico LP Sociedade da Gran-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez (CBS). Dois anos depois, lançaria o álbum solo Sweet Edy assumidamente gay, e glitter. Um ótimo e ousado LP, com direito a canção inédita de Roberto e Erasmo.
Edy cairia no ostracismo, morou na Eapanha, voltou ao Brasil e foi redescoberto na primeira década do século 21.
Pode ser uma imagem de 6 pessoas, piano, clarinete, trompete e saxofone


Todas as reações:


quarta-feira, 23 de abril de 2025

Canções para Francisco.

 Homenagem ao Papa Francisco, com algumas imagens que representam o seu papado.------

| Verbo Filmes lança clipe da música “Somos Todos Francisco”

A Verbo Filmes tem a alegria de apresentar o clipe da canção “Somos Todos Francisco”, uma nova composição do missionário verbita Cireneu Kuhn, com participação especial de Francisco Rosa dos Santos. 

“A canção 'Somos Todos Francisco' é um chamado à comunhão universal e à simplicidade do Evangelho, evocando o estilo de vida franciscano assumido no pontificado do Papa Francisco, que une cuidado com a criação, compromisso com os mais vulneráveis e profunda intimidade com Deus. Ser Francisco hoje é buscar a paz, a justiça, a escuta da Mãe Terra e dos invisibilizados da sociedade. É viver o Evangelho com os pés no chão e o coração no Alto”, afirma o autor. 

O clipe, produzido com imagens que representam o papado de Francisco, também marca o compromisso da Verbo Filmes com a evangelização por meio da música e da linguagem audiovisual, oferecendo conteúdos que inspiram, formam e transformam.

🎵Assista, cante, reze e compartilhe!

https://youtu.be/4dhU29fXKT8

Francisco no Céu / Francisco aqui / Nós somos todos Francisco / Laudato Si’ 

Acima, adicionado em 12/05/2025


Sólo le pido a Dios (español, hebreo y árabe) - Alma Sufi Ensamble ft. León Gieco y Gastón Saied



Beth Carvalho - Eu Só Peço a Deus (Solo Le Pido a Dios) (Pseudo Video)



"Eu só peço a Deus

Que a dor não me seja indiferente

Que a morte não me encontre um dia

Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus

Que a dor não me seja indiferente

Que a morte não me encontre um dia

Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus

Que a injustiça não me seja indiferente

Pois não posso dar a outra face

Se já fui machucado brutalmente

Eu só peço a Deus

Que a guerra não me seja indiferente

É um monstro grande e pisa forte

Toda pobre inocência desta gente

É um monstro grande e pisa forte

Toda pobre inocência desta gente

Eu só peço a Deus

Que a mentira não me seja indiferente

Se um só traidor tem mais poder que um povo

Que este povo não esqueça facilmente

Eu só peço a Deus

Que o futuro não me seja indiferente

Sem ter que fugir desenganado

Pra viver uma cultura diferente

Solo le pido a Dios

Que la guerra no me sea indiferente

Es un monstruo grande y pisa fuerte

Toda la pobre inocencia de la gente

Es un monstruo grande y pisa fuerte

Toda la pobre inocencia de la gente"



Sou Bom Pastor











A relação do Papa Francisco com ícone do punk rock

Por João Renato Alves

Postado em 21 de abril de 2025

O Papa Francisco estabeleceu uma relação interessante com o rock. E não, não estamos falando daquela montagem em que ele supostamente estaria trajando uma camiseta do Black Sabbath. Ao invés do heavy metal, o argentino nascido Jorge Mario Bergoglio se aproximou de uma lenda viva do punk durante o pontificado encerrado com sua morte em 21 de abril de 2025.

Leia no Whiplash.Net: https://whiplash.net/materias/news_684/369055-pattismith.html


Mariza canta Foi Deus na Colina do Encontro


"Não sei não sabe ninguém

Por que canto o fado

Neste tom magoado

De dor e de pranto

E neste tormento

Todo o sofrimento

Eu sinto que a alma

Cá dentro se acalma

Nos versos que canto


Foi Deus

Que deu luz aos olhos

Perfumou as rosas

Deu ouro ao Sol

E prata ao luar

Foi Deus

Que me pôs no peito

Um rosário de penas

Que vou desfiando

E choro a cantar

E pôs as estrelas no céu

E fez o espaço sem fim

Deu o luto as andorinhas

Ai e deu-me esta voz a mim


Se canto

Não sei o que canto

Misto de ventura

Saudade ternura

E talvez amor

Mas sei que cantando

Sinto o mesmo quando

Se tem um desgosto

E o pranto no rosto

Nos deixa melhor


Foi Deus

Que deu voz ao vento

Luz ao firmamento

E deu o azul as ondas

do mar foi Deus

Que me pôs no peito

Um rosário de penas

Que vou desfiando

E choro a cantar

Fez poeta o rouxinol

Pôs no campo o alecrim

Deu as flores à primavera

Ai e deu-me esta voz a mim"




Tu és a estrela que guia o meu coração
Tu és a estrela que iluminou o meu chão
És o sinal de que eu conduzo o destino
Tu és a estrela, e eu sou o peregrino

Até aqui, foi uma escuridão tal
Dessas que nos faz ser sábios do mundo
Vivi desilusão tão desigual
Que eu vim dar a minha infância num segundo

Nem sabes tu aquilo que fizeste
Por mim, até por ti, quando chegaste
Só sei que ao te ver tu reergueste
O que em mim era só cinza e desgaste

Tu és a estrela que guia o meu coração
Tu és a estrela que iluminou o meu chão
És o sinal de que eu conduzo o destino
Tu és a estrela, e eu sou o peregrino

Bem mais feliz agora, certamente
Vou eu seguindo assim pela vida afora
Não mais estarei sozinha, estou bem crente
Que o teu feixe de luz própria me segue agora

Tu és a estrela que guia o meu coração
Tu és a estrela que iluminou o meu chão
És o sinal de que eu conduzo o destino
Tu és a estrela, e eu sou o peregrino
Tu és a estrela, e eu sou o peregrino




JMJ - Luan Santana Canta oração de São Francisco e se emociona

"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé

Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz

Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna

Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna"



Vaticano’n’roll: Papa Francisco gravou CD de Rock com ‘pegada’ Bon Jovi e Pink Floyd

OUÇA – “Wake Up! reuniu 11 faixas em português, espanhol, inglês e italiano, incluindo momentos marcantes como o discurso pós-eleição em 2013, no qual Francisco declarou vir “do fim do mundo”





Em homenagem à vida e ao legado do Papa Francisco (1936-2025), um homem de compaixão, sabedoria e profunda humanidade. Através desta homenagem musical, lembramos alguém que nunca deixou de falar pelos pobres, pelos esquecidos e pelos sem voz. O Papa Francisco dedicou seu papado a quebrar barreiras — entre fés, culturas e pessoas — lembrando ao mundo que a misericórdia, o diálogo e o amor são mais fortes do que a divisão. "Construamos pontes, não muros." — Papa Francisco. Ele desafiou o mundo a se importar menos com poder e status, e mais com humildade e serviço. "O mundo nos diz para buscar sucesso, poder e dinheiro; Deus nos diz para buscar humildade, serviço e amor." — Papa Francisco. Da Holanda, oferecemos esta apresentação como uma oração final de gratidão. Que seu legado continue vivo em atos de bondade, e que ele descanse em paz eterna.